A indústria do turismo no Piauí vive um momento de aceleração e gerou 83% mais empregos diretos entre 2022 e 2025. Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o setor saltou de 12.490 para 22.905 vagas no período. O resultado consolida o turismo como um dos motores da economia estadual, impulsionado por investimentos públicos em infraestrutura e acesso aos destinos.
O crescimento do emprego acompanha a melhoria na infraestrutura e o aumento no fluxo de visitantes. Entre 2022 e 2025, o número de passageiros em voos diretos regulares cresceu cerca de 17%, com os aeroportos de Teresina, Parnaíba e São Raimundo Nonato puxando a alta. Em 2025, 553.352 pessoas passaram pelos terminais, o que integra o Piauí às principais rotas turísticas do país.
O governo estadual revitalizou 22 pontos turísticos em 18 municípios, com investimento de R$ 61,7 milhões. As obras modernizaram áreas históricas, culturais e ambientais, ampliando a capacidade de atendimento e melhorando a experiência dos visitantes. A economia criativa também avança: 601 artesãos se integraram aos polos turísticos entre 2023 e 2025, unindo produção local e mercado.
A qualificação profissional acompanhou a expansão. O número de trabalhadores formados para atuar na cadeia do turismo cresceu mais de 400% no período, com cursos focados em atendimento e serviços. O governador Rafael Fonteles destaca a estratégia: “Acreditamos que a economia criativa é um dos principais polos do potencial de desenvolvimento do Estado. O futuro passa pela economia criativa e pela tecnologia. Precisamos desenvolver e incentivar essas atividades.”
Aeroporto de Parnaíba. Foto: Gabriel Paulino
Os números de visitação confirmam a tendência de alta. Em 2023, o estado recebeu 666.868 turistas; em 2024, 703.078; e, até 2025, 520.519, mantendo uma média de expansão anual de 16,7%. As visitações aos principais atrativos saltaram de 630.854 para 833.186 no mesmo período, um aumento de 32%.
Dados por Polo Turístico:
Polo Costa do Delta: os visitações cresceram 28% entre 2024 e 2025, passando de 419.677 para 535.548, com alta de 14% no turismo internacional.
Polo das Origens: o número de visitas subiu 24%, de 83.081 para 103.195, com aumento de 32% no público estrangeiro.
Polo Teresina: o Bioparque Zoobotânico impulsionou o polo, que registrou salto de 200.954 para 252.994 visitas, um crescimento de 22%.
O Parque Nacional da Serra da Capivara, um dos destinos mais emblemáticos do turismo histórico e ecológico do Brasil, registrou aumento expressivo no número de visitantes em janeiro de 2026. Segundo dados dos sistemas oficiais de monitoramento, o local recebeu 5.908 visitas, contra 4.136 no mesmo mês do ano passado — uma alta de 42,8%.
O crescimento indica o fortalecimento da visitação organizada e responsável, alinhada às diretrizes de conservação ambiental, pesquisa científica e turismo sustentável. As visitas ao parque são regulamentadas e realizadas com o acompanhamento de condutores credenciados, assegurando a proteção dos sítios arqueológicos e dos ecossistemas da Caatinga.
Patrimônio mundial e referência arqueológica
Reconhecido pela Unesco desde 1991 como Patrimônio Cultural da Humanidade, o Parque Nacional da Serra da Capivara abriga a maior concentração de sítios de arte rupestre das Américas. Com registros que ajudam a compreender a origem e presença mais antiga do ser humano no continente.
Com mais de 129 mil hectares de área protegida e 1.200 sítios arqueológicos catalogados, muitos abertos à visitação, a unidade se destaca como um importante polo de pesquisa científica e conservação ambiental. Além de preservar o acervo pré-histórico, protege espécies raras da fauna e flora típicas da Caatinga, reforçando seu valor ecológico e cultural.
Turismo sustentável e impacto regional
Para o secretário de Estado do Turismo, Daniel Oliveira, o aumento da visitação confirma o papel estratégico do parque no desenvolvimento do turismo sustentável do Piauí.
“A Serra da Capivara é um patrimônio da humanidade e um orgulho para todos os piauienses. O crescimento no número de visitantes mostra que estamos no caminho certo ao promover o turismo responsável. Portanto, valorizando nossa história, a ciência e a conservação ambiental, ao mesmo tempo em que geramos oportunidades para as comunidades do entorno”, afirmou.
As dunas, lagoas cristalinas e rios dos Lençóis Maranhenses encantam viajantes brasileiros e estrangeiros há décadas. A partir de 2026, uma empresa de turismo sustentável lança uma nova expedição que democratiza o acesso a um dos destinos naturais mais emblemáticos do país. O roteiro une experiências de imersão cultural e contato com a natureza, garantindo segurança, conforto e interação responsável com as comunidades locais.
