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  • Brasil tem recorde nas exportações de carne bovina

    Brasil tem recorde nas exportações de carne bovina

    O Brasil alcançou um marco significativo em suas exportações de carne bovina em 2024, totalizando 2,89 milhões de toneladas enviadas ao exterior. Este volume representa um crescimento de mais de 26% em relação ao ano anterior, resultando em uma receita de US$ 12,8 bilhões, um aumento de 22% em comparação a 2023. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e foram compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

    Com recordes mensais consecutivos, o ano de 2024 se consagra como o maior para as exportações de carne bovina no Brasil. Esse desempenho coloca o setor como um dos principais responsáveis pelo superávit da balança comercial brasileira, que atingiu US$ 74,6 bilhões no mesmo período. A iniciativa Brazilian Beef, desenvolvida pela ApexBrasil e pela Abiec, impulsiona a promoção da carne bovina nacional no mercado internacional.

    Crescimento sustentável

    A China manteve sua posição como o principal destino da carne bovina brasileira, com 1,33 milhão de toneladas importadas, gerando um faturamento de US$ 6 bilhões. Outros mercados importantes incluem os Estados Unidos, que importaram 229 mil toneladas (US$ 1,35 bilhão), os Emirados Árabes Unidos (132 mil toneladas e US$ 604 milhões), a União Europeia (82,3 mil toneladas e US$ 602 milhões), o Chile (110 mil toneladas e US$ 533 milhões) e Hong Kong (116 mil toneladas e US$ 388 milhões).

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    Entre os 15 maiores destinos da carne bovina brasileira, todos apresentaram crescimento em relação a 2023. Os aumentos mais significativos foram observados na Argélia, México, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Estados Unidos, Rússia e Israel. Ao todo, as exportações do setor alcançaram 157 países ao longo do ano. Quando consideradas apenas as exportações de carne in natura—que representam mais de 90% do valor total—o Brasil enviou produtos para 132 mercados, um aumento significativo nos últimos dez anos.

    Expectativas para o Futuro

    Roberto Perosa, presidente da Abiec, comemorou os resultados e destacou que 2024 foi um ano histórico para a indústria da carne bovina no Brasil. Ele acredita que há potencial para novos recordes em exportações e faturamento em 2025. Perosa também mencionou a abertura de novos mercados como Japão, Vietnã, Turquia e Coreia do Sul como oportunidades futuras.

    O recorde nas exportações de carne bovina em 2024 reafirma a posição do Brasil como líder global no setor. Com uma combinação de esforços do setor privado e apoio governamental o país está preparado para continuar expandindo sua presença nos mercados internacionais. E desta forma, continuar fortalecendo sua economia agrícola.

  • Exportações do agro mineiro superam mineração pela primeira vez

    Exportações do agro mineiro superam mineração pela primeira vez

    As exportações do agronegócio mineiro ultrapassaram, pela primeira vez, o setor de mineração no ranking estadual. Em geral, de janeiro a novembro de 2024, as vendas externas do agro somaram US$ 15,7 bilhões, superando em 3% o desempenho da mineração, que fechou o período com US$ 14,5 bilhões.

    O agro representou 40,7% do total exportado por Minas Gerais até novembro. Portanto, em comparação com o mesmo período de 2023, o setor cresceu 19% em receita e 9% no volume exportado, atingindo 16 milhões de toneladas. Já a mineração respondeu por 37,7% das exportações, com 14,5 milhões de toneladas enviadas.

    Ou seja, o valor registrado até novembro já supera o recorde anual de 2022, quando a receita foi de US$ 15,3 bilhões. A média mensal de US$ 1,4 bilhão impulsionou esses resultados históricos. Além disso, a alta do câmbio nominal nos últimos meses favoreceu o desempenho do setor.

    Investimento em inovação impulsiona resultados

    Para Thales Fernandes, secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, o resultado reflete investimentos em capacitação, produção sustentável e inovação. “Esses números consolidam Minas como uma potência na produção de alimentos. Em 2025, a valorização dos nossos produtos no exterior deve ampliar ainda mais essa vantagem”, afirmou.

