Tag: Ministério da Agricultura e Pecuária

  • Nigéria recebe missão brasileira para cooperação e comércio

    Nigéria recebe missão brasileira para cooperação e comércio

    A Nigéria, maior economia e país mais populoso da África, foi o primeiro destino da Missão África Ocidental, iniciativa organizada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A missão, que levou mais de 40 empresas brasileiras ao continente, busca fortalecer os laços comerciais e de cooperação entre o Brasil e a África Ocidental, com foco em setores estratégicos como segurança alimentar, energia e tecnologia.

    Seminário Nigéria-Brasil abre caminho para parcerias estratégicas

    No último dia 27 de janeiro, Abuja, capital da Nigéria, sediou o Seminário Nigéria-Brasil, evento que marcou o início da Missão África Ocidental. O encontro reuniu autoridades governamentais e empresários dos dois países, destacando o potencial para parcerias bilaterais e ganhos mútuos.

    O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, enfatizou que a missão vai além da promoção comercial tradicional. “A reaproximação com a África é uma determinação do presidente Lula, que entende ser fundamental retomar a presença do Brasil em todos os países. Esta não é apenas uma missão comercial, mas de cooperação. O continente africano, com seus 1,4 bilhão de habitantes e projeção de chegar a 4 bilhões até o final do século, oferece oportunidades significativas para o Brasil. Temos muito a cooperar, especialmente em áreas como segurança alimentar e energia”, afirmou Viana.

    Oportunidades comerciais

    A corrente de comércio entre Brasil e Nigéria, que em 2014, foi de US$ 10 bilhões, está atualmente no patamar dos US$ 2,1 bilhões. Segundo o estudo Perfil de Comércio e Investimentos Nigéria, da ApexBrasil, há 183 oportunidades para exportações brasileiras no país, com destaque para os setores de combustíveis minerais, máquinas e equipamentos, e produtos alimentícios.

    No entanto, as exportações brasileiras para a Nigéria ainda são concentradas em açúcar e melaços, que representaram 73,5% do total em 2023. A diversificação dessas exportações é um dos principais desafios para ampliar a presença do Brasil no mercado nigeriano.

    Cooperação em segurança alimentar e energia

    A Nigéria, que recentemente ingressou no grupo dos BRICS, é vista como um parceiro estratégico para o Brasil em desafios globais, como segurança alimentar e transição energética. O embaixador brasileiro na Nigéria, Carlos Garcete, destacou a importância da parceria bilateral. “A presença de representantes do setor privado dos dois países demonstra o enorme potencial da nossa relação. A Nigéria é um parceiro fundamental para o Brasil, especialmente no contexto dos BRICS”, afirmou.

    Idi Mukhtar Maiha, Ministro do Desenvolvimento da Pecuária da Nigéria, reforçou os laços históricos e culturais entre os dois países. “Brasil e Nigéria compartilham história, cultura e objetivos econômicos comuns. Temos solos, climas e topografias semelhantes, o que facilita a cooperação em áreas como agricultura e pecuária”, disse Maiha.

    Empresas brasileiras em ação

    A Missão África Ocidental promoveu mesas setoriais entre empresários brasileiros e nigerianos, gerando oportunidades concretas de negócios. A Deltronix, empresa brasileira de equipamentos técnicos, apresentou um projeto de prevenção ao câncer de útero que despertou grande interesse local. “Aqui na Nigéria, mais de 8 mil mulheres morrem anualmente de câncer de colo de útero. Nosso projeto inclui a instalação de clínicas ginecológicas e treinamento de médicos locais, gerando capacitação e demanda por nossos equipamentos”, explicou Luciano Grilo, diretor internacional da empresa.

    Já a Baldan Implementos Agrícolas, que já exportou para mais de 80 países, incluindo várias nações africanas, destacou a importância da cooperação técnica. “Não basta vender máquinas; é essencial oferecer peças de reposição e treinamento para manutenção local. Essa missão é crucial para recuperarmos nosso espaço no mercado nigeriano”, afirmou Fábio Fávaro, representante da empresa.

