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  • JBS convoca assembleia para votar dupla listagem na NYSE e B3

    JBS convoca assembleia para votar dupla listagem na NYSE e B3

    A JBS, uma das maiores empresas globais do setor de alimentos, deu mais um passo decisivo em seu plano de dupla listagem ao concluir o registro junto à Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos. Com isso, o Conselho de Administração convocou para o dia 23 de maio uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE). Ela decidirá sobre a aprovação da negociação simultânea das ações da companhia na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) e na B3, no Brasil.

    A operação ainda depende da aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil. Caso aprovada, a JBS estima iniciar a oferta das ações no mercado americano já em junho de 2025.

    “Acreditamos que essa operação vai aumentar nossa visibilidade no cenário internacional, atrair novos investidores e fortalecer ainda mais nossa posição como líder global de alimentos”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS.

    Acionistas minoritários decidirão

    A decisão final ficará a cargo dos acionistas minoritários, que detêm pouco mais de 30% do free float da companhia, já que os dois principais acionistas — a J&F Investimentos, holding da família Batista, e a BNDESPar — anunciaram que irão se abster de votar na assembleia. Essa composição torna o momento histórico para o mercado de capitais, pois confere poder decisório exclusivo aos investidores minoritários.

    Guilherme Cavalcanti, CFO da JBS, destaca que a listagem na NYSE poderá destravar o valor das ações. Além de ampliar a base de investidores globais, potencializando o acesso a capital e fortalecendo a governança corporativa da empresa.

    Fundada há 71 anos no Brasil, a JBS opera hoje em 17 países, com mais de 250 unidades industriais e uma base de mais de 300 mil clientes, atendendo a mais de 180 países. A empresa emprega cerca de 280 mil pessoas e mantém uma estratégia de crescimento baseada em investimentos estratégicos, aquisições e diversificação de produtos e mercados.

    Empresa global

    Segundo Tomazoni, a trajetória da JBS comprova a eficácia de sua estratégia como plataforma global diversificada em proteínas e geografias, apoiada por marcas fortes e portfólio de produtos de alto valor agregado. “Construímos uma cultura organizacional sólida. Temos as pessoas certas, nos lugares certos. Somente a dedicação e empenho de nossos colaboradores permitem à JBS chegar à excelência operacional ímpar.”

    A aprovação da dupla listagem também implicará em maior rigor nas regras de compliance e governança. Pois a companhia deverá atender aos critérios regulatórios tanto dos Estados Unidos quanto do Brasil. Sempre reforçando sua transparência e segurança para investidores.

    A convocação da AGE e a conclusão do registro na SEC marcam um avanço importante na internacionalização da JBS. A empresa busca ampliar sua presença no mercado global de capitais e consolidar sua posição como líder mundial no setor de alimentos.

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  • JBS investirá US$ 100 milhões em duas fábricas no Vietnã

    JBS investirá US$ 100 milhões em duas fábricas no Vietnã

    A JBS vai construir duas fábricas no Vietnã, confirmando a informação antecipada pelo presidente Lula. Ou seja, o investimento de US$ 100 milhões fortalecerá a presença da empresa na região e ampliará sua atuação no mercado global de carnes.

    As novas unidades produzirão carne bovina, suína e de aves. Em geral, a matéria-prima virá, principalmente, do Brasil e abastecerá o mercado vietnamita e outros países do Sudeste Asiático.

    O acordo foi formalizado neste sábado por meio de um Memorando de Entendimento (MOU). O governo vietnamita, representado pela Northern Investment Promotion, Information and Support Center (NIPISC) e pelo Sao Do Group, parceiro na gestão do Parque Industrial e Não Tarifário Nam Dinh Vu, participou da assinatura.

    Segundo a JBS, o projeto atende às metas de desenvolvimento do Vietnã, que busca aumentar a produção local e expandir sua participação no comércio internacional de carne.

    JBS no Sudeste Asiático

    Foto: Divulgação – JBS

    Para Renato Costa, presidente da Friboi, o investimento reforça o compromisso da empresa com o crescimento sustentável no Sudeste Asiático. “As fábricas não são apenas uma expansão de capacidade produtiva. Elas geram valor para a economia local, criam empregos qualificados e contribuem para a segurança alimentar na região. Estamos investindo no futuro com inovação e sustentabilidade”, afirmou.

