Tag: Ministério da Agricultura

  • Danone do Brasil desmente a própria Danone em polêmica com soja brasileira

    Danone do Brasil desmente a própria Danone em polêmica com soja brasileira

    A Aprosoja Brasil, entidade que representa os agricultores do maior produtor e exportador global de soja, manifestou que há “motivos de sobra” para que os produtores rurais brasileiros boicotem a Danone.

    Essa declaração surge após um alto executivo da multinacional francesa afirmar que a empresa não comprará mais soja do Brasil.

    Em resposta, o Ministério da Agricultura do Brasil destacou que o país deve ser tratado com “a mesma justiça e equilíbrio que pautam as relações comerciais internacionais”.

    O ministério também rechaçou as “posturas intempestivas e descabidas” de empresas europeias com forte presença no mercado brasileiro, sem especificar quais seriam essas empresas.

    Entenda a polêmica criada pela Danone

    A situação se agravou quando Juergen Esser, CFO da Danone, declarou à Reuters que a empresa havia interrompido a importação de soja brasileira. O motivo alegado estaria relacionado a questões de sustentabilidade.

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    Contudo, a Danone do Brasil negou essa afirmação, afirmando que continua a adquirir soja nacional em conformidade com as regulamentações locais e internacionais.

    “A Danone está há mais de 50 anos no Brasil e investe anualmente em ações que priorizam o apoio e o desenvolvimento de grandes a pequenos produtores locais, incentivando práticas mais sustentáveis em todos os elos da nossa cadeia de fornecimento,” afirmou a empresa em comunicado.

    A companhia ressaltou, além disso, que a soja brasileira é essencial para sua cadeia de fornecimento. “A soja brasileira é um insumo essencial na cadeia de fornecimento da companhia no Brasil e continua sendo utilizada.”

    Legislação Brasileira

    O governo brasileiro enfatizou que possui uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo e considera arbitrárias as normas propostas pela União Europeia.

    O Ministério Agricultura manifestou, portanto, seu compromisso com práticas agrícolas sustentáveis e transparentes.

  • Descubra quais são os municípios mais ricos do agro brasileiro

    Descubra quais são os municípios mais ricos do agro brasileiro

    A produção agrícola brasileira continua impulsionando a economia, com destaque para os municípios de Sorriso (MT) e São Desidério (BA), que lideram o ranking dos 100 municípios mais ricos do agronegócio em 2023. A lista foi divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Política Agrícola, com base na Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) do IBGE.

    Em 2023, o valor total da produção agrícola no Brasil alcançou R$ 814,5 bilhões, dos quais R$ 260 bilhões, ou 31,9%, vieram dos 100 municípios mais produtivos. Essa elite agrícola está distribuída por 14 estados, entre eles Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul, com uma concentração expressiva na região Centro-Oeste.

    O estado de Mato Grosso se destaca, abrigando 36 dos municípios mais produtivos do país, com Sorriso no topo da lista, alcançando R$ 8,3 bilhões em valor de produção. Em segundo lugar está São Desidério, na Bahia, com uma produção de R$ 7,8 bilhões.

    Municípios mais ricos do agronegócio em 2023- Divulgação: MAPA

    Esses 100 municípios ocupam uma área colhida de 33,1 milhões de hectares, o equivalente a 34,5% da área total cultivada no Brasil, que é de 95,8 milhões de hectares. A pesquisa considerou 70 diferentes produtos das lavouras temporárias e permanentes, espalhados por 5.563 municípios brasileiros.

    Entre os produtos de maior destaque, a soja se consolidou como o principal, representando R$ 348,6 bilhões (42,8% do valor total da produção agrícola). O milho também registrou um desempenho expressivo, gerando R$ 101,8 bilhões, seguido pela cana-de-açúcar, com R$ 101,9 bilhões. Outros produtos, como algodão, café e laranja, reforçam a diversidade do agronegócio brasileiro.

