Tag: Agricultura sustentável

  • Estratégia: cobras usam cachos de banana como armadilha

    Estratégia: cobras usam cachos de banana como armadilha

    Vídeos de cobras escondidas em cachos de banana se tornaram comuns nas redes sociais. O fenômeno chama atenção tanto de curiosos quanto de produtores rurais. Mas por que as serpentes tem esse comportamento?

    Segundo o biólogo Henrique charles, a cobra aproveita o cacho de banana como ponto estratégico. Pequenos mamíferos e aves costumam se alimentar das frutas. A serpente usa a estrutura da bananeira para se camuflar e surpreender suas presas. Assim, ela aumenta suas chances de capturar alimento sem gastar tanta energia.

    No vídeo temos uma caninana tendo esse comportamento, e a presença dessa espécie pode ser positiva para quem cultiva bananas. A serpente afasta roedores e aves, principais responsáveis por prejuízos nas plantações. Com o tempo, a caninana ajuda a controlar essas pragas de forma natural, reduzindo a necessidade de venenos e protegendo o equilíbrio do ambiente.

    Mas a caninana não é a única a usar essa tática para se alimentar. Por isso, atenção ao pegar bananas direto no cacho. No vídeo abaixo vemos uma outra espécie disfarçada entre as bananas.

    @acciolygabriel

    #cobra #cobraverde #natureza #selvagem #snake #wildlife #banana

    ♬ som original – gabriel

    A caninana não é perigosa

    Apesar do susto que pode causar, a caninana não possui veneno e raramente ataca humanos. Ela prefere fugir quando percebe a aproximação de pessoas. Sua fama de agressiva vem do comportamento defensivo, mas, na prática, ela representa mais benefícios do que riscos para o campo.

    A combinação de surpresa, curiosidade e a beleza da serpente explicam o sucesso dos vídeos. A caninana pode chegar a mais de 2,5 metros e tem uma coloração marcante.

    A caninana, conhecida por sua agilidade, vive em todos os biomas brasileiros, exceto nos Pampas. Também aparece em diversos países das Américas do Sul, Central e do Norte. Costuma circular tanto pelo solo quanto pelas árvores, mostrando-se mais ativa durante o dia.

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  • Cientistas desenvolvem nanotecnologia para proteção UV do solo agrícola

    Cientistas desenvolvem nanotecnologia para proteção UV do solo agrícola

    Pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro) anunciaram uma inovação promissora para o setor agrícola: o desenvolvimento de filmes de álcool polivinílico (PVA) com adição de nanopartículas de lignina kraft, capazes de otimizar a proteção contra radiação ultravioleta (UV) e aumentar a durabilidade das coberturas de solo.

    A lignina kraft, subproduto da indústria de papel e celulose, é um componente natural encontrado na madeira e em outras partes das plantas. Suas propriedades antioxidantes, capacidade de absorção de radiação UV e biodegradabilidade têm chamado a atenção de pesquisadores em diversos setores, incluindo agricultura, cosméticos e embalagens. O uso dessa biomolécula em nanotecnologia representa uma alternativa sustentável aos derivados de petróleo, promovendo maior eficiência e menor impacto ambiental.

    Estudos recentes indicam que a radiação ultravioleta é um dos principais fatores de estresse abiótico que afetam o rendimento de culturas agrícolas. Por exemplo, o aumento de 9,5% na radiação UV-B pode causar redução de até 72% na produtividade do algodão. E uma queda de 15% na soja, segundo dados de pesquisas internacionais.

    Como funciona a inovação

    A solução desenvolvida pelo INCT NanoAgro utiliza lignina kraft fracionada com ácido acético, aplicada como aditivo funcional em filmes agrícolas de PVA. Esses filmes são enriquecidos com fertilizante NPK e plastificados com glicerol, formando uma cobertura moldável para o solo. Após 21 dias de exposição à radiação UV-C, os filmes com nanopartículas de lignina mantiveram mais de 90% de transparência, o que é fundamental para a passagem de luz solar necessária à fotossíntese. Enquanto filmes de PVA puro apresentaram queda para cerca de 70%.

