Autor: Beto Ribeiro

  • Mandioca: oferta limitada e escolha de postergar entregas reforçam cotações

    Mandioca: oferta limitada e escolha de postergar entregas reforçam cotações

    A alta umidade do solo e o feriado de Corpus Christi na última semana mantiveram a oferta de mandioca para a indústria limitada, sustentando as cotações da matéria-prima, segundo o Cepea.

    Os produtores optaram por postergar as entregas, apesar dos preços ainda estarem em patamares baixos, reforçando a menor disponibilidade.

    Essa escolha levou a um menor esmagamento de mandioca pela indústria de fécula, que enfrenta uma redução na produção ao longo do mês de maio.

    Com a moagem e o rendimento industrial menores, a produção de fécula diminuiu, ao mesmo tempo em que a demanda pelos derivados de mandioca (fécula e amidos modificados) aumentou.

    Comparação com a safra anterior

    O Cepea destaca que, na parcial do ano (até 16 de fevereiro), foram processadas 328,4 mil toneladas de mandioca pela indústria de fécula, crescimento de 24% sobre igual período de 2023.

    A oferta do 1º trimestre deve superar a de mesmo intervalo dos anos anteriores, resultado da maior disponibilidade de áreas, já que as produtividades têm se apresentado menores.

  • Baixo Custo: tecnologia de irrigação com potes da Embrapa é certificada pela Fundação Banco do Brasil

    Baixo Custo: tecnologia de irrigação com potes da Embrapa é certificada pela Fundação Banco do Brasil

    A tecnologia Irrigapote, desenvolvida pela Embrapa Amazônia Oriental, acaba de receber a certificação de tecnologia social na 12ª Edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social e Desafio para Reaplicação de Tecnologia Social.

    O sistema, que oferece irrigação de baixo custo para a agricultura familiar a partir do aproveitamento de águas das chuvas, concorreu com mais de 1.012 iniciativas de todo o território nacional e se destacou entre as 87 tecnologias sociais certificadas.

    Irrigapote: uma solução sustentável para a agricultura familiar

    Proposto pela pesquisadora Lucieta Martorano, agrometeorologista da Embrapa Amazônia Oriental, o Irrigapote utiliza um artefato milenar e referência na cultura indígena amazônica, o pote de barro, como armazenador de águas pluviais.

    O pote propicia irrigação durante períodos de escassez hídrica a diversos tipos de culturas agrícolas, como fruteiras e hortaliças.”O foco do projeto é a agricultura de base familiar em pequenas e médias propriedades, possibilitando continuidade de produção de alimentos, mesmo em período de grande restrição hídrica, garantindo renda e segurança alimentar”, explica Lucieta Martorano.

    Impacto positivo na produtividade e renda dos agricultores

    A família Rocha, produtora de fruteiras e hortaliças na comunidade de Lavras, em Santarém (PA), é um exemplo de sucesso da adoção do Irrigapote. Desde 2016, quando foram contemplados com uma Unidade de Referência Tecnológica do sistema, as perdas com as secas diminuíram drasticamente na propriedade.

    “Na propriedade, os potes são enterrados próximos às fruteiras e ainda servem para fornecer água às hortaliças e oleaginosas, como o gergelim, em forma de mandalas, aumentando a diversidade de produtos e renda”, destaca Martorano.

    Reconhecimento e expansão da tecnologia

    A certificação da Fundação Banco do Brasil é um importante reconhecimento para a tecnologia Irrigapote, evidenciando seu impacto social e potencial de expansão.

    Segundo Lucieta Martorano, a expectativa é ver o sistema se tornar uma política pública, auxiliando no combate à fome e à pobreza, além de gerar riqueza e autonomia para os produtores rurais.”

    A certificação reconhece as tecnologias que realmente geram impacto e benefícios sociais. Ela traz um novo ânimo ao projeto, vislumbrando possibilidades de frentes amplas de adoção e novos canais de financiamento”, comemora a pesquisadora.

    https://youtu.be/xlxkUm8vSb4

    O Irrigapote já é utilizado com sucesso no oeste do Pará e ganha expansão por meio de parcerias com universidades e entidades de assistência técnica, como a Emater. A tecnologia pode ser aplicada em todas as regiões do país, contribuindo para a sustentabilidade e o desenvolvimento da agricultura familiar.

