Tag: agricultura familiar

  • Lula anuncia R$ 2,7 bilhões para reforma agrária

    Lula anuncia R$ 2,7 bilhões para reforma agrária

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, anunciaram na última sexta-feira um pacote de R$ 2,7 bilhões para a reforma agrária no Brasil. O governo divulgou as medidas durante evento comemorativo dos 42 anos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizado em Salvador (BA).

    O Programa Terra da Gente vai adquirir fazendas em São Paulo, Bahia, Pará, Pernambuco, Sergipe e Maranhão. O governo destinará milhares de hectares para assentar famílias de trabalhadores rurais nessas regiões.

    Além das compras, o pacote prevê a desapropriação de imóveis rurais em São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O governo também fechou um acordo judicial histórico no Paraná. Essas ações somam R$ 584 milhões e vão regularizar 32.378 hectares, beneficiando 1.900 famílias.

    Dez novos assentamentos em quatro estados

    O governo criará 10 novos assentamentos no Pará, Paraíba, Goiás e Sergipe. A iniciativa amplia a estrutura de reforma agrária no país e atende uma demanda histórica de movimentos sociais.

    O Orçamento Geral da União destinou R$ 717 milhões para crédito de instalação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Os recursos vão atender cerca de 60 mil famílias em todo o país, permitindo que agricultores iniciem sua produção nos assentamentos.

    Casas para 10 mil famílias assentadas

    O governo formalizou um contrato de R$ 1,015 bilhão com a Caixa Econômica Federal para crédito habitacional. O programa vai beneficiar aproximadamente 10 mil famílias assentadas, garantindo moradia adequada no campo.

    O Projeto de Retomada Econômica e Agroecológica dos Assentamentos do Rio Doce receberá R$ 49,9 milhões. Os recursos vão fortalecer a produção, mecanização e agroindustrialização de 3.645 famílias em 52 assentamentos localizados na bacia do Rio Doce.

    O Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) terá seu orçamento ampliado em 25%, totalizando R$ 61,9 milhões. O investimento vai atender cerca de 33 mil famílias em todo o Brasil. O governo também inaugurou quatro novos cursos do programa na Bahia.

    Compromisso com redistribuição de terras

    “Quando tomei posse em 2023, chamei o ministro da Reforma Agrária, Paulo Teixeira, e o presidente do Incra, César Aldrighi, e pedi a eles um levantamento de todas as terras no Brasil possíveis de serem disponibilizadas para Reforma Agrária”, afirmou o presidente Lula durante o evento. “Tenho compromisso com a redistribuição mais justa das terras”, completou.

    O ministro Paulo Teixeira destacou a relação entre reforma agrária e segurança alimentar. “Em três anos de recriação do MDA pelo presidente Lula, temos deflação de alimentos no país. É o compromisso dele e nosso com a soberania alimentar”, declarou. “Quanto mais reforma agrária tivermos, menos fome e menos desigualdade social nós teremos no nosso país”, acrescentou.

    A dirigente nacional do MST, Débora Nunes, ressaltou o potencial de cooperação entre o movimento e o governo. “Nesses dias de nosso encontro, discutimos projetos estratégicos que podem colocar a agricultura familiar e a reforma agrária num patamar de cooperação com o governo Lula, produzindo massivamente bioinsumos”, afirmou.

  • Da medicina para apicultura: casal muda de vida no Vale do Jequitinhonha

    Da medicina para apicultura: casal muda de vida no Vale do Jequitinhonha

    Gilberto Souza trocou a indústria de equipamentos médicos pela apicultura em 2018. O produtor rural de Felisburgo, no Vale do Jequitinhonha, conheceu as abelhas Apis mellifera através de um cunhado apicultor e decidiu investir no setor. Hoje, ao lado da esposa Natália Lacerda Magalhães, ele produz uma tonelada de mel por ano.

    Foto: Emater-MG

    “Fui me identificando com o ramo e decidi montar o apiário junto com meu cunhado. Eu e Natália fizemos diversos cursos sobre manejo das abelhas e extração do mel. A nossa vontade era sempre melhorar”, conta Gilberto.

    Do começo artesanal à profissionalização

    O casal enfrentou dificuldades no início. A produção artesanal gerava baixo retorno financeiro e não cobria os investimentos. Para manter a atividade, Gilberto voltou ao setor industrial enquanto Natália cuidava do apiário.

    A virada aconteceu em 2024. Gilberto se aposentou e retornou à apicultura com todo o conhecimento adquirido em cursos e sua experiência administrativa na indústria. Ele encerrou a sociedade com o cunhado e formou parceria exclusiva com Natália.

