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  • JBS faz lance alto em compra de ações da Pilgrim’s

    JBS faz lance alto em compra de ações da Pilgrim’s

    A JBS apresentou uma proposta não vinculante para adquirir as ações da Pilgrim’s Pride (PPC) que ainda estão nas mãos de acionistas minoritários. A companhia já controla aproximadamente 82% da produtora de alimentos, com forte atuação no mercado de carne de frango.

    Se a operação for aprovada e concluída, a JBS passará a controlar integralmente a Pilgrim’s e as ações da empresa americana poderão deixar de ser negociadas na Nasdaq.

    A proposta prevê a troca de cada ação ordinária da Pilgrim’s por 2,086 ações Classe A da JBS.

    A relação foi calculada considerando os preços de fechamento de 18 de agosto de 2026: US$ 13,66 por ação da JBS e US$ 28,49 por ação da Pilgrim’s Pride.

    JBS busca adquirir participação restante da Pilgrim’s

    Jeremiah O’Callaghan, presidente do conselho de administração da JBS, afirmou que as duas empresas trabalham juntas há mais de 16 anos, período em que a Pilgrim’s ampliou suas operações e presença internacional.

    “Por mais de 16 anos, a JBS e a PPC trabalharam juntas enquanto a PPC expandia suas operações, fortalecia sua presença global e crescia significativamente sua receita”, afirmou.

    Segundo O’Callaghan, a proposta permitiria que os atuais acionistas da Pilgrim’s continuassem expostos ao desempenho da companhia por meio da participação na JBS.

    “Nós acreditamos que esta proposta ofereça aos acionistas da PPC a oportunidade de continuar a participar do desempenho futuro da PPC por meio da detenção de ações da JBS, com exposição a um negócio maior e mais diversificado globalmente”, declarou.

    O executivo acrescentou que o relacionamento entre as empresas e o conhecimento das operações da Pilgrim’s devem contribuir para a continuidade das relações com empregados, clientes e parceiros comerciais durante o processo.

    O que precisa acontecer para a operação avançar

    A proposta não significa que a aquisição já foi concluída.

    Antes disso, a operação deverá passar por diferentes etapas de análise e aprovação.

    Entre elas estão:

    • avaliação por um comitê especial independente da Pilgrim’s Pride;
    • análise com apoio de consultores financeiros e jurídicos;
    • aprovação das instâncias competentes da companhia;
    • voto favorável da maioria exigida entre os acionistas da Pilgrim’s que não são ligados à JBS;
    • cumprimento das demais condições previstas para a conclusão da transação.

    A JBS informou que a proposta não exige aprovação de seus próprios acionistas.

    Caso todas as condições sejam atendidas e a transação seja concluída, as ações ordinárias da Pilgrim’s Pride poderão ser retiradas do registro e deixar de ser negociadas na Nasdaq.

  • JBS bate recorde de receita no 2º trimestre e anuncia troca de comando

    JBS bate recorde de receita no 2º trimestre e anuncia troca de comando

    A JBS N.V. confirmou nesta segunda-feira (10) uma mudança na liderança global da companhia. Wesley Batista Filho assumirá o cargo de CEO Global a partir de janeiro de 2027, no lugar de Gilberto Tomazoni, que ocupava a posição desde 2018. O anúncio chega no mesmo dia em que a empresa divulgou seus resultados do segundo trimestre de 2026, com receita líquida recorde de US$ 23,9 bilhões, alta de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    Wesley Batista Filho e Gilberto Tomazoni. Foto: Divulgação JBS

    A companhia definiu a mudança como parte de um processo de sucessão planejado. Tomazoni conduzirá a transição ao longo dos próximos cinco meses antes de assumir as funções de Vice Chairman do Conselho de Administração e Senior Advisor da JBS. Ele também seguirá como Chairman do Conselho da Pilgrim’s Pride Corporation e passará a presidir o Conselho do Instituto J&F, dedicado à formação de líderes empresariais.

