Autor: Beto Ribeiro

  • Mercado em Alta: venda de etanol hidratado cresce 53,17% nas usinas do Centro-Sul do país

    Mercado em Alta: venda de etanol hidratado cresce 53,17% nas usinas do Centro-Sul do país

    A primeira quinzena do mês de maio foi marcada pelas vendas aquecidas de etanol nas usinas. O volume comercializado pelas empresas do Centro-Sul totalizou 1,38 bilhão de litros, o que representa aumento de 22,37% em relação ao mesmo período da safra 23/24.

    O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 468,86 milhões de litros — retração de 10,73% — enquanto o etanol hidratado registrou venda de 909,89 milhões de litros — crescimento de 51,26%.No mercado doméstico, as vendas de etanol hidratado alcançaram 899,12 milhões de litros — variação positiva de 53,17% em relação ao ano passado.

    A comercialização de etanol anidro, por sua vez, foi de 468,86 milhões de litros — queda de 7,09%.No acumulado desde o início da safra 2024/2025 até 15 de maio, a comercialização de etanol somou 4,12 bilhões de litros, representando um aumento de 34,61%.

    Desse total, o etanol hidratado representou volume de 2,76 bilhões de litros (+60,11%), enquanto o anidro de 1,36 bilhões (+1,81%).

    Produção de Açúcar e Etanol

    Na primeira metade de maio, 48,27% da cana-de-açúcar foi destinado à produção de açúcar, ante 48,16% registrados no mesmo período da safra 2024/2025.

    A produção de açúcar nos primeiros quinze dias de maio totalizou 2,57 milhões de toneladas, praticamente o mesmo valor observado em igual quinzena na safra 2023/2024 (2,54 milhões de toneladas).

    No acumulado desde o início da safra até 15 de maio de 2024, a fabricação do adoçante totalizou 5,13 milhões de toneladas, contra 4,08 milhões de toneladas do ciclo anterior.

    O diretor de Inteligência Setorial da UNICA, Luciano Rodrigues, esclarece que “do crescimento total de 1,05 milhão de toneladas na fabricação de açúcar até o momento, apenas 255 mil toneladas ocorreram em função da mudança no mix de produção e a maior parte, cerca de 800 mil toneladas, foi resultado do avanço na quantidade de cana-de-açúcar processada neste início de safra”.

    Na primeira metade de maio, 1,99 bilhão de litros (+2,14%) de etanol foram fabricados pelas unidades do Centro-Sul. Do volume total produzido, o etanol hidratado alcançou 1,25 bilhão de litros (+12,40%), enquanto a produção de etanol anidro totalizou 743,02 milhões de litros (-11,47%).

    No acumulado desde o início do atual ciclo agrícola até 15 de maio, a fabricação do biocombustível totalizou 4,35 bilhões de litros (+16,54%), sendo 3,04 bilhões de etanol hidratado (+34,66%) e 1,31 bilhão de anidro (-11,18%).

    Crescimento em relação a safra 2023/2024

    A moagem de cana-de-açúcar na primeira quinzena de maio registrou um pequeno aumento de 0,43% na comparação com o mesmo período do ciclo passado, com 44,75 milhões de toneladas processadas este ano, contra 44,56 milhões em 2023.

    No acumulado desde o início da safra 24/25 até 15 de maio, a moagem alcançou 95,42 milhões de toneladas, ante 79,85 milhões contabilizados no mesmo período da safra 2023/2024 — um avanço de 19,49%.

    A região Centro-Sul contou com 27 unidades produtoras de cana-de-açúcar que reiniciaram as atividades, totalizando 246 unidades operando na região. Desse total, 229 unidades processam cana-de-açúcar, 9 empresas fabricam etanol a partir do milho e 8 usinas flex.

    No mesmo período da safra 2023/2024, operaram 244 unidades produtoras, sendo 228 unidades com processamento de cana-de-açúcar, 8 empresas produzindo etanol a partir do milho e 8 usinas flex.

    Para Luciano Rodrigues, “ao final da segunda quinzena de maio, cerca de 250 empresas estarão em operação no Centro-Sul”. Outras 16 devem iniciar a safra em junho, completando o ciclo de usinas entrando em operação na safra 2024/2025, acrescenta o executivo.

    A qualidade da matéria-prima colhida nos primeiros quinze dias de maio, mensurada em kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar processada, cresceu apenas 0,30% na comparação com o mesmo período do ciclo agrícola anterior, registrando 124,71 kg de ATR por tonelada colhida.

