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  • Em plena crise do azeite, agricultores de oliva são despejados

    Em plena crise do azeite, agricultores de oliva são despejados

    Cem mil oliveiras estão sendo arrancadas no sul da Espanha para a instalação de usinas solares e eólicas, desalojando cerca de 100 agricultores em Jaén, região conhecida como a “capital mundial do azeite”. O governo regional da Andaluzia utiliza uma lei da era Franco (1954) para expropriações forçadas, enquanto a empresa de energia verde Greenalia planeja ocupar 900 hectares com painéis solares.

    Conflito entre energia limpa e tradição secular

    Os municípios de Lopera, Arjona e Marmolejo enfrentam os maiores impactos, com a remoção de oliveiras equivalente a 100 campos de futebol, segundo a plataforma de defesa North Campiña. Até agora, autoridades destruíram 5 mil árvores, enquanto agricultores protestam contra o que chamam de “extorsão”.

    “Ou vendemos ou somos expropriados. Se for expropriado, será em condições desvantajosas”, denuncia Rafael Alcalá, produtor de Jaén que pediu anonimato. A plataforma North Campiña entrou com ação contra a Greenalia por supostos crimes ambientais.

    Impacto econômico e êxodo rural

    Juan Campos, 67, herdou um olival de cinco hectares do pai e teme perder sua renda anual de €108 mil – equivalente a 12 mil litros de azeite vendidos a €9 cada. “Minha família não chegará ao fim do mês se nos expropriarem”, desabafa. Francisco Jesús Sevilla Duque, vereador de Lopera, calcula perdas salariais de €950 mil por ano em vilarejos afetados.

    A Greenalia oferece contratos de arrendamento de 30 anos com pagamento anual de €6 mil, totalizando €180 mil – valor considerado irrisório pelos agricultores. Um contrato de 2018, obtido pelo The Telegraph, revelou que a empresa alugou terras a €1.000 por hectare e revendeu a fundos abutre por €25 mil.

    Leis aceleram projetos, mas ampliam riscos

    A Junta de Andalucía aprovou em 2021 uma lei que equipara usinas solares a cultivos agrícolas, reduzindo burocracia para projetos de até 50 megawatts. Ambientalistas acusam a Greenalia de fragmentar iniciativas para evitar fiscalização rigorosa do governo espanhol, exigida em empreendimentos maiores.

    “A Greenalia recebeu €97 milhões da gestora australiana Macquarie para expandir energia renovável na Espanha”, lembra Campos. “Essas empresas não trazem empregos, trazem miséria.”

    Crise demográfica e herança ameaçada

    A Andaluzia produz um terço do azeite espanhol e 10% do consumo global, mas 90% de seus municípios enfrentam risco de despovoamento, segundo o jornal Sur. “Meus filhos terão de deixar a vila sem os olivais”, lamenta Campos.

    Especialistas como Lawrence Susskind, urbanista do MIT, defendem diálogo: “Não se pode sacrificar alguns pelo benefício de muitos. Deve haver locais alternativos na Espanha que não destruam oliveiras”.

    Greenalia nega acusações

    A empresa negou as alegações em nota, classificando-as como “falsas e motivadas por oposição política”. Afirmou ainda que 96,3% dos proprietários aceitaram arrendamentos voluntários e que a área total do projeto é de 402,29 hectares – não 900, como alegam os agricultores.

    Enquanto isso, os produtores seguem cuidando das terras em resistência. “Na Espanha, a propriedade privada não é sagrada. Fomos abandonados pelos políticos”, descreve Alcalá.

    A Junta de Andalucía e o governo espanhol não comentaram o caso.

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  • Cientistas revelam: resíduo da produção de azeite pode ser o “superalimento do futuro”

    Cientistas revelam: resíduo da produção de azeite pode ser o “superalimento do futuro”

    Um líquido amargo, antes descartado como lixo industrial na produção de azeite, está sendo chamado por pesquisadores de “superalimento superconcentrado”. Batizada de Água Residual do Processamento de Azeite (ARPA), essa substância ganhou destaque após um estudo da Universidade Sapienza de Roma identificar nela compostos capazes de combater doenças, proteger o coração e até inibir células cancerígenas.