    A primeira fase do projeto será instalada no Khu công nghiệp Nam Đình Vũ. Em resumo, a unidade contará com um centro logístico para armazenagem, pré-processamento, corte e embalagem. A segunda fase, prevista para dois anos após o início das operações, será no sul do Vietnã e terá infraestrutura semelhante, com novo centro logístico e planta de processamento.

    Ou seja, com esse movimento, a JBS reforça sua estratégia de diversificação global. “Essa parceria fortalece nossa presença no Vietnã e expande nossa atuação internacional. Estamos criando uma cadeia produtiva robusta e sustentável para competir no mercado global”, destacou Costa. Além disso, a empresa prevê a criação de 500 novos postos de trabalho na região com a abertura das duas fábricas.

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  • Marfrig, JBS, BRF e Minerva enfrentam dia de queda no Ibovespa

    Marfrig, JBS, BRF e Minerva enfrentam dia de queda no Ibovespa

    Nesta segunda-feira, as ações das empresas frigoríficas Marfrig, JBS, BRF e Minerva destacaram-se negativamente no Ibovespa, apesar da alta geral do índice. A Marfrig liderou as perdas, com queda de 4,46%, seguida pela JBS, que recuou 3,97%, e pela BRF, que caiu 3,81%. A Minerva apresentou uma queda menor, de 2,23%.

    Fatores de influenciaram as quedas

    A confirmação do surto da gripe aviária mortal H7N9 nos Estados Unidos foi um dos principais motivos para a queda das ações do setor. Além disso, a expiração de registros de exportação de frigoríficos americanos pela China também impactou negativamente as expectativas dos investidores.

    No início de 2025, as ações da Marfrig, JBS, BRF e Minerva já estavam sob pressão. Em janeiro, a BRF registrou uma queda de 13,7%, enquanto a Marfrig recuou 6,7% e a Minerva, 4,9%. A JBS, por outro lado, teve uma perda menor, de 2,4% no mesmo período.

    Perspectivas futuras

    Os frigoríficos enfrentam desafios adicionais, como a alta dos juros e a volatilidade cambial, que afetam suas margens e endividamento. Ainda assim, o setor tem potencial para se recuperar, dependendo de fatores macroeconômicos e da gestão das empresas.

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  • JBS transforma 36 milhões de litros de óleo usado em biodiesel

    JBS transforma 36 milhões de litros de óleo usado em biodiesel

    A JBS encerrou 2024 com a coleta de 11 milhões de litros de óleo de cozinha usado para produzir biocombustível. O volume representa um crescimento de 154% em relação a 2023. Desde o início do programa Óleo Amigo, há oito anos, a empresa já recolheu 36 milhões de litros do resíduo e garantiu o destino correto desse material.

    Biopower

    O óleo coletado abastece a Biopower, unidade da JBS que está entre as principais produtoras brasileiras de biodiesel. Em geral, a iniciativa evitou a contaminação de 900 bilhões de litros de água, volume suficiente para encher 36 milhões de caminhões-pipa de 25 mil litros cada. Portanto, apenas em 2024, o programa preservou 278 bilhões de litros de água.

    Para Alexandre Pereira, diretor comercial da Biopower, o impacto vai além da produção de biocombustível. “Promover a educação ambiental e a economia circular fortalece todo o ecossistema. Não combatemos apenas a poluição, mas conscientizamos sobre o descarte correto do óleo”, explica.

    Atualmente, o programa atende cidades como Lins (SP), Curitiba (PR) e Campo Verde (MT), impactando 90 municípios em cinco estados: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso e Santa Catarina. A estimativa é que mais de 10 milhões de pessoas nessas regiões sejam beneficiadas com a educação ambiental promovida pelo projeto.

    Além da coleta e reciclagem, a iniciativa também investe em conscientização. Desde 2016, já alcançou diretamente 45 mil estudantes de mais de 600 escolas, empresas e instituições. “A educação é essencial para a transformação. Investimos em palestras e workshops para formar multiplicadores da conscientização ambiental na sociedade”, ressalta Pereira.