    Técnicas analíticas, como espectroscopia no infravermelho e calorimetria exploratória diferencial, confirmaram menor degradação térmica e foto-oxidativa nos filmes com lignina, garantindo maior durabilidade e eficiência no campo.

    Biodegradabilidade e liberação controlada de nutrientes

    Ensaios de biodegradação mostraram maior atividade microbiana nos filmes com lignina, com liberação de até 90 mg de CO₂ em 20 dias, indicando degradação ambientalmente benigna. Testes de lixiviação também comprovaram a liberação controlada de nutrientes ao longo de 40 dias, funcionando como um sistema de fertilização gradual.

    Em aplicações práticas, os filmes de PVA com nanopartículas de lignina foram testados em cultivos de tomate cereja, apresentando desempenho igual ou superior aos filmes mulch comerciais. A tecnologia oferece proteção UV, controle de nutrientes e maior sustentabilidade ambiental, além de ser biodegradável e multifuncional.

    Segundo Leonardo Fraceto, coordenador do INCT NanoAgro, “essas nanopartículas tornam as práticas agrícolas mais eficientes e sustentáveis, promovendo maior produtividade com menor impacto ambiental”.

    A lignina kraft, além de sua aplicação na agricultura, tem potencial para uso em setores como indústria biomédica e cosméticos, devido à sua estabilidade química, propriedades antioxidantes e proteção UV. O avanço dessa nanotecnologia reforça o papel do Brasil como referência em soluções sustentáveis para a agricultura do futuro.

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  • 260 campos de futebol: projeto recupera Mata Atlântica com araucária

    260 campos de futebol: projeto recupera Mata Atlântica com araucária

    A Fundação CERTI concluiu a primeira fase do projeto “Mais Floresta com Araucária”, restaurando 262 hectares de Mata Atlântica nas regiões da Serra e Meio Oeste de Santa Catarina. A iniciativa foifinanciada pelo BNDES por meio do edital Restauração Ecológica. E recuperou uma área equivalente a mais de 260 campos de futebol, com o plantio de cerca de 40 mil mudas de espécies nativas, incluindo a emblemática araucária (Araucaria angustifolia).

    O projeto  contou com a participação de mais de 100 agricultores locais e apoio técnico das universidades UDESC, UFSC e IFSC. E visa fortalecer a biodiversidade e promover a sustentabilidade econômica por meio da valorização de espécies como a erva-mate, goiabeira-serrana, imbuia e casca d’anta. As araucárias, além de símbolo do ecossistema local, contribuem para a produção do pinhão, importante fonte de alimento e renda para comunidades da região.

    Foto: DIvulgação Mais Floresta

    Segundo Victor Augusto Moreira, coordenador de projetos do Centro de Economia Verde da CERTI, a restauração da Mata Atlântica traz benefícios ambientais como regulação climática, preservação de recursos hídricos e provisão de alimentos, além de impulsionar a economia local. “Nossa intenção foi contribuir para esse ecossistema tão importante, hoje reduzido a menos de 3% da cobertura original”, afirma Moreira.

    Além do reflorestamento, o projeto implantou módulos de sistemas agroflorestais em assentamentos da reforma agrária. E também promoveu capacitações em práticas agrícolas sustentáveis, ampliando as oportunidades para agricultores familiares. A rede de parceiros também viabilizou a criação de viveiros florestais, garantindo infraestrutura para futuras ações de restauração e conservação.

    Foto: DIvulgação Mais Floresta

    A restauração abrangeu Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reservas Privadas do Patrimônio Natural (RPPN) e áreas de Reserva Legal, consolidando um modelo viável de recuperação ambiental que alia conservação da biodiversidade, geração de renda e bem-estar para as comunidades rurais catarinenses.

