Tag: rio grande do sul

  • Produção de azeite no Brasil deve bater 1 milhão de litros em 2026

    Produção de azeite no Brasil deve bater 1 milhão de litros em 2026

    A produção brasileira de azeite de oliva deve alcançar a marca de 1 milhão de litros em 2026, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva). O Rio Grande do Sul deve responder por cerca de 800 mil litros, consolidando-se como o principal polo produtor do país.

    Após dois anos de safras frustradas em função das condições climáticas adversas, o clima mais estável deste ciclo favoreceu o desenvolvimento das oliveiras e permitiu a recuperação dos olivais. “Tivemos um ano com clima que contribuiu para o desenvolvimento das oliveiras e isso impacta diretamente na produção”, explica Flávio Obino Filho, presidente do Ibraoliva.

    Segundo ele, o número representa mais que uma recuperação. É também um avanço da olivicultura nacional. “O crescimento reforça a presença do azeite brasileiro no mercado e amplia o acesso do consumidor ao produto nacional”, destaca.

    A retomada do setor será celebrada durante a 14ª Abertura Oficial da Colheita da Oliva. O evento acontece em 17 de abril, na sede da Azeite Milonga, em Triunfo (RS). O evento contará com uma feira de negócios especializada em olivicultura, além da venda direta de azeites da safra 2026, reunindo produtores gaúchos e diferentes marcas no mesmo espaço.

    O restante da produção nacional, cerca de 200 mil litros, deve vir de outras regiões produtoras, que também registraram boas condições climáticas neste ciclo. O Ibraoliva organiza a Abertura da Colheita da Oliva. E tem parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul.

  • Arroz reage, mas mercado trava no Rio Grande do Sul

    Arroz reage, mas mercado trava no Rio Grande do Sul

    Mesmo com a alta recente, o mercado de arroz mantém baixa liquidez no Rio Grande do Sul. Segundo o Cepea, custos elevados e margens negativas ainda limitam as negociações. Além disso, incertezas sobre medidas de apoio ao setor reforçam a cautela entre agentes. Por isso, o ritmo de negócios segue lento em diferentes regiões produtoras.

    Do lado da demanda, compradores priorizam estoques já disponíveis nas unidades de beneficiamento. Essa estratégia ocorre diante de dificuldades logísticas e aumento dos custos de transporte.

    Custos altos

    A alta do diesel e o encarecimento dos fretes pressionam ainda mais a cadeia. Assim, empresas evitam novas aquisições no curto prazo. Por outro lado, produtores mantêm postura retraída e aguardam melhores condições de venda. Eles buscam preços que garantam rentabilidade antes de avançar nas negociações.

    Mesmo com a valorização recente, os preços ainda não cobrem os custos de produção. Ou seja, esse cenário ajuda a explicar a liquidez reduzida no mercado gaúcho.

    Diante disso, entidades do setor intensificam a articulação por medidas de apoio. Entre elas, destacam-se Federarroz e Farsul, que pressionam por ajustes no crédito rural. As entidades defendem mudanças no cronograma de custeio da safra 2025/26. Atualmente, o modelo prevê pagamento em até quatro parcelas. No entanto, a primeira parcela coincide com o pico de oferta no mercado. Por isso, o setor propõe ampliar o prazo para oito meses. Com isso, a medida pode reduzir a pressão sobre a comercialização. Além disso, produtores ganhariam mais fôlego financeiro para negociar melhor.

  • Com investimento de R$ 60 milhões, Nestlé reabre fábrica em Carazinho (RS)

    Com investimento de R$ 60 milhões, Nestlé reabre fábrica em Carazinho (RS)

    A Nestlé retomou as operações no Rio Grande do Sul ao reassumir o controle da fábrica de soro de leite em Carazinho, após cinco anos. O movimento marca o retorno da companhia ao estado e reforça sua estratégia de crescimento no segmento de Nutrição Infantil. Com a reabertura, a empresa planeja aumentar em 15% a produção do ingrediente até 2029, sustentando a expansão de fórmulas infantis produzidas no Brasil. O investimento para reativar a unidade superou R$ 60 milhões.