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  • JBS apresenta estratégia de crescimento global

    JBS apresenta estratégia de crescimento global

    A JBS, líder global na indústria de alimentos, destacou sua visão estratégica para o futuro durante a conferência do Consumer Analyst Group of New York (CAGNY). A empresa apresentou cinco pilares essenciais para gerar valor aos acionistas e garantir o sucesso a longo prazo: crescimento contínuo, expansão das margens, redução da volatilidade, disciplina financeira e retorno aos acionistas.

    “Esses pilares são fundamentais para o nosso desenvolvimento”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS. “Nossa estratégia de crescimento foi estruturada em duas fases: construímos uma plataforma global de proteínas e uma rede de distribuição robusta, e ampliamos nosso portfólio de produtos de valor agregado e marcas próprias, aproximando-nos dos consumidores”, destacou Tomazoni.

    Estratégia de crescimento

    • Crescimento Contínuo: Impulsionado por investimentos estratégicos, aquisições inteligentes e expansão global, garantindo diversificação de produtos e mercados.
    • Expansão das Margens: Resultado de gestão eficiente de custos, otimização de processos e foco em produtos de maior valor agregado.
    • Redução da Volatilidade: Alcançada por meio da diversificação de proteínas, geografias e canais de venda, protegendo a empresa contra flutuações de mercado.
    • Disciplina Financeira: Garante solidez com foco na geração de caixa, controle do endividamento e alocação eficiente de recursos.
    • Retorno aos Acionistas: Priorizado por meio da distribuição de dividendos e recompra de ações, demonstrando compromisso com a criação de valor a longo prazo.

    Presença global

    A JBS atende a milhões de consumidores em mais de 180 países, com marcas renomadas como Friboi, Seara, Swift e Primo. A empresa opera com mais de 600 unidades industriais e escritórios comerciais em 25 países, empregando 280 mil colaboradores globalmente.

    Desde seu IPO em 2007, a JBS realizou cerca de 50 aquisições, incluindo Swift, Pilgrim’s e Vivera. Recentemente, entrou no segmento de ovos com a aquisição de 50% da Mantiqueira Brasil. “Nossa expansão visa fortalecer nossa plataforma global e ampliar o acesso ao consumidor”, afirmou Tomazoni.

    A JBS também reafirmou sua intenção de concluir a dupla listagem nos EUA e no Brasil, que deve aumentar o valor das ações, ampliar a base de investidores e reduzir o custo de capital. “Isso permitirá à empresa participar de importantes índices financeiros globais, como Russell, S&P e MSCI USA”, destacou Guilherme Cavalcanti, CFO Global da JBS.

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  • Gulfood 2025: JBS apresenta marcas premium Huon e Genu-in

    Gulfood 2025: JBS apresenta marcas premium Huon e Genu-in

    A JBS, gigante do setor alimentício, marca presença na Gulfood 2025, a maior feira de alimentos e bebidas do mundo, realizada em Dubai, com um portfólio diversificado de marcas premium, incluindo as estreantes Huon e Genu-in. O evento, que segue até 21 de fevereiro, também celebra a expansão da JBS na região, com a recente inauguração de uma fábrica de alimentos preparados em Jeddah, na Arábia Saudita.

    De olho nas tendências de consumo, a JBS apresenta a Huon, do segmento de aquicultura, e a Genu-in, especializada em peptídeos de colágeno e gelatinas, ao lado de outras marcas já consagradas como Friboi e Seara. A participação na Gulfood visa fortalecer a presença da JBS no mercado global e estreitar laços com parceiros estratégicos.

    A Genu-in se destaca por utilizar pele de bovinos proveniente da cadeia de produção da JBS como matéria-prima, garantindo o controle da qualidade e rastreabilidade dos produtos. Seus peptídeos de colágeno ativam a produção natural de colágeno no corpo humano, promovendo benefícios para a saúde e bem-estar.

    A Huon, adquirida pela JBS em 2021, estreia na Gulfood com o objetivo de expandir sua presença global e explorar oportunidades em novos mercados. A marca apresenta seu salmão premium, reconhecido pela qualidade e sabor.

