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  • Artigo – Inteligência Artificial no campo

    Artigo – Inteligência Artificial no campo

    O agronegócio brasileiro vive um novo momento. Mais do que produtividade e escala — atributos historicamente associados ao setor —, a nova fronteira da competitividade passa pela capacidade de utilizar dados de forma inteligente. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) projeta um crescimento de 7,4% no VBP do agronegócio, totalizando uma receita de R$ 1,43 trilhão até o final de 2025. O segmento agrícola deve alcançar R$ 937,55 bilhões, enquanto o valor bruto da produção pecuária deve crescer 9,2%, chegando a R$ 495,13 bilhões.

    Os investimentos no setor reforçam essa tendência: R$25,6 bilhões devem ser aplicados em soluções tecnológicas no campo no próximo ano, um aumento de 21% em relação a 2024, segundo projeções da CNA em parceria com o CEPEA-USP. Desse total, cerca de 45% será direcionado a tecnologia de coleta e análise de dados, integração de plataformas e aplicação de inteligência artificial (IA) nas operações agrícolas.

    O agronegócio brasileiro já se destaca globalmente pela produtividade e pela escala. Mas o próximo salto competitivo está diretamente ligado à capacidade de transformar dados em decisões mais rápidas e precisas através do uso da Inteligência Artificial.

    Além disso, o mercado global de IoT agrícola, por exemplo, deve atingir US$ 20,9 bilhões, impulsionado pela demanda por maior eficiência e sustentabilidade, conforme dados da McKinsey. No Brasil, a conectividade no campo já é tendência consolidada, mas o custo ainda limita a adoção em larga escala.

    Impactos reais no campo

    A aplicação dessas tecnologias vai além da teoria: ela já gera resultados concretos. Um estudo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP), publicado em fevereiro de 2025, aponta que a digitalização nas lavouras monitoradas resultou em um aumento médio de 18,7% na produtividade, além de reduzir em 12,3% o consumo de insumos agrícolas, como fertilizantes e defensivos.

    O mesmo levantamento mostra que propriedades com alto grau de digitalização apresentam rentabilidade 23% superior em relação àquelas que operam com modelos tradicionais de gestão. Os produtores estão conseguindo reduzir o uso de insumos e, ao mesmo tempo, aumentar o desempenho das lavouras. Isso se traduz em operações mais sustentáveis, rentáveis e resilientes.

    Uma abordagem integrada: antes, dentro e depois da porteira

    A verdadeira inovação no agronegócio moderno reside na compreensão de que a digitalização deve abranger toda a cadeia produtiva, não apenas as operações no campo. Essa visão sistêmica divide-se em três frentes principais:

    • Antes da porteira: nesta etapa, o foco está na digitalização de processos que antecedem a produção, incluindo o desenvolvimento de cultivares com auxílio de inteligência artificial, planejamento estratégico de safras e otimização da cadeia de suprimentos de insumos.
    • Dentro da porteira: no campo propriamente dito, as tecnologias incluem centros de operações agrícolas (COA), monitoramento de máquinas com telemetria, modelos preditivos para aplicação precisa de insumos e sistemas de visão computacional para detecção precoce de pragas e doenças.
    • Depois da porteira: esta fase engloba a agroindústria, logística, distribuição e varejo, com soluções como plataformas de e-commerce especializadas, otimização de rotas de transporte, previsão de demanda utilizando machine learning e gestão inteligente de estoques.

    Hoje, é fundamental enxergar o agronegócio como um ecossistema integrado. Não adianta digitalizar apenas uma etapa do processo produtivo se as outras continuarem desconectadas. A transformação precisa ser sistêmica para gerar eficiência real. Por isso, é importante contar com clientes e parceiros, principalmente antes e depois da porteira, que levam as melhores soluções em tecnologia aos produtores rurais.

    Casos de sucesso demonstram o potencial da tecnologia

    Entre os exemplos que confirmam o potencial dessas inovações está a Tereos, uma das maiores produtoras de açúcar e etanol do país. A empresa implementou um Centro de Operações Agroindustriais (COA) para unificar as áreas agrícola e industrial, com apoio da Keyrus, multinacional líder em consultoria de inteligência de dados e transformação de negócios. A estimativa é de economizar R$25 milhões por ano com a iniciativa.

    Na Cooperativa Agroindustrial Holambra, a Keyrus apoiou o desenvolvimento de uma plataforma digital voltada à interação com cooperados. O projeto fortaleceu o relacionamento com os produtores e modernizou o acesso a informações sobre produção, crédito e compras de insumos.

