Categoria: Sustentabilidade

  • Erva-mate em agroflorestas: SC une produção e sustentabilidade

    Erva-mate em agroflorestas: SC une produção e sustentabilidade

    Em meio a araucárias, imbuias e canelas, a erva-mate cresce vigorosa, beneficiando-se da sombra da floresta. Essa é a realidade de Eurico Rocha, agricultor de Ponte Serrada (SC), que mantém 12 hectares de agrofloresta seguindo uma tradição iniciada por seu avô. Sem usar agrotóxicos e apenas com adubação orgânica, ele colhe até 15 toneladas por hectare a cada dois anos e meio – um exemplo de como a produção sustentável pode ser lucrativa.

    A cena se repete em diversas propriedades rurais de Santa Catarina, onde um terço da erva-mate é cultivada em sistemas agroflorestais. O estado, que responde por 20% da produção nacional, colheu 130 mil toneladas em 2023, movimentando R$ 176 milhões. Além de ser a base do tradicional chimarrão, a erva-mate ganha espaço em chás, sucos e até cosméticos, sustentando milhares de famílias.

    Por que a erva-mate em agroflorestas?

    A Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de SC) tem sido peça-chave no fomento a esse sistema, que alia produtividade e conservação ambiental. Segundo Paulo Alfonso Floss, pesquisador da Epagri, a erva-mate é uma planta nativa que se adapta perfeitamente ao clima e solo da região, proporcionando:

    • Melhor qualidade da folha (mais verde, doce e com maior teor de cafeína)
    • Proteção do solo e da água
    • Redução de pragas e doenças (devido ao equilíbrio ecológico)
    • Renda complementar (já que outras espécies, como a araucária, também geram lucro)

    O diferencial do planalto norte

    A região do Planalto Norte Catarinense se destaca na produção de erva-mate em caívas – sistemas agroflorestais que mantêm apenas árvores nativas, sem espécies exóticas ou agrotóxicos. O resultado é um produto mais doce, menos amargo e com folhas mais nutritivas.

    Um terço da erva-mate produzida em Santa Catarina vem de agroflorestas. Foto: Epagri SC/Divulgação

    Essa singularidade rendeu à erva-mate da região o selo de Indicação Geográfica (IG) em 2022, concedido pelo INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). A certificação abrange 12 municípios e valoriza a produção local, abrindo portas para mercados premium e turismo rural.

    O trabalho da Epagri

    Há mais de 40 anos, a Epagri investe em pesquisas para fortalecer a cadeia produtiva da erva-mate. Entre as principais contribuições estão:

    • Primeiro pacote tecnológico para erva-mate no Brasil
    • Lançamento do cultivar SCSBRS Caa rari (em parceria com a Embrapa)
    • Desenvolvimento de novas variedades, incluindo uma para cultivo a pleno sol (a ser lançada em 2026)
    Nas capacitações, os produtores conhecem tecnologias que aumentam a produtividade. Foto: Epagri SC/Divulgação

    Além disso, a Epagri orienta produtores sobre:

    • Manejo ideal (poda, adubação e controle de pragas)
    • Sombreamento correto (recomendando 50 a 100 araucárias por hectare)
    • Capacitação técnica (em 2024, mais de 1.300 produtores foram atendidos)

    Histórias de sucesso

    Eurico Rocha é um dos exemplos de como a assistência técnica transforma vidas. Com mais de 20 certificados de cursos da Epagri, ele não só melhorou sua produção como se tornou consultor ambiental. “Os cursos vão muito além da técnica – abrem a mente do agricultor. Hoje, sou empreendedor graças a esse conhecimento.”

    Eurico Rocha, produtor. Foto: Epagri SC/Divulgação

    Outros agricultores, como os de Passos Maia e Vargeão, também relatam aumento de produtividade após aplicarem as técnicas aprendidas.

    A tendência é que mais produtores migrem para sistemas agroflorestais, já que a erva-mate sombreada tem maior valor de mercado. Além disso, a Indicação Geográfica e a demanda por produtos sustentáveis impulsionam novos negócios.

    Santa Catarina mostra que é possível produzir com qualidade, gerar renda e preservar a floresta – um modelo que pode inspirar todo o Brasil.

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  • Rastreabilidade e boas práticas ESG mantêm diferencial estratégico do setor cafeeiro no Brasil

    Rastreabilidade e boas práticas ESG mantêm diferencial estratégico do setor cafeeiro no Brasil

    Em um cenário global cada vez mais exigente, a rastreabilidade de grãos aplicada ao café brasileiro tem se consolidado como um ponto forte e recurso essencial ao setor. Dessa forma, a capacidade de garantir a origem e o percurso da cultura, desde o campo até o porto, tornou-se um diferencial competitivo nas exportações e será um dos temas de debate no 10º Coffee Dinner & Summit, um dos principais eventos internacionais da cafeicultura, que será realizado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), entre 2 e 4 de julho, no Royal Palm Hall, em Campinas (SP).

    Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian

    Uma análise deixa claro que o setor tem feito a lição de casa quando o assunto é o monitoramento do café da lavoura ao cais.  Estudo da Serasa Experian aponta que 95,6% dos cafeicultores no país já operam em conformidade com critérios ESG (ambientais, sociais e de governança). “Essa reputação abre portas e agrega valor ao produto brasileiro no mercado interno, mas, principalmente, junto aos compradores do exterior”, afirma Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian.

    Competitividade

    Dados também confirmam que, em questão de competitividade frente a outros países, o Brasil cultiva saldo positivo. Como, por exemplo, nos Estados Unidos, já que, em 2024, exportou US$ 2,1 bilhões em café ao país. Isso representa 32% das importações americanas, de acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
    Segundo Pimenta, tendo em vista o cenário da cultura pelo mundo, é importante, portanto, ressaltar as ferramentas, soluções e estratégias que mantêm o café brasileiro em uma posição benéfica para a demanda internacional.

    “Ter acesso a crédito, com condições vantajosas, depende, cada vez mais, de uma reputação ESG sólida e comprovada. Isso vale especialmente para pequenos e médios produtores, que precisam estar prontos para mostrar não só boa conduta financeira, mas, também, responsabilidade socioambiental”, explica.

    Rastreabilidade otimiza comprovação de procedência

    A rastreabilidade é uma das iniciativas mais importantes, além de ser a principal responsável por boa parte do avanço no setor sobre temas ambientais. Por isso, em parceria com o Cecafé, a Serasa Experian empregou tecnologia de ponta para desenvolver a Plataforma de Monitoramento Socioambiental “Cafés do Brasil”. A ferramenta acompanha toda a cadeia do produto, desde os produtores diretos até armazéns e cooperativas.
    Utilizando dados de fontes públicas e oficiais, essa ferramenta permite que exportadores comprovem, com segurança e em tempo real, que o café brasileiro vendido segue boas práticas socioambientais. “Hoje, cerca de 75% de todo o café originado no Brasil passa pelas nossas soluções de análise de risco”, expõe o head de agronegócio da Serasa Experian.

    Transparência e dados para o agronegócio

    Em 2021, a Serasa Experian identificou que a falta de acesso à informação era um dos principais fatores que distanciava os produtores rurais das linhas de crédito. Desde então, otimizar a   democratização desse recurso no agronegócio brasileiro financeiro se tornou um objetivo. Apostando em tecnologia, dados e diversificação de portfólio, a empresa desenvolveu soluções inovadoras capazes de tornar a jornada de negócio entre credores, seguradoras e trabalhadores do campo mais dinâmica, confiável e vantajosa para todos.

    O agronegócio é um setor extremamente tecnológico e uma potência econômica do país. Ainda assim, no que se refere a crédito, o setor mostrava uma fragilidade relacionada à coleta e à análise de dados. “As informações já existiam, mas, na maioria das vezes, estavam descentralizadas e desatualizadas. Deixando os credores que concedem crédito, vendem a prazo ou compram safras antecipadas, por exemplo, sem informações confiáveis para a tomada de decisão. Isso, consequentemente, fazia com que os produtores rurais fossem impactados pela falta de acesso às negociações com melhores benefícios”, recorda Pimenta.
    Apenas em seu primeiro ano de atuação, a Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, passou de 1,2 milhão de consultas de crédito agrícola para 16 milhões. Tornando o recurso financeiro mais acessível aos tomadores que trabalham em todas as culturas. Além de mitigar riscos de inadimplência, relacionamento e reputação para o mercado.

    Evento carbono zero

    Honrando seu pilar de atuação voltado a responsabilidade socioambiental, sustentabilidade e segurança alimentar, o Cecafé obteve o Selo Verde da startup de reflorestamento Ecooar Biodiversidade para neutralizar a emissão de gases de efeito estufa (GEE) com a realização do 10º Coffee Dinner & Summit.
    Através do cálculo das emissões de carbono geradas nos três dias do evento, a entidade compensou mais de 9,8 toneladas de CO2 e equivalentes através do plantio de 69 árvores nativas. Contribuindo para o reflorestamento e a regeneração da biodiversidade em Áreas de Preservação Permanente (APP) na Fazenda do Lobo, produtora de café especial em Três Corações (MG).