    Certificações garantem qualidade e abrem mercados

    O casal reformou um pequeno espaço na fazenda Córrego Seco e criou a Taia e Gil Apicultura. A busca por qualidade levou os produtores a investir em certificações e manejo sustentável.

    “Enfrentamos muitas dificuldades, mas não desistimos. Cumprimos todas as exigências do Consórcio Intermunicipal e Multifinalitário do Baixo Jequitinhonha (Cimbaje). Com minha formação em Processos Químicos, assumi a responsabilidade técnica da empresa”, explica Gilberto.

    A Taia e Gil Apicultura conquistou a certificação de extensão do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e aguarda o certificado do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi).

    A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) auxiliou o casal no cadastramento no Cadastro Nacional de Agricultura Familiar (CAF) e no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

    Vendas crescem com demanda por alimentos saudáveis

    A busca por alimentos saudáveis e sem aditivos químicos impulsiona o crescimento da apicultura. Gilberto e Natália comercializam mel, extrato de própolis e hidromel em lojas especializadas e nas redes sociais.

    Foto: Emater-MG

    “Aguardamos visita técnica para vender pela plataforma ÉdoCampo, da Emater-MG, e negociamos participação na feira mensal da Assembleia Legislativa, em Belo Horizonte”, revela o produtor.

    Propriedade vira referência para novos apicultores

    A persistência do casal chamou a atenção dos extensionistas da Emater-MG. Miguel Ferreira Morais e Gilson Rodrigues escolheram a propriedade para treinar jovens apicultores do programa Futuro no Campo.

    “A iniciativa reforça o compromisso da Emater-MG em capacitar novas gerações, promover a sucessão rural e fortalecer a apicultura como atividade econômica sustentável e de alta qualidade em Minas Gerais”, afirma Miguel Ferreira.

    A trajetória da Taia e Gil Apicultura mostra que dedicação, capacitação técnica e apoio institucional transformam desafios em oportunidades no campo.

  • Crédito, irrigação e mercado: agricultura familiar avança em Goiás

    Crédito, irrigação e mercado: agricultura familiar avança em Goiás

    A agricultura familiar goiana fechou 2025 com R$ 80,5 milhões em investimentos voltados a crédito, qualificação e fortalecimento de agroindústrias locais. As iniciativas impulsionaram a geração de renda, a regularização fundiária e a inclusão produtiva em todas as regiões do estado, beneficiando milhares de famílias rurais.

    Somente o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Goiás) destinou R$ 30 milhões à compra direta de produtos agrícolas, garantindo mercado para 2 mil produtores de 183 municípios. Na vertente voltada a comunidades quilombolas, o PAA Quilombola aplicou R$ 2 milhões em recursos. Os alimentos adquiridos abastecem entidades socioassistenciais, fortalecendo a segurança alimentar e a economia rural.

    Outra frente de destaque foi o Crédito Social, executado com apoio da Emater Goiás. Foram capacitadas 12 mil pessoas em 209 municípios e entregues 9.396 cartões para compra de equipamentos e insumos, com investimento total de R$ 46,6 milhões. Mulheres rurais responderam por 70% das beneficiárias.

    No Nordeste Goiano, o Projeto de Fruticultura Irrigada do Vão do Paranã implantou sistemas de irrigação em 100 hectares, possibilitando a produção de até 28 toneladas de maracujá por propriedade. Além da fruticultura, o projeto prevê a instalação de uma agroindústria com aporte de R$ 1,5 milhão e ampliação prevista para 2026, com mais R$ 3 milhões em recursos.

    Regularização

    A estruturação produtiva também avançou com a regularização de 16,9 mil hectares de terras devolutas em sete municípios. O Programa Regulariza Campo entregou 90 títulos de domínio, garantindo segurança jurídica e ampliando o acesso a crédito e políticas públicas.

    No segmento agroindustrial, 30 empreendimentos participaram da primeira etapa do Programa de Melhoria da Qualidade das Agroindústrias, realizado com Sebrae e Senai Goiás. As ações envolveram consultorias em boas práticas, gestão e segurança alimentar, num investimento de R$ 135 mil. A próxima fase, prevista para 2026, abrirá espaço a 60 pequenas agroindústrias dos setores animal e vegetal, com orçamento ampliado para R$ 270 mil.

    Segundo a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o crescimento dos investimentos reflete o compromisso com a expansão da produção familiar e o estímulo à permanência das famílias no campo, com mais renda e produtividade.

  • Agricultura familiar recebe investimento recorde e diversifica produção no país

    Agricultura familiar recebe investimento recorde e diversifica produção no país

    O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar anunciou que o Plano Safra beneficiou mais de 2 milhões de agricultores familiares entre 2023 e 2025. O governo federal disponibilizou R$ 225,8 bilhões em crédito com juros subsidiados para a produção de alimentos.