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  • Satis leva à Hortitec soluções para pulverização de alta performance

    Satis leva à Hortitec soluções para pulverização de alta performance

    A Satis apresenta na Hortitec 2025, que começa nesta quarta-feira (25) em Holambra (SP), seu programa Aplik+, voltado à correta aplicação de insumos agrícolas. Com foco em sustentabilidade e aumento da eficiência produtiva, a iniciativa oferece suporte técnico sobre como aplicar nutrientes e defensivos de forma mais precisa e segura, reduzindo perdas e riscos ao meio ambiente.

    No estande da empresa mineira, visitantes poderão interagir com uma equipe especializada que detalha desde a formação ideal da calda até questões como velocidade, pressão e tipo de bico de pulverização. “Queremos ajudar o produtor a aplicar os produtos da maneira certa, com qualidade e eficiência”, afirma a equipe técnica da Satis.

    Pulverização eficaz evita perdas e protege o equipamento

    Um dos pontos centrais do Aplik+ é a compatibilidade da calda: misturas incorretas podem causar entupimentos, sedimentações e danos ao pulverizador. O programa também orienta práticas para evitar a deriva, quando o produto aplicado é desviado pelo vento e atinge culturas vizinhas, com prejuízo à produção e risco ambiental.

    Durante a feira, será apresentado o adjuvante Liq-D, desenvolvido para estabilizar a calda e potencializar os resultados no campo. A solução faz parte do portfólio do Aplik+, alinhando tecnologia e praticidade para os principais cultivos do Brasil.

    Com 25 anos de atuação, a Satis é referência em nutrifisiologia e adjuvantes agrícolas, com sede em Araxá (MG). A empresa mantém um campo experimental próprio, onde realiza pesquisas voltadas à inovação e ao fortalecimento das lavouras, da raiz às folhas. Seus produtos atendem culturas como milho, soja, café, feijão, trigo, cana, algodão e horticultura.

    “A lavoura saudável é o primeiro passo para um negócio sustentável. E isso só é possível com técnicas adequadas, aplicação eficiente e foco em rentabilidade aliada ao cuidado com o meio ambiente”, reforça a marca.

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  • Bayer leva inovações em proteção de cultivos e genética à Hortitec

    Bayer leva inovações em proteção de cultivos e genética à Hortitec

    A Bayer marca presença na 30ª edição da Hortitec, que começa nesta quarta-feira (25), em Holambra (SP), com dois novos fungicidas e cultivares inéditas voltadas ao mercado hortifrúti. Com foco em produtividade, sustentabilidade e inovação genética, a empresa apresenta soluções integradas para o campo e também para o consumidor final.

    Entre os destaques estão os fungicidas Valpura e Xivana Smart, desenvolvidos para o controle de doenças que afetam a rentabilidade nas lavouras. O Valpura combate a pinta preta na batata e no tomate, oídio em uva, sarna em maçã e mal de sigatoka em banana. Já o Xivana Smart atua contra requeima e míldio em culturas como cebola, tomate, alface, batata e uva. “São ferramentas que reforçam nossa missão de promover uma agricultura mais sustentável e eficiente”, afirma Fabio Maia, Gerente de Portfólio Frutas e Vegetais da Bayer.

    Genética avançada para frutas e hortaliças

    No estande da marca Seminis, braço de sementes da Bayer, os visitantes encontram o melão Orange Candy, de casca amarela, polpa crocante e alto teor de açúcar, e o milho doce Bom de Mays, voltado ao consumo in natura. Ambos combinam sabor, resistência a doenças e facilidade no manejo. “Essas cultivares mostram como a inovação genética pode transformar a horticultura brasileira”, diz Franco Valdivieso, Gerente de Marketing de Clientes da Seminis.

