A Bahia vem se destacando no cenário nacional pela excelência e diversidade de seus queijos, conquistando prêmios dentro e fora do país. Com uma tradição que remonta ao século XVI, quando os colonizadores europeus introduziram as primeiras técnicas de produção, o estado mantém viva a herança artesanal ao mesmo tempo em que impulsiona a modernização do setor de laticínios.
Em 2024, a Bahia produziu cerca de 1,3 bilhão de litros de leite, volume que alimenta uma cadeia diversificada de agroindústrias e produtores artesanais. A variedade de biomas, como a Mata Atlântica, a Caatinga e o Cerrado, também contribui para a ampla gama de queijos baianos, que incluem desde tipos tradicionais — como requeijão, queijo coalho, de cabra e muçarela de búfala — até criações inovadoras com insumos locais, como umbu, araçá e licuri.
Leite e derivados: base da agroindústria baiana
Segundo Paulo Emílio Torres, assessor técnico da Seagri (Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura), a cadeia do leite é uma das mais robustas da Bahia. O estado conta com 185 agroindústrias de beneficiamento de leite e derivados. Número que supera segmentos como o de carne, ovos, pescado e produtos de abelhas.
“O setor demonstra a força da agroindustrialização do leite e o papel estratégico do queijo na geração de renda e na valorização das economias locais”, explica Torres. Ele destaca que essas unidades operam sob inspeção sanitária formal, principalmente através do Serviço de Inspeção Estadual (SIE), garantindo padrões de qualidade e segurança alimentar.
Queijo artesanal ganha espaço e valor cultural
Além das indústrias, a produção artesanal de queijo cresce como uma alternativa de inclusão social e valorização cultural. De acordo com Torres, essa produção se consolida como política pública de fortalecimento da agricultura familiar, preservando saberes tradicionais e resgatando identidades territoriais.
“O movimento mostra a evolução técnica, o reconhecimento do saber fazer local e a consolidação da identidade gastronômica dos queijos baianos”, afirma o gestor.
Tradição milenar e curiosidades sobre o queijo
A origem do queijo remonta a um acaso histórico. Acredita-se que pastores descobriram o alimento ao armazenar leite em recipientes feitos com o estômago de animais, onde o líquido se transformava naturalmente em massa sólida e soro. Desde então, o produto evoluiu com o avanço científico e cultural, tornando-se um dos alimentos mais consumidos do mundo.
Hoje, há queijos de alto valor, como o Pule, feito com leite de jumentas da raça Balkan, na Sérvia. São necessários mais de 25 litros de leite para produzir apenas 1 quilo da iguaria, que pode custar até 5 mil euros.
Produção nacional em expansão
No Brasil, a produção de queijo começou no período colonial, com a chegada de vacas leiteiras à Bahia, trazidas das ilhas de Cabo Verde por Tomé de Sousa, em meados de 1550. O queijo surgiu como método de conservação do leite em regiões sem refrigeração e se transformou em alimento essencial da culinária brasileira.
Atualmente, o país produz cerca de 1 milhão de toneladas de queijo por ano, segundo a Embrapa. Portanto ficando atrás apenas da União Europeia, Estados Unidos e Rússia. Com ampla presença regional e diversidade de sabores, o queijo brasileiro e especialmente o queijo baiano continua a ganhar espaço nas mesas e premiações do mundo.
Presente em sanduíches, pizzas e tábuas de frios, o queijo sempre dividiu opiniões quando o assunto é saúde. Durante anos, seu alto teor de gordura fez com que muitos evitassem o alimento, considerado vilão das dietas.
Mas uma extensa pesquisa publicada na revista científica Neurology traz novidades que podem mudar essa percepção: pessoas que consomem queijos e cremes com mais de 20% de gordura ao longo da vida apresentam menor risco de desenvolver demência.
O estudo acompanhou mais de 27 mil adultos, com idades entre 45 e 73 anos, durante 25 anos. Nenhum dos participantes tinha diagnóstico ou sinais de demência no início da análise. Os pesquisadores utilizaram entrevistas detalhadas, avaliações alimentares anuais e diários semanais de consumo para traçar o padrão alimentar habitual de cada pessoa.
Ao final do período de observação, aproximadamente 3 mil participantes desenvolveram algum tipo de demência. Os dados revelaram uma associação entre o consumo regular de queijos integrais e a menor incidência da doença neurodegenerativa.
Queijo previne demência? O que dizem os especialistas
Embora os resultados sejam promissores, os cientistas alertam que a pesquisa não comprova que o queijo previne demência. O estudo aponta para uma associação entre alimentação saudável desde a juventude e melhor saúde cerebral no envelhecimento, mas não estabelece relação de causa e efeito.