    Além disso, um dos cases mais avançados envolveu a criação de um sistema de IA generativa voltado à área jurídica de uma grande empresa do setor. Utilizando modelos de linguagem treinados com documentos legais da companhia, a solução permite buscas e consultas automatizadas a contratos complexos, aumentando a produtividade da equipe e reduzindo riscos.

    Outro caso emblemático é o de uma grande companhia do setor que enfrentava gargalos na gestão de contratos com fornecedores. A solução envolveu a implementação de um pipeline automatizado de dados — um fluxo digital para organizar e processar informações — combinado com o uso de modelos de linguagem natural (LLMs), semelhantes ao ChatGPT, adaptados ao vocabulário jurídico da empresa. O sistema permite consultas conversacionais instantâneas a documentos complexos, economizando horas de trabalho manual.
    Essa transformação na gestão contratual mostra como a inteligência artificial pode ser aplicada em frentes diversas — de tarefas simples, como um assistente virtual, até sistemas avançados capazes de analisar imagens em tempo real para detectar pragas no campo.

    Perspectivas e desafios até 2030

    Segundo uma pesquisa da McKinsey & Company, divulgada em abril de 2025, o mercado brasileiro de tecnologias agrícolas deve movimentar R$ 42 bilhões até 2030. Apesar dos avanços, a digitalização no campo ainda esbarra em gargalos importantes, sendo o principal deles a conectividade em áreas remotas. Infelizmente, ainda existem produtores com sensores de última geração, mas sem sinal de internet estável, fazendo com que a entrega do valor pleno da tecnologia trave.

    No entanto, para contornar as limitações, será necessário adotar soluções que funcionem parcialmente offline, sincronizando dados assim que o sinal retorna. Outro ponto de atenção é a maturidade digital das equipes. Mais do que tecnologia, é preciso formar profissionais capazes de interpretá-la, por isso, as organizações precisarão investir em treinamentos, programas de capacitação e soluções com interfaces intuitivas, porque a transformação digital também é uma transformação humana.

    A margem para decisões baseadas apenas na intuição ou na experiência está diminuindo. Entramos em uma era em que a capacidade analítica definirá o sucesso ou o fracasso das operações agrícolas. E isso vale para pequenos, médios e grandes empresas do agronegócio.

    Rodrigo Cruz

    *Por Rodrigo Cruz é Vice-presidente de Estratégia de Crescimento e Inovação de Portfólio da Keyrus no Brasil

    Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente a opinião do Agro em Campo e de seus editores.

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  • Embrapa leva inovações sustentáveis ao Showtec 2025 em MS

    Embrapa leva inovações sustentáveis ao Showtec 2025 em MS

    A Embrapa participará do Showtec 2025, que acontece entre os dias 20 e 22 de maio, em Maracaju (MS). Durante o evento, a empresa reunirá tecnologias de três centros de pesquisa: Embrapa Agropecuária Oeste (MS), Embrapa Gado de Corte (MS) e Embrapa Milho e Sorgo (MG).

    No estande, os visitantes terão acesso a soluções voltadas para o aumento da produtividade e práticas sustentáveis. A programação técnica e institucional atenderá produtores, técnicos, estudantes e o público em geral.

    Ao longo dos três dias, a Embrapa oferecerá atendimento especializado, apresentações de campo e palestras. As atividades destacam tecnologias em desenvolvimento e pesquisas já aplicadas no campo.

    Entre os temas abordados estão os ativos tecnológicos da Embrapa Agropecuária Oeste que integram a Jornada pelo Clima. A iniciativa reúne soluções sustentáveis e práticas agrícolas para diferentes biomas brasileiros, com foco na COP30, que será realizada em Belém (PA).

    Atividades programadas do Showtec 2025:

    Terça-feira (20/05):

    • 11h: Visita do governador ao estande da Embrapa.
    • 14h: “Conversa com a Imprensa” com pesquisadores e equipe de tecnologia.

    Quarta-feira (21/05):

    • 10h: Palestras na Arena Showtec:
      • Milho e braquiária para melhoria no perfil do solo, com Gessí Ceccon.
      • Melhoria física e aumento da caixa hídrica do solo, com Júlio Cesar Salton.

    Quinta-feira (22/05):

    • 9h40 às 10h20: Apresentação no estande da Copasul:
      • Sorgo Granífero: Oportunidades e uso para composição dos sistemas de produção no MS, com Frederico Botelho.

