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  • Queijo artesanal em São Paulo cresce 490%

    Queijo artesanal em São Paulo cresce 490%

    A produção de queijo artesanal em São Paulo avança de forma consistente e conquista reconhecimento institucional com a criação do Dia Estadual do Queijo Artesanal e Autoral Paulista. A nova data reforça a expansão do setor, impulsionada por políticas públicas, inovação no campo e valorização dos produtores.

    A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou o Projeto de Lei nº 276/2026, de autoria do deputado Itamar Borges. A proposta institui o dia 17 de setembro como data oficial para celebrar a produção artesanal paulista. A escolha homenageia a criação da Associação dos Queijeiros Artesanais Paulistas (AQPA), considerada um marco na organização da cadeia produtiva.

    Nos últimos anos, o estado registrou crescimento acelerado no número de queijarias formalizadas e ampliou a presença de seus produtos em premiações nacionais e internacionais. Esse avanço resulta, em grande parte, das ações da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA), com destaque para a modernização do Serviço de Inspeção de São Paulo (SISP).

    Segundo o secretário de Agricultura, Geraldo Melo Filho, o apoio ao produtor artesanal fortalece a renda no campo, preserva tradições regionais e agrega valor à produção. “O queijo artesanal carrega identidade, história e qualidade, e nosso papel é garantir condições para que esses produtores cresçam com segurança e acesso ao mercado”, afirma.

    Formalização impulsiona setor

    São Paulo conta atualmente com 113 queijarias artesanais registradas no SISP Artesanal, que somam 1.006 produtos cadastrados entre queijos e derivados lácteos. O crescimento ganhou força a partir de 2023, após a criação de equipes especializadas e a simplificação do processo de registro.

    Em 2016, o estado tinha apenas 19 queijarias formalizadas. Hoje, o número chegou a 113, um avanço superior a 490% em dez anos. O resultado reflete políticas de incentivo, modernização da inspeção sanitária e ampliação do acesso à certificação para pequenos produtores.

    O setor também se destacou no Mundial do Queijo Brasil 2026, realizado em São Paulo. Ao todo, 47 queijarias registradas no SISP conquistaram premiações, incluindo um prêmio especial, sete medalhas super ouro, 14 ouros, 12 pratas e 14 bronzes.

    A digitalização dos processos contribuiu para esse cenário. O cadastro de produtores agora ocorre pelo sistema GEDAVE, que oferece mais agilidade e acompanhamento técnico.

    Além da formalização, o Projeto CATI Leite fortalece a base produtiva ao oferecer assistência técnica contínua. Inspirado no programa Balde Cheio, da Embrapa, o projeto orienta produtores sobre manejo de pastagens, nutrição animal, qualidade do leite e gestão da propriedade, fatores essenciais para a produção de queijos artesanais de maior valor agregado.

    Turismo rural e qualificação

    O queijo artesanal também ganha espaço no turismo rural paulista com as Rotas do Queijo Paulista. A iniciativa reúne mais de 100 propriedades e integra produção, gastronomia e cultura local, ampliando mercados e gerando renda.

    Foto: Sec. Agricultura SP

    Na área de capacitação, o estado iniciou a implantação dos Centros de Referência em Queijos Especiais (CRQE), em parceria com a Embaixada da França no Brasil. O projeto envolve instituições como APTA Regional, Ital, Instituto de Zootecnia, Defesa Agropecuária e Centro Paula Souza, além do apoio da Ocesp e especialistas franceses.

    A iniciativa forma produtores, técnicos e multiplicadores, com foco em boas práticas, segurança alimentar, inovação e desenvolvimento de novos produtos.

    Paralelamente, instituições como Ital e IZ desenvolvem pesquisas voltadas à qualidade do leite, sanidade animal e tecnologia de alimentos, fortalecendo toda a cadeia produtiva.

    A criação do Dia Estadual do Queijo Artesanal e Autoral Paulista ocorre em um momento de expansão do setor. Combinando tradição, inovação e apoio institucional, os produtores paulistas transformam o queijo artesanal em símbolo de identidade regional, turismo e geração de renda.

  • Prêmio Super Ouro da ExpoQueijo Brasil valoriza queijo artesanal

    Prêmio Super Ouro da ExpoQueijo Brasil valoriza queijo artesanal

    O troféu Super Ouro da ExpoQueijo Brasil – Araxá International Cheese Awards mudou a vida do produtor mineiro Jayme Porfírio antes mesmo de ele sair de Araxá. Após conquistar a maior pontuação geral entre mil amostras inscritas no maior concurso de queijos das Américas, Jayme viu o preço do seu Pedra do Segredo subir 60%, a fila de espera crescer e a demanda chegar de todas as regiões do país.

