Tag: Mandioca

  • Oferta restrita de mandioca eleva preços pela quinta semana

    Oferta restrita de mandioca eleva preços pela quinta semana

    A oferta restrita de mandioca elevou os preços da raiz pela quinta semana consecutiva no Brasil. Os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam dois fatores principais para o movimento. A disponibilidade limitada de matéria-prima e a demanda industrial mais forte sustentam as cotações.

    Além disso, produtores mantêm cautela na comercialização. Muitos agricultores ainda consideram a rentabilidade da atividade baixa. Ao mesmo tempo, o clima também influencia o ritmo da oferta. Em algumas regiões produtoras, a falta de umidade no solo dificulta o avanço da colheita.

    Preço da mandioca registra nova alta semanal

    O levantamento do Cepea mostra que a tonelada de mandioca posta fecularia fechou a semana passada em R$ 503,96. Ou seja, o valor representa alta de 2,5% em relação ao período anterior. Com isso, o preço acumulou avanço de 7,2% nas últimas quatro semanas.

    Cotação ainda fica abaixo do ano passado

    Apesar das recentes altas, o valor atual ainda permanece abaixo do registrado no mesmo período de 2025. Em termos nominais, a média da última semana ficou 10,4% menor no comparativo anual. Quando se considera a inflação medida pelo IGP-DI, a desvalorização anual chega a 8,7%.

  • Produção de mandioca cresce 83% em Goiás

    Produção de mandioca cresce 83% em Goiás

    Goiás alcança posição de destaque no cultivo de mandioca no Brasil com um crescimento expressivo de 83,0% no Valor Bruto da Produção (VBP) entre 2016 e 2025. Os dados são do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). E mostram que o VBP da cultura saltou de R$ 116,7 milhões para R$ 213,5 milhões no período, superando o índice nacional.

    As lavouras goianas também registraram resultados positivos. A produção estadual de mandioca aumentou 15,3%, atingindo 194,4 mil toneladas. Esse crescimento reflete diretamente a expansão de 18,3% na área plantada entre 2020 e 2025.

    Industrialização fortalece cadeia produtiva

    A análise da Inteligência de Mercado Agropecuário da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) aponta que a consolidação da mandiocultura em diversas regiões do estado ocorre principalmente pelo papel central da industrialização no fortalecimento da cadeia produtiva.

    O secretário da Seapa, Pedro Leonardo Rezende, atribui o avanço da cultura aos investimentos públicos direcionados à agricultura familiar. “O Governo de Goiás tem investido no fortalecimento de diversas cadeias produtivas no estado”, afirma.

    Programas como a Fábrica Móvel de Farinha e Goma e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) ampliam o beneficiamento e facilitam o escoamento da produção. “Essas políticas públicas são responsáveis por ampliar o beneficiamento e também o escoamento da produção. Resultando nos avanços que estamos observando”, conclui o titular da Seapa.

  • Produtores de mandioca ganham ferramenta contra a mosca-do-broto

    Produtores de mandioca ganham ferramenta contra a mosca-do-broto

    A Epagri disponibilizou um novo guia técnico gratuito para ajudar os produtores catarinenses no controle da mosca-do-broto da mandioca (Neosilba perezi), considerada uma das principais pragas da cultura no estado. O material completa duas publicações anteriores, também gratuitas, formando um conjunto completo sobre identificação, monitoramento e manejo da praga.

    Foto: Nilson Teixeira / Epagri

    Pesquisadores da Estação Experimental da Epagri em Urussanga (EEUr) produziram os três folders. Eles alertam que a praga pode causar sérios prejuízos. A fêmea da mosca deposita ovos nas brotações novas, e as larvas danificam o ponto de crescimento da planta. Isso atrasa o desenvolvimento, estimula brotações laterais anormais e pode reduzir a produção e a qualidade das raízes e das ramas para novos plantios.

    Período crítico e fatores de risco

    O período mais vulnerável da lavoura ocorre nos primeiros quatro meses após o plantio, durante o crescimento vegetativo. Infestações nessa fase atrasam todo o ciclo da cultura. A população da mosca aumenta do fim da primavera até o verão. Condições como estiagem na primavera-verão e invernos mais amenos favorecem a ocorrência da praga.