    Trajetória

    Wesley Batista Filho ingressou na JBS em 2011 como trainee na unidade de bovinos de Greeley, no Colorado (EUA). Ao longo de 15 anos, ele liderou operações da companhia no Uruguai, no Paraguai e no Canadá, além de comandar a JBS Brasil, a Seara e, desde 2023, a JBS USA, a maior plataforma da empresa em receita, responsável por mais da metade do faturamento global do grupo.

    “Sinto-me honrado por assumir essa responsabilidade e dar continuidade ao extraordinário trabalho realizado por Tomazoni durante sua gestão como CEO”, afirmou Wesley Batista Filho em comunicado.

    Tomazoni, por sua vez, destacou a trajetória do sucessor dentro da companhia. “Wesley construiu uma trajetória de sucesso na JBS e conhece profundamente o nosso negócio. Tenho confiança de que ele é o líder certo para conduzir a JBS em seu próximo capítulo”, declarou o atual CEO.

    Durante os oito anos de Tomazoni à frente da JBS, a receita da companhia cresceu 73%, saindo de US$ 49,7 bilhões para US$ 86,2 bilhões. Nesse período, a empresa expandiu sua atuação para novas categorias de proteínas, ampliou o portfólio de marcas de maior valor agregado, investiu em biotecnologia, alcançou grau de investimento e concluiu sua listagem na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE).

    Receita recorde marca o segundo trimestre de 2026

    Os resultados financeiros divulgados nesta segunda-feira reforçam o momento da companhia. A JBS registrou receita líquida recorde de US$ 23,9 bilhões entre abril e junho, avanço de 14% frente ao mesmo intervalo de 2025. O EBITDA ajustado somou US$ 1,257 bilhão no período, e a maior parte das unidades de negócio apresentou melhora sequencial de rentabilidade, mesmo com os desafios que ainda persistem no segmento de carne bovina nos Estados Unidos.

    “Voltamos a registrar receita recorde, refletindo a força de nosso portfólio diversificado entre geografias, proteínas e marcas”, afirmou Tomazoni sobre o desempenho trimestral.

    JBS
    Foto: divulgação JBS

    A alavancagem líquida da companhia fechou o trimestre em 3,10 vezes. Segundo a JBS, a empresa mantém liquidez robusta, com prazo médio da dívida acima de 15 anos e custo médio de 5,7% ao ano. “Temos uma estrutura de capital sólida e liquidez adequada para atravessar os diferentes ciclos de nossas operações”, disse Guilherme Cavalcanti, CFO Global da companhia.

    O fluxo de caixa livre somou US$ 130 milhões positivos, avanço de US$ 185 milhões em relação ao segundo trimestre de 2025. Iniciativas de gestão do capital de giro, como desconto de recebíveis, adiantamentos ligados a exportações no Brasil e evolução da conta de fornecedores, impulsionaram o resultado.

    Unidades de negócio mostram avanço generalizado

    A diversificação geográfica e de proteínas sustentou o desempenho da companhia no trimestre, com destaque para os seguintes números por unidade:

    • JBS Beef North America: receita líquida recorde de US$ 7,8 bilhões (+14,2%), embora o EBITDA ajustado tenha permanecido negativo em US$ 100 milhões. Um resultado, ainda assim, melhor que o prejuízo de US$ 264 milhões do 2T25.
    • Pilgrim’s Pride: receita de US$ 4,6 bilhões e EBITDA ajustado de US$ 360 milhões (margem de 7,8%), com demanda firme por frango nos EUA, na Europa e no México.
    • JBS Brasil: receita recorde de US$ 4,6 bilhões (+28%). E maior EBITDA ajustado da história da unidade para um segundo trimestre, de US$ 273 milhões (+22,1%), impulsionado pelas exportações.
    • Seara: receita de US$ 2,5 bilhões (+18,2%) e margem EBITDA ajustada de 12,3%, com volume superior a 1 milhão de toneladas no trimestre.
    • JBS USA Pork: receita de US$ 2,1 bilhões e EBITDA ajustado de US$ 184 milhões (+38%), com margem de 8,9%.
    • JBS Austrália: receita de US$ 2,6 bilhões (+30%) e EBITDA ajustado de US$ 218 milhões, com margem de 8,5%.