    Em algumas culturas específicas, certos municípios têm participação expressiva na produção nacional. Sapezal (MT) e São Desidério (BA) respondem por mais de 30% da produção de algodão do país, enquanto Santa Vitória do Palmar (RS) se destaca na produção de arroz, com 5,6% do total nacional.

    Confira o top 10 municípios mais ricos do agronegócio em 2023:

    • Sorriso (MT)
    • São Desidério (BA)
    • Sapezal (MT)
    • Campo Novo do Parecis (MT)
    • Rio Verde (GO)
    • Diamantino (MT)
    • Formosa do Rio Preto (BA)
    • Nova Ubiratã (MT)
    • Nova Mutum (MT)
    • Jataí (GO)

    Com esse desempenho, o agronegócio brasileiro segue como um dos principais motores da economia, consolidando a liderança de municípios que impulsionam o crescimento do setor.

  • Governo abre consulta para regulamentar drones agrícolas

    Governo abre consulta para regulamentar drones agrícolas

    O Ministério da Agricultura abriu uma consulta pública para discutir a regulamentação dos operadores de drones agrícolas no Brasil. A proposta, detalhada na Portaria SDA nº 1.187, define os requisitos e procedimentos para o registro desses profissionais. Além disso, tem as normas para o credenciamento de entidades que oferecem cursos de aviação agrícola.

    A nova regulamentação vai substituir as normas vigentes, incluindo a Instrução Normativa MAPA nº 2/2008, que abrange aeronaves tripuladas, e a Portaria nº 298/2021, que trata dos drones. As mudanças visam modernizar o setor, ajustando as regras às novas tecnologias. Ao mesmo tempo, deve desburocratizar o processo de registro de operadores e agilizar o credenciamento de instituições de ensino.

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    Segundo Uéllen Colatto, chefe da Divisão de Aviação Agrícola da Secretaria de Defesa Agropecuária, a atualização da legislação busca tornar o gerenciamento e a fiscalização das operações aeroagrícolas mais eficientes. “Nosso objetivo é adaptar as normas à realidade tecnológica e melhorar a gestão do setor”, destacou Colatto.

    A proposta também segue as diretrizes do novo Decreto da Aviação Agrícola. Ele deve ser publicado em breve, e atende à Lei do Autocontrole (Lei 14.515/2022). Em resumo, a consulta pública ficará aberta por 60 dias, permitindo que profissionais e entidades enviem suas sugestões.

     

  • Azeite de oliva – MAPA divulga nova lista de marcas impróprias para consumo

    Azeite de oliva – MAPA divulga nova lista de marcas impróprias para consumo

    Nesta quinta-feira (3), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou uma lista com 11 marcas de azeite de oliva que foram desclassificadas e consideradas impróprias para consumo.

    As marcas afetadas incluem Málaga, Rio Negro, Quinta de Aveiro, Cordilheira, Serrano, Oviedo, Imperial, Ouro Negro, Carcavelos, Pérola Negra e La Ventosa.

    O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária analisou os produtos e os desclassificou por não atenderem aos parâmetros estabelecidos pela Instrução Normativa nº 01/2012.

    Além disso, todas as empresas responsáveis por esses produtos estão com o CNPJ baixado junto à Receita Federal, indicando a possibilidade de fraude.

    Reincidência

    As marcas Serrano e Cordilheira haviam sido proibidas recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e as análises físico-químicas do Mapa confirmam a suspeita de fraude nos produtos.

    O Mapa alerta que poderá responsabilizar supermercados e atacadistas que vendem produtos desclassificados e de procedência desconhecida, com base no Decreto nº 6.268/2007.

    Eles ainda analisam outras marcas e divulgarão uma nova lista assim que concluírem os resultados.

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    Os consumidores que adquiriram esses produtos devem interromper seu consumo imediatamente.

    Além disso, o consumidor deve solicitar a substituição conforme o Código de Defesa do Consumidor ou por meio do canal oficial Fala.BR do Mapa, informando o estabelecimento e o endereço onde adquiriu o produto.