    No acumulado da safra 2024/2025, ainda se observa um ligeiro aumento de 0,13%, com o indicador atingindo 118,47 kg de ATR por tonelada.

     

  • 3ª edição do Espaço BioInova incentiva produção e utilização de bioinsumos na agricultura brasileira

    3ª edição do Espaço BioInova incentiva produção e utilização de bioinsumos na agricultura brasileira

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) promoveu, nos dias 28 e 29 de maio, em Campinas (SP), a 3ª edição do Espaço BioInova – um ambiente de debates, palestras, congressos técnicos e científicos para integração entre produtores, pesquisadores, startups, investidores, setor privado, academia e governo.

    O espaço foi disponibilizado no BioSummit 2024, considerado o maior evento de insumos biológicos da América Latina.

    O BioInova é uma iniciativa da Rede de Inovação em Bioinsumos, idealizada pela Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI) do Mapa.

    O objetivo é estimular conexões entre os diversos atores envolvidos para promover oportunidades de inovação em torno da produção e uso sustentável dos insumos biológicos.

    Oportunidades de parcerias e financiamento

    Nesta edição, os participantes expuseram suas linhas de atuação, bem como possíveis soluções propostas para as demandas apresentadas pelo setor.

    As atividades do BioInova foram programadas para gerar um ambiente de parcerias, projetos e negócios com foco em práticas sustentáveis e agregação de valor, de modo a promover avanços significativos para a agricultura e pecuária.

    Segundo o diretor do Departamento de Apoio à Inovação para Agropecuária, Alessandro Cruvinel, o evento vem se consolidando desde o ano passado e, dessa vez, teve como diferencial a atuação de instituições como a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes (ANPII) e a Associação Brasileira das Indústrias de Bioinsumos (ABINBIO).

    “As entidades trouxeram oportunidades de mentoria para interessados em acessar as linhas de financiamento e, também, espaços para estabelecimento de futuras parcerias. Em 2024 foram disponibilizados mais de 500 milhões de reais em recursos para projetos de agricultura, e a área de bioinsumos obteve uma linha específica em fluxo contínuo, construída pelas articulações entre o Mapa e a Finep”, destacou Alessandro.

    A programação incluiu apresentações de técnicos do Mapa, de especialistas da Finep, da Empresa Brasileira de Inovação Industrial (Embrapii) e do Sebrae. E, ainda, workshops e atividades de mentoria para elaboração de projetos, arranjos e soluções.

    Edições anteriores do Espaço BioInova

    A primeira edição do evento foi realizada durante o 23º Simpósio de Controle Biológico em julho de 2023, em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), e apresentou a capacidade da rede para engajar o ecossistema de inovação nacional em bioinsumos.

    A segunda edição, por sua vez, ocorreu em Foz do Iguaçu (PR), no mesmo ano, no 32º Congresso Brasileiro de Microbiologia, no qual foi abordada a bioinovação na agropecuária.

    A terceira edição, promovida neste maio de 2024, chegou a Campinas (SP), para ampliar a compreensão sobre os meios para financiamento de projetos voltados à produção de itens para controle de pragas e doenças, fertilizantes, estimulantes e outros insumos de base biológica.

    O movimento e as oportunidades do BioInova seguem disponíveis na Rede de Inovação em Bioinsumos, que pode ser acessada no site: Sobre – Rede de Inovação em Bioinsumos — Ministério da Agricultura e Pecuária (www.gov.br).

  • Preços de carne de frango caem em maio devido à demanda enfraquecida

    Preços de carne de frango caem em maio devido à demanda enfraquecida

    Os preços médios de quase todos os produtos de origem avícola acompanhados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) devem encerrar maio abaixo dos verificados em abril.

    Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão vem da demanda enfraquecida por carne de frango na maior parte do mês; houve pequena reação apenas na semana que antecedeu o Dia das Mães.

    Quanto aos cortes e miúdos, dentre os pesquisados pelo Cepea, a tulipa congelada foi a que mais se desvalorizou de abril para maio (até o dia 28), em significativos 7,9%, no atacado da Grande São Paulo.

    Já no mercado de pintinho de corte, a baixa oferta de animais e a demanda externa aquecida têm impulsionado as cotações.