    Em Santa Catarina, o ciclo da mandioca vai tipicamente de plantio (agosto a outubro) até a colheita (maio a julho), mas a praga pode atacar em qualquer fase.

    Estratégias de manejo integrado

    As publicações da Epagri orientam os agricultores a adotarem um conjunto de práticas. A base do controle é o monitoramento semanal com metodologia específica. As recomendações de manejo incluem:

    • Eliminar brotos atacados e restos culturais;
    • Tratar ramas antes do armazenamento;
    • Realizar o plantio na época adequada, usando manivas sadias e variedades menos suscetíveis;
    • Manter adubação correta;
    • Evitar plantar novas lavouras perto de áreas já infestadas.

    Controle químico com cautela

    Os pesquisadores enfatizam que o uso de inseticidas deve ser criterioso e só após confirmação no monitoramento. A aplicação excessiva pode eliminar inimigos naturais da praga, como vespas parasitoides.

    O folder “Manejo da mosca-do-broto da mandioca” apresenta resultados de estudos realizados entre 2016 e 2024, que testaram métodos químicos, biológicos e alternativos. A publicação também traz uma tabela com produtos eficientes e sua classificação de modo de ação, informação crucial para o manejo da resistência.

    Arte: Epagri

    Os produtores interessados podem baixar todos os materiais gratuitamente no site da Epagri. Clique para baixar os folders:
    Manejo da mosca-do-broto da mandioca
    Mosca-do-broto da mandioca (Neosilba perezi)
    Métodos de monitoramento da mosca-do-broto da mandioca, Neosilba perezi (Diptera: Lonchaeidae)

  • Indústria de fécula amplia portfólio e exportações crescem

    Indústria de fécula amplia portfólio e exportações crescem

    A indústria brasileira de fécula e amidos modificados ampliou a diversificação produtiva e avançou no mercado externo. Levantamento do Cepea, em parceria com a Abam, mostra mudanças estruturais no setor em 2024.
    Segundo o estudo, 38% das empresas produziram derivados além da fécula in natura.

    Entre os produtos, destacam-se amidos modificados, misturas para pão de queijo e outros derivados. Essa estratégia busca atender novas demandas e reduzir a dependência de um único produto.

    Exportações

    As exportações brasileiras de fécula e amidos modificados cresceram em 2025, mesmo com menor competitividade de preços. O avanço ocorreu devido à demanda internacional firme por produtos de maior qualidade. Esse movimento reflete mudanças no padrão de consumo, sobretudo em economias desenvolvidas.

    Dados da Secex indicam que o Brasil exportou 40,6 mil toneladas de fécula de mandioca em 2025. O volume foi o maior dos últimos dois anos e superou 2024 em 13,9%. A balança comercial da fécula registrou superávit de US$ 26,5 milhões no ano. O resultado representa crescimento de 12,3% frente ao ano anterior.

    As exportações de dextrinas e outros amidos modificados somaram 68,4 mil toneladas em 2025. O volume avançou 44% e atingiu o maior patamar da série histórica da Secex, iniciada em 1989. O saldo da balança comercial desses produtos alcançou US$ 43,2 milhões. O valor ficou 0,7% acima do registrado em 2024.

    Oportunidades de mercado

    Enquanto a Ásia direciona derivados ao mercado chinês, o Brasil encontra oportunidades na União Europeia. O Acordo UE-Mercosul pode ampliar o acesso e fortalecer o agronegócio brasileiro. Por outro lado, o setor enfrenta desafios estruturais e logísticos relevantes. Entre eles, estão a regularidade de oferta de mandioca, a redução de custos e o ganho de eficiência. Além disso, a indústria precisa ampliar ainda mais a diversificação produtiva.

    Consumo aparente no mercado interno

    Após três anos de alta, o consumo aparente de fécula de mandioca caiu 3% em 2025.
    Mesmo assim, o volume permaneceu como o segundo maior da série histórica do Cepea, iniciada em 2011.
    Segundo o Centro de Pesquisas, a retração ocorreu, em parte, pelo menor desempenho das vendas no varejo.