    Outros lançamentos

    Além das estreantes, a Seara apresenta produtos inovadores que atendem à crescente demanda por praticidade e conveniência. Como o Broasted Bone in, um frango empanado apimentado, e o Cooked Chicken Shawarma, um peito de frango empanado tradicional nos lanches da região.

    A Friboi, líder na exportação de carne bovina, destaca seu portfólio premium 1953 Friboi, com cortes de raças europeias reconhecidos pela maciez e suculência. A marca reforça sua estratégia de oferecer produtos para diferentes ocasiões de consumo, atendendo às demandas do mercado globa.

    Com um estande de 192 m², a JBS busca consolidar sua posição como uma das principais empresas do setor alimentício mundial. Ela apresenta um portfólio completo e diversificado para os mais de 5.000 expositores e visitantes da Gulfood 2025. A presença da JBS na feira reforça o compromisso da empresa com a inovação, qualidade e sustentabilidade em toda a sua cadeia de produção.

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  • Emprego: Frigorífico abre 200 novas vagas em Dourados

    Emprego: Frigorífico abre 200 novas vagas em Dourados

    A Seara, empresa do grupo JBS, está oferecendo 200 novas vagas de emprego em sua unidade de Dourados, Mato Grosso do Sul. As oportunidades são para atuação imediata em uma nova linha de produção da empresa.

    Oportunidades e Benefícios

    A empresa não exige experiência profissional prévia dos candidatos. Para se candidatar, é necessário ter mais de 18 anos e comparecer à sede da JBS em Dourados, localizada no km 6 da BR-163, entre 7h e 11h30 e das 13h às 17h.

    Os candidatos devem portar RG, CPF, comprovante de residência e certificado de vacinação atualizado. A Seara oferece diversos benefícios aos seus colaboradores, incluindo vale-alimentação, Gympass, prêmio por assiduidade e vale-transporte.

    Mais informações sobre as vagas de emprego podem ser obtidas pelo telefone (67) 3411-2047.

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  • Carne: JBS faz acordo de US$ 83,5 milhões nos Estados Unidos

    Carne: JBS faz acordo de US$ 83,5 milhões nos Estados Unidos

    A JBS, gigante do setor de carnes, aceitou pagar US$ 83,5 milhões para resolver alegações de que conspirou com outras empresas frigoríficas para restringir a oferta de carne bovina nos Estados Unidos.

    As acusações, que datam de 2019, afirmam que a empresa violou a lei antitruste americana ao manipular os preços da carne bovina. A proposta de acordo foi divulgada na sexta-feira (31) no tribunal federal de Minnesota e agora aguarda a aprovação judicial.

    JBS Nega

    Em um comunicado, a JBS negou qualquer irregularidade, classificando as alegações como “frívolas e sem mérito”. Além disso, a empresa argumentou que o acordo representa o melhor interesse de seus negócios. Os advogados dos principais demandantes, por sua vez, não se pronunciaram sobre o caso.

    O acordo proposto visa resolver as reivindicações de dois grupos distintos: produtores que venderam gado para a JBS entre 2015 e 2020 e indivíduos que possuíam posições em futuros de gado vivo negociados na Chicago Mercantile Exchange. Os advogados dos autores estimaram que milhares de membros estão envolvidos em cada um desses grupos.

    Os termos do acordo exigem que a JBS colabore com os autores da ação enquanto eles buscam reivindicações contra outros réus, incluindo Tyson Foods, Cargill e National Beef. Esses três réus, portanto, ainda não comentaram sobre as alegações ou o acordo proposto.

    Terceiro acordo

    Este é o terceiro acordo da JBS relacionado a essas alegações. Anteriormente, a empresa concordou em pagar um total de US$ 78 milhões. O objetivo é resolver reivindicações de fixação de preços com compradores diretos e outros envolvidos no litígio. O valor total dos acordos evidencia a gravidade das acusações e o impacto potencial no mercado.

    Os advogados dos autores chamaram o acordo atual de “substancialmente justo”.  Sendo assim, eles destacam que ele proporciona alívio significativo para todos os membros da classe que apresentarem reivindicações válidas. A expectativa é que o juiz responsável pelo caso analise os termos do acordo nas próximas semanas.