    Lista por marcas

    Ao todo são 11 marcas: Málaga, Rio Negro, Quinta de Aveiro, Cordilheira, Serrano, Oviedo, Imperial, Ouro Negro, Carcavelos, Pérola Negra e La Ventosa. Reprodução MAPA

    Dicas ao Consumidor

    O azeite de oliva ocupa o segundo lugar entre os produtos alimentares mais fraudados no mundo, ficando atrás apenas do pescado. Portanto, para evitar fraudes, os consumidores devem adotar alguns cuidados ao escolher os produtos:

    • Desconfie sempre de preços abaixo da média.
    • Verifique se a empresa está registrada no Mapa.
    • Consulte a lista de produtos irregulares já apreendidos em ações do Mapa.
    • Evite comprar azeite a granel.
    • Esteja atento à data de validade e aos ingredientes contidos.
    • Opte por produtos com a data de envase mais recente.
  • Brasil é protagonista mundial na adoção de bioinsumos

    Brasil é protagonista mundial na adoção de bioinsumos

    O uso de bioinsumos tem ganhado espaço de destaque no setor agrícola brasileiro, especialmente no cultivo de frutas e hortaliças. O Brasil, que já é considerado um dos protagonistas globais nesse segmento, movimentou cerca de R$ 5 bilhões em produtos biológicos agrícolas em 2023. Segundo a Blink/Croplife Brasil, o setor cresceu a uma taxa média de 21% ao ano nos últimos três anos. Isso equivale a um percentual quatro vezes superior à média mundial. Esse avanço reflete o crescente interesse por práticas mais sustentáveis e a busca por alternativas aos defensivos químicos tradicionais.

    Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) revelam que, em 2023, aproximadamente 50 milhões de hectares foram cultivados com algum tipo de bioinsumo no Brasil, sendo os biodefensivos e biofertilizantes os mais utilizados. Esses produtos biológicos têm se consolidado como ferramentas essenciais para o manejo sustentável das lavouras, contribuindo para a redução de resíduos químicos e o controle de pragas e doenças.

    Tendência

    Uma pesquisa exploratória realizada pela revista Hortifruti Brasil, do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, confirma a tendência. O estudo mostra que a maioria dos produtores já adota bioinsumos de forma rotineira. E destacando vantagens como a maior sustentabilidade no manejo das culturas e a redução da resistência de pragas aos produtos químicos.

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    Apesar dos avanços, o setor ainda enfrenta desafios significativos. Entre os principais obstáculos citados pelos produtores estão o alto custo, questões de regulamentação e a eficácia dos produtos. Além disso, o conhecimento técnico sobre o uso dos bioinsumos ainda precisa ser ampliado para que a adoção dessas práticas possa crescer de forma mais consistente.

    Esses números e desafios refletem o compromisso do Brasil em promover uma agricultura mais sustentável. E destaca seu papel de liderança global no uso de tecnologias que contribuem para a preservação ambiental e a eficiência produtiva.

    O que são bioinsumos

    Bioinsumos são produtos de origem biológica, como microrganismos, extratos vegetais e substâncias naturais, que podem ser utilizados na agricultura para promover o crescimento das plantas, controlar pragas e doenças, e melhorar a qualidade do solo

    Sendo assim, eles se apresentam como uma alternativa mais sustentável e ecológica aos insumos químicos tradicionais. E também contribui, portanto, para uma agricultura mais equilibrada e saudável.

