Tag: Ministério da Agricultura e Pecuária

  • Aviões da Fórmula 1 voltam para Europa carregados de frutas

    Aviões da Fórmula 1 voltam para Europa carregados de frutas

    O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, se tornou o epicentro de operações logísticas esta semana.  Além de receber as máquinas que disputarão o Grande Prêmio de São Paulo, de Fórmula 1, em Interlagos, o terminal aproveitou o retorno das aeronaves para impulsionar a exportação de frutas brasileiras.

    No embarque de volta, os aviões saíram carregados de manga, mamão, limão e gengibre, com destino a cidades como Amsterdã, Lisboa e Paris.

    Rita Lourenço, chefe do sistema de Vigilância Agropecuária (Vigiagro) de Viracopos, destacou a sinergia entre a logística aérea e o agronegócio: “Essa é a beleza do agro. Sempre que há espaço em aeronaves, as oportunidades de ampliar as exportações são aproveitadas.”

    O Vigiagro, vinculado à Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), é responsável por inspecionar produtos agropecuários, garantindo a segurança fitossanitária do Brasil.

    Volume expressivo e logística ágil

    Segundo dados fornecidos por Rita, as frutas exportadas totalizaram 110.601 quilos. Embora os aeroportos de São Paulo lidem rotineiramente com o embarque internacional de frutas, o fim de semana teve um volume mais alto que o usual, impulsionado pela intensa movimentação relacionada ao evento da Fórmula 1.

    No final de semana em que máquinas chegaram em Campinas, volume de exportação foi maior porque havia mais aeronaves disponíveis

    O processo logístico se destaca pela agilidade. As frutas são descarregadas de caminhões nas docas do aeroporto e, após uma série de inspeções fitossanitárias e documentais, são rapidamente paletizadas e embarcadas. “A logística exige sincronia total”, explicou Rita.

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    Caminhões descarregaram as cargas pela manhã e, em poucas horas, as frutas já estavam a caminho de seus destinos europeus. Ela destacou que o fim de semana anterior ao evento automobilístico costuma ser um dos períodos mais agitados para as operações do Vigiagro.

    Inspeção e segurança agropecuária

    O trabalho da equipe do Vigiagro é fundamental para proteger a produção nacional de pragas e doenças que podem ameaçar o setor agrícola.

    A inspeção garante que os produtos atendam aos padrões exigidos pelos mercados internacionais, assegurando a qualidade e sanidade das exportações brasileiras.

    As frutas, inspecionadas e certificadas no mesmo dia, seguem sem necessidade de armazenamento em câmaras frias, acelerando ainda mais o processo.

    Com essa integração entre a chegada das máquinas da Fórmula 1 e a exportação de produtos agrícolas, Viracopos demonstra sua importância estratégica, tanto para o setor esportivo quanto para o agronegócio brasileiro, ao aproveitar cada oportunidade logística para, assim, ampliar as exportações e, consequentemente, fortalecer a economia.

  • Produtos orgânicos brasileiros ganham destaque na SIAL Paris

    Produtos orgânicos brasileiros ganham destaque na SIAL Paris

    Com consumidores cada vez mais atentos à saúde e à sustentabilidade, a demanda global por produtos orgânicos vem crescendo rapidamente. Isso tem gerado oportunidades importantes para o Brasil, que se destaca como um dos principais produtores e exportadores de alimentos. Visando capitalizar essa tendência, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) levou 18 empresas nacionais do setor de orgânicos para participar da SIAL Paris 2024, uma das maiores feiras internacionais de alimentos e bebidas, que ocorre entre 19 e 23 de outubro.

    “O Brasil é um grande exportador de alimentos, mas, além da capacidade produtiva, estamos avançando muito no compromisso com a sustentabilidade”, afirma André Müller, gerente de Agronegócio da ApexBrasil. Ele ressalta ainda o papel social do agronegócio sustentável no país. “Por trás de cada produto há uma família, há um sonho. E a ApexBrasil busca fomentar esse modelo de desenvolvimento que beneficia muitos produtores, especialmente as cooperativas.”

