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  • Rio Grande do Sul abre safra de soja com expectativa de produção recorde

    Rio Grande do Sul abre safra de soja com expectativa de produção recorde

    Na sexta-feira (3/10), o Rio Grande do Sul lançou oficialmente a safra de soja 2025/26 no município de Júlio de Castilhos, região Central do estado. O evento contou com a presença do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum, e do secretário da Casa Civil, Artur Lemos.

    A Emater/RS-Ascar projeta uma colheita de 21,4 milhões de toneladas, valor que representa um crescimento de 57,14% em relação às 13,6 milhões de toneladas da safra anterior. A área destinada ao plantio deve somar 6,74 milhões de hectares, com uma leve queda de 0,80% no total plantado.

    Foto: Gustavo Mansur/ Ascom Casa Civil

    Segundo o secretário Brum, a expectativa de aumento na produção depende das condições climáticas favoráveis e do esforço dos produtores. “Se o clima ajudar, a soja pode colocar o Rio Grande do Sul novamente em destaque nacional”, afirmou.

    O relatório Radiografia da Agropecuária Gaúcha 2025 (RAG), produzido pela Seapi, aponta os principais municípios produtores tanto na agricultura irrigada — São Borja, Cruz Alta, São Luiz Gonzaga, Santa Bárbara do Sul e Boa Vista do Cadeado — como na agricultura de sequeiro, com destaque para Palmeira das Missões, Dom Pedrito, Vacaria, Cachoeira do Sul e São Gabriel.

    Em 2024, o Rio Grande do Sul exportou produtos do complexo soja para 50 países, movimentando US$ 6,33 bilhões. O estado ocupa a terceira posição nacional entre exportadores dessa cadeia produtiva, com a China sendo o maior comprador, responsável por 56% das exportações. Outros mercados relevantes são Irã (7,2%), Coreia do Sul e Índia (3,7% cada) e Iraque (3,1%).

  • La Niña 2025: como fenômeno climático pode afetar a agricultura no Brasil

    La Niña 2025: como fenômeno climático pode afetar a agricultura no Brasil

    O fenômeno climático La Niña deve influenciar o regime de chuvas no Brasil nos próximos meses. Com impactos significativos especialmente na região Sul La Niña pode influenciar a primavera no Brasil, aponta NOAA. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), há 60% de probabilidade de formação do evento entre outubro e dezembro de 2025. Apesar da previsão de baixa intensidade e curta duração, o fenômeno preocupa produtores rurais, principalmente no Rio Grande do Sul.

    As projeções meteorológicas apontam que setembro e outubro ainda devem registrar volumes de precipitação dentro da normalidade, com acumulados superiores a 200 mm em áreas do centro-norte gaúcho. Contudo, o cenário muda drasticamente entre novembro e início de dezembro, quando os índices pluviométricos podem cair até 50% abaixo da média em regiões da faixa centro-sul do estado.

    Essa redução drástica nas chuvas representa um alerta vermelho para os sojicultores, já que a escassez hídrica durante períodos críticos do desenvolvimento da cultura aumenta consideravelmente a necessidade de replantios e pode resultar em perdas financeiras expressivas.

    Impactos do La Niña na agricultura brasileira

    O fenômeno La Niña afeta diretamente culturas sensíveis à falta de água, incluindo soja, milho e café. O algodão também é uma cultura bastante sensível às chuvas, com impactos significativos nas lavouras brasileiras durante episódios de La Niña Revista CultivarNotícias Agrícolas.

    Enquanto a região Sul enfrenta chuvas irregulares que prejudicam a agricultura, a região Norte pode experimentar precipitações acima da média, com risco de elevação do nível dos rios La Niña pode influenciar a primavera no Brasil, aponta NOAA. Esse padrão climático contrastante exige planejamento específico para cada região produtora do país.

    Estratégias de manejo para reduzir riscos

    Fernando Arnuti, consultor de Desenvolvimento de Produtos da TMG – Tropical Melhoramento & Genética, empresa brasileira especializada em soluções para algodão, soja e milho, recomenda medidas preventivas para enfrentar o período de irregularidade hídrica.