Foto: Divulgação Vivalá
Especialistas desenvolveram o itinerário para atender diferentes perfis de viajantes. A proposta oferece esforço físico leve e hospedagens aconchegantes, permitindo que famílias com crianças, pessoas sem preparo físico específico e viajantes que buscam maior conforto vivenciem os Lençóis Maranhenses de forma completa e responsável.
Alternativa ao trekking tradicional
A novidade amplia a atuação da Vivalá na região, onde a empresa realiza o trekking pelos Lençóis Maranhenses desde 2022. Embora o trekking proporcione intensa conexão com a natureza, essa experiência tem perfil mais aventureiro, com percursos a pé e pernoites em redários, o que restringe a participação de diversos públicos.
“O trekking nos Lençóis Maranhenses representa um dos maiores sucessos da Vivalá. Criamos uma experiência linda, imersiva e exclusiva. No entanto, muitos viajantes pediam um roteiro mais relaxante, com menos esforço físico, mais conforto e imersão cultural nas comunidades locais — uma marca das nossas viagens. Em 2026, ofereceremos essa experiência autêntica, com hospedagens sofisticadas e muita natureza em um dos lugares mais bonitos da terra”, afirma Daniel Cabrera, cofundador e diretor executivo da Vivalá.
Patrimônio natural da humanidade
Em 2024, a Unesco concedeu ao Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses o título de Patrimônio Natural da Humanidade, destacando sua importância natural e a necessidade de conservação. Veículos nacionais, internacionais e de mídia especializada elegem o Parque como um dos lugares mais bonitos para visitar há muito tempo.
O National Geographic considerou os Lençóis Maranhenses como “paisagem de areia mágica” em 2010. O The Guardian destaca o lugar como parte dos destinos brasileiros mais marcantes. As lagoas que aparecem de acordo com o período de chuvas e desaparecem nas épocas de seca formam diferentes paisagens ao longo do ano, criando cenários únicos que influenciam a estrutura do turismo na região.
Imersão no povoado bar da hora
Na Expedição Lençóis Maranhenses, o roteiro valoriza a cultura local e destaca a imersão no povoado Bar da Hora, comunidade localizada no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses que encanta com sua paisagem icônica.
O roteiro inclui navegação pelo Rio Preguiça, com contemplação de dunas e vilarejos; visitas aos quintais produtivos da comunidade; oficina de cestaria com artesãos locais; passeios por circuitos como Ponta do Mangue e Canto de Atins, com banhos em lagoas cristalinas e pôr do sol. Os viajantes também experimentam a culinária regional, com almoços e jantares que verdadeiros chefes da região preparam.
O itinerário reserva momentos de descanso e lazer na vila de Atins, a mais charmosa do parque. Os visitantes conhecem o ritmo local, a cultura e o cotidiano da região.
Turismo de base comunitária gera renda e preserva tradições
Maíra Matsui, proprietária da Casa Ingapura, uma hospedagem sustentável e de base comunitária no povoado Bar da Hora, destaca que o impacto vai além das atividades diretamente ligadas ao turismo.
“O fluxo também movimenta outros serviços da comunidade, como mercadinhos, pequenos comércios e a produção artesanal. Mais do que vender um destino, o roteiro valoriza pessoas, saberes e modos de vida. E reforça o associativismo e contribui para que a renda permaneça no próprio povoado”, explica Maíra.
A empreendedora ressalta que a parceria com a Vivalá oferece uma experiência rara nos Lençóis Maranhenses. “A vivência da cultura tradicional ribeirinha, uma localização privilegiada e um modelo sólido de TBC. O visitante não passa apenas pelo lugar, mas participa dele”, diz.
A navegação pelo Rio Preguiça, o cotidiano dos pescadores, a culinária que pescadores e marisqueiras preparam, as hospedagens de pequeno porte e o contato intenso com a natureza constroem uma experiência profundamente humana. “Entregamos essa proposta de vivência autêntica para pessoas que viajam buscando conexão”, complementa.
A permanência dos visitantes permite compreender processos muitas vezes invisíveis. Como o funcionamento do fundo de turismo comunitário, que financia projetos locais e amplia a geração de renda para diferentes famílias.
Esse trabalho coletivo já conquistou importantes reconhecimentos: o Prêmio Braztoa de Sustentabilidade (2024), o Prêmio Cazumbá do Turismo Estadual e, mais recentemente, o troféu de prata do Prêmio Nacional do Turismo.
Experiências que transformam viajantes
Nas fotos, os Lençóis Maranhenses impressionam. Para quem visita, porém, a experiência vai além da paisagem. A viajante Mariana Oliveira conheceu o Parque motivada pelo desejo de aprofundar o contato com o território e com as pessoas que vivem na região.