    Foto: Divulgação ExpoQueijo

    O queijo, produzido em Alagoa, no Sul de Minas Gerais, passa por maturação de dez meses. A conquista do Super Ouro em 2025 consolidou um processo de valorização que começou um ano antes, com uma medalha de ouro na edição de 2024. “Muitas portas se abriram para o nosso queijo, que passou a ter muita procura e uma valorização significativa no preço”, diz Jayme.

    O impacto foi direto na dinâmica da produção familiar. “Antes do concurso, já vendíamos toda a produção. Depois do Super Ouro, o valor do queijo subiu 60% e hoje trabalhamos com fila de espera. Mesmo dobrando a produção, ainda estamos longe de suprir a demanda”, relata o produtor.

    A ExpoQueijo Brasil 2026 acontece de 25 a 28 de junho no Grande Hotel e Termas de Araxá, patrimônio cultural e histórico de Minas Gerais. As inscrições para o concurso seguem abertas até 25 de maio pelo site oficial do evento, com limite de mil amostras distribuídas em 47 categorias. Produtores artesanais com habilitação sanitária oficial de seu país de origem podem participar.

    Super Ouro: um selo permanente de excelência

    Desde a criação do concurso, apenas três países conquistaram o troféu Super Ouro. A Itália venceu em 2021 e 2022, a Argentina em 2023 e 2024, e o Brasil entrou pela primeira vez na galeria de campeões em 2025.

    Os queijos vencedores integram permanentemente o hall histórico da competição e não competem nas edições seguintes. A regra, segundo a organizadora Maricell Hussein, preserva a autenticidade da conquista e estimula a inovação contínua.

    “O Super Ouro representa o mais alto reconhecimento da ExpoQueijo Brasil. Quando um queijo conquista esse título, ele entra definitivamente para o hall dos grandes campeões. O produtor pode continuar participando com outros produtos, maturações ou criações inéditas, mas aquele queijo vencedor deixa de competir. Isso valoriza a autenticidade da conquista e estimula a inovação constante dentro do universo queijeiro”, afirma Maricell.

    Itália: tradição de Bérgamo reconhecida em Araxá

    Primeiro país a conquistar o Super Ouro, a Itália chegou ao concurso com queijos de uma das regiões mais tradicionais da produção artesanal europeia. Só a cidade de Bérgamo concentra nove Denominações de Origem Protegida (DOP).

    Para Pedro Domenghini Albano, representante da delegação italiana, as duas vitórias consecutivas estreitaram a relação entre produtores italianos e o mercado brasileiro. “Estamos construindo uma conexão real entre o setor de laticínios da Itália e o Brasil. Vencer duas edições seguidas com queijos de Bérgamo foi uma emoção enorme”, destaca.

    Argentina: Patagônia no centro do mapa queijeiro mundial

    O queijeiro Mauricio Couly, da Patagônia argentina, conquistou o Super Ouro em 2023 e 2024 com o Cuatro Esquinas. Para ele, o prêmio foi muito além do reconhecimento: elevou o padrão de exigência dentro da própria queijaria.

    “Ganhar durante dois anos consecutivos no Concurso Internacional da ExpoQueijo significou muito para nós como uma queijaria artesanal patagônica”, afirma Couly. Ele explica que a vitória trouxe uma responsabilidade nova. “Depois de ganhar, entendemos que não se tratava apenas de fazer um bom queijo para uma competição, mas de sustentar um nível de excelência constante ao longo do tempo. Isso nos impulsionou a continuar investindo em maturação, microbiologia, manejo do leite, bem-estar animal e desenvolvimento técnico”, ressalta.

    O que esperar da ExpoQueijo Brasil 2026

    Além do Concurso Internacional, o evento traz uma Feira Internacional de Negócios com estandes voltados à agricultura familiar, um Fórum Internacional com palestras e mesas de debate sobre inovação e qualidade no queijo artesanal, e uma Vila Gastronômica e Cultural com degustações harmonizadas com a culinária regional.

    A ExpoQueijo Brasil conta com parceria de associações de produtores e apoio do Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seapa), da Emater-MG, da Epamig-ILCT, do IMA, da Secult e da prefeitura de Araxá.

    Serviço

    • ExpoQueijo Brasil 2026 – Araxá International Cheese Awards
    • 25 a 28 de junho de 2026
    • Grande Hotel e Termas de Araxá – Rua Águas do Araxá, s/nº, bairro Barreiro, Araxá (MG)
    • Inscrições e regulamento: www.expoqueijobrasil.com.br
  • Festival do Queijo Artesanal em BH destaca liderança feminina

    Festival do Queijo Artesanal em BH destaca liderança feminina

    Belo Horizonte recebe a 8ª edição do Festival do Queijo Artesanal de Minas entre os dias 4 e 6 de junho, no Parque da Gameleira. Este ano, o evento dá voz às mulheres que lideram a produção queijeira no estado, com uma programação dedicada a debater liderança, comunicação e valorização feminina no setor.

