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  • Catupiry compra gigante dos queijos e amplia operação no Brasil

    Catupiry compra gigante dos queijos e amplia operação no Brasil

    A Catupiry avançou na expansão de sua atuação no setor de laticínios com a aquisição da Lactojara, operação brasileira da multinacional Leprino Foods. O negócio adiciona uma nova estrutura industrial à companhia e reforça sua estratégia de crescimento no mercado de queijos e ingredientes lácteos.

    A operação representa um movimento importante para a agroindústria brasileira. Isso porque, além de ampliar a capacidade produtiva da Catupiry, a aquisição também pode fortalecer a relação da empresa com produtores de leite e fornecedores da cadeia.

    Aquisição amplia estrutura produtiva

    A Lactojara corresponde às operações da Leprino Foods no Brasil. A multinacional norte-americana é reconhecida mundialmente pela produção de muçarela e pelo fornecimento de produtos lácteos destinados principalmente ao setor de alimentação fora do lar.

    Com a aquisição, a Catupiry incorpora uma nova planta industrial ao seu negócio. A empresa já possui um portfólio superior a 130 produtos e busca ampliar sua presença em categorias de maior valor agregado.

    A estratégia também mira o segmento de food service, que reúne restaurantes, pizzarias, redes de alimentação e outros estabelecimentos que utilizam produtos lácteos em escala comercial.

    Operação fortalece a cadeia do leite

    Um dos pontos de destaque do negócio está na relação com os produtores de leite. A estrutura adquirida pela Catupiry possui operações de captação de matéria-prima no Paraná, estado que concentra a produção industrial da Leprino Foods no país.

    A principal fábrica fica em Tapejara, no Noroeste paranaense. Além disso, a operação conta com pontos de captação de leite em Guaraniaçu e Santa Maria do Oeste.

    Segundo a companhia, a aquisição abre espaço para estreitar e fortalecer as parcerias com produtores de leite da região. Na prática, isso coloca a negociação dentro de um movimento mais amplo de integração entre indústria e produção agropecuária.

    Leprino Foods tem presença global

    Fundada em 1950, nos Estados Unidos, a Leprino Foods atua em dezenas de países e é considerada uma das principais empresas mundiais na produção de muçarela.

    A companhia também trabalha com ingredientes derivados do leite, incluindo soro, lactose e outros componentes utilizados pela indústria de alimentos.

    No Brasil, essas atividades eram conduzidas por meio da Lactojara Laticínios, agora incorporada à operação da Catupiry.

    Catupiry amplia presença no setor

    A aquisição marca uma nova etapa na estratégia de crescimento da Catupiry. Tradicionalmente associada ao requeijão, a empresa vem ampliando seu portfólio ao longo dos anos e atualmente comercializa produtos como queijos, cream cheese, manteigas, molhos, pães de queijo, salgados e itens voltados ao food service.

    Com a nova operação, a companhia ganha capacidade produtiva e pode ampliar sua participação em segmentos que exigem maior escala industrial.

    O movimento também reforça a transformação da indústria de alimentos brasileira, que busca ganhar eficiência, ampliar capacidade e agregar valor à matéria-prima produzida no campo.

  • Como o calor extremo está mudando a produção do parmesão mais famoso do mundo

    Como o calor extremo está mudando a produção do parmesão mais famoso do mundo

    As ondas de calor que atingem a Itália em 2026 já afetam diretamente a produção do Parmigiano Reggiano, queijo com mais de 800 anos de história e um dos símbolos gastronômicos mais conhecidos do país.

    Parmigiano Reggiano
    Foto: Gelisite/Flickr

    Temperaturas acima de 40 °C fazem as vacas comerem menos, permanecerem mais tempo deitadas e produzirem menos leite. Essa combinação preocupa produtores, fabricantes e administradores dos armazéns responsáveis pelo envelhecimento do queijo.

    A indústria do Parmigiano Reggiano movimenta cerca de 4,5 bilhões de euros por ano e sustenta milhares de empregos na Itália. A Reuters mostrou, em reportagem publicada em 13 de julho de 2026, como o calor extremo passou a pressionar toda a cadeia produtiva, da fazenda ao armazém.

    Calor acima de 40 °C reduz em até 10% a produção de leite

    Há cerca de 50 anos, os agricultores da região da Emília-Romanha abriam as janelas dos celeiros apenas durante as noites de verão. Hoje, essas mesmas janelas permanecem abertas 24 horas por dia para proteger o gado das temperaturas recordes que atingem a região.

    Parmigiano Reggiano
    Foto: Crissy Terawaaki/Flickr

    Nicola Bertinelli, presidente do Consórcio do Parmigiano Reggiano, afirma que o calor compromete tanto a qualidade quanto a quantidade do leite. As vacas passam mais tempo deitadas nos períodos mais quentes e reduzem o consumo de alimento, o que pode derrubar a produção de leite em até 10%.