“Escolhi esse destino para ir além das paisagens icônicas das dunas e lagoas. Quis conhecer as pessoas que vivem entre as dunas e compreender como seus modos de vida os Lençóis moldam, mas sem abrir mão de conforto. A vivência da Vivalá se revelou como um espaço de resistência, onde a comunidade mantém suas práticas, saberes e relação com o território apesar das dificuldades que o ambiente e as transformações ao redor impõem”, destaca.
Segundo Mariana, a experiência estabeleceu um contato mais profundo, respeitoso e consciente. “O que mais me chamou a atenção foi perceber o quanto as comunidades conseguem construir e transformar suas realidades a partir das possibilidades que têm. Todo o trabalho voltado à sustentabilidade local, como as hortas comunitárias, a coleta de lixo nos mangues e o uso de composteiras, impressionou extremamente. A paisagem local, por si só deslumbrante, acaba complementando perfeitamente, potencializando ainda mais tudo isso.”
Entre os momentos mais marcantes, a viajante ressalta o banho de rio em águas mornas e a importância de vivenciar a expedição para além das paisagens naturais.
“Voltei da viagem com um sentimento de respeito e admiração pelas pessoas e pelo território. Os Lençóis Maranhenses ensinam sobre convivência, cuidado e resistência, além de despertarem uma sensação de pertencimento e conexão com a natureza. Para quem sonha em conhecer, meu conselho é ir com tempo e sensibilidade. Vá além das paisagens, escute as histórias locais, respeite o ritmo do lugar e permita-se viver a experiência de forma consciente e transformadora”, conclui.
O Noroeste do Rio Grande do Sul consolida-se como um dos destinos de turismo cultural mais promissores do Sul do país. A região tem apostado em roteiros que conectam agricultura, patrimônio histórico e experiências culturais, atraindo turistas que buscam vivências autênticas e sustentáveis.
Entre os principais atrativos estão o Salto do Yacumã, o Salto do Roncador e os circuitos rurais que valorizam a identidade agrícola e a diversidade natural. Nos últimos anos, municípios da região vêm ampliando o tempo de permanência dos visitantes e fortalecendo o turismo de curta duração e de fim de semana.
Em Horizontina, o Memorial da Evolução Agrícola (MEA) tornou-se referência nacional em turismo cultural. O espaço, uma parceria entre o Instituto John Deere e o Ministério da Cultura via Lei de Incentivo à Cultura, celebra dois anos de funcionamento em 2026 como um dos principais polos de cultura, educação e lazer do Noroeste gaúcho.
Com mais de 130 mil visitantes desde a inauguração, o MEA oferece programação gratuita, acessível e voltada a públicos diversos: estudantes, famílias, idosos, agricultores e turistas. A exposição permanente apresenta de forma imersiva a evolução da agricultura brasileira, estimulando reflexões sobre tecnologia, boas práticas no campo e sustentabilidade. O complexo também abriga Cozinha Experimental, Ateliê Educativo, quadras esportivas, área de patinação e espaços de convivência ao ar livre abertos de terça a domingo, das 8h às 22h.
MEA Itinerante leva cultura a novas cidades
O programa MEA Itinerante expande o alcance cultural do Memorial e fortalece o turismo de proximidade. Depois de visitar seis cidades em 2024, o projeto ampliou seu percurso em 2025 e prevê alcançar 18 municípios da região com 21 exposições e apresentações teatrais gratuitas.
A mostra 2025–2026 apresenta uma versão lúdica e interativa da exposição principal, acompanhada do espetáculo Teatro do MEA. Protagonizado pelos personagens Joca e L.U.M.I., eles narram a história da agricultura brasileira com humor e interação.
MEA Itinerante leva parte da experiência do Memorial a diferentes municípios do Noroeste gaúcho. Foto: Divulgação Sicredi Panambi.
“Mais do que levar exposições, o MEA Itinerante estimula o turismo local e regional, conectando cultura, gastronomia e identidade”, define Karina Muniz Viana, diretora do MEA.
Missões Jesuíticas e o patrimônio cultural do RS
O turismo histórico-cultural no Noroeste gaúcho ganha ainda mais destaque com a celebração dos 400 anos da chegada dos jesuítas ao Rio Grande do Sul, em 2026. A região abriga o Sítio Histórico São Miguel Arcanjo, único Patrimônio Mundial da Humanidade reconhecido pela Unesco no estado, e o Museu Histórico das Missões, que preserva a herança missioneira.
Iniciativas como o MEA fortalecem a integração entre memória, território e desenvolvimento, diversificando a oferta turística e impulsionando o crescimento regional. Ao unir história, cultura e natureza, o Noroeste gaúcho se consolida como destino estratégico para o turismo regional, nacional e internacional.
