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  • Turismo brasileiro bate recorde histórico e movimenta R$ 90,4 bilhões em 2025

    Turismo brasileiro bate recorde histórico e movimenta R$ 90,4 bilhões em 2025

    O turismo brasileiro vive seu melhor momento da década, estabelecendo um novo marco histórico em 2025. Dados divulgados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), baseados em levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que o setor movimentou impressionantes R$ 90,4 bilhões entre janeiro e maio deste ano.

    O crescimento de 7% em relação ao mesmo período dos anos anteriores representa o maior valor registrado desde o início da série histórica em 2012, consolidando a recuperação e expansão do turismo nacional pós-pandemia.

    Maio registra alta de 8% e impulsiona setor

    Apenas no mês de maio de 2025, o turismo brasileiro gerou R$ 17 bilhões em receita, representando um crescimento de 8% comparado ao mesmo período de 2024. Estes números demonstram a consistência do crescimento e o potencial de sustentabilidade da expansão turística no país.

    Transporte aéreo lidera segmentos em crescimento

    A análise setorial revela que todos os segmentos avaliados apresentaram resultados positivos, com destaque especial para três áreas principais:

    • Transporte aéreo: R$ 4,3 bilhões em movimentação
    • Alojamento: R$ 1,9 bilhão em receita
    • Agências de viagens e operadoras: R$ 1,3 bilhão

    O setor de atividades culturais, recreativas e esportivas também registrou crescimento significativo de 3%, evidenciando a diversificação da oferta turística brasileira.

    Ecoturismo e pesca esportiva: motores da economia turística

    Um dos destaques do crescimento turístico brasileiro está no ecoturismo, especialmente na modalidade de pesca esportiva. Segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o ecoturismo – definido como turismo de natureza – representa aproximadamente 60% do faturamento total do turismo no Brasil.

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    A pesca esportiva tem se mostrado particularmente estratégica para o desenvolvimento econômico regional. Um pescador esportivo típico utiliza transporte aéreo para deslocamento, contrata serviços de hospedagem e consome produtos e serviços locais nas regiões de pesca, contribuindo simultaneamente para os três segmentos de maior destaque do turismo nacional.

    Tendência mundial impulsiona turismo de bem-estar

    O crescimento do turismo brasileiro alinha-se com uma tendência global identificada pelo Global Wellness Institute (GWI). Segundo projeções da organização internacional, o turismo de bem-estar e conexão com a natureza deve movimentar US$ 1,3 trilhão em todo o mundo até o final de 2025.

    Esta tendência reflete uma mudança comportamental significativa dos viajantes, que buscam cada vez mais experiências relacionadas à longevidade, saúde integral e reconexão com a natureza. O movimento representa uma transição para um estilo de vida mais tranquilo, saudável e ambientalmente consciente.

    Perspectivas para o segundo semestre

    Com os resultados excepcionais do primeiro semestre de 2025, o setor turístico brasileiro demonstra forte potencial de manutenção do crescimento. A combinação entre a recuperação do turismo doméstico, o aumento do turismo internacional e o fortalecimento de segmentos específicos como o ecoturismo posiciona o Brasil como destino competitivo no cenário mundial.

    Os dados da FecomercioSP indicam que o país está no caminho certo para superar todas as expectativas de receita turística para 2025. Consolidando o turismo como um dos principais pilares da economia brasileira.

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  • Pesca esportiva movimenta bilhões nos EUA e no Brasil

    Pesca esportiva movimenta bilhões nos EUA e no Brasil

    A pesca esportiva transcende o conceito de simples passatempo recreativo. Ela representa uma força econômica colossal que movimenta cifras impressionantes globalmente, rivalizando com grandes corporações e até mesmo com o Produto Interno Bruto de nações inteiras.

    Segundo o mais recente relatório da American Sportfishing Association (ASA), a pesca esportiva contribui com mais de US$ 230,5 bilhões para a economia americana anualmente e sustenta 1,1 milhão de empregos em todo o país. Esses números colocam o setor em uma posição privilegiada no cenário econômico mundial.

