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  • Queijo – produtor mineiro celebra vitória inédita após vencer 16 países

    Queijo – produtor mineiro celebra vitória inédita após vencer 16 países

    A cidade de Alagoa, no sul de Minas Gerais, viveu um momento histórico nesta segunda-feira (30). O produtor Jaime Porfírio de Barros, da Queijaria Pedra do Segredo, foi homenageado pela conquista do primeiro troféu Super Ouro do Brasil na ExpoQueijo Brasil – Araxá International Cheese Awards 2025. O prêmio foi celebrado com festa pela comunidade local, que organizou uma cerimônia repleta de moradores, produtores, autoridades e familiares, marcada por salva de fogos e muita emoção.

    Jaime recebeu a premiação em sua cidade natal após ter seu queijo artesanal reconhecido como o melhor entre mil amostras de 16 países participantes do concurso internacional. O produto, maturado por mais de 180 dias e feito exclusivamente com leite cru, coalho, fermento e sal, destacou-se pela autenticidade e pelos sabores que preservam a tradição local.

    — Alagoa é uma cidade muito pequena, e esse prêmio não é só meu. Ele vai beneficiar todo mundo aqui. Não consigo atender toda a demanda sozinho, então vão comprar do vizinho, de outros produtores. Isso será muito importante para toda a comunidade — afirmou o produtor, emocionado.

    Tudo mudou após prêmio

    Desde o anúncio do resultado, Jaime relata que a rotina mudou completamente. — Minha vida já mudou. O celular não para de tocar, muitos clientes procurando pelo queijo, mas já não tenho mais produto disponível. Estou confiante de que o futuro será excelente, especialmente para meus filhos, que são jovens, estão na roça e gostam desse trabalho. Vejo para eles um caminho muito promissor — ressaltou.

    Para Maricell Hussein, organizadora da ExpoQueijo Brasil, a vitória representa mais do que um reconhecimento individual. — Esse prêmio simboliza não apenas o talento do Jaime, mas também a força de toda uma cidade. Alagoa mostrou ao mundo o valor da dedicação, da técnica e da cultura do queijo artesanal mineiro — destacou.

    A premiação reforça a importância dos queijos artesanais de Minas Gerais, reconhecidos nacional e internacionalmente pela qualidade e pelas práticas tradicionais mantidas por famílias produtoras. Além de movimentar a economia local, o reconhecimento projeta Alagoa no cenário global dos queijos finos, fortalecendo o turismo e o desenvolvimento regional.

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  • Queijo mineiro conquista prêmio inédito na ExpoQueijo 2025

    Queijo mineiro conquista prêmio inédito na ExpoQueijo 2025

    O queijo artesanal “Pedra do Segredo”, produzido em Alagoa (MG), conquistou pela primeira vez o prêmio Super Ouro na ExpoQueijo Brasil 2025. A vitória marca um feito histórico, já que nas quatro edições anteriores, apenas queijos italianos e argentinos haviam vencido a principal categoria da competição.

    O produtor Jayme Porfírio Mendes, da Queijaria Pedra do Segredo, não esperava o resultado. “Sou um pequeno produtor familiar em uma cidadezinha de 2 mil habitantes. Jamais imaginei que meu queijo superaria italianos e argentinos”, declarou o queijeiro, que não pôde comparecer à premiação por questões de saúde.

    O queijo vencedor possui massa semi-cozida, é feito com leite cru e maturado por mais de 180 dias. A produção é 100% artesanal e apresenta pontuação superior a 86 pontos na escala da SCA (Specialty Coffee Association).

    Foto: Expoqueijo

    Mendes produz apenas seis queijos por dia a partir de 300 litros de leite. Ele credita o sucesso ao apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), que ofereceu assistência técnica fundamental para sua trajetória.

    Minas Gerais domina a competição

    O Brasil liderou o ranking geral com 39 prêmios “Ouro” em 42 categorias disputadas. Os produtores mineiros conquistaram 69 medalhas no total: 24 de ouro, 21 de prata e 24 de bronze, representando mais de 50% dos prêmios distribuídos.