    À medida que o processo avança, os olhos do setor permanecem voltados para as ações da JBS e seus co-réus, enquanto as implicações legais e financeiras desse caso continuam a se desdobrar no complexo mercado da carne nos Estados Unidos.

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  • JBS compra 50% da Mantiqueira, a gigante dos ovos

    JBS compra 50% da Mantiqueira, a gigante dos ovos

    A JBS, líder global em carnes, anunciou a compra de 50% da Mantiqueira, a maior produtora de ovos da América do Sul. Ou seja, este movimento marca a entrada da gigante da carne bovina no setor de ovos. A conclusão do negócio ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

    União estratégica

    O acordo representa uma união estratégica entre duas líderes de mercado. Enquanto a JBS domina o setor de carne bovina, a Mantiqueira é referência no mercado de ovos, com faturamento anual em torno de R$ 2 bilhões.

    A empresa possui unidades em seis estados e emprega cerca de três mil pessoas, produzindo 4 bilhões de ovos por ano com 17,5 milhões de galinhas. Apesar de não ser a líder global, a Mantiqueira ocupa a décima posição no ranking mundial. No entanto, a JBS vê potencial para expandir sua presença tanto no mercado interno quanto internacionalmente. As conversas entre as duas empresas começaram ao avaliar oportunidades no mercado americano. Além disso, Gilberto Tomazoni, presidente executivo da JBS, destacou que a atratividade do negócio é um dos principais fatores para essa nova empreitada. Ele afirmou: “Todo mundo come ovo”.

    Tomazoni também mencionou o crescimento robusto do segmento e seu apelo nutricional. O ovo, que já foi considerado um vilão nas dietas, agora é amplamente recomendado por nutricionistas. Ele acredita que essa aquisição aumentará a presença da JBS nas mesas dos consumidores, especialmente no café da manhã.

    JBS e Mantiqueira

    A escolha da Mantiqueira para essa parceria se deve à sua liderança no setor de ovos. Tomazoni afirmou: “Nós não entramos em um negócio se não for para sermos líderes”. A JBS entrará na Mantiqueira sem uma posição dominante, o que é uma exceção nas aquisições do grupo.

    A JBS adquiriu os 50% que pertenciam ao empresário Carlos Cunha, que se associou ao fundador Leandro Pinto no início dos anos 2000. Cunha era responsável pelo grupo RDC, que comprava metade dos ovos da Mantiqueira. Após a aquisição da RDC pelo Carrefour em 1999, Pinto decidiu se unir a Cunha devido às incertezas sobre o futuro da empresa . Em comunicado oficial, Pinto descreveu a entrada da JBS na Mantiqueira como um movimento “natural e estratégico”. Ele afirmou que essa união permitirá à Mantiqueira acessar novas oportunidades e adquirir conhecimento para se tornar um competidor relevante internacionalmente.

    A empresa já exporta para mercados na América do Sul, Ásia, África e Oriente Médio. Após o acordo, não haverá mudanças na liderança da Mantiqueira. Márcio Utsch continuará como presidente executivo e sócio minoritário com 3% do capital social. Em resumo, JBS e Mantiqueira discutem agora a composição do conselho de administração, que pode ter quatro ou seis integrantes, com Pinto permanecendo na presidência.

    Impacto para o seu bolso

    Com a entrada da JBS no segmento, há expectativas de que a competitividade no mercado de ovos aumente. A JBS já é um gigante no setor de proteínas, dominando os mercados de carne bovina, suína e frango. Assim, a diversificação para o mercado de ovos pode levar a uma maior eficiência na produção e distribuição, o que, potencialmente, pode resultar em preços mais acessíveis para os consumidores.

    Portanto, com a promessa de aumentar a eficiência produtiva e expandir as operações internacionais, os consumidores podem esperar um impacto positivo nos preços e na disponibilidade dos produtos. À medida que o negócio avança, será importante monitorar como essa nova dinâmica afetará tanto os produtores quanto os consumidores no país.