    Durante décadas, o produto resultante da prensagem das azeitonas era jogado fora por seu sabor intenso e odor marcante. Porém, análises recentes revelaram que o subproduto é uma mina de polifenóis, como hidroxitirosol e oleuropeína, substâncias com poder antioxidante até 10 vezes maior que o azeite extravirgem.

    “Era visto como resíduo, mas descobrimos que concentra compostos bioativos que não migram para o óleo. É um desperdício não aproveitá-lo”, explica Dra. Pamela Tambini, médica e diretora da Engage Wellness.

    Benefícios comprovados: por que a ARPA virou alvo de pesquisas

    Estudos internacionais, incluindo pesquisas do Instituto Europeu de Oncologia, associam a Água Residual do Processamento de Azeite a efeitos impressionantes:

    • Ação Anticâncer: Em testes laboratoriais, o extrato A009 (derivado da ARPA) inibiu o crescimento de células tumorais e protegeu a saúde cardiovascular.
    • Proteção ao Coração: Redução do colesterol LDL, controle da pressão arterial e prevenção de infecções cardíacas.
    • Combate a Inflamações: O polifenol oleocantal — presente em alta concentração — tem efeito anti-inflamatório comparável a medicamentos.
    • Reforço Cerebral: Antioxidantes na Água Residual do Processamento de Azeite protegem neurônios, reduzindo riscos de doenças como Alzheimer.

    “Ela age de forma seletiva contra células doentes, preservando as saudáveis”, destaca Dra. Adriana Albini, pesquisadora do Instituto Europeu de Oncologia.

    Água Residual do Processamento de Azeite vs. azeite: entenda as diferenças

    Enquanto o azeite oferece benefícios por suas gorduras monoinsaturadas, a ARPA se destaca por concentrar altos níveis de polifenóis solúveis em água — compostos que normalmente se perdem durante o processo de extração do óleo. “É um complemento, não um substituto”, ressalta Dra. Shivani Amin, especialista em medicina funcional.

    Como consumir (e onde encontrar)

    Ainda pouco conhecida no Brasil, a ARPA, que é abreviado em inglês como OWL (olive mill wastewater) é vendida como bebida funcional por marcas europeias, como Olive Mill Water Company e Fattoria La Vialla.

    A recomendação é ingerir 25 ml ao dia, puros ou misturados em sucos. “O excesso pode causar desconforto digestivo”, alerta Tambini.

    Sustentabilidade e saúde: o futuro da ARPA

    Além dos benefícios à saúde, o aproveitamento da ARPA reduz o desperdício industrial. Cerca de 30 milhões de toneladas do resíduo são geradas globalmente a cada ano. Portanto, para os cientistas, é uma oportunidade de transformar “lixo” em recurso valioso para alimentação e medicina.

    “Estamos diante de um exemplo claro de economia circular: o que era problema ambiental virou solução para a saúde”, conclui Albini.

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  • Entenda o que é o óleo de bagaço de oliva, confundido com azeite

    Entenda o que é o óleo de bagaço de oliva, confundido com azeite

    Enquanto o preço do azeite de oliva extravirgem bate recordes no Brasil – com alta de até 80% em 2023, segundo o IBGE –, um produto menos conhecido ganha espaço nas prateleiras: o óleo de bagaço de oliva. Extraído da massa residual da azeitona (sementes, polpa e pele), ele é vendido como alternativa econômica, mas gera dúvidas entre consumidores. Afinal, é saudável? Pode substituir o azeite tradicional? E por que custa até 5 vezes menos?

    Por que o bagaço de oliva virou tendência?

    A crise global na produção de azeite, impulsionada por secas na Espanha (maior produtor mundial) e conflitos na Ucrânia (que afetaram exportações), elevou os preços do produto no Brasil, onde 99% do azeite consumido é importado. Enquanto uma garrafa de 500 ml de extravirgem varia entre R$ 50 e R$ 120, o óleo de bagaço de oliva é encontrado por R$ 15 a R$ 30 no mesmo volume. A diferença chamou a atenção de consumidores e até de redes de supermercados, que ampliaram a oferta do produto.

    O que é o óleo de bagaço de oliva?