    O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, celebrou o resultado: “A ExpoQueijo cumpriu seu papel. Mais de 50% dos queijos vencedores são do nosso estado e o grande vencedor é mineiro”.

    A ExpoQueijo Brasil 2025 reuniu mais de mil concorrentes de 17 países, consolidando-se como a principal competição de queijos artesanais das Américas. O evento é organizado pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seapa), em parceria com a Epamig e o Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT).

    O concurso busca dar visibilidade aos produtos, profissionalizar a cadeia produtiva e agregar valor aos queijos artesanais brasileiros.

    Outros destaques mineiros

    Os produtores Reginaldo de Assis Castro e Liliane Patrícia, do queijo Três Irmãos em Tapira (Alto Paranaíba), também se destacaram. Em três anos de participação, acumularam 11 medalhas: uma de prata na estreia, cinco na segunda participação, quatro no ano passado e mais uma em 2025.

    O queijo vencedor deste ano é um Minas Artesanal de Casca Florida, descrito como leve, suave e cremoso por dentro. Liliane começou a produção de forma despretensiona, aproveitando o leite de uma vaca. Hoje, o casal produz cerca de 70 queijos por dia.

    Alagoa tem tradição queijeira que remonta ao século 18, quando o coronel Porfírio Mendes Pinto figurava como um dos maiores produtores de leite da região. A cidade, localizada nas terras altas da Mantiqueira, faz parte da tradicional Região do Queijo de Minas Gerais.

    “Todos os queijos presentes são de produtores totalmente dedicados à arte de fazer queijo artesanal. Independente do troféu, eles saem vencedores”, afirmou a organizadora da ExpoQueijo, Maricell Hussein.

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  • Festival do Queijo Artesanal de Minas celebra cultura e inovação

    Festival do Queijo Artesanal de Minas celebra cultura e inovação

    A 7ª edição do Festival do Queijo Artesanal de Minas começou nesta quarta-feira (12/06) em Belo Horizonte, reunindo tradição, gastronomia e inovação no Parque de Exposições da Gameleira. O evento, que segue até 14 de junho. E destaca a riqueza dos sabores e saberes mineiros, contando com o apoio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

    Foto: Diego Vargas / Ascom / Seapa

    Com mais de 60 expositores, o Festival do Queijo Artesanal de Minas reforça o papel de Minas Gerais como referência nacional na produção de queijos artesanais. Segundo o secretário de Agricultura, Thales Fernandes, “são 16 regiões caracterizadas e praticamente todos os queijos mineiros regulamentados”. Ele destacou ainda a entrega do registro de inspeção sanitária ao primeiro produtor de Queijo Cabacinha, apenas 30 dias após a regulamentação oficial em Pedra Azul, como exemplo do compromisso do Estado com a qualidade e a inovação no setor.

    Registro inédito para o Queijo Cabacinha

    O produtor José Alves dos Santos, de Joaíma, no Vale do Jequitinhonha, tornou-se o primeiro em Minas Gerais a receber o registro de inspeção sanitária para comercialização do Queijo Artesanal Cabacinha. A conquista foi viabilizada pelo trabalho conjunto de instituições como Seapa, IMA, Epamig e Emater, por meio do Projeto Queijo Minas Legal. Com o Selo Arte, o tradicional queijo cabacinha agora pode ser vendido em todo o Brasil. Fortalecendo a cadeia produtiva local e ampliando o acesso ao mercado nacional.

    O produtor de Queijo Cabacinha José Alves e a esposa Rita de Cássia Trindade Alves. Foto: FAEMG

    O subsecretário de Política e Economia Agropecuária, Gilson Sales, ressaltou que o festival aproxima produtores e consumidores. E promove os queijos artesanais em sua forma mais autêntica, incentivando a profissionalização do setor. O evento impulsiona a transformação da cadeia produtiva, estimula o consumo e cria novas oportunidades de mercado para os produtores mineiros.

    Atrações e programação

    Mais de 30 produtores participam do evento, oferecendo degustações, vendas e contato direto com o público. Entre as atrações, estão a Cozinha Show — com chefs renomados apresentando receitas criativas com queijo mineiro —, oficinas e palestras sobre técnicas de produção, certificação e tendências do mercado. O público também pode participar da eleição do “Melhor Queijo do Festival” por meio de degustações às cegas, valorizando os destaques desta edição.