    Reprodução: Redes Sociais

    Para compreender a magnitude desse impacto econômico, algumas comparações ilustram perfeitamente a relevância do setor:

    • Superioridade corporativa: o valor movimentado pela pesca esportiva americana supera o valor de mercado da Disney (US$ 219 a 224 bilhões), demonstrando que a conexão entre natureza e economia pode ser mais poderosa que o entretenimento tradicional.
    • Rivalidade tecnológica: os números também ultrapassam a receita da Apple com vendas de iPhones (US$ 201,2 bilhões em 2024), evidenciando que a pesca esportiva compete diretamente com gigantes tecnológicos.
    • Supremacia no entretenimento: a atividade movimenta mais recursos que toda a indústria televisiva americana (US$ 225,6 bilhões) e quatro vezes mais que a soma das principais ligas esportivas dos EUA — NBA, NFL, MLB e NHL (US$ 52,6 bilhões).
    • Comparação internacional: o valor supera o PIB de países como Hungria, Catar, Ucrânia, Uruguai e Paraguai, posicionando a pesca esportiva americana como uma “economia nacional” independente.

    Brasil: potência mundial em ascensão

    O Brasil não fica atrás nessa corrida econômica. A pesca esportiva brasileira atinge números impressionantes, movimentando mais de R$ 17 bilhões e gerando mais de 270 mil empregos diretos. Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura, a atividade movimenta aproximadamente 2 bilhões de dólares por ano e gera cerca de 200 mil empregos no Brasil.

    Com 8.500 quilômetros de litoral e 35.000 quilômetros de vias navegáveis internas, o Brasil oferece opções de Norte a Sul para a prática do esporte, consolidando-se como destino preferencial mundial para a modalidade pesque e solte.

    Foto: Pesca 360

    Destaque regional: No Amazonas especificamente, a pesca esportiva movimenta cerca de R$ 500 milhões em receita direta e indireta, com destinos como o Pantanal, o rio Araguaia e o Vale da Serra da Mesa entre os mais reconhecidos.

    Crescimento sustentado e potencial inexplorado

    O Brasil possui cerca de 6 milhões de praticantes da pesca esportiva, sendo apenas 500 mil regulamentados com licenças. Essa disparidade revela um potencial gigantesco ainda inexplorado no mercado brasileiro.

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    Dados históricos mostram a trajetória ascendente do setor. Em 2013, o mercado movimentava cerca de R$ 1 bilhão e crescia aproximadamente 30% nos últimos anos. Em uma década, o número de praticantes quase dobrou, passando de 4 milhões para 7,8 milhões.

    Diferencial competitivo único

    A pesca esportiva apresenta características únicas no cenário econômico mundial. Diferentemente de outros segmentos bilionários, ela opera sem estádios, bilheteria ou mensalidades. A atividade acontece em rios, lagos e mares, conectando diretamente natureza, lazer e economia de forma sustentável.

    Esse modelo econômico inovador transforma recursos naturais em motores de desenvolvimento econômico, gerando empregos em comunidades ribeirinhas, impulsionando o turismo regional e promovendo a conservação ambiental através da prática do pesque e solte.

    O turismo de pesca esportiva movimenta globalmente cerca de US$ 200 bilhões, indicando que os números tendem a crescer exponencialmente quando consideramos todos os países praticantes.

    Força feminina

    E não são só os homens. Cada vez mais mulheres deixam de ser meras acompanhantes para assumir o protagonismo na atividade, controlando a isca, o anzol e até o motor das embarcações com a mesma habilidade e paixão que os homens.

    Erivânia com sua cachara durante pescaria.

    Esse crescimento do público feminino na pesca esportiva reflete uma mudança cultural importante. Mulheres que antes acompanhavam familiares ou amigos sem grande interesse começaram a se envolver ativamente, tornando-se pescadoras dedicadas e entusiastas do esporte. Hoje, elas não apenas participam, mas também lideram expedições, competições e comunidades especializadas. E se divertem muito.

