Tag: Inovação

  • Inovação – Mapa e Paraná firmam acordo

    Inovação – Mapa e Paraná firmam acordo

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Secretaria Estadual da Inovação, Modernização e Transformação Digital do Paraná assinaram um Protocolo de Intenções com o objetivo de promover a inovação no agronegócio paranaense. O acordo visa fortalecer o ecossistema agroindustrial do estado, aumentando sua competitividade.

    Durante a cerimônia, Alessandro Cruvinel, diretor do Departamento de Apoio à Inovação para Agropecuária (Diagro/Mapa), destacou a estratégia MapaConecta para Inovação Agropecuária. Essa iniciativa se baseia em dois pilares: o fortalecimento dos ecossistemas estaduais e a criação de uma plataforma virtual interativa. Essa plataforma servirá como um espaço dinâmico para conectar diferentes agentes do setor, fomentar redes colaborativas e promover a inovação aberta.

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    “A assinatura deste protocolo une os esforços do Governo Federal e estadual para impulsionar a inovação no setor agropecuário. Desta forma, fortalecendo ainda mais a competitividade do Brasil no mercado global”, afirmou Cruvinel. Ele ressaltou que as equipes do Mapa no Paraná trabalharão em conjunto com a Secretaria Estadual de Inovação para garantir resultados concretos e benefícios significativos para o setor.

    O Protocolo prevê ações voltadas ao estímulo à pesquisa, desenvolvimento tecnológico e à criação de novos negócios na agropecuária. A iniciativa busca integrar associações e cooperativas de produtores rurais, indústrias, startups, prestadores de serviços, governos e instituições acadêmicas.

    O objetivo final é contribuir para o crescimento econômico do estado e do país. E, além disso, promover o aumento de renda, expansão de oportunidades econômicas e bem-estar social por meio da coordenação estratégica entre os diversos agentes envolvidos nos ecossistemas de inovação do Paraná.

  • Pesquisa pioneira: controle biológico do moleque-da-bananeira

    Pesquisa pioneira: controle biológico do moleque-da-bananeira

    Uma pesquisa pioneira conduzida pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), pela Universidade Tiradentes (Unit) e o Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP) promete revolucionar o manejo da banana no estado. O estudo, focado no controle biológico do moleque-da-bananeira, pode beneficiar mais de 2.200 produtores registrados, segundo dados do IBGE.

    “Este inseto causa danos no rizoma da planta, que é parte da planta localizada embaixo da terra, onde saem as raízes. A fêmea adulta do inseto coloca os seus ovos no rizoma, onde eclodem as larvas; estas abrem galerias de forma ascendente na planta. Portanto, os danos das larvas permitem a entrada de patógenos na planta. As galerias abertas pelas larvas desta praga debilitam as plantas e as deixam mais suscetíveis ao tombamento. Em plantas mais jovens, ocorre a morte da gema apical e a paralisação do seu crescimento”, explica Marcelo da Costa Mendonça, professor do PBI/Unit.

    Em geral, a pesquisa, iniciada há um ano, atende à demanda de um pequeno agricultor do município de Malhador, no agreste sergipano. O moleque-da-bananeira, inseto de hábito noturno, ataca o rizoma da planta, causando sérios prejuízos à produção e elevando custos.

    Foto: Divulgação – Agência Sergipe de Notícias (ASN)

    O projeto é liderado pelo pesquisador Marcelo Mendonça, doutor em Entomologia Agrícola, e pelo mestrando em Biotecnologia Industrial Lucas Barboza. “Estamos desenvolvendo soluções menos danosas ao meio ambiente, como fungos entomopatogênicos, que parasitam os insetos”, explica Mendonça.

    Desafios no campo

    José Firmino de Oliveira, conhecido como Zé de Rufino, é o principal parceiro do estudo. Aos 74 anos, ele cultiva banana de forma orgânica em sua propriedade de quatro hectares. Ele relata que, antes do apoio da Emdagro, perdia até 30% da produção. “Desde que iniciamos os testes, percebi uma redução no número de bananeiras afetadas”, afirma.

