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  • Ministério da Agricultura confirma foco de gripe aviária em aves domésticas no Mato Grosso

    Ministério da Agricultura confirma foco de gripe aviária em aves domésticas no Mato Grosso

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou neste sábado (7) a detecção do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em uma criação de aves domésticas de subsistência no município de Campinápolis, Mato Grosso. Este é o quarto foco da doença identificado em aves de subsistência no Brasil.

    Após a suspeita, o Serviço Veterinário Oficial interditou a propriedade e coletou amostras para análise laboratorial, que confirmaram a presença do vírus. Em resposta, foram iniciadas neste domingo (8) medidas de erradicação e ações de vigilância em um raio de 10 quilômetros ao redor do foco. O Mapa informou que não existem estabelecimentos avícolas comerciais nessa área, o que reduz o risco para a produção em larga escala.

    O ministério ressaltou que a ocorrência do foco em aves de subsistência não impõe restrições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros. O consumo e a exportação de carnes e derivados permanecem seguros para os consumidores e mercados internacionais.

    Além disso, o novo foco mantém inalterado o período de vazio sanitário de 28 dias em Montenegro (RS), onde autoridades confirmaram um caso da doença em uma granja comercial de matrizes. O vazio sanitário é uma medida preventiva para evitar a disseminação do vírus.

    Desde a primeira confirmação de gripe aviária em granjas comerciais no Brasil, em maio, o governo tem intensificado o monitoramento e as ações de biossegurança para conter a doença. Até o momento, o país investiga outros casos suspeitos, todos em criações domésticas ou aves silvestres, sem impacto nas exportações.

    O Ministério da Agricultura reforça a importância da manutenção das medidas sanitárias para proteger o setor avícola e garantir a segurança alimentar da população.

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  • Anvisa proíbe mais três marcas de azeites clandestinos

    Anvisa proíbe mais três marcas de azeites clandestinos

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta sexta-feira (6/6), a proibição de três novas marcas de azeites de oliva clandestinos: Serrano, Málaga e Campo Ourique. A medida atinge todos os lotes dessas marcas, que devem ser imediatamente apreendidos pelas autoridades locais e retirados das prateleiras de comércio em todo o país. Os consumidores são orientados a não utilizar esses produtos, cuja origem é desconhecida e a qualidade não pode ser garantida.

    Marcas proibidas e irregularidades detectadas

    • Serrano – rotulagem indica a importadora Intralogística Distribuidora Concept Ltda. (CNPJ: 72.726.474/0002-07)
    • Málaga – rotulagem indica a importadora Cunha Importação e Exportação Ltda. (CNPJ: 34.365.877/0001-06)
    • Campo Ourique – rotulagem indica a importadora JJ – Comercial de Alimentos Limitada (CNPJ: 37.815.395/0001-90)

    A Anvisa proibiu os produtos depois que o Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ) identificou resultados insatisfatórios nos ensaios físico-químicos e de rotulagem. Além disso, os CNPJs das empresas embaladoras estão encerrados, inexistentes ou apresentam inconsistências cadastrais, o que impossibilita a comprovação da origem dos azeites.

    Outras marcas proibidas

    Essa ação faz parte de uma série de fiscalizações da Anvisa, em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que identificou diversos produtos clandestinos no mercado. Desde maio de 2025, a Anvisa já proibiu seis outras marcas, totalizando nove marcas de azeite de oliva vetadas pela agência. Entre elas estão La Ventosa, Grego Santorini, Alonso, Escarpas das Oliveiras, Almazara e Quintas D’Oliveira.

    Testes realizados pelo Mapa revelaram que alguns desses azeites continham óleos vegetais não identificados, configurando fraude e comprometendo a qualidade e segurança dos produtos. A ausência de CNPJ válido reforça a suspeita de irregularidades e fraude na cadeia produtiva.

    Orientações para consumidores e comércio

    A Anvisa reforça que a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso dos lotes proibidos são ilegais e representam risco à saúde pública. Os consumidores que adquiriram esses produtos devem evitar o consumo e procurar os órgãos de defesa do consumidor para orientação sobre devolução ou substituição.