    Tecnologias em destaque:

    A Embrapa apresentará no campo e no estande as seguintes inovações:

    • Sorgo granífero para etanol: Tecnologia explicada por Gessí Ceccon e Frederico Botelho.
    • Sistema Diamantino: Implantação e manejo detalhados por Marciana Retore.
    • Consórcio de gramínea com leguminosa: Benefícios apresentados por Rodrigo Arroyo Garcia.
    • Milho com braquiária: Prática detalhada pelo analista Gessí Ceccon.
    • ILPF: A Embrapa Gado de Corte mostrará soluções em Integração Lavoura-Pecuária-Floresta.

    Jornada pelo Clima:

    A Embrapa lidera a Jornada pelo Clima, ação nacional para debater os desafios e as soluções de uma agricultura de baixo carbono. A iniciativa busca fortalecer práticas inclusivas e resilientes às mudanças climáticas.

    Com essa participação, a Embrapa reforça seu compromisso com a sustentabilidade, inovação e ciência aplicada à agropecuária brasileira.

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  • Fertilizantes especiais registram forte alta em 2024

    Fertilizantes especiais registram forte alta em 2024

    O setor de fertilizantes especiais consolidou, em 2024, um crescimento expressivo e superou o ritmo de expansão observado no ano anterior. Segundo o Anuário 2025 da Associação Brasileira de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), o mercado atingiu faturamento de R$ 26,9 bilhões, alta de 18,9% em relação a 2023.

    O presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo, Clorialdo Roberto Levrero, destaca que os produtores adiaram as compras de insumos até setembro, quando o cenário agrícola ficou mais claro. A partir desse período, houve forte demanda e a indústria respondeu rapidamente, superando desafios logísticos e reforçando a importância dos fertilizantes especiais para a produtividade agrícola.

    Clorialdo Roberto Levrero, presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo. Foto: Divulgação

    Levrero também ressalta o papel dos investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), que representaram cerca de 2,8% do faturamento do setor na última década. Essa aposta em inovação impulsionou novas tecnologias e ampliou a adoção de produtos de alta performance no campo.

    Desempenho por tipo de produto e aplicação

    O Anuário Abisolo revela tendências distintas entre os segmentos:

    • Fertilizantes Organominerais: queda de 19,7% no faturamento
    • Fertilizantes Orgânicos: retração de 44%
    • Biofertilizantes: crescimento de 1,4%
    • Fertilizantes Minerais Especiais: alta expressiva de 30,7%

    No recorte por modo de aplicação, destacaram-se os fertilizantes especiais para sementes (+49,6%) e para fertirrigação/hidroponia (+36,1%). A aplicação foliar, segmento mais relevante economicamente, cresceu 23,2%, enquanto a aplicação via solo teve avanço mais modesto (+5,2%).

    Mercado por região e cultura

    Minas Gerais manteve a liderança no consumo de fertilizantes especiais (18,2%), seguido por São Paulo (16,7%) e Mato Grosso (13,6%). Estados como Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul e Espírito Santo ampliaram participação, enquanto Bahia e Mato Grosso do Sul tiveram leve recuo.

    Entre as culturas, a soja seguiu como principal demandante, embora com participação menor. Cana-de-açúcar e frutas aumentaram o uso desses insumos, enquanto hortaliças reduziram sua fatia no mercado.

    Condicionadores de solo e substratos para plantas

    O segmento de condicionadores de solo de base orgânica faturou R$ 129,1 milhões em 2024, queda de 7,6% frente a 2023. Os produtos fluidos caíram 2,2% e os sólidos, 14,6%. São Paulo liderou o consumo, seguido por Minas Gerais e Espírito Santo. Frutas e café ganharam destaque como principais culturas consumidoras.

    Já o mercado de substratos para plantas cresceu 8%, alcançando R$ 421,2 milhões em vendas. O Sudeste respondeu por 53,5% do consumo, seguido pelo Sul (23,2%) e Nordeste (12,7%). Hortaliças, frutas e flores representaram mais da metade do volume comercializado.

    O desempenho robusto dos fertilizantes especiais em 2024 reflete a resiliência do setor diante de desafios econômicos e logísticos, além do contínuo investimento em inovação e da crescente adoção de insumos de alta qualidade pela agricultura brasileira.