    Foto: Divulgação FQAM

    No dia 4 de junho, das 14h às 16h, a Sala Minas Gerais recebe a terceira edição do Encontro das Mulheres do Queijo. O Sistema Faemg Senar e o Sebrae Minas organizam a iniciativa para valorizar as produtoras rurais e discutir sua representatividade no agronegócio.

    A organização espera reunir mais de 100 mulheres que atuam na cadeia produtiva do leite e do queijo artesanal. Segundo Silvana Novais, gerente no Sistema Faemg Senar, o debate deste ano foca no fortalecimento dos negócios familiares e na promoção dos territórios produtores mineiros.

    Comunicação e mercado como ferramentas de sucesso

    A programação foca no desenvolvimento profissional das participantes. O evento oferece uma palestra sobre comunicação pessoal e posicionamento de mercado, além de um painel com representantes de diversas regiões produtoras de Minas Gerais.

    Foto: Divulgação FQAM

    Silvana Novais explica que o objetivo é ensinar as produtoras a apresentarem melhor seus produtos e falarem com mais propriedade. “Queremos valorizar a pessoa produtora e mostrar a importância dela no mercado de queijos. Essa valorização impacta não apenas a mulher, mas todo o negócio da família”, destaca a gerente.

    Crescimento feminino no campo

    O protagonismo das mineiras reflete uma tendência nacional. Dados do Censo Agropecuário do IBGE confirmam o aumento de mulheres na gestão de propriedades rurais no Brasil. No setor do queijo artesanal, essa presença fortalece a tradição familiar e garante a transmissão de saberes entre gerações.

    Foto: Divulgação FQAM

    Além do encontro voltado para as mulheres, o festival oferece ao público:

    • Exposição e venda de queijos artesanais de várias regiões.
    • Cozinha show e oficinas gastronômicas.
    • Palestras técnicas e harmonizações.
    • Programação cultural completa.

    Serviço

    8º Festival do Queijo Artesanal de Minas

    • Data: 4 a 6 de junho de 2026.
    • Local: Parque da Gameleira – Belo Horizonte.
    • Entrada: Gratuita (mediante credenciamento online).

    3º Encontro das Mulheres do Queijo

    • Data: 4 de junho.
    • Horário: 14h às 16h.
    • Local: Sala Minas Gerais (Parque da Gameleira).
    • Participação: Gratuita.
  • Queijo de cabra do RJ é eleito o melhor do mundo

    Queijo de cabra do RJ é eleito o melhor do mundo

    O Capril do Lago, de Valença, no sul do Rio de Janeiro, produziu o queijo de cabra Sapucaia, eleito o melhor queijo de cabra do mundo durante o 4º Mundial do Queijo do Brasil, realizado em São Paulo. O setor de laticínios considera a premiação uma das mais importantes da área.

    O produto fluminense foi o único da categoria a chegar à final e superou concorrentes de 18 países, consolidando-se como referência internacional na produção de queijos finos. O reconhecimento reforça a qualidade da produção artesanal e o avanço do agronegócio no estado do Rio de Janeiro.

    Segundo a Secretaria de Agricultura do RJ, o resultado também reflete investimentos no setor, como o apoio do Agrofundo, programa voltado ao fortalecimento de pequenos e médios produtores rurais.

    “O prêmio reforça o potencial do Rio de Janeiro na produção de queijos artesanais de excelência. O incentivo ao produtor rural é essencial para ampliar casos de sucesso como este”, afirmou o secretário de Agricultura, Felipe Brasil.

    Décadas de investimento e dedicação

    Responsável pelo Capril do Lago, o produtor Fabrício Vieira destacou a trajetória e o trabalho dedicado à produção. Segundo ele, décadas de investimento e aperfeiçoamento resultaram no reconhecimento internacional.

    “É uma emoção ver um produto feito em Valença ser reconhecido como o melhor do mundo. Estamos nessa jornada desde 1986, com muito trabalho e dedicação. Esse prêmio comprova a consistência da nossa produção”, afirmou.

    O produtor também ressaltou que o queijo já havia conquistado o título de melhor do estado do Rio de Janeiro no ano anterior, além de acumular mais de 70 medalhas em competições. O produto possui ainda o Selo Arte, que permite sua comercialização em todo o território nacional.