    A Missão África Ocidental representa um passo importante na reaproximação do Brasil com a África, continente que oferece oportunidades significativas em setores como agricultura, energia e tecnologia. Com laços históricos, culturais e econômicos, Brasil e Nigéria têm tudo para se tornarem parceiros estratégicos em um mundo cada vez mais interconectado.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Goiás deve atingir recorde na colheita de grãos em 2025
    + Agro em Campo: Nanopartículas aumentam nutrição e resistência em plantas de arroz

  • Erradicação da Cydia pomonella completa 10 anos no Brasil

    Erradicação da Cydia pomonella completa 10 anos no Brasil

    O Brasil celebra uma importante conquista na agricultura: a erradicação da Cydia pomonella, conhecida como traça da maçã, que foi oficialmente declarada livre do país em 2014. A data marca o décimo aniversário desse marco significativo, conforme anunciado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

    A erradicação da praga foi formalizada através da Instrução Normativa Nº 10, publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A solenidade de comemoração ocorreu em Vacaria, no Rio Grande do Sul, com a presença de autoridades, produtores e técnicos do setor. A chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Seapi, Rita Antochevis, ressaltou a importância dessa conquista: “É um motivo de orgulho para todos nós e reforça nossa responsabilidade em manter esse status fitossanitário.”

    Monitoramento contínuo

    Apesar do sucesso na erradicação, o monitoramento da praga continua sendo uma prioridade. Atualmente, a Seapi mantém mais de 100 armadilhas instaladas em pomares nas regiões de Vacaria, Caxias do Sul, Bom Jesus, Arvorezinha e Anta Gorda. O objetivo é garantir que a Cydia pomonella não retorne ao país.

    O pesquisador e entomologista da Embrapa Uva e Vinho, Adalecio Kovaleski, destacou que a Cydia pomonella é uma das principais pragas que afetam maçãs e peras nas principais regiões produtoras do mundo. Ele lembrou que a primeira detecção no Brasil ocorreu em 1991, em armadilhas na área urbana de Vacaria.

    Programa nacional de erradicação

    O Mapa iniciou o Programa Nacional de Erradicação da Cydia pomonella em 1993, logo após a detecção inicial da praga. A Embrapa fornece suporte técnico, enquanto diversas associações e órgãos estaduais colaboram na execução do programa. “A erradicação foi uma decisão conjunta entre produtores, Mapa, Embrapa e os órgãos estaduais de defesa fitossanitária”, afirmou Kovaleski.

    O monitoramento intensificado identificou focos da praga em várias localidades, mas as ações coordenadas eliminaram a infestação. A captura do último exemplar ocorreu em novembro de 2011.

    Benefícios econômicos

    A erradicação da Cydia pomonella trouxe ganhos significativos para a competitividade da maçã brasileira. A redução dos custos de produção, diminuição do uso de inseticidas e menor contaminação ambiental são alguns dos benefícios observados. Além disso, o status livre da praga facilita a abertura de mercados exigentes em relação a pragas quarentenárias e resíduos de pesticidas.

    A erradicação da Cydia pomonella no Brasil é um exemplo notável de sucesso na proteção fitossanitária e na colaboração entre diferentes setores. Com um monitoramento contínuo e ações preventivas, o país se posiciona para manter sua liderança na produção de maçãs e garantir a saúde das lavouras para as futuras gerações.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Drones revolucionam melhoramento genético de milho para tolerância à seca
    + Agro em Campo: Síndrome da Murcha da Cana avança no Brasil

  • AgroInsight: uma nova ferramenta para impulsionar exportações

    AgroInsight: uma nova ferramenta para impulsionar exportações

    Esta semana, a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou o AgroInsight, uma nova ferramenta destinada a fortalecer as exportações de produtos agropecuários brasileiros. A iniciativa visa identificar oportunidades de negócios e consolidar a posição do Brasil como um protagonista no mercado internacional.

    Apresentada pelo secretário Luís Rua, a ferramenta está alinhada com as diretrizes do ministro Carlos Fávaro. Que tem intensificado os esforços para ampliar a promoção comercial e explorar os mais de 300 mercados abertos nos últimos dois anos. Esses avanços têm gerado impactos significativos na balança comercial, promovendo a diversificação de produtos e mercados, além de estimular o crescimento econômico e a geração de empregos, especialmente em regiões do interior do país.

    Funcionalidades da ferramenta

    O AgroInsight disponibilizará 912 relatórios estratégicos ao longo de 2025, com uma média de 76 documentos por mês, elaborados pelos adidos agrícolas em diferentes países. Os relatórios serão divididos igualmente entre produtos de origem animal e vegetal, cada um contendo pelo menos duas oportunidades de negócios específicas para cada mercado-alvo. Essa abordagem inovadora serve como um elo entre produtores e exportadores brasileiros e as demandas internacionais, facilitando o acesso a informações relevantes sobre consumo, regulamentações e tendências globais.