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  • LiuGong celebra recorde de vendas na Agrishow 2025

    LiuGong celebra recorde de vendas na Agrishow 2025

    A participação da LiuGong na 30ª edição da Agrishow, encerrada na última sexta-feira (3), consolidou-se como a mais bem-sucedida da história da empresa no Brasil. Pela terceira vez consecutiva na principal feira de tecnologia agrícola da América Latina, a multinacional chinesa de equipamentos pesados apresentou 14 novos produtos, com destaque para a pá carregadeira elétrica 856H‑E Sugar Cane, projetada especialmente para o setor sucroenergético. Ao final dos cinco dias de evento, a LiuGong registrou um aumento de 90% nas vendas em relação ao ano anterior — mais do que o dobro da meta inicial de crescimento, fixada em 40%.

    Segundo o vice-presidente da LiuGong Brasil, Hebert Francisco, a feira marcou um ponto de virada na aceitação do portfólio da marca pelo mercado brasileiro. “Esta Agrishow ficará marcada em nossa trajetória. O público abraçou nossas soluções elétricas para o agro, que incluem carregadeiras, miniescavadeiras, plataformas elevatórias e empilhadeiras de emissão zero. Recebemos antigos clientes que voltaram para relatar resultados positivos e ampliar suas frotas, além de novos parceiros dispostos a cocriar tecnologia conosco”, afirmou.

    Equipamentos elétricos ganham protagonismo na estratégia da marca

    Entre os principais destaques apresentados, a pá carregadeira elétrica 856H‑E Sugar Cane foi desenvolvida especificamente para as necessidades das usinas de cana-de-açúcar. O equipamento é equipado com bateria CATL de 350 kWh, que pode ser totalmente recarregada em apenas uma hora e vinte minutos. Com capacidade de carga de 5.800 kg e caçamba de nove metros cúbicos, a máquina entrega alta produtividade aliada a emissão zero de carbono e menor custo operacional.

    O portfólio exposto na Agrishow 2025 também incluiu a nova carregadeira 848T Sugar Cane, otimizada para movimentação de biomassa, cavaco de madeira e bagaço de cana. Outros lançamentos envolveram miniescavadeiras — como a elétrica 9027FE e a versão a diesel 906F —, a escavadeira hidráulica 918F, a escavadeira de rodas W915E, empilhadeiras de 2,5 a 3,5 toneladas (elétricas e a combustão), além de plataformas elevatórias articuladas e do tipo tesoura, todas com baterias de íons de lítio.

    Inovação também passa pela conectividade e suporte técnico

    Outro destaque da LiuGong na feira foi o sistema de telemetria iLink, que permite o monitoramento em tempo real de equipamentos e frotas. A tecnologia fornece dados para gestão proativa das operações, com alertas preventivos de manutenção, redução do tempo médio de reparo (MTTR) e integração direta com os 12 distribuidores autorizados da marca no Brasil. Essa abordagem tem como foco ampliar o suporte técnico especializado e a eficiência na assistência pós-venda.

    Relacionamento com o cliente e visão de futuro

    Durante a Agrishow, o estande da LiuGong – localizado no espaço H15A – recebeu um fluxo constante de visitantes interessados nas inovações tecnológicas para o agronegócio. Clientes que adquiriram máquinas nos últimos dois anos voltaram para relatar o desempenho positivo dos equipamentos em campo. Asssim,  fortalecendo o relacionamento com a marca e evidenciando a crescente demanda por soluções de menor impacto ambiental.

    Foto: divulgação

    De acordo com Hebert Francisco, a participação da LiuGong na Agrishow 2025 reforça o compromisso da empresa em acelerar a transição energética no setor agroindustrial brasileiro. “Ficou claro que inovação, sustentabilidade e parceria caminham juntas. A resposta da feira nos motiva a investir ainda mais em pesquisa e desenvolvimento. Sempre entregando soluções ajustadas às exigências do campo e buscando novos patamares de eficiência e rentabilidade para nossos clientes.”

    Estratégia global até 2030

    A LiuGong tem como meta, até 2030, ampliar seu portfólio de equipamentos elétricos e autônomos. Porém, mantendo como prioridade a sustentabilidade e o suporte técnico de excelência. A presença da marca na Agrishow 2025 confirma essa direção. E sinaliza ao mercado brasileiro que a eletrificação do campo é uma realidade crescente e viável.

