Tag: carne bovina

  • Exportações do agronegócio somam US$ 15,6 bilhões em março

    Exportações do agronegócio somam US$ 15,6 bilhões em março

    O Brasil exportou US$ 15,6 bilhões em produtos do agronegócio em março de 2025. Esse foi o segundo maior valor registrado para o mês desde o início da série histórica. Em geral, as exportações cresceram 12,5% em relação a março de 2024.

    A força do agronegócio

    O agronegócio respondeu por 53,6% de todas as vendas externas do país. O avanço foi puxado pelo aumento dos volumes embarcados, que cresceram 10,2%. Além disso, os preços médios dos produtos subiram 2,1% no período. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, os resultados reforçam a força do agro na economia nacional. “Esses números confirmam que promovemos o crescimento do agro com responsabilidade e sustentabilidade. Estamos atentos a novos mercados e produtos com maior valor agregado”, afirmou o ministro.

    Principais produtos agro exportados em março

    Entre os principais produtos exportados em março, a soja em grãos liderou com US$ 5,7 bilhões, alta de 7%. Em seguida, o café verde alcançou US$ 1,4 bilhão, com expressivo aumento de 92,7%. A carne bovina in natura gerou US$ 1,1 bilhão, crescimento de 40,1%. Já a celulose rendeu US$ 988 milhões (+25,4%) e a carne de frango in natura, US$ 772,3 milhões (+9,6%).

    Segmentos em crescimento

    Além dos produtos tradicionais, o governo tem estimulado segmentos com alto potencial de crescimento. Ou seja, itens como gelatinas, café solúvel, óleo essencial de laranja, pimenta-do-reino e rações para pets bateram recordes de exportação. Esses produtos vêm ganhando espaço em mercados da Ásia, Europa e América do Norte. Portanto, a expectativa é de que conquistem ainda mais destaque nos próximos meses.

    Primeiro trimestre de 2025

    No acumulado do primeiro trimestre de 2025, as exportações do agronegócio somaram US$ 37,8 bilhões. O valor é 2,1% maior do que o registrado no mesmo período de 2024. Ou seja, é o maior resultado já alcançado para o primeiro trimestre. O superávit do setor foi de US$ 32,6 bilhões, com alta de 2,1%.

    Principais compradores

    China, União Europeia e Estados Unidos permaneceram como os principais compradores. Juntos, responderam por mais da metade das exportações do agronegócio brasileiro. Outros países asiáticos também ampliaram suas compras. Vietnã, Turquia, Bangladesh e Indonésia importaram mais soja, algodão, celulose e carnes.

    O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, destacou o papel estratégico do setor. “Os dados mostram o fortalecimento do agro brasileiro no cenário global, mesmo em um contexto de tensões comerciais. Buscamos ampliar nossa presença em mercados de nicho com produtos de maior valor agregado. Com qualidade, sanidade e competitividade, o Brasil se firma como parceiro confiável”, disse o secretário.

    A abertura de novos mercados e a valorização de produtos não tradicionais fortalecem a economia. Ao mesmo tempo, geram empregos, atraem divisas e reduzem riscos econômicos. Em resumo, esse movimento também incentiva investimentos em inovação, promove a sustentabilidade e amplia parcerias internacionais.

    Segundo o Ministério da Agricultura, os avanços são resultado da união entre os setores público e privado. Em geral, o foco está na abertura comercial, segurança sanitária e promoção dos produtos brasileiros.

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  • Vietnã reabre mercado para carne bovina brasileira após quase 10 anos

    Vietnã reabre mercado para carne bovina brasileira após quase 10 anos

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente vietnamita, Luong Cuong, assinaram acordos bilaterais durante visita ao Vietnã. Entre os principais pontos, destaca-se o plano de ação para implementar a parceria estratégica entre os países. Vale reforçar que esse plano inclui o compartilhamento de informações sensíveis de defesa.

    A principal novidade foi a reabertura do mercado vietnamita para a carne bovina brasileira, após quase uma década de negociação. Lula, em encontro com os líderes vietnamitas, como o presidente da Assembleia Nacional, Tran Thanh Man, e o secretário-geral do Partido Comunista, Tô Lâm, confirmou a abertura do mercado. “A presença do presidente Lula foi decisiva para essa reabertura. Agora, a carne brasileira chega aos consumidores vietnamitas”, disse Carlos Fávaro, ministro da Agricultura e Pecuária.