    O impacto desse fenômeno pode ser visto em redes sociais e comunidades online. Por exemplo, a conta @girlsfishing.oficial já reúne mais de 100 mil pescadoras, número que cresce constantemente, mostrando a força e o engajamento das mulheres nesse segmento. Essas plataformas promovem troca de experiências, dicas técnicas, e fortalecem a representatividade feminina na pesca esportiva.

    Só vantagens

    Além do aspecto esportivo, a pescaria oferece benefícios como contato com a natureza, relaxamento, desenvolvimento de habilidades técnicas e fortalecimento de laços sociais. Para muitas mulheres, o esporte também representa uma forma de empoderamento, autonomia e quebra de estereótipos de gênero.

    O Brasil, reconhecido mundialmente como o melhor destino para pesca esportiva, possui condições privilegiadas para expandir ainda mais sua participação nesse mercado bilionário. A combinação de biodiversidade aquática única, extensão territorial continental e crescente consciência ambiental cria o cenário perfeito para consolidar a liderança brasileira no setor.

    A pesca esportiva continua provando que é muito mais que lazer. É um verdadeiro motor econômico sustentável que conecta conservação ambiental, desenvolvimento regional e geração de renda. Estabelecendo-se como força econômica permanente no cenário mundial.

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  • Parque Nacional Serra da Capivara bate recorde de visitantes em julho de 2025

    Parque Nacional Serra da Capivara bate recorde de visitantes em julho de 2025

    O Parque Nacional Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato (PI), registrou recorde de visitação em julho de 2025. O parque recebeu 7.853 turistas, superando os 6.597 visitantes do mesmo mês em 2024. O crescimento de 19% reforça a relevância cultural e turística da área.

    Localizado no sul do Piauí, o parque abriga o maior conjunto de sítios arqueológicos das Américas. A Unesco reconhece a área como Patrimônio Mundial da Humanidade. Esses números confirmam a Serra da Capivara como um destino privilegiado no turismo histórico e ecológico do Brasil.

    Para o secretário estadual do Turismo, Daniel Oliveira, os resultados refletem um trabalho constante. Ele destaca que políticas públicas bem planejadas, investimentos em infraestrutura e campanhas de divulgação aumentam o interesse pelo parque. “Estamos comprometidos em ampliar o acesso à riqueza histórica e natural da Serra da Capivara”, afirmou.

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    O bom desempenho estimula ainda mais o turismo na região. Projetos para melhorar o acesso, eventos regionais e o fortalecimento de parcerias com o setor privado ajudam a manter o crescimento. A expectativa é que o fluxo de visitantes continue em alta nos próximos meses.

    Sítio arqueológico

    O Parque Nacional Serra da Capivara, situado em São Raimundo Nonato, no sul do Piauí, é um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil e do mundo. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade, o parque abriga o maior conjunto de sítios pré-históricos das Américas, com pinturas rupestres que revelam as primeiras manifestações culturais da região.

    Foto: Ascom Setur

    Além da riqueza arqueológica, o parque possui uma biodiversidade única e paisagens naturais impressionantes, que atraem turistas interessados não só na história, mas também no ecoturismo. Recentemente, o parque atingiu um recorde de visitantes, com mais de 7,8 mil pessoas em julho de 2025, mostrando seu crescente destaque como destino turístico.

    O parque contribui para a preservação da cultura ancestral e da natureza local, ao mesmo tempo em que fortalece a economia regional por meio do turismo sustentável. Investimentos em infraestrutura e parcerias estratégicas têm ampliado o acesso e melhorado a experiência dos turistas, garantindo a valorização e a conservação desse patrimônio histórico e ambiental.

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  • Turismo rural incrementa a renda dos produtores

    Turismo rural incrementa a renda dos produtores

    O turismo rural no Alto Vale do Itajaí está revolucionando a vida de agricultores familiares. Com apoio da Epagri, produtores transformam suas propriedades em destinos turísticos, gerando renda extra e valorizando a cultura local. A região já conta com 59 empreendimentos na rota Caminhos do Campo, programa que atrai visitantes em busca de experiências autênticas no campo.

