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  • JBS e Governo Federal firmam convênio para gerar empregos a beneficiários do Bolsa Família

    JBS e Governo Federal firmam convênio para gerar empregos a beneficiários do Bolsa Família

    Em uma iniciativa inédita de inclusão social, a JBS assinou nesta quinta-feira (31) um convênio de cooperação técnica com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O acordo tem como foco a oferta de vagas de emprego para inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), principal porta de entrada para o Bolsa Família.

    Com duração prevista de dois anos, o convênio busca promover a inclusão socioeconômica das famílias de baixa renda. Portanto, ampliando o acesso a oportunidades formais de trabalho. A cerimônia de assinatura ocorreu na sede da JBS, em São Paulo. E contou com a presença do ministro do Desenvolvimento, Wellington Dias, do conselheiro da JBS, Wesley Batista, e do CEO global da empresa, Gilberto Tomazoni.

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    “A geração de emprego é uma das formas mais efetivas de inclusão social. Ao unirmos esforços com o MDS, reforçamos nosso compromisso com o desenvolvimento das comunidades onde atuamos”, destacou Wesley Batista. Ele ressaltou ainda a importância de oferecer oportunidades não só para os trabalhadores. Mas também para suas famílias, afirmando que “valorizar gente é o que move a JBS”.

    A JBS é uma das maiores empregadoras do Brasil, com unidades de produção em mais de 100 municípios e cerca de 158 mil colaboradores. Para o CEO Gilberto Tomazoni, investir no potencial das pessoas é essencial para promover o desenvolvimento social. “Nosso objetivo é ser referência naquilo que fazemos, impulsionando o crescimento das comunidades por meio da geração de empregos e formação profissional”, afirmou.

    Atuação em conjunto

    O Ministério do Desenvolvimento atuará em conjunto com a rede de assistência social para facilitar o acesso dos inscritos no CadÚnico aos processos seletivos da JBS. O fornecimento de dados ocorrerá mediante consentimento prévio dos candidatos. Sempre respeitando integralmente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a Política de Privacidade da empresa.

    Durante o evento, o ministro Wellington Dias reforçou a necessidade de uma integração estratégica entre as áreas social, econômica e ambiental para combater a fome e a pobreza no país. “O social deve estar integrado ao econômico para que a transformação aconteça de forma sustentável”, declarou.

    Criado em 2001, o CadÚnico reúne informações sobre as famílias em situação de vulnerabilidade social no Brasil. E é fundamental para a inclusão em programas de assistência e redistribuição de renda. O convênio entre a JBS e o governo abre novas portas para a inclusão produtiva desses beneficiários. Fomentando o desenvolvimento social e econômico de forma conjunta e sustentável.

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  • Projeto premia produtores por excelência em avicultura e suinocultura

    Projeto premia produtores por excelência em avicultura e suinocultura

    A JBS, por meio da Seara, celebrou a excelência na produção de aves e suínos com a entrega do Prêmio SuperAgro 2025, reconhecendo mais de 30 produtores integrados no estado de São Paulo, incluindo dois da região de Amparo (SP). A iniciativa, que já está na sua oitava edição, premiou 315 parceiros em todo o Brasil e no Distrito Federal, reforçando o compromisso da empresa com a qualidade e a sustentabilidade na cadeia produtiva.

    Neste ano, mais de 10 mil granjas participaram da premiação, que avaliou 18 categorias, como Frango Pesado Macho e Fêmea, Frango Orgânico, Suíno Terminador e Peru Iniciador. O júri técnico, composto por especialistas da JBS, considerou indicadores de desempenho, bem-estar animal e qualidade.

    Um dos premiados foi o veterinário e produtor rural Edison Baba, que conquistou o 1º e 3º lugares na categoria Frango Pesado Macho. Com uma história familiar na avicultura desde as décadas de 1960 e 1970, Baba hoje administra uma estrutura com capacidade para 600 mil aves por ciclo – um crescimento de 160% desde 2022.

    “A parceria desde o início do projeto nos ajudou a alcançar resultados técnicos cada vez mais consistentes, e o envolvimento da família em todas as áreas da granja faz toda a diferença”, afirma Edison, que divide a gestão com os filhos e nora.