    Mercados no Vietnã

    Desde o início do governo atual, o Brasil já conquistou a abertura de quatro novos mercados no Vietnã, além de facilitar a exportação de couro. Em 2025, o país asiático será o quarto maior destino das exportações agropecuárias brasileiras. Ou seja, o Vietnã representou 3,2% das vendas externas do setor, atrás apenas de China, União Europeia e Estados Unidos.

    “Após muitos anos de tentativas, o Vietnã finalmente vai importar carne brasileira. Essa é uma excelente notícia para ambos os países”, afirmou Lula, em vídeo nas redes sociais, lembrando que essa abertura era uma reivindicação do Brasil há mais de 20 anos.

    O Vietnã importa cerca de 300 mil toneladas de carne bovina por ano e é o principal parceiro comercial do Brasil na América Latina. Fávaro destaca que o país asiático prefere cortes de carne diferentes dos consumidos no Brasil. Portanto, isso pode aumentar a competitividade da carne brasileira também no mercado interno.

    Lula também afirmou que a abertura do mercado ao Vietnã pode atrair investimentos de frigoríficos brasileiros. Portanto, deve transformar o Vietnã em uma plataforma de exportação para o Sudeste Asiático.

    Parceria Estratégica no Setor do Café

    Além da carne, outro destaque da visita de Lula ao Vietnã foi o fortalecimento da parceria estratégica no setor de café. Ou seja, os dois países, maiores produtores mundiais do grão, firmaram compromisso de intensificar pesquisas conjuntas para criar variedades de café mais resistentes às mudanças climáticas. “Estamos determinados a ampliar nosso intercâmbio técnico para fortalecer a resiliência da cultura do café”, afirmou Lula.

    Assinatura de Atos Bilaterais e Expansão da Cooperação

    A visita de Lula incluiu a assinatura de vários acordos bilaterais. Em Hanói, a capital do Vietnã, foi formalizado o Plano de Ação para Implementação da Parceria Estratégica, com a assinatura de dois acordos e dois memorandos de entendimento. Em geral, o plano, que cobre o período de 2025 a 2030, visa expandir a cooperação nas áreas de defesa, economia, comércio, agricultura, ciência, tecnologia, meio ambiente, energia e assuntos socioculturais.

    “Adotamos um plano de ação abrangente, que fortalecerá nossas relações em diversas áreas e avançará nossa cooperação bilateral”, afirmou Lula. A Parceria Estratégica entre Brasil e Vietnã busca intensificar o comércio, aumentar investimentos e fortalecer a coordenação em temas multilaterais, consolidando ainda mais os laços entre os dois países.

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  • Exportações de carne bovina caem 6% em fevereiro

    Exportações de carne bovina caem 6% em fevereiro

    As exportações de carne bovina do Brasil somaram 217,11 mil toneladas em fevereiro, registrando queda de 6% na comparação anual. O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira (17) pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base em dados do governo federal.

    Apesar da retração no volume embarcado, a receita aumentou, impulsionada pelo preço médio da tonelada exportada. Em geral, as vendas de carne in natura, processada e subprodutos renderam US$ 1,038 bilhão no mês, alta de 12,6% em relação a fevereiro do ano passado. Além disso, o valor médio da carne bovina exportada subiu de US$ 4.000 para US$ 4.782 por tonelada no período.

    No acumulado do primeiro bimestre de 2025, o Brasil exportou 456,14 mil toneladas de carne bovina, queda de 2% na comparação anual. A receita, no entanto, avançou 12%, totalizando US$ 2,066 bilhões.

    Principal destino da carne bovina brasileira, a China reduziu as importações em 5,3% no primeiro bimestre, somando 183,8 mil toneladas. Mesmo com a queda no volume, a receita com embarques ao país asiático cresceu 4,5%, atingindo US$ 895,9 milhões.

    Os Estados Unidos, segundo maior mercado da carne bovina brasileira, também diminuíram as compras. O volume importado caiu 12,1% no bimestre, para 78,2 mil toneladas. Ainda assim, a receita aumentou 10,9%, chegando a US$ 286,3 milhões.