     

  • Maior oferta de mandioca pressiona preços no mercado

    Maior oferta de mandioca pressiona preços no mercado

    Depois de longo recesso e dificuldades climáticas, mandiocultores intensificaram a colheita e a comercialização na última semana, informa o Cepea. Com isso, produtores buscam maior capitalização e ampliam o volume ofertado de raiz no mercado.

    Ao mesmo tempo, parte das indústrias ainda não retomou o processamento ou opera com capacidade parcial.
    Dessa forma, a oferta de mandioca supera a demanda e pressiona as cotações, segundo o Centro de Pesquisas.

    De acordo com dados recentes do IBGE, a produção brasileira de mandioca somou 19,8 milhões de toneladas em 2025. Esse volume representa crescimento anual de 3,9% na produção nacional.

    Entre os estados produtores de fécula, o Paraná registrou queda de 0,5%, com produção de 3,6 milhões de toneladas. Já Mato Grosso do Sul e São Paulo apresentaram altas de 18,6% e 1,1%, respectivamente.
    Para este ano, as projeções indicam aumento de 22% na produção paranaense, estimada em 4,4 mil hões de toneladas. Por outro lado, São Paulo e Mato Grosso do Sul devem registrar quedas de 2,3% e 1,3%.

  • Embrapa abre edital para licenciamento de mudas de mandioca

    Embrapa abre edital para licenciamento de mudas de mandioca

    A Embrapa lançou um novo edital para licenciamento de viveiristas interessados em produzir e comercializar mudas de mandioca. O processo contempla cinco cultivares registradas da mandioca (Manihot esculenta Crantz), voltadas tanto para o consumo de mesa quanto para uso industrial. As inscrições ocorrem por e-mail até o dia 6 de fevereiro, às 17h, e serão atendidas por ordem de chegada até o fim dos lotes disponíveis.

    Podem participar produtores de mudas e manivas-semente com registro ativo no Renasem (Registro Nacional de Sementes e Mudas). As variedades ofertadas incluem BRS 401, BRS 418 e BRS 429, desenvolvidas pela Embrapa Cerrados, além das cultivares BRS 420 e BRS CS 01, criadas pela Embrapa Mandioca e Fruticultura.

    Segundo Cristiane Cruz, chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, o edital atende à crescente demanda de produtores rurais pelos materiais da instituição. “Com o licenciamento dos viveiristas, poderemos ampliar o alcance de nossas variedades e atender melhor aos produtores”, afirma.

    O licenciamento é gratuito. O analista Helton Fleck da Silveira, engenheiro-agrônomo da Embrapa Mandioca e Fruticultura, explica que o viveirista licenciado deve apenas informar à Embrapa o destino e o volume de produção das manivas. “Os materiais são protegidos, mas não há cobrança de royalties”, destaca.

    Variedades disponíveis

    • BRS 401 (mandioca de mesa)

    Indicada para o Centro-Oeste, apresenta alto potencial produtivo, precocidade e resistência moderada à bacteriose. A polpa rosada, rica em carotenoides, oferece maior valor nutricional e atende à demanda por produtos biofortificados.

    Preço: R$ 250 (50 manivas-sementes)

    Retirada: Embrapa Cerrados, Planaltina (DF)

    • BRS 418 (uso industrial)

    Desenvolvida para o bioma Cerrado, destaca-se por conter 32,5% de amido nas raízes, alta produtividade e boa adaptação à mecanização. Também pode fornecer forragem a partir da parte aérea.

    Preço: R$ 250 (50 manivas-sementes)

    Retirada: Embrapa Cerrados, Planaltina (DF)

    • BRS 429 (mandioca de mesa)

    Primeira cultivar da Embrapa recomendada para São Paulo, tem produtividade 49,7% superior às variedades tradicionais. As raízes são cilíndricas, uniformes e rendem até 60 t/ha, com colheita em oito meses.