    Integração

    Ele ainda destaca os impactos positivos da integração com a Seara: “Ser um produtor integrado impactou diretamente nos resultados de conversão alimentar e condenação. Em 2023, fomos reconhecidos e, agora em 2025, recebemos o prêmio pela segunda vez. O maior benefício está nos resultados técnicos consistentes que alcançamos.”

    Foto: Divulgação/JBS

    Outro exemplo de sucesso é João Paulo Demori, que venceu na categoria Frango de Corte Pesado Verde Macho. Com uma trajetória de mais de 40 anos no município de Amparo (SP), Demori iniciou na atividade inspirado pelo avô e hoje mantém uma granja com 18 mil frangos por ciclo, operada com ajuda da família. “Estamos todos os dias acompanhando de perto as aves, cuidando da ambiência, alimentação e manutenção. É um trabalho feito com amor e atenção aos detalhes”, relata.

    Demori, que é parceiro da JBS desde 2008, já soma cinco prêmios e destaca o apoio da empresa. “Antes era tudo muito rústico, sem retorno financeiro. A JBS nos ajudou com insumos, assistência técnica e suporte contínuo. O técnico Fabiano Flausino tem sido essencial para esse prêmio, que nos enche de orgulho.”

    José Ribas Junior, Diretor Executivo de Agropecuária da Seara, reforçou a importância da premiação. “O SuperAgro valoriza o trabalho dos nossos produtores integrados, que são fundamentais para o sucesso desse modelo. É uma relação em que todos ganham: a Seara, os produtores e, principalmente, o consumidor, que recebe um alimento seguro e de qualidade.”

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  • Companhia investe R$ 35 milhões em rastreabilidade e apoio a pequenos produtores rurais no Pará

    Companhia investe R$ 35 milhões em rastreabilidade e apoio a pequenos produtores rurais no Pará

    A JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, já destinou mais de R$ 35 milhões ao rastreamento de gado e ao suporte a pequenos produtores rurais no Pará. A iniciativa faz parte de um programa pioneiro que busca rastrear 100% do rebanho bovino e bubalino do estado até o final de 2026. E promove desenvolvimento sustentável e transparência na cadeia produtiva.

    A “Expedição ao Mercado Sustentável de Carne e Couro do Pará” serviu de palco para a apresentação do balanço das ações. A The Nature Conservancy (TNC) Brasil organizou o evento, que destacou o programa estadual fruto da união entre governo, produtores, sociedade civil e indústria, todos engajados em consolidar o Pará como referência em pecuária sustentável.

    Doação de 2 milhões de tags e apoio à regularização ambiental

    Como parte do Programa Acelerador de Rastreabilidade, a JBS já investiu US$ 5 milhões (aproximadamente R$ 27 milhões) na doação de 2 milhões de tags de identificação animal para produtores e 175 leitores eletrônicos para a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará). A ação permite o monitoramento individual dos animais, aumentando a transparência e a segurança no controle do rebanho.

     Iniciativa da companhia dá escala a programa pioneiro de desenvolvimento, integridade e rastreabilidade da pecuária no estado. Foto: Divulgação JBS

    O foco inicial do programa está no Sudeste do Pará, especialmente entre Marabá e Santana do Araguaia, onde equipes treinadas visitam as propriedades para implantar o sistema de rastreabilidade. O objetivo é superar gargalos e testar soluções em larga escala, beneficiando principalmente fornecedores indiretos.

    Expansão para outras regiões e fortalecimento dos Escritórios Verdes

    O investimento da JBS também contempla a expansão do projeto para outras regiões do estado, como o Sudoeste (Altamira, Anapu e Pacajá), Baixo Amazonas (Belterra e Santarém) e Marajó, com planos de replicar o modelo em outros estados brasileiros.

    Desde 2021, a empresa já destinou US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões) aos Escritórios Verdes no Pará. Eles oferecem suporte gratuito para a regularização ambiental de propriedades rurais. Com foco nos pequenos produtores. Os escritórios auxiliam desde o registro no Cadastro Ambiental Rural (CAR) até a adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) e a requalificação comercial de produtores não conformes.

    Atualmente, a JBS mantém quatro Escritórios Verdes físicos no Sudeste do Pará. Eles estão emSantana do Araguaia, Redenção, Tucumã e Marabá. Assim, estão acelerando a regularização por meio da Plataforma de Territórios Sustentáveis (PTS), em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). Desde 2024, os escritórios também oferecem assistência técnica e gerencial aos produtores, ampliando o impacto socioambiental do projeto.