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  • Governo de Minas regulamenta Queijo Cabacinha

    Governo de Minas regulamenta Queijo Cabacinha

    O governador Romeu Zema anunciou, em 15 de maio, no município de Pedra Azul, o novo Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade do Queijo Cabacinha. Esse tradicional queijo artesanal, produzido há cerca de 80 anos no Vale do Jequitinhonha, agora conta com regulamentação própria, fortalecendo seu reconhecimento como patrimônio cultural e imaterial de Minas Gerais.

    A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) liderou a iniciativa, que beneficia 160 produtores locais. Com a regulamentação, esses produtores podem comercializar formalmente o Queijo Cabacinha, ampliando oportunidades de desenvolvimento econômico e reconhecimento para a região.

    Segundo o governador Romeu Zema, a regulamentação valoriza a tradição mineira e destaca o diferencial do Queijo Cabacinha, conhecido pelo formato e sabor únicos. Zema ressalta que, sob sua gestão, o número de queijos caracterizados oficialmente em Minas mais do que dobrou, passando de sete para quinze. O objetivo é expandir a presença desses queijos no Brasil e no exterior.

    A Portaria n° 2.377 do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) detalha a regulamentação, baseada em pesquisas da Epamig, Emater-MG, UFMG, UFSJ e IFNMG, com apoio de emenda parlamentar. Antes da regulamentação, os produtores não conseguiam habilitar suas queijarias em sistemas oficiais de inspeção. Agora, a medida estimula a geração de renda e empregos no campo, além de fortalecer os queijos artesanais mineiros.

    A Seapa também lançou o Curso de Capacitação Digital em Boas Práticas de Produção e Fabricação, disponível na plataforma Semear EAD, para qualificar ainda mais os produtores.

    Região produtora e características do Queijo Cabacinha

    A produção do Queijo Cabacinha se concentra nos municípios de Cachoeira do Pajeú, Comercinho, Divisópolis, Itaobim, Jequitinhonha, Joaíma, Medina, Pedra Azul e Ponto dos Volantes. A produção anual chega a 214 toneladas, com mais de 90% das queijarias pertencentes à agricultura familiar. O queijo, de origem italiana inspirada no caciocavallo, é feito artesanalmente a partir de leite cru, coalho e soro-fermento lácteo, com a massa pré-cozida e moldada manualmente no formato de cabaça.

    Adriana e Renato Rocha, produtores. Foto: Diego Vargas / Seapa

    Produtores de Pedra Azul, como o casal Renato e Adriana Rocha, celebram a regulamentação. Eles produzem cerca de 20 queijos por dia e agora podem vender para todo o país, participar de concursos e garantir a sustentabilidade da família. A visibilidade e a segurança jurídica trazidas pela regulamentação fortalecem o setor e incentivam novos investimentos.

    Reconhecimento e melhorias

    Em 2023, o Governo de Minas declarou o Queijo Cabacinha do Vale do Jequitinhonha como patrimônio cultural e imaterial do estado, conforme a Lei n° 24.379. Em 2014, a região já havia recebido reconhecimento oficial pela produção do queijo artesanal Cabacinha, por meio da Portaria do IMA n° 1.403.

    Durante a solenidade em Pedra Azul, o governo entregou dez veículos, 15 notebooks e cinco projetores à Emater-MG, melhorando o atendimento técnico aos produtores. Esses equipamentos fazem parte do Projeto Queijo Minas Legal, em parceria com o Ministério Público de Minas Gerais e o Procon-MG.

    O governador também inaugurou a nova sede do escritório seccional do IMA em Pedra Azul, agora em área central do município, facilitando o acesso dos produtores a serviços essenciais.

    A regulamentação do Queijo Cabacinha reforça a valorização dos produtos mineiros, amplia mercados e garante mais dignidade aos produtores, consolidando o Vale do Jequitinhonha como referência na produção de queijos artesanais de qualidade.