    O óleo é obtido a partir do resíduo da prensagem das azeitonas – o bagaço –, que ainda contém cerca de 5% a 8% de gordura. Para extraí-lo, são usados solventes químicos (como hexano) e processos de refinamento, diferentemente do azeite extravirgem, que é prensado a frio, sem aditivos. O resultado é um óleo com sabor mais neutro, cor clara e menor concentração de compostos bioativos, como polifenóis (antioxidantes).

    Classificação oficial (COI – Conselho Oleícola Internacional):
    • Azeite extravirgem: acidez ≤ 0,8%, sem defeitos sensoriais.
    • Azeite virgem: acidez ≤ 2%, pequenos defeitos.
    • Azeite refinado: mistura de azeites refinados e virgens.
    • Óleo de bagaço de oliva: extraído do resíduo + refinado.

    É seguro consumir?

    Segundo a Anvisa, o produto é regulamentado e seguro, mas não pode ser chamado de “azeite”. A legislação exige que as embalagens especifiquem “óleo de bagaço de oliva refinado”. Nutricionistas, porém, ressaltam diferenças cruciais:

    • Pontos positivos: contém ácido oleico (gordura monoinsaturada benéfica ao coração) e é estável para frituras (suporta até 240°C).
    • Pontos negativos: perde até 90% dos antioxidantes do azeite extravirgem durante o refinamento.
    Franciane Marin, é nutricionista, especialista em emagrecimento, com pós-graduação em nutrição clínica e esportiva.

    Nossa equipe conversou com a nutricionista Franciane Marin, para confirmar se o uso é seguro. “Para fritura, sim. O óleo de bagaço de oliva é mais estável ao calor do que óleos refinados como soja ou canola. Porém, para consumo cru, o azeite extra virgem é muito superior devido ao maior teor de antioxidantes e benefícios cardiovasculares. Escolha marcas confiáveis, pois a falta de controle pode resultar na presença de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAPs), substâncias potencialmente cancerígenas.”

    Para que serve?

    Indicado para frituras, assados e preparações quentes devido ao alto ponto de fumaça, o óleo de bagaço é comum em restaurantes e indústrias. Já o azeite extravirgem, sensível ao calor, é ideal para finalizar pratos ou saladas.

    A Gallo, uma das principais marcas no setor, lançou o “de olliva”, um óleo de bagaço de oliva que visa atender à demanda por alternativas mais acessíveis. Cristiane Souza, CEO da Gallo no Brasil, destaca que o produto é ideal para cozimento, oferecendo uma saída para consumidores que deixaram de adquirir azeite devido à inflação.

    Vale a pena comprar?

    • Depende do uso:
    • Para fritar: sim, é mais barato e estável.
    • Para temperar: não, prefira o extravirgem.
    • Para saúde: o extravirgem ainda é insubstituível.

    Mercado em números

    Segundo dados recentes divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o mercado de azeite no Brasil vem enfrentando mudanças expressivas em 2024. O aumento dos preços internacionais e a redução na oferta global de azeite de oliva, sobretudo devido a problemas climáticos em países produtores como Espanha e Itália, impactaram diretamente o mercado brasileiro.

    Aumento de preços e redução nas importações

    Conforme informações oficiais, os preços do azeite de oliva no Brasil apresentaram crescimento significativo em 2024. Em algumas categorias, os valores aumentaram cerca de 30% em comparação com o mesmo período de 2023. Este cenário se deve, principalmente, à menor oferta no mercado internacional e à alta do dólar, que encareceu ainda mais os produtos importados — os quais representam cerca de 99% do azeite consumido no país.

    Em paralelo ao encarecimento do produto, o Brasil reduziu o volume de importações. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as compras externas de azeite caíram cerca de 25% no primeiro bimestre de 2024, refletindo o desaquecimento da demanda causado pela elevação dos preços.

    Vendas no varejo e comportamento do consumidor

    No varejo, as vendas de azeite também apresentaram oscilações. Relatórios da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) indicam que, diante do aumento de preços, muitos consumidores migraram para marcas mais baratas ou passaram a adquirir embalagens menores. Houve ainda crescimento na busca por promoções e substituição parcial do azeite por outros óleos vegetais mais acessíveis.

