Tag: carne bovina

  • Carne mais cara? Veja o que está por trás da alta

    Carne mais cara? Veja o que está por trás da alta

    A conta no açougue anda mais salgada — e a culpa, desta vez, não é só do boi gordo. Dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) mostram que a carne subiu de preço porque os frigoríficos estão comprando mais do que o mercado consegue entregar. Ou seja: tem mais gente querendo carne do que boi disponível para abate.

    Demanda supera a oferta

    Parece simples, e é: quando a procura aumenta e a oferta não acompanha, o preço sobe. Foi o que aconteceu neste começo de inverno. Segundo o Cepea, a demanda firme das indústrias frigoríficas deu um empurrão nos preços da arroba do boi gordo. Na outra ponta, isso acabou chegando ao bolso do consumidor, que já sente o impacto no quilo da carne.

    “A gente observa um movimento de firmeza nas compras por parte dos frigoríficos, especialmente aqueles que atendem o mercado interno”, aponta nota do Cepea. E tem mais: com o consumo interno em recuperação, embalado pelo frio e por datas como as festas juninas, o cenário fica ainda mais aquecido.

    Foto: Divulgação – Empório 481

    Menos boi no pasto, mais dor no bolso

    Além da demanda, outro fator entra em cena: a questão de campo. Nas últimas semanas, o volume de animais prontos para o abate diminuiu consideravelmente. Por um lado, muitos pecuaristas resolveram segurar o gado, na esperança de conseguir preços melhores. Por outro, esse cenário também é reflexo da entressafra, período em que a pastagem fica mais escassa e o ganho de peso dos animais desacelera. Com isso, a oferta de bois gordos caiu, contribuindo para pressionar ainda mais os preços.

    Resultado: o valor da arroba disparou. E quando isso acontece, não demora muito para o consumidor ver o efeito no açougue, especialmente em cortes mais populares, como patinho, acém e músculo.

    E o que vem pela frente?

    Apesar do aperto no bolso, analistas não esperam uma explosão nos preços. A expectativa é de que, com a oferta se normalizando nas próximas semanas, o mercado volte a um equilíbrio.

    Mas até lá, quem quiser carne vermelha vai ter que rebolar: aproveitar promoções, buscar açougues de bairro e até variar o cardápio. A proteína bovina ainda reina nas mesas brasileiras, mas anda exigindo mais criatividade — e paciência.

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  • Mercado do boi mantém preços firmes em junho

    Mercado do boi mantém preços firmes em junho

    Os preços do boi gordo, da carne e da reposição seguem firmes em junho. Frigoríficos elevaram os valores pagos por novos lotes. A decisão ocorre porque as escalas de abate continuam curtas, variando de quatro a dez dias.

    Desde a semana passada, o mercado de reposição mostra maior liquidez. No entanto, o Cepea destaca que a oferta restrita limita os negócios com boi magro.

    No atacado, a carne bovina apresenta recuperação. As vendas estão aquecidas, o que sustenta a valorização dos preços. Ao mesmo tempo, as exportações de carne bovina também avançam. Segundo a Secex, o Brasil faturou R$ 5,8 bilhões entre janeiro e maio de 2025. O valor representa alta de 22% frente ao mesmo período de 2024.

    Esse desempenho reflete dois fatores: o volume exportado subiu 10% e os preços médios em dólar aumentaram na mesma proporção.

    Exportações de carne suína batem recorde para maio

    Apesar da leve queda mensal, as exportações de carne suína atingiram recorde histórico para maio. Os dados da Secex, analisados pelo Cepea, apontam embarque de 117,5 mil toneladas no mês passado.

    O volume representa queda de 8,1% frente a abril, mas alta de 13,7% na comparação com maio de 2024. Desde abril do ano passado, o Brasil exporta mais de 100 mil toneladas por mês. Ou seja, o desempenho consolida uma nova marca para o setor nacional.

    No mercado interno, os preços da carne suína e do animal vivo caíram no fim de maio. No entanto, reagiram entre os dias 3 e 10 de junho, segundo o Cepea.