    A conquista evidencia o crescimento da produção de queijos no Rio de Janeiro, que vem ganhando destaque pela qualidade, diversidade e adoção de práticas sustentáveis. O reconhecimento internacional abre novas oportunidades para produtores locais ampliarem sua presença no mercado global.

  • Queijo brasileiro é eleito o melhor do mundo

    Queijo brasileiro é eleito o melhor do mundo

    Um queijo produzido em Pouso Redondo, município de aproximadamente 16 mil habitantes no interior de Santa Catarina, foi eleito o melhor do mundo. O Queijo Reserva do Vale, da empresa Queijos Possamai, conquistou o título máximo do 4º Mundial do Queijo do Brasil 2026, realizado em São Paulo entre os dias 16 e 19 de abril, superando concorrentes de 30 países.

    Além do prêmio principal, a empresa acumulou outras nove medalhas na competição, consolidando uma das campanhas mais expressivas do evento.

    Inspeção sanitária como diferencial competitivo

    Um estabelecimento integrado ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) fabrica o produto vencedor. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) coordena essa certificação, que garante a padronização dos processos produtivos e amplia o acesso a mercados em todo o território nacional.

    Para Judi Nóbrega, diretora do Departamento de Planejamento e Estratégia do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária e jurada oficial do concurso, o resultado evidencia o impacto concreto da política pública.

    “Ver um produto brasileiro, de uma agroindústria de pequeno porte, ser reconhecido como o melhor do mundo reforça a efetividade da política pública e o potencial do nosso sistema de inspeção”, afirmou a diretora, destacando que a adesão ao Sisbi-POA representa “um diferencial competitivo”, e não apenas uma exigência regulatória.

    Tradição familiar e crescimento com qualidade

    Fundada em 1984, a Queijos Possamai carrega quatro décadas de tradição na produção de laticínios em Pouso Redondo, cidade localizada a cerca de 264 quilômetros de Florianópolis. A trajetória da empresa ilustra como a certificação sanitária pode impulsionar o crescimento de pequenos produtores.

    Antes de aderir ao Sisbi-POA, a agroindústria processava cerca de 3,5 mil litros de leite por dia. Atualmente, opera com um rebanho de aproximadamente 600 animais e capacidade produtiva superior a 7 mil litros diários, praticamente o dobro. Resultado de investimentos em boas práticas e rigoroso controle sanitário.

    O sistema que está mudando a agroindústria brasileira

    Criado em 2006, o Sisbi-POA tem como objetivo integrar os serviços de inspeção de produtos de origem animal e equiparar os padrões municipais e estaduais aos federais. Na prática, isso significa que agroindústrias locais podem comercializar seus produtos em todo o país com o mesmo respaldo técnico de grandes frigoríficos e laticínios.

    O sistema viveu uma aceleração expressiva nos últimos anos. Nos primeiros 16 anos de existência, entre 2006 e 2022, o sistema integrou 331 municípios. Entre 2023 e março de 2026, esse número saltou para 1.184 novas adesões, elevando o total nacional para 1.515 municípios. Um crescimento de mais de 350% em menos de quatro anos.

    Parte relevante dessa expansão tem sido impulsionada pelos consórcios públicos municipais. O modelo permite compartilhar estrutura técnica entre cidades vizinhas, além de otimizar recursos e estruturar serviços de inspeção mais robustos e eficientes.

    A conquista do título mundial pela Queijos Possamai chega, portanto, em um momento de expansão do sistema que viabilizou sua trajetória. E sinaliza o potencial ainda inexplorado da agroindústria brasileira no cenário global.

  • Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí ganha regulamentação e poderá ser vendido em todo o país

    Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí ganha regulamentação e poderá ser vendido em todo o país

    O Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí alcançou um marco histórico com a criação do Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ), oficializado nesta semana em São Pedro do Suaçuí, no Leste de Minas. O documento padroniza a produção do queijo, garante segurança sanitária e libera sua comercialização em todo o Brasil, desde que o produto possua o registro no Ministério da Agricultura (SIF), o Selo Queijo Artesanal ou o SISBI-POA (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal).

    Foto: Diego Vargas/Seapa

    Durante o evento, os dirigentes da Emater e da Secretaria de Agricultura entregaram simbolicamente o Certificado do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com aporte de R$ 192 mil. E 560 toneladas de fertilizante agrosilício destinados aos municípios do Vale do Suaçuí.

    Queijo com sabor e identidade mineira

    Produzido há cerca de 50 anos, o Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí tem massa cozida a até 45 °C, que garante textura semidura e sabor semelhante ao do parmesão. A regulamentação deve beneficiar aproximadamente 200 produtores, permitindo que comercializem o produto formalmente e ampliem o alcance de mercado.