    Brasil na SIAL

    A presença do Brasil na SIAL Paris não é nova. Esta será a 10ª edição consecutiva em que a ApexBrasil organiza a participação nacional na feira. Este ano 96 empresas brasileiras estarão presentes, com 18 delas focadas no mercado de orgânicos. Rafaela Albuquerque, analista da ApexBrasil, destaca a importância do evento: “Levar empresários brasileiros para uma feira global como a SIAL Paris possibilita a abertura de novos mercados. Mostrando assim a qualidade e o potencial dos orgânicos brasileiros.”

    Demanda mundial por alimentos mais saudáveis gera oportunidades de negócios internacionais para o Brasil

    Empresas de várias regiões do Brasil, como a Amazon Açaí, do Pará, e a Itajá Organic Sugar, de Goiás, estão entre as selecionadas para participar da feira. Segundo Victor Brandão, supervisor de exportação da Amazon Açaí, a participação em eventos como esse, com apoio da ApexBrasil, é fundamental para expandir a presença dos produtos amazônicos no mercado internacional. Já a Itajá Organic Sugar, que exporta açúcar orgânico para mais de 20 países, espera conquistar novos mercados na Europa, como afirma sua gerente de exportação, Fernanda Castro.

    Brasil conta com 26 mil produtores de orgânicos

    De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o Brasil conta com 26 mil produtores de orgânicos. E tem se consolidado como um fornecedor de destaque no mercado global. Especialmente por suas práticas de sustentabilidade e certificação. A sustentabilidade do agronegócio brasileiro foi apontada como uma vantagem competitiva em uma pesquisa da consultoria McKinsey, que classificou o setor como o mais sustentável do mundo.

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    O mercado de orgânicos, tanto no Brasil quanto na Europa, segue em crescimento. Segundo a Organis, o consumo de orgânicos no Brasil cresceu 16% entre 2021 e 2023. Na Europa, o segmento já está consolidado, com países como Suíça, Alemanha e França liderando o consumo responsável.

    A ApexBrasil também liderou a presença nacional na Biofach 2023, maior feira de produtos orgânicos do mundo, realizada em Nuremberg, Alemanha. Na ocasião, as empresas brasileiras geraram quase US$ 17 milhões em negócios, reforçando o papel do Brasil como protagonista no setor orgânico global.

    Com o aumento da demanda por alimentos saudáveis e sustentáveis, o Brasil parece estar em uma posição favorável para expandir suas exportações de produtos orgânicos. Ganhando assim ainda mais destaque no cenário internacional.

  • Citricultura e febre aftosa são focos da visita de Fávaro ao interior paulista

    Citricultura e febre aftosa são focos da visita de Fávaro ao interior paulista

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu com representantes do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) em Araraquara para discutir avanços na citricultura, com foco no fortalecimento da defesa agropecuária e na competitividade do setor no mercado internacional. Durante a reunião, Fávaro enfatizou seu compromisso em encontrar soluções para a doença Huanglongbing (HLB), também conhecida como Greening, causada pela bactéria Candidatus Liberibacter spp..

    “A citricultura brasileira é um exemplo para o mundo. Venho aqui com muito otimismo, acreditando que, juntos – poder público, produtores e indústria -, conseguiremos desenvolver soluções e enfrentar esse desafio, mantendo a força dessa atividade. A liberação de novas moléculas avança a passos largos, sendo a prioridade número um do Ministério da Agricultura”, afirmou Fávaro.

    Ele também destacou o apoio à pesquisa e garantiu que todas as medidas necessárias seriam tomadas. “Fiquei profundamente sensibilizado. Vamos superar esse desafio e o Brasil continuará sendo um grande produtor mundial de citrus e de oportunidades na citricultura”, completou.