Segundo Joelia Silva, nutricionista da Tijuca Alimentos, o queijo traz diversos benefícios para quem mantém hábitos alimentares equilibrados e não possui restrições específicas. Entre as vantagens do alimento estão:
Rico em nutrientes essenciais: fornece vitaminas A e B12, importantes para visão, sistema nervoso e produção de células sanguíneas
Saúde intestinal: contém probióticos que equilibram a microbiota intestinal, melhorando a digestão
Fortalecimento ósseo: alta concentração de cálcio aumenta a densidade óssea e reduz o risco de fraturas
Energia sustentável: fonte de calorias densas em nutrientes que elevam os níveis de energia
“Manter uma dieta equilibrada e contar com o acompanhamento de um nutricionista é essencial para avaliar necessidades individuais, identificar possíveis restrições e garantir escolhas alimentares mais adequadas à saúde”, destaca a especialista.
Cuidados na produção e consumo de queijo
A qualidade do queijo depende diretamente do processo de fabricação. O manejo adequado do leite, controle rigoroso de temperatura e tempo correto de maturação são fatores essenciais para preservar as características nutricionais e sensoriais do produto, garantindo um alimento seguro para consumo diário.
Foto: Tijuca Alimentos
Apesar dos benefícios, Joelia Silva alerta. “O consumo deve ser moderado. Como todo alimento que possui benefícios nutricionais, o consumo de queijo deve ser moderado, já que alguns tipos apresentam maior teor de gordura e sódio, o que exige atenção na quantidade ingerida”, explica a nutricionista.
A recomendação é incluir o queijo em uma dieta variada e equilibrada. Mas sempre respeitando as necessidades individuais e, preferencialmente, com orientação profissional.
O Dia Mundial do Queijo, celebrado em 20 de janeiro, destaca a força da produção artesanal em Minas Gerais. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG) divulgou dados inéditos que revelam o alcance da agroindústria familiar no estado: 43 mil toneladas de queijos produzidas em 2025.
O levantamento consolida informações de mais de 800 municípios mineiros e confirma a relevância econômica e cultural do setor. Os números mostram que 12,5 mil empreendimentos familiares atuam na produção queijeira em todo o estado.
Queijos artesanais dominam produção familiar
Os queijos artesanais, elaborados a partir de leite cru, concentram a maior parte da produção familiar mineira. O segmento alcançou 32,1 mil toneladas em 2025, o que representa 74,6% de todo o queijo produzido pela agroindústria familiar no estado.
Minas Gerais reúne 8,8 mil agroindústrias familiares dedicadas exclusivamente aos queijos artesanais. Essas empresas distribuem-se por regiões reconhecidas pela história e tradição na produção, com técnicas transmitidas entre gerações.
“A produção de queijos artesanais representa um salto estratégico para a diversificação econômica e agregação de valor ao leite produzido nas propriedades. Esse modelo fortalece o desenvolvimento sustentável das famílias e das comunidades rurais”, explica Rayanne Soalheiro de Souza, coordenadora técnica da Emater-MG na área de Queijos Artesanais.
Queijo Minas Artesanal lidera estatísticas
O Queijo Minas Artesanal (QMA) se destaca como principal produto da agroindústria familiar mineira. Em 2025, o QMA atingiu produção estimada de 18,4 mil toneladas. A atividade envolve 3,5 mil agroindústrias familiares espalhadas por diversas regiões do estado.
No final de 2024, os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal conquistaram reconhecimento internacional. A Unesco incluiu a tradição queijeira mineira na lista do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
Dez regiões mineiras recebem caracterização oficial como produtoras de QMA: Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Diamantina, Entre Serras da Piedade ao Caraça, Serra do Salitre, Serras da Ibitipoca, Serro e Triângulo Mineiro.
Outras seis regiões produzem queijos artesanais com identidade própria: Alagoa, Mantiqueira de Minas, Serra Geral do Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha (Queijo Cabacinha), Vale do Suaçuí e Vale do Mucuri (Requeijão Moreno).
A agroindústria familiar mineira também produz ampla variedade de queijos com leite pasteurizado. Entre os produtos estão queijo minas frescal, muçarela, queijo minas padrão, parmesão, prato, provolone, requeijão e ricota. O setor inclui ainda derivados de leite de cabra e de búfala, como boursin e burrata.
Juiz de Fora recebe programação especial
O Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), vinculado à Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), promove atividades gratuitas para celebrar a data em Juiz de Fora.
A programação começa às 14h30 com visita guiada para participantes da edição especial do projeto “Caminhada pela História”. A Prefeitura de Juiz de Fora organiza a iniciativa por meio da Secretaria de Turismo.
Durante a visita, o público conhece a história do ILCT e a estrutura da fábrica-escola. A instituição apresenta as etapas de produção de laticínios elaborados no local, como queijos, iogurtes, manteiga, requeijão e doce de leite. A atividade reforça a tradição queijeira do município e sua relevância nos cenários estadual e nacional.