    Rufino buscou ajuda após notar que suas bananeiras tombavam sem sinais externos visíveis. Mendonça identificou o problema como ataque de larvas do Cosmopolites sordidus, que abrem galerias nos rizomas e se alimentam da planta.

    Soluções sustentáveis

    Em resumo, o controle biológico tem se mostrado uma alternativa eficaz e sustentável. Ao mesmo tempo, diferente dos agroquímicos, os fungos utilizados no experimento não causam poluição ou intoxicação. Além disso, são compatíveis com sistemas de cultivo orgânico.

    A pesquisa envolve visitas frequentes à propriedade, coleta de insetos e testes em laboratório e casas de vegetação. “Testamos concentrações e métodos de aplicação para garantir eficácia no controle da praga”, explica Mendonça.

    Entre os métodos testados, destacam-se a aplicação direta do fungo nas plantas, o uso de iscas atrativas e o preparo de mudas tratadas com a solução de fungos.

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    Uso de iscas atrativas

    Foto: Divulgação – Agência de Sergipe de Notícias (ASN)

    As iscas são uma estratégia simples, mas eficaz. Uma delas utiliza pedaços fermentados do pseudocaule, que atraem os insetos pelo odor. Além disso, outra opção é cortar os caules e capturar os insetos manualmente.

    Para aumentar a eficácia, as iscas podem ser tratadas com fungos por meio de imersão ou aplicação direta no solo. Outra técnica em teste é o cultivo de mudas já impregnadas com fungos, garantindo proteção desde o plantio.

    Banco de fungos

    O laboratório da Emdagro mantém um banco de fungos entomopatogênicos desenvolvido ao longo de 15 anos. Espécies como Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae estão sendo avaliadas pela capacidade de controlar o moleque-da-bananeira.

    Na primeira fase do estudo, os fungos mais eficazes foram selecionados em experimentos controlados. Além disso, agora, os pesquisadores buscam ajustar concentrações e formas de aplicação para uso no campo.

    Expansão e impacto

    Marcelo Mendonça destaca o potencial do controle biológico no manejo sustentável da banana. “Nossa meta é oferecer alternativas que aliem sustentabilidade e eficácia, contribuindo para a preservação ambiental e o bem-estar do produtor”, conclui.

    Ou seja, com resultados promissores, o estudo pode transformar a produção de banana em Sergipe, trazendo benefícios diretos aos produtores e ao meio ambiente.

     

  • Agro Club Tecnológico – produtores e iniciativa privada se unem

    Agro Club Tecnológico – produtores e iniciativa privada se unem

    A Bayer firmou uma parceria com o Agro Club Tecnológico, uma iniciativa idealizada por um grupo de produtores de Rondonópolis, Mato Grosso, com o objetivo de validar inovações tecnológicas para o setor agrícola. O projeto conta com o apoio de diversas empresas do agronegócio, consultorias e universidades, visando desenvolver soluções mais eficazes para os desafios enfrentados no campo.

    O Agro Club Tecnológico, que se destaca como a primeira organização do Brasil a reunir empresas do setor agro. E foi criado em resposta à necessidade de soluções práticas que atendam às demandas dos agricultores brasileiros.

    Para Abdalah Novaes, diretor de soluções agrícolas digitais da Bayer para a América Latina, essa parceria fomenta a estratégia da companhia de sempre ter o cliente no centro. “Ao fazer parte do Agro Club Tecnológico, temos a oportunidade de testar e validar nossas inovações no campo. E poder contribuir com o desenvolvimento de outras, seja por meio de mentoria, feedback e/ou validação das mesmas.”

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    Com mais de 100 parceiros e produtores já envolvidos, o Agro Club Tecnológico testará e validará tecnologias desenvolvidas por diferentes instituições. As propriedades rurais poderão implementar as soluções aprovadas, permitindo que diversos stakeholders testem inovações diretamente nas fazendas da região e as avaliem.

    Validação e mentoria

    A validação das tecnologias envolve múltiplas etapas, incluindo testes com produtores, mentorias com empresas e colaborações com universidades. As inovações que obtiverem sucesso nesse processo receberão um selo de validação, facilitando sua adoção pelos agricultores.