    “Olhando para frente, continuamos focados em melhorar o desempenho operacional, fortalecer nosso portfólio de marcas e gerar fluxo de caixa,. Mantendo a flexibilidade necessária para atravessar diferentes ciclos de mercado”, concluiu Tomazoni.

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  • Mercado de marmitas é avaliado em R$ 12 bi

    Mercado de marmitas é avaliado em R$ 12 bi

    A Seara, marca de alimentos, carne de frango e suína do grupo JBS, anunciou sua entrada no mercado de marmitas prontas, setor estimado em R$ 12 bilhões.

    Segundo comunicado da empresa, a decisão se baseia em uma mudança concreta nos hábitos de consumo dos brasileiros, que têm almoçado mais em casa ou levado refeições prontas para o trabalho.

    Além disso, a companhia também quer dar escala e consistência a um segmento hoje considerado altamente fragmentado, segundo o CEO da Seara, João Campos.

    O mercado de marmitas no Brasil

    Apenas na cidade de São Paulo, cerca de 18 milhões de marmitas são consumidas todos os meses, dado apontado pela Seara com base em levantamento da principal empresa de delivery do país.

    A empresa também cita pesquisa da consultoria de alimentação Galunion, que mostra crescimento expressivo do hábito de levar marmitas, inclusive entre consumidores de alta renda.

    61% dos entrevistados da classe A passaram a levar, com maior frequência, refeições preparadas em casa para o trabalho. Em nota, a Seara afirmou:

    “Soluções prontas, com qualidade percebida e alinhadas às novas demandas nutricionais tendem a ganhar protagonismo.”

    Linha de pratos prontos já está no mercado

    Desde maio, a Seara vem comercializando no varejo uma linha de pratos prontos com ingredientes já conhecidos do consumidor brasileiro, como feijoada, frango desfiado, carne moída com legumes e linguiça calabresa acebolada.

    Segundo João Campos, o movimento não representa a criação de um novo comportamento de consumo, mas a organização de um mercado que já existe:

    “Não se trata de criar um novo hábito, mas de organizar um mercado que já existe e cresce rapidamente”, afirmou o CEO da Seara.

  • Genu-in Academy: plataforma conecta profissionais de saúde às últimas evidências científicas

    Genu-in Academy: plataforma conecta profissionais de saúde às últimas evidências científicas

    A JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, lançou a Genu-in Academy, uma plataforma de educação continuada voltada a médicos, nutricionistas, nutrólogos e outros profissionais da saúde. A Genu-in, empresa da JBS Novos Negócios especializada em colágeno e gelatina, desenvolveu a iniciativa para ampliar o acesso a conteúdos baseados em evidências científicas atualizadas, produzidos por especialistas reconhecidos.

    A nutrição ocupa hoje um papel cada vez mais estratégico na prevenção de doenças, na promoção da longevidade e na melhoria da qualidade de vida. Nesse cenário, a nova plataforma busca oferecer aos profissionais um ambiente permanente de atualização técnica.

    Operações no interior de São Paulo sustentam a iniciativa

    A Genu-in mantém duas operações estratégicas no interior paulista voltadas à ciência, à inovação e à produção de ingredientes. Em Presidente Epitácio, a empresa opera uma fábrica 4.0, uma das mais modernas do setor, que produz peptídeos de colágeno e gelatina de alto valor agregado.

    Em Campinas, a empresa mantém o Centro de Inovação e Desenvolvimento de Colágeno, fruto de uma parceria com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital). O centro reúne pesquisadores, infraestrutura e expertise científica para pesquisar, validar e aplicar tecnologicamente o colágeno em soluções de nutrição, bem-estar e qualidade de vida.

    Plataforma reúne webinars, e-books e estudos clínicos

    A Genu-in Academy disponibiliza webinars, e-books, estudos clínicos e materiais técnicos voltados à prática clínica. A proposta é contribuir para a capacitação contínua de profissionais que atuam diretamente na prescrição nutricional, em um mercado que evolui rapidamente e exige decisões cada vez mais fundamentadas em evidências.