    A recuperação das cotações reflete o aumento da demanda. Em junho, o poder de compra da população tende a crescer, favorecendo o consumo de proteína.

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  • Maior procura e pouca oferta estabilizam preços do boi

    Maior procura e pouca oferta estabilizam preços do boi

    Após semanas de queda, o mercado do boi gordo entrou em fase de estabilidade. Desde a semana passada, os preços começaram a subir. Segundo o Cepea, o interesse dos compradores aumentou no mercado spot. Ao mesmo tempo, a oferta ficou mais restrita. Pecuaristas têm resistido a vender por valores baixos. Por isso, exigem preços mais altos, o que limita a oferta.

    Escalas de abate do boi

    As escalas de abate também ficaram mais curtas. Em média, os frigoríficos operam com escalas para apenas uma semana. Algumas negociações realizadas no início da semana previam embarques em um ou dois dias.

    No atacado da Grande São Paulo, os preços da carne permanecem estáveis, de acordo com o Cepea. Mesmo assim, o ritmo de vendas melhorou. Isso reforça o cenário de equilíbrio no setor pecuário.

    Preço do suíno se mantém firme em maio

    Mesmo com quedas no fim do mês, o preço médio do suíno subiu em maio. Segundo o Cepea, a valorização se deve à forte demanda nas três primeiras semanas.

    A comemoração do Dia das Mães impulsionou o consumo no período. No entanto, no fim de maio, a procura enfraqueceu. Além disso, a gripe aviária gerou especulação e pressão sobre os preços.

    Na região SP-5, o suíno vivo foi negociado a R$ 8,55/kg. O valor representa alta de 1,5% em relação a abril. Em Arapoti (PR), a média subiu 2,9%, alcançando R$ 8,44/kg. No atacado da Grande São Paulo, a carcaça especial suína subiu 2,4%. A média em maio chegou a R$ 12,74/kg.

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  • Brasil amplia exportações de carne bovina mirando Japão e Vietnã; tarifas dos EUA têm impacto limitado

    Brasil amplia exportações de carne bovina mirando Japão e Vietnã; tarifas dos EUA têm impacto limitado

    O Brasil, maior exportador mundial de carne bovina, mantém trajetória de crescimento nas exportações, impulsionado pela busca de novos mercados estratégicos como Japão e Vietnã. Em 2024, o país registrou exportações recordes de 2,8 milhões de toneladas. E faturou mais de US$ 12,8 bilhões, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Para 2025, as projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que as exportações brasileiras podem chegar a até 3,7 milhões de toneladas. Refletindo uma expansão superior a 4% em relação ao ano anterior.

    Impacto das tarifas dos EUA e competitividade brasileira

    Apesar da imposição de uma tarifa de 10% pelo governo dos Estados Unidos sobre a carne bovina brasileira, especialistas em comércio exterior avaliam que o impacto será limitado. Rogério Marin, CEO da Tek Trade, destaca que a forte demanda interna americana e a competitividade de preço e volume do Brasil devem sustentar o crescimento das exportações. Em 2024, os EUA importaram 229 mil toneladas da carne brasileira, número que cresceu em 2025, mesmo diante das medidas protecionistas.

    Marin explica que as tarifas refletem uma escalada protecionista. Mas que o mercado norte-americano importa principalmente para suprir demandas específicas, como carne magra para hambúrgueres. Isso é o que mantém a relevância do Brasil como fornecedor. Além disso, a desvalorização do real frente ao dólar e a retração da concorrência de países como Austrália e Nova Zelândia fortalecem a posição brasileira.

    Novos mercados estratégicos: Japão e Vietnã

    Para diversificar e reduzir a dependência da China — principal destino da carne bovina brasileira — o Brasil tem firmado acordos comerciais com países asiáticos como Japão e Vietnã. O Japão, conhecido por suas rigorosas exigências sanitárias e pela demanda por produtos premium, representa uma oportunidade de alto valor agregado. Já o Vietnã, com uma classe média em crescimento, surge como mercado promissor para cortes de maior qualidade.