    O volume representa um crescimento de 47,5% em relação à gestão anterior. O programa retomou suas atividades em 2023 e trouxe condições mais favoráveis para pequenos produtores investirem na agricultura.

    O governo reduziu as taxas de juros para financiamento da produção de alimentos básicos. A medida criou novas linhas de crédito específicas para mulheres rurais, jovens agricultores, irrigação sustentável e transição agroecológica.

    Os resultados mostram ampliação significativa nos contratos para diferentes culturas. O cultivo de feijão registrou aumento de 92% nos financiamentos, enquanto a produção de arroz cresceu 30%. O setor de leite expandiu 26%, assim como a pesca. A criação de bovinos liderou o crescimento com 107% de aumento.

    Política agrícola contribui para redução de preços

    O ministro Paulo Teixeira destacou o impacto do programa na economia das famílias brasileiras. “Nós diferenciamos os juros para esses alimentos que vão para a mesa do povo brasileiro. E foi um sucesso porque tivemos queda dos preços dos produtos nas feiras e supermercados”, afirmou.

    Segundo o ministro, o Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU em 2025. Ele atribui o resultado à combinação de políticas públicas voltadas para a agricultura familiar.

    O governo ampliou iniciativas de compras diretas da agricultura familiar. O Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) receberam mais recursos.

    Teixeira explicou a estratégia: “Um segundo esforço foi aumentar os programas de compras públicas para a agricultura familiar. É aquele programa que você compra alimento da agricultura familiar e doa naquelas regiões onde tem insegurança alimentar ou com aquelas entidades que trabalham com pessoas que estão em insegurança alimentar”.

    Os programas garantem renda no campo e distribuem alimentos de qualidade para populações vulneráveis. A combinação de crédito facilitado e compras governamentais fortalece toda a cadeia produtiva da agricultura familiar brasileira.

  • Tecnologia genética eleva produtividade da agricultura familiar em Mato Grosso

    Tecnologia genética eleva produtividade da agricultura familiar em Mato Grosso

    A aplicação de tecnologias de melhoramento genético vem modernizando a pecuária leiteira e impulsionando a agricultura familiar em Mato Grosso. O uso de sêmen de alta qualidade, transferência de embriões e acompanhamento técnico especializado tem permitido que pequenos produtores aumentem a produtividade dos rebanhos, reduzam custos e tornem a atividade mais sustentável.

    De 2020 a 2025, foram distribuídas 36.297 doses de sêmen, entre convencional e sexado, de raças como Holandês, Jersey, Girolando e Gir Leiteiro. As ações beneficiaram produtores de 60 municípios conectados a cooperativas e associações, promovendo o uso de genética superior e assistência continuada. O investimento total em sêmen, embriões e prenhes somou R$ 10,5 milhões, consolidando um salto de qualidade na cadeia leiteira familiar.

    Evolução técnica e mudança de mentalidade

    Segundo técnicos envolvidos no programa de melhoramento genético, os produtores passaram por uma importante mudança de mentalidade. O leite deixou de ser apenas uma fonte complementar de renda para se tornar uma atividade estruturada e competitiva, com potencial real de crescimento econômico e geração de oportunidades no campo.

    “Hoje, o produtor entende que investir em genética vale mais do que manter animais de baixa produção. As vacas conseguem produzir até quatro vezes mais leite, com melhor aproveitamento e menor custo por litro”, explica a médica-veterinária Vânia Ângela Kohl, coordenadora da iniciativa.

    Médica veterinária Vânia Ângela Kohl. Foto: Assessoria Seaf

    O Projeto de Melhoramento Genético por Transferência de Embriões, iniciado em 2020, registrou 4.378 prenhes sexadas de fêmeas em 34 municípios, beneficiando 925 produtores. O modelo de cooperação com associações e prefeituras prevê contrapartidas locais, que ampliam o alcance das ações e fortalecem o compromisso das comunidades rurais com a pecuária de precisão.

    Novilhas prenhes e biotecnologia consolidam nova fase da pecuária

    Outra frente de avanços foi o fornecimento de novilhas Girolando meio-sangue entre 2022 e 2024, com 324 animais entregues a 177 produtores em seis municípios, como Colniza, Terra Nova do Norte e Alta Floresta. Cada beneficiado recebeu duas novilhas e acompanhamento técnico obrigatório durante um ano, assegurando retorno produtivo e qualidade genética no plantel.

    A ampliação do programa segue garantindo o fornecimento de novilhas e suporte técnico nos próximos anos, reforçando a adoção de biotecnologia reprodutiva como ferramenta essencial para a sustentabilidade da cadeia leiteira.