    O Greening é a principal ameaça à citricultura global, afetando todas as variedades de citros e sem cura conhecida para as plantas contaminadas. No Brasil, a praga está presente e sob controle oficial nos estados de Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

    Cutrale, empresa especializada em citricultura que abrange desde a formação de mudas até o processamento de sucos e subprodutos, é responsável por pelo menos 25% do mercado de suco de laranja mundial

    Durante sua visita a Araraquara, Fávaro também conheceu a sede da Sucocítrico Cutrale Ltda., uma empresa brasileira especializada em citricultura que abrange desde a formação de mudas até o processamento de sucos e subprodutos. A Cutrale detém pelo menos 25% do mercado mundial de suco de laranja, além de participações em muitas outras empresas, como Femsa Coca Cola.

    Visita técnica em Ribeirão Preto

    O ministro Carlos Fávaro também realizou uma visita técnica à Ourofino Saúde Animal, em Ribeirão Preto (SP).  A empresa é credenciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para conduzir estudos avançados e desenvolver insumos veterinários. A pauta da visita foi o futuro da produção de vacinas contra febre aftosa, visando manter o parque industrial ativo.

    Apesar da retirada da vacinação contra febre aftosa no Brasil, a Ourofino pretende manter sua estrutura e fábrica em funcionamento. Isso é estratégico para fortalecer a sanidade global e consolidar a liderança no setor. “Trabalhamos e defendemos, como estratégia prioritária para o Brasil, a capacidade de produzir insumos essenciais para garantir a saúde animal e fortalecer a sanidade no setor agropecuário”, disse Fávaro.

    Alternativas para manter produtividade no campo

    Durante a visita, discutiram alternativas para manter a produtividade do campo e da pecuária. Isso inclui novos produtos e soluções inovadoras. O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, ressaltou a importância da autodeclaração do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação. “A visita de hoje buscou reforçar a estratégia do Mapa em garantir que o Brasil esteja sempre preparado para atender às demandas de sanidade animal”, destacou Goulart.

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    A comitiva do Mapa foi recebida por Kleber Soares, presidente da Ourofino Saúde Animal; Jardel Massari, sócio fundador; Marcelo Abdo, CEO da Ourofino Agrociência; e Thais Clemente, diretora-executiva. Também participaram da visita Guilherme Campos, secretário de Política Agrícola; Edilene Soares, diretora do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas; Marcelo Mota, diretor do Departamento de Saúde Animal; Wilson Taques, chefe de Gabinete; e Carla Madeira, chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social.

    Comitiva do Mapa visitou uma das empresas fabricantes da vacina contra a febre aftosa, a Ourofino

    Fundada em 1987, a Ourofino Saúde Animal possui um complexo industrial com mais de 200 mil metros quadrados que atende às rigorosas normas locais e internacionais para fabricação de produtos veterinários. Desde 2010, a empresa atua no mercado de imunobiológicos com a fabricação da vacina contra febre aftosa.

    Brasil Livre de febre aftosa sem vacinação

    Em maio deste ano, com o fim da última imunização contra febre aftosa em 12 unidades da Federação e parte do estado do Amazonas, o Brasil avançou no Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PE-PNEFA) e se tornou totalmente livre da doença sem vacinação.

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    O próximo passo é obter o reconhecimento internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Atualmente, apenas os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso possuem esse certificado.

  • Canadá retoma importação de carne bovina brasileira

    Canadá retoma importação de carne bovina brasileira

    A Agência Canadense de Inspeção Alimentar (CFIA) confirmou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) que o Brasil poderá voltar a exportar carne bovina fresca desossada e produtos cárneos processados para o Canadá, a partir de estados reconhecidos como livres de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

    Esses estados incluem Rio Grande do Sul, Paraná, Acre, Rondônia, além de regiões específicas do Mato Grosso e Amazonas, reconhecidas em 2021. No total, 11 frigoríficos dessas regiões estão habilitados a exportar para o Canadá. Além disso, o estado de Santa Catarina, já reconhecido anteriormente como livre de febre aftosa sem vacinação, tem um frigorífico autorizado para exportar.