    Preço: R$ 250 (50 manivas-sementes)

    Retirada: Embrapa Cerrados, Planaltina (DF)

    • BRS 420 (uso industrial)

    Voltada para Paraná e Mato Grosso do Sul, destaca-se pela alta produtividade de raízes e amido, desempenho superior em dois ciclos, além de resistência moderada a doenças. O porte ereto facilita o manejo e a colheita.

    Preço: R$ 125 (25 manivas-sementes)

    Retirada: Embrapa Mandioca e Fruticultura, Cruz das Almas (BA)

    • BRS CS 01 (uso industrial)

    Indicada para Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo, pode alcançar produtividade 50% maior no primeiro ciclo e até 100% superior no segundo, garantindo retorno rápido do investimento.

    Preço: R$ 125 (25 manivas-sementes)

    Retirada: Embrapa Mandioca e Fruticultura, Cruz das Almas (BA)

  • Clima favorece colheita de mandioca no início do ano

    Clima favorece colheita de mandioca no início do ano

    O clima favorece a colheita de mandioca neste começo de ano, segundo pesquisadores do Cepea. No entanto, a demanda segue limitada, pois unidades industriais retomam o processamento de forma gradual.

    Enquanto isso, os preços da raiz registram apenas pequenas variações no mercado. No segmento de fécula, poucas fecularias retomaram as atividades até o momento.

    A maioria das indústrias, porém, se prepara para iniciar os trabalhos a partir desta semana. Além disso, as unidades ativas priorizam entregas de negociações firmadas anteriormente.

    Farinha

    Já no mercado de farinha, a demanda apresentou leve recuperação neste início de ano. Com isso, um maior número de compradores voltou a atuar no mercado. Segundo o Cepea, as empresas priorizam o cumprimento de contratos da safra anterior. Assim, o setor garante o fluxo das entregas já negociadas.

  • Produção menor deve estabilizar preços da mandioca em 2026

    Produção menor deve estabilizar preços da mandioca em 2026

    A cadeia da mandioca deve passar por ajustes em 2026, após dois anos de forte expansão da área cultivada. Esse crescimento ocorreu, sobretudo, em estados com maior concentração de indústrias processadoras. Segundo pesquisadores do Cepea, o setor entra agora em uma fase de acomodação produtiva.

    Além disso, a colheita antecipada de raízes de primeiro ciclo em 2025 influenciou o atual cenário. Ao mesmo tempo, a expectativa de menor produtividade deve alinhar melhor a oferta à demanda industrial. Com isso, o mercado tende a registrar menos oscilações de preços ao longo de 2026.

    Estimativas preliminares do IBGE indicam produção de cerca de 20 milhões de toneladas no próximo ano.
    Esse volume representa queda de 2,5% em relação a 2025. A retração reflete redução de 1,7% na área colhida, estimada em 1,26 milhão de hectares.

    Além disso, a produtividade média nacional deve cair 0,8%, para 15,7 toneladas por hectare. Os pesquisadores do Cepea avaliam que produtores e fecularias devem enfrentar novos ajustes contratuais a partir de 2026. Nesse contexto, mais indústrias devem exigir colheita realizada apenas com mão de obra formalizada. Essa exigência eleva os custos de produção, mas pode ser parcialmente compensada por bonificações no preço da raiz.
    No entanto, a adesão ao modelo ainda é restrita, o que pode gerar tensões na comercialização.

    Nos últimos anos, a rentabilidade da mandiocultura vem sofrendo pressão com o avanço dos custos produtivos. Além disso, juros elevados e crédito mais restrito tendem a limitar investimentos em tecnologia e manejo. Esse cenário pode afetar a produtividade e, no médio prazo, reduzir a área cultivada no país. Por fim, institutos indicam condições climáticas mais equilibradas em 2026, sem El Niño ou La Niña.

     

  • Mandioca congelada impulsiona economia em São José do Rio Claro

    Mandioca congelada impulsiona economia em São José do Rio Claro

    O município de São José do Rio Claro, em Mato Grosso, vive um novo ciclo de desenvolvimento impulsionado por investimentos públicos e pelo fortalecimento da agricultura familiar. O resultado é visível: a produção de mandioca congelada se consolidou como uma das principais atividades econômicas locais.