    Produção nacional ainda limitada

    Embora o Brasil tenha iniciado esforços para desenvolver a produção nacional de azeite de oliva, a oferta interna ainda é incipiente e representa menos de 1% do consumo nacional. A produção se concentra em regiões como a Serra da Mantiqueira (MG/SP) e o Rio Grande do Sul, mas ainda enfrenta desafios relacionados a escala e custo de produção.

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforça que o óleo de bagaço de oliva deve ser rotulado corretamente, pois trata-se de um produto obtido a partir de resíduos da produção do azeite tradicional — um óleo refinado, com características nutricionais diferentes.

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  • Abertura da Colheita da Oliva debate isenção de taxa de importação

    Abertura da Colheita da Oliva debate isenção de taxa de importação

    Cachoeira do Sul, no Rio Grande do Sul, sediou a 13ª Abertura Oficial da Colheita da Oliva. O que reuniu produtores, autoridades e representantes do setor para debater os desafios e perspectivas da olivicultura nacional. Realizada na planta industrial da Azeite Puro, a cerimônia foi organizada pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) e pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

    O evento, que já está em sua 13ª edição. E teve como um dos pontos centrais a discussão sobre a recente medida do governo federal de isentar as taxas sobre importação de azeite. O presidente do Ibraoliva, Renato Fernandes, questionou o impacto financeiro dessa decisão. Ele estima que o país abrirá mão de aproximadamente R$ 500 milhões em impostos que poderiam ser destinados a outras áreas.

    Adversidades climáticas

    Apesar das adversidades climáticas que afetaram as safras de 2024 e 2025, o secretário da Agricultura, Clair Kuhn, ressaltou a importância da olivicultura para o Rio Grande do Sul. E destacou seu potencial de diversificação da propriedade, rentabilidade e geração de empregos. Kuhn enfatizou o compromisso do governo estadual em apoiar o desenvolvimento do setor, visando fortalecer a cadeia produtiva e agregar valor ao produto.

    Durante o evento, o Ibraoliva e a Seapi firmaram um protocolo de intenções com o objetivo de impulsionar a pesquisa e inovação na olivicultura. A ênfase do acordo é na sustentabilidade e resiliência climática. A parceria, que também envolve a Embrapa Clima Temperado. E busca promover a melhoria dos processos produtivos e o estímulo à obtenção de recursos para a pesquisa. Além  do compartilhamento de olivais para atividades de pesquisa, a integração entre os diferentes setores da cadeia produtiva e a qualificação do setor por meio de cursos e treinamentos.

    A programação do evento incluiu a recepção ao público, visitação à indústria Azeite Puro e a cerimônia oficial com pronunciamento das autoridades. A Abertura Oficial da Colheita da Oliva voltou ao município que sediou a primeira edição em 2012.

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  • Mapa apreende 10,8 mil litros de azeite fraudado em Osasco

    Mapa apreende 10,8 mil litros de azeite fraudado em Osasco

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreendeu 10,8 mil litros de azeite fraudado em um centro de distribuição de supermercados em Osasco, na Grande São Paulo. A operação ocorreu nesta segunda-feira (24) após denúncia anônima registrada na Ouvidoria do órgão.

    Em geral, os auditores fiscais agropecuários constataram que o lote 2024 do produto, rotulado como “azeite de oliva extravirgem”, continha mistura de óleos vegetais. Portanto, a fraude tornou o alimento impróprio para consumo humano.

    Na sexta-feira (21), o Mapa já havia desclassificado esse rótulo por irregularidades. O Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) conduziu a ação.

    Responsabilidade e impactos da fraude

    Os auditores apontam que a responsabilidade pela irregularidade recai sobre o importador, localizado em Osasco. A empresa possui uma rede de supermercados nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, onde o produto foi fiscalizado e coletado para análise.

    “Trata-se de um produto fraudado por conter mistura de outros óleos vegetais”, afirmou o diretor do Dipov, Hugo Caruso. Segundo ele, a operação evitou riscos à saúde pública e prejuízos financeiros aos consumidores. Ele também destacou que a integração entre órgãos do Mapa em dois estados garantiu agilidade na fiscalização.