    O portfólio ainda inclui o tomate ComandanTY, tolerante à virose TY, alface Eneida, que evita pendoamento precoce, cenoura Catânia, adaptada ao inverno, e a cebola Codal, com vigor de planta e uniformidade.

    Campo à mesa com experiência sensorial

    Além das tecnologias, a Bayer promove a ação “Raízes do Sabor”, conduzida pelo chef John Leon. O público pode experimentar pratos preparados com os ingredientes cultivados com o apoio das soluções da marca, como o melão Orange Candy e o milho doce Bom de Mays. “Queremos que o público experimente o sabor da inovação”, afirma Rafael Texeira, Gerente de Contas da Seminis.

    A Hortitec 2025 segue até sexta-feira (27), reunindo os principais nomes do agronegócio hortifrúti da América Latina.

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  • Governo de Roraima intensifica mapeamento agrícola

    Governo de Roraima intensifica mapeamento agrícola

    O Governo de Roraima está avançando no fortalecimento do agronegócio estadual com a intensificação do mapeamento das áreas de produção agrícola. A Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação (Seadi) coordena a iniciativa por meio da Rota dos Grãos. E conta com a parceria técnica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e abrange visitas a mais de 250 propriedades rurais em todo o estado.

    O objetivo principal é consolidar dados confiáveis sobre a produção de grãos, especialmente soja, milho, arroz e, pela primeira vez, algodão. Além de estimar a produtividade da safra de 2025. O levantamento foi dividido em duas etapas. E servirá de base para a publicação do relatório “Grãos em Roraima”, que trará um panorama detalhado do potencial agrícola local.

    Segundo Frankarlos Lopes, coordenador de campo da ação, a equipe formada por técnicos agrícolas e engenheiros agrônomos percorre as principais áreas produtoras para coletar informações precisas. “Esses dados fortalecem o agronegócio e orientam políticas públicas, como o crédito rural. Além de ajudar o Governo de Roraima a agir com mais eficiência em áreas como infraestrutura e logística”, destacou.

    Potencial produtivo do estado

    O secretário de Agricultura, Márcio Grangeiro, ressaltou que a iniciativa é fundamental para divulgar o potencial produtivo do estado e identificar demandas específicas dos produtores. “Com esses dados, conseguimos atuar com mais agilidade e fortalecer o agronegócio roraimense”, afirmou.

    A parceria com a Conab busca padronizar metodologias, alinhar processos e construir uma base de dados representativa da realidade agrícola local. O acordo de cooperação técnica, em fase de articulação, deve ampliar o monitoramento agropecuário e as estratégias de armazenagem, reforçando o compromisso do estado com o desenvolvimento sustentável da agricultura.

    Em 2025, a expectativa da Seadi é de crescimento de 7% na área de plantio, totalizando cerca de 163 mil hectares. O destaque vai para a introdução do algodão como nova cultura comercial do estado. Só a soja deve ocupar 128 mil hectares, seguida por arroz (13 mil ha), milho (16 mil ha), feijão (5 mil ha) e algodão (1 mil ha).

    A atuação conjunta entre Seadi e Conab também contribui para o alinhamento das políticas públicas e para a atração de investimentos, beneficiando tanto grandes produtores quanto a agricultura familiar. A coleta de dados estratégicos impulsiona a competitividade do setor e garante o desenvolvimento sustentável do agronegócio roraimense nos próximos anos.

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  • Hortitec 2025 reúne inovação, negócios e campo em Holambra

    Hortitec 2025 reúne inovação, negócios e campo em Holambra

    A cidade de Holambra será, mais uma vez, o centro das atenções do agronegócio nacional. Entre os dias 25 e 27 de junho, o Pavilhão da Expoflora recebe a 30ª edição da Hortitec – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas –, que deve atrair 32 mil visitantes e movimentar cerca de R$ 600 milhões em negócios.