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  • Pará: JBS doa tags para rastreabilidade de rebanhos

    Pará: JBS doa tags para rastreabilidade de rebanhos

    A JBS, em parceria com diversas organizações, anunciou nesta quarta-feira, 22, a doação de 3 milhões de tags para o rastreamento de rebanhos no estado do Pará. A iniciativa visa apoiar um programa pioneiro liderado pelo governo estadual, que tem como objetivo rastrear todo o rebanho de bovinos e búfalos do estado até o final de 2026. O Pará é conhecido por ter o segundo maior rebanho do Brasil.

    O anúncio foi feito durante o painel “De Davos a Belém: Definindo o Caminho do Brasil para uma Indústria de Gado Sustentável e de Baixo Carbono”, realizado na reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça. O programa já apresenta resultados significativos em seu primeiro ano e envolve uma coalizão composta por governo, produtores, sociedade civil e indústria. Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS, destacou a importância da colaboração: “Juntos, somos agentes de transformação desta cadeia de suprimentos.”

    Destinação das tags

    Dos 3 milhões de tags, 2 milhões atenderão pequenos produtores. Desses, a The Nature Conservancy (TNC) fornecerá metade com recursos do Bezos Earth Fund, que durante a COP28 se comprometeu a apoiar o estado no lançamento do programa. A JBS fornecerá o restante.

    Além disso, a JBS lançou o programa “Acelerador JBS”, que visa facilitar a adoção das tags por seus fornecedores indiretos. A iniciativa inclui a doação de 1 milhão de tags adicionais e todos os serviços necessários ao longo de 2025 para auxiliar os produtores na aplicação das tags. As equipes da JBS e seus parceiros visitarão as fazendas para trabalhar com operadores de rastreabilidade treinados e credenciados pelo programa.

    Da esq. para a dir., Raul Protázio (secretário do Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará), Manuela Maluf (presidente do IDH Brasil). Roberto Waack (conselheiro da Marfrig), Jack Hurd (diretor-executivo da Tropical Forest Alliance), Maria Netto (diretora-executiva do ICS). Gilberto Tomazoni (CEO Global da JBS) e Daan Wensing (CEO do IDH). Crédito: Divulgação JBS.

    O governador Helder Barbalho lançou oficialmente o programa durante a COP28, em dezembro de 2023, em Dubai. Além disso, o estado criou um Conselho Gestor para integrar diversos órgãos governamentais, representantes da indústria e produtores rurais. A JBS participa desse grupo desde o início.

    Em 2024, a companhia conduziu um programa piloto que tagueou 28 mil cabeças no entorno de suas fábricas em Marabá e Redenção. Essa experiência ajudou a avaliar a tecnologia utilizada e as exigências para o trânsito dos animais estabelecidas pelo Conselho Gestor.

    Capacitação e assistência técnica

    A JBS também apoiou a criação de um programa de treinamento para operadores de rastreabilidade, essenciais para garantir a correta leitura das tags nas fazendas e nos pontos de trânsito dos animais. O programa inclui assistência técnica e requalificação dos produtores rurais.

    Por meio dos Escritórios Verdes, criados pela JBS em 2021, mais de 15 mil fazendas na região amazônica já foram regularizadas. Isso inclui mais de 1.000 no Pará, que se comprometeram a restaurar 6.500 hectares de floresta.

    Para facilitar o acesso dos produtores aos serviços oferecidos, a JBS lançou em 2024 o Escritório Verde Virtual, permitindo que os agricultores busquem assistência por e-mail, telefone ou WhatsApp de qualquer lugar do país.

    Avanços na transparência do agronegócio

    Em dezembro de 2024, o Ministério da Agricultura lançou o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, juntamente com a plataforma Agro Brasil + Sustentável. Essa plataforma integra diversos bancos de dados governamentais para permitir que os produtores forneçam informações sobre local de origem, modo de produção e práticas sustentáveis.

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    Com essas iniciativas, tanto os produtores quanto os compradores terão acesso facilitado às informações sobre as propriedades rurais sem custos adicionais.

    A doação das tags pela JBS e seus parceiros representa um passo significativo em direção à rastreabilidade e sustentabilidade na pecuária brasileira. Com essa ação, espera-se não apenas melhorar a transparência da cadeia produtiva, mas também fortalecer as práticas sustentáveis no setor agropecuário.