Serviço – Memorial da Evolução Agrícola (MEA)
Localização: Horizontina (RS)
Atendimento:
Memorial: quarta a domingo e feriados, das 9h às 17h (entrada até 16h30)
Área externa: terça a domingo e feriados, das 8h às 22h
Entrada: gratuita e livre para todos os públicos
Estacionamento: gratuito e exclusivo para visitantes
No MEA, o público conhece a evolução da agricultura em uma exposição interativa e tecnológica. Foto: Felipe Pacheco/Divulgação MEA.
O MEA ocupa uma área de 64 mil m² e reúne espaços destinados à arte, cultura, educação, esporte e lazer. O local também abriga a John Deere Store e a unidade Senai Horizontina (RS).
O Parque Nacional Serra da Capivara recebeu 44.972 visitantes entre janeiro e novembro de 2025, segundo dados oficiais. O número confirma o parque como um dos principais destinos de turismo cultural e científico do Brasil, com fluxo estável durante todo o ano. O pico ocorreu em julho, quando 7.853 pessoas visitaram o local, impulsionadas pelas férias escolares e pelo aumento no turismo regional no sudeste do Piauí.
Inscrições rupestres. Foto: Francisco Gilásio/Secom PI
Reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade, o parque abriga centenas de sítios arqueológicos que comprovam a presença humana nas Américas há mais de 25 mil anos. A alta procura reforça tanto a relevância científica do território quanto a necessidade de manter a visitação organizada e alinhada às normas de preservação ambiental.
Para a gestora da unidade, Marrian Rodrigues, os números demonstram o resultado do trabalho contínuo de conservação e educação ambiental. “O aumento do fluxo mostra o interesse crescente pelo patrimônio da Serra da Capivara e destaca o papel dos condutores na mediação e na preservação. O parque mantém o compromisso de oferecer uma visitação gratuita, segura e responsável”, afirmou.
Os roteiros mais procurados começam pela manhã, por volta das 7h30. O percurso inclui os circuitos do Desfiladeiro da Capivara, Serra Talhada e os Museus da Natureza e do Homem Americano. No Desfiladeiro, os turistas visitam locais emblemáticos como o Mirante da 020, Toca do Pajaú, Toca do Barro, Inferno, Toca da Entrada do Baixão da Vaca e Toca do Paraguaio.
Após o almoço em comunidades do entorno, o passeio segue para o Circuito Boqueirão da Pedra Furada, onde está o icônico paredão com inscrições rupestres e o monumento geológico mais famoso do parque, a Pedra Furada. O roteiro termina nos museus locais, após cerca de 95 quilômetros percorridos, intercalando trechos de veículo e caminhadas.
O parque permite a visitação às áreas apenas com condutores credenciados pelo ICMBio, que protegem os sítios arqueológicos e orientam os grupos conforme o perfil de cada visitante. O Cadastur, sistema oficial do Ministério do Turismo, reúne esses profissionais. As associações locais definem as tarifas do serviço com base em taxas diárias de condução.
O Piauí expande seu mapa turístico para além do litoral neste fim de ano. Enquanto muitos turistas buscam as praias durante as férias escolares de dezembro e janeiro, o estado apresenta alternativas que mesclam ecoturismo, patrimônio histórico e aventura em diferentes regiões.
Serra da Capivara. Foto: Ascom Setur
O território piauiense oferece desde parques nacionais reconhecidos pela UNESCO até cânions impressionantes, cachoeiras refrescantes e cidades históricas com clima ameno. Os destinos atendem tanto viajantes que dispõem de mais tempo quanto aqueles que preferem roteiros mais curtos a partir de Teresina.
Serra da Capivara lidera atrativos do sul piauiense
São Raimundo Nonato concentra um dos principais polos turísticos do interior piauiense. A cidade abriga o Parque Nacional da Serra da Capivara, que a UNESCO reconhece como Patrimônio Cultural da Humanidade. O parque exibe sítios arqueológicos milenares, trilhas ecológicas e formações rochosas que impressionam visitantes do mundo inteiro.
A região complementa o roteiro com o Cânion do Canoas, onde turistas encontram vistas panorâmicas e trilhas pela caatinga. O Museu do Homem Americano e o Museu da Natureza enriquecem a experiência ao narrar a história da ocupação humana nas Américas. São Raimundo Nonato fica a 520 km de Teresina.
Cânions do Viana atraem fotógrafos e aventureiros
Bom Jesus, localizada a 600 km da capital, destaca-se pelos Cânions do Viana. O destino conquista amantes do ecoturismo com seus paredões rochosos, trilhas desafiadoras e paisagens naturais ideais para fotografia. A região oferece tranquilidade e aventura em doses equilibradas.