    Medidas e penalidades

    A empresa importadora terá direito à defesa. Caso a fraude seja confirmada, poderá sofrer multas e até interdição, conforme prevê a legislação.

    O Mapa exige que as empresas destinem produtos adulterados a fins industriais, como a produção de biodiesel, ou os inutilizem sob supervisão ambiental. Além disso, o ministério também reforça que consumidores podem denunciar irregularidades na plataforma Fala BR, ajudando no combate a fraudes em produtos vegetais.

  • Flos Olei 2025: azeite brasileiro está entre melhores do mundo

    Flos Olei 2025: azeite brasileiro está entre melhores do mundo

    Duas marcas brasileiras de azeite, Fazenda do Azeite Sabiá e Prosperato, foram destacadas entre as melhores do mundo no ranking Flos Olei 2025, recebendo a impressionante pontuação de 97 pontos. Essa classificação é um reflexo da crescente qualidade dos azeites produzidos no Brasil, que se firmam no cenário internacional.

    O ranking Flos Olei, que analisa mais de 500 produções de azeite de oliva em 56 países, é considerado uma referência global na avaliação de azeites. Nesta edição, o Brasil teve 11 marcas reconhecidas, com a Fazenda do Azeite Sabiá, localizada em São Paulo, e a Prosperato, do Rio Grande do Sul, liderando a lista com suas altas pontuações. Outras marcas brasileiras também se destacaram, como:

    • Estância das Oliveiras (Rio Grande do Sul): 90 pontos
    • Azeite Bem te Vi (Rio Grande do Sul): 89 pontos
    • Azeite Puro (Rio Grande do Sul): 88 pontos

    Crescimento da indústria de azeite brasileiro

    A inclusão dessas marcas no ranking evidencia o crescimento e a evolução da indústria de azeites no Brasil. Em 2024, as exportações brasileiras de azeite alcançaram novos patamares, com um aumento significativo na demanda por produtos de alta qualidade. A Prosperato, por exemplo, já havia conquistado o quarto lugar geral no EVOO World Ranking, consolidando sua posição como uma das principais produtoras de azeite do Hemisfério Sul.

    Prosperato coleciona prêmios de qualidade para o azeite brasileiro. Reprodução Redes Sociais

    Os azeites brasileiros têm se destacado não apenas pela qualidade sensorial, mas também pela inovação em sabores. A Prosperato oferece uma linha de azeites condimentados com sabores como manjericão e pimenta jalapeño.

    Já os fundadores da Sabiá Azeites, além do axzeite, iniciaram uma nova empreitada. Vão produzir seu próprio espumante, o Cave Sabiá. Feito a partir de uvas chardonnay e pinot noir. A principal intenção por trás do novo produto é diversificar o catálogo da empresa.

    O reconhecimento das marcas brasileiras no Flos Olei 2025 reafirma o potencial do Brasil na produção de azeites de oliva de alta qualidade. Com investimentos contínuos em tecnologia e práticas sustentáveis, o país está se posicionando como um player relevante no mercado global de azeites. As conquistas recentes são um indicativo claro da evolução da indústria e da capacidade dos produtores brasileiros em atender às exigências do mercado internacional.

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  • Azeite no Brasil: avanços recentes e desafios na produção

    Azeite no Brasil: avanços recentes e desafios na produção

    O mercado de azeite no Brasil tem passado por transformações significativas nos últimos anos, impulsionado por novas regulamentações e iniciativas de controle de qualidade. Até 2012, o país não possuía uma norma específica para a comercialização e produção de azeite de oliva. A mudança veio com a publicação da Instrução Normativa IN 1/2012 pelo Ministério da Agricultura, que estabeleceu padrões para análise sensorial e físico-química do produto. No entanto, a implementação efetiva só ganhou força em dezembro de 2021, com a formação do painel sensorial do Rio Grande do Sul, responsável por reclassificar centenas de lotes de azeite importados que não atendiam aos padrões de qualidade.