    Novos produtos ganham destaque

    Café, açúcar e carne bovina seguem liderando as exportações. Contudo, novos produtos ganharam espaço, como sementes para semeadura, sêmen bovino, queijos, iogurtes, leite condensado e batatas preparadas.

    Água de coco, tapioca, cogumelos, inhame, azeitonas e grão de bico também ampliaram o portfólio exportador do estado, atendendo demandas internacionais.

    A China lidera as importações do agro mineiro, com US$ 3,9 bilhões, seguida por Estados Unidos (US$ 1,7 bilhão), Alemanha (US$ 1,3 bilhão), Bélgica (US$ 727 milhões) e Itália (US$ 669 milhões). Ao todo, 169 países compram produtos do agro mineiro.

    Café mantém liderança histórica

    O café segue como principal produto exportado, somando US$ 7,1 bilhões em receita, um aumento de 44,6% em relação ao ano anterior. Em volume, foram embarcadas 28,4 milhões de sacas, crescimento de 25%.

    Os principais compradores — Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Itália e Japão — aumentaram significativamente suas aquisições.

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    Carne bovina impulsiona setor de proteínas

    As exportações de carnes totalizaram US$ 1,4 bilhão e 414 mil toneladas. A carne bovina liderou, com US$ 1 bilhão e 240 mil toneladas exportadas, registrando aumentos de 20,4% no valor e 26,5% no volume.

    A carne suína também teve destaque, com o melhor resultado em oito anos: US$ 52,5 milhões e 26,5 mil toneladas exportadas.

    Já a carne de frango apresentou queda de 20% no valor e 18% no volume, totalizando US$ 269 milhões e 142 mil toneladas embarcadas.

    Desempenho do complexo soja e sucroalcooleiro

    As exportações do complexo soja somaram US$ 3,2 bilhões. Apesar de uma queda de 8,4% na receita, os embarques cresceram 9,5%. O farelo de soja teve alta de 9% na receita, atingindo US$ 230 milhões.

    O complexo sucroalcooleiro alcançou US$ 2,3 bilhões, com destaque para o açúcar, que representou US$ 2,2 bilhões. A Indonésia superou a China como principal destino, respondendo por 11% das vendas.

    Em resumo, o desempenho histórico do agro mineiro reflete diversificação, investimento e forte presença no mercado internacional, consolidando Minas Gerais como referência global no setor.

  • Brasil terá rastreamento obrigatório de bovinos e búfalos em 2033

    Brasil terá rastreamento obrigatório de bovinos e búfalos em 2033

    O Ministério da Agricultura anunciou o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB) para o período de 2025 a 2032. Em resumo, o objetivo é fortalecer o controle sanitário, sem abordar questões socioambientais. A rastreabilidade plena, no entanto, será obrigatória apenas em janeiro de 2033.

    Nos dois primeiros anos, o governo vai criar e adaptar o sistema eletrônico que integrará dados estaduais de movimentação animal. A partir de 2027, fêmeas vacinadas contra brucelose e animais de protocolos privados serão identificados. Em 2030, a exigência será estendida aos bovinos movimentados entre fazendas.

    O ministro Carlos Fávaro destacou que a medida agrega valor à produção e facilita o acesso a mercados como Japão e Coreia do Sul. “Essa rastreabilidade nos permite acessar mercados mais restritivos e bem remunerados. O processo de adesão será acelerado”, afirmou.

    Custo e dispositivos eletrônicos

    Os pecuaristas serão responsáveis pelos custos de identificação, estimados entre R$ 4 e R$ 5 por animal. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) negociou a obrigatoriedade de apenas um dispositivo por animal, como brincos ou bottons auriculares com chip.