As comemorações continuam às 16h30 com degustação guiada e comentada de queijos. A Secretaria de Desenvolvimento Agrário promove a atividade em parceria com a Epamig ILCT. A degustação acontece no primeiro andar do Mercado Municipal e tem entrada gratuita.
Projeto valoriza turismo e cultura local
O “Caminhando pela História” divulga o turismo local para moradores e visitantes. A Prefeitura de Juiz de Fora organiza o projeto com objetivo de fortalecer o sentimento de pertencimento da comunidade em relação aos valores culturais, arquitetônicos e turísticos da cidade.
Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar
A Emater-MG atua na capacitação e organização dos produtores de queijos artesanais, buscando a melhoria da qualidade do produto e a inserção em mercados formais. O trabalho técnico sustenta a cadeia produtiva e garante a continuidade da tradição queijeira mineira.
A Emater-MG criou o site ÉdoCampo há alguns anos, e agora a plataforma digital virou uma vitrine estratégica para quem quer fugir dos presentes convencionais neste Natal. A campanha lançada neste fim de novembro aposta numa ideia simples: conectar consumidores direto com produtores rurais mineiros.
São 120 agricultores e estabelecimentos cadastrados que oferecem aproximadamente mil produtos diferentes. Queijos artesanais que ganharam prêmios importantes, cafés especiais que colocam Minas no mapa mundial, cachaças envelhecidas, doces caseiros, artesanato e até cosméticos naturais. Tudo isso chega na porta de casa, em praticamente qualquer canto do país.
“A gente começou uma campanha bem legal de Natal, mostrando várias opções de presentes que vem da agricultura familiar. Quem quiser acompanhar as novidades é só seguir o Instagram @edocampooficial”, conta Thiara Viggiano, coordenadora técnica estadual da Emater-MG que toca o programa.
Maria Virgínia Guimarães produz temperos e antepastos em Casa Branca, um distrito tranquilo de Brumadinho. Há dez anos ela trabalha com produtos naturais, sem aqueles conservantes industriais que enchem os rótulos de nomes impronunciáveis. “Seria incrível se as pessoas conhecessem essa linha neste Natal. Os temperos tem usos bem diferentes na cozinha, e os antepastos são perfeitos pra quem vai receber visita ou montar uma ceia especial”, ela sugere com aquele entusiasmo de quem realmente acredita no que faz.
Todos os produtos que aparecem no ÉdoCampo passaram por habilitação sanitária, seja federal, estadual ou municipal. A Emater-MG não apenas disponibiliza a plataforma mas também presta assistência técnica pros agricultores participantes, garantindo que eles produzam seguindo as melhores práticas.
“O site tá crescendo bastante. Recentemente lançamos seções novas: uma pra turismo rural e outra pra compras no atacado, a ‘Compre Mais, Pague Menos’”, explica Thiara. A coordenadora também destaca uma novidade que deve animar muita gente: produtos selecionados agora tem frete grátis pro Sul e Sudeste quando a compra passa de R$ 150 do mesmo produtor.
As compras funcionam de forma bem simples: você escolhe os produtos, paga com cartão de crédito ou Pix, e espera chegar em casa. Nada de complicação.
Um presente que alimenta histórias
Enquanto os shoppings lotam e as lojas virtuais bombardeiam emails promocionais, o ÉdoCampo aposta numa proposta diferente. Cada queijo, cada pote de geleia, cada saco de café especial carrega junto a história de quem produziu. É agricultura familiar encontrando espaço num mercado que costuma favorecer as grandes marcas.
Pra quem já cansou de dar perfume importado ou eletrônico que vai ficar obsoleto em dois anos, presentear com comida de verdade pode ser aquela escolha que surpreende. E de quebra, você ainda ajuda famílias que vivem do campo a fortalecer seus negócios.
O Brasil conquistou 50 medalhas no World Cheese Awards 2025 (WCA), o maior concurso de queijos do planeta. A competição realizada em Berna, na Suíça, reuniu 5.244 queijos de 46 países e distribuiu medalhas Super Ouro, Ouro, Prata e Bronze.
Entre os premiados brasileiros, cinco queijos receberam ouro, 19 levaram prata e 26 garantiram bronze. Os medalhistas representam sete estados: São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. A premiação reuniu desde grandes indústrias até pequenos laticínios artesanais.
Queijos de ouro destacam diversidade da produção nacional
O Parmesão Faixa Azul 12 meses, da Vigor Alimentos, conquistou medalha de ouro. A empresa também levou prata com seu Gorgonzola Faixa Azul, consolidando presença no mercado internacional.
A Tirolez garantiu ouro com o Queijo Azul Tirolez. A marca catarinense ainda conquistou prata com o Parmesão 12 meses e bronze com três produtos: Creme de ricota, Queijo Cremíssimo e Queijo provolone curado defumado.