    Reconhecida como a maior feira do setor na América Latina, a Hortitec chega ao marco das três décadas com 520 empresas expositoras, nacionais e internacionais, representando toda a cadeia do setor hortifrutícola. Os organizadores investiram na ampliação da estrutura, que ganhou um novo pavilhão – o Laranja – para abrigar mais 38 empresas, além de melhorias na mobilidade e no estacionamento.

    Inovação no centro dos debates

    Além da tradicional feira de exposição, a programação contempla painéis técnicos, atividades de campo e rodadas de negócios. Destaque para o Painel de Inovação Embrapa e Ibrahort, marcado para o dia 26, às 13h30, com o tema “Resiliência Climática na Horticultura”, em sintonia com os debates da COP 30.

    Outro ponto alto é a 3ª edição do Bate-Papo com o IAC (Instituto Agronômico de Campinas), no dia 25, das 13h30 às 15h30, quando pesquisadores apresentarão novas cultivares e discutirão como a ciência vem transformando a horticultura. “A troca direta com os produtores é essencial para promover inovação de forma aplicada”, afirma um dos organizadores do encontro.

    O Sebrae-SP também marca presença com palestras e consultorias sobre gestão e empreendedorismo rural. O espaço é voltado tanto para produtores quanto para fabricantes, distribuidores e comerciantes do setor.

    Campo aberto e biotecnologia na prática

    Dois eventos paralelos prometem ampliar a vivência prática dos visitantes. A Hortinov 2025, promovida pela Sakata e Biotrop, ocorre em Santo Antônio de Posse e terá visitas ao BioOracle, centro de difusão de tecnologias biológicas da Biotrop. No mesmo município, a Agristar do Brasil realiza o 19º Open Field Day em sua Estação Experimental, com apresentação de cultivares e soluções desenvolvidas a campo. Para facilitar o acesso, a organização da Hortitec oferecerá traslados gratuitos até os locais.

    Com expectativa de movimentar centenas de milhões de reais, a Hortitec reafirma sua importância como espaço de negócios, atualização profissional e lançamento de inovações. Para esta edição, instituições financeiras também estarão presentes com linhas de crédito rural voltadas tanto ao custeio quanto a novos investimentos.

    Serviço:
    30ª HORTITEC

    Quando: 25 a 27 de junho de 2025. Dias 25 e 26, das 9h às 19h; dia 27, das 9h às 17h
    Onde: Pavilhão de Exposições da Expoflora, Rua Maurício de Nassau, 675 – Holambra/SP
    Ingressos: R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia – estudantes e 60+)
    Informações: www.hortitec.com.br | @hortitec | (19) 3802-4196

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  • Dia Mundial do Meio Ambiente: produção de azeite se adapta às mudanças climáticas

    Dia Mundial do Meio Ambiente: produção de azeite se adapta às mudanças climáticas

    No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, cresce a urgência de adotar práticas sustentáveis para enfrentar os impactos das mudanças climáticas em diversos setores, incluindo a produção de azeite. Tradicional e amplamente consumido globalmente, o azeite sofre diretamente com as alterações climáticas, que afetam a oferta e os preços no mercado mundial e nacional.

    O Brasil é o segundo maior importador e o quarto maior consumidor mundial de azeite, o que torna o país especialmente sensível às oscilações causadas pelas mudanças climáticas nos países produtores. A variação na produção impacta diretamente a disponibilidade e o custo do produto para o consumidor brasileiro.

    De acordo com o Conselho Oleícola Internacional (COI), os mais de 11 milhões de hectares de oliveiras cultivadas no mundo funcionam como importantes sumidouros de carbono, removendo cerca de 4,5 toneladas de CO₂ por hectare anualmente. No entanto, para garantir a sustentabilidade e a resiliência da produção, empresas do setor estão investindo em soluções inovadoras e responsáveis.