    Durval Carneiro, fundador e CEO do Agro Club Tecnológico, destacou a importância da iniciativa. “O município de Rondonópolis tem o segundo maior PIB de Mato Grosso e é um dos principais polos do agronegócio. Temos muitos produtores na região que poderão compartilhar suas necessidades. E, junto com outras instituições e startups, poderemos cocriar soluções que beneficiarão não apenas os agricultores locais, mas também os de todo o país.”

    O espaço físico do Agro Club Tecnológico será inaugurado em setembro, proporcionando um ambiente propício para a colaboração entre produtores, empresas e instituições de pesquisa. A expectativa é que a iniciativa contribua significativamente para o desenvolvimento de tecnologias que atendam às demandas do agronegócio brasileiro de forma responsável e sustentável.

    A parceria entre a Bayer e o Agro Club Tecnológico representa um passo importante para a inovação no setor agrícola brasileiro. Com foco na validação de tecnologias e no fortalecimento do empreendedorismo, a iniciativa busca não apenas melhorar a produtividade no campo, mas também promover práticas sustentáveis que beneficiem toda a cadeia produtiva.

  • Minas Láctea 2024 encerra com recordes de público e negócios

    Minas Láctea 2024 encerra com recordes de público e negócios

    50O Minas Láctea 2024 encerrou nesta quinta-feira, 18 de julho, em Juiz de Fora. Organizado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária (EPAMIG) e pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes, o evento foi um sucesso. Isso porque atingiu uma média de 12 mil participantes em três dias e os negócios superaram R$ 500 milhões.

    O coordenador-geral do Minas Láctea, Clenderson Gonçalves, destacou o retorno ao Expominas – JF após dois anos. “Tivemos 98 empresas expositoras e o número de negócios realizados superou as expectativas. Um expositor trouxe um equipamento e vendeu quatro. Outro vendeu 50% do estoque anual em três dias. Isso confirma o diferencial da Expomaq”, afirmou.

    Além disso, a feira também aproximou empresas do mercado e novos clientes. “Frequentamos a feira há 23 anos. Aqui, podemos conversar de forma mais próxima com a cadeia produtiva”, disse Túlio Alvarenga Pereira, consultor técnico da Prófit.

    A Prófit apresentou a tecnologia Coagusens para coagulação do leite e venceu o Prêmio de Inovação na categoria Equipamentos e Embalagens. A Novonesis recebeu o prêmio na categoria Ingredientes.

    Expolac e Congresso Nacional de Laticínios destacam inovações

    A Exposição de Produtos Lácteos (Expolac), também no Expominas – JF, apresentou demonstrações de produtos, degustações e harmonizações. “Mais de 100 laticínios expuseram seus produtos. Outros 20 tiveram estandes próprios ou promoveram demonstrações”, disse Nelson Tenchini, coordenador da Expolac.

    No Instituto de Laticínios Cândido Tostes, ocorreu o 37º Congresso Nacional de Laticínios com o tema “Tradição e inovação: a transformação do setor lácteo”. Foram 15 palestras, comunicados técnicos e sessão de pôsteres. Além disso, a Semana do Laticinista ofereceu 13 cursos de curta duração.

    “Tivemos recorde de participantes nos cursos e muitos elogios pela escolha dos temas, palestrantes e instrutores. A qualidade dos trabalhos submetidos também foi destacada”, afirmou a pesquisadora e professora Isis Renhe, da Comissão Científica do Minas Láctea.

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    Concurso Nacional de Produtos Lácteos premia melhores do setor

    O 47º Congresso Nacional de Produtos Lácteos (CNPL) anunciou os vencedores nesta quinta-feira. O concurso premiou os três melhores em doze categorias, incluindo Queijo Prato Lanche, Queijo Gouda, Provolone, Parmesão, Reino, Minas Padrão, Azul, Cottage, Manteiga, Requeijão Cremoso, Doce de Leite Pastoso e Produto Lácteo Inovador. Confira a lista dos premiados aqui.