    Eles podem ser classificados em diferentes categorias, cada uma com suas próprias características e aplicações

    • Biofertilizantes: Contêm microrganismos benéficos, como bactérias e fungos, que ajudam a fixar nitrogênio, solubilizar nutrientes e melhorar a absorção pelas plantas.
    • Biopesticidas: Derivados de organismos vivos, como bactérias, vírus e fungos, que atuam no controle de pragas e doenças de forma natural e seletiva.
    • Extratos vegetais: Obtidos a partir de plantas, esses produtos podem estimular o crescimento, fortalecer a resistência das plantas e repelir insetos.
    • Substâncias húmicas: Derivadas da decomposição de matéria orgânica, melhoram as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo
  • Exportações – novo recorde para o agronegócio brasileiro

    Exportações – novo recorde para o agronegócio brasileiro

    As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram um novo recorde em julho de 2024, totalizando US$ 15,44 bilhões. Esse resultado representa um crescimento de 8,8% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, quando as exportações somaram US$ 14,20 bilhões. O desempenho robusto do setor reafirma sua importância para a economia nacional.

    Os setores que mais impulsionaram esse resultado foram o complexo soja, carnes, complexo sucroalcooleiro, produtos florestais e café, que juntos representaram 82,5% das exportações do agronegócio em julho. Destaca-se o aumento nas exportações de soja em grãos para a China, que continua sendo o maior mercado para o produto brasileiro. Além disso, as exportações de carnes cresceram 19,2%, com ênfase na carne bovina e suína.

    Em particular, as exportações de carne bovina atingiram US$ 1,14 bilhão, um aumento de 34% em relação a julho de 2023. O volume exportado também foi recorde, com 265,7 mil toneladas, refletindo um crescimento de 43,9% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. A China foi o principal destino da carne bovina brasileira, representando mais da metade do volume exportado, seguida pelos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e Filipinas.

    Importância do desempenho do agronegócio

    Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, destacou a importância do desempenho do agronegócio: “O resultado excepcional da balança comercial do agronegócio em julho é um reflexo claro da dedicação de toda a equipe do Mapa, sob a liderança do Ministro Carlos Fávaro. A estratégia de abrir novos mercados e fortalecer relações diplomáticas tem permitido que produtos como soja, açúcar e carnes atinjam números históricos.”

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    No acumulado de janeiro a julho de 2024, as exportações do agronegócio totalizaram US$ 97,80 bilhões, um recorde histórico para o período e um aumento de 1% em relação aos US$ 96,87 bilhões exportados nos primeiros sete meses de 2023. Produtos como açúcar de cana em bruto e soja em grãos tiveram aumento expressivo nas quantidades embarcadas, contribuindo para o resultado positivo.

    Análise dos últimos 12 meses

    Considerando os últimos 12 meses, de agosto de 2023 a julho de 2024, as exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 167,41 bilhões. Um crescimento de 3,2% em comparação aos US$ 162,24 bilhões registrados nos 12 meses anteriores. O agronegócio continua a desempenhar um papel essencial na balança comercial do Brasil, representando 49,3% do valor total das exportações entre janeiro e julho de 2024.

    As importações de produtos agropecuários também registraram um crescimento significativo em julho de 2024.  Subindo 25,4% e alcançando US$ 1,74 bilhão, em comparação aos US$ 1,39 bilhão importados no mesmo mês do ano anterior. As importações de insumos para o agronegócio, como fertilizantes e nutrição animal, também aumentaram. Um crescimento de 22,5% e 12,4%, respectivamente, ambos considerados essenciais para a produção agropecuária.

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    O agronegócio brasileiro demonstra resiliência e potencial de crescimento, com exportações atingindo recordes históricos. O aumento nas vendas de soja, carnes e café destaca a importância do setor para a economia do país, enquanto a demanda global por produtos brasileiros continua a crescer.

  • Empresa doa 10 toneladas de farelo de soja para apoiar apicultores no Rio Grande do Sul

    Empresa doa 10 toneladas de farelo de soja para apoiar apicultores no Rio Grande do Sul

    A Bunge, uma das líderes globais nos setores de alimentos e agronegócios, fez uma doação de 10 toneladas de farelo de soja à Associação Brasileira de Estudo das Abelhas (A.B.E.L.H.A.). Essa iniciativa visa auxiliar os apicultores do Rio Grande do Sul, que enfrentaram perdas significativas devido às enchentes recentes. As condições climáticas adversas impediram que muitos enxames estocassem a quantidade necessária de alimentos para sobreviver ao inverno.