    “Em anos de previsão de irregularidade de chuvas, é fundamental que o agricultor utilize cultivares com grupos de maturação relativa mais longos. Pois isso amplia a fase vegetativa e proporciona maior capacidade de tolerar períodos curtos de estresse hídrico”, explica o especialista.

    Escalonamento de plantio como ferramenta de gestão de risco

    Outra estratégia eficaz destacada por Arnuti é o escalonamento da época de semeadura. “Ao distribuir as datas de plantio, o agricultor reduz o risco de que toda a lavoura enfrente as mesmas condições climáticas adversas em fases sensíveis como a floração e enchimento de grãos. Essa prática não aumenta os custos e traz mais segurança no planejamento da safra”, orienta.

    O consultor reforça que a seleção de cultivares deve sempre considerar as particularidades de cada área produtiva. “A escolha precisa estar alinhada ao histórico da propriedade, levando em consideração a fertilidade do solo, incidência de pragas e doenças e a produtividade média. O acompanhamento do engenheiro agrônomo é indispensável para orientar esse processo e maximizar os resultados”, complementa Arnuti.

    Preparação é a chave para minimizar impactos

    Com a proximidade do período de maior risco climático, produtores rurais do Sul do Brasil devem intensificar o planejamento da safra 2025/2026. A combinação de escolha criteriosa de cultivares, escalonamento de plantio e monitoramento constante das condições meteorológicas representa o melhor caminho para enfrentar os desafios impostos pelo La Niña.

    A adoção dessas práticas agronômicas pode fazer a diferença entre uma safra comprometida e resultados satisfatórios, mesmo diante de condições climáticas adversas.

  • INmet emite alerta de perigo potencial para chuva, ventania e granizo

    INmet emite alerta de perigo potencial para chuva, ventania e granizo

    O Instituto Nacional de Meteorologia (INmet) emitiu um alerta amarelo de perigo potencial para uma extensa área do Sul e Sudeste do Brasil. O aviso, válido para os estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, prevê a ocorrência de chuvas intensas, com acumulados que podem atingir até 50 milímetros (mm) em um único dia, acompanhadas de ventos fortes e queda de granizo.

    O alerta amarelo, de nível “perigo potencial”, é o segundo na escala de três níveis do INmet e indica risco moderado para o período. As principais ameaças associadas a essa frente fria e instabilidade atmosférica são:

    • Chuvas intensas: os volumes previstos, de até 50 mm/dia, representam um volume significativo de água em um curto espaço. Esse cenário eleva substancialmente os riscos de alagamentos, enxurradas em áreas de declive e deslizamentos de terra em encostas e morros.
    • Ventos fortes: rajadas de vento podem causar danos como a queda de árvores, destelhar construções e interromper o fornecimento de energia elétrica. A população deve evitar estacionar veículos próximos a placas de propaganda, árvores antigas ou estruturas frágeis.
    • Granizo: a precipitação de pedras de gelo, típica de nuvens de grande desenvolvimento vertical (cumulonimbus), pode danificar veículos, lavouras e telhados, além de representar perigo para pessoas e animais que estiverem ao ar livre sem proteção.

    Como se proteger e onde buscar informações

    Diante de um alerta deste nível, a adoção de medidas de precaução é fundamental. O INmet e a Defesa Civil recomendam:

    • Evite áreas de risco, como baixadas sujeitas a alagamentos e encostas.
    • Não atravesse ruas alagadas ou pontes inundadas.
    • Procure abrigo seguro em caso de ventania ou início de chuva de granizo.
    • Mantenha-se informado por fontes oficiais, como a Defesa Civil Municipal (telefone 199) e o próprio site do INmet.

    A previsão do tempo é uma ferramenta essencial para a prevenção de desastres. A divulgação em massa de alertas como este permite que a população e as autoridades se preparem, minimizando os impactos humanos e materiais dos eventos climáticos severos.