Os Queijos Possamai brilharam com duas medalhas de ouro: Queijo da Nona e Queijo do Bispo (prata). A queijaria demonstra excelência na produção artesanal.
O Queijo Ribeirão, da catarinense Queijo com Sotaque, levou ouro. A marca também conquistou prata com o Queijo Laranjal, reforçando a qualidade dos produtos de Santa Catarina.
A Serra das Antas completou o pódio de ouro com o Queijo tipo Reblochon. A queijaria ainda acumulou três pratas (Gorgonzola Duplo Creme, Queijo Lua Cheia e Queijo tipo Gorgonzola Doce) e um bronze (Queijo Primitivo), totalizando cinco medalhas.
Projeto paranaense soma 72 premiações internacionais
Um projeto de Toledo, no Oeste do Paraná, conquistou três das 50 medalhas brasileiras. O Biopark Educação desenvolve tecnologias que transformam leite de pequenos produtores em queijos finos premiados internacionalmente.
Abaporu, Garoa e Saint. Foto: Divulgação/Biopark
O queijo Abaporu recebeu medalha de prata. Sua massa mole de leite de vaca com casca lavada passa por maturação superior a 30 dias. O produto apresenta notas de baunilha, amêndoa, caramelo e especiarias como canela e cravo. Em setembro, o Abaporu já havia garantido ouro no Mondial du Fromage, na França. A Queijaria Flor da Terra vai lançar o produto em breve.
O Saint Marcellin, também premiado com prata, é um queijo comercial da Flor da Terra que já acumula reconhecimento. Ficou entre os dez melhores do Brasil em 2023 no concurso Queijos Brasil. Sua textura cremosa e sabor amanteigado remetem aos clássicos franceses, com notas de cogumelos frescos e ervas.
O Garoa Tropical conquistou bronze. O queijo utiliza enzimas específicas de frutas cítricas para coagulação, resgatando técnicas antigas. Essa metodologia promove sabor único e textura diferenciada. A Flor da Terra também vai comercializar este produto.
As três medalhas somam-se às dezenas de conquistas do Projeto de Queijos Finos do Biopark Educação, totalizando 72 medalhas em premiações nacionais e internacionais. Os resultados chamam atenção de investidores e formuladores de políticas públicas.
Laticínios artesanais surpreendem júri internacional
Os Laticínios São João, de Minas Gerais, conquistaram seis medalhas. O Cruzília Maturado e a Burrata de Búfala levaram prata. Os bronzes foram: A Lenda, Azul de Minas, queijo maturado com mofo azul e limão, Burrata de Búfala Defumada, Queijo Tipo Quark e Santo Casamenteiro.
A Pomerode Alimentos garantiu quatro medalhas. O Queijo Morro Azul 125g e o Vale do Testo 12 meses levaram prata. Os bronzes foram Morro Azul 500g, Queijo 5 e Vale do Testo 6 meses.
A Queijaria Belafazenda conquistou quatro medalhas de prata: Amazonito, Benzinho, Goró e Pampa. A produção demonstra consistência e qualidade.
A Quatá Alimentos levou três medalhas. O Queijo tipo estepe conquistou prata, enquanto o Prato Esférico e o Provolone garantiram bronze.
A Queijaria Alpina, de Goiás, conquistou duas medalhas de prata: Queijo Alpino 1 ano e Queijo Stephan 12 meses.
Outras queijarias também brilharam na competição. A Casa Bianchi levou prata com o Vecchio Formaggio. A Queijaria Boca da Serra conquistou prata com o Serramar. A Queijaria Santa Vitória garantiu prata com o Parahyba.
Entre os bronzes, destacam-se o Gigante da Mantiqueira (Capril do Bosque), o Queijo Neblina 3 meses (Vale do Vento), o Brie (Vermont Queijos), o Pecorino Toscano maturado 270 dias (Casa da Ovelha), a Ricota Fresca de Búfala Almeida Prado (Laticínio Bufala Almeida Prado) e o Tulha Reserva (Fazenda Atalaia).
Júri avaliou queijos às cegas por critérios técnicos
Um total de 265 especialistas formaram o júri do World Cheese Awards 2025. As avaliações ocorreram às cegas e os queijos foram analisados por aparência, aroma, corpo, textura e sabor. Esta foi a maior edição da premiação até o momento.
Os juízes foram divididos em equipes de duas a três pessoas para avaliar diferentes mesas. Entre os queijos que receberam ouro em cada mesa, a equipe selecionou um exemplar para medalha Super Ouro. Ao todo, 110 queijos receberam essa distinção em 2025.
O Campeão Mundial foi o Gruyère AOP Vorderfultigen Spezial, produzido na Suíça com 18 meses de maturação. O júri elogiou a textura cristalina e o sabor encorpado e umami do queijo.
