Nesta quinta-feira (6/6), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou um leilão público para adquirir 263 mil toneladas de arroz importado. A medida tomada foi para prevenir eventual alta de preços do alimento após as enchentes no Rio Grande do Sul.
As negociações começaram às 9h e terminaram por volta das 10h10.
O produto foi comprado por R$ 25 por saco, e a medida visa garantir a disponibilidade de arroz no mercado e evitar um possível aumento nos preços.
O leilão ocorreu após uma batalha judicial para impedir a compra do arroz importado. Ontem (5/6), um decisão da justiça federal suspendeu o leilão para compra das até 300 mil toneladas do grão.
No entanto, a Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu da decisão e, nesta quinta-feira, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região cassou a liminar que suspendia o leilão.
A compra do arroz importado é uma medida preventiva para evitar a escassez e o aumento dos preços do alimento em um momento crítico, após as enchentes no Rio Grande do Sul.
Os preços do boi gordo continuam a cair desde o início do ano, em um cenário de oferta excessiva e demanda fraca.
O Indicador do Boi Gordo CEPEA/B3 recuou 2% na abertura de junho, após uma queda de 3,6% no acumulado de maio, segundo dados do Cepea.
Essa tendência de baixa é atribuída à chegada do frio e à escassez de chuvas nas próximas semanas em muitas regiões pecuárias, o que acentuou as ofertas no período considerado de final de safra do boi.
Embora os pecuaristas estejam insatisfeitos com os preços, eles estão optando por liquidar os lotes de animais a pasto em peso de abate, de acordo com agentes consultados pelo Cepea.
No entanto, esses animais estão encontrando frigoríficos já bem abastecidos, o que está prolongando as escalas de entrega.
Nesse contexto, o ponto de equilíbrio entre a oferta e a demanda tem sido alcançado a preços cada vez mais baixos. A liquidez do mercado também tem recuado, segundo pesquisadores do Cepea.
Essa situação de oferta excessiva e demanda fraca pode continuar a pressionar os preços do boi gordo nos próximos meses. Sendo assim, a menos que haja um ajuste significativo na demanda ou uma melhora nas condições climáticas, os preços devem permanecer em baixa.
A Advocacia-Geral da União (AGU) vai recorrer da decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que suspendeu o leilão para compra das 300 mil toneladas de arroz importado pelo governo federal.
O leilão, que seria realizado hoje (6/6) pelo governo, foi suspenso pela Justiça Federal. A suspensão é em caráter liminar e responde a ação do Partido Novo.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) publicou o edital para a compra do arroz importado no último dia 29.
A Justiça Federal do Rio Grande do Sul já havia determinado, na terça-feira (4/6) que a União e a Conab prestassem, no prazo de 24 horas, informações sobre o certame.
Outra ação foi protocolada na segunda-feira (3/6) no STF. A autoria é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A entidade argumenta que a realização do leilão poderia desestruturar a cadeia produtiva.
Entenda a suspensão
A 4ª Vara Federal de Porto Alegre emitiu uma liminar nesta quarta-feira (5/6), suspendendo o leilão para a compra de arroz importado. Na avaliação do juiz, o leilão que estava agendado para quinta-feira (6), seria prematuro.
A indústria têxtil brasileira, a quinta maior do mundo e a quarta maior produtora de denim, tecido usado na confecção do jeans, enfrenta um desafio cada vez mais urgente: a geração de cerca de 160 mil toneladas de resíduos por ano no país. Com isso, cresce a pressão por soluções sustentáveis que reduzam o impacto ambiental sem comprometer a competitividade do setor.
Fibra biodegradável feita de algas
Para mitigar esse problema, a startup Phycolabs desenvolveu uma fibra têxtil biodegradável a partir do hidrocoloide extraído de algas marinhas vermelhas. Segundo a empresa, a inovação representa um avanço importante para reduzir o volume de descarte e ampliar a circularidade na moda.
“Estou ansiosa para ver o tecido no mercado da moda”, afirma Thamires Pontes, estilista e CEO da Phycolabs. De acordo com ela, o produto deve chegar em breve às coleções de marcas preocupadas com sustentabilidade.
A ideia surgiu após a constatação de que as algas vermelhas do tipo Rhodophyta, abundantes no litoral do Nordeste, podem gerar um material com alta performance. Além disso, essas algas capturam de cinco a vinte vezes mais carbono da atmosfera que as plantas terrestres, o que reforça o ganho ambiental da iniciativa.