    Coffee Dinner & Summit

    Realizado pelo Cecafé, o evento se destaca como um dos principais fóruns globais do setor cafeeiro. E reune a cada dois anos, mais de mil pessoas e líderes de todos os segmentos da cafeicultura brasileira e mundial, além de autoridades governamentais. O objetivo é promover a prospecção de negócios, criar oportunidades comerciais e compartilhar experiências. Além de fazer networking, aproximando players do agronegócio e apaixonados pelo café em um ambiente espaçoso e aconchegante.

    Sob o tema “O futuro do fluxo do comércio: protagonismo e liderança dos cafés do Brasil”, a 10ª edição do Coffee Dinner & Summit tem por objetivo promover o debate e a reflexão sobre os desafios econômicos, climáticos, socioambientais, regulatórios e logísticos, que trazem desafios e oportunidades às nações cafeeiras. Principalmente ao maior produtor mundial de café, o Brasil, no que tange a iniciativas sustentáveis estruturadas sob critérios ESG e o abastecimento global, na expectativa de analisar o futuro do fluxo do comércio. Os interessados podem obter mais informações e realizar suas inscrições no site https://coffeedinner.com.br/.

    Sobre a Serasa Experian

    A Serasa Experian é a primeira e a maior Datatech do Brasil. Líder em soluções de inteligência para análise de riscos e oportunidades, com foco nas jornadas de crédito, autenticação e prevenção à fraude. Com tecnologia de ponta, inovação e os melhores talentos, transforma a incerteza do risco na melhor decisão. Além disso, ajuda pessoas a realizarem seus sonhos e empresas de todos os portes e segmentos a prosperarem.

    Criada em 1968, a Serasa passou a fazer parte da Experian Company em 2007, empresa global com matriz em Londres. Atualmente, é responsável por mais de 6,5 milhões de consultas diárias sobre empresas e consumidores e protege mais de 2,2 bilhões de transações comerciais todos os anos.

    Empodera consumidores com educação financeira, facilitando o acesso a crédito justo. Ajuda empresas de todos os portes e segmentos a tomar melhores decisões, em diversas frentes para encontrar novos clientes. Além de gerenciar os atuais com mais eficiência, conceder crédito ou vender a prazo com segurança, cumprir normas ESG, autenticar seus clientes e prevenir fraude e, ainda, cobrá-los no momento ideal, sem impactar o relacionamento.

    Com o propósito de criar um futuro melhor a todos, ampliando oportunidades para pessoas e empresas e capacitar pessoas na área de tecnologia. Além de impulsionar pequenos negócios e startups de impacto social por meio de programas próprios e gratuitos. É considerada uma Top Company do LinkedIn e uma das melhores empresas para trabalhar, reconhecida pelo GPTW. Também é a empresa de serviços mais inovadora do país, certificada pelo Prêmio Valor Inovação Brasil.

     

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  • Amazônia ganha centro para recuperação de áreas desmatadas e degradadas

    Amazônia ganha centro para recuperação de áreas desmatadas e degradadas

    A Amazônia Legal acaba de receber um centro inovador dedicado à recuperação de áreas desmatadas e degradadas. Coordenado pela Embrapa, o Centro Avançado em Pesquisas Socioecológicas para a Recuperação Ambiental da Amazônia (Capoeira) reúne mais de 100 pesquisadores de 33 instituições nacionais e internacionais, incluindo universidades, órgãos governamentais, ONGs, empresas privadas e comunidades locais.

    Com um investimento de R$ 14 milhões, o projeto foi aprovado pelo CNPq no âmbito do programa Pró-Amazônia, que visa fomentar pesquisas estratégicas para o desenvolvimento sustentável da região.

    O Capoeira terá um hub na Embrapa Amazônia Oriental, em Belém, e atuará de forma virtual, integrando laboratórios e grupos de pesquisa em estudos socioeconômicos, ecológicos e bioculturais.

    Fragmentos de floresta em plantações de soja no município de Belterra.
    Foto Marizilda Cruppe/Divulgação

    Segundo Joice Ferreira, pesquisadora da Embrapa e coordenadora do centro, o objetivo vai além da produção científica: “Queremos articular uma transformação positiva na região, substituindo a cultura da destruição pela da restauração.”

    Amazônia em crise: desmatamento e degradação

    A Amazônia já perdeu 18% de sua cobertura original (846 mil km²), área equivalente a quase todo o estado de Mato Grosso, segundo dados do Inpe. Além disso, 370 mil km² (mais que o território da Alemanha) sofrem com degradação por incêndios, extração ilegal de madeira e fragmentação florestal.

