Tag: turismo

  • Vale do Gurguéia ganha força com turismo e agricultura familiar

    Vale do Gurguéia ganha força com turismo e agricultura familiar

    No coração do Vale do Gurguéia, Cristino Castro voltou a ser destaque no roteiro da Investe Piauí. A equipe liderada por Victor Hugo Almeida percorreu o município para entender de perto como a força produtiva e o turismo local mantêm viva a economia do Sul do Estado.

    A jornada começou na pequena propriedade do senhor Edson, produtor de leite que há anos mantém o ofício da agricultura familiar. Com apenas oito vacas, ele tira cerca de 40 litros por dia, volume modesto, mas suficiente para sustentar a família e abastecer a comunidade. Casos como o dele revelam como o interior segue movimentando mercados, mesmo com estruturas simples e muito trabalho diário.

    Durante o trajeto, a equipe explorou a zona rural e percebeu o ritmo constante de quem vive do campo. Para Victor Hugo, escutar essas histórias é o primeiro passo para desenhar o futuro do desenvolvimento local. “Enxergar de perto quem faz a economia girar muda tudo. É ouvindo as pessoas e conhecendo o território de dentro que conseguimos planejar com precisão”, afirmou.

    Cânions do Viana

    A visita também levou o grupo aos Cânions do Viana, paisagem imponente que desponta entre Cristino Castro e Bom Jesus. O presidente da Investe Piauí enxerga ali uma das chaves para o avanço do turismo na região. “Turismo não é só paisagem, é renda, serviço e pertencimento. Lugares como os Cânions do Viana têm potencial para se tornar destinos de natureza reconhecidos nacionalmente”, comentou.

    Entre as paradas, a Pousada Vitória chamou atenção pelo crescimento. O empreendimento se prepara para ampliar estrutura e receber mais visitantes atraídos pelas belezas naturais do Vale. Um sinal de que o turismo começa a encontrar espaço ao lado da produção rural, criando novas oportunidades.

    Encerrando a visita, Victor Hugo resumiu o espírito da viagem: “A Investe Piauí está junto de quem transforma a própria realidade, seja na roça, no comércio ou no turismo que surge com força no coração do Vale do Gurguéia.”

  • Dois por um: onça-pintada caça jacaré e pesca piranhas no Pantanal

    Dois por um: onça-pintada caça jacaré e pesca piranhas no Pantanal

    Uma onça-pintada estava predando um jacaré quando de repente algumas piranhas começam a “atacar” a presa. E como a onça é o predador principal dessa cadeia, ela aproveitou pra incrementar a refeição. E “pescar” uma piranha.

    https://www.instagram.com/reel/DQ4V4qVEcFb/?igsh=amk0OWs0NjJyZjV2

    No vídeo, o jacaré foi atacado por uma onça-pintada. Enquanto ela se alimentava, algumas piranhas começam a disputar a presa, e uma delas vira presa do felino. O registro impressionante mostra um comportamento oportunista característico da espécie: quando piranhas começaram a se aproximar do jacaré, a onça aproveitou a movimentação dos peixes e capturou uma piranha durante a cena.

    Comportamento das onças

    Onças-pintadas no Pantanal são conhecidas por sua capacidade de caçar jacarés, uma de suas principais presas na região. O comportamento demonstrado neste registro exemplifica o que especialistas chamam de estratégia oportunista.

    Piranhas geralmente atacam animais feridos ou em situações de estresse, especialmente durante períodos de seca quando os recursos alimentares são escassos. A presença de sangue ou agitação na água pode desencadear um comportamento de ataque coletivo desses peixes.

    Técnicas de caça no Pantanal

    Algumas onças do Pantanal desenvolveram técnicas únicas de caça, como o ataque submarino utilizado pelo famoso macho Ousado, que submerge e ataca presas de surpresa. A força de mordida da onça-pintada está entre as mais fortes de todos os mamíferos, permitindo-lhes esmagar ossos e perfurar o couro blindado de jacarés.

    A estratégia da onça envolve abocanhar o pescoço ou a parte de trás da cabeça do jacaré, onde as escamas são menos protetoras, garantindo um ataque eficaz mesmo contra a “armadura” natural do réptil.

    Importância da conservação

    O Parque Estadual Encontro das Águas é reconhecido como um dos maiores santuários de onças-pintadas no mundo, com 108 mil hectares de extensão. Durante o período de seca, entre julho e setembro, as onças ficam mais próximas dos rios em busca de água e alimento, facilitando a observação desses comportamentos naturais.

    Cenas de embates entre onças e jacarés são comuns na região do parque, porém fazer bons registros desses momentos não é fácil e exige estar no lugar certo na hora certa. E o perfil que divulgou esse vídeo, o Pantanal Oficial tem um histórico de ótimas capturas.

    Registros como este reforçam a importância do ecoturismo responsável e da preservação do Pantanal, permitindo que pesquisadores e visitantes observem esses comportamentos únicos sem interferir no habitat natural dessas espécies.

  • Turismo rural e gastronômico cresce no Brasil

    Turismo rural e gastronômico cresce no Brasil

    Longe dos grandes centros urbanos, fazendas, sítios e propriedades rurais abrem suas porteiras para visitantes que buscam autenticidade, tranquilidade e experiências memoráveis. O turismo rural e gastronômico cresce acelerado no Brasil e transforma a maneira como as pessoas viajam.