  • Óleos essenciais: descubra como eles ajudam a controlar fungos que atacam a manga na pós-colheita

    Óleos essenciais: descubra como eles ajudam a controlar fungos que atacam a manga na pós-colheita

    Cientistas da Embrapa e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) registraram atividades antifúngicas de sete óleos essenciais contra quatro fungos causadores de doenças pós-colheita em mangas.

    O trabalho ainda identificou a concentração mínima inibitória dos quatro mais eficientes e a composição química de cada um deles.

    Os resultados mostraram que os de orégano, alecrim pimenta, canela casca e alfavaca cravo inibiram 100% do crescimento dos patógenos estudados.

    Ação varia conforme o patógeno

    Apesar de possuir composição complexa, os óleos essenciais têm sido muito estudados por sua eficácia contra microrganismos.

    Os resultados do estudo mostraram que a sua ação varia de acordo com o patógeno.”A concentração mínima inibitória variou de acordo com o óleo e o fungo alvo. O de orégano se destacou pelo efeito inibidor sobre os patógenos C. siamense, L. theobromae e B. dothidea, demonstrando excelente atividade antifúngica na menor concentração testada. Já o A. alternata foi mais sensível ao óleo essencial de casca de canela do que ao de orégano”, afirma Elke Vilela, analista da Embrapa Meio Ambiente.

    Composição química e atividade antifúngica

    A análise por cromatografia gasosa revelou a composição dos óleos e a sua relação com a atividade antifúngica.

    Foi observada essa atividade em constituintes dos óleos como o carvacrol, o timol, o linalol e o α-pineno. Carvacrol e timol, constituintes majoritários dos óleos essenciais de orégano e alecrim pimenta, respectivamente, apresentaram os melhores resultados, evidenciando o significativo efeito inibitório dos fungos C. siamense, A. alternata, L. theobromae e B. dothidea, com maior atividade antifúngica contra os fungos pós-colheita da manga avaliados.

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    “O componente principal encontrado no óleo de alecrim foi o carvacrol, com aproximadamente 69%; já no óleo de alecrim pimenta destacou-se o timol, com teor de 77%; cinamaldeído é o principal constituinte do óleo canela casca, 85%, e o eugenol é o componente mais abundante da alfavaca cravo, com mais de 84%”, detalha Daniel Terao, pesquisador da Embrapa.

    Alternativa aos fungicidas sintéticos

    Os resultados fornecem subsídios para o desenvolvimento de tecnologias utilizando óleos no controle de C. siamense, A. alternata, L. theobromae e B. dothidea de manga, como alternativa de fungicida sintético.

    “O uso de fungicidas no tratamento pós-colheita de manga tem sido uma prática comum visando à redução da incidência de doenças e ao prolongamento do tempo de vida útil da fruta, mas, com a conscientização sobre possíveis riscos à saúde provocados por eles, tem-se buscado tratamentos mais sustentáveis”, explica Elke Vilela.

    Além disso, o uso excessivo de agroquímicos, além de poder ocasionar a contaminação química das frutas, pode provocar o surgimento de cepas de patógenos resistentes ao fungicida, dificultando o controle das doenças pós-colheita, alerta a analista.

    Manga suscetível a patógenos durante o amadurecimento

    A manga é uma fruta climatérica, que geralmente é colhida ainda imatura e amadurece mesmo após a colheita, durante o armazenamento.

    Seu amadurecimento envolve alterações fisiológicas e bioquímicas, acompanhadas de aumento acentuado da respiração e da produção de etileno.

    “Durante esse processo de amadurecimento, as frutas se tornam mais suscetíveis ao ataque de patógenos, principalmente durante o armazenamento e transporte, causando severas perdas”, explica o pesquisador da Embrapa Daniel Terao.

    Ele conta que os fungos são os principais causadores das perdas de qualidade e produtividade das frutas. “Com os fungos, fazer chegar frutas de qualidade aos consumidores é um desafio”, afirma Terao, ao contar que a antracnose, causada pelo fungo Colletotrichum siamense, é a doença pós-colheita mais comum na manga.

    Além desse patógeno, a fruta ainda é alvo de Alternaria alternata, fungo causador da mancha de alternaria; de Lasiodiplodia theobromae, e Botryosphaeria dothidea, causadores de severas podridões nas frutas.

    Divulgação – Embrapa/Elke Vilela

    Mecanismo de ação antifúngica

    O mecanismo de ação antifúngica dos óleos essenciais é atribuído aos seus componentes, que atuam de forma sinérgica (um complementando a ação do outro) ou aditiva no exercício de seus efeitos.