    Kely de Paula, pesquisadora da EPAMIG ILCT e integrante da Comissão Organizadora do CNPL, destacou o recorde de empresas participantes (94), produtos inscritos e juízes (42). “A credibilidade do nosso Concurso é reforçada pelos juízes qualificados e relatórios detalhados enviados aos participantes”, observou.

    Portanto, o Minas Láctea 2024 comprovou mais uma vez sua importância para o setor lácteo, impulsionando negócios e promovendo inovações.

  • LAC Flavors – da Amazônia para o mundo

    LAC Flavors – da Amazônia para o mundo

    Durante a LAC Flavors, evento promovido na Amazônia pelo BID com apoio da ApexBrasil, empresas de alimentos e bebidas da América Latina e Caribe participaram de rodadas de negócios com importadores internacionais. O evento, focado em sustentabilidade e equidade de gênero, gerou resultados significativos em vendas.

    Café de açaí, geleia de vitória-régia, chocolate de cupuaçu e extrato de jambu são exemplos de produtos brasileiros apresentados aos compradores globais. Em dois dias, mais de 300 empresários do setor de alimentos e bebidas se reuniram com 87 compradores de 29 países. Com isso, totalizando mais de 800 reuniões e estimativas de exportações acima de US$ 40 milhões.

    Organização

    A 12ª edição da LAC Flavors, realizada em Manaus nos dias 5 e 6 de junho, foi organizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O evento contou com a participação de pequenas e médias empresas e potenciais importadores internacionais. Pela primeira vez no Brasil, o evento contou com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Mais de 130 empresas brasileiras participaram, realizando 281 reuniões que devem resultar em negócios estimados em US$ 14,4 milhões.

    Segundo Ana Paula Repezza, diretora de Negócios da ApexBrasil, a escolha de Manaus destaca a importância de inserir pequenas empresas no comércio exterior para promover desenvolvimento sustentável na região. “A ApexBrasil trabalha com três pilares prioritários: inclusão de mulheres no comércio exterior, diversificação regional das exportadoras brasileiras com foco no Norte e Nordeste e sustentabilidade socioambiental”, afirmou.

    Morgan Doyle, representante do BID no Brasil, ressaltou o objetivo fundamental da LAC Flavors de criar oportunidades para pequenas e médias empresas. “Facilitamos o acesso ao mercado internacional porque sabemos que empresas que exportam pagam melhores salários, são mais produtivas, inovadoras e têm maior longevidade”, disse. “Aqui, no coração da Amazônia, fomentam oportunidades para manter a floresta em pé”, acrescentou.

    Equidade de Gênero

    A edição da LAC Flavors também focou na inclusão de gênero, alinhada aos programas da ApexBrasil e do BID, com 52% das empresas participantes lideradas por mulheres.

    Por exemplo, a Deveras, marca do Pará, exemplifica essa inclusão. Fundada por “doutores da Amazônia”, a empresa oferece produtos inovadores como geleia de vitória-régia e cupulate. Valéria Mourão, fundadora da Deveras, destacou a aceitação dos produtos pelos compradores internacionais e o desafio de superar a barreira do desconhecimento, investindo em marketing para ganhar escala.

    A LAC Flavors também destacou a riqueza culinária e a inovação sustentável da Amazônia. A cooperativa AmazonBai, por exemplo, busca desenvolver economicamente comunidades extrativistas de açaí no Amapá sem desmatar o meio ambiente. Amiraldo Pincanço, presidente da cooperativa, celebrou a visibilidade e certificações conquistadas, além das vendas realizadas durante o evento.

    Criado em junho de 2023, o Programa Mulheres e Negócios Internacionais (MNI) da ApexBrasil promove a equidade de gênero no mercado internacional, com ações de capacitação, promoção comercial e atração de investimentos para empresas lideradas por mulheres. Em um ano, o MNI realizou mais de 30 ações, atendendo cerca de mil empresas lideradas por mulheres.

  • Pesquisa desenvolve novos produtos alimentícios a partir de tilápia

    Pesquisa desenvolve novos produtos alimentícios a partir de tilápia

    Pesquisadores da Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ) desenvolveram novos produtos a partir de tilápia, o peixe mais cultivado no Brasil. Entre as inovações estão salsicha com fibra de abacaxi, patê, apresuntado de carne e hidrolisado proteico. A Embrapa busca parceiros privados para levar esses produtos ao mercado consumidor.