    “O melhoramento genético é uma política estruturante que reduz custos, aumenta produtividade e garante a permanência das famílias no campo”, avalia Vânia Kohl.

    Casos que inspiram outras propriedades

    Os resultados no campo comprovam os avanços da pecuária familiar em Mato Grosso. Em Pontes e Lacerda, o produtor Marcus Aurélio, do Sítio Recanto, viu sua média de produção saltar de 3 para 16 litros de leite por vaca/dia após investir em inseminação com genética aprimorada.

    “Hoje consigo manter minha família no campo e viver do leite com rentabilidade”, relata o produtor.

    Já em Vera, o casal Sidnei e Luzia multiplicou a produtividade após aderir à transferência de embriões. Com a tecnologia, a fazenda Santa Helena passou a produzir 178 litros diários, ante uma média anterior de 20 litros.

    Foto: Assessoria Seaf

    “Uma vaca que produzia 31 litros agora chega a 35 litros por dia. O impacto é visível na fazenda e na renda da família”, conta Luzia.

    O sucesso dessas experiências demonstra que a modernização genética e o acesso à tecnologia estão redefinindo a pecuária leiteira. E transformando pequenas propriedades em empreendimentos sustentáveis e competitivos.

  • Conab garante milho para pequenos produtores com compra recorde

    Conab garante milho para pequenos produtores com compra recorde

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) concluiu a aquisição de 95 mil toneladas de milho em dezembro de 2025,. Portanto, garantindo o abastecimento do Programa de Vendas em Balcão (ProVB) para todo o ano de 2026. Com um investimento total de R$ 140,7 milhões, os leilões marcaram um feito histórico. Pela primeira vez, a Conab adquiriu parte do estoque,23,5 mil toneladas, diretamente da agricultura familiar por meio de pregão. O reforço visa fornecer grãos a preços acessíveis para pequenos criadores de animais em regiões distantes dos grandes centros produtores.

    Os estoques públicos de milho foram reforçados por meio de três leilões realizados nos dias 18 e 24 de dezembro de 2025. A operação, autorizada pela Medida Provisória nº 1.325/2025, tem como objetivo principal o abastecimento do ProVB, O programa beneficia pequenos produtores rurais com venda de ração a preços abaixo do mercado local.

    Desempenho nos pregões

    Nos dois leilões do dia 18/12, a Conab arrematou 71,5 mil toneladas (Avisos 101 e 102/2025), com investimento de R$ 103,2 milhões. As unidades armazenadoras próprias receberam o cereal em oito estados: BA, DF, GO, MA, MG, MS e PR.

    Já no pregão do dia 24/12 (Aviso 112/2025), a Conab realizou uma aquisição inédita. O governo comprou 23,5 mil toneladas de milho exclusivamente de produtores da agricultura familiar, por meio de associações e cooperativas. Essa operação, que consumiu R$ 37,4 milhões, é um marco para o programa e para a própria estatal. Nunca havia sido feito uma compra tão significativa do setor via leilão.

    A Conab e armazéns de terceiros credenciados vão armazenar o milho adquirido nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Sergipe. A medida visa atender com rapidez pequenos criadores de animais (aves, suínos, gado leiteiro, etc.) localizados em regiões interioranas e com menor acesso ao cereal, assegurando alimento para os plantéis já a partir de 2026.

    Requisitos para participação

    Puderam participar dos leilões produtores rurais, cooperativas, associações e comerciantes devidamente cadastrados na Bolsa de Mercadorias, no Sistema da Conab (Sican) e em situação regular no Sicaf, atendendo a todas as exigências dos editais.

    As operações foram formalizadas pela Portaria Interministerial nº 34, de 12 de dezembro de 2025, publicada no Diário Oficial da União (DOU), e envolveram os Ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Fazenda (MF).

  • Mirim Doce: conheça a Capital Nacional do Melhor Arroz

    Mirim Doce: conheça a Capital Nacional do Melhor Arroz

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (8) a Lei 15.323/26, que confere ao município de Mirim Doce, localizado no Alto Vale do Itajaí (SC), o título de Capital Nacional do Melhor Arroz. A publicação da norma no Diário Oficial da União marca um reconhecimento histórico para a pequena cidade catarinense, que tem na rizicultura sua principal atividade econômica.

    A nova legislação resulta do Projeto de Lei 3.037/2023, de autoria do deputado federal Jorge Goetten (Republicanos-SC). E foi aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. No Senado, a proposta recebeu parecer favorável do senador Jorge Seif (PL-SC) e foi aprovada pela Comissão de Agricultura (CRA) em dezembro de 2024.

