Tag: carne bovina

  • Indonésia amplia habilitação de frigoríficos brasileiros

    Indonésia amplia habilitação de frigoríficos brasileiros

    A Indonésia autorizou 17 novos frigoríficos brasileiros a exportar carne bovina. O país asiático realizou inspeções presenciais no Brasil em agosto. Com a decisão, 38 estabelecimentos agora podem vender ao mercado local. O número representa aumento de 80% nas habilitações.

    Em agosto, a Indonésia já havia liberado a importação de carne bovina com osso, miúdos, produtos cárneos e preparados do Brasil. O país, com mais de 270 milhões de habitantes, busca suprir a crescente demanda por proteínas animais com compras externas.

    Ampliação do mercado na Indonésia

    As novas habilitações devem ampliar o volume e a diversidade dos embarques. O Brasil reforça sua posição no Sudeste Asiático. A medida também gera emprego e renda na pecuária brasileira e fortalece a imagem do Brasil como fornecedor confiável em segurança alimentar.
    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) liderou o processo de negociação. As tratativas envolveram a SCRI, a SDA, a embaixada e o setor privado.
    As autoridades brasileiras atuaram de forma conjunta para atender todas as exigências sanitárias impostas pela Indonésia.

  • China compra 50% da carne bovina exportada por Mato Grosso

    China compra 50% da carne bovina exportada por Mato Grosso

    De janeiro a julho, 81 países abriram espaço no prato para a carne bovina de Mato Grosso. No total, foram embarcadas 458,3 mil toneladas no período, com a China abocanhando mais da metade desse volume: 236,3 mil toneladas, o equivalente a 51,5% do total.

    Receita bilionária e logística eficiente

    A força do estado no comércio global se traduz em números robustos. Só com a venda dessa proteína, a receita já chegou a US$ 2 bilhões nos sete primeiros meses do ano, com preço médio de US$ 5,2 mil por tonelada. Além disso, boa parte desse fluxo passa pelos portos de Paranaguá (PR) e Santos (SP), corredores logísticos que conectam o campo mato-grossense às mesas do mercado asiático e europeu.

    Sustentabilidade como diferencial

    “Os números de janeiro a julho mostram que Mato Grosso é reconhecido não apenas pela qualidade da carne bovina, mas também pela forma sustentável com que produzimos. Esse equilíbrio é o que garante competitividade e fortalece a confiança dos mercados internacionais”, afirma Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac).

    Estados Unidos e Rússia entre os maiores compradores

    Atrás da China, os Estados Unidos aparecem como segundo maior comprador, com 28,2 mil toneladas (6,1% do total). No entanto, esse quadro pode mudar no segundo semestre, já que o governo americano estuda medidas que podem afetar as compras. Logo depois, surge a Rússia, com 27,4 mil toneladas (5,99%).

    Diversificação de mercados

    Mesmo com volumes menores, a lista de destinos revela a amplitude do mercado da carne mato-grossense. Entre eles estão Chile, Filipinas, Egito, Arábia Saudita, México, Itália, Emirados Árabes Unidos, Argélia, Espanha, Hong Kong, Líbia, Reino Unido, Líbano e Aruba. Essa diversificação reforça o peso global do produto.

    Mato Grosso, líder absoluto na pecuária

    Com um rebanho de mais de 34 milhões de cabeças, Mato Grosso concentra 17% do gado brasileiro. Além disso, o estado mantém o título de maior exportador de carne bovina do país. Por fim, esse prestígio, vale destacar, não é fruto do acaso.

    “O mercado internacional tem cada vez mais confiança na carne bovina mato-grossense. Esse reconhecimento é fruto de anos de investimento em tecnologia e boas práticas ambientais, que hoje são diferenciais competitivos importantes. Mato Grosso segue ampliando mercados e consolidando sua imagem como fornecedor confiável de carne bovina de qualidade, com sustentabilidade”, reforça Andrade.

  • Mercado mundial de carne bovina à beira de transformação histórica

    Mercado mundial de carne bovina à beira de transformação histórica

    Uma conjuntura inédita no mercado global de proteína animal está em formação e promete redefinir os fluxos de exportação e os preços da carne bovina nos próximos anos. Pela primeira vez na história moderna, os três maiores exportadores mundiais, Brasil, Estados Unidos e Austrália, estão movendo-se em sincronia dentro do ciclo de produção pecuária, um fenômeno que especialistas alertam para uma significativa contração da oferta global a partir de 2025, com pico de pressão sobre os preços em 2026.