    De acordo com o pesquisador, o conhecimento da atividade antifúngica desses constituintes pode ajudar a compreender a eficácia dos óleos essenciais e sua atividade contra os fungos.

  • Universidade desenvolve tecnologia para capturar hidrogênio verde

    Universidade desenvolve tecnologia para capturar hidrogênio verde

    Em uma inovação que pode revolucionar a forma como geramos energia, o Laboratório de Mecânica da Fratura e Fadiga (LAMEFF) da Universidade Federal do Ceará (UFC) criou uma tecnologia mais barata e renovável para extrair hidrogênio verde.

    Essa fonte energética alternativa aos combustíveis fósseis, como petróleo e carvão, é considerada mais limpa e sustentável.

    O físico Santino Loruan, que desenvolveu a tecnologia em sua pesquisa de doutorado no Programa de Engenharia e Ciências Materiais da UFC, criou uma membrana de quitosana para uso em eletrolizadores que separam as moléculas de hidrogênio do oxigênio na água.

    A membrana é feita a partir da casca de camarão ou de caranguejo, comum no litoral brasileiro, e substitui uma membrana sintética importada e mais cara.

    Divulgação – Lameff/UFC

    Essa membrana de quitosana não polui o ambiente quando descartada, diferentemente da membrana nafion, que é mais comummente usada.

    Além disso, o processo de eletrolisado é ativado com energia limpa, proveniente da energia solar, tornando todo o processo ambientalmente sustentável.

    O hidrogênio gerado é chamado de “hidrogênio verde” porque é obtido com fonte renovável.

    Segundo o engenheiro Enio Pontes de Deus, coordenador do LAMEFF e orientador de Santino Loruan, “o hidrogênio, na verdade, não tem cor nenhuma. É um gás inerte e incolor, o elemento mais abundante na atmosfera. Ele é verde porque é obtido com fonte renovável”.

    A membrana de quitosana foi patenteada pela Universidade Federal do Ceará e agora entra no mercado, competindo com outras membranas. A invenção será apresentada na Conferência Internacional das Tecnologias das Energias Renováveis (Citer), que ocorre em Teresina (PI), de 3 a 5 de junho.

  • Apesar de alta no mês, preço do suíno vivo encerra maio com forte desvalorização

    Apesar de alta no mês, preço do suíno vivo encerra maio com forte desvalorização

    Os preços do suíno vivo caíram neste encerramento de maio, em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea.

    Dentre as praças monitoradas, Minas Gerais registrou  as desvalorizações mais intensa.

    Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão vem da oferta elevada e da demanda enfraquecida.

    Além disso, o feriado de Corpus Christi nessa quinta-feira, 30, reforçou a baixa liquidez – o menor número de dias úteis na semana reduz as escalas de abate de frigoríficos, resultando em diminuição das compras de novos lotes de animais.

    Pesquisadores do Cepea explicam que, diante da fraca procura, frigoríficos adotaram a estratégia de diminuir os preços, em busca de melhorar as vendas.

    O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq registrou queda de 1,76% no Paraná e de 0,48% no Rio Grande do Sul no dia 29 de maio, cotado a R$ 6,13 e R$ 6,20, respectivamente.

    Em São Paulo, o preço do suíno carcaça especial recuou 0,98% no dia 23 de maio, para R$ 10,10 o quilo.

    Apesar da queda nos preços internos, as exportações brasileiras de carne suína acumularam alta de 17,6% nos dois primeiros meses de 2024 em comparação ao mesmo período de 2023.

    Só em fevereiro, o crescimento foi de 24,4%, totalizando 97,8 mil toneladas.

  • Hortas sensoriais acessíveis beneficiam estudantes de escolas municipais

    Hortas sensoriais acessíveis beneficiam estudantes de escolas municipais

    Com o objetivo de conhecer os benefícios que as hortas sensoriais acessíveis proporcionam aos estudantes de escolas municipais de Uberaba, integrantes da liderança da Mosaic responsáveis pelo investimento social visitaram o colégio Arthur de Mello Teixeira, em Uberaba (MG), na quarta-feira (20).

    Desenvolvido pelo Programa Horta Educa, do Instituto Mosaic, o projeto beneficia cerca de 10 mil alunos da rede pública da cidade, com ações focadas na educação nutricional e inclusão de alunos com deficiência.