    Essa estratégia de diversificação visa mitigar riscos associados a restrições comerciais e oscilações em mercados únicos, exigindo avanços em rastreabilidade, certificação e qualidade da carne exportada. O potencial de retorno para as empresas brasileiras é elevado, conforme avaliação de especialistas.

    Desempenho recente e perspectivas para 2025

    No primeiro trimestre de 2025, as exportações brasileiras de carne bovina cresceram 12% em volume. Assim,  gerando receita de US$ 3,2 bilhões, com destaque para a valorização dos preços no mercado externo, que atingiu média de US$ 4,78 por quilo exportado. Estados como São Paulo, Mato Grosso e Goiás lideram as exportações nacionais, que abrangem mais de 150 países.

    Além da China e dos EUA, outros mercados importantes incluem Emirados Árabes Unidos, Chile e Hong Kong. Esses países, juntos, representam uma parcela significativa da receita do setor, estimada em mais de US$ 8 bilhões.

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  • Gripe aviária derruba preço do boi mais que do frango

    Gripe aviária derruba preço do boi mais que do frango

    A confirmação de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil elevou a cautela nos mercados de carnes e grãos. Segundo o Cepea, uma semana após o registro da doença, o mercado de carne de frango ainda não mostra desajuste na oferta.

    Entre 15 e 20 de maio, o frango resfriado caiu 1% no atacado da Grande São Paulo. Pesquisadores explicam que a queda se deve à demanda mais fraca, comum na segunda quinzena do mês. No mercado de suínos, a carcaça especial teve leve desvalorização de 0,5% desde a quinta-feira anterior. O ritmo de baixa já era observado desde o início da semana passada, segundo o Cepea. 

    Enquanto isso, a carne bovina registrou queda mais acentuada. A cotação da carcaça casada bovina recuou 3,7% no atacado paulista no mesmo período. Ainda de acordo com o Cepea, os preços do boi para abate e da carne já vinham em queda. Contudo, as desvalorizações ganharam força a partir da sexta-feira.

    Atacadistas relatam vendas fracas de carne bovina neste início de segunda quinzena de maio. A pressão dos frigoríficos nas negociações também contribui para a queda nas cotações. Ao mesmo tempo, pesquisadores indicam que o mercado do boi reflete os impactos do possível aumento na oferta de carne de frango. Esse cenário pressiona os preços bovinos e amplia a diferença entre as proteínas.

    Suínos mantêm preços estáveis apesar de incertezas

    Os produtos suinícolas seguem maio com variações modestas nos preços. Na Grande São Paulo, a carcaça especial suína caiu levemente, segundo o Cepea.

    A retração ocorre devido ao menor consumo típico da segunda quinzena. Ou seja, com menor poder de compra, os consumidores diminuem a demanda, forçando ajustes nos preços.

    Para manter a liquidez e evitar estoques altos, o setor reage com cortes nos valores. Apesar disso, a média de preços em maio ainda supera a do mês anterior. A confirmação do primeiro foco de Influenza Aviária em granja comercial, em Montenegro (RS), elevou o alerta.

    Produtores de suínos demonstram atenção e certa apreensão diante da nova realidade. Segundo o Cepea, alterações na oferta de carne de frango podem impactar diretamente os preços do suíno. Isso ocorre devido à forte concorrência entre as duas proteínas no mercado interno.

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  • Exportações de carne bovina crescem mais que produção

    Exportações de carne bovina crescem mais que produção

    A produção brasileira de carne bovina continua em alta, mas as exportações avançam em ritmo ainda mais forte. Pesquisadores do Cepea destacam que a demanda internacional segue puxando o mercado. Segundo o IBGE, a produção nacional aumentou 2,73% no primeiro trimestre de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024. Nesse mesmo intervalo, as exportações subiram quase 12%, conforme dados da Secex. Em geral, o Brasil embarcou 70,9 mil toneladas a mais de carne bovina em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

    Já a produção doméstica teve acréscimo de 64,9 mil toneladas. Os preços do boi gordo e da carne no atacado confirmam essa tendência de crescimento. O Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ, referente ao estado de São Paulo, subiu 22% em termos reais, considerando o IGP-DI. Além disso, a carcaça casada bovina no atacado da Grande São Paulo registrou valorização de 23,8%, segundo levantamento do Cepea.