Parceria e reconhecimento
A tecnologia foi desenvolvida em parceria com a Unidade Embrapii do Instituto SENAI, o que garantiu apoio técnico e estrutura laboratorial para a inovação. Graças a essa colaboração, a startup criou uma fibra biodegradável capaz de viabilizar o jeans sustentável em escala industrial.
“Já recebemos prêmios e reconhecimentos com essa iniciativa, e tudo indica que o produto é diferenciado e ecológico”, afirmam os pesquisadores Adriano Alves Passos e Igor Lopes Soares, que integram o projeto.
Economia azul
O uso de algas marinhas na indústria têxtil também se conecta à economia azul, conceito que valoriza o aproveitamento sustentável dos recursos oceânicos. Dessa forma, o projeto estimula a criação de empregos e meios de subsistência, enquanto preserva os ecossistemas marinhos. Por outro lado, o modelo ainda enfrenta desafios para escalar a produção e reduzir custos.
Substituição de materiais poluentes
Ao mesmo tempo, a nova fibra pode substituir materiais derivados do petróleo, como poliéster, nylon, acrílico e elastano — todos poluentes e de origem não renovável. Portanto, a iniciativa representa não apenas uma alternativa técnica, mas também um posicionamento ético diante da crise climática.
“Adotar uma abordagem ecológica na linha de produtos atrai consumidores conscientes e alinhados com a sustentabilidade”, afirma Thamires Pontes. Segundo ela, o futuro da moda depende de inovação com responsabilidade.
Mato Grosso do Sul é um dos estados brasileiros que mais se destacam na gestão de águas.
Com um Índice de Segurança Hídrica (ISH) extremo bom, segundo o pesquisador Danilton Luiz Flumignan, da Embrapa Agropecuária Oeste, o estado apresenta um modelo de sustentabilidade que pode ser replicado em outras regiões.
“Nosso objetivo é desenvolver tecnologias que aprimorem o uso da água, conciliando a sustentabilidade dos sistemas de produção agrícola com a proteção ambiental, mitigando a contaminação da água e preservando os ecossistemas aquáticos”, afirma Rafael Zanoni Fontes, chefe adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Agropecuária Oeste.
Divulgação – Embrapa/Saulo Coelho Nunes
Para atingir esse objetivo, a Embrapa Agropecuária Oeste realiza pesquisas em várias frentes, incluindo manejo de irrigação, adoção de práticas agrícolas conservacionistas, implementação de sistemas agroflorestais e recuperação de áreas degradadas.
“Essas iniciativas não apenas beneficiam os agricultores, garantindo a disponibilidade de água para as lavouras, mas também têm um impacto positivo na segurança alimentar e hídrica da região, contribuindo para o desenvolvimento sustentável a longo prazo”, destaca Fontes.
Divulgação – Embrapa/Rômulo Penna Scorza Júnior
Entre as pesquisas mais relevantes estão:
Irrigação: Um projeto de pesquisa está em seu terceiro ano de execução para realizar a competição de diferentes materiais de soja na safra de verão e de milho na safrinha de outubro e inverno.
“Nós estamos trabalhando com uma estratégia de manejo de irrigação que promete ser economizadora no uso da água, ou seja, ela usa em torno de 50% da água que seria utilizada numa irrigação nos métodos tradicionais recomendados. Com a pesquisa pretendemos mostrar que é possível manter o nível de água ótimo por meio da técnica de déficit hídrico controlado, em que se deixa a planta experimentar o déficit hídrico, a planta colhe os benefícios, mas sem que esse déficit cause prejuízo”, explica Danilton Luiz Flumignan.
ILP e SPD: A Embrapa Agropecuária Oeste iniciou pesquisas com Integração Lavoura-Pecuária (ILP) a partir da safra de 1995/1996, lideradas pelo pesquisador Júlio Cesar Salton e colaboradores. “A ILP permite maior infiltração da água no solo devido à presença de plantas vivas ou de palhada”, destaca Salton.
Plantas de cobertura: Pesquisas realizadas pela Embrapa Agropecuária Oeste mostram que o uso de plantas de cobertura em SPD tem um papel fundamental para o aumento do armazenamento de água no solo.