    “O RTIQ elimina barreiras e abre novos caminhos de comercialização dentro e fora de Minas”, destacou Gilson Sales. Na região, 66 agroindústrias familiares produzem mais de 678 toneladas anuais. Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Thales Fernandes, o reconhecimento “estimula o desenvolvimento econômico, turístico e gastronômico, fortalecendo o queijo como símbolo do Vale do Suaçuí”.

    Trabalho conjunto e tradição preservada

    A conquista resulta de uma ação integrada entre a Secretaria de Agricultura, Emater-MG, Epamig e IMA. A Emater caracterizou a região e comprovou o vínculo cultural da produção. A Epamig realizou pesquisas de campo e análises laboratoriais que identificaram as particularidades do produto. Já o IMA elaborou o RTIQ, com os parâmetros de identidade, inspeção e qualidade exigidos.

    De acordo com Tâmara Temponi, extensionista da Emater em Santa Maria do Suaçuí, a tradição começou nos anos 1980. Foi quando um ex-funcionário de uma indústria de laticínios do Sul de Minas levou à região a receita do queijo tipo parmesão. “O novo modo de fazer se espalhou rápido, pois o queijo é mais resistente e mantém a qualidade em viagens longas”, contou.

    Produtores comemoram conquista

    Entre os produtores, a regulamentação representa valorização e esperança. Francélio Fernandes Otoni, de 47 anos, produz cerca de mil quilos por mês com a receita ensinada pelo avô. “Meu sonho é ter um rótulo e levar nosso queijo para novos mercados”, afirmou.

    Fotos: Diego Vargas/Seapa

    Já Ester Jardim dos Anjos, que fabrica ao lado do marido e do filho cerca de 700 quilos mensais, acredita que o reconhecimento mudará a realidade dos produtores. “Agora poderemos vender para grandes centros a preços melhores e mostrar o potencial do Vale do Suaçuí”, celebrou.

    Hoje, a produção se concentra principalmente em São Pedro do Suaçuí, Santa Maria do Suaçuí, José Raydan, Água Boa e São Sebastião do Maranhão.

  • Vendas de Páscoa devem crescer 2,7% em 2026, aponta APAS

    Vendas de Páscoa devem crescer 2,7% em 2026, aponta APAS

    As vendas de produtos de Páscoa nos supermercados paulistas devem crescer 2,7% em 2026, segundo o Índice de Preços dos Supermercados (IPS), levantamento da Associação Paulista de Supermercados (APAS) em parceria com a FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). O aumento reflete a melhora do mercado de trabalho e o avanço da renda real da população.

    O cenário econômico mais favorável impulsiona o consumo, mesmo com o impacto da alta do chocolate. Segundo o estudo, o preço médio da cesta de Páscoa deve subir 4,7% neste ano, a segunda menor variação registrada nos últimos cinco anos.

    Queda de preços em itens tradicionais

    Vários produtos típicos da Páscoa registram queda de preço e ajudam a equilibrar os custos da cesta em 2026. Entre eles estão azeite de oliva (-22%), frutas da estação (-11,38%), batata (-13,62%), ovos (-12,24%) e queijo muçarela (-8,05%).

    Essas reduções compensam parcialmente a alta de 20% no preço do chocolate, pressionada pela escalada do cacau no mercado internacional, que enfrenta quebras de safra e efeitos das mudanças climáticas.

    Impactos do setor e da economia

    Para o economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, os diferentes comportamentos de preços refletem as particularidades de cada cadeia produtiva.

    “Quando analisamos itens essenciais, como o chocolate, percebemos o impacto direto das oscilações do cacau, afetadas por alterações climáticas e pela oferta limitada no mercado global”, explica.

    Mesmo com o aumento moderado da cesta e projeção positiva para o faturamento, o setor ainda enfrenta obstáculos como juros elevados e endividamento das famílias, fatores que limitam uma expansão mais acelerada das vendas.

    Pescados sobem com a Quaresma

    O levantamento também destaca o comportamento dos produtos consumidos durante a Quaresma, que registram alta de preços típica do período devido ao aumento da demanda. O estudo aponta elevação média de 9,13% nos pescados, com destaque para sardinha (5,85%), cação (11,16%), merluza (4,46%), bacalhau (8,58%) e atum em lata (4,27%).

    Segundo Queiroz, o movimento é esperado. “Durante a Quaresma, a maior procura por pescados eleva temporariamente os preços. Esse padrão cíclico se repete praticamente todos os anos”, afirma.

  • Maior evento de laticínios da América Latina confirma edição 2026 em Juiz de Fora

    Maior evento de laticínios da América Latina confirma edição 2026 em Juiz de Fora

    O Minas Láctea 2026, um dos maiores eventos técnicos e de negócios da cadeia de laticínios na América Latina, já tem data marcada: 14, 15 e 16 de julho, em Juiz de Fora (MG). Organizado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), por meio do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (Epamig ILCT), o encontro reunirá pesquisa, inovação e oportunidades de negócio para toda a cadeia do leite.