Cânion do Rio Poti. Foto: Thiago Amaral
Turistas com menos dias disponíveis encontram opções atrativas no Norte e Centro-Norte piauiense. Castelo do Piauí impressiona com o Cânion do Rio Poti, que exibe paredões imponentes e trilhas para aventureiros. O município fica a 190 km de Teresina.
Parque de Sete Cidades encanta com formações rochosas
Piracuruca abriga o Parque Nacional de Sete Cidades, famoso por suas formações rochosas peculiares e inscrições rupestres ancestrais. O parque oferece trilhas interpretativas, áreas para banho e mirantes naturais. A cidade está a 200 km da capital.
Museu do Homem Americano. Foto: Edmilson Silva
Amarante atrai visitantes com seu centro histórico preservado e a colorida Escadaria da Costa e Silva, cartão-postal do município. O Lira Ecoparque complementa a oferta turística com infraestrutura completa: restaurante, pousada, tirolesa, caiaque, arvorismo e escalada. A distância até Teresina é de 160 km.
Pedro II conquista turistas com clima ameno
Pedro II firma-se como destino preferido para as férias de verão. A “Terra da Opala” oferece clima mais fresco, arquitetura histórica conservada, cachoeiras cristalinas e o icônico Morro do Gritador. O centro histórico convida a passeios tranquilos pelas ruas arborizadas. Pedro II fica a 200 km de Teresina.
Morro do Gritador – Pedro II. Foto: Thiago Amaral
Piripiri e Barras completam as opções de lazer aquático no interior. Os rios Marataoan e Longá atraem famílias durante o período de férias, oferecendo áreas para banho e descanso. As cidades ficam a 160 km e 130 km da capital, respectivamente.
Açude Caldeirão. Foto: Guthierry Pacifico
O Piauí comprova que seu potencial turístico transcende o litoral. Com parques nacionais, cânions espetaculares, museus temáticos e cidades históricas, o estado consolida-se como destino completo para as férias de verão, atendendo diferentes perfis de viajantes.
A última reunião ordinária do Conselho Estadual de Turismo de Rondônia (Consetur) movimentou o setor na sexta-feira (12), em Porto Velho. Promovido pela Superintendência Estadual de Turismo (Setur), o encontro reuniu representantes de entidades públicas, empresários e lideranças regionais para discutir o futuro do turismo rondoniense e alinhar novas estratégias para 2026.
Entre os destaques, o governo apresentou os resultados alcançados em 2025, incluindo o avanço do Plano de Ação para o Desenvolvimento do Etnoturismo, que envolve 17 comunidades indígenas, além do crescimento expressivo da pesca esportiva, segmento que ganhou força no estado.
A marca Amazônia, lançada como símbolo da identidade turística de Rondônia, também teve papel central na reunião. O projeto busca promover o estado em nível nacional e internacional, valorizando sua diversidade cultural, natural e gastronômica.
Durante o encontro, os participantes ainda conheceram o projeto de valorização do Lago do Cuniã, uma das principais atrações de Rondônia, e os resultados positivos da ExpoTurismo 2025, evento que impulsionou o turismo local e fortaleceu o diálogo entre o setor público e o privado.
O governador Marcos Rocha destacou o turismo como um dos pilares do desenvolvimento de Rondônia.
“Rondônia é uma terra de oportunidades e belezas únicas. O governo segue investindo para fortalecer o setor, gerar emprego, renda e valorizar nossas riquezas culturais e naturais”, afirmou.
Plano de turismo 2026 aposta em integração regional
O superintendente da Setur, Gilvan Pereira, ressaltou o avanço obtido nos últimos anos e anunciou as diretrizes do Plano de Turismo 2026, que prevê a criação de novos roteiros e a revitalização de pontos turísticos estratégicos. A agenda inclui o fortalecimento do turismo rodoviário, com parcerias ampliadas com estados vizinhos — Amazonas, Acre e Mato Grosso — e países da América Latina.
Pereira enfatizou que o turismo rondoniense ganha reconhecimento internacional e que a marca Amazônia reflete esse progresso.
“O turismo de Rondônia está crescendo de forma sustentável, com apoio de empresários e instituições. Esse esforço conjunto tem consolidado o estado como referência no setor”, destacou.
O governo de São Paulo oficializou nesta quinta-feira (11) as Rotas da Cachaça, iniciativa intersecretarial que conecta turismo, agricultura e gastronomia em 65 municípios paulistas. Durante o evento, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) entrega os troféus e certificados do II Concurso Estadual de Qualidade da Cachaça Paulista 2025, que premia os melhores rótulos artesanais em cinco categorias.