“Muitas vezes as culturas comerciais, por exemplo, soja, milho, têm um baixo potencial em produzir grande quantidade de massa, fazer cobertura do solo, produzir um volume muito grande de raízes que trazem uma série de benefícios para a qualidade do solo”, afirma Rodrigo Arroyo Garcia, que conduz experimentos com plantas de cobertura.
Qualidade da água: Outra pesquisa realizada na Embrapa Agropecuária Oeste é quanto à qualidade de águas superficiais (rios, lagos, riachos), especialmente no Rio Dourados, e possíveis impactos causados por agrotóxicos utilizados na agropecuária.
“A grande novidade do trabalho de monitoramento neste ano é que a Embrapa foi acionada para fornecer esses dados para subsidiar a reformulação de política pública”, destaca Rômulo Penna Scorza Júnior, líder do projeto.
Os preços do açúcar cristal branco encerraram o mês de maio em uma tendência de queda no mercado spot do estado de São Paulo.
De acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a oferta de açúcar tipo Icumsa 180 aumentou, contribuindo para a estabilidade no mercado durante a última semana, que foi influenciada pelo feriado de Corpus Christi na quinta-feira, 30.
Em maio, o Indicador CEPEA/ESALQ, que mede o preço do açúcar cristal branco tipo Icumsa de 30 a 180, registrou uma média de R$ 138,98 por saca de 50 kg, uma queda de 5,55% em relação ao mês anterior, abril.
Deflacionados pelo IGP-DI de abril, o indicador caiu 6,63%, interrompendo a sequência de altas observada desde o início da safra 2023/24 em comparação com os respectivos meses da temporada 2022/23.
A variação nos preços é um indicador importante para os produtores e consumidores de açúcar, pois afeta diretamente a economia e a disponibilidade do produto no mercado. Embora a oferta aumentada tenha ajudado a estabilizar o mercado, a tendência de queda nos preços pode ser um sinal de ajuste na demanda e na oferta do açúcar cristal branco no estado de São Paulo.
No estado de Alagoas, agricultores familiares estão encontrando um novo caminho para diversificar seus produtos e aumentar a renda. A solução está em receitas de abóbora e inhame, desenvolvidas por uma equipe do Laboratório de Gastronomia do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) em parceria com a Embrapa Alimentos e Territórios (AL) e apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).
Essas receitas incluem o uso da polpa, sementes, talos e até das cascas de inhame e abóbora, reduzindo o desperdício e melhorando o aproveitamento integral desses alimentos tradicionais da dieta nordestina.
Além disso, elas também incluem preparos culinários diferenciados, estimulando o aproveitamento integral das hortaliças e oferecendo mais uma oportunidade de geração de renda.
“Observamos que há outras variedades cultivadas na região. Esses frutos podem apresentar variações na sua composição não só nutricional, mas sensorial quando preparados para consumo. Assim, buscamos explorar essas características e conhecer melhor as propriedades benéficas à saúde, pois tanto o ambiente como o manejo, a coleta e o manuseio também interferem na qualidade dos produtos”, explica a pesquisadora da Embrapa Priscila Zaczuk Bassinello.
Divulgação – Embrapa
A abóbora é um produto consumido no País todo, mas no Nordeste, o consumo é diferenciado, pois compõe o cardápio do café da manhã ao jantar.
Há várias variedades comerciais sendo plantadas oriundas da seleção das sementes tradicionais, ou crioulas, que abastecem o mercado de outros estados da região.
Duas espécies se destacam: a moranga ou jerimum caboclo (Cucurbita maxima) e a abóbora ou jerimum de leite (Cucurbita moschata D.).O inhame, ou cará, é fonte de fibras e vitaminas, e é um alimento nutritivo rico em energia, fibras e uma fonte de vitaminas (A, C, E e complexo B) e de minerais, como potássio, ferro e cálcio.
Ele é um produto de fácil conservação, que pode durar até mais de 15 dias se for mantido em local fresco, seco, escuro e arejado.
Também pode ser congelado cru, fatiado ou cozido na forma de purê. “Foi um desafio gratificante fazer os testes, elaborar essas receitas e ministrar as oficinas”, diz a professora Ingrid Tavares de Lima, do Ifal. “A proposta foi diversificar ao máximo o consumo integral desses ingredientes, gerando uma nutrição mais completa e despertando o interesse dos agricultores e suas famílias por novas formas de preparo”, explica.