    Segundo Marcelo Citrangulo, diretor executivo de Nutrição da Nestlé Brasil, o retorno da planta simboliza um passo importante para consolidar a liderança da marca no setor.

    “O soro de leite produzido em Carazinho está presente em cerca de 90% do portfólio de Nutrição da Nestlé no país. E garante a qualidade das nossas fórmulas. Estar mais próximos da origem desse insumo reforça nosso compromisso com soluções nutricionais seguras e inspiradas na ciência do leite materno”, destaca o executivo.

    Operação

    A unidade de Carazinho fez parte do parque industrial da Nestlé até 2020. O complexo iniciou a produção de derivados lácteos em 2010, incluindo uma linha dedicada ao soro de leite. Há seis anos, a empresa vendeu essa operação como parte de sua estratégia de foco em categorias de maior valor agregado, transferindo temporariamente o licenciamento das marcas Ninho e Molico para a fabricação de leite UHT.

    Para reativar a planta, a Nestlé realizou extensas adequações técnicas e tecnológicas, comparáveis à construção de uma nova fábrica, devido à complexidade do processo. A infraestrutura atual combina a base desenvolvida há mais de 15 anos pela própria companhia com tecnologia proprietária, fortalecendo sua capacidade de produzir localmente insumos críticos para categorias essenciais, como a nutrição infantil.

  • Crescimento da canola impulsiona diversificação e renda no campo

    Crescimento da canola impulsiona diversificação e renda no campo

    O cultivo de canola vem conquistando espaço no Brasil e se destaca como uma opção rentável de diversificação agrícola. A oleaginosa, tradicional em países de clima temperado, mostra excelente adaptação ao Sul do país, especialmente no Rio Grande do Sul, onde as condições climáticas favorecem o plantio na entressafra de soja e milho.

    Atualmente, o estado concentra cerca de 90% da área nacional, com semeadura entre março e maio. Segundo José Geraldo Mendes, engenheiro agrônomo e responsável pela área de supply chain da Advanta Seeds, o crescimento da cultura vai além do retorno financeiro. “A canola contribui para a rotação de culturas, melhora a estrutura do solo e reduz pragas e doenças, agregando valor ao sistema produtivo”, explica.

    Expansão acelerada e novas fronteiras

    Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a área plantada com canola atingiu 211,8 mil hectares em 2025, alta de 43% em relação ao ano anterior. A produção também cresceu: o país colheu cerca de 195 mil toneladas em 2025, com expectativa de 300 mil toneladas em 2026.

    Mendes projeta que a área cultivada deve ultrapassar os 300 mil hectares na safra 2026, acompanhando o aumento da demanda. Além do Sul, novas iniciativas despontam em regiões como o entorno de Brasília, que apresenta solos e altitude favoráveis à cultura.

    Mercado aquecido e demanda por biocombustíveis

    O mercado de canola ganha força com o aumento do consumo global de seus derivados. O óleo de canola, reconhecido pelo baixo teor de gordura saturada, cresce na alimentação humana e na indústria de biodiesel. O farelo, rico em proteína, é cada vez mais utilizado na nutrição animal.

    O avanço dos biocombustíveis e do combustível sustentável de aviação (SAF) tende a elevar ainda mais a demanda. “Se o uso do óleo de canola em SAF se confirmar, veremos mais liquidez e incentivo ao plantio”, afirma Mendes.

    Investimento em genética e tropicalização

    Para sustentar o crescimento, o setor investe no fortalecimento da cadeia produtiva, ampliando o acesso a sementes de qualidade e tecnologia. A Advanta Seeds lidera pesquisas para adaptar materiais genéticos ao clima tropical, por meio de programas de tropicalização da canola.

    “Já contamos com híbridos desenvolvidos na Austrália que se adaptaram bem às condições brasileiras. Além disso, iniciamos a produção nacional de sementes, o que abre caminho para o Brasil se tornar polo exportador para países como Paraguai, Uruguai e África do Sul”, destaca o engenheiro agrônomo.