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  • Dia do Queijo Artesanal: Minas anuncia próxima edição de Festival

    Dia do Queijo Artesanal: Minas anuncia próxima edição de Festival

    Minas Gerais celebra o Dia do Queijo Artesanal nesta sexta-feira, 16 de maio, com o anúncio oficial da sétima edição do Festival do Queijo Artesanal de Minas. O evento, que se consolidou como o maior encontro de amantes do queijo no estado, acontecerá entre 12 e 14 de junho de 2025, no Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte, e promete reunir dezenas de produtores de diferentes regiões, valorizando a cultura, os sabores e a identidade mineira.

    Neste ano, o festival traz uma novidade histórica: a participação da região produtora do tradicional Queijo Cabacinha, típico do Vale do Jequitinhonha. Ele estreia no evento após avanços importantes em seu processo de regulamentação. O Governo de Minas declarou o Queijo Cabacinha patrimônio cultural e imaterial do estado. E a formalização conduzida pela Secretaria de Agricultura, com apoio da Emater-MG, Epamig e IMA, deve impulsionar a comercialização. Além de garantir mais segurança e valorização para centenas de famílias produtoras.

    A inclusão do Queijo Cabacinha no festival é uma conquista significativa para os produtores do Vale do Jequitinhonha. Foto: Divulgacao FQAM

    O gerente de Relações Institucionais e Governamentais do Sistema Faemg Senar, Altino Rodrigues Neto, destaca que “a presença do Queijo Cabacinha nesta edição do festival representa um marco para a diversidade e para o reconhecimento das identidades regionais que fazem do queijo mineiro um patrimônio cultural”.

    Incentivo ao turismo

    O Festival do Queijo Artesanal de Minas é realizado pelo Sistema Faemg Senar e Sebrae Minas. E tem como objetivo fortalecer a economia, promover a gastronomia local e incentivar o turismo regional. Ricardo Boscaro, analista de agronegócios do Sebrae Minas, ressalta que “a inclusão do Queijo Cabacinha no festival é uma conquista significativa para os produtores do Vale do Jequitinhonha. Este reconhecimento não apenas valoriza a tradição local. Mas também abre novas oportunidades de mercado, fortalecendo a economia regional e promovendo a cultura mineira”.

    A programação do festival inclui estandes de degustação e venda de queijos. Além de pratos preparados por chefs convidados, oficinas temáticas, atrações culturais e espaço para produtores de outras iguarias regionais. A  entrada é gratuita para o público. A edição de 2025 acontece em conjunto com a Megaleite, maior feira de pecuária leiteira da América Latina, ampliando a experiência dos visitantes e promovendo uma verdadeira imersão na cadeia produtiva do leite.

    A expectativa é que a regulamentação do Queijo Cabacinha, produzido há gerações no Vale do Jequitinhonha, traga ainda mais visibilidade e renda para os produtores locais. Além de reforçar a identidade do produto como símbolo da cultura alimentar brasileira. O festival reafirma Minas Gerais como referência nacional na produção de queijos artesanais, celebrando a tradição, a inovação e o empreendedorismo no campo.

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  • ExpoQueijo Brasil 2025 terá forte presença estrangeira

    ExpoQueijo Brasil 2025 terá forte presença estrangeira

    O Concurso Internacional de Queijos da ExpoQueijo Brasil 2025 – Araxá International Cheese Awards, marcado para ocorrer de 26 a 29 de junho no Grande Hotel e Termas de Araxá, deve reunir a maior participação de produtores estrangeiros já registrada no evento. A organização espera ultrapassar o número de amostras internacionais que participaram em 2024, quando produtores de 14 países inscreveram 1.110 queijos na competição.

    Organizadora do evento, Maricell Hussein destaca que a limitação no número de inscrições favorece a diversidade. E também ajuda a consolidar a ExpoQueijo como uma vitrine global para o queijo artesanal regularizado, segmento que cresce rapidamente. As inscrições para o concurso, considerado o maior do gênero nas Américas, estão abertas até 30 de maio e são exclusivas pelo site oficial do evento.