    Essa modalidade vai além do simples descanso. Os turistas mergulham na rotina do campo, participam de colheitas, ordenhas e preparo de alimentos artesanais. Eles conhecem as tradições locais, interagem com produtores e experimentam sabores que carregam histórias de gerações. A gastronomia regional, inclusive, tornou-se protagonista dessas viagens, elevando pratos típicos e ingredientes locais a verdadeiras atrações turísticas.

    Turismo rural movimenta a economia

    O turismo rural consolida-se como um dos segmentos de maior crescimento no Brasil. A modalidade, que oferece experiências autênticas e conexão com a natureza, impulsiona a economia nacional e promove o desenvolvimento sustentável em diversas regiões.

    Dados recentes do setor mostram um cenário próspero: no último ano, o Brasil recebeu mais de 6,6 milhões de turistas, um crescimento de 12,6%. A atividade gerou uma receita superior a US$ 6,6 bilhões e criou cerca de 190 mil empregos formais. Dentro deste contexto, o turismo rural se destaca com uma previsão de expansão ainda maior para os próximos anos.

    “O turismo rural fortalece comunidades locais, preserva tradições e conecta os viajantes a diferentes culturas”, afirma Hugo Reichenbach, sócio e diretor de operações da Real Seguro Viagem.

    Gastronomia local: o ingrediente que completa a experiência

    A culinária regional transformou-se em um dos principais atrativos do turismo rural brasileiro. Queijos artesanais de Minas Gerais, vinhos gaúchos, cafés especiais do interior paulista e doces coloniais atraem visitantes dispostos a conhecer cada etapa da produção. Muitas propriedades oferecem experiências gastronômicas completas, onde os turistas colhem ingredientes direto da horta e participam do preparo das refeições.

    Projeto de IG e charcutaria premium colocam o Paraná no mapa da gastronomia sustentável. Foto: Projeto Porco Moura/UFPR

    Essa conexão entre campo e mesa valoriza produtos locais e estimula a economia regional. Pequenos produtores encontram no turismo gastronômico uma oportunidade de diversificar suas fontes de renda e compartilhar seus conhecimentos. Rotas gastronômicas e festivais de comida típica multiplicam-se pelo país, consolidando destinos e atraindo público cada vez mais engajado.

    Destinos que combinam campo e culinária

    Minas Gerais lidera como um dos principais destinos para quem busca turismo rural e gastronômico. A região da Serra da Canastra, famosa pelo queijo artesanal, e as cidades históricas que oferecem comida mineira tradicional encantam visitantes. São Paulo também se destaca, especialmente no interior, onde fazendas históricas de café abrem suas portas para vivências imersivas e degustações.

    O Rio Grande do Sul conquista turistas com suas vinícolas, roteiros coloniais e gastronomia influenciada pela imigração europeia. A região serrana capixaba, o pantanal mato-grossense e o Vale do São Francisco, com suas vinícolas e frutas tropicais, completam o mapa de destinos que aliam natureza, cultura e sabor.

    Foto: Siderlei Ditadi

    “Podemos afirmar que, devido à sazonalidade e à variedade de climas e culturas, cada região do Brasil possui suas peculiaridades culinárias. A tapioca do Nordeste, o acarajé da Bahia, o chimarrão gaúcho, a doce banana de Corupá em Santa Catarina,  são apenas alguns exemplos. Poucos países no mundo desfrutam de um leque tão amplo e diverso de produção no setor do agropecuário”, comenta o jornalista Sérgio Martins, especializado em turismo e gastronomia.

    Sérgio Martins é jornalista, especializado em turismo e gastrônomia

    A busca por vivências como trilhas, cavalgadas e a rotina agrícola exige atenção redobrada com a segurança. Reichenbach reforça que contratar um seguro viagem é crucial, mesmo para destinos próximos. “Em ambientes rurais, frequentemente em áreas remotas, o seguro viagem oferece suporte essencial em emergências médicas, acidentes e outros imprevistos. Ele garante uma experiência segura para turistas e produtores”, explica.

    Turismo sustentável

    O turismo rural e gastronômico representa muito mais que uma tendência passageira. Ele fortalece a identidade cultural brasileira, valoriza o trabalho no campo e distribui renda de forma mais equitativa pelo território nacional. Enquanto os grandes centros urbanos concentram a maior parte do turismo tradicional, o interior do país ganha protagonismo e mostra sua riqueza.

    A sustentabilidade permeia essas experiências. Propriedades adotam práticas ambientalmente responsáveis, valorizam a agricultura familiar e promovem o consumo consciente. Os turistas, por sua vez, retornam para casa com novos aprendizados, produtos locais e a vontade de voltar. O campo brasileiro nunca esteve tão próximo e, ao mesmo tempo, tão cheio de novidades para oferecer.

    “A gastronomia brasileira é extremamente rica, resultado de seu vasto território e da diversidade na produção de alimentos. Nossa agricultura é ampla, impulsionada tanto pelos grandes produtores quanto pelos pequenos, que integram a chamada agricultura familiar”, finaliza Martins.

  • Como a Malásia transforma viagens em ações de conservação e respeito cultural

    Como a Malásia transforma viagens em ações de conservação e respeito cultural

    Florestas tropicais de 130 milhões de anos recebem visitantes que caminham sob copas verdejantes, observam aves exóticas e conhecem comunidades que preservam tradições milenares. A Malásia transforma cada viagem em oportunidade de descobrir praias e selvas enquanto apoia populações locais, protege espécies ameaçadas e gera impacto ambiental positivo.