    O 3° Encontro de Turismo da Agricultura Familiar (Etraf), realizado em maio em Agrolândia, reuniu 110 agricultoras. O evento superou as expectativas, mostrando o crescente interesse pelo turismo rural.

    “O limite era 100 vagas, mas o sucesso da rota Caminhos do Campo motivou mais produtoras a participar”, afirma Katiucia Visenteiner, extensionista da Epagri. Ela destaca que as mulheres são as principais incentivadoras da mudança nas propriedades.

    Histórias de sucesso: do cultivo à hospedagem

    Um dos destaques é Fernanda Vanzuita, de Ibirama. Antes funcionária urbana, ela e o marido, Aristeu, decidiram investir no Chalé Rústico Encanto, uma hospedagem temática para casais.

    “Trabalhar com a natureza é desafiador, mas compensador. Hoje, até em dias úteis temos hóspedes”, comemora Fernanda, que deixou um emprego de 25 anos para se dedicar ao negócio.

    O chalé oferece:

    • Pacotes personalizados (noivado, lua de mel)
    • Passeios de bicicleta vintage
    • Noites com fogueira e vinhos
    • Banheiras com sais aromáticos

    A estratégia deu certo: o empreendimento entrou para a rota Caminhos do Campo em 2024 e já planeja expansão.

    Lei Geral do Turismo impulsiona o setor

    Uma mudança recente na Lei Geral do Turismo reconhece produtores rurais como prestadores de serviços turísticos. A medida facilita a formalização e acesso a crédito, impulsionando negócios como os da rota Caminhos do Campo.

    “Essa atualização é um avanço. Agora, o agricultor pode diversificar renda sem perder benefícios da agricultura familiar”, explica Pedro Rigo, superintendente do Sebrae/ES.

    Apesar do crescimento, o turismo rural ainda enfrenta obstáculos:

    • Burocracia na legalização (pode levar de 3 meses a 1 ano)
    • Falta de infraestrutura em algumas propriedades
    • Necessidade de capacitação em gestão e marketing
    • Para superar essas barreiras, a Epagri e a Amavi oferecem cursos em:
    • Gastronomia rural
    • Gestão de hospedagem
    • Normas sanitárias

    Futuro promissor: selo sustentável e expansão

    A Amavi lançou o Selo Caminhos Sustentáveis, que classifica propriedades em ouro, prata ou bronze conforme práticas ambientais e sociais. A meta é expandir a rota para mais municípios em 2025.

    “Queremos qualificar ainda mais o turismo rural, gerando renda e preservando a cultura local”, diz Fabiana Dickmann, assessora da Amavi.

    O turismo rural no Alto Vale do Itajaí prova que é possível unir tradição e inovação. Com políticas públicas, capacitação e histórias inspiradoras como a de Fernanda, a região se consolida como um destino que valoriza o campo e seus protagonistas.

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  • Fazenda Bananal: conheça uma opção de turismo na Mata Atlântica

    Fazenda Bananal: conheça uma opção de turismo na Mata Atlântica

    Localizada em Paraty, Rio de Janeiro, a Fazenda Bananal é um exemplo inspirador de como turismo, educação ambiental e sustentabilidade podem se integrar para promover a conservação da Mata Atlântica e o desenvolvimento local. Com 180 hectares, sendo 70% de mata preservada, a fazenda histórica do século XVII foi restaurada e transformada em um polo de agroturismo e educação socioambiental. Ela oferece experiências imersivas que conectam visitantes à natureza, cultura e gastronomia da região.

    A visita proporciona uma vivência única em meio à Mata Atlântica. São trilhas educativas, hortas agroflorestais que ocupam mais de 16 hectares e espaços de observação da biodiversidade local. O visitante pode explorar sistemas agroflorestais (SAFs), participar de oficinas temáticas e desfrutar do contato direto com a flora e fauna preservadas, promovendo uma conexão profunda com o meio ambiente.