    O concurso conta com curadoria técnica da Epamig – Instituto de Laticínios Cândido Tostes e adota um sistema exclusivo de avaliação sensorial, que analisa sete atributos dos queijos: aspecto global, cor, textura, odor, aroma, consistência e sabor. Os queijos são avaliados em três fases por diferentes equipes de jurados nacionais e internacionais, garantindo isenção e rigor técnico. Os prêmios incluem medalhas de ouro, prata, bronze e o Super Ouro, concedido ao queijo com maior pontuação geral.

    Categorias

    Em 2025, o concurso terá cerca de 45 categorias, abrangendo queijos produzidos com leite de vaca, cabra, ovelha, búfala e misturas. O regulamento foi revisado para facilitar a compreensão dos produtores e evitar dúvidas na inscrição.

    Além do concurso, a ExpoQueijo Brasil 2025 oferece uma Feira Internacional de Negócios que valoriza produtos da agricultura familiar. E um Fórum Internacional com palestras e debates sobre inovação e qualidade no queijo artesanal. Além de uma vila gastronômica e cultural com degustações, música ao vivo e exposições, promovendo a cultura e a tradição regional.

    A edição de 2025 será histórica ao celebrar o reconhecimento dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, oficializado em dezembro de 2024. O evento contará com programações especiais que destacam as tradições e saberes que moldam a identidade alimentar mineira há mais de 300 anos.

    Com cerca de 9 mil produtores e movimentação anual superior a R$ 2 bilhões, o Queijo Minas Artesanal representa uma força econômica e cultural significativa para Minas Gerais. O destaque internacional da ExpoQueijo fortalece o potencial do produto para abrir novos mercados, atrair turismo e promover o desenvolvimento sustentável das comunidades produtoras.

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  • Curso de produção queijeira capacita agroindústrias familiares em Rondônia

    Curso de produção queijeira capacita agroindústrias familiares em Rondônia

    Entre os dias 7 e 9 de abril, o governo de Rondônia promoveu o Curso de Produção Queijeira – Padrões e Qualidade dos Queijos das Agroindústrias Familiares, em Ji-Paraná. A iniciativa visa capacitar produtores e profissionais da agroindústria familiar, focando na melhoria da qualidade e regulamentação da produção de queijos no estado. O evento conta com a participação de cerca de 90 pessoas.

    O curso, realizado pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), tem duração de três dias e aborda aspectos essenciais da produção queijeira, incluindo controle de processos tecnológicos e parâmetros sensoriais que definem a qualidade do queijo.

    O governador Marcos Rocha destacou a importância da qualificação dos produtores e o incentivo a eventos como o Concurso de Queijos de Rondônia (ConQueijo), que tem se destacado nacionalmente. “A produção de queijos pelas agroindústrias em Rondônia possui um enorme potencial de crescimento e geração de renda. Com iniciativas como o Curso de Produção Queijeira e o ConQueijo, estamos valorizando o que é nosso e incentivando boas práticas na fabricação”, afirmou Rocha.

    Formação e especialistas

    Durante o curso, os participantes têm a oportunidade de aprender com especialistas renomados. Entre os palestrantes estão André Almeida Santos, do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), e Marciana de Souza Lima, da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). Eles abordam temas relevantes como legislação, microbiologia do leite, maturação e características sensoriais dos queijos.

    Foto: Jéssica Ocampo/Secom – Governo de Rondônia

    André Almeida Santos ressaltou a importância do curso para o desenvolvimento da cadeia produtiva do queijo em contextos de agricultura familiar. “Estamos trazendo informações atualizadas sobre normas e boas práticas para a produção queijeira. A troca de experiências entre os estados é fundamental para ampliar a visão dos produtores sobre o mercado”, afirmou.

    Investimento estratégico

    O secretário de Agricultura, Luiz Paulo, declarou que o investimento na formação técnica dos produtores é estratégico para o avanço do setor. “O governo está investindo continuamente na qualificação das agroindústrias. O curso é mais uma etapa desse processo, culminando com a realização do ConQueijo, que celebra a identidade e qualidade dos nossos produtos”, enfatizou.