    Desde o início do programa Escritórios Verdes JBS, em 2021, já foram regularizadas 18.042 fazendas. Outros 7.005 hectares estão em processo de restauração florestal em todo o país.

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    JBS inicia exportação de carne bovina para o Vietnã

    A gigante brasileira JBS marcou um marco no agronegócio neste sábado (5) com o primeiro embarque de carne bovina para o Vietnã. O movimento estratégico amplia a presença da empresa no Sudeste Asiático e consolida o Brasil como fornecedor global de proteínas.

    A JBS enviou 27 toneladas de carne bovina processadas na unidade da Friboi em Mozarlândia (GO), recentemente habilitada para exportações ao Vietnã. A cerimônia no Rio de Janeiro contou com a presença do primeiro-ministro vietnamita Phạm Minh Chính e do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

    O embarque ocorreu durante a Cúpula dos BRICS e simboliza o fortalecimento das relações comerciais entre os dois países. O presidente Lula celebrou o acordo com uma caixa simbólica da Friboi, destacando a importância do Vietnã como parceiro estratégico.

    Mercado promissor e investimentos bilionários

    O Vietnã, com 101 milhões de habitantes e crescimento de 7,6% no PIB no segundo trimestre de 2025, importou 300 mil toneladas de carne bovina em 2024. A JBS projeta dominar até 50% desse mercado, movimentando até R$ 590 milhões anuais.

    Além da exportação, a JBS anunciou um investimento de US$ 100 milhões para construir duas fábricas no Vietnã. As unidades produzirão carne bovina, suína e de aves, utilizando matérias-primas brasileiras. A primeira fábrica será instalada no parque industrial Nam Đình Vũ, com operação prevista para 2026.

    Marcela Rocha, diretora-executiva da JBS, destacou que a entrada no Vietnã beneficia toda a cadeia do agronegócio brasileiro, setor que representa 20% do PIB nacional. A empresa já opera no país desde 2014 com uma fábrica de couro em Dong Nai, que emprega 600 pessoas.

    Com 12 frigoríficos brasileiros prestes a receber habilitação para exportar ao Vietnã, o país asiático se consolida como peça-chave na diversificação de mercados da JBS, que emprega 280 mil pessoas em 17 países.

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  • JBS celebra entrada na Bolsa de Nova York com cerimônia do sino  

    JBS celebra entrada na Bolsa de Nova York com cerimônia do sino  

    A JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, marcou um momento histórico ao realizar a cerimônia do toque do sino de abertura na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), celebrando sua recente listagem. O evento, que reuniu mais de 100 analistas e investidores, também serviu para a companhia apresentar sua atualização estratégica global, destacando prioridades de crescimento e geração de valor.

    A honra de tocar o sino foi concedida a José Batista Sobrinho, o “Zé Mineiro”, fundador da JBS em 1953, em Anápolis (GO). De um pequeno açougue, a empresa se transformou em um gigante global do setor alimentício, mantendo o compromisso de alimentar pessoas ao redor do mundo com proteínas de alta qualidade.

    Durante o evento na NYSE, o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, afirmou: “Este é o início de um novo e empolgante capítulo para a JBS. Nossa listagem na NYSE é fruto do trabalho dedicado das nossas equipes e nos posiciona para sermos a principal empresa de alimentos do mundo. Com projetos-chave de crescimento, vamos atender à crescente demanda por proteínas e fortalecer nossas parcerias com produtores.”

    Antes da cerimônia, Wesley Batista, acionista controlador da JBS, reforçou o compromisso da empresa com a excelência: “Mesmo com crescimento e adaptação, nosso modo de trabalhar permanece o mesmo. Somos focados, disciplinados e determinados a ser os melhores em tudo o que fazemos.”

    A apresentação detalhada da estratégia de longo prazo foi conduzida pela liderança da JBS, incluindo Wesley Batista, Wesley Batista Filho (CEO da JBS USA), Gilberto Tomazoni e Guilherme Cavalcanti (CFO Global). Eles destacaram investimentos estratégicos em operações globais, reforçando a visão da empresa de alimentar um mundo em crescimento e construir um futuro sustentável para colaboradores e comunidades.