    “O chip custa cerca de R$ 3. Isso é custo ou investimento? A arroba do boi rastreado valerá mais do que o preço do chip”, disse Fávaro. Segundo ele, o plano atende principalmente demandas sanitárias, mas também melhora a qualificação dos produtos para o mercado externo.

    Marcelo Motta, diretor de Saúde Animal, reforçou que o foco do plano é sanitário. “Queremos transparência na movimentação do rebanho e informações para controle de surtos ou doenças”, explicou.

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    Possíveis antecipações

    O plano prevê a possibilidade de adiantar prazos, conforme a entrega do sistema eletrônico. Ou seja, caso esteja operacional até o final de 2025, a obrigatoriedade poderá começar antes. Portanto, o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, destacou que um comitê gestor nacional acompanhará a implementação e avaliará a antecipação em Estados mais preparados.

    Em geral, desde 2009, o Brasil utiliza rastreabilidade em lotes, com foco sanitário. Em 2023, o país abateu 34,1 milhões de cabeças de gado. O novo sistema permitirá rastreamento individual, trazendo maior segurança aos parceiros comerciais e consumidores brasileiros.

    Controle e transparência do Brasil 

    O sistema também fornecerá informações em tempo real ao setor privado e aos consumidores sobre a origem dos produtos. “Vamos garantir segurança aos parceiros comerciais e à população brasileira sobre os critérios sanitários do processo”, concluiu Motta.

    O Ministério da Agricultura avalia ainda extinguir a marcação a fogo para rastreabilidade, medida prevista em lei. Porém, a decisão depende do andamento do plano e da implementação das novas tecnologias.

     

  • Rastreabilidade individual de bovinos é avanço para a pecuária brasileira

    Rastreabilidade individual de bovinos é avanço para a pecuária brasileira

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou nesta terça-feira (17) o Plano Nacional de Rastreabilidade Individual de Bovinos e Bubalinos. Em resumo, a medida, desenvolvida em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e outras entidades, marca um importante avanço na defesa agropecuária e no controle de qualidade da carne brasileira.

    Mais segurança e novos mercados

    Segundo a Abiec, o novo sistema permitirá maior segurança alimentar e abrirá portas para novos mercados internacionais, além de fortalecer os atuais. Ou seja, o Brasil, maior exportador mundial de carne bovina, já vende para mais de 150 países e busca consolidar sua posição com a implementação do plano.

    Atualmente, a rastreabilidade no Brasil é feita por lotes, por meio da Guia de Trânsito Animal (GTA). Com o plano, tecnologias como bottons e brincos eletrônicos farão o controle individual de cada animal.

    “A rastreabilidade individual vai modernizar a pecuária, agilizar respostas a emergências sanitárias e proteger os mercados internacionais”, afirma Roberto Perosa, presidente executivo da Abiec. Ele ressalta que o sistema evitará prejuízos à cadeia produtiva e criará oportunidades comerciais importantes.

    Para os produtores, a rastreabilidade individual trará melhorias na gestão dos rebanhos e propriedades. “O cronograma gradual permitirá que o setor se adapte de forma tranquila às novas exigências”, acrescenta Perosa.

    Fernando Sampaio, diretor de Sustentabilidade da Abiec, destaca que houve consenso na construção do plano entre diferentes setores. Porém, ele alerta para a necessidade de apoiar os pequenos produtores. “Precisamos de esforços públicos e privados para garantir a eficiência do sistema e facilitar o registro de movimentações nos sistemas estaduais e nacional”, explica.

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    Três etapas

    O cronograma prevê três etapas: desenvolvimento do sistema nacional, integração com sistemas estaduais e identificação gradual dos rebanhos. Alguns estados, como Santa Catarina, já possuem rastreabilidade individual obrigatória. O Pará e São Paulo também estão em processo de implementação de seus sistemas.

    Abiec

    Criada em 1979, a Abiec reúne 43 empresas que representam 98% da carne bovina exportada pelo Brasil. Em resumo, o país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, exportando 30% desse total para mercados que exigem os mais rigorosos padrões de qualidade.

