Tag: Ministério da Agricultura e Pecuária

  • Exportações do agronegócio batem recorde em fevereiro

    Exportações do agronegócio batem recorde em fevereiro

    As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 12,05 bilhões em fevereiro de 2026, marcando o melhor resultado da série histórica para o mês, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O desempenho responde por 45,8% de todas as vendas externas do Brasil no período e garantiu superávit de US$ 10,5 bilhões na balança comercial do setor.

    Em relação a fevereiro de 2025, o avanço foi de 7,4%, impulsionado principalmente pelo aumento de 9% no volume exportado. A alta reflete o esforço conjunto do Mapa com instituições governamentais e o setor privado para ampliar e diversificar mercados do agro brasileiro.

    Apesar do crescimento expressivo em volume, o preço médio dos produtos exportados caiu 1,5%, acompanhando o movimento de queda nos índices globais de alimentos medidos por organismos como o Banco Mundial e a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura).

    As importações de produtos agropecuários somaram US$ 1,5 bilhão, retração de 9,1% na comparação anual, reforçando o saldo positivo das exportações.

    China segue como principal parceira

    A China manteve a liderança entre os destinos, com US$ 3,6 bilhões em compras do agro brasileiro (30,5% do total). Na sequência vieram a União Europeia (US$ 1,8 bilhão; 15,2%) e os Estados Unidos (US$ 802,9 milhões; 7%).

    Outros países asiáticos também ampliaram suas importações. O Vietnã comprou US$ 372,6 milhões (+22,9%), e a Índia destacou-se com US$ 357,3 milhões (+171,1%), ocupando o 4º e 5º lugares no ranking dos principais importadores do agro nacional.

    Mercados como Turquia, Egito, México, Tailândia, Reino Unido e Filipinas também registraram altas expressivas em suas compras de produtos brasileiros.

    Soja, carnes e café puxam exportações

    Entre os setores que mais contribuíram para o resultado, o complexo soja liderou com US$ 3,78 bilhões (31,4% do total e alta de 16,4%). As proteínas animais vieram em seguida, somando US$ 2,7 bilhões (+22,5%).

    Os produtos florestais, o café e o complexo sucroalcooleiro completam a lista dos principais grupos exportadores, com participações de 10,5%, 9,3% e 7,1%, respectivamente.

    Além dos produtos tradicionais, o agronegócio brasileiro também se destacou com o crescimento de itens de nicho, como:

    • Óleo essencial de laranja: US$ 47,8 milhões (+28,8%)
    • DDG de milho: US$ 36,2 milhões (+164,2%)
    • Farinhas e extratos de carne: US$ 20,1 milhões (+10,5%)
    • Manteiga e gordura de cacau: US$ 17,2 milhões (+25,9%)
    • Óleo de milho: US$ 15,9 milhões (+49,5%)

    Governo destaca ampliação de mercados

    De acordo com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, o resultado mostra a força do aumento produtivo do país. “O Brasil caminha para uma safra recorde e reforça sua capacidade de atender à demanda global com regularidade, qualidade e confiança”, afirmou.

    Já o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, destacou o avanço na agenda de acesso a mercados. “Foram nove novas aberturas em fevereiro e 544 desde o início de 2023. O Brasil não apenas aumenta a oferta, mas também suas oportunidades de comércio”, disse.

  • Crédito rural cresce 7% no Plano Safra 2025/26 e alcança R$ 354,4 bilhões até fevereiro

    Crédito rural cresce 7% no Plano Safra 2025/26 e alcança R$ 354,4 bilhões até fevereiro

    O crédito rural empresarial continua em expansão no ciclo 2025/2026 do Plano Safra. Entre julho de 2025 e fevereiro de 2026, o total contratado chegou a R$ 354,4 bilhões, o que representa alta de 7% em relação aos R$ 330,8 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior, de acordo com o Boletim de Crédito Rural divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

    Os recursos efetivamente liberados nas contas dos produtores somaram R$ 342,9 bilhões, avanço de 4% no comparativo anual. O bom desempenho foi impulsionado principalmente pela alta das Cédulas de Produto Rural (CPR) e pela expansão do crédito para industrialização agrícola, que compensaram retrações nas modalidades tradicionais de custeio e investimento.