     

     

  • Alerta de tendência: preço do boi gordo continua em queda

    Alerta de tendência: preço do boi gordo continua em queda

    No cenário atual do mercado pecuário brasileiro, os preços do boi gordo continuam em declínio, conforme apontado por especialistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

    Esta tendência de desvalorização é atribuída principalmente à maior oferta de animais no campo, impulsionada pelas condições favoráveis das pastagens, pelo término da safra e pelo comportamento de produtores que, temendo quedas mais acentuadas, têm optado por antecipar a entrega de seus animais.

    A dinâmica do mercado de carne na região atacadista da Grande São Paulo também reflete essa queda nos preços.

    Analistas do Cepea ressaltam que os valores da carne estão diretamente ligados ao equilíbrio entre a capacidade de consumo dos brasileiros e a disponibilidade de volume no mercado.

    As exportações em crescimento têm exercido um papel crucial ao evitar quedas mais expressivas nos preços da carne no mercado interno.

    Números confirmam tendência da primeira quinzena de maio

    Os números recentes confirmam a tendência observada ao longo da primeira quinzena de maio.

    Com escalas de abate prolongadas em diversos frigoríficos e a proximidade do clima mais frio, a expectativa é de um aumento na oferta de lotes remanescentes de animais a pasto.

    No período acumulado até o dia 14, o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 registrou uma queda de 1,02%, encerrando em R$ 227.

    Já no mercado atacadista da Grande São Paulo, a carcaça casada bovina apresentou uma desvalorização de 0,8%, atingindo o valor de R$ 16,23/kg no mesmo dia.

    Esses dados evidenciam a atual dinâmica do mercado pecuário nacional, influenciada por fatores sazonais, comportamentais e econômicos, que impactam diretamente os preços do boi gordo e da carne.

  • Venda de soja na Argentina acelera com melhora do clima e alta no preço

    Venda de soja na Argentina acelera com melhora do clima e alta no preço

    As vendas de soja na Argentina, um dos principais exportadores de óleo e farelo de soja, têm sido aceleradas nos últimos tempos.

    De acordo com os dados do governo, as vendas registradas entre as primeiras três semanas de maio alcançaram 4,2 milhões de toneladas métricas, ultrapassando os volumes de abril e março, que foram de 2,8 milhões e 3,5 milhões de toneladas, respectivamente.

    Essa aceleração nas vendas é atribuída às melhores condições climáticas para a colheita em andamento, que têm ajudado a estimular a produção.

    Além disso, os preços globais da soja também estão mais altos, o que tem incentivado os agricultores a venderem suas produções mais rapidamente.

    As vendas de maio, que incluem acordos até 22 de maio, elevam o total vendido na atual safra 2023/24 para cerca de 36,7% da colheita esperada de 49,7 milhões de toneladas.

    Embora as vendas ainda estejam ocorrendo no índice mais lento em quase uma década, a tendência positiva é um sinal de que a safra atual está se desenvolvendo de forma mais favorável do que se esperava.

    Os preços locais da soja também têm subido nas últimas semanas, alcançando US$ 325 (R$ 1.690) por tonelada na quarta-feira, bem acima da faixa de 290 por tonelada em março e abril.

    Essa alta nos preços pode ter contribuído para a aceleração nas vendas, pois os agricultores podem obter melhores preços por suas produções.

    Essas informações são confirmadas por fontes do governo argentino e do USDA em Buenos Aires, que reduziu a previsão de produção de soja para a safra 2023/24 de 50,5 milhões para 49,5 milhões de toneladas.

    Além disso, a condição da safra de soja na Argentina melhorou levemente na semana, com 83% da safra apresentando condição entre normal e excelente.

  • Leite ao produtor segue em alta em 2024

    Leite ao produtor segue em alta em 2024

    O preço do leite captado em março registrou a quinta alta consecutiva, alcançando R$ 2,3290 por litro na “Média Brasil” do Cepea. Essa valorização se deve à redução da oferta no campo, que deve continuar a sustentar os preços.

    De acordo com pesquisas em andamento do Cepea, os valores do leite podem subir em torno de 5%, considerando-se a “Média Brasil”.

    Essa alta consecutiva no preço do leite ao produtor é um reflexo da oferta limitada no campo, que se deve à combinação de fatores como seca e calor, além da retração das margens dos pecuaristas.

    Isso tem acirrado a disputa entre laticínios e cooperativas por fornecedores, tornando a oferta ainda mais escassa.

    No entanto, a valorização do leite cru não foi repassada de forma igual para os preços dos derivados lácteos. As cotações do leite UHT e do queijo muçarela no atacado do estado de São Paulo subiram apenas 3,9% e 0,3% em março, respectivamente.