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  • Gripe aviária: governo confirma controle de foco em granja do RS

    Gripe aviária: governo confirma controle de foco em granja do RS

    O Ministério da Agricultura declarou nesta quarta-feira (4) que o foco de gripe aviária identificado há duas semanas em uma granja comercial de Montenegro, no Rio Grande do Sul, está tecnicamente controlado. Segundo o ministro Carlos Fávaro, o Brasil deve retomar o status de zona livre da doença em até 14 dias. Isso caso não haja novos registros em granjas comerciais.

    De acordo com Fávaro, o vírus da influenza aviária não se espalhou para além da unidade afetada, atestando a eficiência do sistema sanitário brasileiro. “Há um indício muito forte de que conseguimos conter o foco com eficiência. Esse vírus é tão letal que em questão de quatro a cinco dias não teria restado nenhum animal vivo”, destacou o ministro. O protocolo de vazio sanitário, iniciado em 22 de maio, prevê um período de 28 dias sem novos casos para que o país possa ser novamente reconhecido como livre da doença.

    Atualmente, oito casos suspeitos de gripe aviária estão sob investigação, todos envolvendo aves silvestres ou de criação doméstica, sem envolvimento de novas granjas comerciais. O Ministério da Agricultura reforça que o monitoramento permanece intensivo para garantir a segurança sanitária do plantel avícola nacional.

    Impacto nas exportações e negociações internacionais

    A confirmação do foco em Montenegro levou 24 países a suspenderem totalmente as importações de carne de frango brasileira, enquanto outros 14 restringiram as compras ao estado do Rio Grande do Sul e dois limitaram as restrições ao município de Montenegro. Entre os principais mercados impactados estão China, União Europeia e Japão.

    Apesar das restrições, o ministro minimizou os efeitos econômicos e afirmou que as negociações para a redução dos embargos já estão em andamento. “O impacto é praticamente zero”, declarou Fávaro. Ele ressaltaou que a maior parte da produção brasileira é consumida no mercado interno. E que o governo mantém diálogo transparente com os parceiros comerciais para reverter as suspensões.

    Perspectiva para retomada do status sanitário

    Com metade do período de vazio sanitário já cumprido, a expectativa do governo é que o Brasil seja reconhecido novamente como livre da gripe aviária em granjas comerciais até 18 de junho, caso não surjam novos casos. Além disso, o Ministério da Agricultura segue acompanhando de perto a situação para garantir a retomada plena das exportações e a manutenção da confiança internacional na avicultura brasileira.

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  • Anvisa proíbe três marcas de “café fake” por risco à saúde e fraude

    Anvisa proíbe três marcas de “café fake” por risco à saúde e fraude

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (2), a proibição da fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso de três marcas de “pó para preparo de bebida sabor café” após identificar graves irregularidades e riscos à saúde pública. As marcas afetadas são:

    • Pó para o Preparo de Bebida Sabor Café – Master Blends Indústria de Alimentos Ltda. 
    • Pó para o Preparo de Bebida Sabor Café Tradicional Marca Melissa – D M Alimentos Ltda. 
    • Pó para o Preparo de Bebida Sabor Café Preto Marca Pingo Preto – Jurerê Caffe Comércio de Alimentos Ltda. 

    Elas já foram desclassificadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) em março por não atenderem aos padrões de qualidade exigidos para café torrado.

    Toxina perigosa e impurezas acima do permitido

    Segundo laudos laboratoriais do MAPA, os produtos dessas marcas apresentaram contaminação por ocratoxina A, uma micotoxina produzida por fungos que pode causar danos renais e é considerada potencialmente cancerígena. Além disso, as amostras continham matérias estranhas e impurezas em níveis superiores ao limite legal de 1% estabelecido pela legislação brasileira. Entre essas impurezas estavam pedras, areia, galhos, folhas, cascas e até grãos crus ou resíduos agrícolas, elementos normalmente descartados na produção do café tradicional.

    A Anvisa também identificou irregularidades na rotulagem dos produtos, que eram vendidos como “pó para preparo de bebida sabor café”. Mas traziam informações que induziam o consumidor ao erro, sugerindo tratar-se de café torrado e moído. Na prática, os produtos utilizavam ingredientes de qualidade inferior. Em alguns casos, não continham café em sua composição, mas sim resíduos da lavoura, caracterizando fraude.