    Mais de 60% do território malaio abriga florestas tropicais que estão entre as mais antigas do planeta. O Taman Negara Pahang oferece pontes suspensas entre copas de árvores e permite encontros com fauna endêmica. Em Sabah e Sarawak, na ilha de Bornéu, reservas como o Rainforest Discovery Centre abrem portas para explorar uma das selvas mais ricas em biodiversidade do mundo.

    A costa norte protege o Tun Mustapha Park, em Sabah, um dos maiores parques marinhos da Ásia. A área conserva recifes de corais, manguezais e comunidades pesqueiras, e demonstra que turismo e preservação podem coexistir de forma harmônica.

    Hospedagens ecológicas reduzem impacto ambiental

    Iniciativas de turismo responsável buscam minimizar danos ao meio ambiente e proporcionam experiências autênticas por todo o país. Resorts ecológicos em Langkawi utilizam energia renovável e implementam práticas de reciclagem. Lodges em áreas rurais promovem contato direto com a natureza e as culturas locais. Cada estadia se transforma em chance de viajar com consciência e mergulhar nas tradições regionais.

    Foto: Divulgação/Tourism Malaysia

    O turismo comunitário permite que viajantes convivam e aprendam com povos indígenas como os Orang Asli, na península, e diversos grupos étnicos de Bornéu. A hospitalidade mútua fundamenta essas jornadas, onde visitantes descobrem tradições, técnicas artesanais e sabores da culinária local enquanto conhecem legados culturais preservados por gerações.

    Programas protegem espécies ameaçadas

    O país abriga espécies únicas como orangotangos, ursos-malaios e rinocerontes-de-sumatra. O Kuala Gandah Elephant Conservation Centre permite que visitantes acompanhem de perto os esforços para proteger elefantes resgatados e participem de programas de educação ambiental. Esses projetos, junto com reservas naturais e iniciativas de conservação, garantem a sobrevivência da fauna em equilíbrio com os ecossistemas.

    Foto: Divulgação/Tourism Malaysia

    O KL Forest Eco Park funciona como pulmão verde no coração de Kuala Lumpur. As paisagens montanhosas de Pahang encantam visitantes. Os vales arqueológicos de Lenggong Valley, reconhecidos como Patrimônio Mundial da UNESCO, revelam riquezas históricas. A Malásia prova que turismo sustentável representa compromisso real com o planeta e suas comunidades, não apenas tendência passageira.

  • Expedição na Serra da Capivara explora riquezas arqueológicas e turísticas

    Expedição na Serra da Capivara explora riquezas arqueológicas e turísticas

    A Serra Branca, na região da Serra da Capivara, sul do Piauí, recebeu nesta sexta-feira (10) uma expedição que percorreu seus principais atrativos turísticos e arqueológicos. O secretário de Turismo do Piauí, Daniel Oliveira, liderou a visita técnica ao Circuito da Serra Branca, território que concentra sítios arqueológicos reconhecidos como Patrimônio Mundial pela Unesco.

    Foto: Ascom Setur

    A região preserva pinturas rupestres milenares que registram a vida e a cultura dos primeiros habitantes do território. Durante a expedição, o grupo visitou as Tocas do Caboclo da Serra, do João Sabino, do Juazeiro e do Vento. Cada sítio apresenta características históricas e arqueológicas únicas, com registros que documentam milhares de anos de ocupação humana.

    Natureza e história se encontram

    Além dos sítios arqueológicos, a comitiva conheceu o Olho D’Água, um refúgio natural onde a água emerge em meio à vegetação típica da caatinga. O local forma um oásis no semiárido piauiense e demonstra a riqueza ambiental da região.

    Representantes da Prefeitura de São Raimundo Nonato, incluindo a secretária de Turismo municipal, Katiúscia Ribeiro, e equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) acompanharam a visita.

    Turismo como vetor de desenvolvimento

    Daniel Oliveira enfatizou o papel estratégico do turismo para a economia local. “Nossa missão é fortalecer o turismo, integrando cultura, história e natureza, e mostrar ao mundo que o Piauí é um destino que une experiências únicas, preservação ambiental e valorização das comunidades locais”, declarou o secretário.

    Waltércio Torres, guia que atua na Serra da Capivara há mais de 30 anos, conduziu a expedição e compartilhou sua experiência. “Cada pintura rupestre, cada formação rochosa conta uma história. A Serra Branca é um livro aberto da humanidade, e é impossível visitar e não se emocionar com a ligação entre o homem que aqui viveu e a natureza”, afirmou.

    Biodiversidade e cultura local

    O Circuito da Serra Branca destaca-se pela diversidade ambiental. A caatinga, bioma exclusivo do semiárido brasileiro, abriga espécies endêmicas de fauna e flora e mantém um equilíbrio ecológico sensível. Pequenas comunidades locais preservam o patrimônio e oferecem artesanato, gastronomia típica e hospitalidade aos visitantes.

    A expedição reforça o compromisso do Governo do Piauí com o turismo sustentável, modelo que integra desenvolvimento econômico, preservação ambiental e valorização cultural. A iniciativa consolida o estado no cenário turístico nacional e internacional, apresentando sua história, cultura e natureza como patrimônios a serem explorados e protegidos.

    Serviço:

    • Local: Serra Branca, Serra da Capivara, São Raimundo Nonato (PI)
    • Patrimônio: Sítios arqueológicos reconhecidos pela Unesco
    • Mais informações: Secretaria de Turismo do Piauí
  • Jovens pescadores iniciam curso de empreendedorismo em Itajaí

    Jovens pescadores iniciam curso de empreendedorismo em Itajaí

    A Epagri deu início, no dia 16 de setembro, à edição 2025 do curso “Jovens do Mar” em Itajaí. O programa capacita 15 jovens de Navegantes, Penha, Balneário Camboriú e Bombinhas em gestão, liderança e empreendedorismo pesqueiro.