  • Ceia de Natal deve ficar 20% mais cara; a gente explica

    Ceia de Natal deve ficar 20% mais cara; a gente explica

    Os preços das carnes subiram em 2024, pressionando o custo da ceia de Natal. De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), as proteínas tiveram alta significativa nos últimos 12 meses. Em resumo, a carne suína subiu 17,16%, os cortes bovinos aumentaram 15,43% e os de frango registraram elevação de 16,09%.

    Ou seja, essa elevação nos preços impactou diretamente o custo das cestas de Natal. Portanto, segundo levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), os itens típicos da ceia estão custando, em média, R$ 439,30. Isso representa um aumento de 9,16% em relação ao valor registrado em 2023.

    Entre os produtos que mais encareceram, o lombo de porco com osso lidera a lista, com alta de 19,72%, seguido pelo pernil, com 17,80%. O filé mignon registrou aumento de 16,87%, enquanto a picanha subiu 14,94%. O chester teve alta de 10,92%, e o frango em pedaços, 9,26%. Já o peru aumentou 7,50%, o frango inteiro, 6,83%, e o bacalhau, 3,58%.

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    Exportações impulsionam alta de preços

    A alta no preço das carnes reflete, em parte, o aumento das exportações. Entre janeiro e novembro de 2024, o Brasil exportou 2,95 milhões de toneladas de carne bovina, um crescimento de 30,84% em comparação ao mesmo período de 2023.

    As exportações de carne suína também subiram, totalizando 1,243 milhão de toneladas, uma alta de 11,1%. Já a carne de frango registrou 4,845 milhões de toneladas exportadas, um aumento de 3,7%.

    Esse aumento na demanda internacional reduz a oferta de carnes no mercado interno, pressionando os preços para o consumidor brasileiro. A combinação entre exportações recordes e alta inflação torna o planejamento da ceia de Natal mais desafiador em 2024.

  • Acordo Mercosul-UE: impactos nas exportações agrícolas do Brasil

    Acordo Mercosul-UE: impactos nas exportações agrícolas do Brasil

    O acordo entre Mercosul e União Europeia (UE), firmado nesta sexta-feira (6) após 25 anos de negociações, manteve as condições originais para o comércio de produtos agropecuários. Ao mesmo tempo, o governo brasileiro esclareceu que não houve mudanças em relação ao texto de 2019.

    Porém, a decisão contraria países como França e Polônia, que buscavam restringir produtos sul-americanos para proteger seus mercados. Além disso, ainda há resistência de Itália, Países Baixos e Áustria, que podem se opor à ratificação do tratado.

    Produtos com tarifas zeradas e cotas definidas

    Conforme o documento divulgado pelo governo brasileiro, café e sete tipos de frutas do Mercosul poderão entrar na UE sem tarifas nem cotas. Ou seja, as frutas beneficiadas incluem abacate, limão, lima, melão, melancia, uva de mesa e maçã.

    Por outro lado, produtos como carne, etanol e açúcar terão tarifas reduzidas gradualmente e estarão sujeitos a cotas específicas. Portanto, se as exportações ultrapassarem essas cotas, pagarão as alíquotas atuais.

    Café e frutas

    • Café: tarifas entre 7,5% e 11% serão eliminadas em até sete anos.
    • Uvas de mesa: tarifa de 11% será zerada imediatamente.
    • Abacate: tarifa de 4% deixará de existir em quatro anos.
    • Limões e limas: alíquota de 14% cairá em até sete anos.
    • Melão e melancia: tarifa de 9% chegará a zero em sete anos.
    • Maçã: alíquota de 10% será eliminada em dez anos.

    Produtos agropecuários com tarifas e cotas

    • Etanol industrial: cota inicial de 450 mil toneladas isenta de tributos.
    • Etanol combustível: cota de 200 mil toneladas com tarifa reduzida, expandindo ao longo de cinco anos.
    • Açúcar: cota inicial de 180 mil toneladas sem tarifas; excedentes pagarão até €98 por tonelada.
    • Carne bovina: cota de 99 mil toneladas com tarifa reduzida para 7,5%.
    • Carne de aves: cota de 180 mil toneladas isenta, dividida entre cortes com osso e desossados.
    • Carne suína: cota inicial de 25 mil toneladas com tarifa reduzida de €83 por tonelada.