    CPR e industrialização puxam crescimento

    As CPRs emitidas por produtores em favor de instituições financeiras foram o principal motor da expansão. As contratações atingiram R$ 163,4 bilhões, um salto de 39% sobre o ciclo anterior. Somadas às operações de custeio tradicional, o volume total destinado ao financiamento da safra chegou a R$ 269,8 bilhões, alta de 12%.

    A industrialização agropecuária também ganhou destaque, com crescimento de 56% nas contratações, totalizando R$ 22,2 bilhões. As concessões acompanharam o ritmo e avançaram 51%, chegando a R$ 21,5 bilhões.

    Linhas tradicionais recuam

    Na direção oposta, as linhas tradicionais de financiamento recuaram. O custeio contratado caiu 13%, para R$ 106,4 bilhões, enquanto as liberações efetivas recuaram 16% (R$ 103,4 bilhões). O investimento teve retração ainda mais expressiva: queda de 20% nas contratações (R$ 39,5 bilhões) e 33% nas concessões (R$ 33 bilhões).

    A comercialização também sofreu redução, com recuo de 15% nas contratações (R$ 22,9 bilhões) e de 19% nas concessões (R$ 21,8 bilhões). Segundo a Secretaria de Política Agrícola do Mapa, o setor mantém cautela diante dos custos financeiros elevados, com expectativa de que a taxa Selic recue em até dois pontos percentuais até o fim de 2026.

    Os principais programas de investimento rural registraram retração em relação à safra passada. O Moderfrota liderou as quedas, com redução de 49%, passando de R$ 6,85 bilhões para R$ 3,48 bilhões. O Proirriga caiu 48%, o Inovagro 33% e o Pronamp 34%. O Prodecoop teve a menor variação negativa, com recuo de apenas 3%.

    Fontes de recursos e modalidades

    As fontes controladas totalizaram R$ 98,8 bilhões, crescimento de R$ 6,5 bilhões sobre janeiro. Destaque para as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) na modalidade controlada, que dispararam 4.038%, alcançando R$ 25,7 bilhões, reflexo de mudanças regulatórias recentes.

    Os recursos obrigatórios avançaram 5%, para R$ 36 bilhões, enquanto a poupança rural controlada caiu 26% e os fundos constitucionais diminuíram 7%. Já as fontes não controladas somaram R$ 80,7 bilhões, queda de 24%, com recuo de 36% nas LCAs livres e alta de 28% na poupança rural livre.

    Recursos equalizáveis ainda têm saldo elevado

    Dos R$ 113,4 bilhões em recursos equalizáveis previstos no Plano Safra 2025/2026, foram liberados até fevereiro R$ 44,1 bilhões, ou 39% do total. Isso significa que 61% ainda estão disponíveis para contratação até o fim do ciclo.

    O custeio equalizado executou 44% dos R$ 63 bilhões programados, e o investimento equalizado, 33% dos R$ 49,5 bilhões previstos. No ranking das instituições financeiras, o Banco do Brasil lidera em ambas as modalidades, seguido de BNDES, Sicoob e Sicredi, enquanto a Cresol já executou 100% do crédito equalizado de custeio.

    Atualmente, há R$ 15,1 bilhões contratados, mas ainda não liberados, incluindo R$ 7,0 bilhões em financiamentos sem vínculo, R$ 1,2 bilhão no Pronamp, R$ 800 milhões no PCA, R$ 500 milhões no Funcafé e R$ 500 milhões no Moderfrota.

  • Fiscalização apreende 368 toneladas de sementes irregulares

    Fiscalização apreende 368 toneladas de sementes irregulares

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreendeu 368 toneladas de sementes irregulares de azevém durante uma operação conjunta realizada em Dom Pedrito, no Rio Grande do Sul. A ação, que contou com o apoio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI) e da Polícia Civil do RS, identificou irregularidades documentais e operacionais em quatro empresas fiscalizadas.

    Foto: MAPA

    Durante a vistoria, duas produtoras de sementes forrageiras de clima temperado e duas cerealistas foram inspecionadas. As irregularidades detectadas resultaram na autuação dos responsáveis e na apreensão dos produtos, avaliados em mais de R$ 1,5 milhão.

    Segundo o Mapa, a apreensão foi motivada pela falta de comprovação de origem e procedência das sementes e pela prestação irregular de serviços de beneficiamento. Por não apresentarem condições de regularização imediata, os produtos permanecerão apreendidos até a conclusão do processo administrativo. Caso as infrações sejam confirmadas, as sementes poderão ser condenadas e inutilizadas.