As receitas incluem desde empadinhas, bolinhos, pães, bolos, panquecas, biscoitos e chips de inhame e abóbora, até sucos e cremes. Com limão, maçã e gengibre, é possível fazer suco de inhame.
Divulgação – Embrapa/Elias Rodrigues
As sementes e as cascas também podem ser usadas para fazer farinha, chips e sucos, entre outros preparos.
Alagoas tem uma grande oportunidade de ampliar a sua produção de inhame para abastecer o mercado interno, que vem apresentando demanda crescente pelo produto.
Em Maceió, são comercializadas cerca de 850 toneladas de inhame por mês somente na Ceasa. Sendo que mais de 90% dos produtos comercializados no município são produzidos em outros estados.
“Nosso trabalho busca, ainda, resgatar as cultivares tradicionais de inhame barba de arame e gereba, entre outras variedades presentes na região”, conta o pesquisador da Embrapa João Gomes. “Estamos avaliando essas variedades, que são raras, para verificar se elas podem ser menos suscetíveis a doenças como a casca-preta e pinta-preta, que têm causado muitos prejuízos à cultura”, complementa.
O resgate dessas variedades tradicionais é fundamental para a manutenção da variabilidade genética e a soberania e segurança alimentar das famílias da região nordestina. Outro objetivo é incentivar o uso integral dos tubérculos a partir das variadas receitas desenvolvidas pelo Ifal, campus Marechal Deodoro.
O preço da batata tipo ágata especial no atacado paulista alcançou R$ 210,49 por saca de 25 quilos na última semana, representando um aumento de 41,07% em relação ao período anterior.
Essa valorização é atribuída às chuvas que ocorreram durante a semana, que afetaram negativamente a colheita nas regiões produtoras do Paraná, que estão no meio da temporada das secas, e também nas praças de Guarapuava (PR) e no Sul de Minas, que estão no fim da temporada das águas.
No Rio de Janeiro e em Belo Horizonte (MG), as altas foram de 35,55% e 34,56%, respectivamente, com as médias passando para R$ 203,33 por saca e R$ 193,46 por saca.
Segundo pesquisadores do Hortifrúti/Cepea, a oferta deve aumentar na próxima semana, pois não é esperado um volume significativo de chuva em nenhuma praça. Isso pode ajudar a estabilizar os preços, mas por ora, a alta da batata continua a impor-se no mercado.
A colheita da primeira e segunda safras de milho segue em andamento no Brasil, porém pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) permanecem incertos quanto à produção da segunda safra em algumas regiões, especialmente no Sul, Sudeste e partes do Centro-Oeste.
O clima ao longo de maio não amenizou a situação das lavouras nessas áreas.
Em relação aos preços, levantamentos do Cepea apontam movimentações distintas entre as praças acompanhadas, refletindo as condições de oferta e demanda locais.
Em regiões consumidoras como partes de São Paulo, os valores recuaram, principalmente devido à retração de compradores.
Pesquisadores do Cepea explicam que o que prevalece é o comprador sinalizando ter estoques e aguardando um maior volume para negociar. Do lado vendedor, a maioria analisa a situação local para disponibilizar novos lotes.
A segunda safra de milho, também conhecida como “safrinha”, tem ganhado cada vez mais importância no Brasil, superando a produção da primeira safra a partir de 2011-2012.
A diferença entre os preços dos ovos brancos e vermelhos alcançou um recorde, em Santa Maria de Jetibá (ES), no mês de maio.
De acordo com o levantamento do Cepea, a diferença média entre os preços dos ovos tipo extra brancos e vermelhos comercializados na região foi de R$ 36,61 por caixa de 30 dúzias, a maior da série histórica iniciada em 2019.
A valorização do ovo vermelho, impulsionada pela demanda interna desde fevereiro, foi destacada como o principal motivo desse cenário.
A retomada das aulas escolares e o início da Quaresma contribuíram para esse aumento.
No entanto, na semana passada, os valores médios dos ovos caíram com força, devido à redução típica da procura no final do mês.
A expectativa é que a demanda seja impulsionada nos próximos dias com o clima mais frio e a virada do mês.
A oferta, de acordo com o Cepea, permanece controlada.