    Foto: Erasmo Pereira – Ascom/Epamig

    A programação inclui o 38º Congresso Nacional de Laticínios (CNL), a 44ª Semana do Laticinista e o 48º Concurso Nacional de Produtos Lácteos (CNPL), sediados no ILCT. No Expominas/Juiz de Fora, o evento ainda apresentará a 48ª Expomaq, com exposição de máquinas e insumos. E a 49ª Expolac, dedicada a produtos lácteos nacionais.

    Vitrine técnica e sensorial do setor

    O 48º Concurso Nacional de Produtos Lácteos (CNPL) será um dos destaques do Minas Láctea 2026. A competição valoriza a qualidade, a padronização e a inovação dos produtos brasileiros, funcionando como uma vitrine técnica e sensorial.

    Segundo Kely de Paula, professora da Epamig ILCT e integrante da comissão organizadora, o concurso estimula o aprimoramento industrial e o cumprimento dos padrões de qualidade. As amostras, enviadas por indústrias de todo o país, passam por uma avaliação criteriosa e anônima feita por especialistas do setor. “O sabor é o atributo de maior peso na nota final. Pois traduz a experiência sensorial que o consumidor valoriza acima de qualquer aspecto visual”, explica Kely.

    O CNPL contempla 12 categorias, entre elas doce de leite, requeijão cremoso, manteiga e produtos inovadores. Esta última estimula a criação de novos itens que agregam valor ao leite. Os três melhores colocados de cada categoria receberão troféus durante cerimônia no Expominas.

    Ciência, inovação e negócios no centro das discussões

    Com o tema “O Futuro da Cadeia Láctea: Ciência, Tecnologia e Competitividade Sustentável”, o 38º Congresso Nacional de Laticínios (CNL) e a 44ª Semana do Laticinista promoverão cursos, palestras e debates sobre desafios e oportunidades do setor.

    “A programação abrange temas como produção, industrialização, inovação, sustentabilidade e gestão. Integrando pesquisa e aplicação prática”, afirma Claudety Saraiva, professora do ILCT e membro da comissão científica.

    O congresso também abrirá espaço para trabalhos técnico-científicos de pesquisadores, docentes e estudantes, premiando os melhores resumos e incentivando a produção científica em laticínios. Em breve, a Epamig divulgará o prazo para submissão dos trabalhos.

    A programação completa, informações de inscrições e acesso às atividades estarão disponíveis em breve nos canais oficiais da Epamig e no site do evento.

  • Embrapa desenvolve queijo vegetal funcional a partir de castanha de caju

    Embrapa desenvolve queijo vegetal funcional a partir de castanha de caju

    Pesquisadores da Embrapa criaram um análogo vegetal e simbiótico de queijo cremoso que combina bactérias probióticas do gênero Bifidobacterium com fibras prebióticas. O produto responde à crescente demanda por alimentos saudáveis, funcionais e sustentáveis no mercado brasileiro.

    Fibra desidratada derivada do bagaço do caju. Foto: Patrícia Mendes/Embrapa

    A formulação utiliza amêndoas de castanha de caju (ACC) quebradas como matéria-prima principal. Essas amêndoas apresentam o mesmo valor nutricional das inteiras, mas recebem menor valorização comercial. A iniciativa agrega valor a um coproduto do beneficiamento e amplia alternativas para a cadeia produtiva do Nordeste.

    “Desenvolvemos uma alternativa vegetal saudável, com propriedades funcionais reais, que atende consumidores que evitam lácteos por opção e aqueles com restrições como intolerância à lactose ou alergia à proteína do leite”, explica a pesquisadora Selene Benevides, da Embrapa Agroindústria Tropical (CE), que lidera o projeto.

    Produto apresenta estabilidade e boa aceitação

    Ensaios laboratoriais demonstraram teores adequados de frutooligossacarídeos (FOS), a fibra prebiótica presente na formulação. Os testes também confirmaram estabilidade microbiológica e número adequado de células viáveis de Bifidobacterium durante 45 dias de armazenamento.

    O análogo a queijo obteve média 7 para aceitação global em testes sensoriais com consumidores, classificação equivalente a “gostei”. Para intenção de compra, a média ficou entre 4 e 5, que corresponde a “provavelmente compraria” e “certamente compraria”, respectivamente.

    A equipe já ampliou a escala de produção e validou o processo em indústria de produtos plant-based. Atualmente, pesquisadores conduzem ensaios clínicos com humanos em parceria com a Universidade de Fortaleza (Unifor) para avaliar a funcionalidade do produto.