    O setor considera essa medida é uma grande conquista. Ele aguardava a retomada das exportações para o Canadá desde 2022. Segundo o ministro Carlos Fávaro, essa reabertura é especialmente relevante para estados que, apesar da abertura do mercado canadense, estavam impedidos de exportar carne bovina crua devido à política de não vacinação de seus rebanhos.

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    Porém, para a exportação de carne cozida, a exigência de vacinação foi retirada, permitindo que qualquer estabelecimento habilitado no Brasil possa exportar o produto. Além disso, o governo brasileiro também está trabalhando para retirar a exigência de vacinação para exportação de carne crua.

    Em 2023, o Brasil exportou 2,28 milhões de toneladas de carne bovina, gerando US$ 10,541 bilhões. As exportações para o Canadá, por sua vez, atingiram US$ 39 milhões, com um aumento de 18% em relação ao ano anterior.

  • Mapa remaneja recursos do Plano Safra para replantio de cana

    Mapa remaneja recursos do Plano Safra para replantio de cana

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou medidas para recuperar áreas agrícolas atingidas por queimadas no Brasil. Ou seja, uma nova linha de crédito, focada no replantio de cana-de-açúcar, está sendo estruturada. Primeiramente, a medida visa ajudar produtores que sofreram perdas significativas, especialmente no estado de São Paulo, onde lavouras inteiras foram destruídas.

    Necessidade de replantio

    Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a Secretaria de Política Agrícola (SPA) está avaliando os danos causados pelos incêndios nas lavouras. O primeiro diagnóstico revelou a necessidade urgente de replantio da cana-de-açúcar, fundamental para a próxima safra. Além disso, Fávaro destacou que haverá um remanejamento de recursos do Plano Safra atual, o maior da história, para financiar esse replantio.

    “A situação em São Paulo é crítica. Muitas lavouras que já estavam em fase vegetativa foram destruídas pelas queimadas, exigindo replantio imediato”, explicou o ministro. A Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), estima que os incêndios atingiram cerca de 80 mil hectares de cana-de-açúcar..

    Liderança mundial

    O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar e líder nas exportações do setor sucroalcooleiro. Em resumo, este ano, as exportações de açúcar bruto ultrapassaram US$ 8,69 bilhões, marcando um recorde histórico.

    Além do crédito para replantio, outras medidas estão sendo estudadas para apoiar os produtores. “Ainda estamos avaliando as perdas e planejando as ações necessárias. Há muito trabalho pela frente”, afirmou Fávaro.

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    Por fim, o ministro também destacou a importância da conscientização sobre as mudanças climáticas. “Estamos saindo de uma crise no Rio Grande do Sul e agora enfrentamos os impactos das queimadas. Não podemos mais ignorar a questão das mudanças climáticas. O governo está comprometido com a preservação do meio ambiente, nosso maior ativo”, concluiu Fávaro.

     

  • Regulamentação da cannabis no Brasil é discutida no Ministério da Agricultura

    Regulamentação da cannabis no Brasil é discutida no Ministério da Agricultura

    Para falar sobre os aspectos da regulamentação do plantio de cannabis no Brasil, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu  com Ana Paula Porfírio, chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do Mapa, e com desembargador Marcos Machado, coordenador da Comissão Especial sobre Drogas Ilícitas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

    Durante a reunião, foi destacado que a falta de regulamentação no setor pode estar fazendo o Brasil deixar de movimentar cerca de US$ 30 bilhões por ano, segundo estimativas da Associação Brasileira das Indústrias de Cannabis (Abicann). A agroindústria brasileira tem potencial para produzir aproximadamente 50 mil itens a partir da planta, além do uso medicinal, atualmente viabilizado apenas por meio da importação de produtos.

    Benefícios do cânhamo

    O cânhamo industrial, por exemplo, pode ser utilizado em diversas aplicações, como na produção de tecidos, na construção civil e em biocombustíveis. Um hectare de cultivo pode gerar até 10 toneladas de fibras internas, 4 toneladas de fibras longas, 1,6 tonelada de sementes e 800 quilos de flores medicinais.