    “A denominação constante no rótulo pode causar erro e confusão em relação à natureza do produto, uma vez que esse deve ser enquadrado como café”, destacou a Anvisa em nota oficial.

    Recolhimento e orientação ao consumidor

    A resolução da Anvisa determina o recolhimento imediato de todos os lotes dos produtos das marcas Melissa, Pingo Preto e Oficial. O Ministério da Agricultura orienta que consumidores que tenham adquirido esses produtos interrompam o consumo imediatamente. Também podem solicitar a substituição do item, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor.

    Casos de comercialização desses produtos devem ser denunciados pelo canal oficial Fala.BR, informando nome e endereço do estabelecimento.

    O consumo de produtos contaminados por ocratoxina A e impurezas pode trazer sérios riscos à saúde, incluindo intoxicação e doenças renais. Especialistas e órgãos oficiais recomendam atenção redobrada na hora da compra, evitando marcas desconhecidas ou com preços muito abaixo da média. A Associação Brasileira das Indústrias de Café (ABIC) orienta que o consumidor busque sempre produtos certificados, que garantem pureza e qualidade, identificados pelo selo da entidade.

    A apreensão desses produtos faz parte de uma operação nacional de combate a fraudes e adulterações no setor cafeeiro. Segundo o MAPA, só no último ano, 35 marcas brasileiras foram classificadas como impróprias para consumo após a detecção de impurezas ou materiais estranhos acima do limite legal.

    As empresas responsáveis pelas marcas citadas foram procuradas, mas não responderam até o fechamento desta reportagem.

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  • De novo: Governo proíbe venda de mais 2 marcas de azeite

    De novo: Governo proíbe venda de mais 2 marcas de azeite

    O governo federal proibiu nesta quinta-feira (22) a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso das marcas de azeite Almazara e Escarpas das Oliveiras. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União após denúncia do Ministério da Agricultura e fiscalização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

    A proibição ocorreu porque os produtos têm como embaladora a empresa Oriente Mercantil Importação e Exportação Ltda. Esse  CNPJ foi extinto em novembro de 2023, o que configura irregularidade grave para comercialização.

    Essa é a segunda medida do governo contra marcas de azeite nesta semana. Na terça-feira (20), as marcas Alonso e Quintas D’Oliveira também foram proibidas pela Anvisa após denúncias do Ministério da Agricultura sobre origem desconhecida e irregularidades nos rótulos e na composição dos produtos.

    Em outubro de 2024, o Ministério da Agricultura já havia apreendido lotes dessas quatro marcas, alertando que os produtos apresentavam risco à saúde devido à incerteza sobre sua procedência e composição. Na ocasião, o órgão esclareceu que existem duas marcas chamadas Alonso. A regular é de origem chilena, enquanto a proibida no Brasil tem origem desconhecida e está associada à empresa Comércio de Gêneros Alimentícios Cotinga Ltda., com CNPJ inexistente na Receita Federal.

    Consumidores que adquiriram essas marcas devem interromper o uso imediatamente e buscar a substituição, conforme orienta o Código de Defesa do Consumidor. Denúncias sobre a venda de produtos irregulares podem ser feitas pelo canal oficial Fala.BR, indicando o local da compra.

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  • Cerveja falsificada: 4.430 litros são apreendidos em Pescaria Brava

    Cerveja falsificada: 4.430 litros são apreendidos em Pescaria Brava

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) reforçou a segurança alimentar e a defesa do consumidor em Santa Catarina ao realizar uma operação conjunta com a Polícia Civil, Polícia Científica e representantes da indústria de bebidas para combater a falsificação de cervejas em Pescaria Brava.

    Durante a ação, os servidores do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal da Superintendência de Agricultura (SIPOV/SFA-SC) apreenderam 4.430 litros de cerveja falsificada em um estabelecimento atacadista. A autenticidade dos produtos foi confirmada pelo representante do fabricante, corroborando irregularidades detectadas em fiscalização anterior no mesmo local, realizada em novembro de 2024.

    A equipe técnica do SIPOV/SFA-SC lavrou documentos fiscais e coletou amostras adicionais para análises laboratoriais complementares, que auxiliarão nas investigações conduzidas pela Polícia Civil. A falsificação de bebidas alcoólicas configura crime previsto no artigo 272, §1º, do Código Penal. E tem pena de reclusão de 4 a 8 anos, além das sanções administrativas aplicadas pelo Mapa.