    O farelo de soja, que será combinado com açúcar, alimentará os polinizadores até que a vegetação local se recupere. Esta doação integra o projeto Semêa, desenvolvido pela Fundação Bunge, que foca na agricultura de baixo carbono e em práticas regenerativas, promovendo a preservação do solo, da floresta e da água.

    Impacto das enchentes na apicultura

    Um levantamento da Federação Apícola e de Meliponicultura do Rio Grande do Sul, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), revelou que cerca de 17 mil colmeias foram destruídas durante as enchentes de maio de 2024. Esse número não inclui as colmeias parcialmente atingidas ou aquelas em risco devido à falta de alimentos. O que pode elevar a estimativa de perdas para cerca de 35 a 40 mil colmeias.

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    A escassez de abelhas pode ter consequências graves para a polinização de diversas plantas, afetando a produção agrícola de culturas como maçã e melancia, além de reduzir a produtividade de grãos.

    Conheça a A.B.E.L.H.A.

    A Associação Brasileira de Estudos das Abelhas tem como missão liderar a criação de uma rede em prol da conservação das abelhas e outros polinizadores. A entidade busca reunir, produzir e divulgar informações científicas que visem à conservação da biodiversidade brasileira. E também à convivência sustentável entre a agricultura e os polinizadores.

    Com esta doação, a Bunge reafirma seu compromisso com a sustentabilidade e a agricultura. E contribui para a recuperação de um setor vital para a produção de alimentos no Brasil. Essa ação não apenas apoia os apicultores, mas também destaca a importância das abelhas na polinização e na segurança alimentar do país.

  • Empresa clandestina de fertilizantes e agrotóxicos é fechada

    Empresa clandestina de fertilizantes e agrotóxicos é fechada

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) interditou uma empresa clandestina de fertilizantes e agrotóxicos em Araraquara na última sexta-feira (28). Após receber uma denúncia pelo canal ‘Fala BR’, fiscais da unidade regional de Araraquara se dirigiram a dois endereços suspeitos na cidade.

    Em um dos locais, os fiscais encontraram uma gráfica. No segundo endereço, inicialmente fechado, a entrada foi permitida após a chegada da Polícia Militar. Dentro do estabelecimento, a equipe de investigação identificou todos os equipamentos necessários para a produção de fertilizantes e agrotóxicos, além de matérias-primas e uma grande quantidade de embalagens e rótulos. Entretanto, o local não possuía registro no Mapa nem licença ambiental, caracterizando atividade clandestina.

    Os fiscais apreenderam 17.590 litros de fertilizantes líquidos, 6.225 quilos de fertilizantes sólidos, 500 embalagens vazias e 1.140 litros de agrotóxico biológico. Os produtos foram todos confiscados. As atividades das empresas estão suspensas preventivamente.

    O Mapa proíbe a movimentação dos produtos apreendidos sem autorização até a conclusão dos processos administrativos fiscais. A empresa terá a oportunidade de apresentar sua defesa, e o julgamento determinará a destinação dos produtos e possíveis penalidade

    Empresa clandestina de fertilizantes
    Crédito – Antônio Edson Colombo

    A equipe de fiscalização emitiu termos de fiscalização e de apreensão diante das irregularidades identificadas. A polícia intimou a empresa clandestina de fertilizantes a apresentar as notas fiscais de entrada e saída das mercadorias. E também comprovar a regularização perante os órgãos competentes.

    Ação é para proteger a agropecuária

    De acordo com os fiscais, a operação foi fundamental para proteger a agropecuária. Por exemplo, empresas clandestinas, ao operarem fora do controle oficial, podem produzir insumos de qualidade e eficácia questionáveis, com potencial para causar desequilíbrio fisiológico nas plantas. Além disso, os produtos podem conter contaminantes biológicos ou metais pesados, e os agrotóxicos podem apresentar riscos toxicológicos à saúde humana, animal e ao meio ambiente.