    Exportações de carne suína rendem R$ 1,73 bilhão em abril

    As exportações brasileiras de carne suína geraram R$ 1,73 bilhão em abril, segundo maior valor desde 1997. Dados da Secex, analisados pelo Cepea, indicam que o Brasil embarcou 127,8 mil toneladas de carne suína no mês. O resultado inclui produtos in natura e processados. O volume representa alta de 11,4% frente a março e de 14,5% em relação a abril de 2024. O montante financeiro cresceu 9,3% ante o mês anterior e 40% na comparação anual.

    Abril de 2025 registrou o recorde de exportação para o mês e o terceiro maior da série histórica da Secex. No mercado interno, a oferta de carne suína se mantém equilibrada com a demanda na maioria das regiões monitoradas. Agentes consultados pelo Cepea relatam que a procura está firme, mas sem aquecimento típico do início do mês. Nesse cenário, os preços do suíno vivo e da carne seguem praticamente estáveis.

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  • Brasil amplia exportações de carne bovina em abril

    Brasil amplia exportações de carne bovina em abril

    As exportações brasileiras de carne bovina cresceram em abril de 2025. Em geral, o país embarcou 273,4 mil toneladas, com receita de US$ 1,33 bilhão. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

    Resultado de abril de 2025

    Em comparação com março, o volume exportado subiu 10,2%. Já a receita avançou 13,1%. Frente a abril de 2024, o crescimento foi ainda maior: 15,3% em volume e 27,6% em valor.

    A carne bovina in natura manteve a liderança entre os produtos embarcados. Ou seja, essa categoria respondeu por 88,4% do volume total e 91,3% da receita gerada no mês. O destaque ficou com a gordura bovina, que teve alta de 199,4% no volume exportado em relação a abril do ano anterior. Ao mesmo tempo, outros produtos também registraram bom desempenho. As carnes industrializadas aumentaram 11,5% em receita. Os miúdos cresceram 11,8% e os produtos salgados subiram 62,2%. Os dados reforçam a diversificação da pauta exportadora.

    Principais destinos

    A China liderou entre os destinos da carne bovina brasileira em abril. O país asiático comprou 107,8 mil toneladas e gerou receita de US$ 530 milhões. Isso representa 39,4% do volume total exportado.

    Os Estados Unidos ocuparam o segundo lugar, com 47,8 mil toneladas embarcadas. O crescimento foi de 13,6% em relação a março e de 498% frente a abril de 2024.

    Também se destacaram México (10.978 t), Hong Kong (9.423 t), Chile (9.329 t), Egito (9.099 t), Rússia (7.938 t), União Europeia (7.425 t), Filipinas (7.078 t) e Arábia Saudita (6.294 t). Esses mercados responderam por mais de 81% das exportações do mês.

    De janeiro a abril

    No acumulado de janeiro a abril, o Brasil exportou 949,9 mil toneladas de carne bovina. Em resumo, o volume representa alta de 13,5% em comparação com o mesmo período de 2024. A receita subiu 23,7% e alcançou US$ 4,55 bilhões.

    A China que lidera a compra da carne bovina brasileira, importou 392,3 mil toneladas, com US$ 1,89 bilhão em receita, nos quatro primeiros meses do ano. Em resumo, isso representa 41,3% do volume total exportado.

    Ao mesmo tempo, os Estados Unidos mais que quintuplicaram suas compras no quadrimestre. Ou seja, o país embarcou 135,8 mil toneladas e alcançou 14,3% de participação nas exportações brasileiras.

    Na sequência aparecem Chile (39.819 t), Hong Kong (33.711 t), União Europeia (29.777 t), Egito (27.421 t), Rússia (27.397 t), Argélia (24.985 t), México (24.313 t) e Arábia Saudita (20.909 t).