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  • JBS estreia BDRs na B3 e inicia listagem dupla com NYSE

    JBS estreia BDRs na B3 e inicia listagem dupla com NYSE

    A JBS inicia nesta segunda-feira, 9 de junho, a negociação de seus Brazilian Depositary Receipts (BDRs) na B3. Com isso, a empresa marca um novo capítulo em sua estratégia de internacionalização. A mudança ocorre após a aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 30 de maio. E faz parte do processo de dupla listagem da companhia, que também passará a negociar suas ações na Bolsa de Nova York (NYSE) a partir de 12 de junho.

    Com a reestruturação, as ações ordinárias da JBS S.A. (JBSS3) deixam de ser negociadas na B3, sendo substituídas pelos BDRs da JBS N.V., que passam a ser negociados sob o código JBSS32. A relação de troca definida é de um BDR para cada duas ações ordinárias da JBS S.A., enquanto detentores de ADRs terão conversão na proporção de 1:1 para as novas Class A Shares da JBS N.V..

    A listagem dupla foi aprovada em assembleia de acionistas realizada em 23 de maio, com o objetivo de alinhar a estrutura de capital da empresa ao seu perfil global e diversificado, além de ampliar o acesso a investidores internacionais. “Com a dupla listagem, buscamos uma estrutura corporativa que reflita melhor a nossa presença global e as nossas operações internacionais diversificadas. Além de facilitar a implementação da nossa estratégia de crescimento e agregação de valor”, afirmou Guilherme Cavalcanti, CFO global da JBS.

    BDRs

    Os BDRs da JBS N.V. conferem aos investidores direitos semelhantes aos das ações, incluindo o recebimento proporcional de dividendos distribuídos pela companhia. A reorganização também afeta contratos futuros, opções e derivativos relacionados às ações JBSS3, que agora refletem a nova estrutura baseada em BDRs.

    A JBS é uma das maiores empresas de alimentos do mundo, com mais de 250 fábricas em 17 países. Ela atende a mais de 300 mil clientes e exportando para 180 países. Fundada no Brasil em 1953, a companhia emprega atualmente 280 mil pessoas globalmente, impulsionando seu crescimento por meio de investimentos estratégicos e expansão internacional.

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  • CVM aprova dupla listagem da JBS no Brasil e EUA

    CVM aprova dupla listagem da JBS no Brasil e EUA

    A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorizou o registro da JBS N.V. como emissora estrangeira. A autarquia também aprovou o Programa de BDRs Nível II da companhia e sua negociação na B3. Com isso, a JBS dá mais um passo rumo à dupla listagem no Brasil e nos Estados Unidos.

    No mês passado, a empresa já havia conquistado o registro na SEC (Securities and Exchange Commission), órgão regulador do mercado financeiro americano.

    Ações

    Agora, as ações da JBS seguirão disponíveis na B3 até 6 de junho. Já os BDRs da JBS N.V. começam a ser negociados na B3 em 9 de junho. Por fim, a expectativa é que as ações da companhia estreiem na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) no dia 12 de junho.

    No último dia 23, acionistas minoritários aprovaram a proposta de dupla listagem em assembleia extraordinária. A medida representa um marco histórico para a JBS, fundada há 72 anos no interior do Brasil.

    Segundo a companhia, a mudança busca destravar valor, ampliar a capacidade de investimento e adequar a estrutura de capital ao perfil global da empresa. A companhia também destaca o compromisso com a disciplina financeira.

    “A dupla listagem é o caminho para explorarmos nosso potencial no mercado global de alimentos”, afirma Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS. Ele destaca que a estratégia fortalece a diversificação de proteínas e geografias, com foco em marcas fortes e produtos de valor agregado.

    Atualmente, a JBS está entre as maiores empresas de alimentos do mundo. Possui mais de 250 fábricas em 17 países, atende mais de 300 mil clientes e exporta para mais de 180 países. Fundada em 1953, a companhia emprega 280 mil pessoas ao redor do mundo.

    O CFO da empresa, Guilherme Cavalcanti, reforça que a nova estrutura deve ampliar o acesso a investidores. “Teremos condições de captar recursos a custos menores, acelerando nossa estratégia de crescimento”, afirma.