    Além disso, o casarão histórico do século XIX abriga exposições sobre a biodiversidade e cultura local, enquanto o Parque Naturalizado, espaço interativo para crianças, estimula o aprendizado por meio do brincar com elementos naturais.

    Educação ambiental para todas as idades

    A fazenda recebe escolas e grupos para atividades práticas como compostagem, reciclagem, cultivo orgânico e trilhas com interpretação ambiental. Essa abordagem transforma o local em um laboratório a céu aberto, onde diferentes públicos vivenciam na prática os princípios da agroecologia, compreendem os desafios ambientais e se sensibilizam para as soluções sustentáveis.

    O restaurante da Fazenda Bananal destaca-se pela culinária que valoriza ingredientes orgânicos cultivados localmente, com cardápios sazonais inspirados na biodiversidade da Mata Atlântica. A cafeteria oferece lanches artesanais, e a Feira Bananal, realizada mensalmente, comercializa produtos como chocolates, compotas e geleias. Os produtos são produzidos na própria fazenda e por parceiros locais, fortalecendo a economia criativa da região.

    Originalmente a Fazenda Bananal era uma importante produtora de cana, café e banana durante o período colonial. Porém, hoje ela ressignifica sua história ao promover a regeneração ambiental e a educação para a sustentabilidade. Restaurada pelo Grupo OCanto, a propriedade alia preservação do patrimônio histórico, com o casarão restaurado segundo critérios do IPHAN, à conservação da natureza.

    A Fazenda Bananal oferece uma programação cultural diversificada, incluindo exposições, oficinas de arte e natureza, e observação de aves, sempre com foco na valorização da cultura local e da biodiversidade. A equipe atualiza as atividades todos os meses, oferecendo experiências únicas que acompanham a programação cultural de Paraty.

    Informações para visitação

    Aberta de terça a domingo, das 9h às 17h, com última entrada às 16h, a Fazenda Bananal cobra ingresso para as “Experiências Bananal”. São (R$ 60 inteira e R$ 30 meia), que dão acesso a todas as atividades guiadas e autoguiadas. O espaço é ideal para quem busca um dia de contato profundo com a natureza, cultura e gastronomia da Mata Atlântica.

    Para mais informações e programação atualizada, visite o site oficial da Fazenda Bananal e acompanhe o perfil no Instagram @fazendabananal.

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  • Governo de Rondônia inicia colheita do café em São Miguel do Guaporé

    Governo de Rondônia inicia colheita do café em São Miguel do Guaporé

    O Governo de Rondônia marcou o início oficial da colheita do Café Robustas Amazônicos em São Miguel do Guaporé, durante cerimônia realizada em 17 de maio na propriedade do produtor Ezequiel Fabian, na Linha 102, Km 5 sul. O evento, organizado pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) e pela Emater/RO, reuniu representantes de instituições públicas e privadas do setor cafeeiro.

    São Miguel do Guaporé possui a maior área de café plantada em Rondônia, com 9.198 hectares. E alcança uma produção média anual de 49.646 toneladas, consolidando-se como referência estadual na cafeicultura. O município destaca-se pela adoção de práticas inovadoras e sustentáveis, impulsionando a economia local e gerando emprego e renda para centenas de famílias.

    Reconhecimento ao trabalho dos cafeicultores

    O dia 14 de maio, instituído pela Lei n° 5.961, marca o início oficial da colheita da safra de café em Rondônia, valorizando o esforço dos produtores que fortalecem a economia regional com inovação e sustentabilidade. O setor envolve mais de 20 mil famílias e posiciona Rondônia como maior produtor de café da região Norte e quinto maior do Brasil.

    A primeira-dama e secretária de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social, Luana Rocha, destacou o papel estratégico da cafeicultura no desenvolvimento de Rondônia. O governo investe em programas como Plante Mais, Concurso de Qualidade e Produtividade do Café (ConCafé), Feira Robustas Amazônico e incentiva o uso de tecnologia e assistência técnica para aumentar a produtividade e a qualidade do café local.