    Cerveja falsificada é um risco para saúde pública

    Essa prática ilegal representa grave risco à saúde pública, pois pode envolver o uso de substâncias não controladas e ingredientes nocivos. Além de prejudicar o setor produtivo regularizado por meio de concorrência desleal.

    O Mapa reafirma seu compromisso com a proteção da cadeia produtiva de bebidas, a defesa do consumidor e a garantia da qualidade e segurança dos produtos de origem vegetal. A operação em Pescaria Brava exemplifica o esforço contínuo da Pasta para combater fraudes e preservar a integridade do mercado.

    As investigações seguem em sigilo, sob coordenação da Polícia Civil, com apoio técnico-científico dos órgãos envolvidos.

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  • China suspende compra de carne de frango do Brasil por 60 dias

    China suspende compra de carne de frango do Brasil por 60 dias

    A China anunciou a suspensão temporária da compra de carne de frango brasileira por 60 dias, após o Brasil confirmar o primeiro foco de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial no município de Montenegro, Rio Grande do Sul. A informação foi confirmada pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Carlos Fávaro, em entrevista à TV Globo nesta sexta-feira (16).

    O foco da doença foi detectado em um matrizeiro (granja de produção de ovos férteis) no Rio Grande do Sul, marcando a primeira ocorrência da IAAP em sistema comercial no país. Antes, os casos registrados envolviam apenas aves silvestres. Em resposta, a área ao redor da granja, num raio inicial de 10 km, foi isolada, e as aves remanescentes foram eliminadas para conter a disseminação do vírus.

    Medidas de contenção e monitoramento

    A Secretaria da Agricultura do RS iniciou investigações para identificar possíveis novos casos na região. O Ministério da Agricultura já acionou o Plano Nacional de Contingência, adotando medidas rigorosas de contenção e erradicação do vírus, além de comunicar oficialmente a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), os Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente, e parceiros comerciais internacionais.

    O governo federal decretou emergência zoossanitária na área afetada para garantir o controle da doença e a segurança do setor avícola.

    Segurança alimentar garantida pelo Ministério da Agricultura

    O Ministério reforça que o consumo de carne de aves e ovos permanece seguro, pois a gripe aviária não se transmite pelo consumo desses produtos. O risco de infecção humana é considerado baixo e ocorre principalmente em pessoas com contato direto e prolongado com aves infectadas, como tratadores e profissionais do setor.

    Impacto nas exportações e no mercado internacional

    A China, maior importadora da carne de frango brasileira, representa cerca de 10% das exportações do setor, que somaram US$ 10 bilhões em 2024. A suspensão temporária das compras pode afetar o mercado brasileiro, mas o Ministério da Agricultura destaca a robustez e confiabilidade do sistema sanitário brasileiro, que já vinha adotando protocolos rigorosos para evitar a entrada e disseminação da doença.

    Outros países também acompanham de perto a situação, e o Brasil mantém diálogo constante com parceiros comerciais para garantir transparência e segurança.

    A gripe aviária circula desde 2006 em várias regiões do mundo, especialmente na Ásia, África e norte da Europa. O Brasil vinha monitorando a doença desde então, com ações como vigilância epidemiológica, monitoramento de aves silvestres, treinamento de técnicos e controle nos pontos de entrada de animais e produtos.

    Em 2023, o país registrou surtos em aves silvestres em pelo menos sete estados, mas esta é a primeira vez que o vírus é detectado em avicultura comercial.

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) emitiram uma nota

    Nota setorial

    Com relação à identificação de foco de H5N1 em uma granja de aves do município de Montenegro (RS), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) ressaltam a total transparência do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil, juntamente com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul em relação à identificação, comunicação e contenção da situação, que é pontual.

    A ABPA e a ASGAV estão apoiando o MAPA e a Seapi neste processo. Todas as medidas necessárias para o contingenciamento da situação foram rapidamente adotadas, e a situação está sob controle e monitoramento dos órgãos governamentais.

    Ao mesmo tempo, as entidades confiam na rapidez das tratativas que serão adotadas pelo Ministério e pela Secretaria em todos os níveis, de tal forma que qualquer efeito decorrente da situação seja solucionado no menor prazo possível.