    A produtora Lindaura Dias, de Costa Marques, destacou os benefícios do curso: “Estamos aprendendo muito e conseguindo produzir queijos com mais qualidade.”

    Ação integrada

    A realização do curso é resultado da colaboração entre diversas instituições parceiras, incluindo Emater-RO, Emater-MG, Idaron, Senar, Sebrae/RO, IMA, Faperon e Instituto Federal de Rondônia (Ifro). Essa articulação reforça o compromisso com a sustentabilidade, segurança alimentar e valorização dos produtos de origem animal.

    O fortalecimento das agroindústrias familiares por meio da qualificação técnica é um passo importante rumo ao desenvolvimento econômico e à valorização da cultura queijeira em Rondônia.

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    Conheça o queijo pule, o mais caro do mundo

    O queijo pule, produzido exclusivamente na Sérvia, é considerado o queijo mais caro do mundo. Feito com leite de jumenta da espécie balcânica, esse produto exótico chama atenção tanto pelo seu valor quanto pelas suas características únicas.

    O que é o queijo pule?

    O queijo pule é um tipo de queijo branco e de textura quebradiça, similar à do queijo feta. Ele é produzido na reserva natural de Zasavica, próxima à cidade de Sremska Mitrovica, na Sérvia.

    O diferencial está no leite utilizado: para produzir um único quilo de queijo pule, são necessários cerca de 25 litros de leite de jumenta, um animal que produz muito pouco leite por dia.

    Como é feita a produção do queijo pule?

    A produção do queijo pule é totalmente artesanal e limitada. As jumentas são ordenhadas manualmente, o que exige habilidade e paciência. Além disso, o leite não contém caseína beta-lactoglobulina, o que faz com que o processo de coagulação para transformar o leite em queijo seja mais lento e delicado. Isso torna a fabricação do queijo pule ainda mais trabalhosa.

    Atualmente, estima-se que apenas cerca de 100 jumentas sejam utilizadas na produção do queijo, o que limita severamente sua oferta no mercado global.

    Por que ele é tão caro?

    O preço elevado se deve a uma combinação de fatores:

    • Baixa produtividade do leite de jumenta
    • Dificuldade no processo de fabricação
    • Exclusividade geográfica (produzido apenas em um local do mundo)
    • Alta demanda de chefs e restaurantes de luxo

    O valor do quilo pode ultrapassar os US$ 1.000 (mais de R$ 5.000,00), tornando-o um produto de luxo, servido apenas em ocasiões muito especiais.

    Curiosidades

    O ex-jogador de tênis Novak Djokovic comprou a produção inteira de uma temporada para servir exclusivamente em seu restaurante.

    O leite de jumenta é considerado muito nutritivo e, historicamente, foi utilizado até como substituto do leite materno em algumas culturas.

    O pule é rico em ômega-3, cálcio e proteínas, o que o torna não apenas raro, mas também saudável.

    Onde comprar?

    Devido à sua produção limitada, ele não está disponível em supermercados comuns. Ele pode ser encontrado sob encomenda direta com a reserva de Zasavica ou por meio de revendedores especializados em produtos gourmet internacionais

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  • Projeto ‘Queijo Minas Legal’ regulariza 88 queijarias em MG

    Projeto ‘Queijo Minas Legal’ regulariza 88 queijarias em MG

    O Projeto ‘Queijo Minas Legal’ entra em uma nova fase, coletando amostras de leite e água para análises microbiológicas e físico-químicas. Essas análises são fundamentais para garantir a qualidade dos queijos produzidos no estado. Segundo Ranier Figueiredo, diretor de Agroindústria e Cooperativismo da Seapa, “o resultado vai subsidiar a continuidade do trabalho de assistência técnica da Emater para manter ou aprimorar os processos”.

    A coleta das amostras está ocorrendo em municípios como Patrocínio, Patos de Minas, Uberaba e Uberlândia. O projeto oferece essas análises gratuitamente aos produtores, graças ao apoio do Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor, do Procon-MG, que subsidia o valor total de aproximadamente R$ 756 mil.