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    Outras mercadorias beneficiadas

    • Suco de laranja: o acordo prevê alíquota zerada em até 10 anos.
    • Cachaça: o acordo eliminará as tarifas para garrafas de até 2 litros em quatro anos.
    • Queijos: cota de 30 mil toneladas com tarifa decrescente em 10 anos.
    • Mel: cota inicial de 45 mil toneladas sem tributos, ampliando em cinco anos.

    Impacto econômico e equilíbrio

    Segundo o Ministério do Desenvolvimento, o acordo beneficiará 95% dos bens exportados pelo Mercosul, representando 92% do valor das exportações brasileiras à UE. Contudo, 3% dos produtos, principalmente agrícolas, continuarão sujeitos a barreiras ambientais e sanitárias.

    Em resumo, o governo brasileiro destacou que o tratado busca equilibrar a abertura de mercados com a proteção de setores sensíveis, preservando os interesses de ambas as partes.

     

  • Brasil e China fortalecem parceria e impulsionam agropecuária brasileira

    Brasil e China fortalecem parceria e impulsionam agropecuária brasileira

    Os acordos firmados entre Brasil e China durante a visita oficial do presidente Xi Jinping ao Brasil, na última quarta-feira (20), prometem fortalecer a posição brasileira no mercado agropecuário global. Em resumo, dos 37 acordos assinados, seis estão diretamente relacionados ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), enquanto outros também impactam o setor.

    Avanços entre Brasil e China

    Entre os avanços, o Brasil conquistou a abertura de cinco novos mercados junto à Administração Geral de Aduanas da China (GACC). O Mapa assinou protocolos fitossanitários que liberam a exportação de uvas frescas, gergelim, sorgo e produtos derivados de pescado, como farinha e óleo de peixe. Esses mercados podem gerar até US$ 500 milhões anuais em negócios. Em junho, a China já havia aprovado a importação de noz-pecã brasileira, ampliando a pauta exportadora.

    Essas aberturas comerciais incentivam a produção agropecuária em diversas regiões do Brasil. Além disso, o país tem potencial para consolidar sua posição como maior exportador mundial de produtos agropecuários, como já ocorreu no mercado de algodão, onde superou os Estados Unidos neste ano.

    Cafeteria Luckin Coffee

    Outro destaque é o contrato firmado com a cafeteria chinesa Luckin Coffee. O acordo, articulado pela ApexBrasil e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), prevê a compra de 240 mil toneladas de café brasileiro entre 2025 e 2029, totalizando US$ 2,5 bilhões. Esse contrato resulta de reuniões realizadas em junho na China, onde foi fechado um acordo inicial para a venda de 120 mil toneladas de café, no valor de US$ 500 milhões.

    O novo contrato supera em mais de seis vezes as exportações de café brasileiro para a China em 2022, que somaram US$ 80 milhões.

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    Acordos de cooperação

    Durante a visita de Xi Jinping, Brasil e China também firmaram acordos para cooperação técnica, científica e comercial. Entre eles, destaca-se o Memorando de Entendimento sobre tecnologia e regulação de pesticidas e a Carta de Intenções com a Administração Estatal de Regulação de Mercados (SAMR) para avanços no setor agrícola.

    A parceria com a China ainda inclui a promoção da agropecuária brasileira em acordos como o Memorando de Entendimento entre o Grupo de Mídia da China (CMG) e a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

    A boa relação diplomática estabelecida na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva resultou na habilitação de 38 novas plantas frigoríficas. Ou seja, o foco é para exportação de carne bovina in natura à China. Além disso, hoje, 51,6% das exportações brasileiras do produto têm como destino o mercado chinês.