    Presidente da Associação Vânia Fiorini e colaboradoras da Aproclaro. Foto: Luiz Fernando Silva

    A Associação dos Pequenos Produtores Rurais de São José do Rio Claro (Aproclaro), presidida pela produtora Vânia Fiorini, tornou-se referência desse avanço. Segundo ela, o município não possuía histórico de produção em escala da raiz, mas hoje abastece mercados regionais com 24 toneladas de mandioca congelada por mês, gerando 11 empregos diretos — todos ocupados por mulheres.

    “O município nunca teve tradição na mandioca, mas com o apoio da Seaf conseguimos evoluir muito rápido. Hoje temos uma agroindústria estruturada e um caminhão refrigerado que nos permite alcançar novos mercados”, destaca Vânia.

    O caminhão baú refrigerado, avaliado em R$ 635 mil, foi um dos principais marcos do projeto. Além do veículo, a Aproclaro recebeu plantadeira e arrancador de mandioca, equipamentos que aumentaram a produtividade e reduziram o esforço manual dos agricultores.

    Investimento com retorno certo

    Entre 2019 e 2025, o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), aplicou mais de R$ 3,1 milhões em máquinas, equipamentos e infraestrutura rural.

    Vânia reforça que o investimento público é determinante para o fortalecimento da agricultura familiar. “Sempre digo que o governo precisa investir no pequeno produtor, porque é ele quem garante o alimento diário na mesa das famílias. Agora nosso próximo passo é conquistar uma farinheira para aproveitar toda a mandioca que não vai para a mesa”, afirma.

    Atualmente, a associação entrega cerca de 2 mil quilos de mandioca por dia, e Vânia ainda conduz outro projeto: uma fábrica de polpas de frutas, que será beneficiada em breve com uma despolpadora cedida pela Seaf. A expectativa é que a produção, hoje em 800 quilos por mês, dobre após a chegada do novo equipamento.

    Parcerias fortalecem o campo

    O prefeito Levi Ribeiro destaca o impacto social e econômico dos investimentos. “O que a Seaf tem feito em São José do Rio Claro é muito significativo. O apoio com máquinas, equipamentos e caminhões tem mudado a realidade local e renovado a confiança dos produtores”, afirma.

    Segundo ele, o exemplo da Aproclaro reflete o potencial da agricultura familiar na região. “Temos mais de 700 propriedades familiares aqui. Se cada uma tiver oportunidades como essa, o crescimento será enorme. A força da Vânia representa a força do nosso agricultor familiar mato-grossense.”

    Com a consolidação da cadeia da mandioca congelada e novos projetos em andamento, São José do Rio Claro se destaca como exemplo de desenvolvimento sustentável no interior de Mato Grosso, unindo tecnologia, empreendedorismo e valorização do pequeno produtor.

  • Preço da mandioca registra maior queda desde julho

    Preço da mandioca registra maior queda desde julho

    As cotações da mandioca caíram 4,4% na última semana, segundo o Cepea. O recuo foi o mais intenso desde julho e ocorreu por causa do descompasso entre oferta e demanda.

    A colheita ganhou ritmo nos últimos dias, porque o clima favoreceu os trabalhos. Produtores também aceleraram a retirada das raízes devido à necessidade de capitalização e às expectativas baixistas para o início de 2026.

    Ao mesmo tempo, a demanda industrial enfraqueceu, já que empresas iniciaram recesso ou manutenção. Esse cenário ampliou a pressão sobre os preços.

    Entre 1º e 5 de dezembro, o preço médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 530,81. O valor equivale a R$ 0,9232 por grama de amido e representa queda de 4,4% frente ao período anterior.
    Na comparação anual, o preço recuou 23,8% em termos reais, deflacionado pelo IGP-DI.

    Pesquisas do Cepea mostram menor movimentação nos mercados de fécula e de farinha. As cotações recuaram na maioria das regiões acompanhadas.