    O impacto preocupa porque o Parmigiano Reggiano usa apenas três ingredientes:

    • Leite cru de vaca
    • Sal
    • Coalho

    Portanto, qualquer redução na oferta de leite interfere diretamente no ritmo da fabricação.

    Produtores só podem fabricar o autêntico Parmigiano Reggiano em cinco províncias italianas, a maioria delas na Emília-Romanha, e precisam alimentar as vacas exclusivamente com capim e feno cultivados dentro dessa área autorizada. Períodos prolongados sem chuva representam, portanto, outra ameaça à cadeia produtiva: sem água, o capim não cresce, o que compromete a produção de feno e reduz ainda mais a quantidade de leite disponível para o queijo.

    Ventiladores e nebulizadores fazem os custos dispararem

    Para reduzir a temperatura dentro dos celeiros, os produtores instalaram ventiladores e sistemas de nebulização de água, medidas que ajudam a proteger os animais, mas que também aumentam significativamente o consumo de energia elétrica.

    Os gastos também cresceram nos depósitos onde as rodas de queijo permanecem durante a maturação, processo que dura pelo menos 12 meses e que, em alguns casos, se estende por três anos ou mais. Durante todo esse período, as instalações precisam manter temperatura e umidade controladas.

    Mais de 500 mil rodas aguardam maturação em depósitos climatizados

    Dois grandes depósitos especializados guardam mais de 500 mil rodas de Parmigiano Reggiano, em um estoque avaliado em mais de 300 milhões de euros. A Magazzini Generali delle Tagliate, unidade ligada ao banco Credito Emiliano, opera as estruturas, localizadas nas províncias de Reggio Emilia e Modena.

    Segundo o diretor Giancarlo Ravanetti, o consumo diário de energia aumentou cerca de 30% durante os picos de calor de 2026. Para conter os custos, a empresa modernizou os sistemas de refrigeração e as caldeiras, melhorou o isolamento dos edifícios e ampliou a geração de energia renovável.

    Tecnologia e tradição protegem a qualidade do queijo

    Produtores e especialistas apelidaram coletivamente esses armazéns climatizados de “Banco do Parmigiano”. As instalações combinam tecnologia moderna e métodos tradicionais de inspeção. Assim, cada roda passa por controles rigorosos de qualidade durante a maturação, incluindo exames de raio X que ajudam a identificar defeitos internos.

    Parmigiano Reggiano
    Foto: Scott Dickey/Flickr

    Além disso, especialistas também batem pequenos martelos nas peças e analisam o som produzido, técnica que permite detectar falhas surgidas durante o envelhecimento. Ravanetti reforça que o trabalho humano continua essencial para garantir a qualidade final do produto.

    Tarifas dos EUA agravam o cenário para as exportações

    As exportações responderam por mais de 50% das vendas globais do Parmigiano Reggiano em 2025, com os Estados Unidos como principal mercado internacional. Mas esse mercado ficou mais instável: no fim de 2025, novas tarifas elevaram a carga tributária total sobre o queijo importado nos EUA para 25%, com possibilidade de novos aumentos.

    Diante da incerteza regulatória, importadores americanos suspenderam pedidos no início de 2026 para avaliar o impacto das tarifas e das pressões econômicas. Assim, essa decisão ajudou a derrubar em 10% o volume de vendas da Itália em 2025.

    Paolo Ganzerli, diretor internacional de vendas da GranTerre, que registrou receita consolidada de 1,87 bilhão de euros em 2025, afirma que eventos climáticos mais intensos podem elevar ainda mais os custos e afetar a quantidade e a qualidade do leite nos próximos anos.

    O que pode acontecer com o Parmigiano Reggiano nos próximos anos?

    O Parmigiano Reggiano existe há mais de 800 anos e representa uma das tradições alimentares mais conhecidas da Itália. As ondas de calor mostram que até processos preservados por séculos podem enfrentar dificuldades diante de temperaturas extremas, secas e agora também de barreiras comerciais.

    Portanto, produtores precisam equilibrar tradição, tecnologia e custos crescentes para manter a fabricação do queijo. Ganzerli resumiu a preocupação do setor com uma declaração direta:

    “Não queremos ser a última geração a comer esse queijo.”

  • 10 curiosidades que revelam a história surpreendente do queijo

    10 curiosidades que revelam a história surpreendente do queijo

    Antes de conquistar tábuas de degustação e harmonizações sofisticadas, o queijo cumpriu uma missão muito mais urgente: garantir a sobrevivência humana. Há cerca de 5 mil anos, povos que jamais se encontraram descobriram, em diferentes regiões do mundo, uma forma semelhante de transformar leite em alimento durável.