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  • Agrishow: Foco em qualificação técnica impulsiona atuação da Case IH

    Agrishow: Foco em qualificação técnica impulsiona atuação da Case IH

    Em um momento em que o agronegócio exige cada vez mais tecnologia e qualificação, a Case IH aposta em inovação e capacitação para enfrentar os desafios do setor. Em entrevista ao Agro em Campo, o diretor comercial Denny Perez destacou os investimentos da marca em treinamentos técnicos, parcerias com instituições como Senai e Senar, e os principais lançamentos apresentados na Agrishow 2025 — incluindo a maior colheitadeira de grãos do mundo e máquinas movidas a etanol.

    Qual a principal deficiência do setor agro atualmente?
    Sem dúvida, é a mão de obra. Estamos com déficit em todos os segmentos do agro, tanto no campo quanto em oficinas especializadas e serviços técnicos. A Case tem trabalhado para mudar isso.

    Como a Case IH tem enfrentado esse desafio?
    Fazemos parcerias que incentivam a permanência das pessoas no campo. Queremos que os profissionais se sintam preparados e valorizados para seguir atuando onde estão.

    Denny Perez – Denny Perez – diretor Comercial da Case IH Brasil
    Foto: Divulgação Case IH

    Esse perfil de trabalhador mudou nos últimos anos?
    Muito. Antigamente, pensava-se no mecânico como “o cara da graxa”. Hoje, esse profissional precisa ter conhecimento técnico, sobretudo em tecnologia. Os equipamentos estão cada vez mais sofisticados e demandam operadores bem preparados.

    Como vocês têm investido em capacitação?
    Firmamos parcerias com instituições como o Senai e o Senar. Recentemente, fechamos um acordo com o Senai de Ribeirão Preto. Também investimos mais de R$ 30 milhões nos últimos dois ou três anos em equipamentos para treinamento técnico e conjuntos didáticos para desmontagem e montagem de peças.

    Agrishow marca maior número de lançamentos da Case IH

    E na Agrishow 2025, o que a Case está apresentando?
    Estamos com 16 lançamentos este ano — é o maior número que já tivemos em uma única edição da feira. Trouxemos tratores, pulverizadores renovados, um drone agrícola e a maior colheitadeira de grãos com rotor do mundo, a F10, com plataforma de 61 pés.

    F10, com plataforma de 61 pés, é a maior colheitadeira de grãos com rotor do mundo
    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Há destaque para tecnologias sustentáveis?
    Sim. Estamos testando uma colhedora de cana movida a etanol. É um avanço significativo rumo a práticas mais sustentáveis, sem abrir mão da produtividade.

    E como a tecnologia influencia a operação das máquinas?
    A F10, por exemplo, realiza até 90% das operações sozinha. Ela faz o retorno de cabeceira sozinha e encontra o melhor ponto para reiniciar o trabalho. É uma máquina de alta performance, mas que ainda exige um operador qualificado.

    Capacitação técnica chega até o produtor rural

    Como a Case IH atua junto aos produtores na área técnica?
    Temos uma rede nacional de concessionárias que recebe treinamentos constantes. Além disso, capacitamos também os clientes. Nossos control rooms monitoram os equipamentos em campo e acionam os técnicos em caso de falha.

    Há alguma facilidade no acesso a peças ou suporte?
    Sim. O produtor pode tirar uma foto da peça que precisa e comprá-la pelo nosso e-commerce. É um processo simples e eficiente.

    Como funcionam os treinamentos regionais com Senai e Senar?
    Eles têm caminhões-escola que vão até cidades menores com nossos equipamentos. Os treinamentos são voltados a diferentes tipos de máquinas, como colheitadeiras de grãos ou de cana. Também oferecemos simuladores completos para treinar operadores em todas as linhas.

    Visitantes utilizam o simulador da Case IH na Agrishow
    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    A Case IH tem promovido ações educativas nas feiras?
    Sim. Levamos uma van especializada com minicursos de 15 minutos. Neles, ensinamos desde como regular um piloto automático até como operar corretamente um pulverizador. A pessoa participa, aprende e ainda sai com um certificado.

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  • Tecnoshow COMIGO 2025 começa com foco em inovação no agro

    Tecnoshow COMIGO 2025 começa com foco em inovação no agro

    A Tecnoshow COMIGO 2025 começa nesta segunda-feira, 7 de abril, com novidades para o agronegócio brasileiro. A cerimônia de abertura será às 8h, no Centro Tecnológico COMIGO (CTC), em Rio Verde (GO). A programação se estende até sexta-feira, 11 de abril, das 8h às 18h, com entrada e estacionamento gratuitos.