    O objetivo da pesquisa é aproveitar resíduos da produção, promovendo sustentabilidade e evitando desperdícios. A cadeia do pescado gera grande volume de resíduos, e, segundo a FAO, a perda na produção de pescado chega a 35%. A Embrapa Agroindústria Tropical (CE) também desenvolve hidrogéis e nanoemulsões a partir da gelatina de tilápia, com potencial uso biomédico e cosmético.

    Angela Furtado, pesquisadora da Embrapa, destaca que a pesquisa visa gerar produtos que aumentem a rentabilidade e contribuam para a sustentabilidade ambiental. “Utilizando os resíduos da filetagem da tilápia, chegamos a um hidrolisado com alto teor proteico, que pode ser utilizado em alimentos, cosméticos, nutracêuticos e suplementos alimentares”, explica Furtado.

    Os novos produtos incluem:

    • Patê: feito com carne mecanicamente separada de tilápia e fibra de abacaxi, adequado para crianças e idosos.
    • Hidrolisado de gelatina: altamente proteico, usado em alimentos, cosméticos e suplementos.
    • Embutido de tilápia: similar a apresuntado, moldado em forma cilíndrica e conservado sob refrigeração.
    • Salsicha de tilápia: processada com carne mecanicamente separada de tilápia e farinha de resíduo de abacaxi, com baixo teor de sódio e sem corantes.

    As pesquisas fazem parte do Projeto BRS Aqua, uma parceria entre Embrapa, BNDES, CNPq e MPA, que integra mais de 240 empregados de 23 unidades da Embrapa e mais de 60 parceiros públicos e privados.

    Atualmente, a indústria do pescado tem registrado crescimento, com exportações brasileiras de piscicultura aumentando 15% em 2022, totalizando US$ 23,8 milhões.

  • “Nutrição mineral e doença de plantas” é destaque na Abisolo Fórum e Exposição

    “Nutrição mineral e doença de plantas” é destaque na Abisolo Fórum e Exposição

    A programação do dia 6 de junho da 10ª edição da Abisolo Fórum e Exposição, realizada em Campinas, contará com a apresentação “Nutrição Mineral e Doença de Plantas”, ministrada pelo professor Fabrício Ávila Rodrigues, da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Rodrigues, engenheiro agrônomo e doutor em Fitopatologia pela Universidade da Flórida, Gainesville (EUA), é uma das principais atrações do evento.

    A palestra de Rodrigues abordará as interações entre doenças de plantas e os macro, micro e nano nutrientes, destacando novas hipóteses e descobertas recentes na área. Um dos pontos centrais será a redução do desenvolvimento de fitopatologias através da interação entre selênio e elementos de terras raras, ilustrando os impactos positivos desses nutrientes.

    Reprodução: Divulgação Abisolo

    O professor também discutirá os avanços em nanotecnologia, explicando como os nutrientes se comportam de maneira diferente quando aplicados em nanoescalas. Essa discussão será baseada na segunda edição atualizada do livro acadêmico “Nutrição Mineral e Doença de Plantas”, de Lawrence E. Datnoff e Wade H. Elmer, traduzido e editado por Rodrigues com o apoio da Abisolo.

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    “Minha intenção é que os participantes ampliem a compreensão sobre nutrição vegetal e as estratégias inovadoras e sustentáveis para o manejo das doenças de plantas. Assim, sera, esclarecido os benefícios não apenas para toda a escala produtiva, mas também para o desenvolvimento econômico e social como um todo”, comenta Rodrigues.

    Considerada a maior feira da indústria de fertilizantes da América Latina, a 10ª edição da Abisolo Fórum e Exposição está dividida em quatro painéis. Isso proporcionará trocas de informações, experiências e a geração de novos negócios para o segmento. O evento ocorre nos dias 5 e 6 de junho e inclui um circuito de palestras focadas em inovação, sustentabilidade econômica e inteligência de mercado.