O Projeto de Queijos Finos do Biopark oferece consultoria integral gratuita aos pequenos produtores. O apoio vai desde análise do leite até desenvolvimento de identidade visual, rotulagem e acesso ao mercado.
Kennidy de Bortoli, pesquisador do Laboratório de Queijos Finos e eleito melhor queijeiro do Brasil, explica o modelo. “Os produtores associados recebem suporte técnico integral e gratuito. O acompanhamento vai desde a melhoria da qualidade do leite até a produção dos queijos. Transferimos todas as tecnologias que desenvolvemos no laboratório”, afirma.
Victor Donaduzzi, presidente do Biopark, Carolina Trombini, gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação e Ana Bortoluzzi Donaduzzi, gerente comercial da queijaria Flor da Terra. Foto: Divulgação/Biopark
O projeto monitora continuamente os padrões de qualidade. Essa metodologia assegura que os produtos mantém suas características e excelência.
Carolina Trombini, gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Biopark Educação, detalha o apoio oferecido. “O projeto oferece orientação técnica para investimentos em infraestrutura. Auxiliamos na escolha de equipamentos e layouts mais adequados, conforme os objetivos de cada produtor”, explica.
A equipe realiza encontros bimestrais que abordam temas estratégicos. Marketing digital, vendas, abertura de novos mercados e boas práticas de fabricação fazem parte da capacitação. “O produtor conta com suporte em todas as etapas desse novo empreendimento”, completa Trombini.
Passionata abre caminho para expansão estadual
Em 2024, o queijo maturado Passionata, tecnologia do Projeto de Queijos Finos do Biopark, recebeu título de melhor da América Latina. O produto ficou em 9º lugar no ranking mundial do World Cheese Awards 2024. A Queijaria Flor da Terra produz o Passionata em Toledo.
O projeto atualmente conta com 27 produtores no Oeste do Paraná. Planos de expansão estadual já estão em andamento, com apoio do governo paranaense.
Carmen Donaduzzi, idealizadora do projeto, destaca o potencial de replicação. “Criamos um modelo escalável, com baixa barreira de entrada para os produtores e retorno rápido. O projeto serve de referência de política integrada de desenvolvimento rural, segurança alimentar e inovação tecnológica no campo”, afirma.
O Governo de São Paulo acaba de lançar a Rota do Queijo Paulista, um programa estratégico para valorizar produtores de laticínios artesanais. A iniciativa fortalece a identidade cultural regional e amplia oportunidades de mercado e turismo rural em todo o estado. Inscrições estão abertas até 29 de setembro para queijarias, laticínios e cooperativas leiteiras.
A nova rota se integra aos consagrados circuitos paulistas do vinho, café e cachaça. O projeto reforça o compromisso do governo com a produção artesanal, o turismo rural e as cadeias produtivas do agronegócio. Coordenada pela Casa Civil, a ação conta com parcerias das Secretarias de Agricultura e Abastecimento, Turismo e Viagens, Cultura e Desenvolvimento Econômico, além de InvestSP e Câmara Setorial do Queijo Paulista.
Queijos paulistas conquistam espaço
A Rota do Queijo Artesanal Paulista já reúne produtores premiados. Entre eles estão a Leiteria Santa Paula com seu queijo Fermier, a Capril do Bosque com único queijo azul de cabra do Brasil, e a Pardinho Artesanal com o Cuesta, premiado na França.
A secretaria de Turismo de SP já reconhece o potencial gastronômico. Seu guia oficial destaca experiências para conhecer esse produto milenar. O turismo culinário tornou-se motivação principal para viagens no interior paulista.
A proposta integra elos da cadeia leiteira em um circuito turístico-gastronômico. Objetivos incluem dar visibilidade às tradições regionais, fortalecer competitividade e ampliar geração de negócios.
Produtores brasileiros celebram resultado histórico no Mondial du Fromage et des Produits Laitiers. O Brasil conquistou 58 medalhas na competição de queijos realizada entre 14 e 16 de setembro em Tours, França.
A 7ª edição do mundial reuniu mais de 1.900 queijos de 26 países. Um júri internacional com mais de 220 profissionais avaliou os produtos. No total, mais de 860 queijos receberam medalhas.
Estados como São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Amazonas e Bahia enviaram representantes. Os produtos brasileiros conquistaram 10 medalhas de ouro, 18 de prata e 30 de bronze.
O sistema de avaliação considera notas de 0 a 100 pontos. Queijos com mais de 90 pontos recebem ouro. Entre 85 e 90 pontos, conquistam prata. Acima de 80 pontos, levam bronze.