    Autoridades estaduais e municipais confirmaram presença na solenidade. Entre elas, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o secretário de Agricultura do estado, Pedro Leonardo de Paula Rezende. Também participarão o prefeito de Rio Verde, Wellington Carrijo, e o presidente da Câmara Municipal, Idelson Mendes.

    Além das lideranças políticas, o evento contará com representantes do setor agropecuário e dirigentes da cooperativa COMIGO. Estarão presentes o presidente do Conselho de Administração, Antonio Chavaglia; o presidente-executivo, Dourivan Cruvinel; e o coordenador geral da feira, Claudio Teoro.

    A abertura marca o início de uma semana intensa de inovações, oportunidades e geração de negócios para o agro brasileiro.

    Expositores, negócios e expectativas

    A feira reunirá 695 expositores e deve atrair 150 mil visitantes. Isso representa um crescimento de 10% em relação à edição anterior. Em geral, a expectativa da organização é movimentar mais de R$ 10 bilhões em negócios, alta de 5% sobre 2024.

    Novas estruturas e melhorias no espaço

    A Tecnoshow COMIGO 2025 traz melhorias importantes na infraestrutura. Ou seja, a organização ampliou os espaços de convivência e reforçou a segurança. Além disso, a área gramada para locação cresceu 2.000 m².

    Ao mesmo tempo, também houve investimentos em acessibilidade e conforto. A feira ganhou 1.800 m² de pavimentação asfáltica e novos banheiros femininos. Outro destaque é a instalação de um transformador adicional de 150 KVA, somando 20 unidades de fornecimento de energia no total.

    Programação técnica e nomes de peso

    Em geral, a programação inclui mais de 300 horas de palestras, com especialistas renomados do setor. Entre os convidados estão Fernando Beltrame, Thiago Bernardino, Paulo Arbex, Aldo Rebelo e José Luiz Tejon. Os temas envolvem os principais desafios e soluções para o futuro do agronegócio.

    Pecuária, paisagismo e novidades no campo

    A feira também aposta na diversidade das atrações. Ou seja, no setor pecuário, o público poderá conferir cerca de 800 animais, entre bovinos, equinos, ovinos, peixes, muares, pôneis e cães pastores. Haverá palestras sobre nutrição, manejo e saúde animal.

    O paisagismo terá destaque com a apresentação de 100 mil mudas ornamentais, de 12 espécies diferentes. O painel principal receberá 6 mil vasos com flores variadas.

    Além disso, outro diferencial desta edição é o heliponto, com capacidade para até 12 aeronaves.

    Estrutura de imprensa completa

    A Tecnoshow também oferece uma estrutura exclusiva para jornalistas e comunicadores. Em resumo, o espaço de imprensa é climatizado, conta com internet de alta velocidade, estúdios rotativos, ambiente de coworking e área reservada para coletivas.

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  • Show Safra Mato Grosso 2025 traz inovações para o agronegócio

    Show Safra Mato Grosso 2025 traz inovações para o agronegócio

    O Show Safra Mato Grosso, um dos principais eventos do agronegócio brasileiro, acontece de 24 a 28 de março de 2025 no Parque Tecnológico da Fundação Rio Verde, em Lucas do Rio Verde. A edição deste ano trará inovações tecnológicas e melhorias estruturais, buscando ampliar sua relevância no setor.

    Rodrigo Pasqualli, diretor da Fundação Rio Verde, destaca que o evento quer se consolidar como referência nacional. “Nosso foco é superar expectativas a cada edição, oferecendo conteúdo de qualidade e experiências enriquecedoras”, afirma Pasqualli.

    Novidades do Show Safra Mato Grosso

    Uma das principais novidades do Show Safra 2025 é o Show Safra Mulher, espaço dedicado à participação feminina no agronegócio. Ou seja, a iniciativa, desenvolvida em parceria com o Sindicato Rural e os movimentos Agrodetalhes e Agroligadas, visa valorizar o papel das mulheres na gestão das propriedades rurais. “Queremos proporcionar um ambiente de aprendizado e networking para esposas, filhas e profissionais do setor”, explica Pasqualli.

    Ao mesmo tempo, a estrutura do evento também passou por melhorias. Ou seja, os pavilhões serão readequados e o parque tecnológico ganhará instalações permanentes. Além disso, as tradicionais vertentes Show Safra Connect, Show Safra Pecuária, Show Safra Aero, Agro 360° e Show Safra Negócios seguirão como destaques, permitindo uma imersão completa nas diferentes áreas do agronegócio.