    Divulgação – Embrapa/Marcos La Falce

    Isso ocorre porque os canais de distribuição pressionam os laticínios por preços mais baixos, dificultando o repasse das altas da matéria-prima.Além disso, as importações de lácteos continuam a influenciar o mercado.

    Após três meses seguidos de queda, as importações voltaram a crescer em abril, enquanto as exportações caíram 60%. Isso resultou em um déficit de US$ 84,7 milhões.

    A margem bruta dos produtores também beneficiou-se da valorização do leite. Em abril, o Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária leiteira recuou 1,88% na “Média Brasil”, enquanto o preço do leite pago ao produtor aumentou.

    Essa combinação resultou em uma alta de 31% na margem bruta, equivalente a 12 centavos por litro de leite.

    Embora a expectativa seja que o ritmo de valorização do leite ao produtor perca força em abril, a oferta limitada e a disputa entre laticínios devem manter os preços elevados.

  • Conab realiza leilão para compra de 300 mil toneladas de arroz importado

    Conab realiza leilão para compra de 300 mil toneladas de arroz importado

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará, na próxima quinta-feira (6), um leilão público para a compra de até 300 mil toneladas de arroz importado, referente à safra 2023/2024. O produto deverá ser entregue até o dia 8 de setembro, conforme edital publicado nesta quarta-feira (29) pela Companhia.

    Especificações do arroz

    O edital define que o arroz deverá ter aspecto, cor, odor e sabor característicos de arroz beneficiado polido longo fino tipo 1. A aquisição de arroz aromático é proibida. O produto deverá estar acondicionado em embalagens transparentes e incolores de 5kg, que permitam a perfeita visualização do arroz e contenham a logomarca.

    Destinação e preço de venda

    O arroz adquirido será destinado às regiões metropolitanas definidas pela Conab, com base em indicadores de insegurança alimentar. Os compradores deverão vender o produto exclusivamente para o consumidor final, com preço máximo de R$ 4 por quilo.

    Modalidade do leilão

    O leilão será eletrônico, na modalidade “viva-voz”, utilizando o Sistema de Comercialização Eletrônica da Conab (SISCOE) e com interligação das Bolsas de Cereais, de Mercadorias e/ou de Futuros.

    Respaldo legal

    A medida visa mitigar o impacto social e econômico decorrente do desastre climático no Rio Grande do Sul. A iniciativa está respaldada pelas medidas provisórias 1217/2024, 1218/2024, 1224/2024 e 1225/2024, além da portaria interministerial 04/2024, dos Ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Fazenda (MF).

    Divulgação – IRGA/Rogério Bortolotto Cantarelli

    Entenda os motivos alegados pelo governo

    O governo brasileiro decidiu importar arroz como medida para evitar a especulação de preços e garantir o abastecimento interno.

    Essa iniciativa visa estabilizar os preços e evitar desabastecimento, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, sem impactar a relação dos produtores brasileiros com os atacadistas.

    A importação será realizada de países vizinhos do Mercosul, como Argentina, Uruguai, Paraguai e possivelmente da Bolívia. A medida provisória autorizando essa compra visa garantir a disponibilidade do arroz no mercado nacional e evitar a escalada de preços, assegurando a estabilidade do produto para os consumidores brasileiros.

  • Rumo vende 50% de terminal em porto de Santos para consórcio

    Rumo vende 50% de terminal em porto de Santos para consórcio

    A Rumo, operadora logística, anunciou nesta quarta-feira (29) a venda de sua participação de 50% no Terminal XXXIX, localizado no porto de Santos (SP).

    O comprador é um consórcio formado pelas empresas norte-americanas Bunge Alimentos e Zen-Noh Grain Corporation.Segundo fato relevante divulgado pela Rumo, o valor da transação é de R$ 600 milhões, correspondendo a um “equity value” de aproximadamente R$ 550 milhões.

    A Bunge e a Zen-Noh Grain, por meio de uma joint venture, vão deter participações iguais no terminal, enquanto os outros 50% permanecem sob propriedade da Caramuru Alimentos, processadora de commodities que é sócia da Rumo no empreendimento.

    Fortalecimento do caixa e foco em projetos estratégicos

    A Rumo afirmou que a venda da participação no T-XXXIX representa uma medida de disciplina financeira e reciclagem de capital, fortalecendo seu caixa e permitindo concentrar esforços em projetos que sustentem o aumento de capacidade em curso e reforcem a competitividade do modal ferroviário.