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  • Abiec e governo buscam fim de embargo chinês à carne brasileira

    Abiec e governo buscam fim de embargo chinês à carne brasileira

    A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) negocia com o governo para reverter a suspensão das exportações de três frigoríficos para a China. A entidade atua em parceria com o Ministério da Agricultura para resolver a questão rapidamente.

    Abiec explica

    Apesar do embargo, os demais frigoríficos habilitados seguem exportando normalmente para o mercado chinês. Em nota, a Abiec reafirmou a confiança no controle sanitário do Brasil e garantiu que trabalha para responder às exigências da China com agilidade.

    A associação, no entanto, não detalhou os motivos do embargo nem informou um prazo para a retomada dos embarques dessas unidades.

    Investigação

    Em dezembro do ano passado, a Associação Chinesa de Agricultura Animal (CAAA) solicitou a investigação, alegando que o aumento significativo nas importações de carne bovina — que cresceram 64,93% entre 2019 e 2023 e mais do que dobraram (106,28%) no primeiro semestre de 2024 em relação ao mesmo período de 2019 — tem causado danos à indústria local. A participação das importações na produção total da China subiu para 43,87%, comparado a 24,87% em 2019, evidenciando a crescente dependência do país em relação à carne bovina importada. 

  • Chuvas impactam produção de banana no Paraná

    Chuvas impactam produção de banana no Paraná

    As fortes chuvas que atingiram o litoral do Paraná, no fim de semana passado, causaram prejuízos aos produtores de banana. A zona rural de Guaratuba, uma das principais regiões produtoras, registrou inundações que afetaram cerca de 1,5 mil hectares de bananais.

    Segundo o engenheiro agrônomo do Deral, Paulo Andrade, a qualidade da banana será comprometida. “Os bananicultores precisarão de um beneficiamento mais rigoroso, o que aumenta os custos e reduz o preço final da fruta”, explicou em artigo no Boletim de Conjuntura Agropecuária. Além disso, cerca de 80 hectares sofreram perda total, e a recuperação dessas áreas só deve ocorrer no final do ano.

    Produção de banana no Paraná

    O litoral concentra 59% da produção estadual de banana. Em 2023, foram colhidas 95 mil toneladas em 4,2 mil hectares. Guaratuba lidera a produção no Estado, com 77 mil toneladas colhidas em 3,2 mil hectares, principalmente na comunidade de Cubatão. Em geral, no ranking nacional, o Paraná ocupa a 13ª posição, com 160,8 mil toneladas colhidas no ano passado.

    Batata-doce e mandioca

    A batata-doce, conhecida pela resistência e alto potencial produtivo, foi cultivada em 1717 municípios brasileiros em 2023. A produção nacional alcançou 925,6 mil toneladas em 61 mil hectares. O Paraná ocupa a nona posição entre os maiores produtores, mas registrou queda na área cultivada e na produção nos últimos anos. A colheita passou de 84,4 mil toneladas em 2014 para 60,2 mil toneladas em 2023. As principais regiões produtoras são Curitiba, Londrina e Francisco Beltrão.

    Já o preço da mandioca caiu 4,2% em janeiro, passando de R$ 673,47 para R$ 645,17 por tonelada. Apesar da queda mensal, o valor é 15% superior ao registrado no mesmo período de 2023. Ou seja, com boas produtividades e preços em alta, a área plantada pode crescer no novo ciclo. Em resumo, a estimativa aponta uma produção de 4,1 milhões de toneladas, contra 3,69 milhões no último ano.

    Safra de soja avança no Paraná

    A colheita da soja segue em ritmo acelerado no Paraná. Dos 5,77 milhões de hectares estimados para a safra, ainda restam 3,8 milhões a serem colhidos. A maior parte das lavouras ainda no campo está no Sul do Estado, com 40% da área total, seguido pelo Norte, com 35%. Do total, 77% apresentam bom desenvolvimento, 20% têm condição mediana e 4% estão em estado ruim.

    Tilápia impulsiona setor de pescados

    Foto: Divulgação – Secretaria de Agricultua e Abastecimento do Paraná

    A produção de peixes cresceu no Paraná na última década, com destaque para a tilápia. A espécie representa 85% do Valor Bruto da Produção (VBP) do setor, que alcançou R$ 2,07 bilhões em 2023. O técnico do Deral, Edmar Gervásio, avalia que os investimentos da indústria de processamento devem dobrar o tamanho da atividade nos próximos três anos.