  • Monitoramento Integrado combate a cigarrinha-do-milho no Rio Grande do Sul

    Monitoramento Integrado combate a cigarrinha-do-milho no Rio Grande do Sul

    A Emater/RS-Ascar, em parceria com a Rede Técnica Cooperativa (RTC), iniciou neste ano uma ação coordenada para monitorar a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), praga que ameaça as lavouras gaúchas. O projeto abrange cerca de 50 municípios. Técnicos da Emater visitam semanalmente propriedades para trocar armadilhas e contar os insetos capturados. Esses dados seguem para a RTC, que consolida as informações e elabora um mapa estadual de ocorrência.

    Esta é a primeira vez que a Emater e a RTC atuam em conjunto nesse monitoramento. Antes, o trabalho era feito de forma isolada, seja por cooperativas ou extensionistas autônomos.

    Elder Dal Prá, extensionista rural da Emater, explica que a cigarrinha-do-milho é uma praga recente no RS, com registros a partir das safras de 2020 e 2021. “Embora cause poucos danos diretos à planta, o inseto transmite bactérias e vírus que provocam enfezamentos — doenças que não têm controle e reduzem a produtividade”, alerta.

    O monitoramento ganha importância por permitir manejo estratégico da praga. Nem todas as cigarrinhas carregam os patógenos, pois elas precisam se alimentar antes de uma planta infectada. Por isso, amostras serão coletadas em locais específicos e testadas em laboratórios para detectar bactérias e vírus.

    Ciclo da praga

    O ciclo da cigarrinha dura cerca de 45 dias com temperatura favorável. O inseto deposita ovos no limbo foliar; as ninfas têm cor palha com manchas no abdômen e os adultos medem aproximadamente quatro milímetros, com cabeça clara e manchas negras, que facilitam sua identificação no campo.

    Foto: Fabrícia Torres.

    A cigarrinha vive principalmente no cartucho e folhas jovens do milho. O manejo integrado inclui eliminação do milho voluntário, monitoramento constante, uso de cultivares menos suscetíveis, semeadura em época única, tratamento de sementes com inseticidas e aplicação de inseticidas conforme a incidência.

    Para o produtor Jesus Amilton Amaral, de Lindolfo Collor, o monitoramento é fundamental. “Planto milho há quatro anos e a cigarrinha só apareceu recentemente. No ano passado, perdi parte da lavoura. As armadilhas vão ajudar a identificar a praga logo e agir antes que cause mais danos”, diz.

    Ele destaca que a rotina na lavoura exige atenção diária e aprendizado constante. “Estou há dois meses direto no campo, sem ir para a cidade. É trabalho duro, mas o monitoramento traz segurança para continuar produzindo mesmo com as dificuldades.”

  • Rio Grande do Sul inicia colheita da canola

    Rio Grande do Sul inicia colheita da canola

    O Rio Grande do Sul deu início à colheita da canola com perspectivas positivas para a safra 2024/2025. A Emater/RS-Ascar divulgou nesta quinta-feira (25/09) que 3% das lavouras já foram colhidas, enquanto 87% permanecem na fase de floração e enchimento de síliquas.

    As condições climáticas favorecem o desenvolvimento da cultura. A boa disponibilidade de radiação solar e as temperaturas amenas beneficiaram o florescimento e a formação das síliquas. O estado nutricional das lavouras apresenta-se adequado em toda a região produtora.

    A área cultivada alcança 203.206 hectares, com produtividade projetada de 1.737 kg/ha. Os produtores mantêm o manejo preventivo com fungicidas e inseticidas, especialmente nas áreas em florescimento.

    Na região de Frederico Westphalen, 20% da área encontra-se em florescimento. Outros 70% estão em enchimento de grãos, 8% em maturação e 2% já colhidos. A produtividade projetada atinge 1.600 kg/ha.

    A região de Ijuí apresenta 75% das lavouras em granação, 3% em maturação e 2% colhidas. O rendimento varia entre 1.800 e 2.100 kg/ha. Em Santa Rosa, 12% dos cultivos estão em floração, 65% em enchimento de grãos, 20% em maturação e 3% colhidos.

    Trigo enfrenta desafios após chuvas intensas

    As lavouras de trigo gaúchas mantêm desenvolvimento satisfatório, apesar da variabilidade climática regional. As chuvas volumosas do último fim de semana (20 e 21/09) geraram apreensão entre os produtores.