Estância Silvania lidera conquistas brasileiras
A Estância Silvania, de Caçapava (SP), destaca-se entre os medalhistas. A propriedade conquistou três das dez medalhas de ouro brasileiras. Dois queijos e um iogurte natural representam o sucesso da fazenda.
O Dom Silvania traz maturação com gengibre e urucum. Sua casca recebe cera de abelha natural. O Real Silvania apresenta massa cozida com maturação de 60 dias. Ambos utilizam leite da raça Gir Leiteiro A2.
O projeto Biopark, de Toledo (PR), também conquistou dois ouros. A instituição desenvolve cerca de 100 variedades de queijos há seis anos. O programa conta com 29 produtores rurais associados.
“Adaptamos queijos europeus à realidade brasileira”, explica Kennidy Bortoli, pesquisador do projeto. O Abaporu e o Passionata representam essa filosofia de adaptação local.
O queijo Passionata traz notas de maracujá em sua composição. Em 2024, o produto ficou entre os 10 melhores do mundo no World Cheese Awards.
Medalhistas de ouro brasileiros
Reprodução: Redes Sociais Estância Silvana
Queijo maturado com café – Queijaria Tradição D’Lourdes (Autazes, AM)
Camponês Carrara – Rancho das Vertentes (Barbacena, MG)
Requeijão cremoso – Laticínios São João (Cruzília, MG)
Competição internacional acirrada
O grande campeão do mundial foi o Gruyère AOP suíço. A Fromagerie La Côte-Aux-Fées produziu o queijo vencedor. Outros 11 finalistas vieram de países europeus, além de Madagascar.
Roland Barthélemy anunciou a próxima edição brasileira. O mundial acontecerá em São Paulo de 16 a 19 de abril de 2026. O teatro B32 receberá o evento.
Os mundiais francês e brasileiro alternam anos de realização. A parceria fortalece o intercâmbio entre produtores dos dois países.
A queijaria Cava, localizada no município do Serro, acaba de conquistar o registro oficial do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), marcando uma transformação definitiva no negócio familiar que perdura há 38 anos. O produtor Décio Padilha de Miranda agora pode comercializar seu Queijo Minas Artesanal (QMA) em novos mercados, deixando para trás a dependência dos atravessadores que pagavam preços abaixo do custo de produção.
Foto: Emater-MG / Divulgação
“Na época que não tinha registro, ficava à mercê dos atravessadores que pagavam um preço muito baixo. Na maioria das vezes, nem arcava com o custo da produção”, relata Décio Padilha, que produz mensalmente 240 peças da iguaria na Fazenda da Cava.
Emater-MG acompanha processo completo de certificação
O sucesso da certificação contou com o apoio integral da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). Segundo João Paulo Teixeira Campos, membro da Rede de Assistência Técnica e Extensão Rural em Queijos Artesanais da instituição, a empresa participou de todas as etapas, desde a elaboração da planta e memoriais até os exames e certificação final.
Região do Serro registra oito queijarias certificadas em 2025
A queijaria Cava integra um movimento maior de formalização na microrregião do Serro. Em 2025, outras sete queijarias obtiveram registro oficial, beneficiando mais de 700 produtores locais. A região possui indicação geográfica e o modo de fazer o queijo é reconhecido como Patrimônio Imaterial e Cultural da Humanidade.
“Cada nova certificação reforça o protagonismo da região e leva segurança sanitária e alimentar para os consumidores”, destaca João Paulo Teixeira Campos.
A história de Décio Padilha na produção de queijos artesanais começou aos 14 anos, ajudando o pai que buscava alternativas de renda após dificuldades na produção de carvão. Mesmo tendo deixado o campo para trabalhar na cidade, o sonho de montar uma queijaria permaneceu vivo.
“Depois de alguns anos decidi voltar e ajudar meu pai. Quando ele faleceu, tomei conta da produção e construí minha queijaria. Hoje é uma atividade familiar – eu e mais dois irmãos estamos na área e cada um tem sua queijaria”, comemora o produtor.
Programas de apoio garantem qualidade e produtividade
A parceria com a Emater-MG permitiu que Décio Padilha participasse de diversos programas de melhoria. O Projeto Queijo Minas Legal auxiliou na adequação do estabelecimento às normas sanitárias, enquanto o Minas Pecuária oferece visitas mensais para orientação em manejo sanitário, produtivo e nutricional do rebanho.
O programa de Inseminação Artificial de Tempo Fixo (IATF) já apresenta resultados concretos com o nascimento de bezerros, representando um passo importante para o aumento da produção e melhoria da qualidade almejada pelo produtor.
Com a certificação oficial conquistada, Décio Padilha estabeleceu metas ambiciosas para o futuro. Melhorar a qualidade do rebanho e das pastagens, aumentar a produção de leite e expandir a fabricação das iguarias. A comercialização atual é destinada à Cooperativa dos Produtores Rurais do Serro (Cooperserro). Mas as novas oportunidades de mercado prometem ampliar significativamente o alcance dos produtos.