    Segundo o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, os resultados refletem o esforço conjunto da cadeia pecuária. “O desempenho é fruto do trabalho do produtor ao frigorífico exportador”, afirmou. Ele destacou a imagem de qualidade, sustentabilidade e confiabilidade da carne brasileira. “Apenas 30% da produção nacional é exportada, mas isso movimenta centenas de municípios”, disse. Além disso, Perosa reforçou o compromisso da cadeia em abastecer o mercado global. “Seguimos empenhados em contribuir para o crescimento do país”, concluiu.

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  • Preços do boi gordo recuam em várias regiões

    Preços do boi gordo recuam em várias regiões

    Os preços do boi gordo registram queda nas últimas duas semanas, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Em geral, a tendência negativa afeta machos e fêmeas destinados ao abate, principalmente nas regiões monitoradas pelo Cepea.

    Nesta semana, em São Paulo, a arroba varia entre R$ 310 e R$ 335. Lotes que seguem exigências mais rigorosas obtêm os maiores valores. Com esse cenário, o segmento de reposição também começa a desacelerar, embora de forma ainda tímida. Apesar disso, os negócios seguem em ritmo firme, com alta taxa de fechamento nos leilões. Segundo pesquisadores do Cepea, isso demonstra otimismo entre recriadores no curto e médio prazos da pecuária.

    Preços do suíno vivo seguem estáveis em maio

    O mercado de suínos vive uma semana de estabilidade nos preços. As cotações do animal vivo e da carne apresentam pequenas oscilações, reflexo do equilíbrio entre oferta e demanda. De acordo com o Cepea, o Dia das Mães não aqueceu as vendas como era esperado neste início de mês. 

    Mesmo com salários pagos e pedidos antecipados, o consumo não aumentou de forma significativa. No varejo, os cortes mais procurados para a data – como lombo, costela e pernil – tiveram variações discretas.

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  • Disputa comercial Trump x China pode levar Brasil ao topo do agronegócio

    Disputa comercial Trump x China pode levar Brasil ao topo do agronegócio

    A intensificação da guerra comercial entre Estados Unidos e China, reacendida com o retorno de Donald Trump à presidência norte-americana, pode transformar o Brasil no maior protagonista do agronegócio global. Em 2024, o setor agroexportador brasileiro movimentou US$ 152,63 bilhões, equivalente a 48,9% de todas as exportações do país – o segundo maior valor da série histórica.

    Recentemente, o governo Trump impôs tarifas adicionais de até 145% sobre produtos chineses, incluindo commodities agrícolas. Em resposta, a China aplicou tarifas de até 125% sobre produtos agropecuários norte-americanos, como soja, milho e carnes. Esse cenário abre espaço para o Brasil ampliar sua participação no mercado chinês, especialmente em commodities como soja e carnes.

    “A intensificação das tarifas entre EUA e China abre espaço para o Brasil ampliar sua participação no mercado chinês. Especialmente em commodities como soja e carnes, consolidando-se como fornecedor estratégico em meio às tensões comerciais globais”, avalia Felipe Vasconcellos, sócio da Equus Capital.

    Histórico comercial favorece o Brasil

    Durante o primeiro mandato de Trump, em 2018, os EUA impuseram tarifas de 25% sobre US$ 50 bilhões em produtos chineses, levando a China a retaliar com tarifas sobre produtos agrícolas americanos, como a soja. O Brasil foi diretamente beneficiado, aumentando suas exportações de soja para a China em 35% naquele ano, atingindo volumes recordes de 83 milhões de toneladas. A participação da China nas importações de soja brasileira saltou de 46% em 2016 para 76% em 2024.

    Felipe Vasconcellos, sócio da Equus Capital

    Atualmente, a China já sinaliza que pode substituir os grãos dos Estados Unidos por oleaginosas da América do Sul, especialmente do Brasil. As importações chinesas de soja brasileira devem ultrapassar 30 milhões de toneladas entre abril e junho de 2025, estabelecendo um novo recorde para o trimestre.

    “A substituição da soja americana pela brasileira reforça a posição estratégica do Brasil no comércio global de commodities. A crescente demanda chinesa por nossos produtos agrícolas é uma oportunidade para consolidarmos nossa liderança no setor”, destaca Vasconcellos.