    O acaso, combinado às enzimas presentes nos estômagos dos animais que transportavam leite, deu origem a um dos alimentos mais consumidos da história.

    Kennidy de Bortoli, eleito melhor queijeiro do Brasil.
    Kennidy de Bortoli, eleito melhor queijeiro do Brasil. Foto: Divulgação Biopark

    Para entender essa trajetória, o engenheiro de alimentos e pesquisador do Laboratório de Queijos Finos do Biopark, Kennidy de Bortoli, eleito com a equipe o melhor queijeiro do Brasil, reuniu dez curiosidades sobre a evolução do queijo e sua influência na alimentação ao longo dos séculos.

    O queijo nasceu antes da escrita

    Arqueólogos estimam que a produção de queijo começou há cerca de 8 mil anos, antes mesmo do surgimento da escrita. A prova mais antiga veio de pesquisadores que encontraram, na atual Polônia, potes de cerâmica com resíduos de gordura de leite datados de 5.500 a.C., a evidência mais antiga da produção de laticínios na Europa.

    O queijo também é um caso exemplar de convergência cultural: povos de diferentes regiões do planeta, sem qualquer contato entre si, chegaram à mesma solução na mesma época. Enquanto os egípcios registravam a fabricação de queijos em pinturas nas tumbas, nômades no Tibete produziam queijo com leite de iaque e, no Vale do Indo, surgia o ancestral do paneer, um queijo fresco semelhante ao cottage.

    Um superalimento de sobrevivência

    Esqueça conservantes e geladeiras. O queijo foi, durante milênios, o que viabilizou a vida em condições extremas. Por durar meses graças à salga e à prensagem, ele sustentou exércitos, nômades e exploradores em longas travessias.

    Civilizações inteiras dependeram dele para sobreviver a invernos rigorosos e expedições sem retorno certo.

    As vacas do Brasil vieram de barco

    Quando os portugueses desembarcaram no Brasil em 1500, não havia uma única vaca no território. Os primeiros bovinos chegaram em 1534, vindos da colônia de Cabo Verde, na África.

    Queijo colonial. Foto: Fernando Dias/Seapi

    Por décadas, esses animais serviram apenas como força de tração nos engenhos de cana-de-açúcar ou como fonte de carne e couro, o leite ainda ficava fora do cardápio colonial.

    Artigo de luxo nas mesas da Casa-Grande

    Quando a produção leiteira finalmente ganhou escala no Brasil, chegou elitizada. O leite e seus derivados eram caros, escassos e restritos aos senhores de engenho e à corte colonial.

    Os primeiros queijos produzidos em solo brasileiro não chegavam à mesa da maioria da população. Apenas permaneciam como símbolo de status e poder.

    A origem cruel do mito “manga com leite”

    O mito de que manga e leite combinados fazem mal tem origem documentada no período colonial. E nasceu de uma estratégia deliberada de controle social.

    Para impedir que pessoas escravizadas consumissem o leite das fazendas, senhores de engenho inventaram e espalharam o boato, sem qualquer fundamento científico, usando o medo de uma morte dolorosa como ferramenta de exclusão.

    Quilombos como centros inovadores de produção

    A opressão não apagou o conhecimento. Relatos históricos registram que, em alguns quilombos, comunidades de escravizados fugidos aplicaram técnicas de fabricação de queijo aprendidas nos engenhos para garantir a própria subsistência.

    Alguns chegaram a construir quartos dedicados exclusivamente à maturação, devolvendo ao queijo sua essência mais antiga: o alimento que sustenta a vida nas piores condições.

    Da mineração à imigração europeia

    Com a expansão da pecuária para o interior do país no início do século XVIII, o queijo começou a se democratizar. Durante o Ciclo do Ouro, o Queijo Minas Artesanal surgiu como alimento dos mineradores.

    No século XIX, imigrantes europeus trouxeram suas tradições para o Sul do Brasil e deram origem ao Queijo Colonial. Produtos que hoje integram o patrimônio gastronômico nacional.

    O primeiro queijo brasileiro no top 10 mundial

    Em 2024, pela primeira vez em mais de 36 edições do World Cheese Awards, um queijo brasileiro chegou ao pódio dos dez melhores do mundo. O Passionata, criado no Laboratório de Queijos Finos do Biopark, leva na composição uma infusão de maracujá, fruta nativa das Américas tropicais. E prova que o diferencial brasileiro pode estar tanto na técnica quanto na escolha ousada de ingredientes locais.

    queijo com maracuja
    Foto: Divulgação Biopark

    O reconhecimento consolidou o terroir brasileiro no cenário global e abriu caminho para produtores artesanais e grandes indústrias nacionais em competições internacionais.