A edição 2025 do concurso recebeu 130 amostras de todo o Estado, um crescimento de 60% em relação ao ano anterior. A competição avalia cachaças nas categorias Branca, Armazenada, Envelhecida em Carvalho, Envelhecida em Madeiras Brasileiras e Blends.
“Estabelecemos padrões técnicos e sensoriais que elevam a credibilidade da bebida, garantindo segurança e autenticidade para o consumidor”, afirma José Carlos de Faria Júnior, chefe da assessoria técnica da SAA. Segundo ele, a iniciativa incentiva boas práticas, fomenta a formalização e consolida São Paulo como referência nacional em qualidade e inovação.
Conheça os três primeiros colocados em cada categoria
BRANCA
Pavão Prata (Pirassununga)
Santa Capela Clássica (Santa Bárbara d’Oeste)
Sr. Brasil (Monte Alegre do Sul)
ARMAZENADA
Almeida Valente Amburana (Artur Nogueira)
Serra Vale Carvalho (São João da Boa Vista)
Santa Capela Armazenada Amburana (Santa Bárbara d’Oeste)
ENVELHECIDA EM MADEIRAS BRASILEIRAS
Cachaça da Torre Jequitibá Rosa (Amparo)
Tonon Amburana (Dourado)
Itupeva Umburana (Itupeva)
ENVELHECIDA EM CARVALHO
Dom Tápparo Extra Premium 12 anos (Mirassol)
Cachaça C Double Wood (Torrinha)
Giuseppe Benedetti Carvalho Americano (Amparo)
BLEND
Dom Tápparo Extra Premium Blend Amburana e Carvalho Americano (Mirassol)
WIBA! Blend de Carvalhos (Torre de Pedra)
Cachaça C Triple Wood (Torrinha)
Oito rotas turísticas valorizam produção artesanal
O projeto cria oito rotas e dois destinos que conectam alambiques familiares, propriedades rurais, museus, pousadas temáticas e espaços culturais dedicados à cachaça. As novas rotas se juntam às consolidadas Rotas do Café, do Vinho e do Queijo.
“As Rotas da Cachaça de São Paulo representam muito mais do que um roteiro turístico”, destaca Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento de SP. “O projeto fortalece pequenos e grandes produtores, impulsiona a formalização e abre portas para novos mercados, inclusive internacionais.”
Linha de crédito Alambique Legal facilita regularização
O governo estadual lançou durante o evento a linha de subvenção Alambique Legal, vinculada ao Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP). A iniciativa integra o programa Artesanal + Legal, lançado em dezembro de 2025, e disponibiliza R$ 3 milhões para produtos artesanais.
O objetivo é custear processos de registro, certificação e adequação produtiva. A criação da linha atende uma demanda identificada durante a implantação das rotas: diversos produtores não conseguiram participar por falta de regularização sanitária e regulatória.
São Paulo responde por 45% da produção nacional
O Estado lidera a produção e exportação de cachaça no Brasil, concentrando 45% da produção nacional. Laura Vicentini, presidente da Câmara Setorial da Cachaça do Estado de São Paulo e produtora da primeira cachaça brasileira certificada em sustentabilidade, acompanha o crescimento do setor.
Desde que assumiu a presidência em 2024, o número de produtores integrados à Câmara aumentou de 58 para 70, com crescimento médio anual de 20%. Laura teve papel decisivo na concepção do Concurso Estadual de Qualidade, especialmente na inclusão obrigatória da análise química.
“O concurso paulista foi o primeiro do país a oficializar esse procedimento, integrando avaliação técnica, científica e sensorial”, destaca Vicentini. A iniciativa inspirou outros concursos nacionais a adotarem a análise química como critério obrigatório.
Para a presidente da Câmara, o momento é histórico: “A criação das Rotas da Cachaça e a consolidação do Concurso estruturam o setor, elevam o padrão técnico e abrem novas oportunidades para os produtores.”
Cachaça paulista une patrimônio histórico e desenvolvimento econômico
O governo estadual integra a premiação do concurso com o lançamento das rotas para posicionar a cachaça como patrimônio histórico, produto gastronômico e destino turístico. A estratégia conecta tradição, ciência e sustentabilidade, transformando o destilado em símbolo de identidade cultural e motor de desenvolvimento econômico no interior paulista.
Cajueiro da Praia acaba de entrar no radar dos principais destinos turísticos do Brasil. Localizado no extremo-norte do Piauí, o município figura entre os locais mais promissores para 2026, segundo levantamento divulgado por ema empresa on line de viagens. O estudo analisou o crescimento expressivo nas reservas feitas por brasileiros entre janeiro e agosto de 2025, considerando a variedade de atrativos e a qualidade das experiências oferecidas.