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    Fávaro enfatizou a necessidade de um Mapa contemporâneo que atenda às necessidades dos produtores e promova o desenvolvimento do país. “Precisamos oportunizar renda e acesso a produtos para os brasileiros”, afirmou o ministro. Além disso, ele ressalta ainda a importância de regulamentar o setor para aproveitar as oportunidades de mercado.

    Exemplos Internacionais

    A reunião também abordou experiências bem-sucedidas de outros países na regulamentação da cannabis. O objetivo é entender como essas práticas podem ser adaptadas ao contexto brasileiro. A discussão sobre a regulamentação da cannabis é parte de uma estratégia mais ampla para diversificar a economia. E além disso,  fomentar a inovação no setor agropecuário.

    Com essas iniciativas, o governo brasileiro busca modernizar a legislação no país. E além disso, garantir que o país possa aproveitar ao máximo o potencial econômico da cannabis. E assim, beneficiando agricultores e a indústria local.

  • Novo recorde de mercados abertos para produtos brasileiros

    Novo recorde de mercados abertos para produtos brasileiros

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atingiu a marca de 100 novas aberturas de mercado em apenas 8 meses, Com isso, superando amplamente os números dos últimos cinco anos. Desde o início do terceiro mandato do presidente Lula, já foram abertos 178 novos mercados em 58 destinos, alcançando todos os continentes.

    De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, o novo marco supera os números de anos anteriores. Em 2019 foram 35 novos mercados em 22 países; em 2020 foram 74 em 24 países; em 2021 foram 77 em 33 países; em 2022 foram 53 em 26 países; e em 2023 foram 78 em 39 países.

    Os números mensais de 2024 mostram 26 novos mercados em junho (13 países), 16 em julho (9 países), 15 em maio (10 países), 10 em março (7 países), 7 em fevereiro (6 países), 9 em janeiro (5 países) e 5 em abril (3 países). Em agosto, até o momento, foram 11 aberturas para países como Angola, Costa Rica, Egito, Panamá, União Europeia e Indonésia.

    Importância para o agronegócio

    Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, destacou a relevância deste marco histórico. “O alcance de 100 novas aberturas de mercado em apenas oito meses, antes mesmo de encerrar o ano, é um feito histórico para o agronegócio brasileiro. Cada nova conquista reafirma nosso compromisso com o crescimento sustentável e a competitividade do setor. Sempre buscando abrir portas para nossos produtores em todos os continentes.”

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    Abertura para exportação de erva-mate

    Uma das novidades é a autorização da Indonésia para importação de erva-mate brasileira. Beneficiando principalmente os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. As exportações agrícolas brasileiras para a Indonésia ultrapassaram US$ 3,69 bilhões em 2023, sendo 74% provenientes dos complexos de soja e sucroalcooleiro.

    Este resultado positivo é fruto dos esforços conjuntos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Ambos têm trabalhado para diversificar a pauta e expandir as oportunidades para os produtos agrícolas do Brasil no comércio mundial. A abertura de novos mercados reafirma o compromisso do governo em promover o crescimento sustentável e a competitividade do agronegócio brasileiro.

  • Abacates – Costa Rica abre mercado para o Brasil

    Abacates – Costa Rica abre mercado para o Brasil

    O governo brasileiro recebeu com entusiasmo o anúncio da Costa Rica, que autorizou a exportação de abacates do Brasil para o país centro-americano. Essa é a terceira abertura de mercado em 2024 para a Costa Rica e deve contribuir para o aumento do comércio entre as duas nações, refletindo a confiança internacional no sistema de controle sanitário brasileiro.

    A Costa Rica é um destino importante para os produtos do agronegócio brasileiro. No primeiro semestre deste ano, as exportações agrícolas do Brasil para o país totalizaram US$ 153 milhões. Em fevereiro, o Brasil já havia conseguido a abertura do mercado costarriquenho para exportar produtos à base de células-tronco mesenquimais de cães, gatos e equinos com finalidade terapêutica. Em julho, foi aberto o mercado para a exportação de equinos vivos.