    Até o momento, 88 queijarias em Minas Gerais já obtiveram habilitação sanitária por meio do projeto ‘Queijo Minas Legal’. Essa iniciativa é uma parceria entre o Governo de Minas, a Emater-MG, o Procon-MG/MPMG e o Fundo Estadual de Defesa e Proteção do Consumidor. Para o promotor de Justiça Luiz Roberto Franca Lima, “ele faz essa ponte entre a tradição e a qualidade, garantindo que o produtor alcance espaço adequado no mercado, novas fronteiras e mais pessoas conheçam seu produto”.

    Primeiras amostras

    Na fazenda Buqueirão, em Patrocínio, foram coletadas as primeiras amostras na queijaria Nossa Senhora Aparecida. Helenice de Souza, idealizadora do empreendimento, é uma das 652 produtoras atendidas pelo projeto. Com o apoio da Emater-MG, ela iniciou a atividade leiteira e já produz cerca de 20 peças de Queijo Minas Artesanal por dia. “Entrar nesse projeto foi um divisor de águas pela assistência que recebemos. Essa análise gratuita é fundamental para nós que somos pequenos produtores. Agora é crescer e ganhar mercado”, afirma Helenice.

    Arte: Divulgação – Seapa

    As análises realizadas pelo laboratório em Uberlândia ajudam a garantir que os produtos estejam de acordo com o regulamento de identidade do produto, conforme destaca Fúlvia Zardini, responsável técnica pelo laboratório. “As análises vão identificar se o produto está de acordo com o regulamento de identidade do produto, garantindo sua qualidade ao consumidor.”

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  • Estudo inédito mapeia o “DNA” do Queijo Minas Artesanal do Serro

    Estudo inédito mapeia o “DNA” do Queijo Minas Artesanal do Serro

    Uma pesquisa inovadora está em andamento para mapear o “DNA” do Queijo Minas Artesanal (QMA) do Serro, identificando os microrganismos presentes no produto e avaliando a saúde do rebanho leiteiro da região. A iniciativa busca garantir a autenticidade do queijo e prevenir falsificações.

    O estudo, realizado pela Emater-MG, Universidade Federal de Lavras (Ufla), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), selecionou 32 propriedades em 10 municípios do Serro para coletar amostras de queijo em diferentes fases de maturação, leite, tábuas de maturação e “pingo” (fermento natural)3. As análises laboratoriais identificarão as bactérias ácido láticas presentes, responsáveis pelo sabor e aroma característicos do queijo.

    Rastreabilidade e autenticidade garantidas

    O objetivo é criar uma “assinatura” para o QMA do Serro, atestando sua autenticidade e permitindo a rastreabilidade do produto. A pesquisa vai mostrar como e quais microrganismos atuam para dar as características de sabor e aroma ao queijo do Serro. Desde o início do processo ao final da maturação. As bactérias identificadas poderão comprovar quando um queijo é realmente produzido na região do Serro.

    Além da análise da microbiota do queijo, a pesquisa também avalia a qualidade sanitária do rebanho leiteiro. Coletando amostras de leite, soro do leite, sangue dos animais e carrapatos para os exames.Eles detectarão a presença de doenças que podem afetar a saúde do gado e comprometer a qualidade do leite, como brucelose, tuberculose, leptospirose, toxoplasmose e mastite, além de investigar a eficácia de carrapaticidas usados na região.

    Os resultados da pesquisa estão previstos para agosto de 20256. Em dezembro de 2024, os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal foram reconhecidos pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O Serro é uma das dez regiões de Minas Gerais caracterizadas como produtoras do QMA. E conta com uma produção de aproximadamente quatro mil toneladas de queijo por ano.

    Queijo do Serro: sabor e tradição

    Produzido nos arredores da Serra do Espinhaço, o queijo do Serro é conhecido por seu sabor levemente ácido e suave. As peças pesam entre 700g e 1kg, têm consistência compacta, cor amarelada e interior semiduro. Os municípios que fazem parte da região produtora do Serro são Alvorada de Minas, Coluna, Conceição do Mato Dentro, Dom Joaquim, Materlândia, Paulistas, Rio Vermelho, Sabinópolis, Santo Antônio do Itambé, Serra Azul de Minas e Serro.

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