    Carne suína e bovina registram variações nos preços

    Os preços de cortes suínos monitorados pelo Deral caíram em janeiro após sete meses de alta. A redução foi de 0,7%, ou R$ 0,03 por quilo. O valor médio passou de R$ 22,22 em dezembro para R$ 22,19 em janeiro. Para fevereiro, a expectativa é de nova leve queda, mas os preços ainda devem ficar R$ 5,00 acima do registrado no mesmo período de 2024.

    No mercado de carne bovina, o Índice Regional de Preços do Paraná – Alimentos e Bebidas, do Ipardes, apontou alta de 0,75% em janeiro. O contrafilé subiu 0,91%, e a costela, 1,66%. Em contrapartida, o preço do patinho caiu 1,67% no período.

    Exportações de carne de frango crescem, enquanto carne de peru recua

    As exportações brasileiras de carne de frango aumentaram 1,3% em faturamento em 2024, alcançando US$ 9,742 bilhões. Em volume, o crescimento foi de 3%, totalizando 5,1 milhões de toneladas. No segmento de carne de peru, houve queda de 8% no volume exportado, com 64,6 mil toneladas, e recuo de 23,3% na receita, somando US$ 153,8 milhões.

     

     

     

  • Mercado de suíno: preços do animal vivo e da carne sobem

    Mercado de suíno: preços do animal vivo e da carne sobem

    Os preços do suíno vivo e da carne registram alta em fevereiro em todas as regiões monitoradas pelo Cepea. Segundo pesquisadores, a demanda interna e externa impulsiona esse movimento.

    Mercado internacional de suíno

    No mercado internacional, as exportações brasileiras de carne suína, que caíram em janeiro, ganharam ritmo neste início de fevereiro. Dados da Secex mostram que os embarques diários de carne suína in natura atingiram 6,3 mil toneladas, um recorde para o mês. O volume supera em 57,8% o registrado em janeiro e fica 42% acima do mesmo período de 2023.

    Carne bovina sobe no atacado, mas arroba do boi segue estável

    O preço da carne bovina no atacado da Grande São Paulo registra alta nas primeiras semanas de fevereiro, segundo levantamento do Cepea. Já a arroba do boi gordo se mantém estável ou com pequenas quedas.

    Pesquisadores do Cepea explicam que a maior oferta de animais pressiona o mercado nos momentos de baixa, prolongando as escalas de abate. No acumulado do mês, a carcaça casada do boi subiu pouco mais de 1% no atacado, enquanto o boi gordo em São Paulo permanece praticamente estável.

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  • Recorde: produção de carnes atinge 31,57 milhões de toneladas em 2024

    Recorde: produção de carnes atinge 31,57 milhões de toneladas em 2024

    A produção de carnes bovina, suína e de aves alcançou 31,57 milhões de toneladas em 2024, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ou seja, este é o maior volume já registrado na série histórica, impulsionado pelo auge do abate no ciclo pecuário. Para 2025, a estimativa é que o total se mantenha estável, com leve aumento na produção de carne suína e de aves, totalizando 31,56 milhões de toneladas.

    Crescimento contínuo da produção de carne suína

    Desde 2022, a produção de carne suína supera as 5 milhões de toneladas, chegando a 5,36 milhões de toneladas em 2024, maior volume histórico. Em resumo, este crescimento tem impulsionado as exportações, que atingiram 1,32 milhão de toneladas no ano passado, apesar da menor demanda chinesa. Países como Filipinas (+100%), Chile (+29%), Japão (+131%), Cingapura (+23%) e México (+51%) ampliaram suas compras, compensando a redução no mercado asiático.

    Em 2025, a produção de carne suína pode crescer 3,1%, alcançando 5,53 milhões de toneladas, segundo projeções da Conab. Este aumento beneficiará tanto o mercado interno, com 4,19 milhões de toneladas disponíveis, quanto as exportações, estimadas em 1,36 milhão de toneladas. Caso confirmado, será o melhor resultado da série histórica.

    Produção de aves também registra recordes

    A produção de carne de aves deve atingir 15,31 milhões de toneladas em 2024, impulsionada por uma leve alta nas exportações, que somaram 5,16 milhões de toneladas. Apesar da queda de 18% nas vendas para a China, outros mercados, como México (+23%), Iraque (+18%) e Chile (+44%), compensaram o recuo. A oferta interna permaneceu robusta, com mais de 10 milhões de toneladas.