    Como reflexo dessa parceria, as exportações agrícolas brasileiras para a China bateram recorde em 2023. Em resumo, elas alcançaram US$ 60,24 bilhões, um aumento de US$ 9,53 bilhões em relação ao ano anterior. Portanto, esses resultados consolidam ainda mais a China como o principal parceiro comercial da agropecuária brasileira.

     

  • Exportações do agro batem recorde em outubro e alcançam US$ 14,27 bilhões

    Exportações do agro batem recorde em outubro e alcançam US$ 14,27 bilhões

    O agronegócio brasileiro registrou em outubro um recorde histórico nas exportações, somando US$ 14,27 bilhões. Ou seja, o valor representa um crescimento de 6,2% em relação aos US$ 13,43 bilhões exportados no mesmo mês de 2023. Em resumo, o aumento foi impulsionado por um crescimento de 3,7% no volume exportado e de 2,5% nos preços médios.

    O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua, destacou o desempenho positivo. “De janeiro a setembro, tivemos uma leve queda de 0,2%. Porém, com o resultado de outubro, o acumulado do ano já apresenta um crescimento de 0,3% em relação ao mesmo período de 2023. O agronegócio responde por quase metade das exportações brasileiras”, afirmou.

    Principais setores exportadores

    De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, os setores que lideraram as exportações em outubro foram complexo soja, carnes, açúcar, produtos florestais, café e cereais. Juntos, eles representaram 82,7% da pauta exportadora, gerando US$ 11,80 bilhões.

    Entre os produtos com maior volume exportado, destacaram-se o açúcar de cana (+1 milhão de toneladas), farelo de soja (+452,56 mil toneladas), celulose (+423,43 mil toneladas) e carnes (+190,67 mil toneladas).

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    Produtos em destaque

    As exportações de carnes atingiram US$ 2,62 bilhões, alta de 38,6% em relação a outubro de 2023. A carne bovina foi o principal destaque, com receita de US$ 1,36 bilhão, um recorde histórico. O volume exportado de carne bovina in natura chegou a 270,33 mil toneladas.

    O açúcar também manteve a trajetória de alta, com exportações de 3,73 milhões de toneladas (+29,8%). Apesar da queda de 11,8% no preço médio, o setor gerou US$ 1,76 bilhão.

    Ao mesmo tempo, outro recorde veio do setor cafeeiro, que exportou US$ 1,40 bilhão em outubro (+61,1%). As vendas de café verde atingiram US$ 1,31 bilhão (+62,7%), com volume de 279,26 mil toneladas (+12%).

    Produtos como suco de laranja, algodão, bovinos vivos e feijões também contribuíram, somando um aumento de US$ 362,01 milhões em relação a outubro de 2023.

    Acumulado do ano

    Entre janeiro e outubro de 2024, as exportações do agro totalizaram US$ 140,02 bilhões, alta de 0,7% frente ao mesmo período de 2023. Esse resultado foi impulsionado por um aumento de 6,6% no volume exportado, compensando a queda de 5,9% nos preços médios.

    Portanto, o agronegócio manteve sua relevância, representando 49,2% das exportações totais do Brasil no período.

     

  • Boi gordo em alta: entenda o impacto do clima no preço da carne

    Boi gordo em alta: entenda o impacto do clima no preço da carne

    Os preços do boi gordo continuam subindo, sem previsão de queda. Em resumo, os pesquisadores do Cepea afirmam que, apesar da importância dos confinamentos nas escalas de abate do segundo semestre, especialmente no último trimestre, a oferta de animais a pasto tem sido decisiva na formação dos preços.

    Clima impacta nas vendas

    A escassez de chuvas no segundo trimestre antecipou as vendas de animais, e as queimadas acima da média entre agosto e setembro intensificaram ainda mais a comercialização de lotes prontos para abate. Ou seja, mesmo com frigoríficos fechando contratos para grandes volumes de gado em confinamento, essa quantidade não é suficiente para atender ao mercado interno e às exportações, que seguem em alta.