    As equipes conduziram a ação com o suporte das Delegacias Especializadas de Combate aos Crimes Rurais e de Abigeato (DECRABs) de Bagé e Alegrete e reforçaram o compromisso dos órgãos de fiscalização no combate à fraude e a irregularidades no setor agropecuário gaúcho.

  • Agrotóxicos ilegais avaliados em R$ 7,3 milhões saem de circulação em dois estados brasileiros

    Agrotóxicos ilegais avaliados em R$ 7,3 milhões saem de circulação em dois estados brasileiros

    Agentes do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Receita Federal apreenderam cerca de 40 toneladas de agrotóxicos falsificados e contrabandeados em Minas Gerais no início de 2025.

    No Piauí, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adapi) interditou produtos irregulares em quatro municípios do norte do estado. Juntas, as operações reforçam o combate ao comércio ilegal de defensivos agrícolas no país.

    Uberaba: 21 toneladas e R$ 4,1 milhões em produtos ilegais

    Na segunda-feira (9/2), uma operação conjunta entre IMA, Mapa e Receita Federal identificou aproximadamente 21 toneladas de agrotóxicos falsificados e contrabandeados em três estabelecimentos de Uberaba, no Triângulo Mineiro. Os produtos, avaliados em mais de R$ 4,1 milhões, estavam armazenados de forma irregular e prontos para entrar no mercado sem qualquer garantia de procedência.

    “Os agrotóxicos seriam destinados às áreas agrícolas, muitos deles adulterados, representando riscos à saúde humana e animal. Além de impactos significativos ao meio ambiente”, afirmou a coordenadora regional do IMA em Uberaba, Deise Macêdo. Segundo ela, a apreensão protege tanto o produtor rural quanto o consumidor final e fortalece a segurança de toda a cadeia produtiva.

    Sul de Minas: esquema de manipulação e importação ilegal é desarticulado

    Nos dias 3 e 4 de fevereiro, o IMA atuou junto ao Mapa e à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) em Boa Esperança, no Sul do estado, onde desarticulou um esquema ilícito de importação, manipulação e comercialização de agrotóxicos. A operação revelou cerca de 17,5 toneladas de produtos sem registro, rótulo ou nota fiscal, armazenados em embalagens improvisadas. Tudo avaliado em mais de R$ 3,2 milhões.

    Foto: Acervo IMA

    A equipe também identificou produtos com rotulagem em língua estrangeira incompatível com a tradução das embalagens, o que indica possível tentativa de burlar exigências do processo de importação.

    “Quando um produto circula fora do controle oficial, não há garantias sobre sua composição, eficácia ou segurança”, destacou o gerente de defesa sanitária vegetal do IMA, Leonardo do Carmo. Ele ressaltou que o comércio ilegítimo compromete a economia do estado ao estimular a concorrência desleal e prejudicar a credibilidade do setor agropecuário mineiro.

    Em 15 de janeiro, o IMA participou de uma ação com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. A operação resultou no fechamento de um laboratório ilegal de manipulação e fracionamento de agrotóxicos em Patos de Minas. O coordenador regional do IMA no município, Sirley Crispim, informou que a equipe encontrou indícios de falsificação e adição de substâncias em desacordo com a legislação. Além de apreender mais de 500 kg de produtos irregulares.

    Piauí fiscaliza quatro municípios e interdita agrotóxicos irregulares

    Entre os dias 9 e 13 de fevereiro, a Adapi realizou uma operação de fiscalização nos municípios de Campo Maior, Jatobá do Piauí, Sigefredo Pacheco e Nossa Senhora de Nazaré. A equipe lavrou 14 termos de fiscalização, cinco notificações, cinco autos de interdição e dois autos de infração. Além de interditar 136 litros de agrotóxicos líquidos e 6 kg de produtos em pó com irregularidades de comercialização, armazenamento ou aplicação.

    A operação verificou a regularidade dos estabelecimentos comerciais, as condições de armazenamento e o uso adequado dos defensivos por produtores rurais. Além do caráter fiscalizatório, a ação incluiu orientações técnicas a comerciantes e produtores sobre normas legais e procedimentos seguros para o manuseio dos produtos.