    O curso acontece no Centro de Treinamento (Cetrei) e oferece hospedagem, alimentação e capacitação gratuita para jovens entre 16 e 29 anos. A formação se estende até novembro, quando os participantes apresentam planos de negócio para implementar em seus municípios.

    A participação feminina cresceu significativamente no programa. Este ano, quatro mulheres se inscreveram no curso. Em 2016, apenas duas participavam da capacitação.

    “Apesar de poucas mulheres saírem para pescar, são elas que fazem a gestão quando o pescado chega, sem descuidar da alimentação da família”, destaca Adriana Furtado, egressa de 2016 e atual vereadora de Balneário Piçarras.

    Pesca artesanal busca renovação e sustentabilidade

    A pesca sofreu mudanças drásticas no século 20. A intensificação da pesca industrial afetou o estoque de algumas espécies e levou outras à beira da extinção. Hoje, a atividade enfrenta novos desafios: mudanças climáticas e um mercado consumidor mais exigente com sustentabilidade.

    Roberto Wahrlich, oceanógrafo da Univali, explica que a pesca se equipara à atividade agrícola desde a Constituição de 1988. Porém, carece de políticas públicas devido a questões culturais e falta de representatividade política.

    “Durante muito tempo, ficamos de costas para o mar. As casas ribeirinhas eram construídas com o mar nos fundos, onde se depositava todo tipo de rejeito”, afirma Wahrlich.

    Metodologia inovadora ensina gestão pesqueira

    A professora Janaína Bannwart, do IFSC, especializada em recursos e gestão pesqueira, utilizou metodologia prática durante as aulas. Ela conduziu dinâmica de grupo com feijões no lugar dos pescados para que os participantes decidissem regras de pesca.

    A atividade demonstrou a importância das normas ambientais e a necessidade de pensar coletivamente. O objetivo é garantir que a atividade continue sendo fonte de renda para futuras gerações.

    Ex-aluna se torna liderança política

    Adriana Furtado exemplifica o poder transformador do curso. Em 2016, ela se escondia no fundo da sala e apenas reclamava da colônia de pescadores e do governo. Hoje, atua como vereadora e defende os trabalhadores da pesca.

    Adriana fez o curso da Epagri em 2016 e hoje é vereadora em Bal. Piçarras. Foto: Renata Rosa/Epagri

    “Não adianta reclamar, temos que tomar as rédeas da atividade porque os pescadores mais velhos não vão mudar o jeito de pensar”, afirma Adriana.

    A vereadora conseguiu que a prefeitura investisse R$ 1 milhão na construção de um galpão público para a comunidade pesqueira. Também luta pela inclusão do pescado na merenda escolar.

    Turismo pesqueiro como alternativa de renda

    Adriana sugere a diversificação da atividade durante o defeso de algumas espécies. Ela propõe oferecer aos turistas experiências com a pesca artesanal.

    “Quantas pessoas da cidade, que vêm ao nosso litoral de férias, não gostariam de ter um dia conhecendo a nossa atividade?”, questiona.

    Jovens sonham com embarcação própria

    Augusto Pinto Costa, 27 anos, veio do Pará há seis anos. Ele vive da pesca em Navegantes e quer investir no turismo pesqueiro. O jovem acredita que pode oferecer aos turistas uma vivência que para ele é rotina.

    “Eu não quero ficar dependente só do peixe, quero investir no turismo porque Navegantes cresceu muito”, explica Augusto.

    Nanam (na frente) é a sétima geração de pescadores do bairro São Pedro, em Navegantes. Foto: arquivo pessoal

    Ele trabalha com Alexandre Machado, 32, no barco do tio de Nanam de Melo Souza, 34. O trio planeja construir embarcação própria e não mais depender de patrão. Nanam representa a sétima geração de pescadores do bairro São Pedro.

    Bióloga muda visão sobre pesca artesanal

    Ingrid dos Santos, 28, é bióloga de formação e uma das quatro mulheres do curso. Ela mudou radicalmente sua visão sobre a pesca após acompanhar pescadores da Praia Central, em Balneário Camboriú.

    Ingrid tirou carteira de pescadora artesanal após a formação em biologia. Foto: arquivo pessoal

    “Como meu pai era marinheiro de um barco do ICMBio, fui criada prezando pela questão ambiental e via nos pescadores os malvados que matavam os animais”, relembra Ingrid.

    A mudança de perspectiva aconteceu em 2018. Ingrid começou a receber vídeos de pescadores soltando arraias, justamente a espécie que se tornaria seu objeto de pesquisa.

    Turismo comunitário como modelo sustentável

    Ingrid planeja unir conhecimentos acadêmicos com a pesca artesanal. Ela se inspira no modelo de Santos, onde um biólogo desenvolve projeto em parceria com pescadores e o SESC de Bertioga.

    “Os turistas têm a experiência de um dia de arrasto de praia, onde os pescadores ensinavam sobre embarcações, redes e espécies”, explica Ingrid.

    O curso Jovens do Mar existe desde 2015 e representa importante ferramenta para renovar a pesca artesanal catarinense. A iniciativa combina tradição com inovação, preparando nova geração de lideranças para os desafios do setor pesqueiro.