    A lei que prende o sabor no mapa

    Para chamar um queijo de Roquefort, a lei francesa exige que sua maturação ocorra nas cavernas de calcário do vilarejo de Roquefort-sur-Soulzon. Fora dali, o nome não vale.

    Essa é a lógica das Denominações de Origem Protegida (DOP), uma espécie de certidão de nascimento que amarra a receita ao território e protege séculos de tradição contra imitações industriais. Mais do que um selo de qualidade, a DOP preserva o clima, o relevo e até os microrganismos nativos que tornam cada queijo insubstituível.

    O queijo fala e há quem saiba ouvi-lo

    Maturadores experientes batem levemente na casca do queijo e interpretam o som que retorna. Com os ouvidos treinados, conseguem antecipar a textura interna e identificar falhas antes de abrir o produto.

    Um pequeno erro nessa “escuta” pode destruir meses de trabalho. Para esses profissionais, provar o queijo começa muito antes da boca: começa no ouvido.

  • Queijo feito com formigas vira iguaria premiada e supera R$ 200 o quilo

    Queijo feito com formigas vira iguaria premiada e supera R$ 200 o quilo

    A busca por novos sabores tem impulsionado a produção de queijos artesanais no Brasil. Para criar produtos diferenciados, muitos mestres-queijeiros investem em ingredientes inusitados que agregam aroma, textura e identidade regional às receitas.

    Foi exatamente esse caminho que levou Camila Almeida, proprietária da Estância Silvânia, em Caçapava (SP), a desenvolver o Queijo Taiada em 2021. Na época, a produtora se preparava para participar do Mondial du Fromage, uma das principais competições internacionais do setor, realizada na França.

    A proposta era criar um produto capaz de representar a cultura local e, ao mesmo tempo, despertar a curiosidade dos apreciadores de laticínios. Assim, surgiu a ideia de utilizar a formiga içá, também conhecida como tanajura, ingrediente tradicional na culinária regional.

    Segundo Camila, a escolha teve relação direta com os costumes da cidade.

    “Como tinha o objetivo de atrair público para as fazendas que trabalham com turismo rural, incluindo a nossa, pensei em alguma coisa que fosse destaque por aqui. E com a Içá, as pessoas têm o hábito de se reunir para comer na farofa. É muito cultural em Caçapava.”

    Herança da cultura indígena, a formiga içá transcendeu as lendas folclóricas e hoje é considerada uma iguaria de alto valor proteico e aromático — Foto: Divulgação

    Com o ingrediente definido, a produtora iniciou o desenvolvimento da receita utilizando leite A2 proveniente de vacas da raça gir leiteiro, criadas exclusivamente a pasto e ordenhadas com o bezerro ao pé. Além disso, a formulação leva coalho, sal e a própria içá.

    O resultado foi um queijo de sabor levemente adocicado, massa semi-cozida, textura macia, prensado e maturado por 60 dias. Dessa forma, o produto desenvolve características marcantes, como notas de amêndoas e a crocância proporcionada pelo inseto. O sabor da formiga remete à combinação entre amendoim e castanha, além de apresentar um delicado toque de erva-doce.

    Camila destaca que a incorporação do ingrediente exigiu adaptações no processo produtivo.

    “A gente torra a formiga antes de colocar no queijo durante a enformagem, uma das etapas do processo. Isso, aliás, foi um desafio grande, porque trabalhar com ela não é possível em outros momentos, apenas na enformagem é que conseguimos usá-la”.

    Queijo Taiada — Foto: Reprodução/Redes Sociais

    Tradição alimentar e herança indígena

    Embora a presença de insetos em alimentos ainda desperte estranheza em parte dos consumidores, essa prática possui raízes históricas no Brasil. O hábito teve origem entre os povos indígenas e permanece presente em diversas regiões do país.

    Além disso, o consumo de içás já foi elogiado por personalidades da cultura brasileira. O escritor Monteiro Lobato, criador do clássico “Sítio do Picapau Amarelo”, chegou a comparar a iguaria ao caviar após receber uma lata repleta das formigas.

    Camila observa que o mercado recebeu o produto de forma positiva desde o lançamento.

    “O consumo de alimentos com insetos é uma realidade. No Brasil, inclusive, tem produtores de insetos destinados à alimentação. E têm países, principalmente, na Ásia, que usam insetos há muitos anos por conta da quantidade de proteína, que é superior a 80%”.

    Segundo a empresária, a procura pelo queijo costuma crescer em períodos comemorativos, especialmente no Dia das Mães e no Dia dos Pais, quando muitos consumidores buscam produtos associados à memória afetiva e às tradições familiares.

    Atualmente, cada peça do Queijo Taiada, com 450 gramas, é comercializada por R$ 90.