    O lançamento acompanha uma transformação relevante no mercado de saúde brasileiro. O país já reúne mais de 200 mil nutricionistas registrados, número que cresce de forma consistente nos últimos anos. A nutrição deixou de se restringir à alimentação e passou a ocupar papel central na prevenção de doenças, no envelhecimento saudável e na promoção da qualidade de vida, o que amplia a demanda por atualização profissional contínua.

    O uso crescente dos medicamentos análogos de GLP-1 figura entre os fatores que aceleram essa transformação. Esses medicamentos ampliam a necessidade de estratégias nutricionais capazes de preservar massa muscular, saúde óssea e qualidade dos tecidos durante o processo de perda de peso. O primeiro webinar da plataforma vai justamente abordar esse tema.

    Diretor destaca papel da educação para a empresa

    Guilherme Moraes, diretor de Marketing da JBS Novos Negócios, afirma que a Genu-in Academy nasce para democratizar o acesso ao conhecimento. E conectar profissionais às evidências mais atuais produzidas por especialistas reconhecidos. Segundo ele, o investimento da JBS em educação eleva o nível técnico de todo o ecossistema de saúde. E aproxima ciência, inovação e prática clínica, dando aos profissionais mais segurança na tomada de decisão e na prescrição nutricional. Moraes acrescenta que a companhia acredita que o futuro da saúde combinará ciência, inovação e educação. E que a JBS pretende contribuir ativamente para esse movimento.

    Depois do primeiro webinar sobre GLP-1 e suplementação, a programação da Genu-in Academy vai incluir conteúdos sobre longevidade, saúde da mulher e novas evidências relacionadas ao colágeno e a outras proteínas funcionais.

  • JBS lidera mercado de hambúrgueres no Brasil

    JBS lidera mercado de hambúrgueres no Brasil

    A JBS atingiu 45,6% de participação no mercado brasileiro de hambúrgueres, somando as marcas Friboi e Seara, segundo dados da Nielsen.

    O hambúrguer está presente em cerca de 70% dos lares brasileiros e cresce em média 5% em volume e 7% em valor ao ano, segundo dados de mercado. A expansão é impulsionada pela busca por praticidade e consumo dentro de casa.

    Seara e Friboi impulsionam inovação

    A Seara vem ampliando seu portfólio com produtos de maior valor agregado, incluindo a linha Blend Burger Seara Gourmet, com versões de cortes Angus e combinações especiais.

    A marca também lançou hambúrguer para Air Fryer e mini-hambúrguer voltado ao churrasco, ampliando o consumo em novas ocasiões.

    Já a Friboi fortaleceu sua atuação com a linha Maturatta, voltada ao churrasco, com hambúrgueres de cortes como picanha, costela e fraldinha, ampliando a presença no segmento premium.

    Varejo e experiência de compra

    Além da inovação em produtos, o grupo investe em execução no ponto de venda, com espaços dedicados como o “Espaço Burger”, criado para aumentar visibilidade e facilitar a jornada de compra do consumidor.

    As ações incluem organização de sortimento, exposição estratégica e estímulo à compra por impulso, reforçando a presença das marcas no varejo alimentar.

  • Frigoríficos dão férias coletivas após limite de exportação à China

    Frigoríficos dão férias coletivas após limite de exportação à China

    Frigoríficos brasileiros começaram a anunciar férias coletivas e redução dos abates de bovinos diante da expectativa de esgotamento da cota anual de exportação de carne bovina para a China. A medida deve afetar unidades em diferentes estados a partir de julho.

    O movimento ocorre porque o mercado acredita que o limite de 1,106 milhão de toneladas autorizado pelo governo chinês será atingido antes do fim do ano. Com isso, importadores da China devem retomar as compras apenas em outubro, utilizando a cota prevista para 2027.

    Produção será reduzida

    No fim de 2025, a China passou a adotar cotas de importação para seus principais fornecedores de carne bovina, incluindo Brasil, Austrália e Estados Unidos.

    Dentro da cota brasileira, a tarifa de importação é de 12%.

    Após o limite ser atingido, a cobrança sobe para 67%, tornando as exportações menos competitivas.