    De acordo com o ministro Carlos Fávaro, o AgroInsight reforça a colaboração entre o setor público e privado, garantindo maior eficiência e competitividade para o agronegócio nacional. “O AgroInsight não é apenas uma ferramenta; é um compilado de oportunidades que integra o Brasil ao mercado global. Essa iniciativa demonstra nosso compromisso em impulsionar o setor agropecuário exportador, promovendo inovação e sustentabilidade”, destacou Fávaro.

    Potencial de consolidação do Brasil no mercado internacional

    O AgroInsight tem potencial para consolidar ainda mais o Brasil como um dos maiores exportadores de produtos agropecuários do mundo. A iniciativa também reforça o papel estratégico do Mapa na condução de políticas voltadas ao desenvolvimento do setor.

    Os relatórios estarão inicialmente disponíveis para todas as associações setoriais do agronegócio. Assim, permitindo que os profissionais do setor acessem informações valiosas para a tomada de decisões.

    Com o lançamento do AgroInsight, o Mapa demonstra seu compromisso em apoiar os exportadores brasileiros na busca por novas oportunidades no mercado internacional. A ferramenta promete ser um recurso essencial para fortalecer a presença do Brasil no cenário global do agronegócio.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Bioma Pampa tem menor índice de queimadas dos últimos 6 anos
    + Agro em Campo: Terminal de Contêineres de Paranaguá registra crescimento de 24%

  • Governo muda Política de Inovação do Inmet

    Governo muda Política de Inovação do Inmet

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a Portaria nº 752 no Diário Oficial da União, aprovando a nova Política de Inovação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Esta iniciativa visa aprimorar a coordenação e o alinhamento das ações do Inmet em relação à inovação. Focando no desenvolvimento de novas tecnologias, produtos e serviços meteorológicos que atendam às demandas do setor produtivo e da sociedade.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a importância da inovação para o avanço da meteorologia no Brasil. “A aprovação dessa nova política reflete nosso compromisso com a modernização da infraestrutura e a inovação no setor meteorológico”, afirmou Fávaro.

    A Política de Inovação tem como objetivo incentivar a pesquisa científica e o desenvolvimento tecnológico, estabelecendo diretrizes claras para a gestão de inovação no Inmet. A estratégia inclui a promoção de um ambiente colaborativo entre instituições e agentes do setor. Além da definição de mecanismos para celebrar parcerias com entidades públicas e privadas, tanto nacionais quanto internacionais. Também serão implementadas medidas para proteger a propriedade intelectual dos produtos e processos desenvolvidos em colaboração.

    Entre as metas da nova política estão o aprimoramento dos processos institucionais, a capacitação contínua dos servidores e a criação de um ambiente propício para a conexão de pessoas e ideias. A política também visa fomentar parcerias estratégicas e o compartilhamento de competências e infraestrutura.

    Um Hub de pesquisa aplicada

    Luís Fernando Magnani de Oliveira, diretor interino do Inmet, ressaltou que essa política é um passo fundamental para transformar o Instituto em um centro de excelência em meteorologia. “O objetivo é dotar o Inmet de uma ferramenta institucional que permita transformá-lo em um hub de pesquisa aplicada. Fomentando parcerias com a academia e o setor produtivo”, explicou Oliveira. Ele enfatizou que essa abordagem permitirá resultados mais rápidos e eficientes para os desafios meteorológicos e climáticos que o Brasil enfrenta.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Brasil sobe ao 5º lugar entre os melhores azeites do mundo
    + Agro em Campo: Onça-pintada e filhote são flagrados em banho de rio no Pantanal

    A nova Política de Inovação do Inmet representa um avanço significativo na busca por soluções tecnológicas que beneficiem não apenas o setor agrícola, mas toda a sociedade brasileira. Com um foco claro na colaboração e na modernização, o Inmet se posiciona para enfrentar os desafios futuros na área da meteorologia. E assim, contribuir para um desenvolvimento sustentável e inovador no país. É o que esperamos.

  • Operação Ronda Agro apreende produtos agropecuários irregulares

    Operação Ronda Agro apreende produtos agropecuários irregulares

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) intensificou as fiscalizações contra o comércio irregular de produtos agropecuários por meio da Operação Ronda Agro. Realizadas nesta semana, as ações ocorreram nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. E fizeram apreensões significativas de produtos sem origem comprovada, fertilizantes, alimentos para animais e agrotóxicos.