    Pesquisas atendem novas tendências de consumo

    O pesquisador Nédio Jair Wurlitzer, que atua no Laboratório de Processos Agroindustriais da Embrapa Agroindústria Tropical, destaca que a inovação responde a mudanças nos hábitos alimentares. “O consumidor busca produtos que, além da nutrição, ofereçam benefícios reais à saúde. Essa demanda impulsiona o desenvolvimento de novas formulações e a requalificação de recursos já existentes, como a amêndoa de castanha de caju quebrada”, avalia.

    A pesquisadora Socorro Bastos, responsável por iniciativa interna da Embrapa que alinha projetos de pesquisa ao protagonismo do consumidor, aponta que empresas e centros de pesquisa observam tendências como o crescimento do público vegano, vegetariano e flexitariano. A preocupação com bem-estar animal, impacto ambiental e a demanda por alimentos funcionais também orientam as pesquisas.

    Embrapa estuda diversas matérias-primas brasileiras

    O Laboratório de Processos Agroindustriais da Embrapa já estudou várias matérias-primas nacionais, incluindo caju, babaçu, yacon, jenipapo, feijão-caupi, tamarindo e maracujá. A equipe desenvolveu aplicações para variedades de maracujá-silvestre, avaliadas por sua possível contribuição no tratamento de tremores, e apresentou alternativa para reduzir a acidez do suco de tamarindo.

    Pesquisadores também adicionaram yacon, raiz rica em frutooligossacarídeos, ao suco de caju e demonstraram impacto positivo na dieta em testes clínicos. Outra frente aproveita a fibra do bagaço de caju para desenvolver alternativa na indústria de produtos substitutos da carne.

    A busca por proteínas alternativas inclui pesquisas com amêndoa de caju e feijão-caupi. Em resposta à rejeição de aditivos sintéticos, o laboratório também explora pigmentos naturais da pitaya e do jenipapo.

    Entenda os conceitos

    • Probióticos: bactérias vivas benéficas que colonizam temporariamente o intestino, competem com bactérias patogênicas e ajudam a manter a saúde intestinal.
    • Prebióticos: compostos não digeríveis, geralmente fibras, que servem como alimento para as bactérias probióticas e estimulam seu crescimento e atividade.
    • Simbióticos: combinação de prebióticos e probióticos na formulação do alimento. A sinergia intensifica os benefícios e promove ambiente intestinal mais saudável.

    Ciência monitora comportamento do consumidor

    A Embrapa inclui o monitoramento do comportamento do consumidor entre os aspectos observados no planejamento de pesquisa. “Sustentamos esse movimento a partir do diálogo constante entre ciência, setor produtivo e sociedade”, diz Socorro Bastos.

    O produto responde a novos direcionamentos de consumo voltados a alimentos mais saudáveis e funcionais. Foto: Patrícia Mendes/Embrapa

    As linhas de pesquisa influenciadas por novas demandas incluem desenvolvimento de produtos à base de proteínas alternativas, agregação de valor a matérias-primas com foco em segurança e qualidade, formulações para públicos com restrições alimentares, substituição de compostos sintéticos por ingredientes naturais e estudos que fortaleçam a rastreabilidade dos produtos brasileiros.

    “Geramos respostas para um consumidor mais atento, que busca confiança, procedência, saudabilidade e inovação”, explica Bastos.

    O alinhamento das pesquisas às demandas de consumo envolve estudos de mercado, monitoramento de observatórios temáticos e participação em feiras e eventos especializados. Pesquisadores investem em ferramentas de business intelligence (BI) e sistemas de monitoramento e mineração de dados para captar sinais emergentes do consumo.

    As demandas surgem em workshops, pesquisas de mercado, câmaras setoriais e projetos de PD&I realizados em parcerias com produtores, indústria, startups, consumidores e organizações da sociedade civil. A lógica do codesenvolvimento garante que a ciência receba feedback contínuo sobre preferências, uso, aceitação e impacto das tecnologias, fluxo considerado essencial para aumentar as chances de adoção das soluções desenvolvidas.

  • Queijo da Canastra é produzido “debaixo de floresta”

    Queijo da Canastra é produzido “debaixo de floresta”

    Na região da Serra da Canastra, em Minas Gerais, uma queijaria familiar está redefinindo a produção do tradicional queijo artesanal mineiro. A Queijaria Faz o Bem, localizada em Piumhi, às margens do Ribeirão Araras, afluente do Rio São Francisco, tornou-se referência nacional ao combinar técnicas sustentáveis de produção com preservação ambiental e qualidade premiada.