    Reconhecimento internacional

    Criado especialmente para disputar o Mondial du Fromage et des Produits Laitiers, realizado em Tours, na França, o Queijo Taiada garantiu uma medalha de bronze na edição de 2021. Além disso, o reconhecimento internacional rendeu à Estância Silvânia um convite para expor o produto no Salon du Fromage, em Paris, no ano seguinte.

    Mais recentemente, o produto voltou a se destacar no cenário internacional. Durante a 3ª edição da Copa América do Queijo, realizada no Peru, os jurados reconheceram a combinação entre ingredientes, textura e sabor e incluíram o queijo brasileiro na categoria “Super Oro”.

  • Produzido há mais de 70 anos, queijo mineiro artesanal tem fila de espera

    Produzido há mais de 70 anos, queijo mineiro artesanal tem fila de espera

    No alto da Serra da Piedade, em Caeté (MG), um dos produtos mais tradicionais da gastronomia mineira segue atraindo consumidores mesmo com a produção limitada. O Queijo Frei Rosário carrega mais de sete décadas de história e hoje possui fila de espera para compra.

    A origem do queijo remonta à chegada de Frei Rosário ao Santuário da Serra da Piedade, em 1948. Diante da necessidade de conservar alimentos, o religioso aplicou conhecimentos adquiridos durante sua formação na França e introduziu, na década de 1950, técnicas de maturação de queijos na região.

    Segundo o reitor do Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade, padre Wagner Calegário, embora exista uma versão popular que atribua a criação do queijo a um esquecimento acidental, a hipótese mais provável é que o produto tenha surgido a partir dos estudos do próprio Frei Rosário.

    “Ele era um grande estudioso de várias ciências e desenvolveu diversos produtos próprios, como o Pão do Frei, a Rosca da Rainha e o Licor de Laranja Campista”, afirma.

    Queijo Frei Rosário
    Queijo Frei Rosário, produzido no Santuário Nossa Senhora da Piedade – Foto: Arquidiocese de BH

    Maturação garante características únicas

    Atualmente, o queijo passa pelo processo de maturação em uma cava com condições rigorosamente controladas. A temperatura varia entre 11°C e 18°C, enquanto a umidade permanece em torno de 99%.

    Além disso, a etapa de afinação dura pelo menos 35 dias, período necessário para o desenvolvimento do aroma, da textura e do sabor característicos do produto.

    De acordo com o padre Wagner, a experiência acumulada na Serra da Piedade ajudou inclusive a embasar a legislação brasileira relacionada à maturação de queijos com fungos.

    Produção restrita impulsiona demanda

    A fabricação continua artesanal e é acompanhada por uma equipe de quatro pessoas, responsáveis por todas as etapas do processo.

    Atualmente, são produzidas no máximo 100 unidades por mês. Por isso, a procura supera a oferta e gera fila de espera entre os interessados.

    Mesmo assim, o santuário estuda ampliar moderadamente a produção sem abrir mão do método artesanal.

    “Estamos em testes para ampliar um pouco a produção. Contudo, ela será sempre em pequena escala diante da procura”, explica.

    Caverna Queijo Frei Rosário
    O queijo é maturado em caverna, a mais de 1.700 metros de altitude – Foto: Rota do Queijo de Minas

    Reconhecimento além de Minas Gerais

    Apesar de nunca ter participado de concursos, o Queijo Frei Rosário já foi apresentado em importantes eventos gastronômicos. A iguaria foi levada para degustação na escola francesa Le Cordon Bleu, por meio da Rota do Queijo.

    Além disso, o produto também foi divulgado pelo Senac em encontros nacionais e internacionais, ampliando sua visibilidade.

    Mais do que uma tradição gastronômica, o queijo também representa a história do Santuário da Serra da Piedade e das pessoas que passaram pelo local ao longo das décadas.

    “O queijo Frei Rosário materializa a capacidade de tantos que aqui buscavam afago e sustento da esperança nas adversidades da História”, conclui o sacerdote.

  • Festival do Queijo Artesanal de Minas bate recorde e atrai 28 mil visitantes

    Festival do Queijo Artesanal de Minas bate recorde e atrai 28 mil visitantes

    O Festival do Queijo Artesanal de Minas (FQAM) encerrou neste sábado sua edição mais expressiva até agora. Ao longo de três dias no Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte, o evento reuniu 28.766 visitantes. Um número superior ao da edição anterior, consolidando o festival entre os principais encontros dedicados ao queijo artesanal no Brasil.

    Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

    O primeiro dia, quinta-feira, concentrou o maior fluxo: 12.143 pessoas passaram pelo evento. Na sexta-feira, o público chegou a 7.763 visitantes, e o sábado registrou mais 8.860 participantes. Os números indicam crescimento consistente do interesse pelos queijos artesanais mineiros e reforçam o papel do festival na promoção de produtores e regiões tradicionais do estado.