  • Pesca esportiva em MT cresce 40% e atrai investimentos milionários

    Pesca esportiva em MT cresce 40% e atrai investimentos milionários

    O turismo de pesca esportiva em Mato Grosso atravessa seu melhor momento histórico. Dados do setor apontam crescimento entre 30% e 40% nos últimos dois anos, transformando o estado em um dos destinos mais cobiçados do Brasil para a modalidade.

    A expansão tem atraído investimentos milionários e consolidado MT como referência nacional na pesca esportiva sustentável, impulsionada principalmente pela Lei do Transporte Zero, que proíbe o transporte de peixes capturados.

    O empresário Alisson Fagner Santos Trindade, presidente da Associação Mato-Grossense de Ecoturismo e Pesca Esportiva, exemplifica essa expansão. Proprietário de duas pousadas na região de Chapada dos Guimarães, ele investiu R$ 4 milhões na Marina Sérgio Motta, em Cuiabá.

    O empreendimento funciona como um “shopping náutico”, reunindo loja especializada, revenda de embarcações, estacionamento náutico, restaurante, choperia, escola náutica e infraestrutura completa para pescadores esportivos.

    “Esse investimento só foi possível graças à evolução do turismo de pesca em Mato Grosso. A Lei do Transporte Zero criou um ambiente jurídico estável e a resposta foi imediata: mais peixes nos rios, mais turistas e mais negócios”, destaca Alisson.

    Lei do Transporte Zero: o divisor de águas

    A legislação que restringe o transporte de espécies capturadas tem sido o principal catalisador do crescimento. Empresários relatam mudanças significativas na quantidade e variedade de peixes nos rios mato-grossenses.

    Luana Karine, proprietária de pousada em Nova Canaã do Norte, confirma os resultados: “As pessoas estão respeitando e não matam mais o peixe. Já vemos espécies voltando, como o jaú, em maior número e também em tamanhos menores, sinal de renovação dos cardumes”.

    A empresária, ex-apresentadora do programa “Elas na Pesca” da Fish TV, mudou-se de Santa Catarina para MT durante a pandemia, atraída pelo potencial do setor. “Chegamos em 2020 sem conhecer ninguém. No começo havia resistência, mas hoje a realidade é outra”, relata.

    Pantanal registra mesma tendência de crescimento

    No Pantanal, a avaliação é igualmente positiva. Marcelo Martinelli, empresário com 25 anos de atuação em Cáceres, mantém hotéis e três barcos-hotéis na região.

    “No início, alguns clientes vinham pensando em levar peixe, mas logo entenderam a nova lógica. Hoje, a procura só aumenta. Temos reservas cheias para esta temporada e já estamos com alta demanda para o ano que vem”, afirma Martinelli.

    O empresário destaca a mudança cultural: “Antes, muita gente procurava a pesca para levar pescado. Agora, entendem que o valor está na vivência, no contato com a natureza. Isso ampliou o perfil dos clientes”.

    Fishing Show Brazil: Mato Grosso em destaque nacional

    O crescimento do setor ficou evidente na Fishing Show Brazil, realizada em São Paulo entre 28 e 31 de agosto. O estande de Mato Grosso, com 100 m², foi um dos mais movimentados do evento.

    15 empresários mato-grossenses participaram da feira, promovendo sorteios e pacotes turísticos que atraíram centenas de visitantes interessados nos destinos do estado.

    “É um segmento forte e que ainda tem muito a crescer. A pesca esportiva gera negócios e movimenta cadeias inteiras ligadas ao turismo”, destacou Maria Letícia, secretária-adjunta de Turismo da Sedec.

    Turismo de alto padrão e impacto econômico

    O perfil dos turistas também evoluiu. Milton Alves Santos, da Amazônia Fishing Lodge, atua há uma década na divisa com o Pará e observa a atração de público diferenciado.

    “Recebemos famílias inteiras que voltam todos os anos. São turistas de alto padrão que injetam recursos não só no lodge, mas em toda a cadeia: transporte aéreo, guias, fornecedores locais e até comunidades ribeirinhas”, avalia Santos.

    A pesca esportiva sustentável movimenta diversos segmentos da economia local, incluindo hotelaria, transporte, alimentação, guias especializados e comércio de equipamentos.

    O Governo de Mato Grosso, através da Sedec, mantém estratégia dupla: participação em feiras nacionais e consolidação da política do Transporte Zero. A combinação garante sustentabilidade ambiental e atratividade turística.

    Os empresários do setor demonstram confiança no crescimento contínuo, com novos investimentos planejados e expectativa de expansão ainda maior nos próximos anos, consolidando MT como destino número 1 da pesca esportiva no Brasil.

  • Conheça o primeiro meliponário educativo da Zona da Mata mineira

    Conheça o primeiro meliponário educativo da Zona da Mata mineira

    O Jardim Botânico da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) consolida-se como um dos principais destinos de educação ambiental da Zona da Mata mineira. Situado na Mata do Krambeck, um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica em área urbana do Brasil, o espaço ganhou uma nova atração que promete encantar visitantes de todas as idades: o Meliponário de Abelhas Nativas e a Trilha do Mel.

    Foto: Breno Moreira/Divulgação

    É o primeiro meliponário destinado à educação ambiental na Zona da Mata mineira, representando um marco na conservação e estudo das abelhas sem ferrão da região. O projeto, coordenado pela professora Ana Paula Gelli e viabilizado por meio de financiamento da FAPEMIG, oferece uma experiência educativa única aos visitantes.