    Esses distúrbios causam:

    • Emissões massivas de gases de efeito estufa
    • Perda de biodiversidade
    • Alterações no regime de chuvas
    • Aumento de conflitos socioambientais

    Estratégias de restauração em foco

    Os pesquisadores analisarão dados de mais de 100 áreas de estudo na Amazônia Legal, incluindo:

    • Florestas secundárias
    • Áreas degradadas
    • Sistemas Agroflorestais (SAFs)
    • Recuperação de sistemas aquáticos

    As técnicas avaliadas incluem:

    • Regeneração natural
    • Regeneração assistida (plantio de espécies nativas)
    • Plantio total (em áreas sem cobertura vegetal)

    Os SAFs são a estratégia mais estudada (37,88%), combinando produção agrícola e recuperação ambiental.

    Laboratórios vivos

    O projeto inclui “living labs” (laboratórios vivos) em três regiões estratégicas:

    • Santarém (PA) – Floresta Nacional do Tapajós e Resex Tapajós-Arapiuns
    • Mosaico do Gurupi (PA/MA) – Unidades de Conservação e Terras Indígenas
    • Nordeste Paraense – Municípios como Bragança, Paragominas e Tomé-Açu

    Esses espaços promoverão troca de conhecimentos entre cientistas e comunidades locais, fortalecendo ações de restauração biocultural.

    Restauração como solução para as mudanças climáticas

    O Brasil assumiu no Acordo de Paris o compromisso de recuperar 12 milhões de hectares até 2030, sendo 38% na Amazônia. A COP 30, que ocorrerá em Belém em 2025, deve ampliar o debate sobre o tema.

    “A restauração florestal é crucial para reduzir emissões e combater as mudanças climáticas”, afirma Joice Ferreira.

    Um levantamento da Aliança pela Restauração (2020) identificou 2.773 iniciativas de recuperação na Amazônia, cobrindo 113,5 mil hectares. A maioria (59%) são SAFs, seguidos por plantio de mudas (26%).

    “Laboratórios vivos” vão promover trocas de experiências e conhecimentos em três territórios amazônicos. Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

    Apesar de avanços em políticas como o Planaveg, os pesquisadores destacam a necessidade de esforços conjuntos entre governo e sociedade para ampliar a escala da restauração.

    O Capoeira surge como uma esperança para a Amazônia, integrando ciência, comunidades e políticas públicas em busca de um futuro sustentável. Com a COP 30 no horizonte, o centro pode se tornar um modelo global de recuperação ambiental.

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  • AgroTagMFE: ferramenta digital fortalece rastreabilidade da castanha-da-amazônia

    AgroTagMFE: ferramenta digital fortalece rastreabilidade da castanha-da-amazônia

    A Embrapa Meio Ambiente lançou o AgroTagMFE, um aplicativo gratuito e de código aberto que permite mapear, registrar e monitorar em tempo real práticas sustentáveis de manejo florestal, com foco na castanha-da-amazônia e outros produtos da sociobiodiversidade amazônica. A tecnologia integra o sistema AgroTag e oferece transparência para mercados nacionais e internacionais. Além de agregar valor à cadeia produtiva da castanha, um dos principais pilares da bioeconomia na região.

    Desenvolvido a partir do módulo MFE (Manejo Florestal e Extrativismo), o AgroTagMFE atende projetos como “Manejo Florestal Extrativismo: criando referências para o desenvolvimento territorial na Amazônia” e “NewCast – Novas Soluções Tecnológicas para a Cadeia da Castanha-da-Amazônia”. O aplicativo conta com formulários específicos para espécies como açaí, andiroba, babaçu, bacuri, pau-mulato, pracaxi e, especialmente, a castanha-da-amazônia. Assim, possibilitando a coleta detalhada de dados espaciais e temporais das áreas manejadas.

    Segundo a pesquisadora Luciana Spinelli, o sistema registra informações com fotos, desenhos, coordenadas geográficas e dados sobre as etapas de pré-coleta, coleta e pós-coleta. Esses dados são sincronizados em uma plataforma online com mapas interativos (WebGIS). Isso permite gerar relatórios, cruzar informações com imagens de satélite e realizar análises robustas sobre a sustentabilidade das áreas extrativistas e as boas práticas adotadas.

    A rastreabilidade da castanha-da-amazônia é fundamental para garantir acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes. Especialmente após o Brasil perder espaço para a Bolívia na exportação do produto, devido a normas da União Europeia sobre aflatoxinas. Enquanto a Bolívia se adaptou rapidamente, o Brasil viu sua produção com casca ser exportada e processada no país vizinho.