    Tradição e excelência na produção

    Com aproximadamente 2,8 mil habitantes, Mirim Doce possui uma tradição de mais de 70 anos no cultivo de arroz. Durante audiência pública realizada em novembro de 2025, o prefeito Bernardo Peron e o presidente da Câmara de Vereadores, Elesio Borghesan, ressaltaram a tradição de mais de 70 anos no cultivo do cereal e a excelência da produção local Tribuna do Sertão, que é majoritariamente baseada na agricultura familiar.

    Segundo o deputado Jorge Goetten, autor do projeto, o município reúne condições ideais para a produção de arroz de alta qualidade. “As condições climáticas encontradas e o sistema produtivo adotado pelos agricultores, com gestão sustentável da água utilizada na irrigação e uso intensivo de tecnologia, reduzem o custo médio de produção. Além disso, elevam a produtividade e garantem qualidade incontestável ao produto obtido”, afirmou o parlamentar.

    Santa Catarina: potência na produção de arroz

    O reconhecimento de Mirim Doce reflete a importância de Santa Catarina no cenário nacional da rizicultura. Santa Catarina é o segundo maior produtor de arroz do Brasil e líder em produtividade, com uma área estável de cultivo em torno de 145 mil hectares.

    De acordo com dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri/Cepa), a produção desta safra deve ser 9,52% maior que a anterior, impulsionada por um aumento de 9,85% na produtividade média, estimada em 8,73 toneladas por hectare. Se confirmada, será uma safra recorde em produtividade para o estado.

    O arroz representa o quarto produto em Valor da Produção Agropecuária (VPA) em Santa Catarina, somando R$ 2,1 bilhões. Isso corresponde a 9,4% do total nacional. O cultivo envolve mais de 30 mil famílias catarinenses e emprega mais de 50 mil pessoas em toda a cadeia produtiva.

    Tecnologia e sustentabilidade

    O diferencial da produção catarinense está no modelo de cultivo em áreas alagadas, considerado uma marca registrada da rizicultura no estado e um exemplo nacional de eficiência no campo. Em mais de 40 anos de pesquisa da Epagri com arroz, a produtividade média do cereal no estado saltou de 2,2 para mais de 8 toneladas por hectare.

    Santa Catarina conta com 16 sementeiras oficiais que possuem tecnologia de ponta para a seleção dos melhores grãos. O mercado reconhece as sementes catarinenses como as melhores do Brasil, e produtores as exportam até para países como Bolívia e Argentina.

    Impacto além do simbolismo

    Para as autoridades locais de Mirim Doce, a obtenção do título vai além do simbolismo. E servirá como um instrumento político vital para garantir visibilidade, investimentos e acesso a programas federais para a cidade e seus produtores.

    O município, que iniciou o plantio de arroz ainda no século passado e se emancipou politicamente em 1991. E  agora ganha projeção nacional com o novo título. A expectativa é que o reconhecimento oficial atraia investimentos, fortaleça o turismo rural e amplie as oportunidades para os agricultores familiares da região.

    Com a nova lei, Mirim Doce se junta a outros municípios brasileiros que detêm títulos de capitais nacionais em diferentes segmentos do agronegócio. Consolidando sua posição como referência na produção de arroz de qualidade superior no país.

  • Em Minas, feiras livres garantem renda para quase 19 mil famílias do campo

    Em Minas, feiras livres garantem renda para quase 19 mil famílias do campo

    As feiras livres transformam ruas e praças em pontos pulsantes de economia e encontro em Minas Gerais. Aos sábados em Formiga, o aroma de hortaliças frescas, doces caseiros e queijos atrai uma clientela fiel. Para o produtor José Lopes, que há 36 anos comercializa seus produtos no local com ajuda do filho, a feira representa mais que um negócio. “A feira é tudo para mim. Enquanto eu tiver vida, eu vendo na feira. Quem compra lá já é família”, afirma.

    A história de José se repete em centenas de municípios. A Emater-MG, em parceria com as prefeituras, apoia e organiza feiras livres em quase 700 cidades mineiras. A iniciativa beneficia diretamente 18,9 mil famílias de agricultores, que encontram nesses espaços uma fonte vital de renda. Dados da empresa apontam uma renda média mensal de R$ 1.158,21 por família participante.

    “As feiras criam um espaço fundamental de socialização, profissionalização e inclusão socioeconômica. Elas geram emprego e renda, inserem o produtor no mercado e dinamizam o comércio local”, explica Raul Machado, coordenador técnico da Emater-MG. Machado destaca ainda um dado promissor: os jovens rurais já participam ativamente de 65% dessas feiras, mostrando o engajamento das novas gerações com a agricultura familiar.