    Embora ainda seja junho, o setor considera que o limite está próximo porque a China contabiliza os embarques conforme a chegada da carga aos seus portos, e não pela data de saída do Brasil.

    Segundo dados divulgados pelo governo chinês em 23 de junho, o Brasil já havia utilizado 65,4% da cota até maio.

    Empresas anunciam férias coletivas

    Diversos frigoríficos decidiram reduzir temporariamente suas operações.

    Entre eles estão a Frigol, Better Beef, Iguatemi Beef e Plena Alimentos.

    As empresas afirmam que a redução da demanda chinesa inviabiliza manter o ritmo atual de produção.

    Frigol reduzirá abates no Pará

    A Frigol concederá férias coletivas de 18 dias para cerca de mil funcionários da unidade de Água Azul do Norte (PA), a partir de 1º de julho.

    Segundo o CEO Luciano Pascon, aproximadamente 70% da produção dessa planta era destinada ao mercado chinês.

    Mesmo após o retorno dos trabalhadores, a expectativa é que a operação continue reduzida entre 30% e 40%.

    Segundo o executivo, a empresa não consegue direcionar integralmente essa produção para outros mercados.

    Better Beef suspenderá uma unidade

    A Better Beef interromperá temporariamente as atividades da planta de Araçatuba (SP) entre 20 de julho e 10 de agosto.

    Durante esse período, a empresa utilizará sua unidade de Rancharia para atender o mercado brasileiro e exportações destinadas aos Estados Unidos, Chile e países do Oriente Médio.

    A expectativa de crescimento da companhia para 2026 também foi revisada após a mudança no cenário das exportações.

    Iguatemi Beef também reduz operações

    A Iguatemi Beef concederá férias coletivas para cerca de 650 funcionários de sua unidade em Mato Grosso do Sul.

    A fábrica exporta entre 90% e 95% da produção, sendo aproximadamente 80% destinada à China.

    Segundo a empresa, a redução dos abates ajudará a controlar custos enquanto a demanda chinesa permanece limitada.

    Ao mesmo tempo, os estoques estão sendo direcionados para mercados como EUA, Reino Unido e Oriente Médio.

    Outras empresas acompanham o movimento

    A Plena Alimentos também confirmou férias coletivas para aproximadamente 1,5 mil colaboradores das unidades de Goiás e Tocantins.

    Já a Astra Foods pretende ampliar as vendas no mercado interno durante o período de menor demanda da China.

    Grandes frigoríficos buscam alternativas

    Empresas de maior porte tendem a sofrer menos impacto por atuarem em diversos mercados internacionais.

    A Minerva Foods deve manter as plantas brasileiras abastecendo principalmente os Estados Unidos, enquanto unidades da Argentina, Uruguai e Colômbia continuarão atendendo clientes chineses.

    A Friboi, controlada pela JBS, já havia anunciado a interrupção da produção de cortes específicos destinados à China. A empresa, no entanto, não informou se também adotará férias coletivas.

    Apesar das medidas, o setor espera que os importadores chineses retomem as compras a partir de outubro, quando começarem os embarques que serão contabilizados dentro da cota de 2027.

  • JBS encerra produção voltada à China diante de tarifas

    JBS encerra produção voltada à China diante de tarifas

    A JBS, uma das maiores empresas globais do setor de carne bovina, deve interromper a partir deste sábado (20) a produção de cortes específicos destinados ao mercado chinês. A medida busca evitar que cargas brasileiras desembarquem na China após o preenchimento da cota de importação, o que resultaria em elevadas sobretaxas.

    Segundo Renato Costa, CEO da Friboi, marca pertencente ao grupo JBS, a companhia passará a priorizar a logística de exportação e a organização dos embarques.

    “Nós estamos organizados para, a partir do dia 20, só concentrar embarques, não produção. Então, a partir do dia 20, concentra os embarques, define os portos, organiza, porque se chegar fora da cota, tem uma sobretaxa muito alta”, afirmou o executivo.

    De acordo com estimativas da indústria, as exportações brasileiras seguem seguras até o final de junho, sem risco de ultrapassar a cota de 1,1 milhão de toneladas estabelecida para 2026. No entanto, dados consolidados pelo governo chinês indicam que o Brasil já havia utilizado mais de 50% do volume autorizado até 9 de maio.