    A ação foi respaldada pelo inciso II do artigo 26 da Lei Federal 14.515/22, infringindo os artigos 5º e 8º do Decreto Federal 4.954/2004, alterado pelo Decreto Federal 8.384/2014, a Instrução Normativa do Mapa 53/2013 (fertilizantes) e a Lei Federal 14.785/23 (agrotóxicos).

  • World Agri-Tech South America Summit reúne 700 líderes em São Paulo para debater inovações no agro

    World Agri-Tech South America Summit reúne 700 líderes em São Paulo para debater inovações no agro

    São Paulo será o centro das atenções do setor agroalimentar da América do Sul com a realização do World Agri-Tech South America Summit, que reunirá 700 líderes locais e internacionais entre os dias 20 e 21 de junho. O evento promete ser um dos mais dinâmicos e interativos do calendário agropecuário, proporcionando uma plataforma essencial para a troca de conhecimentos, networking e descoberta de novas tecnologias.

    A cúpula oferecerá uma série de debates estratégicos e discussões interativas, abordando os desafios e as oportunidades no setor agroalimentar sul-americano. Os participantes terão a oportunidade de se envolver diretamente com agricultores locais e explorar as últimas inovações tecnológicas apresentadas por start-ups de todo o mundo.

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    Um dos principais atrativos do World Agri-Tech South America Summit é a possibilidade de criar uma rede de contatos sólida e influente. A cúpula é projetada para facilitar o networking entre os participantes, permitindo que todos se conectem com palestrantes, expositores e start-ups. “Estamos preparados para oferecer um ambiente propício para a criação de conexões valiosas que podem impulsionar o setor agroalimentar”, afirmou Renata Miranda, Secretária de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

    O evento contará com palestrantes de renome que compartilharão suas perspectivas e conhecimentos sobre o futuro do agronegócio. Entre os principais palestrantes estão:

    • Renata Miranda, Secretária de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperação, MAPA.
    • Marcio Santos, CEO Brasil, BAYER.
    • Silvia Massruhá, Presidente, EMBRAPA.
    • Sebastian Popik, Sócio-Gerente, AQUA CAPITAL.
    • Magdalena Coronel, CIO, IDB LAB.
    • Aurélio Pavinato, CEO, SLC AGRÍCOLA.
    • Pilu Giraudo, Vice Presidente, INTA.

    Start-ups Inovadoras

    A cúpula também será uma vitrine para start-ups nacionais e internacionais que estão desenvolvendo soluções inovadoras para os maiores problemas do sistema agroalimentar sul-americano. Estas empresas emergentes apresentarão suas tecnologias e modelos de negócios que visam aumentar a eficiência, sustentabilidade e resiliência da produção agrícola.

    Expectativas e Impacto

    O World Agri-Tech South America Summit promete ser um evento transformador para o setor agroalimentar da América do Sul, oferecendo uma plataforma única para a colaboração entre diferentes atores do ecossistema agro. “Estamos ansiosos para ver as colaborações e inovações que surgirão deste encontro de mentes brilhantes e comprometidas com o avanço da agricultura”, declarou Silvia Massruhá, Presidente da EMBRAPA.

    Entretanto, com a presença de líderes influentes e a apresentação de tecnologias de ponta, o summit espera não apenas discutir os desafios atuais, mas também traçar um caminho claro para o futuro do agronegócio na região. A expectativa é que as discussões e conexões estabelecidas no evento resultem em iniciativas concretas que impulsionem a produtividade e a sustentabilidade da agricultura sul-americana.

    Para mais informações e para se inscrever no evento, acesse o site oficial do World Agri-Tech South America Summit: www.worldagritechsouthamerica.com/