    Na terça-feira (17), a operação em Dourados (MS) resultou na apreensão de 379 litros de bebidas e 749 kg de produtos de origem animal, como queijos, embutidos e produtos apícolas. Os itens, que não apresentavam registro oficial ou comprovação de origem, foram considerados impróprios para consumo e as autoridades os destruíram. Durante a ação, dois estabelecimentos comerciais receberam autuações.

    Já na quarta-feira (18), a operação em Deodápolis (MS), nomeada Ronda Agro – Apate, apreendeu 81 toneladas de alimentos para animais, 60 toneladas de fertilizantes e 62 kg de agrotóxicos. O nome “Apate” faz referência ao espírito da fraude e do engano na mitologia grega, simbolizando o combate à irregularidade no comércio de insumos agropecuários.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Bahia e Minas Gerais no topo do ranking de irrigação no Brasil
    + Agro em Campo: Transformação na produção de açaí no Maranhão

    Na quarta-feira (18), em Campo Verde (MT), as autoridades apreenderam 333 kg de fertilizantes em situação irregular. Os produtos não atendiam às normas estabelecidas para comercialização, comprometendo a segurança no uso agrícola.

    Ações integradas e objetivos da operação

    As operações, conduzidas pelo Mapa por meio do programa Vigifronteiras, contaram com a participação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (DECON), Delegacia Especializada em Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (GARRAS), Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do Mato Grosso do Sul (IAGRO) e Vigilância Sanitária Municipal de Dourados.

    O objetivo da Operação Ronda Agro é preservar a sanidade dos rebanhos e lavouras. E também proteger os direitos dos consumidores e combater a concorrência desleal representada por atividades ilícitas envolvendo produtos agropecuários. Essas ações também promovem a integridade do mercado agrícola brasileiro, garantindo a segurança alimentar e a qualidade dos insumos utilizados na produção agropecuária.

    A apreensão de toneladas de produtos irregulares reforça o compromisso do Mapa em coibir práticas ilícitas no setor agropecuário. As fiscalizações continuam em diversas regiões do país, com foco na proteção da saúde pública e na preservação da qualidade dos insumos e alimentos que chegam ao consumidor final.

  • Fiscais apreendem 18 toneladas de arroz irregular

    Fiscais apreendem 18 toneladas de arroz irregular

    Fiscais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizaram uma ação de fiscalização em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, onde apreenderam 18,7 toneladas de arroz com irregularidades. A operação resultou na apreensão de 1.332 pacotes de 5 quilos de arroz que estavam rotulados como tipo 1, mas que na verdade correspondiam ao tipo 5, considerado de qualidade inferior.

    Durante a fiscalização, os fiscais também encontraram dois lotes adicionais de arroz, totalizando 2.418 pacotes de 5 quilos, que apresentavam discrepâncias nas classificações. Um lote tinha a classificação de tipo 3, enquanto outro apresentava a categoria “fora de tipo”, o que sinalizava um excesso de grãos quebrados e a presença de outras impurezas. Ambos foram identificados com suas características distintas. E os dois lotes também traziam a indicação errônea de “Arroz Tipo 1”.

    Resultados da análise laboratorial

    Os resultados das análises laboratoriais confirmaram as irregularidades. Para ser classificado como tipo 1, o limite de grãos quebrados e quireras não pode ultrapassar 7,5% do peso total. No entanto, uma das amostras apresentou uma proporção alarmante de 53,54%, sete vezes acima do permitido pela legislação vigente. As ações seguiram as diretrizes da Instrução Normativa Ministerial nº 06, que determina os regulamentos técnicos para o arroz.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Babosa – saiba como ganhar dinheiro produzindo aloe vera
    + Agro em Campo: Conab fará leilões para estimular produção de arroz na próxima semana

    No início de novembro, o Mapa já havia apreendido 10,5 toneladas de arroz tipo 3 em uma rede de supermercados em Araraquara, também rotulado erroneamente como tipo 1.

    Consequências e medidas

    O Mapa divulgará os nomes das empresas envolvidas somente após a conclusão do processo administrativo. As empresas terão o direito à defesa e poderão solicitar análises periciais. Se confirmarem as irregularidades, as autoridades irão autuar as empresas de acordo com a legislação pertinente.