    “As hortas materializam a nossa missão primordial de contribuir para a produção de alimentos de qualidade. Com este projeto focamos em estudantes em situação de vulnerabilidade, contribuindo para o crescimento, desenvolvimento e nutrição das crianças ao incluir esses alimentos à merenda escolar. Além disso, é possível promover educação multidisciplinar por meio de um ambiente adaptado para acolher pessoas com deficiência”, afirma Adriana Alencar, vice-presidente de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da Mosaic Fertilizantes.

    Divulgação – Mosaic

    Estrutura das hortas

    Em novembro do ano passado, a companhia entregou hortas escolares em Uberaba, além de formações pedagógicas para outras escolas da rede pública beneficiadas. As estruturas contam com canteiros com ervas medicinais e hortaliças, árvores frutíferas, espaço para composteira, bancos e lousa, compondo um espaço de sala de aula ao ar livre. As culturas estão distribuídas de forma a promover experiências e aguçar os sentidos – estímulos gustativo, olfativo, tátil, visual e auditivo.

    Objetivos das hortas sensoriais

    Um dos principais objetivos das hortas sensoriais é promover educação alimentar, oferecendo aos alunos a oportunidade de colocar em prática os aprendizados adquiridos em sala de aula.

    O espaço pode ser utilizado por professores de qualquer disciplina, tornando-se ferramenta importante no ensino.

    E o melhor de tudo é que os alimentos produzidos nas hortas complementam a merenda escolar.

    A infraestrutura é totalmente adaptada e acessível, com canteiros de diferentes alturas e espaço de circulação para manobra de cadeiras de rodas.

    O projeto contempla ainda recursos de acessibilidade, como mapa tátil, especificando as culturas e a localização dos canteiros na horta; piso tátil drenante para fácil locomoção; placas de tipografia adequada, fonte ampliada e conteúdo em Braile.

    Divulgação – Mosaic

    Resultados positivos

    Onde o projeto já foi implementado é possível perceber resultados positivos de inclusão e acolhimento, especialmente de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e melhora do comportamento de alunos em geral.

    A partir da iniciativa foram criados grupos de alunos denominados Amigos da Horta, responsáveis pelos cuidados com o espaço.”Ações como esta têm como objetivo beneficiar a comunidade próxima às nossas operações, gerando maior impacto positivo. Essas hortas são capazes de promover educação alimentar, qualidade no aprendizado dos alunos e inclusão de crianças com deficiência”, explica Adriana.

    O programa Horta Educa foi responsável pela entrega, desde à implantação, de 49 hortas escolares, além de três viveiros de mudas, em Goiás, Minas Gerais e Sergipe, estados em que a Mosaic Fertilizantes opera.

    As hortas fazem parte das ações estratégicas de combate a insegurança alimentar, coordenadas pelo Instituto Mosaic, e propõem uma experiência educativa e nutricional de valorização da alimentação saudável e sustentável.

  • Gestão eficiente da água: Cargill ganha certificação máxima

    Gestão eficiente da água: Cargill ganha certificação máxima

    A unidade da Cargill em Goiânia, Goiás, recebeu o Certificado de Sustentabilidade, Selo Ouro, entregue pela Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA). O reconhecimento é resultado de um compromisso contínuo da empresa com práticas sustentáveis na região, envolvendo colaboradores e membros da comunidade.

    Sete áreas temáticas críticas

    Para conquistar o selo, a fábrica demonstrou excelência em sete áreas: água, biodiversidade, educação, energia, gases, resíduos e socioambiental. A Estação de Tratamento de Efluentes Industriais (ETEI) da unidade é um dos destaques, devolvendo a água utilizada nos processos em condições ainda melhores do que quando foi captada.

    Engajamento dos colaboradores

    Eli Cardoso Lessa, gerente de Grupo de Tratamento de Água, Efluentes e Resíduos, afirma que a conquista do Selo Ouro mostra o compromisso da empresa com o meio ambiente e a comunidade local. “A Cargill foi a primeira indústria a conquistar o selo, incentivando outras a participar do programa e seguir pelo caminho verde”, explica Eli Lessa.

    Projetos sustentáveis

    Além da ETEI, a planta implementou o projeto Escola Verde, focado em educação ambiental e gestão de resíduos, e conta com um ecoponto de logística reversa da casa so+ma. “Estamos fazendo um trabalho intenso, algo que beneficia a empresa, os colaboradores e deixa um legado para a comunidade e próximas gerações”, finaliza Eli Lessa.