    Reformulação da marca

    O evento também passa por uma reformulação de marca. A partir desta edição, será chamado Show Safra MT, reforçando sua representação estadual. Segundo Joci Piccini, presidente da Fundação Rio Verde, a mudança reflete a crescente importância do evento. “Queremos destacar o potencial do Mato Grosso e mostrar como o estado se desenvolve com as melhores tecnologias do agronegócio”, afirma Piccini.

    O prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz, também ressalta a relevância do Show Safra no setor. “O evento se fortalece a cada ano, reunindo empresas e profissionais para apresentar soluções inovadoras. É um espaço estratégico para a difusão de novas tecnologias”, destaca o prefeito.

    O Mato Grosso tem papel central na economia do agronegócio. Em resumo, em 2023, a produção de soja, milho e algodão respondeu por 24% do PIB nacional. Portanto, o estado foi responsável por mais de 30% da produção desses grãos no país.

    Com um novo conceito e uma programação ampliada, o Show Safra Mato Grosso 2025 promete conectar inovação, tecnologia e sustentabilidade, reforçando sua posição como um dos eventos mais relevantes do setor.

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  • Orçamento da Embrapa para 2025 cresce 120%

    Orçamento da Embrapa para 2025 cresce 120%

    O Congresso Nacional aprovou na última quinta-feira (21) o orçamento da Embrapa para 2025, marcando um avanço na recuperação financeira da empresa. O repasse para despesas discricionárias será de R$ 364 milhões. Ou seja, um aumento de 120% em relação ao ano anterior, quando a empresa recebeu R$ 161 milhões. Além disso, a Embrapa contará com R$ 148 milhões do Novo PAC para investimentos.

    Com mais recursos, a estatal poderá retomar investimentos em pesquisa e inovação, fundamentais para a competitividade da agricultura brasileira. A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, ressaltou que o novo orçamento permitirá “a continuidade dos projetos, novas ações estratégicas e o fortalecimento da ciência no setor agropecuário”. Segundo ela, o aumento reflete o compromisso do governo e do Congresso com a pesquisa agropecuária.

    Os recursos adicionais serão usados para modernização de laboratórios, atualização de campos experimentais e desenvolvimento de novas tecnologias. O fortalecimento da pesquisa busca garantir a sustentabilidade do setor e manter a agricultura brasileira competitiva no mercado global.

    As inovações da Embrapa estão sempre no radar do Agro em Campo. São pesquisas em todas as áreas do agronegócio brasileiro, como novas cultivares, melhoramento genético de plantas e animais, técnicas de manejo, combate de pragas e doenças, aumento de produtividade na mesma área e uma infinidade de ações essenciais para manter o Brasil como potência na produção de alimentos.

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  • Climatech argentina é destaque entre as mais inovadoras de 2025

    Climatech argentina é destaque entre as mais inovadoras de 2025

    A climatech argentina Kilimo, especializada em tecnologia climática, foi incluída na prestigiosa lista das Empresas Mais Inovadoras de 2025 da Fast Company. Essa seleção destaca organizações que não apenas acompanham a evolução do mundo, mas também definem o ritmo das inovações. Ou seja, o objetivo é transformar indústrias e culturas por meio da inovação, estabelecendo novos padrões e alcançando marcos notáveis em diversos setores da economia.

    “A crise climática nos impõe o desafio urgente de impulsionar a disponibilidade de água, um recurso fundamental não só para a produção de alimentos, mas também para o desenvolvimento econômico, as comunidades e os ecossistemas. Na Kilimo, acreditamos que a combinação de tecnologia, incentivos e a colaboração entre os principais atores é essencial para acelerar a adaptação do setor agrícola a esse novo contexto. No entanto, também sabemos que uma mudança real só é possível se transformarmos a percepção da água e a valorizarmos como o recurso estratégico que é. Nossa missão é clara: transformar a gestão da água na agricultura e além, unindo agricultores e empresas para gerar resiliência climática e segurança hídrica globalmente”, comentou Jairo Trad, CEO e cofundador da Kilimo.