    Foto: Ascom Adapi
  • Brasil fortalece exportações e agricultura familiar na maior feira de alimentos da África

    Brasil fortalece exportações e agricultura familiar na maior feira de alimentos da África

    O Brasil reforçou sua posição como potência agroexportadora durante a Food Africa 2025, uma das principais feiras de alimentos e bebidas do continente africano, realizada no Cairo, Egito. A participação brasileira no evento trouxe novidades importantes para o setor. Incluindo a assinatura de acordos estratégicos e a presença inédita de cooperativas da agricultura familiar em busca de novos mercados internacionais.

    A delegação brasileira, composta por mais de 30 representantes do governo federal, cooperativas, empresas e instituições parceiras. E foi coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Ministério das Relações Exteriores (MRE) e Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

    Agricultura familiar brasileira ganha destaque internacional

    Em sintonia com a declaração da ONU de 2025 como o Ano Internacional das Cooperativas, o estande brasileiro destacou a participação da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes Brasil). A entidade apresentou produtos de seis cooperativas associadas, demonstrando ao mercado internacional a diversidade e qualidade da produção familiar brasileira.

    A Unicafes representa mais de 1.500 cooperativas que reúnem cerca de um milhão de famílias agricultoras em todo o território nacional. Sua presença na Food Africa marca um passo importante na internacionalização deste segmento produtivo, tradicionalmente focado no mercado doméstico.

    Acordo estratégico amplia oportunidades para cooperativas

    Durante a missão ao Egito, o Mapa e a Unicafes formalizaram um Protocolo de Intenções com foco na expansão comercial internacional dos produtos das cooperativas da agricultura familiar. O documento foi assinado pelo secretário-executivo adjunto do Mapa, Cleber Soares, e pela presidente da Confederação das Cooperativas da Unicafes, Fátima Torres.

    O acordo prevê ações de promoção comercial e programas de capacitação direcionados especialmente para jovens e mulheres cooperativistas, visando desenvolver competências essenciais para atuação no mercado global. A iniciativa busca não apenas ampliar as exportações, mas também fortalecer a gestão e a competitividade das cooperativas brasileiras no cenário internacional.

    Aproximação com mercado egípcio abre novas possibilidades

    A agenda da missão brasileira incluiu encontros estratégicos que podem resultar em parcerias de longo prazo. A delegação participou de um receptivo na Embaixada do Brasil no Cairo. E realizou reunião com a União Central das Cooperativas Agrícolas do Egito, maior entidade do setor no país africano.

    Esses encontros permitiram mapear oportunidades concretas de cooperação técnica e comercial entre os dois países, além de fortalecer o diálogo institucional para futuras parcerias no setor agrícola.

    Food Africa consolida-se como porta de entrada para o continente

    A edição 2025 da Food Africa reuniu aproximadamente mil empresas de 40 países. Confirmando o status do evento como plataforma estratégica para negócios no setor alimentar e agrícola africano. Para o Brasil, a feira representa uma oportunidade valiosa de diversificar mercados e ampliar as relações comerciais com países africanos.

    Foto: MAPA

    A participação brasileira na Food Africa reforça a estratégia do país de consolidar sua imagem como fornecedor confiável de alimentos de qualidade para a região. Um mercado em crescimento com mais de 1,3 bilhão de consumidores e demanda crescente por segurança alimentar.

    Com a atuação conjunta de diferentes ministérios e a inclusão da agricultura familiar nas estratégias de internacionalização, o Brasil demonstra estar preparado para atender às oportunidades do mercado africano, combinando escala produtiva, diversidade de produtos e compromisso com a sustentabilidade social e econômica.

  • Agronegócio brasileiro amplia acesso a novos mercados

    Agronegócio brasileiro amplia acesso a novos mercados

    O agronegócio brasileiro segue ampliando suas fronteiras comerciais. O governo federal anunciou novas aberturas de mercado na União Econômica Euroasiática, no Japão e na Nicarágua, consolidando o total de 507 acessos liberados desde o início de 2023, resultado direto das negociações conduzidas entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

    Na União Econômica Euroasiática, bloco formado por Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia, com mais de 183 milhões de habitantes, foi aprovada a exportação da castanha de baru brasileira. O fruto, nativo do Cerrado, é reconhecido pelo potencial nutricional e pelo papel socioeconômico para comunidades locais. Em 2024, o bloco importou US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários do Brasil, com destaque para soja, carnes e café.