    Além disso, o elevado número de cargas em trânsito aumenta a cautela entre frigoríficos e importadores. Somente no mês passado, o Brasil embarcou quase 154 mil toneladas de carne bovina para o mercado externo.

    Costa alertou que o impacto tarifário pode inviabilizar operações fora da cota.

    “O que entra hoje é 12% dentro da cota, fora da cota são mais 55%, vai para 67%. Aí realmente inviabiliza”, destacou.

    No início de junho, algumas plantas habilitadas para exportar à China já haviam reduzido o ritmo de abates e a produção de cortes específicos destinados ao país asiático.

    Estratégias variam

    Além de comandar a Friboi, Renato Costa preside o conselho da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). Segundo ele, cada empresa vem adotando estratégias próprias diante da proximidade do esgotamento da cota chinesa.

    “Nós, como JBS, não vemos impacto de volume, nós distribuímos isso. Já o preço é o mercado que vai ditar”, afirmou.

    Por outro lado, o executivo reconheceu que não há expectativa de ampliação da cota brasileira ainda em 2026. Mesmo assim, o setor produtivo e o governo brasileiro solicitaram às autoridades chinesas a redistribuição de volumes não utilizados por outros países exportadores.

    A cota total destinada a todos os fornecedores internacionais soma 2,6 milhões de toneladas.

    “O ministro [da Agricultura] André de Paula, na feira Sial na China, já colocou isso, para que, no final, quem não cumpriu a cota, faz-se a redistribuição da cota. Aí a gente vê como possibilidade, mas dentro desse ano, não”, explicou.

    Enquanto isso, a China informou nesta quinta-feira (18) que a Austrália atingiu integralmente sua cota de 205 mil toneladas. Dessa forma, a partir de sábado (20), as cargas australianas que chegarem aos portos chineses passarão a pagar uma sobretaxa de 55%.

    Mudanças de hábitos alimentares favorecem consumo de proteína

    Outro fator apontado pela companhia para o fortalecimento das vendas é a mudança nos hábitos de consumo da população, incluindo o uso crescente das chamadas canetas para emagrecimento.

    Segundo Costa, esse movimento tem reforçado a procura por alimentos ricos em proteína.

    “Isso tem tido um efeito e vem comprovar o que a gente sempre acreditou, que a proteína é a principal fonte de tudo, de energia do corpo humano como um todo. O futebol e essa mudança do hábito alimentar têm incentivado muitas vendas”, concluiu.

  • Júnior Friboi desiste de negócio com Fazenda Conforto

    Júnior Friboi desiste de negócio com Fazenda Conforto

    A JBJ Agropecuária, empresa controlada por José Batista Júnior, conhecido como Júnior Friboi, comunicou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em conjunto com a Fazenda Conforto, a desistência da operação que previa a aquisição dos ativos da propriedade rural localizada em Nova Crixás (GO).

    Júnior Friboi é irmão mais velho de Wesley Batista e Joesley Batista, acionistas controladores da JBS. A transação vinha sendo acompanhada pelo mercado pecuário devido à relevância das empresas envolvidas.

    Em petição protocolada junto ao Cade na segunda-feira (15), as partes formalizaram a decisão de encerrar as negociações.

    “As requerentes informam que, de forma livre, mútua e consensual, decidiram pelo encerramento definitivo das tratativas relativas à operação objeto do presente Ato de Concentração, desistindo da realização do negócio”, declararam as empresas no documento encaminhado ao órgão regulador.

    Entraves na análise do Cade

    Embora o comunicado não tenha apresentado detalhes sobre os motivos que levaram à desistência, segundom informações, a decisão teria sido influenciada por um despacho emitido em 5 de maio pelo superintendente-geral do Cade, Alexandre Barreto de Souza.

    Na ocasião, o órgão rejeitou o pedido para que a análise da operação ocorresse pelo rito sumário, procedimento mais rápido de avaliação. Dessa forma, o processo passou a tramitar pelo rito ordinário, que costuma demandar um prazo maior para conclusão.