    Ganhos logísticos para as compradoras

    Para a Bunge e a Zen-Noh Grain, a aquisição do terminal representa uma oportunidade de ganhar maior flexibilidade logística em um corredor de exportação importante no Brasil. O Porto de Santos é o maior porto da América Latina, desempenhando um papel crucial nas exportações de commodities agrícolas.

    Rumo Logística: Conectando o Brasil por malhas férreas

    A Rumo é a maior operadora ferroviária da América Latina, responsável por transportar uma variedade de produtos, desde commodities agrícolas até insumos industriais. Sua frota de locomotivas e vagões é uma das mais modernas do país.

    Com uma rede de mais de 12 mil quilômetros de linhas férreas, a companhia conecta importantes regiões produtoras do país aos principais portos de exportação. A Rumo é a maior operadora ferroviária da América Latina, responsável por transportar uma variedade de produtos, desde commodities agrícolas até insumos industriais

  • Governo anuncia aporte de R$ 600 Milhões para pequenos e médios produtores gaúchos

    Governo anuncia aporte de R$ 600 Milhões para pequenos e médios produtores gaúchos

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, na quarta-feira (29), novas medidas de apoio à população e à reconstrução do Rio Grande do Sul.

    Entre essas medidas, destaca-se a criação de um aporte adicional de R$ 600 milhões no Fundo Garantidor de Operações (FGO), para garantir operações de crédito rural aos pequenos e médios agricultores gaúchos.

    A medida foi defendida pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, que destacou que o objetivo é viabilizar operações de crédito para o setor agropecuário prejudicado, permitindo que os produtores gaúchos possam reconstruir suas atividades. “Esse fundo de aval será a mola para que a economia volte a funcionar”, disse Fávaro.

    O evento contou com a presença do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckimin, da ministra Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação), da Miriam Belchior (secretária-executiva da Casa Civil) e da Dario Durigan (secretário-executivo da Fazenda).

    Segundo Dario Durigan, a medida é uma garantia do Governo, que viabiliza o acesso ao crédito aos produtores que não possuem condições de segurar suas operações no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). “Com esse aporte adicional no FGO, que é esse fundo de garantia, além do recurso disponibilizado para os agricultores, para o setor rural, o governo também se compromete com as garantias”, ressaltou.

    O vice-presidente, Geraldo Alckmin, destacou que a inclusão das operações de crédito rural no FGO vai oferecer novos financiamentos a juros zero ou negativos.

    Alckmin também disse que os anúncios são resultado de um governo inteiro mobilizado, desde o cuidado com as pessoas até a recuperação da infraestrutura e o atendimento aos municípios gaúchos. “Uma ação extremamente coordenada do ponto de vista federativo e a recuperação da economia”, completou. Essa é a maior medida de enfrentamento a desastres climáticos para atender o estado gaúcho.

  • Alta no exterior sustenta valores do algodão no Brasil

    Alta no exterior sustenta valores do algodão no Brasil

    O mercado de algodão no Brasil tem sido influenciado recentemente pela alta demanda externa, que tem mantido os preços estáveis.

    De acordo com o Cepea, os bons registros de exportações de algodão norte-americanas em maio demonstram que o mercado internacional está procurando por mais pluma.

    Essa demanda externa tem levado a um aumento nos preços físicos no Extremo Oriente, o que, por sua vez, alavancou os valores do algodão na Bolsa de Nova York (ICE Futures).

    No Brasil, o levantamento do Cepea indica que as cotações do algodão tiveram apoio da maior paridade de exportação, mas a avançada colheita da temporada 2023/24, que promete uma boa produção, limitou as altas domésticas.

    Os pesquisadores do Cepea destacam que a recuperação nos preços internacionais também estimulou a realização de novos contratos a termo, tanto a valores fixos como a fixar posteriormente.

    Essa situação é um reflexo da dinâmica do mercado global, que tem sido influenciada pela demanda crescente de produtos de algodão.

    No entanto, a produção brasileira também tem sido um fator importante, pois a boa colheita da temporada atual deve contribuir para uma oferta mais abundante no mercado interno. Embora a alta demanda externa tenha mantido os preços estáveis, a oferta interna pode ajudar a controlar as altas domésticas, garantindo que o mercado brasileiro continue a funcionar de forma estável.