    Conexão campo-cidade na capital

    Em Belo Horizonte, as feiras cumprem a missão de conectar o campo à cidade. Desde 2018, a Feira da Agricultura Familiar na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) virou ponto de encontro mensal entre produtores e consumidores. O sucesso levou a parceria com a Emater-MG a se renovar até 2025.

    Mais de 100 agricultores e artesãos de 86 municípios já participaram do evento. Cada edição reúne cerca de 25 barracas e movimenta aproximadamente R$ 30 mil – valor que pode dobrar em datas comemorativas. “Adotamos um rodízio para garantir rotatividade e atender aos próprios agricultores, dando oportunidade a todos”, explica Wagner Santos Fani, coordenador regional da Emater-MG.

    A cafeicultora Conceição de Jesus Lara, de Piedade dos Gerais, coleciona clientes fiéis na feira. “O cliente compra, gosta e depois manda mensagem perguntando quando a gente volta. Diz que está com saudade do café”, relata.

    Além da ALMG, a Emater-MG coordena outras edições da Feira da Agricultura Familiar em BH, em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Associação dos Técnicos Agrícolas de Minas (Atamg). O projeto usa recursos do Comitê Gestor do Dano Moral Coletivo para fortalecer a agricultura familiar.

  • Verão aquece mercado de frutas com melancia, morango e abacaxi

    Verão aquece mercado de frutas com melancia, morango e abacaxi

    O verão impulsiona o consumo de frutas frescas no Rio Grande do Sul. Agricultores familiares assistidos pela Emater/RS-Ascar cultivam melancia, morango, abacaxi, uva, pêssego e outras variedades que abastecem feiras e mercados em todo o Estado. Os consumidores buscam essas frutas in natura, em sucos, sobremesas e smoothies durante a temporada de calor, que se estende até 20 de março.

    “O Rio Grande do Sul produz uma diversidade de frutas que colorem as mesas e o dia a dia de quem produz, mas também dos consumidores”, destaca Luis Bohn, gerente técnico estadual e diretor técnico em exercício da Emater/RS-Ascar. Ele observa aumento na procura durante o verão, especialmente nas feiras realizadas em quase todos os municípios gaúchos, com destaque para o Litoral.

    Clima desafia produtores e beneficia culturas específicas

    As temperaturas elevadas e a baixa umidade relativa do ar prejudicaram algumas culturas, como melancia e melão, mas beneficiaram as videiras, o abacaxi e o morango, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. Bohn ressalta que a irrigação se tornou fundamental para os produtores enfrentarem períodos de seca.

    “A irrigação nesse momento, em especial para a viticultura ou mesmo as melancias e melões, é fundamental, pela necessidade fisiológica dessas frutíferas, pois permite que as frutas se desenvolvam a um tamanho de boa aparência”, avalia o diretor técnico.

    Abacaxi de Terra de Areia conquista pelo sabor único

    Terra de Areia, município tradicional na produção de abacaxi no Litoral gaúcho, cultiva a fruta em 360 hectares com 120 famílias. A variedade Pérola se diferencia pelo sabor sempre doce, resultado de uma característica especial: os produtores colhem o abacaxi bem maduro.

    “O abacaxi é uma fruta não climatéria, ou seja, colhemos ele bem maduro. Depois de desconectado da planta-mãe, ele pode mudar de cor, mas não acrescenta mais açúcares”, explica o extensionista Wolnei Marcio Fenner. Essa particularidade impede o transporte de longa distância, diferentemente do abacaxi de outros estados, colhido verde e com sabor inferior.

    A safra 2025/2026 prevê colheita de 7,5 milhões de frutos. “O clima neste ano tem sido muito favorável. Quem comprar não vai se arrepender”, garante Fenner.

    Morango gaúcho atinge pico de qualidade

    O Rio Grande do Sul cultiva morango em 588 hectares com 2.631 famílias de agricultores. O Levantamento Frutícola de 2025 da Emater/RS-Ascar identifica a Serra, o Vale do Caí e Pelotas como principais regiões produtoras.

    No Vale do Caí e em Pelotas, os produtores comercializam morango entre outubro e dezembro. Na Serra, o auge ocorre do final de dezembro até fevereiro. As cultivares de dias neutros, como San Andrés e Álbio, ocupam maior área, enquanto as variedades de dias curtos — Fênix, Fronteiras e Caminho Real — se destacam pela precocidade.

    “As frutas deste ano estão com ótima qualidade, demonstrando uma excelente safra, com colaboração do clima”, destaca o extensionista Thompsson Benhur Didoné. Ele menciona pequeno atraso no início da safra devido a fortes geadas, mas a produção se recuperou completamente.