    Um fragmento de Mata Atlântica preservado

    O Jardim Botânico da UFJF abriga mais de 400 espécies nativas da Mata Atlântica, oferecendo aos visitantes a oportunidade de compreender os usos, relações ecológicas e dimensões culturais dessa biodiversidade. O espaço funciona como um verdadeiro laboratório a céu aberto, onde ações de educação ambiental possibilitam a troca de saberes sobre a biodiversidade.

    Foto: Breno Moreira/Divulgação

    A visitação é gratuita e aberta ao público em geral. Horário de visitação de terça a domingo, das 8h às 17h, com última entrada de visitantes às 16h. O acesso se dá pela Rua Coronel Almeida Novaes 246, no Bairro Santa Terezinha.

    Trilha do Mel: uma jornada pelo mundo das abelhas nativas

    A Trilha do Mel conduz os visitantes através de um percurso educativo até o meliponário, onde podem observar de perto diferentes espécies de abelhas sem ferrão. O acesso ao início da trilha se dá pelo caminho à esquerda do primeiro lago do Jardim, sendo também possível percorrê-la próxima ao segundo lago.

    Ao longo do percurso, painéis interpretativos apresentam informações sobre a ecologia, o comportamento e a importância desses polinizadores para os ecossistemas. A experiência é complementada por oficinas e atividades educativas que sensibilizam o público para a necessidade de conservação da biodiversidade.

    O meliponário é formado por uma série de abrigos que simulam os ninhos naturais das abelhas da tribo Meliponini. Cada abrigo contém uma caixa de madeira modular, separada para abrigar o ninho e os potes de alimento – mel e pólen. As estruturas, instaladas sob telhado verde, se parecem com uma sequência de casinhas, construídas pelo criador de abelhas nativas e marceneiro Paulo César Munck.

    Foto: Breno Moreira/Divulgação

    Inicialmente, cinco espécies de abelhas nativas e sociais ocupam 13 casas do “condomínio”: jataí, mandaguari, uruçú-amarela e iraí. Das 550 espécies sem ferrão identificadas em países tropicais e subtropicais, cerca de 250 foram encontradas no Brasil, demonstrando a riqueza dessa fauna nacional.

    Na Trilha também é possível observar o “hotel” para abelhas solitárias, como a abelha da orquídea e a mamangava, ampliando ainda mais a diversidade de espécies apresentadas aos visitantes.

    A importância das abelhas sem ferrão

    Segundo Dr. Breno Moreira Motta, biólogo e diretor do Jardim Botânico UFJF, “O Meliponário foi planejado com foco na conservação das abelhas sem ferrão, espécies fundamentais da nossa biodiversidade. Além da conservação, o projeto desenvolve atividades de educação ambiental. Nessas ações, busca-se mostrar à comunidade a importância das abelhas para o equilíbrio dos ecossistemas. O espaço também contribui para a pesquisa científica e extensão universitária. Visitantes podem aprender sobre a biologia e os hábitos dessas espécies. O projeto aproxima ciência e sociedade, despertando consciência ambiental.”

    Foto: Breno Moreira/Divulgação

    As abelhas sem ferrão exercem papel fundamental nos processos de polinização, influenciando diretamente a regeneração natural, a manutenção da diversidade vegetal e a estabilidade dos ecossistemas tropicais. A perda de habitat, o uso indiscriminado de agrotóxicos e as mudanças climáticas têm impactado significativamente essas populações, reforçando a necessidade de projetos de conservação e educação ambiental.

    Experiência educativa para toda a família

    As visitas mediadas ocorrem de terça a sexta, em dois horários, das 8h às 11h e das 13h às 16h. São gratuitas, sendo necessário agendamento apenas para escolas e grupos organizados. O ambiente é acessível e pensado para acolher públicos diversos, desde famílias até pesquisadores.

    O Jardim Botânico oferece ainda trilhas ecológicas, estufas, coleções científicas e áreas de lazer. Entre suas principais ações estão a conservação da biodiversidade da Mata Atlântica e a realização de projetos de pesquisa. Oficinas, visitas guiadas e exposições são promovidas ao longo do ano, sempre com o objetivo de aproximar ciência e sociedade.

    Foto: Divulgação

    O projeto integra pesquisa, extensão e conservação, proporcionando oportunidades para estudos em taxonomia, comportamento, conservação genética e manejo racional de meliponíneos. O espaço reforça a compreensão de que a preservação das abelhas não se restringe apenas à produção de mel, mas está intrinsecamente associada à segurança alimentar e à manutenção da biodiversidade.

    “A criação do Meliponário sempre esteve entre os objetivos do Jardim Botânico da UFJF. Esse sonho foi concretizado graças à iniciativa da professora Ana Paula Gelli, coordenadora do projeto”, reforça Motta.

    Foto: Breno Moreira/Divulgação

    O Meliponário configura-se como um instrumento estratégico na promoção da conservação da fauna nativa e da educação ambiental de base científica, contribuindo para a formação de uma consciência ambiental crítica e voltada à sustentabilidade.

    A Trilha do Mel representa um convite ao conhecimento e à valorização da natureza. O espaço de harmonia e beleza cênica oferece uma experiência de aprendizado, lazer e contato direto com a sociobiodiversidade, consolidando o Jardim Botânico da UFJF como referência em educação ambiental na região.