    O que é o ciclo da pecuária?

    Para entender o impacto, é crucial compreender o chamado “ciclo da pecuária”. É um movimento natural de oferta e demanda dentro da cadeia. Quando os preços estão altos e há expectativa de lucro, os pecuaristas retêm fêmeas (vacas e novilhas) para reproduzir e expandir o rebanho futuro. Essa retenção momentânea retira animais do ciclo de abate (já que essas fêmeas não viram carne imediatamente), reduzindo a oferta disponível no curto prazo e mantendo os preços elevados.

    Anos depois, com o rebanho ampliado, há um aumento natural na oferta de animais para abate, o que tende a pressionar os preços para baixo. O que torna o momento atual extraordinário é que essa fase de retenção de fêmeas está ocorrendo simultaneamente nas três principais potências exportadoras.

    Um fenômeno de causas múltiplas e simultâneas

    O alinhamento atual não é uma coincidência. Mas o reflexo de condições de mercado favoráveis e de eventos climáticos que afetaram os três países quase ao mesmo tempo.

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    Brasil: após um período de liquidação de rebanho, impulsionado por altos preços internacionais e pela recuperação de pastagens após secas severas, o produtor brasileiro iniciou um forte processo de retenção de matrizes. A perspectiva de valorização futura e a demanda internacional aquecida são os principais motores.

    Estados Unidos: o país vem registrando um encolhimento histórico de seu rebanho, o menor em décadas. Secas prolongadas em importantes estados pecuaristas forçaram o abate de milhares de matrizes. Agora, com a melhora nas condições climáticas e preços recordes no varejo, os produtores norte-americanos iniciaram a reconstrução de seus plantéis, retendo cada vez mais fêmeas.

    Austrália: após anos de abate intensivo devido a secas devastadoras, o retorno das chuvas e a recomposição das pastagens permitiram que os australianos também entrassem em um ciclo de retenção de fêmeas para reconstruir seus rebanhos, que haviam chegado a mínimas históricas.

    O impacto no mercado global: oferta apertada e preços em alta

    A análise do renomado analista de mercado norte-americano Dennis Smith, da Archer Financials, publicada no Beef Magazine, é clara. O efeito imediato dessa sincronia global será a redução progressiva da oferta exportável de carne bovina.

    “Quando essas três potências decidem segurar fêmeas ao mesmo tempo, a quantidade de carne disponível no mercado internacional encolhe drasticamente. É uma equação simples de oferta e demanda”, explica o analista.

    A consequência direta será uma pressão ascendente adicional nos preços internacionais, que já operam em patamares elevados. Especialistas do setor projetam que o ápice desse movimento deve ser sentido em 2026, quando a escassez de produto para exportação estará mais evidente.

    Importadores tradicionais, como China, Chile, Egito e países do Sudeste Asiático, poderão enfrentar um cenário de competição ainda mais acirrada por volumes limitados de carne, o que tende a inflacionar ainda mais as cotações.

    E no longo prazo?

    O ciclo é dinâmico. A retenção atual significa que, no médio prazo (a partir de 2027/2028), esses rebanhos expandidos começarão a gerar uma maior oferta de animais terminados. O que poderá levar a um aumento na produção de carne e uma eventual moderação nos preços. No entanto, o período até lá promete ser de volatilidade e altas significativas, marcando uma nova era para o comércio global de carne bovina.

  • Carne bovina perde força no mercado interno

    Carne bovina perde força no mercado interno

    A liquidez menor da segunda quinzena pressiona os preços da carne bovina no mercado doméstico, segundo o Cepea. Ao mesmo tempo, as negociações de animais para abate permanecem estáveis. Algumas regiões, no entanto, registram novas altas pontuais, de acordo com o levantamento.

    Exportações de carne bovina

    As exportações de carne bovina do Brasil seguem firmes na primeira metade de agosto, mesmo com a tarifa imposta pelos Estados Unidos. Em geral, a  média diária de embarques de carne in natura alcançou 12,3 mil toneladas. O volume representa alta de quase 25% frente a agosto de 2024. Ou seja, o resultado também supera em 2,5% a média de julho, mês que registrou exportação recorde de carne bovina.