    Por fim, a ABPA e a ASGAV lembram que a situação em questão – assim como qualquer outra ocorrência da enfermidade em aves – não representa qualquer risco ao consumidor final.

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  • Ministério da Agricultura anuncia reformulação do seguro agrícola

    Ministério da Agricultura anuncia reformulação do seguro agrícola

    Em meio aos crescentes impactos das mudanças climáticas na agricultura brasileira, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sinalizou nesta sexta-feira (31) mudanças urgentes no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). As alterações, previstas para o próximo Plano Safra (2024/2025), buscam ampliar a proteção dos produtores e equilibrar a cobertura entre regiões e culturas. O anúncio foi feito durante o workshop “Seguro Rural e Mudanças Climáticas”, realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com o Instituto Clima e Sociedade (iCS).

    Guilherme Campos, secretário de Política Agrícola do MAPA, destacou que o PSR está desequilibrado: 90% dos recursos concentram-se no Sul do país e nas culturas de soja e milho, deixando outras regiões e produtos vulneráveis. “Estamos desenvolvendo uma proposta moderna para o PSR, com foco em coberturas mais abrangentes e adaptadas aos novos riscos climáticos”, afirmou. O novo modelo deve ser anunciado em junho, junto ao Plano Safra, que define as linhas de crédito e subsídios para o agro.

    Brasil x EUA: a lacuna na proteção agrícola

    Enquanto os EUA destinam US$ 10 bilhões anuais ao seguro rural como política de Estado, o Brasil enfrenta desafios crônicos. Dados da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) revelam que apenas 16% da área agrícola nacional está segurada. “Somos o maior produtor de alimentos do mundo, mas a falta de previsibilidade orçamentária do PSR desestimula os produtores”, criticou Guilherme Rios, assessor técnico da CNA.

    Mercado em crise: seguradoras recuam após eventos extremos

    O setor de seguros rurais vive um paradoxo. Embora tenha saltado de 2 para 18 seguradoras na última década, eventos como a seca histórica no Centro-Sul (2021-2022) reduziram o número de empresas ativas para 12 a 14. “Precisamos de políticas estruturadas para atrair resseguradores e capital de risco. Garantindo sustentabilidade ao modelo”, defendeu Glaucio Toyama, presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg.

    Glaucio Toyama, presidente da comissão de seguro rural da FenSeg. Foto: Piti Reali

    Especialistas apontaram caminhos para modernizar a gestão de riscos:

    • Seguro paramétrico: Cobertura baseada em índices climáticos (ex.: volume de chuvas), agilizando indenizações;
    • Banco de dados unificado: Integração de informações sobre clima, solo e produtividade para calibrar apólices;
    • Fundo Catástrofe: Projeto de Lei 2.951/2024, da senadora Tereza Cristina (PP-MS), propõe criar um fundo emergencial para desastres naturais.

    Toyama alertou que, para o agricultor, o seguro ainda é “o último item no planejamento anual”. “Precisamos de produtos mais acessíveis e políticas públicas que garantam preços justos, aliando rentabilidade e sustentabilidade”, reforçou.

    O MAPA promete detalhar as mudanças do PSR nas próximas semanas. Enquanto isso, o workshop reuniu nomes como Maria Netto (iCS), Eduardo Assad (FGV Agro), Paulo Artaxo (USP) e representantes da Embrapa, IRB Brasil RE e Syngenta, reforçando a necessidade de colaboração entre setor público, privado e academia.

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  • Valor da produção agropecuária crescerá 7,6% na safra 2024/25

    Valor da produção agropecuária crescerá 7,6% na safra 2024/25

    O Valor Bruto de Produção (VBP) da agropecuária brasileira deve atingir R$ 1,31 trilhão na safra 2024/25, segundo estimativa do Ministério da Agricultura. O dado representa um aumento de 7,6% em comparação com a temporada anterior.

    Desse total, R$ 874,8 bilhões (67,7%) virão das lavouras, enquanto a pecuária será responsável por R$ 435,05 bilhões (32,6%). Na comparação com 2023/24, o VBP das lavouras subiu 6,7%, enquanto a pecuária registrou alta de 9,5%.