    Para 2025, a expectativa é de mais um recorde, com 15,66 milhões de toneladas produzidas, alta de 2,3%. As exportações devem crescer 2,9%, alcançando 5,31 milhões de toneladas, enquanto a disponibilidade interna deve ultrapassar 10,35 milhões de toneladas, garantindo o abastecimento doméstico.

    Produção de carne bovina segue em alta, mas ciclo deve se reverter

    A carne bovina também atingiu níveis históricos em 2024, com 10,91 milhões de toneladas produzidas. O aumento foi impulsionado pelo auge do ciclo pecuário, que ampliou o abate de animais. As exportações cresceram significativamente, subindo de 3,03 milhões de toneladas em 2023 para 3,78 milhões de toneladas no ano passado. A China liderou as compras, representando 46% do total, seguida pelos Estados Unidos (8%) e Emirados Árabes Unidos (4,6%), que ampliaram suas importações em 52% e 72%, respectivamente.

    Em 2025, espera-se uma redução na produção para 10,37 milhões de toneladas, reflexo da retenção de fêmeas no início da reversão do ciclo pecuário. Apesar disso, o volume ainda será o segundo maior já registrado. As exportações devem permanecer aquecidas, com 3,86 milhões de toneladas previstas, enquanto a disponibilidade interna pode chegar a 6,58 milhões de toneladas, suficiente para equilibrar o mercado interno.

    Produção de ovos deve atingir novo recorde em 2025

    A produção de ovos alcançou 45,8 bilhões de unidades em 2024, aumento de 11% em relação a 2023. Para 2025, a estimativa é de um novo recorde, com crescimento de 4,8%, totalizando 48 bilhões de unidades.

    Impacto na disponibilidade per capita de proteínas

    Mesmo com ajustes na produção de carne bovina, o aumento nas demais proteínas garante estabilidade na oferta interna. A disponibilidade per capita deverá permanecer acima de 102 kg por habitante em 2025, assegurando o abastecimento do mercado nacional.

    Portanto, com essas projeções, o Brasil reafirma sua posição como um dos maiores produtores e exportadores de proteínas do mundo.

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  • Carne de frango perde competitividade frente a suína e bovina

    Carne de frango perde competitividade frente a suína e bovina

    A carne de frango enfrenta perda de competitividade frente às principais substitutas neste início de 2025. Dados do Cepea indicam que, enquanto o preço médio da carne de frango subiu entre a primeira quinzena de janeiro e dezembro de 2024, os valores da carne suína recuaram significativamente, e os da carne bovina permaneceram praticamente estáveis.

    Pesquisadores do Cepea destacam que o menor poder aquisitivo da população nesta segunda quinzena de janeiro enfraqueceu as vendas. No entanto, a alta demanda registrada nos primeiros 15 dias do mês impulsionou a média mensal parcial da carne de frango até 15 de janeiro.

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    Preços dos ovos se estabilizam em janeiro

    Os preços dos ovos permaneceram estáveis na maior parte das regiões monitoradas pelo Cepea durante a primeira quinzena de janeiro. Segundo o Centro de Pesquisas, os valores sofreram uma forte queda no início do mês devido à elevada oferta e à demanda reduzida, mas apresentaram recuperação nos últimos dias, alcançando estabilidade.

    Fontes consultadas pelo Cepea relatam que os descontos nas negociações estão diminuindo gradualmente. Além disso, o escoamento dos estoques remanescentes do final de 2024 contribuiu para manter os preços firmes, especialmente para os ovos brancos. Operadores do setor acreditam que a menor oferta pode continuar sustentando ou até impulsionando as cotações nas próximas semanas.

  • Preço da carne sobe 20,8% em 2024, maior alta em cinco anos

    Preço da carne sobe 20,8% em 2024, maior alta em cinco anos

    O preço da carne bovina subiu 20,8% em 2024, a maior alta desde 2019, quando o aumento foi de 32,4%. A informação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou os dados nesta sexta-feira (10). Ou seja, o reajuste colocou a carne como principal item na inflação de alimentos do ano, que chegou a 7,69%.