    Se o ritmo continuar, os embarques de agosto devem alcançar novo recorde histórico, avaliam os pesquisadores do Cepea.

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  • Carne bovina atinge preços recordes nos EUA

    Carne bovina atinge preços recordes nos EUA

    Os preços da carne bovina nos Estados Unidos alcançaram níveis recordes em agosto de 2025, com a carne moída atingindo US$ 6,34 por libra em julho. Enquanto bifes não cozidos também bateram máxima histórica de US$ 11,88 por libra.

    O Departamento de Agricultura americano (USDA) registra o menor rebanho bovino desde a década de 1950. Sâo apenas 27,9 milhões de cabeças de gado para produção de carne, uma queda de 13% em relação a 2019. O preço médio do varejo para toda carne bovina fresca atingiu um recorde de US$ 8,50 por libra em abril de 2025, registrando 23 meses consecutivos de aumentos anuais.

    Bernt Nelson, economista agrícola da American Farm Bureau Federation, alerta que a oferta permanece limitada mesmo após o período tradicional de churrascos devido à redução histórica do rebanho e às secas nos principais estados produtores.

    Tarifas restringem importações brasileiras

    A situação se agrava com a política comercial restritiva do governo Trump. O presidente americano anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros em julho, adicionais aos 10% já impostos desde abril.

    Os dados da Secex/Brasil mostram o impacto imediato das tarifas: as exportações de carne bovina para os EUA despencaram de 48 mil toneladas em abril para 18 mil toneladas em junho, uma queda de 62%.

    O Brasil representava parcela significativa das importações americanas de carne bovina. Mas enfrentava anteriormente uma cota anual de 65 mil toneladas com tarifa zero, que agora passa a ter tarifa mínima de 10%.

    Projeções indicam pressão contínua nos preços

    O USDA ajustou para cima as projeções de preços para 2025 com base nos dados reais até junho, mantendo inalterada a previsão para 2026. A CattleFax projeta que o mercado de bezerros deve ter média de US$ 3,30 a US$ 3,40 por bezerro macho em 2025, comparado aos US$ 3,10 de 2024.

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    Para 2025, o déficit comercial americano de carne bovina deve atingir 1,8 bilhão de libras. O maior desde 2006, quando as exportações ainda se recuperavam de restrições comerciais temporárias.

    Empresas enfrentam desafios operacionais

    Para empresas do setor alimentício e redes varejistas, o cenário atual representa desafios complexos no gerenciamento de preços, disponibilidade de produtos e composição do mix de proteínas oferecidas aos consumidores.

    Dados do setor mostram que o americano médio deve consumir 59,1 libras de carne bovina em 2025, comparado a 102,5 libras de frango e 50,3 libras de suíno. Indicando que a demanda permanece robusta apesar dos preços elevados.

    A nova tarifa de 50% deve reduzir drasticamente as importações brasileiras. E forçar compradores americanos a buscar fornecedores alternativos no Mercosul, incluindo Argentina, Uruguai e Paraguai.

    A combinação de oferta doméstica restrita, política comercial protecionista e demanda sustentada mantém o setor sob pressão inflacionária. Com perspectivas de que os preços recordes persistam ao longo do segundo semestre de 2025.

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  • Exportações de carne bovina batem recorde histórico em julho

    Exportações de carne bovina batem recorde histórico em julho

    As exportações brasileiras de carne bovina in natura alcançaram um novo patamar histórico em julho de 2025, com 276,9 mil toneladas embarcadas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados nesta semana. O volume supera os recordes anteriores e consolida o Brasil como um dos principais players globais no mercado de proteína animal.

    Os números revelam que as tensões comerciais decorrentes das tarifas impostas pelo governo de Donald Trump tiveram impacto limitado nas vendas externas do setor – pelo menos no curto prazo. Apesar das preocupações iniciais, a demanda internacional pela carne brasileira segue aquecida, impulsionada pela competitividade do produto e pela diversificação de mercados.

    Resiliência do setor surpreende

    Especialistas destacam que a capacidade do Brasil em manter o fluxo de exportações, mesmo em um cenário de barreiras comerciais, reflete a sólida reputação da carne bovina nacional e a eficiência logística do agronegócio. Países como China, Estados Unidos e nações do Oriente Médio continuam como principais destinos, absorvendo grande parte da produção.