    Em Pelotas, a cultura mantém plena produção com frutos de excelente qualidade, calibre, coloração e sabor. Bom Princípio, conhecido como Terra do Moranguinho, celebra anualmente a Festa Nacional do Moranguinho em setembro e mantém colheita com boa qualidade e demanda satisfatória.

    Melancia amplia área cultivada no Estado

    A colheita de melancia atinge o auge no Rio Grande do Sul. Os bons preços na safra anterior motivaram produtores da região de Pelotas a aumentar a área plantada. Na região de Soledade, municípios como Rio Pardo, General Câmara e Encruzilhada do Sul intensificam a colheita em área estimada de 1.800 hectares.

    Foto: Wenderson Araujo/Sistema CNA/Senar

    São Jerônimo concentra 60 produtores que cultivam 800 hectares de melancia, com expectativa de produtividade de 35 toneladas por hectare. “Porém a falta de chuvas afeta algumas lavouras que não têm sistema de irrigação”, ressalta o extensionista Marcelo da Silva Fortes. Ele também atende 35 produtores em Arroio dos Ratos, onde cultivam 350 hectares.

    As variedades Manchester, Braba, Karistan, Top Gun e Talismã dominam a produção nos dois municípios, basicamente através do sistema convencional com aração e gradagem.

    Irrigação multiplica produtividade por cinco

    Fortes identifica tendência de aumento da área cultivada com melancia em plantio consorciado com florestas de acácia-negra e eucalipto, fomentadas por empresas florestais. Alguns produtores de soja migraram para a melancia devido à descapitalização, atraídos pela rentabilidade em área menor.

    O uso de tecnologias como irrigação por aspersão e fertirrigação por gotejamento aumenta significativamente a produtividade. Atualmente, os produtores irrigam 60% das áreas de melancia em São Jerônimo e Arroio dos Ratos. “Temos exemplos bem claros das vantagens de irrigar, com um produtor produzindo 15 toneladas por hectare e outro, do outro lado da estrada, produzindo 75 toneladas por hectare”, compara Fortes.

    Os produtores também adotam outras técnicas, como protetor solar à base de caulim, que evita queimaduras e escaldaduras nas frutas. “Hoje o pessoal é adepto e já inclui o protetor solar no seu orçamento”, afirma. Ele desmistifica a mancha branca na casca: “Não é veneno. É efeito do protetor solar, à base de caulim, uma rocha, sendo, portanto, um produto natural”.

    “O Rio Grande do Sul tem a fruticultura como uma de suas vocações produtivas, uma das suas grandes tradições, com característica a produção dentro de uma diversidade, diante do clima que temos nas regiões. A safra de verão de 2026 está ofertando frutas com sensacional aparência, qualidade e sabor”, conclui Bohn.

  • Brasil lidera produção mundial de palmito pupunha

    Brasil lidera produção mundial de palmito pupunha

    O Brasil consolida sua posição como maior produtor, consumidor e exportador de palmito do mundo, com cerca de 20 mil hectares cultivados. A pupunheira transformou a cadeia produtiva nacional ao substituir o modelo extrativista predatório por um sistema agrícola sustentável que beneficia milhares de famílias.

    A produtividade média brasileira alcança 4.000 hastes por hectare, com preço médio da haste em torno de R$ 3,70. Nos últimos 20 anos, a área cultivada com pupunheira cresceu exponencialmente no país, impulsionada pela transferência de conhecimento científico e pelas características favoráveis da espécie.

    O consumo de palmito de pupunha cultivado no mercado nacional aumentou de 19,5% para 24%, enquanto na região Sul o crescimento atingiu 78%. Entre os principais estados produtores destacam-se São Paulo, Paraná e Bahia, que juntos concentram a maior parte da produção nacional.

    Benefícios nutricionais do palmito pupunha

    O palmito pupunha oferece alto teor de vitamina A, quantidades significativas de vitamina C e diversos antioxidantes que estimulam o sistema imunológico. Além disso, o alimento se destaca por seu perfil nutricional equilibrado e baixo teor calórico.

    O produto contém ótimas quantidades de fibras, potássio e zinco, nutrientes com propriedades sacietogênicas, hipotensivas e estruturais. Entre os principais benefícios estão o auxílio no emagrecimento, prevenção da pressão alta, fortalecimento capilar e promoção da recuperação muscular.

    O ferro e a vitamina C presentes no palmito formam uma combinação fundamental para aumentar a absorção de ferro e prevenir anemia, especialmente importante para vegetarianos. A versatilidade culinária permite que o alimento seja consumido em saladas, massas, lasanhas, risotos e diversas outras preparações.