O litoral piauiense vive um momento de destaque no cenário turístico nacional. A crescente procura por Cajueiro da Praia se explica pela combinação perfeita: natureza intocada, infraestrutura hoteleira em expansão e atividades que agradam tanto aventureiros quanto quem busca sossego absoluto.
Hospedagem para todos os estilos
A rede hoteleira de Cajueiro da Praia surpreende pela diversidade. Desde pousadas acolhedoras e econômicas até resorts sofisticados e bangalôs com vista para o mar, o município oferece acomodações para diferentes perfis de viajantes e orçamentos, garantindo conforto sem perder a autenticidade local.
A gastronomia é um capítulo à parte em Cajueiro da Praia. Restaurantes tradicionais servem peixes frescos, camarões e frutos do mar preparados com receitas regionais. Bares descolados com clima de vilarejo litorâneo movimentam o início da noite, enquanto cafés charmosos, pizzarias artesanais e bistrôs completam o cardápio de opções gastronômicas.
A variedade atende desde quem prefere refeições caseiras e autênticas até paladares mais exigentes em busca de experiências gastronômicas elaboradas, sempre com o toque especial da culinária costeira.
Barra Grande: capital do kitesurfe no Brasil
Barra Grande consolidou-se como referência internacional para a prática de kitesurfe. O vilarejo atrai atletas e entusiastas do mundo inteiro graças às condições ideais: mar tranquilo, ventos constantes e infraestrutura especializada.
Foto: Paulo Barros
Além do esporte, Barra Grande encanta com suas barracas de praia charmosas, restaurantes de frutos do mar e um centrinho que ganha vida ao anoitecer. Bares, cafés e lojas criam um ambiente cosmopolita e acolhedor, misturando turistas brasileiros e estrangeiros em uma atmosfera única.
Barrinha: refúgio de tranquilidade
Para quem busca sossego absoluto, a Barrinha é o destino perfeito. Esta área preservada de Cajueiro da Praia mantém a essência rústica, com casas de pescadores, pequenas embarcações e um ritmo de vida desacelerado.
Screenshot
Durante a maré baixa, formam-se piscinas naturais que transformam a paisagem em um verdadeiro cartão-postal. A região também é conhecida pela pesca de ostras e pela presença de cavalos-marinhos, oferecendo experiências únicas de contato com a fauna marinha.
Praia do Sardim: natureza em estado puro
A Praia do Sardim preserva a beleza rústica característica do litoral piauiense. Águas azuladas, areia clara e coqueirais compõem cenários perfeitos para quem deseja fugir do agito. É um refúgio para contemplação, onde o silêncio e a natureza intocada proporcionam momentos de verdadeira conexão com o ambiente natural.
Foto: Booking.com
Praia do Itan: ecoturismo e conservação
Também conhecida como Praia das Itans, este trecho é um dos mais preservados do município. Sem barracas ou construções, mantém seu caráter selvagem e voltado ao ecoturismo. O mar calmo convida para caminhadas à beira-mar, enquanto manguezais e restingas ao redor formam ecossistemas essenciais para espécies ameaçadas como o peixe-boi-marinho e diversas tartarugas marinhas.
Foto: Paulo Barros
Cajueiro-rei: o maior cajueiro do mundo
Uma das atrações imperdíveis é o Cajueiro-Rei, registrado como o maior cajueiro do planeta. Localizado em Barra Grande, esta árvore monumental se espalha por milhares de metros quadrados, criando uma copa impressionante. O local tornou-se ponto turístico obrigatório, oferecendo aos visitantes a oportunidade de conhecer um fenômeno natural único e aprender sobre a história da região.
Foto: Paulo Barros
Além das praias paradisíacas, o município oferece vivências culturais que aproximam o turista da realidade local:
Observação de cavalos-marinhos em seu habitat natural
Visitas a criadouros de ostras com degustação de frutos do mar fresquíssimos
Passeios guiados pelos manguezais, explorando a rica biodiversidade costeira
Interação com comunidades pesqueiras tradicionais
Por que visitar Cajueiro da Praia em 2026
A projeção da site não é por acaso. Cajueiro da Praia reúne os elementos que definem os destinos turísticos do futuro: sustentabilidade, autenticidade e diversidade de experiências. Seja para praticar esportes aquáticos, relaxar em praias desertas ou descobrir a cultura local, o município piauiense oferece opções para todos os perfis de viajantes.
Com infraestrutura em constante melhoria e natureza preservada, o lugar posiciona-se como alternativa inteligente para quem busca fugir dos destinos turísticos saturados, sem abrir mão de conforto e qualidade.
A Serra da Mantiqueira transforma o enoturismo em motor econômico regional. A região combina natureza, gastronomia e agricultura de altitude para atrair visitantes que buscam experiências autênticas relacionadas à produção local de vinhos e azeites.