    A produção brasileira de azeite de oliva, embora modesta, com cerca de 700 toneladas anuais, está em crescimento e se concentra principalmente no Rio Grande do Sul e na Serra da Mantiqueira, entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O Brasil é o terceiro maior importador de azeite do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da União Europeia, com aproximadamente 88 mil toneladas importadas anualmente. Um dos principais desafios é garantir que esses produtos importados estejam de acordo com os padrões de classificação do Conselho Oleícola Internacional (COI) e corretamente rotulados.

    Histórico recente e desafios

    A história do azeite no Brasil é relativamente recente. Até 1995, o país não importava azeites extravirgens. A diversificação começou a partir do ano 2000, e a primeira extração de azeite brasileiro ocorreu há apenas 16 anos. A normativa de 2012 e a homologação do primeiro painel sensorial em 2021 marcam avanços importantes. Mas ainda há muito a ser feito para consolidar a indústria nacional e garantir a qualidade dos produtos disponíveis ao consumidor.

    Recentemente, a Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ) conquistou a certificação do Conselho Oleícola Internacional (COI) para o segundo painel sensorial de azeite do Brasil. Esse painel, composto por especialistas treinados, tem a capacidade de reclassificar azeites que não atendem aos padrões de qualidade, combatendo fraudes como a venda de azeites virgens como extravirgens. A certificação amplia a capacidade de análise sensorial no país e fortalece a fiscalização do Ministério da Agricultura.

    Impacto no mercado e educação do consumidor

    A atuação dos painéis sensoriais tem sido fundamental para elevar a qualidade dos azeites consumidos no Brasil. Pois, além de subsidiar a fiscalização, esses grupos contribuem para a educação do consumidor, ensinando a identificar os atributos de qualidade do azeite.

    A auditora fiscal federal agropecuária Helena Pan Rugeri destaca que a fiscalização tem revelado uma alta ocorrência de fraudes, com produtos de baixa qualidade sendo vendidos como extravirgens. A reclassificação desses produtos é essencial para proteger a produção nacional, que tem ganhado reconhecimento internacional por sua alta qualidade.

    Futuro da indústria brasileira de azeite

    A formação de novos painéis sensoriais e a educação contínua de produtores e consumidores são passos cruciais para o desenvolvimento da indústria brasileira de azeite. Com a certificação internacional e o fortalecimento da fiscalização, o Brasil está no caminho para consolidar sua posição no mercado global de azeite. E garantir produtos de alta qualidade, além de combater práticas fraudulentas.

    Para evitar fraudes, os consumidores devem ficar atentos à classificação do azeite (extravirgem, virgem ou lampante) e buscar produtos de marcas reconhecidas. O Ministério da Agricultura disponibiliza informações online sobre como identificar azeites de qualidade e evitar produtos falsificados.

    Com esses avanços, o Brasil não apenas melhora a qualidade do azeite disponível no mercado interno, mas também fortalece sua produção nacional. E assim, abrir portas para a expansão da cadeia produtiva e o reconhecimento internacional.

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  • Alívio no bolso: azeite pode ficar mais barato em 2025

    Alívio no bolso: azeite pode ficar mais barato em 2025

    O preço do azeite de oliva pesa no bolso dos brasileiros desde outubro de 2023. Na época, o produto ficou cerca de 50% mais caro nas prateleiras. Em resumo, a queda na produção global e o aumento no consumo explicam a alta dos preços. Em geral, no Brasil, as vendas cresceram mais de 150% nos últimos 15 anos.

    A boa notícia é que os preços devem começar a cair ainda este ano. A estimativa aponta uma redução de até 20%.

    Produção de azeite afetada pelo clima

    A mudança climática encareceu o azeite. Como 99% do produto consumido no Brasil vem do exterior, principalmente de Espanha e Portugal, as quebras de safra impactaram diretamente o mercado nacional.

    Após duas safras afetadas pela seca, a colheita iniciada em outubro trouxe preços mais baixos. Esse cenário sinaliza uma recuperação gradual para o setor.

    Líderes na produção global de azeite

    A Espanha segue como principal produtora mundial de azeite, respondendo por 28,6% do mercado global em 2022/23. Outros grandes produtores são Turquia, Grécia e Itália.