  • Importações de arroz avançam com oferta restrita

    Importações de arroz avançam com oferta restrita

    O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul registra oferta restrita e baixa liquidez. O levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada mostra preocupação crescente entre agentes do setor.
    Além da escassez do cereal, a alta do diesel pressiona os custos de frete e logística. Esse aumento ocorre justamente durante a intensificação da colheita e do transporte da produção.

    Compradores elevam ofertas para garantir produto

    Nos últimos dias, compradores elevaram as ofertas para garantir abastecimento. Alguns agentes reajustaram os preços de aquisição mais de uma vez. Mesmo assim, a disponibilidade de arroz no mercado permaneceu limitada.

    Produtores seguram vendas e priorizam colheita

    Segundo pesquisadores do Cepea, parte dos produtores mantém postura retraída. Ou seja, esses produtores aguardam sinais mais claros do mercado antes de negociar. Ao mesmo tempo, outra parcela concentra esforços nos trabalhos de colheita. Em algumas regiões, produtores relatam produtividade menor nas lavouras.

    Alta do diesel preocupa cadeia do arroz

    Agentes consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada também demonstram preocupação com o diesel mais caro. Os relatos indicam inclusive desabastecimento regional do combustível.
    As tensões geopolíticas globais impulsionam essa alta de preços.

    Colheitas simultâneas ampliam pressão logística

    O cenário preocupa especialmente o setor no Rio Grande do Sul. No estado, a colheita de arroz ocorre ao mesmo tempo que a safra de soja. Essa coincidência aumenta a demanda por transporte e amplia os custos logísticos do agronegócio.

     

  • Com investimento de R$ 4,5 milhões, Yara fortalece operação logística no Rio Grande do Sul

    Com investimento de R$ 4,5 milhões, Yara fortalece operação logística no Rio Grande do Sul

    A Yara Brasil inaugurou o novo Centro de Distribuição da unidade de Cruz Alta (RS). A empresa investiu R$ 4,5 milhões na estrutura, que amplia a capacidade de armazenagem e movimentação de fertilizantes e transforma a unidade em um hub estratégico de mistura e distribuição no Sul do país.

    A nova estrutura permite operar anualmente 100 mil toneladas de fertilizantes, o equivalente a quase 20 caminhões carregados por dia. A capacidade estática chega a 16 mil toneladas em big bags. Com a expansão, a unidade abriu 10 novos postos de trabalho diretos.

    “A nova estrutura permitirá maior segurança no armazenamento, eficiência operacional e redução de gargalos logísticos, atendendo melhor e com mais qualidade os produtores da região. Nosso investimento reforça o compromisso da Yara com o desenvolvimento do agronegócio no Estado e o fortalecimento da competitividade regional”, afirma Lucas Elizalde, Diretor de Operações da Regional Sul e Cerrado da Yara.

    O armazém funcionará exclusivamente para o portfólio de alta tecnologia da companhia, incluindo as linhas YaraBasa, YaraBasa FULL, YaraMila e YaraBela. A expectativa da empresa é que a expansão impulsione o desempenho da unidade, com crescimento estimado de 25% no faturamento em volume.

    A localização privilegiada e a logística eficiente consolidam Cruz Alta como um polo regional de distribuição de fertilizantes. A unidade amplia a competitividade local e contribui para o desenvolvimento do agronegócio no Rio Grande do Sul, além de atender clientes em outros estados.

    A Yara mantém três unidades operacionais no Rio Grande do Sul: Porto Alegre; Rio Grande, onde está a maior e mais moderna planta de fertilizantes da América Latina; e Cruz Alta.