    Além disso, as empresas teriam concordado em aguardar cerca de 40 dias para acompanhar a evolução da análise. Entretanto, como não houve avanços significativos no período e persistiam incertezas sobre o prazo de apreciação e a decisão final do Cade, os controladores da JBJ e da Fazenda Conforto decidiram manter suas operações independentes.

    Negociações da Fazenda Conforto

    A possibilidade de aquisição havia sido confirmada no fim de abril, quando a Fazenda Conforto informou que avaliava uma proposta apresentada pela JBJ Agropecuária. A propriedade é considerada uma das maiores fornecedoras de gado bovino para a JBS, o que conferia relevância estratégica à operação.

    Fundada na década de 1990, a Fazenda Conforto pertence ao empresário Alexandre Funari Negrão, conhecido como Xandy Negrão. Além de sua atuação no agronegócio, ele ganhou notoriedade por ter criado a farmacêutica Medley e a fabricante de pás eólicas Aeris, bem como por sua trajetória como piloto da Stock Car.

  • Copa do Mundo 2026 aquece mercado de carne bovina e churrasco no Brasil

    Copa do Mundo 2026 aquece mercado de carne bovina e churrasco no Brasil

    A Copa do Mundo de 2026 promete movimentar muito mais do que torcedores dentro e fora dos estádios. Com formato inédito de 48 seleções, calendário mais extenso e jogos da Seleção Brasileira previstos para o horário nobre, entre 19h e 21h30, o torneio deve ampliar as ocasiões de confraternização e fortalecer uma tradição nacional: reunir amigos e família em torno da boa comida, normalmente um churrasco.

    O mercado já sente o aquecimento. Dados da Kantar Worldpanel apontam que as ocasiões de churrasco cresceram 22% em 2025 em relação ao ano anterior. Historicamente, a Copa do Mundo ainda adiciona 10% de incremento nas vendas de carne durante o período do torneio. Para o setor, o Mundial representa muito mais do que um evento esportivo, é uma janela estratégica de consumo.

    Mais jogos, mais encontros, mais oportunidades

    A edição de 2026 será a maior da história da Copa. O aumento de 32 para 48 seleções eleva significativamente o número de partidas e estica o calendário por mais de um mês, criando múltiplas oportunidades para reuniões entre amigos e familiares.

    Os horários das partidas da primeira fase favorecem encontros após o expediente e abrem espaço para diferentes experiências gastronômicas, do tradicional churrasco a preparos mais ágeis, como cortes na air fryer, tábuas de petiscos e sanduíches especiais.

    Uma pesquisa da JBS reforça a tendência: 56% das famílias brasileiras pretendem se reunir para assistir às partidas do Mundial fazendo churrasco. Na Copa de 2022, essa ocasião movimentou R$ 550 milhões adicionais no varejo brasileiro. As linguiças se destacaram entre as categorias com melhor desempenho, registrando incremento superior a R$ 31 milhões em vendas acima da sazonalidade normal do período.

    Cortes premium e novas experiências ganham espaço

    Para a Minerva Foods, o Mundial de 2026 chega em um momento de evolução no comportamento do consumidor. “A Copa do Mundo historicamente impulsiona o consumo de alimentos ligados aos momentos de confraternização. Em 2026, esse movimento ganha força adicional com o maior número de jogos e horários que favorecem encontros presenciais. Observamos uma demanda crescente por experiências gastronômicas que vão além do churrasco tradicional e acreditamos que será um momento aquecido para o mercado de carne bovina, principalmente pensando em cortes premium”, afirma Daniela Arantes, Head de Marketing e Comunicação da empresa.

    Churrasco brasileiro ganhou destaque internacional com cortes tradicionais entre os melhores pratos do mundo — (Foto: Reprodução/Unsplash)

    A companhia aposta em três marcas para atender diferentes perfis de consumidores. A Cabaña Las Lilas é voltada para experiências premium com cortes de alto marmoreio. Já a Estância 92 é focada em cortes selecionados para momentos especiais. E a PUL, que entrega praticidade e qualidade para o dia a dia.