  • Prêmio Mulheres do Agro: incentivo de R$ 15 mil na categoria Ciência e Pesquisa

    Prêmio Mulheres do Agro: incentivo de R$ 15 mil na categoria Ciência e Pesquisa

    O Prêmio Mulheres do Agro (PMA), iniciativa idealizada pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), está com inscrições abertas para a categoria Ciência e Pesquisa.

    É possível indicar pesquisadoras atuantes em instituições com projetos ligados a ESG no agronegócio.

    Indicação popular e avaliação

    As inscrições ficam abertas até 14 de junho, no site da iniciativa. Após o preenchimento de informações como nome, e-mail, telefone, vínculo institucional, link do currículo Lattes, região e um resumo da linha de pesquisa, as pesquisadoras indicadas receberão um e-mail com o regulamento vigente e informações sobre a participação.

    Uma comissão avaliadora composta de pesquisadoras acadêmicas e executivas da área analisará as indicadas, selecionando três para voto popular. Os votos na categoria ficam abertos ao público no site do prêmio de 2 a 13 de setembro.

    Expectativa para 2024

    No ano de seu lançamento, em 2023, a categoria Ciência e Pesquisa avaliou 19 indicações de pesquisadoras. Para 2024, a expectativa é que mulheres de todo o país apliquem seus projetos de impacto ou de grande alcance científico, enfatizando termos de sustentabilidade e inovação no agro.”A Bayer enxerga como fundamental o papel da mulher e sua presença em diversas frentes ao longo da cadeia do agronegócio. Decidimos ao lado da Abag e empresas parceiras reforçar a importância da presença, contribuição e relevância de pesquisadoras para o setor agro por meio da categoria de Ciência e Pesquisa”, explica Gabriella Gandelini, Gerente de Regulamentação em Assuntos Científicos na Bayer.

    Inscrições para produtoras rurais

    Além da categoria de Ciência e Pesquisa, gestoras rurais de pequenas, médias e grandes propriedades agropecuárias de todo o país têm até 31 de julho para se inscrever na categoria de Produtora Rural do Prêmio Mulheres do Agro.

    As produtoras serão reconhecidas por conduzirem suas propriedades de forma sustentável, equilibrando cuidado com a natureza e meio ambiente, responsabilidade social e boas práticas administrativas.

    Iniciada em 2018, a iniciativa da Bayer com a Abag acumula mais de 1.100 inscrições, reconhecendo 54 agropecuaristas de todas as regiões do Brasil e uma pesquisadora. Em 2023, o Prêmio Mulheres do Agro celebrou um aumento notável no interesse das mulheres em serem reconhecidas pelo seu trabalho no campo.

    Novos apoiadores institucionais

    Outra novidade da premiação é a chegada do Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS), como novo apoiador institucional, junto da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), do Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, Embrapa, Fatec Pompeia, Fealq e Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia .

    “O apoio da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável ao Prêmio Mulheres do Agro vai muito além da missão de promover a sustentabilidade na pecuária brasileira. É essencial dar voz às mulheres do campo e principalmente incluir as pequenas e médias produtoras, que muitas vezes se sentem excluídas, mas que, na verdade, desempenham um papel fundamental no agronegócio brasileiro”, celebra Ana Doralina Alves Menezes, presidente eleita da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável e GTPS.

    Para se inscrever ou indicar uma pesquisadora, acesse o site do Prêmio Mulheres do Agro.

  • Aprenda a cultivar lúpulo, planta essencial para a produção de cerveja

    Aprenda a cultivar lúpulo, planta essencial para a produção de cerveja

    O uso do lúpulo está intimamente ligado à indústria cervejeira, na qual é utilizado para conferir amargor e aroma às diferentes tipos de cervejas.

    Os compostos importantes do lúpulo são encontrados nas inflorescências de plantas femininas, chamadas de cones.

    Nesses cones são produzidas resinas peculiares ao lúpulo, que não são encontradas em nenhuma outra espécie de plantas.

    As resinas são produzidas em glândulas de lupulina presentes nos tricomas das brácteas das inflorescências.

    Inflorescências de plantas femininas possuem grande quantidade de lupulina, enquanto plantas masculinas também possuem glândulas de lupulina, mas em pequena quantidade. Por esse motivo, em plantios comerciais são utilizadas somente plantas femininas.