    Durante a programação, visitantes degustaram produtos de diferentes regiões, participaram de harmonizações, aulas-show gastronômicas e palestras que aproximam o consumidor dos saberes e da história por trás de cada queijo.

    Serro vence votação popular; Mantiqueira e Vale do Jequitinhonha completam o pódio

    A votação popular foi um dos momentos mais disputados do festival. Após degustar amostras das diferentes regiões produtoras, o público elegeu o queijo do Serro como o favorito da edição.

    Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

    A Mantiqueira de Minas ficou em segundo lugar, e o Vale do Jequitinhonha conquistou o terceiro posto. Um resultado que celebra a diversidade e a qualidade da produção queijeira mineira.

    Certificação muda a vida de produtor do Vale do Jequitinhonha

    Entre as histórias que marcaram a edição, destacou-se a de José Alves dos Santos, produtor do Queijo Cabacinha da Fazenda Terra Estranha, em Joaíma, no Vale do Jequitinhonha. No festival pelo segundo ano consecutivo, ele atribui à certificação conquistada em 2025 uma virada decisiva para o negócio. Com produção estabilizada em cerca de 200 litros de leite por dia, a fazenda ampliou a participação em feiras e expandiu a comercialização para diferentes regiões de Minas Gerais.

    Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

    “Antes eu não conseguia vender toda a minha produção. Com a certificação, a situação mudou. O festival abriu portas e nos permitiu participar de feiras e eventos que deram mais visibilidade ao nosso queijo”, conta Santos.

    Festival se afirma como ferramenta de desenvolvimento, dizem lideranças

    Para o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, o FQAM vai além da celebração cultural. “O festival gera oportunidades, amplia mercados e fortalece um dos produtos mais emblemáticos da nossa identidade”, afirmou.

    O presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio Pitangui de Salvo, destacou o fortalecimento contínuo da cadeia produtiva. “O queijo artesanal mineiro segue ganhando reconhecimento e valor. O festival mostra a força dos nossos produtores e a importância dessa cadeia para o desenvolvimento do estado.”

    Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

    Além de espaço de comercialização e degustação, o FQAM reafirma seu papel como vitrine da tradição queijeira mineira, fortalecendo a conexão entre produtores e consumidores e ampliando o reconhecimento de um dos maiores patrimônios gastronômicos do país.

  • Festival do Queijo Artesanal de Minas termina hoje

    Festival do Queijo Artesanal de Minas termina hoje

    O segundo dia do 8º Festival do Queijo Artesanal de Minas (FQAM) manteve o Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte, cheio de visitantes, degustações e negócios nesta sexta-feira. O evento consolida sua posição como o principal encontro do setor no estado ao reunir produtores das diferentes regiões queijeiras mineiras com consumidores, chefs, especialistas e comerciantes.

    Foto: Divulgação/Corp Comunicação

    Para o gerente de relacionamento do Sistema Faemg Senar, Altino Rodrigues Neto, o festival cumpre um papel estratégico para toda a cadeia produtiva. “O Festival do Queijo Artesanal de Minas se consolidou como um dos principais espaços de valorização dos produtores e das regiões produtoras do estado. Mais do que apresentar ao público a diversidade e a qualidade dos nossos queijos, o evento aproxima consumidores, especialistas, chefs, comerciantes e produtores, fortalecendo toda a cadeia produtiva”, afirma.

    O Sebrae Minas atua no evento com foco na profissionalização dos negócios e no fortalecimento das associações regionais. “Trabalhamos com os produtores de queijo artesanal tanto dentro quanto fora da porteira. Nosso ponto inicial é fortalecer as associações regionais, porque acreditamos que o trabalho coletivo gera ganhos maiores para os produtores e para os territórios. Atuamos na gestão, na qualificação dos produtos e, principalmente, na promoção das regiões produtoras, ajudando a posicionar esses queijos no mercado e aproximando consumidores e compradores das histórias e origens de cada território mineiro”, explica Priscilla Lins, gerente da Unidade de Agronegócios e Artesanato do Sebrae Minas.

    Expositores

    Entre os expositores, o festival abre portas para produtores que ganham projeção além de suas regiões. Mirio Pedro Marques, da Queijaria DuPidrim, de São João Evangelista, chega ao evento com novidade: o município entrou recentemente para a microrregião do Serro. “Estamos muito felizes com a inclusão, porque isso traz mais visibilidade para o nosso produto e para a nossa região. Produzir queijo artesanal também representa uma oportunidade de gerar mais sustentabilidade para a propriedade rural. Já que conseguimos agregar valor ao produto e aproximá-lo do consumidor final”, diz.