    A expectativa para a safra 2024/2025 é otimista. A produção global deve atingir 3,1 milhões de toneladas, um aumento de 23% em comparação com a safra anterior. Esse crescimento será impulsionado por colheitas positivas na Espanha, Tunísia, Turquia e Grécia.

    Por outro lado, a Itália não deve acompanhar esse ritmo. As condições climáticas adversas, como secas prolongadas e temperaturas elevadas, podem reduzir a produção em até 32%.

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    Desafios climáticos persistem

    Apesar das projeções positivas para 2025, as mudanças climáticas seguem como desafio constante para os produtores. Ou seja, a seca prolongada afeta diretamente regiões produtoras.

    Tecnologia como aliada

    Para enfrentar esses desafios, produtores têm investido em tecnologia. O uso de oliveiras mais resistentes à seca e sistemas avançados de monitoramento hídrico são algumas das soluções adotadas.

    Portanto, a adaptação dos sistemas agrícolas será essencial para garantir a estabilidade do mercado global. Além disso, inovações tecnológicas e práticas eficientes se mostram fundamentais para assegurar o abastecimento de azeite e controlar os preços nos próximos anos.

     

  • Boa notícia: preço do azeite deve cair em breve

    Boa notícia: preço do azeite deve cair em breve

    O maior produtor de azeite do mundo, a Deoleo, com sede na Espanha, anunciou que o preço do azeite, conhecido como “ouro líquido”, deve cair para metade dos níveis recordes alcançados nos últimos meses. A empresa afirma que um dos períodos mais desafiadores da história do setor parece estar chegando ao fim.

    Nos últimos anos, o setor enfrentou condições climáticas extremas e secas no sul da Europa, que impactaram severamente as colheitas de azeitonas. Essa situação resultou em um aumento significativo nos preços, surpreendendo tanto consumidores quanto veteranos da indústria. Contudo, as previsões para a temporada 2024-2025 indicam uma colheita muito melhor em países produtores como Espanha, Grécia e Tunísia.

    Crise e impactos

    A escassez de azeite, essencial na dieta mediterrânea, levou o setor a uma crise sem precedentes. As colheitas reduzidas na Espanha, maior produtora mundial, e em outros países como Grécia e Tunísia elevaram os preços a níveis históricos, com impactos tanto para os consumidores quanto para os produtores. Essa situação também aumentou a insegurança alimentar e até estimulou roubos em supermercados espanhóis.

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    Entretanto, as previsões apontam para uma recuperação. Miguel Ángel Guzmán, diretor de vendas da Deoleo, destacou em entrevista a imprensa que, embora os preços estejam começando a esfriar, o mercado ainda enfrenta incertezas até o início da próxima colheita. “As perspectivas são positivas para os próximos meses, com a estabilização gradual do mercado e aumento da oferta”, afirmou Guzmán.

    Queda nos preços e recuperação do setor

    Atualmente, o preço do azeite extra virgem na Andaluzia, na Espanha, gira em torno de 6 euros por quilograma, uma redução de 35% em relação ao recorde de 9,2 euros registrado em janeiro. Guzmán prevê que os preços possam cair para cerca de 5 euros por litro ao longo de 2025, dependendo das condições climáticas e da estabilidade nas colheitas.

    A Espanha, responsável por mais de 40% da produção mundial de azeite, será crucial para a recuperação do mercado. Estima-se que a produção espanhola alcance 1,3 milhão de toneladas métricas na próxima temporada, quase o dobro das 680 mil toneladas produzidas no último ciclo. Além disso, boas colheitas são esperadas na Grécia, Tunísia e Turquia, com qualidade elevada das azeitonas.

    Guzmán também comentou sobre a necessidade do setor se adaptar às mudanças climáticas, que representam uma ameaça existencial para a indústria. Em resposta a esses desafios, investimentos significativos estão sendo feitos em novas tecnologias agrícolas e no desenvolvimento de variedades de azeitonas mais resistentes.

    As previsões indicam que os preços do azeite podem cair para cerca de 5 euros por litro nos próximos meses, aliviando as tensões no mercado e facilitando uma normalização gradual após um período marcado pela volatilidade.