    Investimentos em sustentabilidade e tecnologia

    A marca italiana Filippo Berio, com mais de 150 anos de tradição, destaca-se por suas ações voltadas à sustentabilidade na produção de azeite. Eduardo Casarin, country manager Brasil & Latam da empresa, informa que os investimentos recentes resultaram em reduções significativas no consumo de energia (-3,4%), água (-8,6%), emissões de gases de efeito estufa (-6,7%) e produção de resíduos (-5%), conforme detalhado no último Relatório de Sustentabilidade da marca.

    Além disso, a Filippo Berio implementou o “Método Berio”, que se baseia em quatro pilares: sustentabilidade, rastreabilidade, controle rigoroso dos parâmetros químicos e organolépticos, e certificação por entidades independentes como a SGS. Esse método assegura que os fornecedores adotem práticas agrícolas integradas e monitoradas periodicamente.

    Tecnologia e inovação para produção sustentável

    No olival da Villa Filippo Berio, na Toscana, a empresa utiliza sensores eletrônicos para monitorar em tempo real a presença da mosca das oliveiras. Assim, reduzindo o uso de defensivos químicos por meio de um controle mais preciso.

    Villa Filippo Berio. Divulgação

    Em parceria com o Conselho Nacional de Pesquisa da Itália (CNR), a marca transformou 70 hectares de olivais em um “laboratório ao ar livre” para testar técnicas de agricultura sustentável, aumento da biodiversidade e resistência a doenças como a Xylella fastidiosa.

    Produção mundial de azeite em recuperação

    A expectativa para a safra mundial de azeite 2024/2025 é de aproximadamente 3,38 milhões de toneladas métricas. Isso representa um aumento de cerca de 32% em relação à safra anterior, que registrou 2,56 milhões de toneladas. Esse crescimento sinaliza uma melhora nos olivares, resultado dos investimentos em práticas sustentáveis e inovação tecnológica.

    Com 99% do azeite consumido no Brasil sendo importado, o país enfrenta os efeitos da crise climática refletidos no aumento dos preços. Eduardo Casarin ressalta a importância das iniciativas sustentáveis para garantir uma produção resiliente e atender à demanda crescente por produtos responsáveis:

    “No cenário atual, qualquer tipo de iniciativa é fundamental para promover uma produção de azeite mais sustentável e resiliente. Portanto, contribuindo para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e atendendo à crescente demanda por produtos responsáveis no mercado global.”

    A produção de azeite, apesar dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, abre caminho para práticas agrícolas que beneficiam o meio ambiente e a sociedade.

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  • Abelhas solitárias: projeto protege polinizadoras essenciais para a biodiversidade

    Abelhas solitárias: projeto protege polinizadoras essenciais para a biodiversidade

    A Emater-MG desenvolve projeto inovador no Parque Estadual Serra Verde, em Belo Horizonte, para conservar abelhas solitárias, polinizadoras fundamentais para a biodiversidade e a agricultura. Essas abelhas, que não vivem em colmeias, representam cerca de 80% das espécies de abelhas no mundo e desempenham papel crucial na polinização de plantas nativas e cultivadas, incluindo orquídeas, abóboras, acerola, abacate, melancia e goiaba.

    As abelhas solitárias possuem uma língua (glossa) mais longa que permite acessar o pólen e néctar de flores de difícil alcance, o que as torna polinizadoras especializadas e essenciais para a reprodução de cerca de 85% das plantas com flores no planeta. No Brasil, existem mais de quatro mil espécies dessas abelhas, que ajudam a manter a diversidade genética das plantas e a saúde dos ecossistemas.

    Além de garantir a produção de frutos e sementes, a polinização realizada por essas abelhas contribui para a regeneração das matas e florestas. Influenciando diretamente a sustentabilidade ambiental e a produtividade agrícola.

    Projeto de conservação no Parque Estadual Serra Verde

    Desde 2021, a Emater-MG, em parceria com o Instituto Estadual de Florestas (IEF), instala ninhos artificiais no Parque Estadual Serra Verde, localizado próximo à Cidade Administrativa de Belo Horizonte. Esses ninhos são feitos de troncos e bambus com orifícios de diferentes diâmetros para acomodar a diversidade de tamanhos das abelhas solitárias, que variam de 5 milímetros a 5 centímetros.