    Cadeia produtiva

    Patricia Costa, também da Embrapa, destaca que cerca de 60 mil famílias amazônicas, entre indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, dependem da castanha para sua subsistência. A cadeia produtiva envolve mais de 100 organizações comunitárias e 60 empresas. Sendo, portanto, uma importante alternativa de renda e um vetor de conservação ambiental, ao valorizar a floresta em pé, evitar o desmatamento e contribuir para a regulação climática e o sequestro de carbono.

    Além de organizar dados, o AgroTagMFE oferece provas consistentes sobre a origem e qualidade do produto, promovendo ética, sustentabilidade e comércio justo. O sistema digital evita perdas de informações durante a coleta, enviando os dados diretamente a um servidor online. Outra inovação é a incorporação da espectroscopia de reflectância para análise físico-química das amostras de castanha. Essa técnica reduz custos e resíduos laboratoriais e fortalece a comprovação da origem e sanidade do produto, essencial para recuperar mercados externos.

    O sistema está em constante aprimoramento, com previsão de novas funcionalidades, como áreas de trabalho independentes para grupos parceiros e ampliação da rede de usuários, fortalecendo a colaboração entre instituições, comunidades locais e pesquisadores. A rastreabilidade é um caminho irreversível para os produtos da sociobiodiversidade. E gera confiança no mercado e mais renda para as comunidades extrativistas.

    O AgroTagMFE insere-se no contexto do fortalecimento da bioeconomia na Amazônia, modelo de desenvolvimento que aposta no uso sustentável da biodiversidade como motor econômico e social. Com a castanha-da-amazônia como símbolo desse movimento, o Brasil busca recuperar seu protagonismo e transformar a floresta em uma aliada do progresso sustentável.

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  • Estudo aponta declínio nas populações de peixes-papagaio no Brasil

    Estudo aponta declínio nas populações de peixes-papagaio no Brasil

    Pesquisa inédita baseada no conhecimento ecológico local de pescadores artesanais revela redução no tamanho e na quantidade de peixes-papagaio em comunidades do Nordeste brasileiro ao longo de 70 anos. O estudo, publicado na revista Reviews in Fish Biology and Fisheries, entrevistou 200 pescadores em 14 comunidades e identificou declínios em espécies endêmicas como Sparisoma axillare, Sparisoma frondosum e Scarus trispinosus.

    Os pescadores adaptaram suas estratégias, buscando áreas mais profundas e aumentando o esforço de pesca, mas relataram diminuição nas capturas. Essas espécies exercem papel fundamental na saúde dos recifes de coral, controlando o crescimento de algas e abrindo espaço para novos organismos, segundo a Dra. Luísa Queiroz Véras, da Universidade Federal de Pernambuco, autora principal do estudo.

    O Scarus trispinosus, conhecido como budião-azul, está na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) desde 2012. Outras espécies, como Sp. axillare, Sp. zelindae e Sp. frondosum, constam como vulneráveis pelo Ministério do Meio Ambiente. A fiscalização e regulamentação ainda enfrentam desafios para garantir a recuperação dessas populações.

    Primeira pesquisa baseada no conhecimento dos pescadores

    O estudo destaca o aumento da pesca com armadilhas, especialmente para Sp. axillare e Sp. frondosum. Essa prática pode mascarar o declínio ao explorar áreas mais profundas. O coautor Dr. João Feitosa ressalta que esta é a primeira pesquisa nacional baseada no conhecimento histórico dos pescadores, fundamental para o desenvolvimento de ações de manejo eficazes e participativas.

    Os pesquisadores integram o Projeto Budiões, que promove a conservação dos peixes-papagaio e dos recifes de coral brasileiros. Ele contaa com apoio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental. A iniciativa fomenta a colaboração entre comunidades locais, cientistas e gestores públicos.

    Os dados do estudo devem subsidiar o novo plano federal de ação para a conservação dos peixes-papagaio, em elaboração. Entre as recomendações estão o fortalecimento do monitoramento, a melhoria na rotulagem do pescado para exportação e a criação de estratégias adaptadas às realidades locais, com participação ativa das comunidades pesqueiras.

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    Programa Raízes do Vale impulsiona agricultura familiar no Vale do Jequitinhonha

    Mais de 260 famílias do Vale do Jequitinhonha estão colhendo os frutos do programa de agricultura familiar Raízes do Vale, que já soma 100 hectares de terras cedidas em comodato pela Aperam BioEnergia. A iniciativa, que integra desenvolvimento social e sustentabilidade, permitiu a produção de mais de 25 toneladas de alimentos entre milho, feijão, mandioca e outras culturas, beneficiando diretamente comunidades rurais da região.