    Os produtores intensificaram o manejo fitossanitário após o período de molhamento prolongado. As aplicações de fungicidas aumentaram para prevenir doenças nas áreas em floração e enchimento de grãos.

    Atualmente, 35% das lavouras estão em floração e outros 35% em enchimento de grãos. O restante divide-se entre desenvolvimento vegetativo (25%) e maturação (5%). A área cultivada atinge 1.198.276 hectares, com produtividade estimada em 2.997 kg/ha.

    Aveia-branca e cevada mantêm perspectivas positivas

    A aveia-branca beneficia-se da alternância entre dias ensolarados e precipitações regulares. Contudo, o excesso hídrico aumentou a pressão de doenças fúngicas e pragas.

    O quadro fenológico mostra 10% das lavouras em desenvolvimento vegetativo, 25% em floração, 42% em enchimento de grãos, 17% em maturação e 6% colhidas. A área projetada alcança 401.273 hectares, com produtividade de 2.254 kg/ha.

    A cevada apresenta desenvolvimento adequado, favorecida pelas condições climáticas recentes. Do total cultivado, 37% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 36% em florescimento e 27% em enchimento de grãos.

  • RS: concurso define as 10 maiores árvores de erva-mate do estado

    RS: concurso define as 10 maiores árvores de erva-mate do estado

    A identidade dos verdadeiros gigantes da floresta gaúcha será revelada na próxima terça-feira, 1º de outubro. Nesta data, a Universidade de Passo Fundo (UPF) irá anunciar e premiar as 10 maiores árvores de erva-mate do Rio Grande do Sul, eleitas em um concurso inédito que mapeou exemplares monumentais em todo o estado.

    A cerimônia de premiação do concurso “Árvores Gigantes do Rio Grande do Sul” está marcada para as 10h, no auditório da Faculdade de Odontologia da UPF (Campus I).

    O evento é o ponto alto de um projeto que contou com a participação de 41 árvores inscritas, oriundas dos quatro principais polos ervateiros do estado: Alto Taquari (18), Celeiro Missões (10), Nordeste Gaúcho (8) e Alto Uruguai (5).

    De acordo com o regulamento, para entrar na disputa, os exemplares precisavam ter, no mínimo, 1,5 metro de circunferência à altura do peito (CAP), uma medida padrão em estudos florestais. “Todas estas árvores já foram monitoradas pela Comissão Estadual do Concurso e tiveram suas medições reavaliadas”, afirmou Ilvandro Barreto de Melo, engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar e coordenador da Câmara Setorial da Erva-Mate.

    Além do título: conservação e pesquisa científica

    A competição, no entanto, vai muito além da simples premiação. Segundo Melo, as árvores gigantes se tornarão objeto de estudos genéticos e fitoquímicos, com a permissão dos produtores. “O concurso é uma ferramenta para buscar a caracterização destas 41 árvores. E compreender tanto a anatomia de cada uma quanto o seu processo de multiplicação”, destacou.

    Para o professor Jaime Martinez, coordenador do concurso pela UPF, o objetivo central é ecológico e cultural. “Estudos mostram que um dos frutos que mais atrai as aves silvestres é o fruto da erva-mate. O grande objetivo deste concurso foi destacar as espécies e os ambientes florestais. Para que a gente recupere uma cultura de maior valorização das nossas florestas. Aquilo que a gente valoriza e conhece, a gente preserva melhor”, explicou Martinez.

    A iniciativa, organizada pela UPF em parceria com diversas instituições do setor. E busca reforçar a importância econômica, cultural e ambiental da erva-mate para o Rio Grande do Sul. Além de destacar a necessidade de preservar esses patrimônios vivos da natureza.

  • Primavera transforma o cenário agrícola nacional de norte a sul

    Primavera transforma o cenário agrícola nacional de norte a sul

    A chegada da primavera 2025, iniciada nesta segunda-feira (22) às 15h19, marca um divisor de águas para a agricultura brasileira. Conhecida como a estação das flores, a primavera marca transição entre o inverno seco e o verão chuvoso no Brasil, trazendo oportunidades e desafios únicos para diferentes regiões produtoras do país.