  • Novo caso de gripe aviária em aves silvestres em Rio Grande do Sul

    Novo caso de gripe aviária em aves silvestres em Rio Grande do Sul

    O Rio Grande do Sul confirmou um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), conhecida como gripe aviária, em aves silvestres encontradas na Lagoa da Mangueira, dentro da Reserva do Taim, em Santa Vitória do Palmar. O diagnóstico foi feito pelo Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

    Segundo a Seapi, a ocorrência não altera o status sanitário do estado nem do país como área livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e não afeta as exportações de carne e ovos. O consumo desses produtos continua seguro, pois o vírus não é transmitido por ingestão.

    As aves infectadas pertencem à espécie Coscoroba coscoroba, conhecida como cisne-coscoroba. Técnicos do Serviço Veterinário Oficial (SVO-RS) coletaram amostras de animais mortos e as enviaram ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), que confirmou o resultado positivo para o vírus H5N1.

    Contenção e vigilância,

    Equipes do SVO e da Seapi atuam na região com medidas de contenção e vigilância, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). As ações incluem monitoramento, barreiras sanitárias e campanhas de educação e conscientização sobre a importância de evitar o contato com aves doentes ou mortas.

    O diretor do DDA, Fernando Groff, explicou que o estado intensificou as práticas de biossegurança nas propriedades avícolas. “O Rio Grande do Sul convive com o vírus desde 2023. E vem reforçando continuamente as ações de prevenção para proteger o plantel e manter a condição sanitária do Estado”, afirmou.

    O que é a gripe aviária e como agir diante de suspeitas

    A gripe aviária é uma doença viral altamente contagiosa que atinge principalmente aves, mas pode infectar alguns mamíferos e, raramente, seres humanos.

    A Seapi recomenda que a população não toque em aves silvestres feridas ou mortas. E comunique qualquer suspeita à Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033. Devem ser relatadas aves com sintomas respiratórios, neurológicos ou mortes súbitas em grande número.

  • Fiscalização apreende 368 toneladas de sementes irregulares

    Fiscalização apreende 368 toneladas de sementes irregulares

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreendeu 368 toneladas de sementes irregulares de azevém durante uma operação conjunta realizada em Dom Pedrito, no Rio Grande do Sul. A ação, que contou com o apoio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI) e da Polícia Civil do RS, identificou irregularidades documentais e operacionais em quatro empresas fiscalizadas.

    Foto: MAPA

    Durante a vistoria, duas produtoras de sementes forrageiras de clima temperado e duas cerealistas foram inspecionadas. As irregularidades detectadas resultaram na autuação dos responsáveis e na apreensão dos produtos, avaliados em mais de R$ 1,5 milhão.

    Segundo o Mapa, a apreensão foi motivada pela falta de comprovação de origem e procedência das sementes e pela prestação irregular de serviços de beneficiamento. Por não apresentarem condições de regularização imediata, os produtos permanecerão apreendidos até a conclusão do processo administrativo. Caso as infrações sejam confirmadas, as sementes poderão ser condenadas e inutilizadas.

    As equipes conduziram a ação com o suporte das Delegacias Especializadas de Combate aos Crimes Rurais e de Abigeato (DECRABs) de Bagé e Alegrete e reforçaram o compromisso dos órgãos de fiscalização no combate à fraude e a irregularidades no setor agropecuário gaúcho.

  • Chuvas favorecem lavouras no Centro-Norte, mas restrição hídrica persiste no Sul

    Chuvas favorecem lavouras no Centro-Norte, mas restrição hídrica persiste no Sul

    As chuvas concentradas no Centro-Norte do Brasil entre 1º e 24 de fevereiro garantiram boas condições para o desenvolvimento das principais lavouras, segundo o Boletim de Monitoramento Agrícola divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O levantamento mostra volumes expressivos na região Norte e na faixa que vai do Amazonas ao Centro-Oeste e Sudeste, beneficiando o armazenamento de água no solo e impulsionando os cultivos da primeira e segunda safra.

    No Matopiba e em partes do Semiárido nordestino, embora os volumes tenham sido menores, a umidade favoreceu a semeadura e o crescimento das lavouras. Já o Sul do país registrou precipitações bem abaixo da média, limitando o desenvolvimento da soja no Rio Grande do Sul, estado em que grande parte das áreas está em floração e enchimento de grãos.