  • Sensor para irrigação impulsiona economia e produtividade

    Sensor para irrigação impulsiona economia e produtividade

    Um novo avanço tecnológico no campo da irrigação está transformando a forma como os agricultores lidam com o manejo da água. O sensor IGstat, desenvolvido com melhorias significativas em seu processo de fabricação e controle, está se destacando pela capacidade de aumentar a produtividade das culturas e reduzir o consumo de água e energia, tanto em ambientes protegidos quanto em campo aberto.

    Este dispositivo de baixo custo opera de forma automatizada, ajustando o fornecimento de água com base na umidade do solo. Ao garantir que as plantas recebam a quantidade ideal de água no momento certo, o sensor otimiza a produção tanto para pequenos quanto grandes produtores, tornando o manejo da irrigação mais eficiente. Os estudos para aperfeiçoar o sensor IGstat envolveram três pesquisadores da Embrapa Instrumentação, um pesquisador da iniciativa privada e recebeu apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

    Foram implementadas melhorias na robustez e confiabilidade do controlador Irriga Fácil, incluindo aprimoramentos no regulador de pressão de ar, pressostato e temporizador programável”, conta o pesquisador da Embrapa Instrumentação, Carlos Manoel Pedro Vaz, coordenador da pesquisa.

    Uma das vantagens significativas do sensor IGstat é sua capacidade de operar mesmo na ausência de informações técnicas específicas sobre o tipo de solo e as lâminas de irrigação recomendadas. Isso o torna altamente adaptável a diversas condições e culturas agrícolas, incluindo horticultura, fruticultura, floricultura, cereais e culturas anuais em geral. Além disso, pode ser integrado a diferentes sistemas de irrigação, como aspersão, gotejamento e inundação, permitindo seu uso em diversos cenários, desde pequenos jardins até grandes áreas de produção.

    Uma característica fundamental do sensor IGstat é seu princípio de funcionamento inovador. Com apenas 6 centímetros de comprimento e 2 centímetros de diâmetro, o dispositivo utiliza um sistema pneumático para medir a umidade do solo. Quando o solo atinge um valor crítico de umidade, o sensor aciona automaticamente o sistema de irrigação, garantindo que as plantas recebam água na medida certa.

    Experimentos realizados em diversas culturas, como tomate, alface, pimenta, banana, morango e café, demonstraram aumentos significativos na produtividade e reduções no consumo de água e energia. Em uma fazenda em Brotas (SP), por exemplo, a adoção da tecnologia resultou em uma economia de água de aproximadamente 20 mil litros por hectare, além de uma redução de mais de 65% no consumo de energia.

    Com sua capacidade de aumentar a eficiência hídrica e energética na agricultura, o sensor IGstat está se consolidando como uma ferramenta estratégica para os agricultores modernos. Seus benefícios econômicos e ambientais contribuem para o avanço sustentável do agronegócio, promovendo uma produção mais inteligente e responsável.

     

     

  • Universidade desenvolve tecnologia para capturar hidrogênio verde

    Universidade desenvolve tecnologia para capturar hidrogênio verde

    Em uma inovação que pode revolucionar a forma como geramos energia, o Laboratório de Mecânica da Fratura e Fadiga (LAMEFF) da Universidade Federal do Ceará (UFC) criou uma tecnologia mais barata e renovável para extrair hidrogênio verde.

    Essa fonte energética alternativa aos combustíveis fósseis, como petróleo e carvão, é considerada mais limpa e sustentável.

    O físico Santino Loruan, que desenvolveu a tecnologia em sua pesquisa de doutorado no Programa de Engenharia e Ciências Materiais da UFC, criou uma membrana de quitosana para uso em eletrolizadores que separam as moléculas de hidrogênio do oxigênio na água.

    A membrana é feita a partir da casca de camarão ou de caranguejo, comum no litoral brasileiro, e substitui uma membrana sintética importada e mais cara.

    Divulgação – Lameff/UFC

    Essa membrana de quitosana não polui o ambiente quando descartada, diferentemente da membrana nafion, que é mais comummente usada.