    No Espírito Santo, a transição promete ser especialmente significativa. Após um inverno caracterizado por tempo seco e temperaturas amenas, a Coordenação de Meteorologia do Incaper projeta cenário otimista com aumento gradual das temperaturas e retomada das chuvas, principalmente a partir de outubro.

    “Este é o momento de os agricultores se prepararem para essa estação. Independentemente do volume de chuvas, é essencial revisar equipamentos, planejar o uso eficiente da água e adotar boas práticas de manejo”, destaca o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.

    A cafeicultura arábica capixaba, cultivada em regiões de altitude, enfrenta momento crucial. A irregularidade das chuvas no início da primavera pode comprometer a uniformidade da florada – fator determinante para a produtividade futura. Produtores devem intensificar práticas que reduzam impactos de períodos curtos de estiagem.

    No cultivo do conilon, predominante no Norte e áreas de baixada no Sul do estado, a irrigação eficiente torna-se essencial. Com temperaturas mais altas previstas, o manejo hídrico adequado garantirá boa frutificação e evitará perdas significativas.

    Culturas tropicais demandam atenção redobrada

    O mamão, cultivado principalmente no Norte capixaba, pode enfrentar maior susceptibilidade à antracnose e mosca-das-frutas com o aumento da umidade. A pimenta-do-reino está mais vulnerável à fusariose, demandando manejo fitossanitário rigoroso. O cacau requer atenção especial contra a vassoura-de-bruxa, enquanto a banana necessita monitoramento constante contra sigatoka-negra e nematoides.

    Para a pecuária de corte e leite, a primavera apresenta cenário duplo. Enquanto as condições favorecem o crescimento das pastagens, melhorando a oferta de alimento, o calor acima da média pode gerar estresse térmico nos animais, reduzindo produtividade leiteira e comprometendo ganho de peso.

    O Incaper recomenda reforçar acesso dos animais à água de qualidade, disponibilizar áreas de sombra e adotar suplementação mineral adequada.

    Rio Grande do Sul: normalidade com variações sazonais

    No Rio Grande do Sul, a primavera 2025 tende a seguir padrão próximo da normalidade, segundo Flávio Varone, coordenador do Simagro-RS. “A primavera vai começar com condição bem típica da estação, com passagem de sistemas meteorológicos que provocam chuva regular e grande amplitude térmica”, explica.

    A previsão indica outubro úmido, com chuvas dentro ou acima da média na metade Norte do estado, seguido por novembro mais seco. As temperaturas devem apresentar grande amplitude térmica no início, com noites frias e tardes quentes, evoluindo para temperaturas mais elevadas em novembro e dezembro.

    Norte do Brasil: protagonismo na bioeconomia nacional

    A região Norte, responsável por significativa parcela da produção agrícola nacional, enfrenta cenários específicos durante a primavera. A primavera 2024 traz temperaturas acima da média e secas intensas, especialmente nas regiões Norte e Centro-Oeste, demandando estratégias adaptadas para cultivos regionais.

    O Estado comemora, por exemplo, a liderança na produção de açaí e dendê, respondendo por 90% do volume nacional. O Pará mantém posição de destaque, com 95% da produção do açaí se concentra no estado do Pará. A primavera representa período crucial para a safra, exigindo monitoramento constante das condições hídricas.

    A produção de 100% da área nacional de guaraná, 75% de açaí, 24% de cacau e 56% do dendê estão dentro do Bioma amazônico. R$ 24,4 bilhões (20,5%) foram gerados pela produção de açaí, mandioca, café, cacau, banana, cana, dendê, abacaxi, arroz, feijão e outros produtos da região, segundo estudos da Fundação Getúlio Vargas.

    Desafios climáticos regionais

    No entanto, em áreas do Matopiba, a expectativa de precipitação abaixo da média eleva o risco de dificuldades para a implantação da soja, conforme previsões do Inmet. A região Norte deve enfrentar chuvas irregulares e abaixo da média, dificultando o abastecimento hídrico e pressionando setores como agricultura e geração de energia.

    O Inmet afirma que o período é de “transição entre as estações seca e chuvosa no setor central do Brasil”, marcado pela convergência de umidade vinda da Amazônia. A ausência de influência significativa dos fenômenos El Niño ou La Niña mantém cenário de neutralidade climática, mas com variações regionais importantes.