A conquista da queijaria Cava representa não apenas o sucesso individual de uma família. Mas também o fortalecimento de toda uma região reconhecida mundialmente pela excelência na produção do Queijo Minas Artesanal.
João Paulo de Assis Caixeta, de Ibiá (MG), encontrou no legado familiar o caminho para empreender. O produtor acaba de obter o registro oficial do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) para sua queijaria Realeza do Jersey. Com a certificação, o Queijo Minas Artesanal (QMA) agora pode ser vendido em todo o Brasil, graças também ao Selo Arte.
A região de Araxá, da qual Ibiá faz parte, é referência na produção de QMA. “Recebemos suporte da Emater-MG desde a elaboração até a construção da queijaria. O apoio técnico foi fundamental”, destaca João Paulo. O trabalho envolveu treinamento em boas práticas, rotulagem e orientação sobre bovinocultura.
Segundo Rayanne Soalheiro de Souza, coordenadora técnica da Emater-MG, a regularização segue etapas rígidas, considerando as necessidades de cada produtor. Já Lilian Cristina Andrade de Araújo, especialista da Rede de Queijos Artesanais da Emater-MG, lembra que o selo de inspeção assegura qualidade e procedência, além de garantir a venda nacional.
Foto: Divulgação/Emater-MG
A produção começou informalmente há mais de cinco anos. A família vendia queijos para amigos e vizinhos. Agora, com a habilitação sanitária, João Paulo espera aumentar a produção, disputar concursos e alcançar novos mercados.
Sucessão, tradição e inovação
A inspiração veio da bisavó, famosa por seus queijos. Incentivado pelos pais, João Paulo deixou um emprego em uma multinacional para apostar no negócio, começando em uma pequena queijaria de quatro metros quadrados. Hoje, ao lado da esposa, Ádila Caixeta, ele produz cerca de 40 queijos semanais, todos com 14 dias de maturação. Novos testes devem chegar a 30 e 60 dias em breve. Por mês, a produção já ultrapassa 200 quilos, com vendas em Ibiá, Nova Ponte e Uberaba.
Os queijos trazem sabor que remete à memória afetiva da família. O diferencial dos produtos está no leite de vacas Jersey, além do cuidado com o bem-estar animal. Os animais vivem em ambiente sombreado e tranquilo. A fazenda investe em coleta seletiva de lixo e esterqueira líquida.
A Realeza do Jersey participa ainda do Projeto Queijo Minas Legal, que busca ampliar a qualidade e o número de queijarias regularizadas em Minas Gerais.
Embora Minas Gerais seja tradicionalmente reconhecida como a capital nacional dos queijos artesanais, outros estados brasileiros têm demonstrado que a excelência na produção queijeira não conhece fronteiras geográficas.
O VIII Prêmio Queijo Brasil, realizado em Blumenau (SC), comprovou essa realidade ao reunir mais de 2.200 participantes de 20 estados e premiar centenas de produtos artesanais de qualidade excepcional.
Espírito Santo: tradição capixaba em ascensão
O Espírito Santo conquistou destaque nacional no cenário queijeiro brasileiro, com três queijos capixabas recebendo medalhas de ouro no VIII Prêmio Queijo Brasil. Os produtos vencedores alcançaram notas superiores a 95 pontos em 100 possíveis, demonstrando a excelência técnica dos produtores locais.
Entre os campeões estão o Boursin Erve de Provence, da Queijaria Pedrazul (Domingos Martins), o Queijo Morbier, da Vila Veneto (João Neiva), e o Queijo Minas Meia Cura Calvi, da Calvi Laticínios (Cachoeiro de Itapemirim). Além das medalhas de ouro, essas queijarias também conquistaram prêmios de prata com produtos como Boursin Lemon, Boursin Alecrim e Queijo Asiago.
Queijo Minas Meia Cura Calvi, medalha de ouro no VIII Prêmio Queijo Brasil. Foto: SEAG ES
O sucesso capixaba não se limitou aos grandes produtores. O Sítio Hollunder, de Marechal Floriano, e a Queijaria Giacomin, de João Neiva, também subiram ao pódio com medalhas de prata e bronze. Portanto, evidenciando a força do setor artesanal no estado.
Investimento em pesquisa e desenvolvimento
O Governo do Espírito Santo implementou um projeto inovador para mapear, caracterizar e valorizar os queijos artesanais capixabas, financiado pelo Programa de Incentivo à Pesquisa (Inovagro). A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Agricultura, conta com parcerias estratégicas do Incaper, UFES e Epamig.