    Novos mercados

    Com o anúncio da exportação de abacates, o agronegócio brasileiro alcança a 89ª abertura de mercado em 2024, totalizando 167 aberturas em 55 destinos desde o início do ano. Esses resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

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    O mercado de abacate no Brasil tem mostrado um crescimento significativo nos últimos anos. Em 2023, o Brasil produziu aproximadamente 400 mil toneladas de abacate, com uma área plantada de cerca de 40 mil hectares, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). É amplamente cultivado em estados como São Paulo, Minas Gerais e Bahia, que juntos representam a maior parte da produção nacional.

    Vantagens dos abacates para a saúde

    O abacate é conhecido por seus diversos benefícios à saúde, sendo uma excelente fonte de gorduras saudáveis. Especialmente ácidos graxos monoinsaturados, que ajudam a reduzir o colesterol ruim (LDL) e aumentar o colesterol bom (HDL). Além disso, o abacate é rico em fibras, vitaminas (como a vitamina E e K) e minerais (como potássio e magnésio). Esses minerais são essenciais para o funcionamento adequado do organismo.

    Estudos indicam que o consumo regular de abacate pode contribuir para a saúde cardiovascular, melhorar a digestão e até auxiliar na perda de peso, devido à sua capacidade de promover a saciedade. Além disso, o abacate contém antioxidantes que podem ajudar a combater o estresse oxidativo e a inflamação no corpo.

    Com a crescente demanda por produtos saudáveis e naturais, o mercado de abacate no Brasil tem potencial para continuar se expandindo. A abertura de novos mercados, como a Costa Rica, pode impulsionar ainda mais as exportações e fortalecer a posição do Brasil como um dos principais produtores de abacate da América Latina.

    Em resumo, o abacate não só é uma adição nutritiva à dieta. Mas também representa uma oportunidade significativa para o agronegócio brasileiro. E com potencial de crescimento tanto no mercado interno quanto no externo.

    Abacate: uma fruta originária da América Central

    O abacate é uma fruta originária da América Central, mais provavelmente do México. O nome “abacate” vem do espanhol “aguacate”, que por sua vez deriva do náhuatl, idioma asteca, e literalmente significa “testículo”. Os incas do Peru o chamavam de “palta” ou “palto”, denominação ainda comum no Peru e no Chile.

    O mercado brasileiro tem diversas variedades

    Os primeiros relatos de abacateiros no Brasil datam de 1787, quando o naturalista Alexandre Rodrigues os encontrou às margens do rio Negro, na região amazônica. Basicamente, o abacate teve origem em três tipos, que após diversos cruzamentos naturais ou introduzidos pelo homem deram nascimento a cerca de 500 variedades diferentes.

    Variedades brasileiras

    O mercado brasileiro consome especialmente as variedades de abacates Breda, Fortuna, Geada, Margarida, Ouro Verde, Quintal e o Avocado (Hass), que se diferenciam pelo seu tamanho, calibre e teor de gordura. O abacateiro Fortuna, destaque desta semana, é uma árvore muito vigorosa e pertence ao grupo floral A, sendo um híbrido das raças Antilhana e Guatemalense.

    Na década de 1960, o viveirista Armindo Benati introduziu o abacate Fortuna em Campinas (SP)..  Tem como características frutos muito grandes, com peso entre 600 e 1000 g, formato piriforme, de casca lisa e verde escuro, polpa amarela e caroço solto.

    Com sua origem na América Central e ampla variedade de tipos, o abacate se consolidou como uma fruta popular no Brasil, com diversas cultivares adaptadas às diferentes regiões do país.

  • Governo Federal aumenta número de adidos agrícolas pelo mundo

    Governo Federal aumenta número de adidos agrícolas pelo mundo

    O Brasil contará com 11 novos adidos agrícolas em suas representações diplomáticas no exterior, aumentando o total de 29 para 40 postos. A ampliação foi autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante uma cerimônia em Várzea Grande, Mato Grosso, nesta quarta-feira (31). Este é o maior aumento no número de adidos agrícolas desde a criação da função em 2008.