    O Japão, por sua vez, autorizou a entrada de frutas congeladas e desidratadas produzidas no Brasil. A medida abre espaço para produtos de maior valor agregado em um mercado exigente e em expansão no consumo de frutas processadas. Com 124 milhões de habitantes, o país asiático comprou mais de US$ 3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024.

    Já a Nicarágua aprovou a importação de arroz beneficiado do Brasil. Com população estimada em 6,9 milhões de habitantes, o país importou US$ 55 milhões em produtos agropecuários brasileiros entre janeiro e novembro de 2025. Um crescimento de 8,5% em comparação a 2024.

    As novas aberturas de mercado reforçam a estratégia brasileira de diversificação de destinos e produtos agropecuários, incluindo itens com valor agregado e maior competitividade internacional.

  • Brasil avança na busca de qualidade do azeite

    Brasil avança na busca de qualidade do azeite

    O Brasil marcou presença no World Olive Day, evento realizado durante a 122ª reunião do Conselho Oleícola Internacional (COI) em Córdoba, Espanha, demonstrando seus avanços na regulamentação e controle de qualidade do azeite consumido no país. A participação brasileira ganhou destaque com o anúncio oficial dos procedimentos para adesão ao COI, organização que reúne os principais produtores mundiais do setor.

    Foto: Mapa

    O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Goulart, participou do encontro ao lado de ministros e delegações de 28 países. O evento culminou na aprovação da Declaração de Córdoba, documento que estabelece diretrizes globais para sustentabilidade, saúde pública e cooperação internacional no setor olivícola.

    Crescimento do consumo impulsiona mudanças regulatórias

    Durante sua participação, Goulart ressaltou o aumento significativo do consumo de azeite pelos brasileiros e a crescente conscientização sobre os benefícios nutricionais do produto. Apesar de a produção nacional ainda ser limitada, o governo brasileiro concentra esforços para garantir a qualidade e a segurança dos azeites disponíveis no mercado.

    “O Mapa vem trabalhando com firmeza para alinhar os regulamentos técnicos aos padrões internacionais, especialmente aos estabelecidos pelo Conselho Oleícola Internacional, além de combater firmemente as fraudes que colocam em risco a saúde da população e prejudicam o comércio justo”, declarou o secretário.

    Adesão ao COI representa marco estratégico

    A entrada do Brasil no Conselho Oleícola Internacional representa uma prioridade estratégica para o país, que busca integrar um fórum global dedicado à cooperação técnica, inovação e desenvolvimento sustentável do setor. O secretário informou que os procedimentos formais para adesão já foram iniciados. E destacou a possibilidade de o Brasil contribuir com sua expertise em agricultura tropical.

    Goulart agradeceu o apoio do COI ao Brasil desde 2024, especialmente na capacitação de painelistas especializados em análise sensorial de azeites. Essa formação é considerada fundamental para o aprimoramento dos controles oficiais realizados pelo governo brasileira. Fortalecendo a fiscalização e garantindo produtos de maior qualidade ao consumidor.

    Combate a fraudes e educação do mercado

    Entre as iniciativas destacadas pelo representante brasileiro estão as ações de promoção e educação sobre azeite coordenadas pelo COI. Campanhas educativas e masterclasses direcionadas à imprensa, influenciadores digitais e profissionais da gastronomia têm contribuído para ampliar o conhecimento sobre o produto no mercado nacional.

    O combate às fraudes permanece como prioridade absoluta para o Mapa, que intensifica a fiscalização para coibir práticas ilegais que comprometem a saúde pública e distorcem a concorrência no setor.

    Declaração de Córdoba reforça compromissos globais

    A Declaração de Córdoba, aprovada durante o encontro, consolida princípios compartilhados pelos países membros do COI em áreas estratégicas como sustentabilidade ambiental, segurança alimentar e comércio internacional. O documento reforça a importância da oliveira e do azeite na promoção de dietas saudáveis e na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

    O Brasil se alinha aos valores expressos na declaração, que incluem a valorização dos territórios rurais, preservação ambiental e fortalecimento do comércio justo. O país reafirma seu compromisso com o desenvolvimento agropecuário sustentável, pautado pela inovação, inclusão social e responsabilidade ambiental.

    Setor olivícola em perspectiva global

    O World Olive Day reuniu lideranças dos principais países produtores de azeite e azeitonas de mesa para debater desafios e oportunidades do setor. As discussões enfatizaram a necessidade de harmonização dos padrões de qualidade internacionais e o fortalecimento da cooperação entre nações produtoras e consumidoras.