    As empresas também precisarão substituir os lotes irregulares por produtos conformes. Os lotes que não atendem às normas retornarão às indústrias para reprocessamento adequado. Agentes fiscais dos estados onde as empresas operam irão supervisionar essa operação.

    Denúncias e fiscalização

    O Ministério da Agricultura orienta os consumidores a denunciarem qualquer suspeita sobre a qualidade de produtos vegetais encontrados no comércio por meio da plataforma “Fala BR”, disponível no site do Mapa. Essa ferramenta permite que os cidadãos registrem denúncias e sugestões, contribuindo para a eficiência das fiscalizações.

    O Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Sipov) da Superintendência do Mapa em São Paulo conduziu a fiscalização em São José do Rio Preto, concentrando os esforços na qualidade dos produtos vegetais. As apreensões ocorreram com base nas legislações pertinentes que regulam a qualidade dos alimentos comercializados no Brasil

  • Café impróprio para consumo: nova lista é divulgada

    Café impróprio para consumo: nova lista é divulgada

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou um alerta aos consumidores sobre sete novas marcas e lotes de café torrado que foram desclassificados por serem considerados impróprios para o consumo. A medida faz parte do Programa Nacional de Prevenção e Combate à Fraude e Clandestinidade em Produtos de Origem Vegetal (PNFRAUDE. O programa visa reduzir fraudes e promover a regularidade dos estabelecimentos produtores.

    Os produtos desclassificados apresentaram a presença de matérias estranhas e impurezas acima dos limites permitidos pela Portaria 570/2022, que estabelece padrões oficiais para a classificação do café torrado. As matérias estranhas incluem detritos não relacionados ao café, como grãos ou sementes de outras espécies vegetais, areia, pedras ou torrões. Já as impurezas referem-se a elementos provenientes do cafeeiro, como cascas e paus.

    Após a análise dos laudos laboratoriais, o Mapa notificou as empresas responsáveis pelos lotes desclassificados e determinou o recolhimento dos produtos inadequados. O ministério orienta os consumidores que adquiriram esses cafés a interromper o consumo e solicitar a substituição, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor. Denúncias podem ser feitas pelo canal Fala.BR, informando o estabelecimento e o endereço da compra.

    Divulgação – MAPA

    É importante ressaltar que a lista de produtos desclassificados é baseada em um rigoroso cruzamento de dados. Isso inclui marca, lote, empresa responsável, unidade federativa do embalador e tipos específicos de irregularidades. O Mapa enfatiza a necessidade de uma interpretação correta dos critérios que fundamentam essa lista para evitar equívocos.

    Resumo da situação

    O alerta do Mapa sobre os cafés impróprios para consumo é uma ação preventiva que visa garantir a segurança alimentar no Brasil.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: BiomaPhos: absorção de fósforo impulsiona agricultura brasileira
    + Agro em Campo: Doença pode reduzir 13% produção de trigo no mundo

    Com a crescente preocupação em relação à qualidade dos produtos alimentícios, iniciativas como o PNFRAUDE são essenciais para proteger os consumidores e assegurar a integridade dos produtos de origem vegetal no mercado brasileiro.

    O ministério continua monitorando as condições dos produtos disponíveis no mercado e trabalhando em parceria com as empresas para garantir a conformidade com os padrões estabelecidos.

  • Ministério da Agricultura, ABPA, Angus e ApexBrasil reagem a declaração de CEO do Carrefour

    Ministério da Agricultura, ABPA, Angus e ApexBrasil reagem a declaração de CEO do Carrefour

    Representantes do governo brasileiro e da indústria de carnes reagiram à declaração do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard. Ele anunciou que a rede varejista na França não comprará mais carnes provenientes dos países do Mercosul. O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Associação Brasileira de Proteína Animal avaliaram o posicionamento do executivo como infundado e protecionista.

    Bompard fez a afirmação em uma carta endereçada à Federação Nacional dos Sindicatos de Agricultores da França. Ela foi amplamente divulgada após ele compartilhar uma imagem do documento em seu perfil no LinkedIn.