    Serviço:

    Local: Jardim Botânico da UFJF

    Endereço: Rua Coronel Almeida Novaes, 246 – Santa Terezinha, Juiz de Fora/MG

    Funcionamento: Terça a domingo, das 8h às 17h (última entrada às 16h)

    Entrada: Gratuita

    Informações: Não é necessário agendamento para visitas individuais

    Contato: Site oficial do Jardim Botânico UFJF para agendamento de grupos escolares

  • Bahamas lidera esforço ambiental no Caribe e investe em turismo verde

    Bahamas lidera esforço ambiental no Caribe e investe em turismo verde

    O arquipélago das Bahamas, formado por mais de 700 ilhas e ilhotas, destaca-se pelo compromisso ambiental e turismo sustentável. Conhecido mundialmente pelas águas azul-turquesa e rica biodiversidade marinha, o país tem adotado medidas fortes para proteger o meio ambiente e garantir um futuro mais verde.

    Em 2024, o turismo nas Bahamas atraiu mais de 11 milhões de visitantes, que encontraram não só praias paradisíacas, mas também uma gestão ambiental eficiente. O governo local se comprometeu a reduzir as emissões de gases poluentes em 30% até 2030. Além disso, pretende formar 30% da matriz energética com fontes renováveis e ampliar a frota de veículos elétricos e híbridos.

    A transição para energia solar avança especialmente nas Out Islands, onde algumas comunidades já são energeticamente autossuficientes. O país também lidera a criação de Créditos de Carbono Azul, utilizando a capacidade das pradarias submarinas para capturar carbono.

    Proteção dos ecossistemas marinhos

    As Bahamas investem pesado na conservação dos ecossistemas marinhos. O programa Mangrove Mania, promovido pela Waterkeepers Bahamas, envolve moradores na restauração de manguezais destruídos pelo furacão Dorian em 2019. O Coral Vita, em Grand Bahama, cultiva corais nativos com técnicas que aceleram seu crescimento e aumentam a resistência ao aquecimento dos oceanos. Outra iniciativa relevante é a organização Bonefish & Tarpon Trust, que protege habitats de espécies importantes e ajudou a criar cinco parques marinhos.

    O Atlantis Blue Project Foundation atua em educação ambiental e criação de áreas protegidas. Já preservou mais de um milhão de acres marinhos, fortalecendo a biodiversidade local.

    Turismo que cuida e preserva

    As redes hoteleiras locais adotam práticas sustentáveis. O Tiamo Resort, em Andros, utiliza energia solar, coleta de água da chuva e constrói com madeira local, garantindo ventilação natural. Em Eleuthera, o glamping The Other Side oferece tendas à beira-mar feitas com materiais naturais e equipadas com painéis solares.

    Foto de Fernando Jorge na Unsplash

    Novos empreendimentos, como o Six Senses Grand Bahama e o Montage Cay, seguem essa linha ecológica. O último será o primeiro resort privativo da rede com SPA construído com materiais sustentáveis.

    Preparação contra desastres climáticos

    As Bahamas enfrentam riscos climáticos crescentes, com furacões intensos e elevação do nível do mar, frutos da mudança climática. O furacão Dorian causou grandes danos em Abaco e Grand Bahama, com perdas que chegaram a US$ 3,4 bilhões.

    Em resposta, o governo criou a Autoridade de Gestão de Riscos de Desastres (DRM Authority), que coordena treinamentos, simulações e políticas de resiliência comunitária. A reconstrução das ilhas foi lenta e ainda teve o desafio da pandemia, mas hoje a região reforça a infraestrutura para eventos extremos.

    Além disso, o setor de cruzeiros passou por melhorias. O Porto de Nassau recebeu investimentos de US$ 300 milhões focados em sustentabilidade e inclusão. Em Bimini, o Ocean Cay MSC Marine Reserve mantém o MSC Conservation Center, que cultiva corais resistentes ao calor. O programa Super Coral já produziu quase 300 fragmentos que sobreviveram a ondas de calor em 2023.

    Agronegócio cresce

    O setor agrícola das Bahamas vive seu momento mais vibrante em mais de 30 anos. Com um crescimento de 26,3% sob a atual administração, o arquipélago está em uma missão ousada: reduzir sua pesada dependência de importações de alimentos, que custam aos cofres públicos mais de US$ 1 bilhão anualmente.

    O impulso vem de investimentos maciços em tecnologia, como fazendas hidropônicas, e programas robustos de incentivo aos produtores locais. O objetivo central é fortalecer a segurança alimentar do país e construir uma economia mais resiliente e autossuficiente.

    A aposta na agricultura moderna é uma das frentes mais estratégicas. O governo fechou acordos para a construção de cinco fazendas hidropônicas de grande escala. As unidades ficarão em Nova Providência, Grand Bahama, Abaco, Andros e Cat Island.

    Essa técnica de cultivo sem solo, que usa até 90% menos água, permite produzir hortaliças saudáveis o ano todo. A iniciativa é crucial para abastecer até as ilhas mais remotas do arquipélago e combater a inflação nos preços dos alimentos.

    Programas fortalecem produção de proteínas

    Para cortar as importações de carne e ovos, o Ministério da Agricultura lançou mão de projetos ambiciosos. O National Layer and Piggery Programme já distribuiu mais de 10.000 pintinhos e 3.000 galinhas adultas para avicultores locais.

    Já o Golden Yolk Project, um investimento de US$ 9 milhões, expande a capacidade de produção e processamento de ovos. A meta é aumentar a oferta de proteína animal produzida dentro do país.