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  • JBS é autuada por trabalho análogo ao escravo

    JBS é autuada por trabalho análogo ao escravo

    O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) responsabilizou a JBS Aves, unidade do grupo JBS em Passo Fundo (RS), por submeter dez pessoas a condições análogas à escravidão em granjas fornecedoras no Rio Grande do Sul. Esses trabalhadores atuavam na coleta de frangos, atividade conhecida como “apanha de frangos”, que consiste em capturar e encaixotar aves para transporte até os frigoríficos da empresa.

    Segundo a fiscalização, os trabalhadores enfrentavam jornadas exaustivas de até 16 horas diárias, sem intervalos regulares para alimentação. Em muitos casos, a única fonte de proteína disponível eram aves descartadas do processo produtivo por estarem fora dos padrões da JBS. Alguns trabalhadores precisaram de atendimento médico devido ao esgotamento físico. Os alojamentos oferecidos eram precários: em um deles, os trabalhadores dormiam em colchões no chão. Em outro, estavam sem água há duas semanas, obrigando-os a buscar água em um valão próximo para consumo, preparo de alimentos e higiene pessoal.

    Os trabalhadores, oriundos de estados como Pernambuco, Bahia, Maranhão e até da Argentina, foram aliciados com promessas de salários altos e boas condições de trabalho. No entanto, ao chegarem ao local, encontraram uma realidade diferente. As despesas de transporte e alimentação foram ilegalmente convertidas em dívidas a serem abatidas dos ganhos diários, caracterizando servidão por dívidas, uma das formas de trabalho escravo previstas na legislação brasileira.

    Contratação foi terceirizada mas JBS foi considerada responsável

    Embora a contratação tenha sido feita por uma terceirizada, a MRJ Prestadora de Serviços, o MTE considerou a JBS Aves como principal responsável, pois era ela quem determinava os locais, cronogramas e horários do serviço. O resgate ocorreu em dezembro de 2024, mas a responsabilização formal da JBS Aves só foi oficializada em abril de 2025, após conclusão da investigação.

    A JBS afirmou, em nota, que suspendeu imediatamente a prestação de serviços, encerrou o contrato e bloqueou a empresa terceirizada assim que tomou conhecimento das denúncias. A companhia informou que recorre da autuação e mantém política de tolerância zero para violações trabalhistas e de direitos humanos.

    O caso segue em tramitação administrativa. A JBS pode recorrer antes de ser incluída na Lista Suja do Trabalho Escravo. Esse cadastro do governo federal reúne empregadores responsabilizados por esse tipo de infração.

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    ‘Brasil merece discutir crescimento a 5%’, afirma Wesley Batista

    O empresário Wesley Batista, conselheiro da JBS e acionista do grupo J&F, afirmou nesta terça-feira, durante o fórum VEJA Brazil Insights em Nova York, que o Brasil “merece discutir crescimento a 5% ao ano”. Batista destacou o otimismo com o país apesar do cenário internacional desafiador e ressaltou avanços recentes, como a redução do desemprego e as reformas econômicas. “Quando você olha os números, por exemplo, o de desemprego, nós não estamos mal. Balança, nós não estamos mal. Reformas, eu acho que o Brasil tem avançado”, afirmou.

    Durante o painel “Presença Global das Companhias Brasileiras”, o empresário apontou que o maior desafio para o Brasil é a elevada taxa de juros real, que gera um déficit nominal significativo. “Nós temos, sem dúvida nenhuma e nós fazemos parte disso, uma taxa de juro real gigantesca no Brasil, gerando um déficit nominal gigantesco. Eu acho que esse é um desafio que o país enfrenta”, alertou. Apesar disso, ele avaliou positivamente o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), que deve crescer entre 2,5% e 3%, mas defendeu que o país tem potencial para crescer entre 4% e 5%.

    Brasil x Estados Unidos

    Wesley Batista traçou um paralelo entre o Brasil e os Estados Unidos, destacando a vocação empreendedora e trabalhadora dos brasileiros. “É um país de gente trabalhadora, é um país de gente empreendedora, é um país que faz as coisas acontecerem”, disse, ressaltando a resiliência e a capacidade dos brasileiros de prosperar mesmo em ambientes de negócios complexos.