O projeto busca identificar os diferentes tipos de queijo produzidos no estado, analisar características técnicas e promover a regularização sanitária. Entre os benefícios esperados estão a melhoria das práticas produtivas, redução de perdas e fortalecimento da Rota do Queijo Artesanal, que já atrai turistas para regiões como João Neiva, Montanhas Capixabas e Caparaó.
Atualmente, as queijarias artesanais representam mais de 40% das agroindústrias familiares do Espírito Santo, com cerca de 1.763 estabelecimentos distribuídos pelo território capixaba, segundo dados do IBGE.
Paraná: crescimento consistente e diversificação
O Paraná consolidou sua posição como segundo maior premiado no Prêmio Queijo Brasil, conquistando 165 medalhas – um crescimento de 27,9% em relação ao ano anterior. Os queijos paranaenses foram produzidos por 51 empresas familiares diferentes, demonstrando a diversificação e democratização da produção de qualidade no estado.
A distribuição das premiações paranaenses incluiu 47 medalhas de ouro, 66 de prata e 52 de bronze, evidenciando a consistência técnica dos produtores locais. O destaque ficou para a Queijaria Delícias Beni, de Jandaia do Sul, eleita a melhor queijaria do estado com seu queijo muçarela nozinho.
História de sucesso familiar
A trajetória da Delícias Beni exemplifica o potencial empreendedor do setor. Fundada em 2019 por Elzilene Dornele Alegre, que deixou sua profissão de auxiliar administrativa para se dedicar à produção artesanal, a queijaria representa o sonho de uma família que apostou no campo e na qualidade.
“Começamos pequenos, com poucas vacas e muita coragem, construindo nossa agroindústria familiar do zero”, relata Elzilene. Hoje, toda a família participa: o marido cuida do manejo dos animais, os filhos ajudam na ordenha e ela coordena a produção dos queijos.
Estrutura de apoio e desenvolvimento
O sucesso paranaense é resultado de uma estrutura robusta de apoio ao setor. A criação da Rota do Queijo em 2021 integrou a produção ao turismo rural. Enquanto o Prêmio Queijos do Paraná, que recebeu 476 inscrições de 107 produtores em 76 municípios, promove a valorização e divulgação da qualidade local.
O estado também oferece eventos regionais como o Inova Queijo (Sudoeste) e o Conecta Queijo (Oeste), além de apoio através do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agroindustrial Familiar (Susaf), ao qual 183 municípios já aderiram.
Rio Grande do Sul: preservando a tradição colonial
A Serra Gaúcha trabalha para valorizar e obter o reconhecimento oficial do queijo colonial, um produto com raízes históricas profundas na região. O “Seminário: Indicação Geográfica do Queijo Colonial da Serra Gaúcha” representa um marco importante nessa jornada.
Queijo colonial. Foto: Fernando Dias/Seapi
O queijo colonial gaúcho tem origem na tradição dos imigrantes italianos que chegaram à região há 150 anos, sendo considerado um patrimônio alimentar dos povos do sul. A busca pela Indicação Geográfica visa preservar a cultura e impulsionar a economia regional, reconhecendo oficialmente o saber-fazer tradicional do território.
Minas Gerais: inovação na tradição
Embora Minas Gerais continue sendo referência nacional com mais de 400 prêmios no último concurso, o estado não descansa e continua investindo em melhorias em seus queijos artesanais. O projeto “Monitoramento da qualidade de queijos artesanais de Minas Gerais”, conduzido pela Epamig/ILCT, atende 91 queijarias em quatro regiões: Alagoa, Mantiqueira, Serras de Ibitipoca e Campo das Vertentes.
Foto: Divulgação – EPAMIG
O projeto, financiado pela Fapemig desde 2022, oferece análises gratuitas e orientação técnica aos produtores, resultando em melhorias significativas na qualidade e rentabilidade. Produtores como Jayme Porfírio Mendes (Alagoa) e Maria Elisa de Almeida (Lima Duarte) conquistaram medalhas Super Ouro em concursos internacionais após aplicarem as recomendações do projeto.
O futuro do queijo artesanal brasileiro
O cenário nacional do queijo artesanal demonstra que a excelência não está restrita a uma única região. Estados como Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul estão construindo suas próprias tradições queijeiras, combinando técnicas tradicionais com inovação e apoio científico.
Essa diversificação geográfica da produção de qualidade fortalece o setor como um todo, oferecendo aos consumidores uma variedade crescente de sabores e texturas autenticamente brasileiras. O investimento em pesquisa, capacitação técnica e rotas turísticas especializadas cria um ecossistema favorável ao desenvolvimento sustentável da queijaria artesanal nacional.
Com o apoio de instituições de pesquisa, programas governamentais e a paixão dos produtores familiares, o Brasil caminha para se consolidar como uma potência mundial na produção de queijos artesanais. Sempre celebrando a diversidade regional e a riqueza cultural que cada território oferece a essa arte milenar.