    Os 100 hectares cedidos equivalem a um milhão de metros quadrados, ou cerca de 140 campos de futebol, destinados ao cultivo de milho, feijão, mandioca, abóbora, melancia, maxixe e andu. O plantio, iniciado em novembro de 2024, já rendeu mais de 4,7 toneladas de feijão, 3,6 toneladas de milho e uma estimativa de quase 17 toneladas de mandioca, além de outras culturas. A colheita, iniciada em abril, ainda está em andamento.

    Transformação social e geração de renda

    Valto Fróes dos Santos, conhecido como Valtinho, presidente da Associação das Famílias dos Pequenos Produtores Rurais Quilombolas do Ribeirão Invernada, em Capelinha, destaca o impacto positivo do programa. Das 38 famílias da comunidade, 13 participaram do plantio coletivo e colheram mais de 600 kg de feijão e cerca de 80 sacas de milho. “Algumas famílias estão vendendo. O meu feijão, a minha parte, eu não vendi. Guardei e dividi com a minha família e meus filhos. Ali a gente trabalha e a coisa rende, é só felicidade, só alegria. É um feijão de qualidade, um feijão diferenciado, feijão gostoso. Acertamos a época da colheita”, relata Valtinho.

    Antes do programa, a falta de oportunidades obrigava muitos moradores a migrar para outros estados em busca de trabalho. “Todos os meses a gente se reunia e falava dos problemas da comunidade. E, muitas vezes, não sabíamos como encaminhar. A gente conversava, conversava, assinava a ata, mas não sabíamos nem como redigir um ofício para as autoridades”, relembra Valtinho. Agora, com o Raízes do Vale, ele pode permanecer junto à família e investir na produção local.

    Apoio técnico e capacitação

    Cada associação comunitária recebe até cinco hectares de terras dentro das florestas renováveis de eucalipto da Aperam BioEnergia, com suporte completo para o preparo do solo, assistência agronômica, treinamentos de segurança e fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). “A gente recebeu um curso e equipamentos para trabalhar, para nos protegermos, teve até protetor solar, que eu mesmo nunca tinha usado na minha vida. Cuidados para os olhos, a pele… isso foi muito bom, viu!?”, destaca Valtinho, ressaltando a importância do suporte técnico para o sucesso da produção.

    Desenvolvimento sustentável e inclusão

    O Raízes do Vale demonstra que é possível promover o desenvolvimento sustentável em harmonia com o meio ambiente e as comunidades. Na Associação Quilombola do Distrito de Bom Jesus do Galego, também em Capelinha, a última safra resultou em 5 sacas de milho e 479 kg de feijão. Flávia Fernandes, presidente da associação, celebra: “Estamos muito satisfeitos. Com certeza estamos caminhando para ter dias melhores com esse incentivo às comunidades rurais”.

    Alimentos da agricultura familiar geram emprego e renda para as famílias do Vale do Jequitinhonha. Foto: Divulgação/Aperam BioEnergia

    A expectativa para a colheita de mandioca é alta, com planos de reinvestir os recursos na construção de uma nova sede e, futuramente, reativar a produção local de farinha de mandioca.

    Reconhecimento nacional e internacional

    O programa já conquistou reconhecimento internacional. Em 2023, foi citado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como exemplo de boa prática de uso sustentável do solo e da água. Em 2024, recebeu o Selo de Sustentabilidade do Programa Aliança Ambiental Estratégica de Minas Gerais. Assim, tornando-se a primeira empresa a obter essa distinção, além do Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade na categoria “Melhor Empresa”.

    O próximo ciclo de plantio, previsto para o segundo semestre de 2025, já conta com a adesão de 21 associações comunitárias, com possibilidade de novas participações. O Raízes do Vale segue como referência em inclusão social, geração de renda e sustentabilidade no campo, fortalecendo a agricultura familiar no Vale do Jequitinhonha.

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  • Brasil se destaca como referência em logística reversa agrícola

    Brasil se destaca como referência em logística reversa agrícola

    Dados do Relatório de Sustentabilidade 2024 do inpEV mostram que o país superou em 29% a meta de destinação de embalagens de defensivos agrícolas, consolidando seu modelo como exemplo global

    O Brasil avança como case de sucesso em logística reversa no agronegócio, unindo produtividade, sustentabilidade e inovação. Segundo o Relatório de Sustentabilidade 2024 do inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias), o país destinou 68.589 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas no último ano, ultrapassando em 29% a meta anual.