    Cortes populares, como acém (25,2%), patinho (24%) e contrafilé (20%), lideraram as altas entre as carnes bovinas. Segundo André Almeida, gerente da pesquisa de inflação do IBGE, as carnes adicionaram 0,52 ponto percentual ao índice inflacionário.

    Apesar do aumento expressivo, os preços só começaram a subir a partir de setembro, após quedas mensais entre janeiro e agosto.

    Ciclo pecuário influencia a oferta

    O ciclo da pecuária é um dos principais fatores que explicam a alta. Em resumo, durante as fases de alta, pecuaristas mantêm vacas nas fazendas para reprodução, reduzindo a oferta de bovinos prontos para o abate. Já nas fases de baixa, a queda no preço do bezerro leva ao aumento de abates, ampliando a oferta de carne e pressionando os preços para baixo.

    Em 2023 e no início de 2024, o Brasil viveu um período de grandes abates, alcançando um recorde de 10 milhões de cabeças no terceiro trimestre, conforme dados históricos do IBGE. No entanto, o cenário começou a mudar no final do ano passado, com a inversão do ciclo pecuário.

    Seca, queimadas e custos do confinamento

    A seca severa e as queimadas também contribuíram para a alta dos preços. Além disso, pecuaristas optaram por confinar o gado e usar ração para engorda, aumentando os custos de produção. Essas condições climáticas limitaram ainda mais a oferta de bovinos no mercado.

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    Exportações aquecidas e impacto do dólar

    A forte demanda externa impulsionou as exportações brasileiras de carne bovina, reduzindo a oferta no mercado interno. Em 2024, o Brasil exportou 2,8 milhões de toneladas, um aumento de 25% em relação a 2023, segundo o Ministério da Agricultura. O dólar valorizado também favoreceu as vendas externas.

    Demanda interna também influenciou

    O pagamento do 13º salário e bonificações no final do ano aumentaram o poder de compra das famílias. As festas de fim de ano também aqueceram a demanda por carne, contribuindo para manter os preços elevados.

    Perspectivas para 2025

    Especialistas avaliam que os preços podem se estabilizar ao longo de 2025, dependendo da oferta interna e do ritmo das exportações. Ou seja, o comportamento do clima e a continuidade do ciclo pecuário serão determinantes para o cenário do próximo ano.

     

  • Preço da carne bovina continua em alta; entenda o motivo

    Preço da carne bovina continua em alta; entenda o motivo

    Frigoríficos voltaram a elevar as ofertas de compra de boi gordo. O movimento reflete o consumo interno de carne bovina, que mantém os preços no atacado em alta. Portanto, segundo dados do Cepea, negócios recentes já registram valores superiores aos praticados no final de 2024, em diversas regiões.

    O mercado futuro também acompanha essa tendência. Os contratos de boi gordo para os três primeiros meses de 2025 (janeiro, fevereiro e março) tiveram seus valores ajustados para cima. Em resumo, os pesquisadores do Cepea atribuem essa disposição dos frigoríficos às margens atraentes obtidas com a carne.

    Em São Paulo, a diferença entre o preço pago pela arroba aos pecuaristas e o valor da venda de 15 quilos de carne com osso no atacado da Grande São Paulo permanece positiva. Ou seja, essa margem está em torno de R$ 30 por arroba, um dos patamares mais altos já registrados pelo Cepea.

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    Embora abaixo do recorde de dezembro, quando a média mensal chegou a R$ 32,17 por arroba, o cenário atual ainda favorece os frigoríficos. Esse desempenho histórico reforça a expectativa de continuidade do movimento comprador e preços sustentados no curto prazo.

    Exportação de carne bovina

    O Brasil alcançou um marco significativo em suas exportações de carne bovina em 2024, totalizando 2,89 milhões de toneladas enviadas ao exterior. Este volume representa um crescimento de mais de 26% em relação ao ano anterior, resultando em uma receita de US$ 12,8 bilhões, um aumento de 22% em comparação a 2023. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e foram compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

    Com recordes mensais consecutivos, o ano de 2024 se consagra como o maior para as exportações de carne bovina no Brasil. Esse desempenho coloca o setor como um dos principais responsáveis pelo superávit da balança comercial brasileira, que atingiu US$ 74,6 bilhões no mesmo período. A iniciativa Brazilian Beef, desenvolvida pela ApexBrasil e pela Abiec, impulsiona a promoção da carne bovina nacional no mercado internacional.