    Os indicadores espectrais analisados pela Conab confirmam boas condições de vegetação em quase todas as regiões monitoradas. Com índices superiores à média histórica nas fases críticas da soja. Em áreas do sudoeste de Mato Grosso do Sul, oeste de Santa Catarina e noroeste gaúcho, ainda há reflexos das restrições hídricas das últimas safras. No entanto, o índice atual do Rio Grande do Sul se aproxima das temporadas anteriores, que tiveram menor potencial produtivo.

    Distribuição

    A distribuição das chuvas também influenciou o ritmo do plantio do milho segunda safra.

    • Em Mato Grosso, o plantio avançou rapidamente com o andamento da colheita de soja.
    • No Paraná, a baixa umidade atrasou o início da semeadura em várias regiões.
    • No Mato Grosso do Sul, o retorno das chuvas beneficiou o avanço dos trabalhos e garantiu bom desenvolvimento das áreas já plantadas.
    • Em Goiás e Minas Gerais, o excesso de chuva reduziu a janela ideal de cultivo.
    • No Tocantins, o plantio acelerou e as lavouras emergidas apresentam boas condições agronômicas.

    A colheita da soja segue em ritmo consistente em estados como Mato Grosso, apesar das chuvas intensas em parte do Centro-Oeste e Sudeste, que atrasaram a operação em algumas regiões. No Rio Grande do Sul, a irregularidade e o baixo volume das precipitações já reduziram as estimativas de produtividade. E consolidaram estado como o principal ponto de atenção nas análises do boletim.

  • Raiva herbívora: cidades são colocadas em estado de atenção sanitária

    Raiva herbívora: cidades são colocadas em estado de atenção sanitária

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi) emitiu, nesta quinta-feira (26), um alerta sanitário oficial para a raiva dos herbívoros nos municípios de Piratini, Herval, Pedro Osório, Cerrito, Pinheiro Machado e Canguçu, na região Sul do estado.

    O alerta foi acionado após a confirmação de focos da doença em Piratini e a identificação de um elevado número de agressões a animais na região. A situação se agrava pelo fato de que os refúgios dos morcegos hematófagos,  os chamados morcegos-vampiros, principais transmissores da raiva herbívora, ainda não foram localizados pelas equipes de vigilância.

    Vacinação e monitoramento: as duas frentes de combate

    Segundo o coordenador do Programa de Controle da Raiva Herbívora da Seapi, Wilson Hoffmeister, o combate à doença depende de duas ações simultâneas: o controle dos morcegos transmissores e a vacinação dos rebanhos.

    “Reiteramos a necessidade da vacinação e revacinação dos animais suscetíveis, além da identificação dos refúgios onde ficam os morcegos. Pedimos aos produtores que fiquem atentos a esses dois aspectos”, destacou o coordenador.

    A Seapi orienta que, ao identificar possíveis refúgios de morcegos-vampiros, os produtores não tentem capturá-los por conta própria. A recomendação é comunicar imediatamente a localização à Inspetoria ou ao Escritório de Defesa Agropecuária do município.

    Entre os esconderijos mais comuns da espécie Desmodus rotundus, responsável pela transmissão da raiva, estão:

    • Troncos ocos de árvores
    • Cavernas e fendas de rochas
    • Furnas e túneis
    • Casas e construções abandonadas

    Os Núcleos de Controle da Raiva do Estado realizam exclusivamente a captura dos animais, com equipes treinadas e vacinadas. A mobilização ocorre sempre que há laudo positivo para raiva em herbívoro. Ou quando se registram altos índices de mordedura em bovinos, equinos, ovinos e suínos em uma determinada área.

    Produtores rurais e moradores das cidades em alerta podem acessar informações completas sobre o Programa de Controle da Raiva Herbívora no site oficial da Secretaria da Agricultura do RS: agricultura.rs.gov.br.