    Após a fecundação, a abelha coloca seus ovos nesses orifícios, junto com alimento para a larva, e os fecha, deixando a cria se desenvolver sozinha. O monitoramento dos ninhos permite avaliar a ocupação e a reprodução dessas abelhas. Além de servir como indicador da qualidade ambiental local, já que abelhas solitárias não se encontram em áreas degradadas.

    O gerente do parque, André Santana, destaca que o projeto abriu oportunidades para pesquisas científicas sobre a ecologia e o comportamento das abelhas solitárias, essenciais para compreender o impacto da iniciativa e a conservação dessas espécies.

    As abelhas solitárias são bioindicadoras importantes, sinalizando a saúde dos ecossistemas. Sua presença indica ambientes bem conservados ou em processo de regeneração. A conservação desses polinizadores ajuda a preservar a biodiversidade, garantir a produção de alimentos e fortalecer a sustentabilidade na agricultura.

    Como contribuir para a proteção das abelhas solitárias

    • Incentivar a criação de habitats com flores nativas e evitar o uso indiscriminado de pesticidas.
    • Apoiar e divulgar projetos de conservação, como o da Emater-MG.
    • Promover a educação ambiental sobre a importância das abelhas para o equilíbrio dos ecossistemas.
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  • Agro Clima SP: produtor rural terá dados climáticos gratuitos

    Agro Clima SP: produtor rural terá dados climáticos gratuitos

    O Agro Clima SP, programa do Governo de São Paulo, vai ampliar sua rede de monitoramento com mais 100 estações meteorológicas até 2026, garantindo dados climáticos gratuitos para produtores rurais e órgãos públicos. Desenvolvido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) em parceria com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e a Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (FUNDAG), o projeto já conta com 230 estações em operação em todo o estado.

    Dados em tempo real para tomada de decisão

    As estações fornecem informações atualizadas a cada 20 minutos, incluindo:

    •  Temperatura e umidade do ar
    •  Precipitação de chuvas
    •  Risco de incêndios e tempestades
    •  Umidade do solo (em algumas estações)

    Segundo Regina Célia de Matos Pires, pesquisadora e vice-diretora do IAC, os dados são disponibilizados gratuitamente não só para agricultores, mas também para prefeituras, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros.

    “O Agro Clima SP aumenta a resiliência agrícola, ajuda no manejo de recursos hídricos, controle de pragas e prognósticos de produtividade, contribuindo para uma agricultura mais sustentável”, afirma Regina.

    Tecnologia a serviço do campo

    As estações funcionam de forma autônoma, com energia solar, e algumas medem também a umidade do solo, permitindo irrigação mais eficiente. Durante a Agrishow 2025, duas estações foram expostas no estande do IAC, mostrando como a tecnologia pode otimizar o uso da água na agricultura.

    O programa está sendo ampliado em várias áreas, com destaque para o Alto Tietê, que receberá dez novas estações. As primeiras já estão sendo instaladas em:

    •  Barra do Una (São Sebastião)
    •  Maresias (São Sebastião)
    •  Caraguatatuba

    Orivaldo Brunini, diretor-presidente da FUNDAG, reforça que municípios e organizações podem firmar parcerias com o governo para receber os boletins diários.

    Por que isso é importante?

    •  Redução de perdas por eventos climáticos extremos
    •  Otimização da irrigação, evitando desperdício de água
    •  Melhor planejamento agrícola com dados precisos
    •  Apoio a políticas públicas de segurança alimentar e sustentabilidade

    Como acessar os dados?

    Produtores e instituições interessadas podem acompanhar as informações gratuitamente através dos canais oficiais do Agro Clima SP ou firmar convênios para recebimento personalizado.

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