    Temperaturas e precipitações previstas

    No Espírito Santo, as temperaturas máximas médias devem variar entre 24°C e 26°C na Região Serrana e entre 28°C e 30°C nas demais regiões. As mínimas ficam entre 15°C e 16°C na Serrana e cerca de 19°C nas outras áreas. O volume de precipitação deve ultrapassar 400mm no Caparaó, Grande Vitória e leste da Região Serrana.

    Hugo Ramos, coordenador de Meteorologia do Incaper, enfatiza: “O produtor rural deve adotar estratégias de manejo hídrico eficiente, intensificar o monitoramento fitossanitário e investir em práticas de bem-estar animal”.

    A primavera 2025 exige planejamento estratégico, aproveitando oportunidades de crescimento das lavouras e recuperação de pastagens, enquanto minimiza riscos de doenças, pragas e estresse térmico.

  • Alerta vermelho: frente fria pode provocar tempestades com ventos de 100 km/h

    Alerta vermelho: frente fria pode provocar tempestades com ventos de 100 km/h

    Uma frente fria de grande intensidade avança sobre a região Sul do Brasil, provocando tempestades severas e trazendo riscos significativos para a população. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu alertas de grande perigo para várias áreas, indicando condições meteorológicas extremas que exigem atenção redobrada e medidas de precaução.

    O INMET ativou o Aviso de Grande Perigo (vermelho) para o sudoeste e centro do Rio Grande do Sul. As previsões indicam:

    • Volumes de chuva de até 100 mm em um único dia
    • Ventanias intensas que podem atingir 100 km/h
    • Queda de granizo e descargas elétricas frequentes

    As demais áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná estão sob Aviso de Perigo (laranja), com previsão de tempestades isoladas mas potencialmente perigosas.

    Recomendações de segurança

    As autoridades recomendam que a população:

    • Evite deslocamentos não essenciais durante os piores momentos das tempestades
    • Procure abrigo em locais seguros longe de árvores, estruturas metálicas e janelas
    • Monitore atualizações meteorológicas através do portal oficial do INMET

    Veja a previsão domingo abaixo e para os próximos dias na sequência

     

    Previsão para domingo
    Segunda-feira (22 de setembro)
    • A frente fria avança para as regiões Sudeste e Centro-Oeste, com os seguintes impactos:
    • Tempestades no centro e sul de Mato Grosso do Sul e em São Paulo
    • Chuvas fortes que persistem em Santa Catarina e Paraná
    • Queda acentuada de temperaturas no Rio Grande do Sul devido à chegada de massa de ar frio
    Terça-feira (23 de setembro)
    • Queda de temperatura em toda a Região Sul e partes do Mato Grosso do Sul e São Paulo
    • Condições para geada fraca nos planaltos de Santa Catarina e Paraná
    • Estabilização gradual das condições meteorológicas
    • Importância do acompanhamento meteorológico

    Os meteorologistas destacam que previsões e avisos meteorológicos são atualizados diariamente. A população deve acompanhar as informações oficiais através do portal do INMET e das redes sociais do instituto para receber orientações em tempo real.

    Especialistas lembram que eventos climáticos extremos têm se tornado mais frequentes e intensos, exigindo que a população esteja sempre preparada e informada sobre os procedimentos de segurança adequados.

    Qual a diferença entre alerta laranja e vermelho?

    O alerta vermelho indica situação de grande perigo com fenómenos meteorológicos de intensidade excepcional e alto risco de danos. O alerta laranja significa situação de perigo com fenómenos meteorológicos intensos e potencial de danos.

    Onde posso acompanhar as atualizações meteorológicas?

    As informações oficialmente são disponibilizadas no portal do INMET e nas suas redes sociais. Recomenda-se verificar essas fontes pelo menos três vezes ao dia durante períodos de alerta.

    Quais os principais riscos associados a estas tempestades?

    Os principais perigos incluem alagamentos, queda de árvores e estruturas, destelhamentos, acidentes com descargas elétricas e acidentes de trânsito devido à redução de visibilidade e pista molhada.