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    O recorde de julho mostra que o setor conseguiu se adaptar rapidamente às mudanças no comércio global, encontrando alternativas mesmo em meio a medidas protecionistas.

    Com os resultados positivos do primeiro semestre, as expectativas para os próximos meses são otimistas. O Ministério da Agricultura projeta que as exportações de carne bovina podem fechar 2025 com números ainda mais expressivos, caso a demanda internacional se mantenha estável.

    Enquanto isso, o governo e entidades do agronegócio monitoram de perto as negociações comerciais. Buscando minimizar possíveis efeitos negativos de barreiras tarifárias e ampliar o acesso a novos mercados.

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  • Brasil e Japão negociam exportação de carne bovina

    Brasil e Japão negociam exportação de carne bovina

    As negociações para abrir o mercado japonês à carne bovina brasileira estão avançando, mas com um foco que tem causado desconforto no setor: apenas três estados — Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina — estão sendo priorizados, representando menos de 4% do volume total de exportações do Brasil.

    Enquanto isso, grandes produtores, como São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará, responsáveis por quase 60% das vendas externas, ficam de fora das tratativas iniciais.

    Por que o Japão está negociando apenas com esses estados?

    O Japão, um dos maiores importadores de carne bovina do mundo, tradicionalmente compra dos EUA e da Austrália, mas busca alternativas devido a tarifas comerciais. O Brasil, maior exportador global de carne bovina, tenta há 20 anos acessar esse mercado.

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    A preferência pelos três estados do Sul se deve ao fato de terem sido os primeiros reconhecidos como livres de febre aftosa sem vacinação, um requisito sanitário crítico para o Japão. Em maio de 2023, o Brasil conquistou o status de “país livre de febre aftosa sem vacinação” pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), mas o Japão ainda exige avaliações adicionais por região.

    Frigoríficos de grandes estados produtores estão preocupados com a exclusão inicial das negociações, já que poderiam perder acesso a um mercado de alto valor.

    Abrafrigo, associação que representa empresas como Marfrig e outros exportadores, manifestou surpresa com a limitação aos três estados.

    O Ministério da Agricultura do Brasil ainda não se pronunciou oficialmente sobre os critérios usados pelo Japão.

    Próximos passos nas negociações

    O governo japonês afirmou que está conduzindo uma avaliação de risco antes de liberar a importação. Enquanto isso, a indústria brasileira espera que mais estados sejam incluídos no futuro, ampliando as oportunidades de exportação.

    Se aprovada, a abertura do mercado japonês pode:

    • Aumentar a competitividade da carne brasileira frente a EUA e Austrália.
    • Diversificar os destinos de exportação, reduzindo dependência de mercados como China e Hong Kong.
    • Valorizar cortes premium, já que o Japão é um comprador de alto poder aquisitivo.

    A negociação entre Brasil e Japão é uma oportunidade estratégica, mas a limitação inicial a três estados gera tensão no setor. A inclusão de mais regiões produtoras será crucial para equilibrar os interesses da cadeia bovina nacional.

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  • México se torna o segundo maior comprador de carne bovina do Brasil

    México se torna o segundo maior comprador de carne bovina do Brasil

    O México alcançou em 2025 uma posição histórica no comércio com o Brasil, tornando-se o segundo maior importador de carne bovina brasileira. O país esta atrás apenas da China. O crescimento foi impulsionado por um salto de 420% nas compras no primeiro semestre. Isso segundo dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Enquanto em janeiro o México adquiriu 3,1 mil toneladas, em junho esse volume chegou a 16,1 mil toneladas. Com isso, ultrapassando os Estados Unidos, que reduziram drasticamente suas importações devido a tarifas comerciais.

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    A mudança no ranking ocorreu após os EUA imporem uma tarifa extra de 50% sobre a carne brasileira em julho de 2025. Essa medida inviabilizou parte significativa das exportações. Com isso, cerca de 30 mil toneladas que seriam destinadas ao mercado norte-americano foram redirecionadas, beneficiando principalmente o México, que registrou um aumento de 187,1% nas compras acumuladas no semestre. Enquanto isso, a China, maior compradora, manteve sua demanda estável, adquirindo 134,4 mil toneladas apenas em junho, no valor de US$ 739,9 milhões.