    Portanto, com a oferta limitada, os reajustes de preços  do boi gordo continuam expressivos desde o início de agosto, segundo dados do Cepea.

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    Recorde de exportação

    As exportações de carne bovina do Brasil atingiram um novo recorde em setembro de 2024, com o embarque de 286.750 toneladas. O volume gerou um faturamento de US$ 1,258 bilhão, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

    Portanto, esse número representa um aumento de 7,12% em relação ao recorde anterior, registrado em julho de 2024. Além disso, o faturamento de setembro se destaca como o terceiro maior da história das exportações de carne bovina. Ou seja, o resultado fica atrás apenas de agosto e setembro de 2022. Naquele período, os preços médios da carne atingiram picos de US$ 5,9 mil e US$ 5,7 mil por tonelada, influenciados pela pandemia.

    Em comparação com agosto de 2024, o crescimento foi significativo: um aumento de 15,6% no volume exportado e de 17,4% no faturamento. Esses dados reforçam a força do setor, que continua a expandir suas operações no mercado internacional.

     

     

  • Produção de carne suína e frango deve bater recorde em 2025

    Produção de carne suína e frango deve bater recorde em 2025

    A produção de carne suína e de frango no Brasil deve atingir novos recordes em 2025. Com uma demanda internacional em alta e um mercado interno aquecido, aliado aos custos controlados pela queda nos preços dos grãos, a produção de carne suína é estimada em 5, 45 milhões de toneladas, enquanto a carne de frango deve atingir 15,51 milhões de toneladas.

    Os dados foram divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), durante o evento “Perspectivas para a Agropecuária Safra 2024/2025”. Segundo o estatal, o bom desempenho manterá a produção total das principais proteínas animais — frango, suíno e bovino — em cerca de 30,75 milhões de toneladas, volume estável quando comparado com o estimado para este ano.

    A Conab projeta ainda que as exportações de carne de frango aumentem 1,9%, alcançando 5,2 milhões de toneladas em 2025. O Brasil se beneficia de ser livre da Influenza Aviária em granjas comerciais, uma vantagem competitiva relevante, conforme destaques Gabriel Rabello , gerente de Fibras e Alimentos Básicos da Conab.

    Além disso, a competitividade do produto brasileiro e o cenário cambial favorável impulsionam as vendas externas. No mercado interno, a oferta de carne de frango também deve aumentar, com uma alta projetada de 2,3%, totalizando 10,32 milhões de toneladas.

    Suinocultura acompanha crescimento no mercado externo

    Para a carne suína, o cenário é semelhante. Um recorde de produção permitirá um aumento tanto no mercado interno quanto nas exportações. A oferta doméstica deve crescer 1,1%, com 4,2 milhões de toneladas, enquanto as exportações podem chegar a 1,27 milhão de toneladas, um aumento de 3%. A diversificação de mercados contribui para esse resultado. Em resumo, a China vem perdendo participação nas vendas externas de carne suína. O país caiu de mais de 50% em 2020 para menos de 20% até agosto de 2024.

    Esse movimento também é observado na carne bovina, com os pecuaristas brasileiros ganhando novos mercados. Isso prejudica a participação da China de 50% para 44% nas exportações entre janeiro e agosto de 2023. Mercados como Emirados Árabes Unidos, Rússia, Filipinas e Estados Unidos se destacam como grandes compradores.

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    Carne bovina deve ter queda na produção

    Embora a demanda externa continue em alta, com um aumento de 2,5% nas exportações, chegando a 3,66 milhões de toneladas, a produção de carne bovina deve cair em 2025. Estima-se que a produção atinja 9,78 milhões de toneladas, devido ao ciclo pecuário, que deve iniciar um movimento de retenção de fêmeas, diminuindo a oferta de animais para diminuir no médio prazo. A disponibilidade internacional de carne bovina deverá ser de 6,2 milhões de toneladas.