    Além disso, Marques também destaca o suporte das instituições parceiras na estruturação do negócio. “O trabalho desenvolvido por instituições como o Sebrae Minas e o Sistema Faemg Senar foi fundamental para a evolução do nosso negócio. Tivemos acesso a consultorias, capacitações, apoio na gestão, no desenvolvimento da marca e em boas práticas de produção. Tudo isso ajudou a tomar decisões importantes para agregar valor ao nosso queijo”, completa.

    O FQAM segue até este sábado (07) no Parque de Exposições da Gameleira com programação para toda a família. O público encontra queijos artesanais de diversas regiões do estado, além de degustações, harmonizações, aulas-show e experiências gastronômicas que celebram um dos maiores patrimônios culturais de Minas Gerais. Aliás, a entrada é gratuita.

  • Festival do Queijo Artesanal de Minas tem primeiro dia marcado por grande público

    Festival do Queijo Artesanal de Minas tem primeiro dia marcado por grande público

    O 8º Festival do Queijo Artesanal de Minas começou nesta quinta-feira (4) com grande público, geração de negócios e forte valorização da cultura mineira no Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte. O evento reúne produtores de 14 regiões reconhecidas pela produção de queijos artesanais no estado e segue até sábado (6), com entrada gratuita.

    Foto: Divulgação FQAM

    Logo nas primeiras horas, visitantes lotaram os estandes para degustar e comprar produtos diretamente dos produtores rurais, impulsionando as vendas e fortalecendo o contato entre campo e cidade. O festival também atrai especialistas, compradores, autoridades e apreciadores da gastronomia mineira, consolidando-se como uma das principais vitrines do queijo artesanal no Brasil.

    Mulheres do Queijo

    A programação do primeiro dia destacou o 3º Encontro das Mulheres do Queijo. Ele reuniu produtoras de diversas regiões para discutir liderança, comunicação, comercialização e o protagonismo feminino na cadeia produtiva. O encontro reforçou o papel das mulheres no desenvolvimento do setor e ampliou o debate sobre oportunidades no mercado.

    Organizado pelo Sistema Faemg Senar e pelo Sebrae Minas, o festival busca ampliar mercados para os produtores e dar visibilidade à produção artesanal, que sustenta famílias e movimenta economias regionais em Minas Gerais.

    O presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, destacou o impacto do evento na geração de oportunidades para o produtor rural. Segundo ele, o festival abre espaço para que produtores apresentem seus produtos, contem suas histórias e ampliem canais de comercialização. Além de avançar na regularização das atividades e no aumento da renda no campo.

    Já o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, ressaltou a diversidade e a força da cadeia produtiva do queijo artesanal. Para ele, o evento reúne diferentes identidades culturais do estado e fortalece uma atividade essencial para a economia mineira.

    Desenvolvimento da cultura queijeira

    Na avaliação do jornalista especializado em queijos Eduardo Girão, o festival se destaca no cenário nacional por concentrar, em um único espaço, produtores de todas as regiões queijeiras de Minas Gerais. Ele afirma que a iniciativa contribui diretamente para o desenvolvimento da cultura queijeira e serve de referência para eventos em todo o país.

    Além da exposição e comercialização, o festival oferece uma programação diversificada. Que inclui seminários técnicos, oficinas gastronômicas e  harmonizações. Além de cozinha show com chefs convidados, degustações orientadas e atrações culturais.

  • Belo Horizonte recebe Festival do Queijo Artesanal de Minas

    Belo Horizonte recebe Festival do Queijo Artesanal de Minas

    O Festival do Queijo Artesanal de Minas começa nesta quinta-feira (4) em Belo Horizonte e reúne produtores de 14 regiões reconhecidas pela produção queijeira no estado. A 8ª edição do evento segue até sábado (6), no Parque de Exposições da Gameleira, com entrada gratuita e programação voltada à valorização do queijo artesanal mineiro.

    Foto: Divulgação FQAM

    O festival é realizado pelo Sistema Faemg Senar em parceria com o Sebrae Minas. E oferece ao público a oportunidade de conhecer, degustar e comprar queijos diretamente dos produtores. A agenda inclui atividades técnicas, gastronômicas e culturais que reforçam a importância do setor para a economia rural.

    Entre os destaques, está o 3º Encontro das Mulheres do Queijo. Ele ocorre nesta quinta-feira e reúne produtoras de diversas regiões para discutir liderança, comunicação, comercialização e o papel feminino na cadeia produtiva.

    O evento também promove o Seminário Técnico do Queijo Artesanal, que aborda desafios, inovação e perspectivas de mercado com especialistas e produtores.

    Programação

    A programação inclui ainda oficinas gastronômicas, harmonizações, cozinha show com chefs convidados, degustações orientadas, experiências sensoriais e apresentações musicais. Os organizadores estruturaram o evento para aproximar consumidores, produtores e compradores, além de incentivar o intercâmbio de conhecimento.