    O secretário de Estado da Agricultura, Luiz Paulo, reforçou o compromisso do governo em apoiar os produtores com políticas públicas eficazes, promovendo o desenvolvimento rural e ampliando a presença do café rondoniense nos mercados nacional e internacional.

    Produtividade e inovação no campo

    O produtor Ezequiel Fabian, anfitrião da cerimônia, cultiva café clonal desde 2013 e mantém uma média de 109 sacas por hectare. Ele investe em pesquisa, em parceria com a Embrapa, avaliando 64 clones de café para aprimorar a cultura no estado. Sua propriedade simboliza a união entre tradição familiar, inovação e sustentabilidade, pilares da cafeicultura rondoniense.

    Rondônia cultiva mais de 49 mil hectares de café robusta, com produção anual superior a 3 milhões de sacas. Em 2024, o estado exportou 35 mil toneladas do grão para países como Vietnã, Bélgica, Rússia, Alemanha e Estados Unidos, arrecadando mais de US$ 130 milhões. Esses números consolidam Rondônia como destaque no cenário nacional e internacional do café.

    Turismo e valorização da cafeicultura

    A Rota Turística do Café agrega valor à cadeia produtiva, fortalece o turismo rural e promove a cultura cafeeira nos principais polos produtores do estado.

    Fotos: Ésio Mendes/Secom RO

    O Governo de Rondônia mantém o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a valorização dos produtores. O objetivo é tornar o café rondoniense referência de qualidade no Brasil e no mundo.

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  • Artigo: a importância do agroturismo na América do Sul

    Artigo: a importância do agroturismo na América do Sul

    O agroturismo é uma modalidade de turismo rural que oferece aos viajantes a oportunidade de vivenciar o dia a dia das atividades agrícolas e pecuárias. Esse braço do turismo geralmente acontece em propriedades rurais, estâncias e fazendas, onde os turistas podem participar de atividades como ordenha de vacas, colheita de frutas, produção e degustação de queijos e vinhos, cavalgadas, trilhas ecológicas e outras experiências ligadas ao campo.

    A modalidade é muito importante por ser uma fonte de renda complementar para pequenos e médios produtores rurais. Além de valorizar a cultura local, preservar o meio ambiente e promover a gastronomia regional. No Brasil, essa prática é bastante comum em estados como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarin. Onde existe uma forte tradição agropecuária e também produção de alimentos artesanais.

    Principais países do Agroturismo na América do Sul

    O agroturismo é um setor promissor em alguns países da América do Sul. Entre os principais países que se destacam nessa modalidade do turismo, estão a Argentina e o Peru com uma forte tradição agrícola, além de paisagens propícias para essa atividade.

    Foto: Divlugação Giulia Sampgona/Fischer

    A Argentina tem um dos setores do agroturismo mais desenvolvidos da América do Sul, impulsionado principalmente pela viticultura (enoturismo) e pela pecuária. As principais regiões com atividades turísticas nessa modalidade, são: Mendonza e San Juan, duas referências no turismo do vinho, com vinícolas abertas para visitação com degustações em fazendas.

    Na Argentina também é importante destacar que a Patagônia tem uma ligação com a criação de ovelhas e com a produção de laticínios artesanais. Já a região dos Pampas é conhecida por estâncias (fazendas tradicionais) que oferecem experiências ligadas à cultura dos gaúchos argentinos, com passeios a cavalo e assados típicos da região.

    Peru

    O Peru é outro país da América do Sul com tradição nessa modalidade do turismo. O país tem um grande potencial devido à sua agricultura diversificada e riqueza cultural. O Vale Sagrado dos Incas em Cusco conta com comunidades locais que oferecem experiências de plantio e colheita de milho e batata, além de oficinas de tecidos artesanais. Outro destaque é a região de Arequipa que é voltada para o turismo rural em fazendas produtoras de alpaca e laticínios. Além disso, o Peru também tem incentivado o turismo comunitário, onde famílias camponesas recebem turistas para vivências agrícolas no Lago Titicaca.