    Jairo Trad, CEO e cofundador da Kilimo – Foto: Divulgação – Kilimo

    Gestão da água no agro

    A climatech argentina está mudando a realidade da gestão da água na agricultura com um modelo baseado na geração e medição de benefícios volumétricos de água, impulsionados pela adoção de boas práticas de irrigação por parte dos agricultores. A empresa desenvolve projetos que geram esses benefícios por meio de três intervenções estratégicas:

    1. Otimização da irrigação com IA: Uso de inteligência artificial e análise de dados de satélite para fornecer recomendações de irrigação que permitem reduzir o consumo de água sem afetar a produção.
    2. Conversão para irrigação tecnificada: Apoio aos agricultores na adoção de sistemas de irrigação mais eficientes, facilitando o acesso a ferramentas e assessoria para reduzir perdas e melhorar a gestão da água.
    3. Agricultura regenerativa: Implementação de práticas que aumentam a capacidade do solo de reter água, reduzindo a necessidade de extração de fontes externas.

    Portanto, esse enfoque permite que a água utilizada na produção agrícola tenha um impacto mais eficiente e sustentável. A Kilimo mede e valida esses benefícios volumétricos de água, garantindo sua rastreabilidade. Além disso, seu modelo de incentivos reconhece economicamente os agricultores que implementam essas boas práticas.

    Lista Inovação

    A lista das Empresas Mais Inovadoras é o braço de negócios mais emblemático da Fast Company. Além disso, a Kilimo foi incluída na lista das empresas latino-americanas mais inovadoras.

    “Nossa lista das Empresas Mais Inovadoras oferece uma visão completa da inovação atual e um guia para o futuro”, disse Brendan Vaughan, editor-chefe da Fast Company. “Este ano, reconhecemos empresas que estão aproveitando a inteligência artificial de maneiras profundas e significativas. Em um mundo em constante mudança, essas empresas estão mostrando o caminho a seguir.”

    A Kilimo é uma clima tech latino-americana que impulsiona soluções de adaptação climática para alcançar a segurança hídrica. Portanto, por meio dos Projetos de Ação Climática, a Kilimo colabora com produtores para tornar o uso da água na agricultura mais eficiente.

    A climatech argentina conecta agricultores e empresas com o objetivo de aliviar o estresse hídrico das bacias. Sendo assim, atua na visão de criar um futuro com água disponível para as comunidades, indústrias e ecossistemas. O Fórum Econômico Mundial de Davos premiou a Kilimo pelo seu impacto e concedeu à empresa o Enterprise Global Freshwater Challenge.

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  • Inovação e tecnologia revolucionam o futuro do campo

    Inovação e tecnologia revolucionam o futuro do campo

    A Abertura Oficial da Colheita de Arroz e Grãos em Terras Baixas, realizada em Capão do Leão (RS), destaca a importância da tecnologia e inovação para o desenvolvimento da agricultura gaúcha. Além de impulsionar a produtividade, sustentabilidade e resiliência climática. A Arena Digital, um dos principais eventos da colheita, promove a disseminação de avanços como automação, biotecnologia e práticas sustentáveis.

    A tecnologia possibilita o uso de tratores autônomos e drones para um cultivo mais eficiente. Enquanto a biotecnologia desenvolve sementes mais resistentes a pragas e ao clima, reduzindo a necessidade de defensivos químicos. Sistemas de monitoramento e irrigação inteligente auxiliam os agricultores a se anteciparem aos efeitos das mudanças climáticas.

    Hub

    Na abertura oficial, estiveram presentes representantes do setor agrícola e esferas governamentais. Eles ressaltaram a importância da iniciativa como um hub de compartilhamento de informações sobre temas como meio ambiente, sustentabilidade, tributação e finanças. Leonardo Dutra, chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa, enfatizou a importância de disponibilizar informações relevantes para o público.

    Joel Maraschin, da Secretaria de Agricultura e Pecuária do RS, destacou que o uso de novas tecnologias permitiu ao setor agropecuário responder por 40% do PIB do estado. E ressalta que iniciativas como a Arena Digital são fundamentais para novos saltos de crescimento e competitividade.

    Andréia Dullius, da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Estado, comentou que a inovação pode ser mais simples do que se imagina. E ajudar as pessoas com conhecimentos e ferramentas acessíveis para gerar resultados positivos no campo.

    Anderson Belloli, diretor jurídico da Federarroz, alertou que apenas os produtores rurais que se adaptarem às mudanças da Agricultura 4.0 poderão sobreviver em um mercado competitivo. Ele enfatizou a necessidade de acompanhar o aumento da demanda por alimentos devido ao crescimento da população e da renda.

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