    Além disso, o processo de eletrolisado é ativado com energia limpa, proveniente da energia solar, tornando todo o processo ambientalmente sustentável.

    O hidrogênio gerado é chamado de “hidrogênio verde” porque é obtido com fonte renovável.

    Segundo o engenheiro Enio Pontes de Deus, coordenador do LAMEFF e orientador de Santino Loruan, “o hidrogênio, na verdade, não tem cor nenhuma. É um gás inerte e incolor, o elemento mais abundante na atmosfera. Ele é verde porque é obtido com fonte renovável”.

    A membrana de quitosana foi patenteada pela Universidade Federal do Ceará e agora entra no mercado, competindo com outras membranas. A invenção será apresentada na Conferência Internacional das Tecnologias das Energias Renováveis (Citer), que ocorre em Teresina (PI), de 3 a 5 de junho.

  • World Agri-Tech South America Summit reúne 700 líderes em São Paulo para debater inovações no agro

    World Agri-Tech South America Summit reúne 700 líderes em São Paulo para debater inovações no agro

    São Paulo será o centro das atenções do setor agroalimentar da América do Sul com a realização do World Agri-Tech South America Summit, que reunirá 700 líderes locais e internacionais entre os dias 20 e 21 de junho. O evento promete ser um dos mais dinâmicos e interativos do calendário agropecuário, proporcionando uma plataforma essencial para a troca de conhecimentos, networking e descoberta de novas tecnologias.

    A cúpula oferecerá uma série de debates estratégicos e discussões interativas, abordando os desafios e as oportunidades no setor agroalimentar sul-americano. Os participantes terão a oportunidade de se envolver diretamente com agricultores locais e explorar as últimas inovações tecnológicas apresentadas por start-ups de todo o mundo.

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    Um dos principais atrativos do World Agri-Tech South America Summit é a possibilidade de criar uma rede de contatos sólida e influente. A cúpula é projetada para facilitar o networking entre os participantes, permitindo que todos se conectem com palestrantes, expositores e start-ups. “Estamos preparados para oferecer um ambiente propício para a criação de conexões valiosas que podem impulsionar o setor agroalimentar”, afirmou Renata Miranda, Secretária de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

    O evento contará com palestrantes de renome que compartilharão suas perspectivas e conhecimentos sobre o futuro do agronegócio. Entre os principais palestrantes estão:

    • Renata Miranda, Secretária de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperação, MAPA.
    • Marcio Santos, CEO Brasil, BAYER.
    • Silvia Massruhá, Presidente, EMBRAPA.
    • Sebastian Popik, Sócio-Gerente, AQUA CAPITAL.
    • Magdalena Coronel, CIO, IDB LAB.
    • Aurélio Pavinato, CEO, SLC AGRÍCOLA.
    • Pilu Giraudo, Vice Presidente, INTA.

    Start-ups Inovadoras

    A cúpula também será uma vitrine para start-ups nacionais e internacionais que estão desenvolvendo soluções inovadoras para os maiores problemas do sistema agroalimentar sul-americano. Estas empresas emergentes apresentarão suas tecnologias e modelos de negócios que visam aumentar a eficiência, sustentabilidade e resiliência da produção agrícola.

    Expectativas e Impacto

    O World Agri-Tech South America Summit promete ser um evento transformador para o setor agroalimentar da América do Sul, oferecendo uma plataforma única para a colaboração entre diferentes atores do ecossistema agro. “Estamos ansiosos para ver as colaborações e inovações que surgirão deste encontro de mentes brilhantes e comprometidas com o avanço da agricultura”, declarou Silvia Massruhá, Presidente da EMBRAPA.

    Entretanto, com a presença de líderes influentes e a apresentação de tecnologias de ponta, o summit espera não apenas discutir os desafios atuais, mas também traçar um caminho claro para o futuro do agronegócio na região. A expectativa é que as discussões e conexões estabelecidas no evento resultem em iniciativas concretas que impulsionem a produtividade e a sustentabilidade da agricultura sul-americana.

    Para mais informações e para se inscrever no evento, acesse o site oficial do World Agri-Tech South America Summit: www.worldagritechsouthamerica.com/