    A história do lúpulo no Brasil remonta à década de 1950, quando o austríaco Roland Hoblik começou a cultivar e vender cones para as cervejarias da época no município de Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha.

    A área plantada de lúpulo no Brasil é relativamente pequena, com apenas cerca de 20 hectares distribuídos em sete estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal.

    A maioria das variedades plantadas são de origem americana e alemã, como a ‘Cascade’, ‘Centennial’, ‘Fuggle’, ‘Magnum’, ‘Hallertau’, ‘Northern Brewer’ e ‘Nugget’, todas registradas no Ministério da Agricultura.

    Embora a cultura do lúpulo esteja em crescimento no Brasil, a dependência de importações permanece um desafio para o setor.

    Conheça mais sobre a cultura do lúpulo em estudo produzido pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiros da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP) – Clique aqui

  • Cuidado com o meio ambiente: programa transforma óleo usado em bicombustível

    Cuidado com o meio ambiente: programa transforma óleo usado em bicombustível

    O programa Óleo Amigo, criado pela Biopower, empresa da JBS produtora de biodiesel, cresceu quase 15% em 2023, com a coleta de 4,5 milhões de litros de óleo de cozinha usado.

    Em cerca de oito anos de existência do programa, já foram coletados mais de 26 milhões de litros de óleo, que foram transformados em biocombustível.

    Com a iniciativa, mais de 650 bilhões de litros de água foram preservados, o equivalente a 260 mil piscinas olímpicas.

    Economia circular e preservação ambiental

    A área de Novos Negócios da JBS – em que está a Biopower – tem como premissa promover a economia circular. “Acreditamos que é cada vez mais necessário deixar para trás o modelo tradicional de extrair, produzir, comprar e descartar o produto. Para se ter uma ideia, apenas um litro de óleo de cozinha é capaz de contaminar 25 mil litros de água, de acordo com a Sabesp. Por isso adotamos um modelo de reintrodução dos resíduos como matéria-prima em cadeias produtivas para a obtenção de energia com alto valor agregado”, afirma Alexandre Pereira, diretor comercial da Biopower.

    O programa Óleo Amigo atualmente tem atividades centralizadas em Lins, interior de São Paulo, e em Curitiba, capital do Paraná, mas alcança um total 87 municípios nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina, com o potencial de promover uma conscientização ambiental para mais de 10 milhões de pessoas nessas regiões.

    O projeto, que conta com o apoio das prefeituras locais em Lins e Curitiba, contribui para que o óleo usado não seja descartado de maneira incorreta em pias e no solo.

    Ao todo, mais de 550 estabelecimentos comerciais já forneceram óleo para a iniciativa.

    Coleta e análise do óleo usado

    As coletas são feitas de forma agendada, com caminhões e carros da empresa, em bares, restaurantes, escolas e outros locais geradores de óleo.

    O produto recolhido passa por análises, acompanhadas de auditores, nas quais é verificado se o óleo atende os parâmetros de acidez, impureza e umidade para a produção de biodiesel.

    Educação ambiental e conscientização

    Além das empresas que apoiam o programa, 51 escolas e instituições sociais participam ativamente de atividades para promover a conscientização e destinação correta entre seus frequentadores.

    Cada recolhimento de produto nesses espaços resulta em benfeitorias e livros para as instituições sociais e escolas.

    O Óleo Amigo considera que, por meio da educação, é possível provocar novos hábitos e atitudes sustentáveis, que, posteriormente, serão mantidas pelas novas gerações.

    Desde o início, o programa alcançou diretamente mais de 30 mil estudantes, que se tornam porta-vozes da conscientização ambiental.”Ensinamos as pessoas de maneira lúdica sobre quanto o programa pode beneficiar o meio ambiente e a sociedade.

    Por exemplo, utilizamos aquários para demonstrar como o óleo forma uma camada por cima da água que bloqueia a passagem do oxigênio, prejudicando todo o ecossistema”, conta Pereira.

    Aproveitamento integral dos resíduos

    Dentro do conceito de economia circular, a JBS aproveita 99% de cada bovino processado pela Companhia. Em aves e suínos, esse percentual é de 94%.

    Dos resíduos do processo produtivo do boi, além do biodiesel, são obtidos couro para revestimento de móveis, vestuário e acessórios, peptídeos de colágeno e gelatinas, além da fabricação de sabonetes e muitos outros produtos.