    Crescimento nas vendas

    O valor total das exportações brasileiras de carne bovina atingiu US$ 1,3 bilhão em junho, com um volume de 241 mil toneladas. Portanto, contribuindo para um crescimento de 3% nas vendas externas do agronegócio. O México, que em janeiro havia comprado US$ 15,5 milhões em carne, fechou junho com US$ 89,3 milhões em importações, com preferência por cortes frescos, que chegam a valer 20% a mais que os congelados.

    Analistas destacam que, embora a China continue sendo o principal destino, a diversificação para mercados como México, Japão e Vietnã reduz a dependência de um único comprador e abre oportunidades para produtos de maior valor agregado. Dados preliminares de julho indicam que as exportações totais de carne bovina cresceram 56,5% em relação ao mesmo período de 2024. Reforçando a resiliência do setor mesmo em um cenário de mudanças nas relações comerciais globais.

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  • Carne bovina sofre impacto com tarifa dos EUA

    Carne bovina sofre impacto com tarifa dos EUA

    Os Estados Unidos anunciaram uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, atingindo em cheio a carne bovina. Donald Trump assinou a medida nesta quarta-feira (30). Ela entra em vigor no dia 6 de agosto.
    Apesar do desafio, o Cepea lembra que o estoque mundial de carne é o menor em 20 anos. Atualmente, 49% das exportações brasileiras seguem para a China, principal destino. Portanto, os EUA não têm tantas opções de fornecedores com preços e qualidade semelhantes.

    Setor reage à tarifa norte-americana

    A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) acompanha com atenção a decisão dos EUA. A nova tarifa de 50% se soma aos atuais 26,4%, elevando a carga total para 76%. Esse cenário ameaça a viabilidade das exportações para os EUA, que importaram 229 mil toneladas em 2024. A expectativa para 2025 era chegar a 400 mil toneladas.

    A entidade mantém diálogo com importadores norte-americanos e colabora com o governo federal em busca de acordo. Além disso, a ABIEC reforça a importância de preservar o fluxo comercial com os EUA. Afinal, o país enfrenta o menor ciclo pecuário dos últimos 80 anos.

    O setor também destaca o esforço conjunto do Ministério da Agricultura, do MDIC e do Itamaraty. Essas instituições trabalham na abertura de novos mercados e articulações diplomáticas. Por fim, a ABIEC afirma que seguirá atuando com propostas e parcerias para manter a competitividade da carne bovina brasileira. O objetivo é garantir previsibilidade aos exportadores e colaborar com a segurança alimentar global.

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  • Tarifa dos EUA e baixa procura derrubam carne bovina

    Tarifa dos EUA e baixa procura derrubam carne bovina

    O mercado pecuário brasileiro enfrenta forte pressão após o anúncio de tarifa de 50% dos EUA sobre a carne bovina nacional. Segundo o Cepea, o impacto da medida se soma ao ritmo lento das vendas internas no Brasil. Com isso, os preços do boi para abate e da carne recuaram, e o mercado desacelerou ainda mais nesta semana.

    Os Estados Unidos são o segundo maior comprador da carne bovina brasileira, atrás apenas da China. Atualmente, os norte-americanos respondem por 12% das exportações do Brasil, enquanto a China concentra 49%. Dados da Secex mostram que, em junho, os EUA importaram o menor volume desde dezembro de 2024. Apesar disso, o total exportado em junho foi o segundo maior do ano: quase 270 mil toneladas.

    Segundo o Cepea, o aumento das vendas à China compensou parcialmente a redução nas compras dos EUA. Ou seja, a China vem ampliando os embarques desde fevereiro, sustentando parte da demanda internacional.

    Pesquisadores apontam que, em março e abril, os EUA compraram volumes recordes da carne brasileira. O país importou mais de 40 mil toneladas por mês, em possível antecipação ao tarifaço de julho.

    Carne suína também sofre com demanda enfraquecida

    A carne suína segue em queda no Brasil, pressionada pela demanda interna fraca, segundo levantamento do Cepea. Os preços ficaram estáveis por três semanas, mas voltaram a cair com menor procura no varejo.

    Agentes do setor atribuem o recuo ao período de férias escolares, que reduz o consumo doméstico. A segunda quinzena de julho deve agravar o cenário, tradicionalmente marcado por menor movimento nas vendas. Com isso, o valor do animal vivo também tende a cair, apontam os pesquisadores.

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