    Reconhecimento e investimento recorde no agricultor

    O governo não poupou esforços para valorizar quem está no campo. O orçamento geral da agricultura saltou de US$ 25 milhões para US$ 35 milhões. O apoio financeiro direto aos agricultores teve um aumento histórico de 200%.

    Anualmente, os Prêmios Agrários reconhecem os melhores produtores. A edição de 2025, com o tema “Planting with Heart and Soil”, distribuirá mais de US$ 50.000 em prêmios em dinheiro em categorias como Agricultor do Ano e Jovem Agricultor.

    A educação é peça-chave para o crescimento sustentável. O Bahamas Agriculture and Marine Science Institute (BAMSI) tem 302 alunos matriculados e firmou parcerias com universidades de ponta como Stanford e Prairie View A&M.

    A cooperação internacional também avança. Recentemente, a Embaixada da China patrocinou a ida de 15 especialistas bahamenses para duas semanas de treinamento agrícola no país asiático.

    Foco no futuro: sustentabilidade e resiliência

    O próximo passo é realizar o Censo Agrícola Nacional, em parceria com o IICA. Os dados vão guiar políticas públicas precisas para o setor.

    O foco simultâneo está na agricultura regenerativa e inteligente para o clima. A meta é aumentar a produtividade enquanto se prepara para os desafios das mudanças climáticas, uma realidade urgente para um arquipélago localizado no coração do Caribe.

    As Bahamas provam que turismo, natureza, agro e inovação podem coexistir. Com metas claras, ações concretas e engajamento local, o país se consolida como um exemplo global de turismo sustentável.

  • Panamá – migração animal sem visto atrai ecoturistas

    Panamá – migração animal sem visto atrai ecoturistas

    Cidade do Panamá – Entre dois oceanos e dois continentes, o Panamá se transforma anualmente em um dos maiores corredores migratórios do mundo. Durante o mês de setembro, este pequeno país centro-americano recebe milhões de animais em uma das migrações mais impressionantes do planeta, oferecendo aos visitantes brasileiros uma experiência única de turismo sustentável – e sem necessidade de visto.

    Estrategicamente posicionado entre a América do Norte e do Sul, banhado pelo Pacífico e pelo Caribe, o Panamá possui biodiversidade excepcional que o consagra como verdadeiro santuário natural. Sua geografia privilegiada cria um corredor biológico único, onde baleias-jubarte, tartarugas marinhas e mais de 1.000 espécies de aves encontram condições ideais para reprodução e descanso.

    “A posição geográfica do Panamá é fundamental para essas migrações. O país funciona como uma ponte natural que conecta ecossistemas e permite a continuidade dos ciclos de vida de centenas de espécies”, explica o fenômeno que atrai pesquisadores e ecoturistas do mundo inteiro.

    Baleias-jubarte: gigantes do Pacífico panamenho

    Entre julho e outubro, as águas quentes do Pacífico panamenho recebem as majestosas baleias-jubarte. Esses gigantes marinhos percorrem milhares de quilômetros vindos do sul do continente. E vão se reproduzir em águas próximas à Ilha Coiba, Golfo de Chiriquí e Arquipélago de Las Perlas.

    Foto: Divulgação/Visit Panamá

    Os passeios de observação são conduzidos por guias certificados, garantindo experiências seguras e responsáveis. Avistar uma baleia-jubarte saltando em seu habitat natural representa um dos momentos mais emocionantes do turismo de natureza mundial.

    Desova das tartarugas: espetáculo noturno nas praias

    As praias panamenhas protagonizam outro fenômeno natural extraordinário: a desova das tartarugas marinhas. Destinos como La Marinera, na área protegida de Mata Oscura (Veraguas), e Playa Chiriquí permitem presenciar desde a chegada silenciosa das fêmeas ao entardecer até o nascimento de centenas de filhotes correndo rumo ao mar.

    • Projeto de fruticultura irrigada instala estações
    • Preço do café atinge maior nível em três meses

    Todas as atividades seguem rigorosos protocolos de conservação, sempre acompanhadas por especialistas locais que garantem a proteção das espécies e educam os visitantes sobre a importância da preservação marinha.

    Aves migratórias: o céu ganha vida em setembro

    Com mais de 1.000 espécies registradas, o Panamá consolida-se como paraíso mundial para observação de aves. A partir de setembro, com pico em outubro, milhares de aves migratórias, especialmente aves de rapina, cruzam o istmo panamenho. Essa é uma das jornadas mais impressionantes do hemisfério ocidental.

    Foto: Divulgação/Visit Panamá

    Locais como o Santuário de Aves do Cerro Ancón, Parque Natural Metropolitano e até varandas na Cidade do Panamá tornam-se pontos privilegiados para observar esse espetáculo natural que encanta ornitólogos e turistas.

    Turismo sustentável com impacto positivo

    O Panamá aposta no turismo de conservação, oferecendo experiências educativas que vão além do simples avistamento. Roteiros combinam natureza, cultura, história e gastronomia local, proporcionando imersão completa para viajantes conscientes.

    As experiências incluem saídas em grupo com equipamentos profissionais, guias especializados e programas que contribuem diretamente para a conservação das espécies observadas.

    Cidadãos brasileiros não precisam de visto para visitar o Panamá, necessitando apenas passaporte com validade mínima de seis meses. A facilidade de acesso torna o país destino acessível para quem busca experiências autênticas de turismo de natureza.

    Países como México, Colômbia, Argentina, Peru e Chile também possuem entrada facilitada, consolidando o Panamá como destino preferencial para o turismo sustentável latino-americano.