    Além da soja, o Brasil exportou 2,89 milhões de toneladas de carne bovina em 2024, gerando receitas de US$ 12,8 bilhões – sendo US$ 6 bilhões apenas para a China. Com a intensificação da disputa entre EUA e China, o Brasil pode transformar riscos em oportunidades, consolidando-se como um dos principais players do agronegócio mundial.

    Diversificação e desafios

    Apesar das oportunidades, especialistas alertam para a necessidade de ampliar a base de parceiros comerciais e diversificar mercados. O acordo entre União Europeia e Mercosul é visto como um passo importante, mas o Brasil deve buscar também mercados emergentes como a Índia.

    “É essencial que o Brasil amplie sua base de parceiros comerciais. O acordo entre União Europeia e Mercosul é um passo importante, mas o trabalho deve continuar, especialmente com mercados emergentes como a Índia, que têm demonstrado grande potencial de crescimento”, acrescenta Vasconcellos.

    Entre os desafios, estão a desaceleração econômica da China e a queda nos preços de commodities, como o minério de ferro, que podem gerar pressões de curto prazo. Ainda assim, o agronegócio brasileiro tem potencial para diversificar sua atuação global e mitigar impactos adversos. Desde que conte com uma estratégia de diplomacia comercial bem estruturada.

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  • Semana Santa movimenta mercado de proteínas e pressiona preços

    Semana Santa movimenta mercado de proteínas e pressiona preços

    A oferta limitada de bois para abate e a demanda internacional aquecida mantêm os preços em alta no mercado pecuário. Ou seja, segundo o Cepea, esse cenário reduz a disponibilidade de carne no mercado interno e sustenta os valores da arroba.

    Além disso, a valorização chega ao atacado doméstico e ao mercado externo, influenciado por outros fatores de oferta global. Na Grande São Paulo, os preços da carne com osso e de cortes no atacado sobem desde o fim de março. O volume disponível aos consumidores está abaixo da demanda nacional, reforçando o movimento de valorização.

    Com isso, a carne bovina perde competitividade frente à carne suína, de frango e até mesmo à tilápia.
    Nas exportações, o Brasil embarcou 10,9 mil toneladas diárias de carne bovina in natura até a segunda semana de abril. Em geral, o volume representa alta de 15,6% em relação à média de abril do ano passado, segundo dados da Secex.

    Frango: carne ganha espaço frente à bovina, mas perde para a suína

    A carne de frango vem ganhando competitividade em relação à bovina, mas perde espaço diante da carne suína.
    Segundo o Cepea, enquanto o frango e o boi registram valorização em abril, a proteína suína recua nos preços.
    O aumento da demanda e a redução nos dias de abate, devido aos feriados de abril, pressionam a oferta de frango.
    Com menos carne disponível no mercado interno, os preços seguem sustentados nos principais centros de distribuição.
    No mercado externo, a avicultura também registra bom desempenho, com embarques diários de 22,4 mil toneladas. O volume é 9% maior que o de abril de 2024, conforme dados da Secex analisados pelo Cepea.

    Suínos: procura aquecida e oferta controlada impulsionam preços

    O preço do suíno vivo reagiu nos últimos dias em quase todas as regiões monitoradas pelo Cepea.
    Segundo pesquisadores, a valorização é reflexo da demanda firme e da oferta controlada de animais prontos para abate.
    Atacadistas intensificaram as compras para reforçar os estoques, prevendo aumento no consumo durante os feriados. A combinação entre menor oferta e expectativa de maior demanda sustenta as cotações no curto prazo.

    Ovos: demanda cresce na semana santa, mas preços se mantêm estáveis

    A demanda por ovos aumentou nesta Semana Santa, segundo levantamento do Cepea.
    Apesar disso, os preços seguem estáveis na maioria das regiões analisadas pelo Centro de Pesquisas.
    De acordo com colaboradores, as cotações já estão elevadas, o que limita novas valorizações no curto prazo.
    A expectativa é de que a demanda mantenha os preços firmes até o fim do período religioso.
    Após isso, a tendência é de estabilidade ou leve recuo, com o avanço do mês e a normalização do consumo.

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