    Criada em 2021 pelo engenheiro agrônomo Vinícius Soares, a propriedade de 25 hectares mantém 44% da área preservada com mata nativa. Nos demais espaços, implementa um sistema de manejo regenerativo que integra pastagem, agrofloresta e bem-estar animal, demonstrando que é possível produzir queijo artesanal de forma sustentável.

    Da carreira corporativa ao empreendedorismo sustentável

    Natural de Piumhi, Vinícius construiu carreira sólida em grandes empresas do setor lácteo, como Danone e Itambé, após se formar em Agronomia pela Universidade Federal de Viçosa. Durante a pandemia, tomou a decisão de deixar a estabilidade corporativa para retornar às raízes familiares e investir integralmente no projeto da queijaria.

    “Estar perto dos meus pais e poder almoçar com minha filha tem muito valor. Ver o que construímos até aqui é muito gratificante”, destaca o produtor, que aplica sua experiência profissional na qualidade dos produtos artesanais.

    Produção agroecológica sem agrotóxicos

    A Faz o Bem produz queijos com leite cru e fermento natural, processo que permite a degradação natural da lactose durante a maturação, resultando em produtos zero lactose. A queijaria possui o Selo Queijo Artesanal, que autoriza a comercialização em todo o território nacional.

    O diferencial está no manejo completamente agroecológico: não se utiliza agrotóxico no pasto nem medicamentos químicos nos animais. As práticas regenerativas focam na melhoria do solo, preservação da água, aumento da biodiversidade e equilíbrio do microclima local.

    Vinícius Soares conduz uma propriedade agroecológica que combina produção artesanal, recuperação ambiental e integração de sistemas produtivos. Foto: Arquivo Pessoal

    Um exemplo da sustentabilidade praticada na propriedade é o reaproveitamento do soro do queijo. Em vez de descartá-lo, o subproduto alimenta porcos da raça crioula Piau, criados soltos em quase dois hectares integrados ao sistema produtivo.

    “O soro deixa de ser um passivo ambiental e passa a fazer parte do sistema”, explica Vinícius, ressaltando a economia circular aplicada na fazenda.

    Floresta produtiva: 800 árvores plantadas

    O grande destaque é o sistema silvipastoril intensivo implementado em 3,4 hectares. Essa técnica sustentável integra árvores, pastagem e gado na mesma área, combinando gramíneas, leguminosas, arbustos e cerca de 800 árvores já plantadas.

    “Daqui a cinco ou dez anos, poderemos dizer que produzimos queijo debaixo de uma floresta”, projeta o produtor, visualizando a transformação ambiental em andamento.

    Certificação orgânica e desafios do mercado

    Entre 2023 e 2025, a Faz o Bem produziu o primeiro e único queijo Canastra com certificação orgânica da região, selo concedido pelo Instituto de Biodinâmica (IBD) com apoio do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Agroindústria do Sebrae.

    Apesar do pioneirismo, a certificação orgânica apresentou desafios econômicos. As restrições de insumos, especialmente a proibição de milho e soja transgênicos, impactaram a produção de leite, que aumentou de 8,5 para 14 litros por vaca ao dia após a saída do programa. Mesmo sem o selo, o manejo permanece agroecológico e regenerativo.

    Prêmios nacionais reconhecem qualidade

    A qualidade dos queijos artesanais da Faz o Bem foi reconhecida em competições nacionais. Em 2022, com apenas um ano de produção, a queijaria conquistou medalhas de Prata e Bronze no Mundial do Queijo do Brasil.

    “Foi como passar no vestibular. Tivemos certeza de que estávamos no caminho certo”, relembra Vinícius. Em setembro de 2025, a propriedade ficou em segundo lugar na categoria Queijos de Casca Florida Natural no 18º Concurso de Queijos Artesanais de Minas Gerais.

    O empreendedor destaca o papel fundamental do Sebrae Minas na estruturação da marca da queijaria e no fortalecimento da Indicação de Procedência do queijo da Canastra. A Faz o Bem também integra o projeto de turismo Rotas da Canastra, participando da rota do café, queijo e cachoeiras.

    “É um suporte constante para colocar nossos produtos no mercado e manter viva a tradição do Queijo Minas Artesanal”, afirma.

    Visão de futuro: referência em impacto positivo

    Para os próximos anos, o foco não está no volume de produção, mas em consolidar a queijaria como referência em impacto ambiental positivo e bem-estar animal. O objetivo é inspirar outros produtores e, potencialmente, transformar a propriedade em uma fazenda modelo para visitação de estudantes e interessados em práticas regenerativas.

    A experiência da Faz o Bem demonstra que é possível aliar tradição, qualidade e sustentabilidade na produção do queijo artesanal da Serra da Canastra, preservando o território e valorizando as futuras gerações.