    Com a participação ativa em fóruns internacionais, o Brasil busca posicionar-se estrategicamente no mercado global de azeite. Equilibrando a proteção do consumidor nacional com a integração às melhores práticas internacionais do setor.

  • União Europeia retoma pré-listing para carne de aves e ovos

    União Europeia retoma pré-listing para carne de aves e ovos

    A União Europeia confirmou oficialmente ao governo brasileiro o retorno do sistema de pré-listing para estabelecimentos exportadores de carne de aves e ovos, encerrando um hiato de sete anos que limitava o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu. A notícia foi anunciada pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, que classificou o acordo como uma “grande vitória” para o setor avícola nacional.

    Com a retomada do pré-listing, as agroindústrias brasileiras que atenderem aos requisitos sanitários da União Europeia poderão ser habilitadas de forma mais ágil. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) será responsável por atestar e encaminhar a lista de plantas que cumprem as normas europeias, eliminando a necessidade de avaliação caso a caso pelas autoridades do bloco.

    “Trabalhamos três anos na reabertura e, finalmente, oficialmente, o mercado está reaberto. Todas as agroindústrias brasileiras que produzem ovos e frangos e que cumprirem os pré-requisitos sanitários podem vender para a Comunidade Europeia”, declarou Fávaro.

    Mercado bilionário volta a ser acessível

    O mercado europeu é considerado um dos mais rentáveis para a proteína animal brasileira. Desde 2018, o Brasil estava impedido de utilizar o mecanismo de pré-listing, o que dificultava a habilitação de novas plantas e limitava as exportações do setor avícola e de ovos para os 27 países do bloco.

    A confirmação do sistema representa maior previsibilidade e competitividade para os produtores nacionais, que poderão ampliar sua participação em um mercado exigente e remunerador.

    Negociações intensas em 2024

    O retorno do pré-listing é resultado de uma agenda diplomática intensiva ao longo de 2024. Em outubro, uma missão do Mapa a Bruxelas, liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, apresentou demandas prioritárias à Comissão Europeia, incluindo o restabelecimento do mecanismo para proteína animal e o reconhecimento da regionalização de enfermidades.

    Dias depois, em reunião de alto nível em São Paulo com o comissário europeu de Agricultura, Christophe Hansen, os entendimentos foram consolidados. Além da confirmação do pré-listing para carne de aves, as partes avançaram nas tratativas para ovos e agendaram auditoria europeia do sistema brasileiro de pescados.

    Diálogo permanente com a UE

    Brasil e União Europeia acordaram ainda a criação de um mecanismo permanente de diálogo de alto nível para tratar questões sanitárias e regulatórias. Uma nova reunião está prevista para o primeiro trimestre de 2026, com o objetivo de garantir transparência, previsibilidade e redução de barreiras técnicas ao comércio bilateral.

    “Com o pré-listing restabelecido, o Brasil reforça a credibilidade de seus serviços oficiais de inspeção. E avança em uma agenda de facilitação comercial baseada em cooperação técnica e regulatória”, destacou o Mapa em nota oficial.

    A decisão beneficia diretamente produtores, agroindústrias e exportadores brasileiros, consolidando o país como referência global em segurança alimentar e qualidade de produtos de origem animal.

  • Mariangela Hungria: pesquisadora ganha Prêmio Mundial da Alimentação 2025

    Mariangela Hungria: pesquisadora ganha Prêmio Mundial da Alimentação 2025

    A pesquisadora Mariangela Hungria, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), conquistou o Prêmio Mundial da Alimentação 2025 (World Food Prize) durante o Diálogo Internacional Norman E. Borlaug, realizado nesta semana em Des Moines, Iowa, Estados Unidos. A cientista brasileira torna-se a primeira mulher do país e a décima do mundo a receber a distinção conhecida como o “Nobel da Agricultura”.

    Foto: MAPA

    O prêmio reconhece mais de 40 anos de trabalho da pesquisadora no desenvolvimento de insumos biológicos que aumentam a produtividade agrícola e diminuem a dependência de fertilizantes químicos. As descobertas de Hungria transformam a agricultura tropical e colocam a ciência brasileira em posição de destaque no cenário internacional.