     

  • Clima reduz safra de azeite no RS em 2025, mas setor espera crescer

    Clima reduz safra de azeite no RS em 2025, mas setor espera crescer

    A produção de azeite de oliva no Rio Grande do Sul recuou em 2025. O estado, que responde por 80% do azeite nacional, produziu 190,3 mil litros. O número representa uma queda significativa frente aos 580,2 mil litros de 2023. Problemas climáticos explicam a baixa produtividade.

    A informação é do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva). A entidade divulgou os dados nesta segunda-feira (1º/09), durante a Expointer, em Esteio (RS). Apesdo do recuo, o setor projeta uma forte retomada nos próximos ciclos.

    O excesso de umidade no Sul do país prejudicou a safra gaúcha. A expectativa inicial para 2024 era atingir 1 milhão de litros em todo o Brasil. A produção nacional ficou em 343 mil litros, puxada principalmente por São Paulo e Minas Gerais.

    O frio intenso dos últimos meses, no entanto, trouxe otimismo. “O clima recente favoreceu os pomares. Agora precisamos que a chuva não atrapalhe na florada”, disse Flávio Obino Filho, presidente do Ibraoliva. Santa Catarina e Paraná surgem como novos polos de produção, impulsionando a expansão da olivicultura no país.

    Pesquisa é o maior desafio

    O Brasil cultiva atualmente 10 mil hectares de oliveiras. Metade dessa área já está em produção plena. O maior gargalo para o crescimento do setor, segundo Obino Filho, é a falta de investimento em pesquisa.

    “Produtores desenvolvem suas próprias pesquisas. Queremos parcerias público-privadas e com universidades”, explicou. A variedade Arbequina, de origem espanhola, é a que melhor se adaptou ao Brasil. Ela é a base para a produção de azeites puros ou blends.

    Olivoturismo: potencial adormecido

    O setor também enxerga no turismo uma grande oportunidade. O “olivoturismo” já é realidade em cidades como Sant’Ana do Livramento (RS), que possui a Rota das Oliveiras. Encruzilhada do Sul, dona da maior área de cultivo do estado, também planeja desenvolver a atividade.

    O coordenador do Programa Pró-Oliva da Secretaria de Agricultura do RS, Paulo Lipp João, vê um potencial enorme. “É um potencial ainda adormecido. Podemos criar rotas turísticas muito interessantes em municípios como Encruzilhada, Pelotas e Bagé”, observou.

    Para fomentar o setor, o Ibraoliva promove em dezembro, em Bagé (RS), o Seminário Binacional e o 6º Encontro Estadual de Olivicultura. O evento trará especialistas e produtores do Uruguai, cujas pesquisas servem de referência para a região da Campanha e Fronteira Oeste gaúchas.

  • Clima favorece lavouras de trigo no RS

    Clima favorece lavouras de trigo no RS

    As lavouras de trigo no Rio Grande do Sul entraram na fase reprodutiva com condições climáticas ideais. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (14/08), 4% da área já está florescendo, enquanto 96% permanece em desenvolvimento vegetativo.

    Chuvas regulares, aliadas a períodos de sol intenso e temperaturas baixas desde julho, garantem um crescimento mais vigoroso das plantas. As lavouras exibem coloração verde intensa e densidade populacional adequada, com número de afilhos superior ao da safra passada – sinal de maior potencial produtivo.

    Adubação e manejo reforçam produtividade

    Os agricultores finalizam a adubação nitrogenada, etapa crucial para suprir as necessidades nutricionais do trigo. Em áreas com desenvolvimento inicial lento, a umidade do solo em níveis ideais acelerou a recuperação.

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    O estado fitossanitário das lavouras é excelente, sem pragas ou doenças significativas. O controle de plantas daninhas segue o calendário técnico, evitando competição por recursos. Aplicações preventivas de fungicidas também avançam, especialmente em regiões que já iniciaram a floração.

    A Emater/RS-Ascar projeta uma área cultivada de 1.198.276 hectares no estado, com produtividade estimada em 2.997 kg/ha. Se as condições atuais se mantiverem, a safra pode superar as expectativas.