    O Sistema Campo Limpo, responsável pela operação, se consolida como uma das maiores estruturas de logística reversa do mundo. Em 2024, 18 mil caminhões percorreram 7,6 milhões de quilômetros – equivalente a mil viagens de Oiapoque (AP) ao Chuí (RS) – para coletar embalagens em 411 unidades fixas e mais de 4 mil pontos itinerantes em 25 estados.

    Educação e inovação impulsionam a sustentabilidade

    Além da eficiência logística, o inpEV investe em educação ambiental. O Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo, que completou 15 anos, já impactou 2,8 milhões de estudantes. Em 2024, 294 mil alunos e 695 professores de 3 mil escolas públicas participaram de atividades sobre economia circular e responsabilidade ambiental.

    Outro avanço foi o 1º Desafio Universitário, em parceria com a Enactus Brasil, que estimulou universitários a desenvolver soluções sustentáveis alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

    O Dia Nacional do Campo Limpo, oficializado no calendário brasileiro, mobilizou 74 mil pessoas em 133 municípios em 2024. O inpEV também reforçou seu compromisso com a ONU, mantendo-se no Pacto Global. E conquistando pelo segundo ano consecutivo o Selo Prata do GHG Protocol por seu inventário de emissões.

    Marcelo Okamura, diretor-presidente do inpEV, destaca: “Em um país continental, garantimos eficiência logística, educação e inovação. O Sistema Campo Limpo vai além da destinação de embalagens – promove transformação socioambiental.”

    O relatório do inpEV chega em um momento em que o ESG ganha força no agronegócio brasileiro. O documento, disponível no site do instituto, apresenta indicadores detalhados de desempenho ambiental, social e de governança. E reforça o papel do Brasil como líder em logística reversa agrícola.

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  • Cultivo de erva-mate do Paraná é Patrimônio Agrícola Mundial

    Cultivo de erva-mate do Paraná é Patrimônio Agrícola Mundial

    A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) reconheceu, em 21 de maio, o cultivo de erva-mate sombreada nas florestas de araucárias do Paraná como Patrimônio de Sistemas Agrícolas de Importância Global (Giahs). Esse título destaca sistemas produtivos sustentáveis que valorizam o conhecimento tradicional e a agrobiodiversidade. Além de reforçar o papel da FAO no combate à fome, melhoria da nutrição e promoção da segurança alimentar mundial.

    O Paraná lidera a produção nacional de erva-mate, envolvendo cerca de 30 mil famílias e movimentando aproximadamente R$ 1,3 bilhão por ano, conforme dados do Valor Bruto da Produção (VBP) de 2023. Estimativas apontam que 70% da área de cultivo no estado utiliza a técnica sombreada, que preserva a biodiversidade e mantém a qualidade da planta.

    O cultivo sombreado ocorre sob florestas nativas, principalmente de araucárias, o que proporciona uma incidência de luz diferenciada. Essa prática resulta em folhas com maior concentração de taurina e teobromina, componentes valorizados pelas indústrias de chás, energéticos e cosméticos. O engenheiro florestal Avner Paes Gomes, do IDR-Paraná, destaca que o sistema funciona como um consórcio floresta. Ou seja, ele integra a produção de erva-mate com a preservação de outras espécies nativas, o que agrega valor ao produto para o mercado internacional.

    Esse reconhecimento da FAO representa apenas o segundo título Giahs concedido ao Brasil. O outro foi para os apanhadores de flores sempre-vivas da Serra do Espinhaço, em Minas Gerais. No mundo, 95 sistemas agrícolas de 28 países possuem esse status.

    Tradição

    A tradição do cultivo sombreado de erva-mate no Paraná tem raízes em práticas desenvolvidas por povos indígenas e comunidades tradicionais. O sistema garante renda para milhares de famílias, especialmente na região Centro-Sul do estado, onde a topografia dificulta outras formas de agricultura.

    O Estado investe em capacitação dos produtores por meio do IDR-Paraná, que oferece assistência técnica desde a seleção das mudas até a colheita e o controle de pragas. O programa Vocações Regionais Sustentáveis (VRS), da Invest Paraná, também promove oficinas para profissionalizar a cadeia produtiva e conquistar novos mercados.

    Além disso, a erva-mate de São Mateus do Sul, na Região Sul, possui desde 2017 o selo de Indicação Geográfica (IG), concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), reconhecendo a tradição e a qualidade do produto local.

    O Paraná se destaca ainda por iniciativas de sustentabilidade, como a redução de 64% do desmatamento ilegal da Mata Atlântica entre 2023 e 2024. Além do aumento de 13% das matas ciliares, segundo a Fundação SOS Mata Atlântica. O estado lidera o ranking de sustentabilidade do Brasil, segundo o Centro de Liderança Pública (CLP). Isso graças a políticas de reciclagem, coleta seletiva e recuperação de áreas degradadas.