    Considerado uma das principais vitrines do queijo artesanal brasileiro, o festival amplia a visibilidade de um produto que representa a cultura mineira. Além de ganhar espaço no mercado nacional e internacional. Participam desta edição produtores das regiões de Alagoa, Araxá, Canastra, Campo das Vertentes, Cerrado, Diamantina, Entre Serras da Piedade ao Caraça, Mantiqueira de Minas, Serra Geral, Serras da Ibitipoca, Serro, Triângulo Mineiro, Vale do Jequitinhonha e Vale do Suaçuí.

    O presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, destaca o papel estratégico do evento na conexão entre campo e cidade. “O festival aproxima o consumidor da história e do trabalho das famílias produtoras, além de gerar oportunidades de negócios e ampliar mercados para o queijo artesanal mineiro”, afirma.

    Para o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, o evento fortalece a cadeia produtiva ao estimular capacitação e geração de negócios. “O festival cria um ambiente de troca de experiências e impulsiona pequenos empreendedores que contribuem para a identidade econômica e cultural de Minas Gerais”, diz.

    A organização espera receber milhares de visitantes ao longo dos três dias. Além de promover os territórios produtores, o festival reforça o papel do queijo artesanal na geração de renda, emprego e desenvolvimento regional.

  • Feito com larvas vivas: conheça o queijo mais perigoso do mundo

    Feito com larvas vivas: conheça o queijo mais perigoso do mundo

    Entre a tradição regional, a curiosidade gastronômica e os riscos à saúde, um queijo típico da ilha da Sardenha, na Itália, continua despertando atenção em várias partes do mundo. Conhecido como Casu Marzu, o alimento ganhou fama internacional por conter larvas vivas em sua composição e, por isso, acabou proibido em diversos países, inclusive no próprio território italiano.

    Produzido com leite de ovelha, o queijo passa por um processo incomum durante a fabricação. Moscas da espécie Piophila casei depositam ovos na massa, e as larvas que surgem aceleram a fermentação do alimento. Como resultado, o interior do queijo se transforma em uma pasta cremosa, de sabor intenso, picante e bastante aromático.

    Segundo informações da Enciclopédia Britânica, as larvas medem cerca de oito milímetros e precisam permanecer vivas no momento do consumo. Caso estejam mortas, o queijo é considerado inadequado para consumo e deve ser descartado.

    “Na primavera, são feitos alguns cortes na casca para a inserção das larvas. Elas crescem dentro da massa para estimular um nível avançado de fermentação, o que a maioria das pessoas descreveria como decomposição. Alguns preferem remover as larvas antes de comer, enquanto outras as devoram”, descreve a publicação.

    Queijo proibido por questões sanitárias

    As rígidas normas sanitárias da União Europeia impedem a comercialização do Casu Marzu em diferentes países. Isso acontece porque apenas alimentos considerados seguros para consumo humano podem ser vendidos legalmente. Dessa forma, a presença das larvas acabou levando à proibição do produto.

    O Casu Marzu precisa de larvas de moscas para acelerar a fermentação e transformar a parte interna em uma massa cremosa com sabor forte, picante e aromático — Foto: Shardan/Wikimedia Commons

    Além disso, especialistas alertam que os insetos podem resistir aos ácidos do estômago humano. Em alguns casos, isso pode provocar infecções intestinais, além de sintomas como dor abdominal, diarreia e vômitos.

    Por conta desses riscos, o Guinness World Records registrou o Casu Marzu, em 2009, como o “queijo mais perigoso do mundo”. Embora a categoria não seja mais monitorada atualmente, o título permaneceu associado à tradicional iguaria italiana durante o período em que esteve ativa.

    Brasileira relata experiência ao provar o Casu Marzu

    Durante uma viagem recente à Sardenha, a jornalista brasileira Alessandra Flores, de Florianópolis, teve a oportunidade de experimentar o queijo e descreveu a experiência como algo marcante e culturalmente simbólico.

    “Ele realmente é bem diferente. A primeira impressão não é nada boa. Para eles (moradores locais), é como se fosse um grande evento. Eles pegam o queijo no lugar onde guardam e servem com muito carinho e honra. Quando a tampa do queijo é aberta, é possível ver várias larvas minúsculas. Achei bem agoniante olhar para aquilo”, contou.

    Apesar do visual incomum e do cheiro forte, Alessandra afirmou que o sabor foi menos impactante do que imaginava inicialmente.

    “Fiquei receosa em provar e optei por não pegar as larvas. Achei um queijo muito forte, mas confesso que estava preparada para algo pior, meio podre. No fim, achei até razoável. Não tive ânsia, nem nada disso. Valeu pela experiência. Estar lá e ter essa oportunidade foi incrível”, finalizou.