    O que é mais interessante nessa modalidade do turismo é a valorização da cultura local, algo que atrai turistas nacionais e estrangeiros. Tanto a Argentina quanto o Peru contam com um mercado em constante crescimento no agroturismo, impulsionado pela demanda dos turistas por experiências autênticas para aproveitar a viagem de uma maneira muito diferenciada e única.

    Giulia Sampgona

    *Giulia Sampgona, Escritora e Especialista em Viagens 

    Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente a opinião do Agro em Campo e de seus editores.

     

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  • Turismo rural: uma alternativa para diversificar atividades no campo

    Turismo rural: uma alternativa para diversificar atividades no campo

    O Campo das Vertentes, região conhecida por suas ricas tradições culturais e históricas em Minas Gerais, está se destacando como um destino promissor para o turismo rural. Com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), os produtores familiares estão descobrindo o potencial turístico de suas propriedades, oferecendo experiências únicas que combinam cultura, natureza e produção agropecuária.

    O turismo rural na região ainda está em seus primeiros passos, mas já apresenta um grande potencial de crescimento. A Emater-MG auxilia 56 produtores que desenvolvem atividades turísticas em suas propriedades, promovendo o associativismo, agroindústrias e o acesso ao crédito rural. Além disso, a empresa cria roteiros e experiências diferenciadas em parceria com os circuitos turísticos locais, fortalecendo a identidade cultural e a atratividade da região.

    “O turismo rural é uma oportunidade crescente para a diversificação das atividades produtivas e para o fortalecimento da economia local”, afirma Odair José Gerônimo, gerente regional da Emater-MG. No entanto, os desafios são constantes, pois as demandas dos turistas estão em constante evolução, exigindo atualização permanente dos serviços oferecidos.

    Experiências turísticas

    No Campo das Vertentes, os turistas podem desfrutar de experiências como a produção de queijos artesanais, visitas a queijarias, e imersão no mundo do café. O Sítio Água do Pote, em Prados, é um exemplo, onde os visitantes participam das experiências “Viola Matuta” e “Vem com Nóis Matutar”, proporcionando uma conversa agradável sobre a vida na região e a produção de queijo artesanal.

    A Queijaria Tarôco, em São João del-Rei, oferece visitas guiadas, enquanto a Fazenda Serrinha, em São Tiago, promove o Tratour Gastronômico, focado no café. A Fazenda Saudade, em Ibertioga, propõe uma vivência autêntica da vida no campo, com passeios a cavalo e produção de queijos e doces.

    Potencial de crescimento

    Com a combinação de patrimônio cultural, produção agropecuária e paisagens naturais, o Campo das Vertentes tem um significativo potencial de crescimento no turismo rural. A Emater-MG trabalha na capacitação dos produtores para desenvolver experiências inovadoras, regularização das atividades e incentivo a práticas sustentáveis.

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  • Turistas registram sucuri gigante em cachoeira

    Turistas registram sucuri gigante em cachoeira

    Um vídeo gravado por turistas em Jardim, cidade localizada no sul de Mato Grosso do Sul, está chamando atenção nas redes sociais ao mostrar uma sucuri deslizando calmamente pelas águas de uma cachoeira. O registro, compartilhado pelo perfil Dicas de Mochileiros no Instagram, já acumula milhares de visualizações e reações, destacando a riqueza da biodiversidade local.

    A cena foi capturada em uma das quedas d’água da região, conhecida por atrair aventureiros em busca de paisagens intocadas. Nas imagens, a sucuri – uma das maiores serpentes do mundo – aparece em movimento harmonioso, despertando curiosidade sobre a coexistência entre a fauna silvestre e os pontos turísticos. Especialistas já destacaram em publicações anteriores que avistamentos como esse reforçam a importância da preservação ambiental em áreas de ecoturismo.

    Jardim: paraíso natural no coração do Pantanal

    A cidade de Jardim, a 240 km de Campo Grande, é um dos destinos mais procurados por quem busca conexão com a natureza. Além de abrigar cachoeiras cristalinas, a região faz parte do circuito do Bonito, famoso por rios de águas transparentes, grutas e mergulhos em meio à vida aquática. A Boca da Onça, considerada a maior cachoeira de Mato Grosso do Sul, é um dos cartões-postais locais, frequentemente associada a roteiros de aventura e observação de fauna.