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  • Bioamida: marca esportiva lança roupas com tecido de milho

    Bioamida: marca esportiva lança roupas com tecido de milho

    O Brasil consolida-se como um grande mercado de moda esportiva e fitness. Em 2023, o país produziu 638,5 milhões de peças, faturando R$ 23,2 bilhões no período. Isso representa um aumento de 3,4%.

    Além disso, o segmento esportivo brasileiro movimentou R$ 16,3 bilhões no e-commerce no último ano, um aumento de 42,3% em relação a 2023, com itens de vestuário sendo responsáveis por 45% desse número

    No entanto, a produção têxtil em larga escala gera impactos ambientais significativos, sendo responsável por 20% da contaminação da água potável no mundo. Para enfrentar esse desafio, a Speedo Multisport acaba de lançar uma linha de roupas sustentáveis feitas com Bioamida, um tecido derivado do milho que reduz 50% das emissões de carbono em comparação com poliamidas tradicionais.

    Bioamida: o tecido sustentável feito de milho

    A Bioamida é uma biomassa produzida a partir de milho geneticamente modificado, adaptado para uso industrial sem competir com a produção de alimentos. Além de ser ecológica, a tecnologia traz vantagens operacionais:

    • Tingimento mais rápido e em temperaturas mais baixas
    • Melhor absorção de corantes
    • Otimização no reúso de água nas fábricas

    Roberto Jalonetsky, CEO da Speedo Multisport, afirma: “A moda sustentável deixou de ser tendência e virou obrigação. Precisamos adotar práticas que atendam às demandas dos consumidores sem prejudicar o meio ambiente. Tecidos como a Bioamida são fundamentais para reduzir nosso impacto.”

    Roberto Jalonetsky, CEO da Speedo Multisport. Foto: Divulgação

    Além da sustentabilidade, as peças com Bioamida oferecem:

    • Toque macio e alta respirabilidade
    • Baixa retenção de suor
    • Frescor contínuo durante exercícios intensos

    A nova linha, disponível para os públicos feminino e masculino, visa incentivar a prática esportiva no Brasil, onde 50% das mulheres e 44% dos homens ainda não se exercitam regularmente.

    Jalonetsky destaca: “O consumidor moderno busca estilo, performance e consciência ambiental. Com a Bioamida, queremos atrair novos públicos e fortalecer a fidelidade de quem já conhece a Speedo.”

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  • Expedição de 23 km de caiaque revela natureza selvagem e desafios no Rio Mogi Guaçu

    Expedição de 23 km de caiaque revela natureza selvagem e desafios no Rio Mogi Guaçu

    Uma jornada de 23 quilômetros de caiaque pelo Rio Mogi Guaçu, no interior paulista, revelou paisagens intocadas. Além de encontros com a fauna local e os desafios de uma pescaria esportiva em meio à natureza selvagem. A expedição foi realizada pela equipe do Pesca 360. E incluiu acampamento na Ilha de Pedra, além de momentos marcantes na região do Taquaral, tradicional destino de aventureiros e pescadores.

    Durante a descida, os caiaqueiros se depararam com uma praia repleta de rastros de animais, evidenciando a rica biodiversidade da região. Entre os flagrantes da fauna, destacaram-se avistamentos de capivaras e até de uma ariranha, espécie símbolo dos rios brasileiros e considerada um indicativo de ambiente preservado.

    Apesar das condições adversas para a pesca naquele dia, a equipe conseguiu fisgar algumas espécies, mostrando que a persistência e o respeito ao ambiente são partes essenciais da experiência. A aventura também reforçou a importância do turismo sustentável. Os participantes realizaram toda a atividade com práticas de mínimo impacto, incluindo o retorno dos peixes ao rio após a captura.

    A região do Taquaral, em Rincão, oferece estrutura para quem deseja se aventurar pelo Mogi Guaçu. Conta com pousadas especializadas e aluguel de equipamentos como caiaques e acessórios para pesca esportiva. O roteiro atrai tanto pescadores quanto amantes do ecoturismo, interessados em explorar as águas calmas, as praias fluviais e a vida selvagem local.

    A expedição do Pesca 360 mostra que, mais do que a busca pelo peixe perfeito, a verdadeira recompensa está no contato com a natureza e nas histórias vividas ao longo do percurso. Para quem busca aventura, contemplação e respeito ao meio ambiente, o Rio Mogi Guaçu segue como um dos destinos mais fascinantes do interior paulista

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