    Palmito pupunha do Vale do Ribeira recebe selo inédito

    São Paulo alcança 12 Indicações Geográficas reconhecidas, das quais nove pertencem ao setor agropecuário. A mais recente conquista é a Indicação Geográfica do palmito pupunha do Vale do Ribeira, que destaca o protagonismo regional dois meses após o reconhecimento oficial. Os 22 municípios da área receberam o selo de Identificação Geográfica para o cultivo do palmito pupunha.

    O registro posiciona São Paulo entre os principais polos nacionais do produto. A Associação dos Produtores de Pupunha do Vale do Ribeira (Apuvale) representa cerca de 1.800 famílias produtoras e 70 agroindústrias beneficiadas pela certificação.

    Claudio de Andrade e Silva, ex-presidente e atual diretor de marketing da Apuvale, destaca que a certificação marca o desenvolvimento regional. “Esta é a única indicação de procedência para palmito no mundo e ratifica um trabalho de longo prazo para uma cultura que transformou a produção local. A região abandonou o extrativismo predatório da palmeira juçara e adotou o manejo agrícola de uma espécie promissora, a pupunheira”, afirma.

    A certificação contempla palmito in natura e processado. Com o registro, produtores podem comercializar o produto em diferentes formatos: tolete, rodelas, estirpe, picado, bandas e espaguete, desde que atendam aos critérios estabelecidos pela legislação específica.

    Produtor celebra ganhos de credibilidade

    Jefferson Souza, produtor de Jacupiranga, vê a Indicação Geográfica como fortalecimento da confiança mercadológica. “A IG trará mais credibilidade e confiança ao produtor, expandindo nossas possibilidades comerciais. Representa um avanço para toda a cadeia produtiva”, destaca.

    Jefferson Souza em seu sítio em Jacupiranga, no interior paulista. Foto: Divulgação

    O agricultor viveu grande parte da vida na capital paulista. Após a pandemia de Covid-19, ele decidiu recalcular sua trajetória. “Depois da pandemia, minha esposa e eu decidimos mudar nossa forma de viver. Temos um filho que, na época, tinha seis anos, e buscávamos algo além da rotina de apartamento. Pesquisei diferentes culturas e encontrei um sítio à venda que produzia palmito pupunha”, relembra.

    O produtor iniciou a produção em 2020 e consolidou o empreendimento Simplesmente Roça, voltado principalmente ao palmito in natura. “Nossa agricultura é familiar e o foco é o palmito in natura, o mais consumido. Minha esposa, nutricionista, sempre comenta que o alimento vai muito além da torta e da salada. Dá para fazer lasanha, espaguete e arroz; tudo com baixo teor de carboidrato, fibras e minerais”, destaca Jefferson.

    Produção estadual

    Os produtores extraem o palmito do interior da haste de palmeiras como pupunha, juçara e palmeira-real. O miolo macio e comestível tornou São Paulo referência nacional na cadeia produtiva. O Vale do Ribeira concentra cerca de 80% do cultivo estadual, o que representa aproximadamente 7 mil hectares.

    Rogério Sakai, engenheiro agrônomo da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, ressalta as condições ideais que fizeram da região um polo produtivo. “Pequenos e médios produtores conduzem o cultivo do palmito pupunha. Os plantios ocorrem principalmente em terras altas, com terreno levemente ondulado e sem necessidade de irrigação, devido à incidência de chuvas bem distribuídas durante o ano, favorecendo o desenvolvimento da planta”, esclarece Sakai.

    Desafio ambiental persiste

    A exploração ilegal da juçara, palmeira nativa da Mata Atlântica, ainda representa ameaça ambiental e econômica, especialmente em unidades de conservação. “No passado, a região explorava o palmito juçara. Com a proibição, as fábricas migraram para a pupunha, porque já detinham expertise no processamento. Como a pupunheira perfilha, os produtores aderiram ao cultivo”, acrescenta Sakai.

    O Instituto Agronômico (IAC-APTA/SAA) trouxe as primeiras sementes de pupunheira ao estado em 1940. A adaptação positiva levou, a partir dos anos 1970, ao tratamento da cultura como atividade comercial em ascensão. Na década de 1980, estudos do IAC identificaram o Vale do Ribeira como área ideal devido ao clima tropical úmido e solo favorável, consolidando novas bases para o desenvolvimento regional.

    Hoje, o IAC mantém programa de melhoramento genético voltado à obtenção de variedades com maior produtividade e qualidade de palmito. “O IAC possui ainda uma coleção de palmeiras que conta com mais de 400 espécies, nativas e exóticas, com potencial para uso ornamental ou produção de palmito. Esta coleção está em estudo pois diferentes espécies de palmeiras, com distintas características de cultivo, podem produzir palmito com sabor, cor e textura inerentes a cada uma delas”, afirma a pesquisadora do IAC, Valéria A. Modolo.