    Jardim, distante apenas 50 km de Bonito, integra o complexo turístico da Serra da Bodoquena. A cidade, fundada em 1946, possui uma área de 2.201,5 km² e aproximadamente 26 mil habitantes, oferece uma variedade de atrativos naturais. A zona rural de Jardim se destaca por suas paisagens preservadas e atividades de ecoturismo.

    A proximidade de Bonito faz com que muitas atrações atribuídas à cidade vizinha estejam, na verdade, localizadas em Jardim. Entre os destaques, estão o Recanto Ecológico Rio da Prata, onde se realiza um famoso passeio de flutuação em águas cristalinas, e a Lagoa Misteriosa, conhecida por suas águas de profundidade desconhecida.

    Além das flutuações, os visitantes podem desfrutar do Balneário Jardim Ecopark, com áreas para banho, prática de esportes e lazer, e do Buraco das Araras, uma formação geológica que abriga diversas aves. As águas da região são tão transparentes que permitem observar a vida subaquática sem equipamentos especiais.

    O vídeo da sucuri ressalta ainda o potencial de Jardim como laboratório vivo para estudos biológicos e turismo sustentável. Autoridades locais já destacaram em materiais promocionais que a cidade investe em infraestrutura para receber visitantes sem comprometer os ecossistemas, seguindo normas rígidas de conservação.

    Impacto nas redes e dicas para visitantes

    O perfil Dicas de Mochileiros, que compartilhou o vídeo, é conhecido por divulgar rotas off-road e experiências autênticas em destinos pouco explorados. Seguidores comentaram sobre a “grandiosidade da natureza” e a “importância de respeitar os animais em seu habitat”. Para quem planeja visitar a região, recomenda-se contratar guias credenciados, evitar interferências na vida selvagem e seguir normas de segurança estabelecidas pelos parques.

    Enquanto o registro da sucuri segue viralizando, Jardim consolida sua imagem como um santuário ecológico, onde a aventura e a conservação caminham lado a lado. Uma prova de que, mesmo em meio ao crescimento do turismo, a natureza ainda surpreende com seus espetáculos invisíveis.

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    Fazendeiro é proibido de cobrar pedágio na Chapada dos Veadeiros

    A Justiça determinou que um fazendeiro na Chapada dos Veadeiros interrompa a cobrança de pedágio para o acesso a áreas de cachoeiras. A área fica no território de Cavalcante, entre o nordeste de Goiás e o Tocantins.

    A decisão, proferida em resposta a uma ação civil pública, visa garantir que turistas possam explorar livremente as belezas naturais da região, sem custos adicionais que inviabilizem a visitação.

    O fazendeiro havia iniciado a exigência de uma taxa em junho de 2024, cobrando R$ 20 por veículo que transitasse pela estrada que leva às cachoeiras do Complexo Águas Lindas e Canjica.

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    Foto: Divulgação – Complexo das Águas Lindas

    No entanto, a Justiça considerou essa cobrança ilegal, uma vez que as estradas que conduzem às cachoeiras são públicas e devem ser acessíveis a todos. A decisão reflete uma preocupação crescente com práticas que podem restringir o turismo e o direito de acesso à natureza.

    Além disso, a medida busca preservar o caráter democrático do turismo na Chapada dos Veadeiros, proibindo o pedágio ilegal. A região é um dos destinos mais apreciados do Brasil por suas paisagens exuberantes e biodiversidade.

    A expectativa é que essa determinação não apenas beneficie os turistas, mas também promova um fluxo mais sustentável de visitantes, sem barreiras financeiras.

    Foto: Divulgação – Complexo das Águas Lindas

    Com essa decisão judicial, portanto, espera-se que o turismo na região se mantenha acessível e que iniciativas futuras sejam mais transparentes e respeitem os direitos dos visitantes. O caso destaca a importância do equilíbrio entre exploração econômica e preservação ambiental em áreas turísticas.