    Na carta, o CEO expressa preocupações sobre o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. E fala do “risco de inundação” do mercado francês com carne que, segundo ele, não atende às exigências e normas estabelecidas.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: CEO do Carrefour afirma que empresa vai deixar de comprar carne do Mercosul
    + Agro em Campo: Glufosinato-P, um herbicida em expansão global em seus desafios

    O Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil e a APBA – Associação Brasilera de Proteina Animal, que representa a indústria de carnes, criticaram a postura do Carrefour. Segundo eles, a decisão carece de fundamento técnico e representa um protecionismo que pode prejudicar as relações comerciais.

    A resposta oficial destaca o compromisso do Brasil com as boas práticas agrícolas. E também a conformidade com as legislações internacionais, reiterando a qualidade das carnes brasileiras.

    Leia a nota do Ministério da Agricultura e Pecuária

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reitera a qualidade e compromisso da agropecuária brasileira com a legislação e as boas práticas agrícolas, em consonância com as diretrizes internacionais.

    Diante disso, rechaça as declarações do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, quanto às carnes produzidas pelos países do Mercosul.

    No que diz respeito ao Brasil, o rigoroso sistema de Defesa Agropecuária do Mapa garante ao país o posto de maior exportador de carne bovina e de aves do mundo, mantendo relações comerciais com aproximadamente 160 países, atendendo aos padrões mais rigorosos, inclusive para a União Europeia que compra e atesta, por meio de suas autoridades sanitárias, a qualidade e sanidade das carnes produzidas no Brasil há mais de 40 anos.

    Vale reiterar que o Brasil possui uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo e atua com transparência no setor. Apresentou à União Europeia propostas de modelos eletrônicos que contemplam as etapas iniciais do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR), demonstrando compromisso com uma produção rastreável e transparente, sendo que os modelos privados de rastreabilidade são amplamente reconhecidos e aprovados pelos mercados europeus.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Como eliminar o moko da bananeira
    + Agro em Campo: Pesquisa aponta como melhorar o solo com calcário

    O Mapa lamenta tal postura que, por questões protecionistas, influenciam negativamente o entendimento de consumidores sem quaisquer critérios técnicos que justifiquem tais declarações.

    O posicionamento do Mapa é de não acreditar em um movimento orquestrado por parte de empresas francesas visando dificultar a formalização do Acordo Mercosul – União Europeia, debatido na reunião de cúpula do G20 nesta semana. O Mapa não aceitará tentativas vãs de manchar ou desmerecer a reconhecida qualidade e segurança dos produtos brasileiros e dos compromissos ambientais brasileiros.

    Mais uma vez, o Mapa reitera o compromisso da agropecuária brasileira com a qualidade, sanidade e sustentabilidade dos alimentos produzidos no Brasil. E também para contribuir com a segurança alimentar e nutricional de todo o mundo.

    Nota da ABPA

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lamenta a infeliz e infundada declaração do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, em nota publicada na rede social X. Ele se utiliza de argumentos equivocados ao dizer que as carnes produzidas pelos países-membros do Mercosul não respeitam os critérios e normas do mercado francês.

    A argumentação é claramente utilizada para fins protecionistas. E ressoa uma visão errônea de produtores locais contra o necessário equilíbrio de oferta de produtos de seu próprio mercado. Isso se faz por meio da complementariedade, com produtos de alta qualidade e que atendam a todos os critérios determinados pelas autoridades sanitárias dos países importadores, como é o caso da proteína brasileira.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: As larvas que comem plástico descobertas na África
    + Agro em Campo: Brasil pode se tornar país das lagostas

    A manifestação de Bompard foge à lógica de uma organização global, com forte presença no Brasil. Que deve atuar dentro dos princípios da competividade e respeito ao livre mercado.

    Por fim, a ABPA lembra que o protecionismo é, também, uma atitude de desrespeito aos princípios de sustentabilidade. Ao impulsionar o bloqueio injustificado à produtos provenientes de regiões com melhor capacidade de produção com respeito às questões ambientais, o Senhor Bompard coloca os consumidores de suas lojas em uma lógica de consumo com mais emissões e sob maior pressão inflacionária e menor acesso às classes menos favorecidas.

    Angus vê com grande preocupação declaração de CEO do Carrefour na França

    A Associação Brasileira de Angus e Ultrablack vê com extrema preocupação a manifestação do CEO do Carrefour na França, Alexandre Bompard, publicada em rede social, desqualificando as carnes produzidas pelos países membros do Mercosul.

    Trata-se de uma declaração improcedente e que acarreta sérios prejuízos à imagem e à reputação da proteína brasileira, produzida a partir de um trabalho sério e responsável feito por criadores e empresas do setor. E ainda mais grave quando a mesma é proferida por um executivo de uma companhia global com ampla ligação com o nosso país.