As vinícolas paulistas expandem operações e consolidam a Mantiqueira como polo estratégico do turismo de experiência no estado de São Paulo. A diversidade de rótulos, circuitos gastronômicos e azeites artesanais converte a Serra em destino preferencial para quem valoriza cultura e produtos regionais.
Dados oficiais confirmam expansão do setor
A Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) e o Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET) divulgaram em setembro dados que comprovam o crescimento do enoturismo. O levantamento aponta que 82% das vinícolas aumentaram o número de visitantes desde o lançamento das Rotas do Vinho de São Paulo.
O fluxo turístico cresceu 27% em média nas vinícolas participantes. Cada turista gasta, em média, R$ 204 por visita. A Setur-SP projeta crescimento adicional até o fim do ano.
Vinícola Essenza une dois estados em experiência integrada
A Vinícola Essenza, localizada a 14 quilômetros do centro de Santo Antônio do Pinhal, exemplifica o modelo de negócio que impulsiona o setor. O empreendimento integra as Rotas do Vinho de São Paulo — iniciativa que reúne 66 vinícolas no estado — e recebe visitantes em espaço enogastronômico estruturado.
O fundador e produtor Herbert Sales desenvolveu um conceito que conecta produção e hospitalidade. “A Serra tem uma vocação agrícola consolidada. O enoturismo é a continuidade natural desse processo, porque mostra que cada garrafa representa um território inteiro”, explica Sales.
Foto: Régis Silva/Divulgação
A empresa mantém duas propriedades produtivas. A unidade de Maria da Fé (MG) abriga o olival mais alto do mundo e o vinhedo mais alto do Brasil, a 1.910 metros de altitude. A localização em Santo Antônio do Pinhal funciona como espaço de recepção e degustação.
“Ambas as propriedades estão na Serra da Mantiqueira. Maria da Fé é o coração produtivo e Santo Antônio do Pinhal é o espaço de acolhimento. Essa combinação permite que o visitante tenha uma experiência com os dois terroir”, afirma Herbert Sales.
Reconhecimento internacional marca produção
A Vinícola Essenza conquistou quatro medalhas de Bronze no Decanter World Wine Awards (DWWA) 2025, considerado o maior concurso de vinhos do mundo. Os rótulos premiados incluem Espumante Rosé Extra Brut, Mantikir Merlot 2024, Mantikir Pinot Noir 2024 e Mantikir Alvarinho 2024.
A vinícola também produz azeites premiados a partir das variedades Koroneiki, Grappolo, Arbequina e Coratina. As condições de montanha e o manejo técnico especializado geram produtos de caráter singular.
Herbert Sales atribui os resultados ao estudo contínuo do microclima regional. “As altitudes da Mantiqueira exigem técnicas específicas. Nosso foco é interpretar o solo, o clima e as variedades para alcançar equilíbrio e identidade em cada rótulo”, explica o produtor.
Menu franco-brasileiro harmoniza experiência gastronômica
A Vinícola Essenza lançou em dezembro o novo menu enogastronômico Estação Franco Mantikir. A proposta combina técnicas da culinária francesa com ingredientes regionais da Serra da Mantiqueira.
O menu apresenta quatro etapas harmonizadas com vinhos premiados da vinícola. A experiência começa com welcome drink de espumante Essenza acompanhado de presunto cru produzido localmente. A sequência inclui peixe branco com beurre blanc e caviar de azedinha, corte suíno nobre com demiglacê de mirtilo, filé mignon com molho dijon e mil-folhas de batata, e entremet de café como sobremesa.
Os visitantes também participam de tour pelo espaço produtivo e têm acesso à loja de produtos regionais.
“Nosso propósito é que o visitante entenda o ciclo completo. Do cultivo ao prato, do azeite ao vinho. Tudo o que produzimos aqui na Essenza reflete o mesmo solo e o mesmo clima”, destaca Herbert Sales.
Terroir da Mantiqueira valoriza conceito slow food
O modelo de enoturismo desenvolvido na Serra da Mantiqueira conecta visitantes à origem dos produtos e valoriza o conceito slow food. A proposta enfatiza a relação entre território, produtores e sabores locais.
Herbert Sales durante colheita da safra de uvas 2025. Foto: Régis Silva/Divulgação
“Queremos que o cliente se sinta parte da Mantiqueira e perceba que por trás de cada garrafa há um território vivo, com produtores, histórias e sabores locais. Nosso propósito é mostrar que a Mantiqueira é um território produtivo, inovador e em expansão. A Essenza é um reflexo desse movimento que une sustentabilidade, turismo e qualidade”, conclui Herbert Sales.