    A Fundação World Food Prize organizou o evento, considerado um dos mais importantes fóruns globais sobre segurança alimentar e inovação agrícola. Representantes de 41 países participaram da cerimônia, incluindo líderes governamentais, cientistas, agricultores, executivos de instituições financeiras e organizações internacionais.

    Ministério da Agricultura celebra conquista brasileira

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) enviou ao evento o secretário-executivo adjunto Cleber Oliveira Soares, que enfatizou a importância da ciência e da inovação para fortalecer a agricultura sustentável.

    “Mariangela representa o compromisso do Brasil com uma agricultura sustentável, baseada em ciência e inovação. Sua trajetória destaca o importante papel das instituições públicas de pesquisa e o investimento contínuo em tecnologias que unem produtividade, inclusão e preservação ambiental”, afirmou Soares.

    Legado de Norman Borlaug inspira reconhecimento

    Mashal Husain, presidente da Fundação World Food Prize, destacou que o trabalho da pesquisadora brasileira segue o legado de Norman Borlaug, fundador do prêmio e vencedor do Nobel da Paz de 1970.

    Foto: MAPA

    “Mariangela é exatamente o tipo de cientista que Dr. Borlaug buscava: alguém que transforma conhecimento em resultados práticos para o agricultor. Sua atuação reflete o espírito do prêmio e o compromisso global com a segurança alimentar”, declarou Husain.

    Brasil lidera produção de alimentos de baixo carbono

    A premiação reforça a posição do Brasil como referência mundial em pesquisa agropecuária, uso de tecnologias sustentáveis e produção de alimentos de baixo carbono. O país demonstra como instituições públicas de pesquisa contribuem para a segurança alimentar global através da inovação científica.

    O World Food Prize existe desde 1986. E homenageia pessoas que contribuem significativamente para o combate à fome e para a promoção de sistemas alimentares sustentáveis. A premiação mantém vivo o legado da “Revolução Verde”. E inspira novas gerações de cientistas e gestores públicos a enfrentar os desafios da segurança alimentar mundial.

  • Pecuária brasileira lidera exportações e cresce com foco na sustentabilidade

    Pecuária brasileira lidera exportações e cresce com foco na sustentabilidade

    O Brasil reforça sua posição como maior exportador mundial de carnes, impulsionado pela produtividade, qualidade e adoção de práticas sustentáveis na pecuária. A integração entre programas de incentivo, ações sanitárias e defesa agropecuária fortalece a cadeia produtiva e acelera o crescimento do setor.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ressalta que a pecuária brasileira é fundamental para o agronegócio nacional e internacional. Ele destaca o compromisso do governo com práticas sustentáveis, bem-estar animal e redução do impacto ambiental para garantir um crescimento sólido e responsável.

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) implementa programas sanitários reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) e fomenta sistemas integrados de produção que contribuem para o sequestro de carbono, a saúde do solo e o aumento do bem-estar animal. Além disso, o Mapa estimula as exportações para ampliar a presença do Brasil no mercado global.

    Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de carne bovina atingiu recorde histórico em 2024, com mais de 11 milhões de toneladas equivalente carcaça, resultado do aumento no abate de animais. No segundo trimestre de 2025, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou crescimento de 3,9% no abate de bovinos, totalizando 10,46 milhões de cabeças.

    Crescimento

    A produção de carne de frango superou os números de julho de 2024, mesmo com os desafios causados pela influenza aviária. O IBGE aponta crescimento de 1,1% no abate frente ao ano anterior, atingindo a melhor série histórica para o segundo trimestre.

    A produção de carne suína também cresce de forma gradual. A Conab projeta alta de 3,6% para 2026, motivada pelo aumento das exportações e expansão do consumo interno.

    Para garantir o crescimento sustentável, o Mapa criou o Plano de Adaptação e Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC+). O programa inclui tecnologias para conciliar produção e equilíbrio ambiental, com foco na recuperação de pastagens, uso de biodigestores e terminação intensiva que prevê o abate de animais com menos de 24 meses. A meta é reduzir a pegada de carbono da pecuária nacional por meio da eficiência produtiva.

    Em 2024, as exportações brasileiras de carnes ultrapassaram US$ 26,1 bilhões. Até setembro de 2025, o valor alcançou US$ 22,5 bilhões. Conforme dados da balança comercial do Mapa, as exportações de carne bovina in natura cresceram 55%, somando US$ 1,77 bilhão, enquanto a carne suína atingiu marca histórica de US$ 346,1 milhões, com alta de 28,6%.