    No caso específico do Angus, há 21 anos estimulamos os criadores a investirem em melhoramento genético, qualidade, padronização e sustentabilidade. Isso  para oferecer aos consumidores um produto diferenciado, que atenda a altos padrões de excelência.

    Hoje, o Programa Carne Angus Certificada é referência para o mundo em produção de carne premium. Está presente nos mais exigentes mercados como China, Chile, Holanda e Arábia Saudita, nossos maiores compradores. Igualmente, criamos certificações para o varejo e de sustentabilidade, reforçando ainda mais a qualidade do produto que chega às mesas de todo o Brasil e diferentes nações.

    Quando líderes mundiais discutem a fome e a ampliação do acesso de mais e melhores alimentos, medidas protecionistas como a anunciada pelo executivo colocam em risco esses esforços.

    Reiteramos a qualidade da carne Angus do Brasil e esperamos que o bom senso prevaleça, em respeito à proteína produzida pelo Mercosul, ao trabalho de milhares de pessoas e ao livre mercado.

    Nota oficial da ApexBrasil

    A ApexBrasil considera lamentável declaração feita nesta quarta-feira pelo CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, de que a empresa não comercializará mais carne proveniente do Mercosul.
    Em nossa missão de promover as exportações brasileiras, temos participado dos esforços do governo e do setor privado que tornaram o Brasil e seus parceiros do Mercosul os principais fornecedores de proteína animal do mundo. Assegurando a segurança alimentar de populações dos mais diversos países.
    Entendemos não haver motivos razoáveis para restrições à carne produzida no Mercosul. Seguimos os mais rigorosos padrões sanitários e ambientais, que garantem sua qualidade em todas as operações de venda de proteína brasileira ao exterior. Qualidade reconhecida por mais de 160 países, inclusive pela União Europeia.
    A ApexBrasil vem trabalhando, em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), no estímulo ao crescimento das exportações brasileiras do setor e na abertura de novos mercados mundo afora.
    Muito estranhamos tal movimento por parte da gigante do varejo francês, em meio a pressões protecionistas em seu país. Isso no momento em que Mercosul e União Europeia estão próximos de fechar o ambicionado acordo que formará o maior mercado do planeta. Beneficiando enormemente as populações dos países signatários.

    Próximos capítulos

    Com o tamanho da repercussão da fala do CEO, e os impactos que isso pode ter no mercado, podemos esperar novas falar de todos os lados durante a semana.

    A França mantém um histórico de proteger seus produtos do agronegócio. E, considerando que a declaração pode prejudicar a imagem do Carrefour no Brasil, é possível uma reviravolta, assim como ocorreu recentemente com a Danone.

    Acompanhe o Agro em Campo para descobrir os desdobramentos dessa situação nos próximos dias.

  • CEO do Carrefour afirma que empresa vai deixar de comprar carne do Mercosul

    CEO do Carrefour afirma que empresa vai deixar de comprar carne do Mercosul

    O CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, anunciou nesta quarta-feira (20) que a empresa deixará de comercializar carne proveniente do Mercosul. Em uma carta publicada em suas redes sociais, Bompard expressou solidariedade aos agricultores franceses. O acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o bloco sul-americano, formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai é alvo de protestos na França.

    Na mensagem endereçada a Arnaud Rousseau, presidente da Federação Nacional dos Sindicatos de Agricultores (FNSEA), da França, Bompard destacou a preocupação, portanto, com a possibilidade de que a carne importada não atenda às exigências e normas locais. “Em toda a França, ouvimos o desespero e a indignação dos agricultores”, escreveu ele.

    O Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil se manifestou rechaçando a declaração. “O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reitera a qualidade e compromisso da agropecuária brasileira com a legislação e as boas práticas agrícolas, em consonância com as diretrizes internacionais. Diante disso, rechaça as declarações do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, quanto às carnes produzidas pelos países do Mercosul,” afirmou o Ministério.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Ministério da Agricultura e ABPA reagem a declaração de CEO do Carrefour
    + Agro em Campo: Glufosinato-P, um herbicida em expansão global em seus desafios

    A decisão polêmica do Carrefour foi vista, portanto, como protecionista e fora de contexto. ”O Mapa lamenta tal postura que, por questões protecionistas, influenciam negativamente o entendimento de consumidores sem quaisquer critérios técnicos que justifiquem tais declarações. O Mapa não aceitará tentativas vãs de manchar ou desmerecer a reconhecida qualidade e segurança dos produtos brasileiros e dos compromissos ambientais brasileiros,” repudiou o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil.