    As lavouras de laranja lideram o crescimento do VBP, com avanço de 23,7%, alcançando R$ 35,66 bilhões. Em seguida, a soja soma R$ 339,25 bilhões, aumento de 16,5%, enquanto o café atinge R$ 83,92 bilhões, alta de 16,1%. Segundo o ministério, os resultados de laranja e café refletem a valorização dos preços, enquanto o crescimento da soja foi impulsionado pelo aumento na produção.

    Na pecuária, a cadeia de suínos apresenta o maior crescimento, com alta de 19,5% e VBP de R$ 62,74 bilhões. O setor bovino deverá alcançar R$ 180,48 bilhões, avanço de 18,8%, enquanto a pecuária leiteira crescerá 4,9%, somando R$ 4,9 bilhões. O ministério atribui a expansão dos setores ao aumento dos preços.

    Os números reforçam o desempenho positivo do agronegócio na economia brasileira e projetam otimismo para a temporada.

     

  • Entidades representativas do agro se reuniram com Ministro para balanço do setor

    Entidades representativas do agro se reuniram com Ministro para balanço do setor

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu nesta terça-feira (12) com cerca de 20 entidades representativas do setor agropecuário para apresentar um balanço das ações do Ministério da Agricultura (Mapa) no último ano e discutir as prioridades para 2025. O encontro teve como foco os resultados do segundo ano do governo Lula, especialmente em relação à abertura de novos mercados para os produtos brasileiros.

    Na abertura da reunião, Fávaro expressou sua gratidão pela presença das entidades e enfatizou a importância de ouvir as demandas e sugestões do setor. “Queremos receber as demandas, as críticas e as sugestões dos setores. Também é importante prestarmos contas sobre o trabalho do Mapa ao longo desses dois anos e mostrar os resultados alcançados”, afirmou.

    Entre as entidades presentes estavam representantes da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa); Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg); Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec); Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo); Croplife Brasil; Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca); Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (Ampa); União Nacional do Etanol de Milho (Unem); Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos); Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (Citrus BR); Exportadores de Sucos Cítricos Ibiapaba Netto (diretor-executivo); Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia); Associação Brasileira do Agronegócio (Abag); Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé); Indústria Brasileira de Árvores (Ibá); Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA); Sociedade Rural Brasileira (SRB); Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso (Famato) e a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

    Abertura de mercados

    Um dos principais destaques da reunião foi a abertura de 274 novos mercados em 61 destinos desde o início de 2023. Fávaro atribuiu esse recorde à boa relação diplomática e ao trabalho das equipes técnicas do Mapa, do Ministério das Relações Exteriores e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). “Nosso foco é ampliar as relações comerciais para a agropecuária brasileira, especialmente em um cenário de preços de commodities achatados”, ressaltou o ministro.

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    O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, apresentou dados que evidenciam o crescimento econômico do agronegócio no Brasil, destacando que, apesar da queda nos preços médios de exportação de alguns produtos, o desempenho geral tem sido positivo. O setor agrícola representa quase metade das exportações totais brasileiras em 2024, com 49,3% do total.

    Novas secretarias e lei antidesmatamento

    Durante a reunião, Fávaro anunciou a possível criação de duas novas secretarias no Mapa: uma para o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e outra para Promoção Comercial dos Produtos do Agro. “Teremos o melhor Instituto Meteorológico da América Latina”, garantiu.

    Outro assunto debatido foi a carta enviada pelo Brasil à União Europeia pedindo a suspensão da Lei Antidesmatamento. Fávaro enfatizou que o Brasil possui um código florestal rigoroso e que é fundamental respeitar a soberania nacional.

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    O presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, destacou a importância da interação entre o setor privado e o governo. “Essa interação faz com que tenhamos resultados para o Brasil”, afirmou.

    O presidente da Abiec, Jorge Camardelli, destacou o que ele chamou de excelência do processo comercial. “O Brasil é competitivo e tem oferta para o mundo. Nenhum player no mundo hoje ou nos próximos anos terá a produção que o Brasil tem para abastecer o mundo com qualidade proteica e principalmente com volume” afirmou.

    A reunião refletiu o compromisso do governo em fortalecer o agronegócio brasileiro e buscar soluções para os desafios enfrentados pelo setor.