    “Agora, teremos adidos do Ministério da Agricultura nas embaixadas brasileiras para ajudar a vender os produtos que produzimos. Isso é uma iniciativa do Fávaro, que está sempre pensando em abrir novos mercados para nossos produtos”, destacou o presidente Lula. Ele enfatizou que o crescimento do Brasil gera empregos e melhora a qualidade de vida da população.

    Novos Postos e Localizações

    Dos 11 novos adidos, cinco serão alocados na Ásia, três na África, dois na América do Sul e um na Europa. Os locais específicos para a instalação das novas adidâncias agrícolas serão definidos posteriormente por meio de uma portaria interministerial do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

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    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ressaltou que, desde o início da gestão de Lula, o Brasil tem batido recordes de aberturas de mercado, com 166 novas oportunidades em 55 destinos. “Isso tem sido possível, em grande parte, graças ao trabalho dos nossos adidos agrícolas, que são responsáveis por quase 70% dessas aberturas”, afirmou.

    Função dos Adidos Agrícolas

    Os adidos agrícolas atuam como assessores nas representações diplomáticas brasileiras, focando na identificação de oportunidades de comércio, investimentos e cooperação para o agronegócio. Eles mantêm interlocução com representantes do setor público e privado, além de formadores de opinião na sociedade civil e na academia.

    Atualmente, o Brasil possui adidos agrícolas em locais estratégicos, como África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, China, Estados Unidos e Japão, entre outros. A presença desses profissionais é fundamental para a geração de divisas e empregos, especialmente por meio da abertura de novos mercados.

    Com a ampliação do número de adidos agrícolas, o Governo Federal busca fortalecer a presença do Brasil no mercado internacional, promovendo a exportação de produtos agrícolas e ampliando as oportunidades para o setor. Essa estratégia é essencial para garantir a competitividade do agronegócio brasileiro em um cenário global cada vez mais desafiador.

  • Doença de Newcastle – ABPA acredita em normalização do setor

    Doença de Newcastle – ABPA acredita em normalização do setor

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) prevê uma rápida normalização nas exportações de carne de frango do Brasil. Isso após o Ministério da Agricultura notificar a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) sobre a conclusão de um caso isolado de Doença de Newcastle. O caso ocorreu no município de Anta Gorda (RS).

    Apesar de boa parte das exportações sob suspensão estar sendo redirecionada para outros mercados, a ABPA acredita que a notificação à OMSA e a esperada recuperação do status de país livre da doença, juntamente com a alteração no status de autossuspensão e na área sob monitoramento, devem acelerar as negociações com os mercados importadores.

    A ABPA destacou o trabalho fundamental do Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e dos Secretários Carlos Goulart e Roberto Perosa, além de suas equipes, na otimização da resolução do problema.

    A situação foi pontual, conforme mostrado pelos resultados das amostras coletadas. A rapidez e a transparência das ações reforçam a elevada biosseguridade que posicionou o Brasil como líder global nas exportações de carne de frango.

    MAPA notifica OMSA

    Na última quinta-feira (25), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) enviou uma notificação à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Foi informado sobre a conclusão do foco da doença de Newcastle (DNC) no Brasil. Assim, o governo brasileiro aguarda a retirada das suspensões impostas por países importadores para a retomada integral das exportações de carnes de aves e seus produtos.

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    O foco da DNC foi confirmado em 17 de julho em um estabelecimento de avicultura comercial de corte em Anta Gorda. O município é localizado no Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul. Após o controle da situação, o Mapa reduziu a área de emergência zoossanitária.

    Em relação às exportações, o Mapa atualizou as áreas de suspensão da certificação temporária para carne de aves e seus produtos. Algumas restrições ainda se aplicam, como para China, Argentina e México em relação ao Brasil. E também para Arábia Saudita no caso específico do estado do Rio Grande do Sul.

    Além disso, o Mapa ressalta que as regras de suspensão são revisadas diariamente. E que age em colaboração com os países parceiros, para garantir que todas as ações necessárias sejam tomadas para eliminar o foco da doença de Newcastle.