    O Carrefour Brasil afirmou que suas operações no país não serão afetadas, embora a medida tenha sido anunciada na França.

  • Anvisa aprova medicamento à base de Cannabis para animais

    Anvisa aprova medicamento à base de Cannabis para animais

    A recente decisão da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de permitir a prescrição de produtos à base de Cannabis Sativa para animais por médicos veterinários foi considerada “histórica” pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária.

    Durante uma transmissão, ao vivo, a médica veterinária Caroline Campagnone destacou a importância do sistema endocanabinoide nos animais, que é fundamental para a manutenção da saúde.

    Ela explicou que certas patologias podem causar deficiências nesse sistema, necessitando de suplementação com canabinoides para tratar condições como dor crônica, inflamação e doenças oncológicas e neurológicas.

    Com essa nova regulamentação, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) poderá regulamentar a venda de “produtos veterinários à base de Cannabis” no Brasil.

    A veterinária Victoria Vásquez, que já prescreve óleos de cannabis, expressou entusiasmo pela possibilidade de oferecer uma gama mais ampla de canabinoides aos seus pacientes.

    “Tenho um grande número de pacientes, todos com algum resultado positivo. Poder acessar os medicamentos faz com que a gente tenha uma maior variedade de possibilidades para tratar os pets”, afirmou.

    Antes da autorização da Anvisa, os veterinários que prescreviam tratamentos com cannabis enfrentavam o risco de serem acusados de tráfico de drogas. Agora, eles podem recomendar esses medicamentos “de forma segura e legal, sem o risco de penalidades”.

    No entanto, o Conselho alerta que a prescrição de cannabis para animais requer um conhecimento aprofundado sobre dosagens e aplicações específicas.

    Conforme a norma aprovada, as farmácias deverão reter as receitas especiais que os veterinários utilizarem para prescrever esses produtos. Assim como ocorre com outros medicamentos controlados.

    Essa medida visa garantir um controle adequado sobre o uso de canabinoides na medicina veterinária.

    Importância da medida

    A medida atende a um pedido do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Atualmente, veterinários já têm a autorização para prescrever medicamentos que contêm substâncias controladas.

    Divulgação Abicann

    O Mapa é responsável por avaliar a eficácia, segurança e qualidade desses medicamentos destinados ao uso veterinário. Com as novas diretrizes, a Anvisa incluirá adendos nas Listas do Anexo I da Portaria SVS/MS 344/1998, que regula substâncias e medicamentos especiais. Todos os controles rigorosos continuarão em vigor, garantindo o uso seguro e terapêutico desses produtos.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Abelhas e café, uma mistura lucrativa e saborosa na xícara
    + Agro em Campo: Veja as 10 melhores faculdades de medicina veterinária do Brasil

    Os veterinários deverão prescrever cannabis para animais em receitas especiais, que as farmácias reterão conforme a legislação vigente. Essa prática, já comum para outros produtos controlados, garante que o uso seja exclusivamente terapêutico. Vale ressaltar que a manipulação de produtos à base de Cannabis permanece proibida.

    As novas diretrizes não alteram as determinações da RDC 660/2022, que permite a importação de produtos apenas para uso pessoal (humano).

    A oficialização dessa mudança ocorrerá por meio da publicação de uma Resolução da Diretoria Colegiada no Diário Oficial da União nos próximos dias.

    Medicamentos vs. produtos de cannabis

    A categoria de produtos à base de Cannabis surgiu em 2019, sob regulação da RDC 327/2019. Essa norma se aplica a produtos que não cumprem os requisitos técnicos necessários para serem classificados como medicamentos. Por isso, os produtos liberados pela Anvisa não apresentam indicações específicas aprovadas, cabendo ao profissional prescritor fazer a avaliação adequada.

    Por outro lado, os medicamentos de Cannabis seguem todas as regras específicas para esse tipo de produto, incluindo a apresentação de estudos clínicos que comprovem sua eficácia e segurança.

    As novas medidas visam garantir um controle mais rigoroso sobre o uso de medicamentos veterinários, promovendo a segurança tanto para os animais quanto para os consumidores.