    Mudanças climáticas e adaptação do setor

    Apesar das expectativas otimistas, o setor continua a enfrentar desafios estruturais. Guzmán destacou que as mudanças climáticas representam uma ameaça existencial para a indústria. E exige investimentos em tecnologia agrícola e desenvolvimento de variedades de azeitonas mais resistentes.

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    O mercado, no entanto, permanece cauteloso. Kyle Holland, especialista em oleaginosas da Expana, ressaltou que a abundância de oferta prevista para 2025 pode pressionar ainda mais o preço do azeite para baixo. “A maioria dos participantes da indústria está muito pessimista sobre uma nova alta de preços com a oferta que se desenha no horizonte”, afirmou.

    Futuro incerto, mas promissor

    A Deoleo reforça a necessidade de uma “transformação profunda” na cadeia produtiva para lidar com as incertezas climáticas e econômicas. Mesmo com a recuperação esperada, o setor enfrenta o desafio de equilibrar oferta e demanda, enquanto busca soluções sustentáveis para garantir sua viabilidade a longo prazo.

    Com o mercado em transição, consumidores e produtores aguardam um retorno à estabilidade, embora o caminho ainda seja marcado por desafios globais e mudanças climáticas que redefinem o futuro do azeite.

  • Polícia e Mapa apreendem oito mil litros de azeite adulterado

    Polícia e Mapa apreendem oito mil litros de azeite adulterado

    A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreenderam mais de oito mil litros de azeite suspeito de adulteração. Ou seja, a operação, realizada pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), teve como foco combater o comércio clandestino do produto.

    Os 1.692 galões de azeite, equivalente a cinco litros cada, foram recolhidos em distribuidoras. Amostras do produto estão em análise para confirmar se se trata de óleo misto. A marca envolvida não tinha autorização do Mapa para comercializar azeite.

    O delegado Eduardo Passamani, titular da Decon, detalhou o esquema durante entrevista coletiva. “Essa marca já foi flagrada em 2019 vendendo azeite adulterado. Agora, identificamos novamente a prática irregular”, explicou.

    Produto fraudado em larga escala

    A investigação aponta que o azeite fraudado foi distribuído para mais de 800 estabelecimentos no Espírito Santo. Ou seja, bares, restaurantes, lanchonetes e hotéis usavam os galões para reabastecer frascos menores, oferecidos diretamente aos consumidores. “Muitos clientes consumiram óleo de qualidade inferior acreditando ser azeite puro”, afirmou Passamani.

    Os responsáveis pela empresa poderão responder por crime contra a relação de consumo, com pena de 2 a 5 anos de prisão. “Se confirmada a adulteração, eles lucravam enganando o consumidor e infringindo a lei”, acrescentou o delegado.

    Riscos e orientações ao consumidor

    Segundo o Mapa, o produto apreendido não apresenta risco imediato à saúde, mas carece das propriedades nutricionais do azeite. “A longo prazo, o consumo frequente pode gerar problemas”, alertou Passamani.

    Portanto, a Decon recomenda que consumidores devolvam os produtos adquiridos das marcas investigadas. Além disso, em caso de recusa do estabelecimento, é possível registrar denúncia na delegacia. Em resumo, para evitar fraudes, o Mapa orienta a consulta da regularidade das marcas em seus sites e do Procon.

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    Ações anteriores e panorama global

    Esta é a terceira operação de 2024 para coibir a venda de azeite adulterado no estado. Desde outubro, as autoridades apreenderam quase nove mil litros de azeite. Em operações passadas, elas já identificaram fraudes em outras marcas.

    O azeite ocupa o segundo lugar no ranking dos produtos alimentares mais adulterados no mundo, atrás apenas dos pescados. Portanto, para evitar fraudes, o Mapa recomenda o consumidor a desconfiar de preços baixos e verificar se a marca está registrada no órgão.

    Histórico de apreensões

    Desde 2020, operações como a “Havana” identificaram esquemas de adulteração que geraram prejuízos de milhões de reais. No mesmo ano, os policias apreenderam mais de 1.300 frascos na Grande Vitória. Além disso, o trabalho de fiscalização retirou do mercado outras marcas fraudulentas nos anos seguintes.

    A Decon e o Mapa continuam monitorando o setor para garantir a segurança alimentar dos consumidores.