    O conselheiro da JBS também ressaltou o potencial do agronegócio e a transformação econômica que ocorre no interior do país. “É impressionante a transformação que o Brasil está fazendo no interior do país afora. A riqueza que está sendo gerada no interior do país e a interiorização do Brasil, eu acho que está muito mais pungente do que o pessoal de São Paulo, do Rio, de Brasília está conseguindo enxergar”, destacou.

    Ao concluir sua participação, Batista fez um apelo para que o Brasil valorize sua imagem e simplifique o ambiente de negócios, apontando que isso é fundamental para gerar riqueza, produtividade e empregos. “Nós temos que falar bem do Brasil. Porque é um negócio inacreditável como nós mesmos nos depreciamos. É um autoflagelamento em praça pública”, criticou. Segundo ele, “O Brasil tem que simplificar a forma de empreender. Porque aí você gera riqueza, você gera produtividade, você tem ganho de produtividade, você gera emprego e assim vai”.

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    Pará firma parceria com empresas para impulsionar pecuária sustentável

    O Governo do Pará anunciou nesta quinta-feira (24) uma aliança estratégica com grandes empresas do setor alimentício para impulsionar o Programa Pecuária Sustentável do Pará. Entre os signatários estão o Grupo Carrefour Brasil, a JBS, e os frigoríficos Rio Maria e Mafrinorte. A iniciativa visa implementar a rastreabilidade individual do rebanho bovino paraense – do nascimento ao abate – até 2026, garantindo transparência e combate ao desmatamento ilegal.

    O programa é pioneiro no Brasil e busca alinhar desenvolvimento econômico, preservação ambiental e bem-estar social. As empresas envolvidas se comprometem a incentivar a produção de carne livre de desmatamento, apoiar pequenos e médios produtores e informar os consumidores sobre os diferenciais da carne rastreada.

    Investimentos e tecnologia para rastreabilidade

    O Grupo Carrefour Brasil investirá R$ 10 milhões na aquisição de brincos eletrônicos e chips para alimentar o Sistema de Rastreabilidade Bovídea Individual do Pará (SRBIPA), lançado em 2024. Além disso, a empresa oferecerá assessoria gratuita para a regularização de fazendas, em parceria com a JBS.

    pecuária sustentável
    Hana Ghassan, Vice-Governadora do Pará; Helder Barbalho, Governador do Pará; Stéphane Maquaire, CEO do Grupo Carrefour Brasil; e Raul Protázio, Secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado do Pará.

    A partir do segundo semestre de 2025, as lojas do Carrefour no Pará serão as primeiras a vender carne com a certificação do programa. “A proteção do planeta e da biodiversidade é um dos pilares da nossa estratégia. Temos um papel fundamental em agendas colaborativas de alto impacto”, afirmou Stéphane Maquaire, CEO do Grupo Carrefour Brasil.

    Pará como referência em pecuária sustentável

    O Pará possui o segundo maior rebanho bovino do Brasil, com 25 milhões de cabeças, segundo dados do IBGE (2023). O governador Helder Barbalho destacou que o estado já registra avanços: “Reduzimos o desmatamento sem perder produtividade. Em março, atingimos a menor área desmatada desde 2019. Isso prova que estamos no caminho certo.”

    A JBS, por sua vez, reforçou seu compromisso com a pecuária de baixo carbono no estado, em parceria com ONGs como The Nature Conservancy (TNC). “Estamos investindo em rastreabilidade e regularização ambiental para fortalecer a pecuária sustentável”, disse Bruno Brainer, diretor de operações da Friboi na região Norte.

    Frigoríficos como agentes de transformação

    O Frigorífico Rio Maria, que já participa de um projeto piloto de rastreabilidade, destacou a importância da iniciativa:

    “A rastreabilidade é uma exigência do futuro. Produzir com responsabilidade agrega valor à cadeia da carne e do couro”, afirmou Roberto Paulinelli, presidente da empresa.

    A rastreabilidade é crucial para atender às exigências de mercados como União Europeia e China, que demandam comprovação de origem sustentável. O programa posiciona o Pará como um líder em produção responsável, abrindo portas para novos negócios globais.

    Com essa iniciativa, o estado avança na integração entre produtividade e conservação, reforçando seu papel na agenda climática global.

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