    Para ajudar na organização das compras, a Minerva Foods disponibiliza na plataforma My Minerva Foods uma calculadora de churrasco. Para um grupo de 15 pessoas, dez adultos e cinco crianças, reunidas por mais de quatro horas, a recomendação chega a aproximadamente 5,6 kg de carne. Isso considerando cortes como bife ancho, bife de chorizo, picanha, maminha e fraldinha.

    Friboi e Seara entram em campo com estratégias próprias

    A Friboi também chega ao Mundial com estratégia clara. “A Maturatta foi construída para liderar o território do churrasco dentro da Friboi. É uma marca especializada, com cortes desenvolvidos para entregar maciez, sabor e uma experiência superior nessa ocasião, que ganha ainda mais relevância em um cenário de Copa do Mundo, quando as confraternizações aumentam e o churrasco se fortalece como um dos principais momentos de consumo do varejo brasileiro”, afirma Renato Costa, presidente da Friboi.

    carne de churrasco sendo cortada
    Foto de Emerson Vieira na Unsplash

    Já a Seara decidiu disputar o “primeiro tempo do churrasco”, o momento anterior à grelha principal. A marca escalou Galvão Bueno e Arnaldo Cezar Coelho para estrelar a campanha “Churrasco que é churrasco começa com Seara”. E lançou uma linha de produtos que inclui mini-hambúrguer para grelha, linguiça com queijo coalho, smoked beef franks da linha American Grill e uma nova pasta de alho.

    “Hoje, metade da cesta dessa ocasião já se compõe por categorias que vão além da carne bovina, como linguiças, frango, aperitivos e acompanhamentos. Existe uma oportunidade importante de ampliar presença justamente nesses momentos, que ganham ainda mais relevância durante a Copa do Mundo”, explica João Campos, presidente da Seara. A expectativa da marca é que as vendas deste Mundial sejam 40% superiores às de 2022.

    Portanto, independentemente do cardápio, o Mundial de 2026 deve reforçar um hábito característico dos brasileiros: transformar grandes eventos esportivos em momentos de convivência, celebração e compartilhamento à mesa.

  • JBS fecha frigorífico e reorganiza produção

    JBS fecha frigorífico e reorganiza produção

    A JBS anunciou nesta sexta-feira o fechamento de um frigorífico de carne bovina em Souderton, na Pensilvânia, em meio à escassez de gado nos Estados Unidos. A decisão reforça o movimento da indústria de carnes para ajustar a capacidade produtiva diante da oferta restrita de animais.

    A companhia também encerrará as atividades de uma unidade de processamento em Memphis, no Tennessee. Segundo a empresa, a produção dessas plantas será redirecionada para outras operações, o que deve garantir a continuidade do abastecimento.

    A unidade de Souderton emprega cerca de 1.700 trabalhadores e possui capacidade para abater até 2 mil cabeças de gado por dia. A JBS classifica a planta como uma das menores dentro de sua rede nos Estados Unidos, onde a empresa processa aproximadamente 28,5 mil cabeças diariamente.

    Para o analista Leonardo Alencar, da XP, o impacto da medida tende a se concentrar regionalmente. Em relatório, ele afirma que o fechamento não deve afetar de forma relevante o mercado americano como um todo. Apesar de reforçar a necessidade de ajustes na indústria diante da menor oferta de gado.

    Estratégia

    A JBS afirma que a decisão integra uma estratégia mais ampla voltada ao crescimento, modernização e aumento da competitividade. A empresa destaca investimentos recentes no país, incluindo expansões em unidades localizadas no Texas, Geórgia e Iowa.

    O fechamento ocorre em um momento de forte pressão sobre o setor. O rebanho bovino dos Estados Unidos caiu ao menor nível em 75 anos, após produtores reduzirem seus plantéis diante de períodos de seca e aumento nos custos de produção.

    Nos últimos meses, outras empresas também adotaram medidas semelhantes. A JBS já havia anunciado o encerramento de uma unidade na Califórnia no fim de 2025, enquanto concorrentes como Tyson Foods e Cargill também fecharam plantas recentemente.

    A empresa projeta uma recuperação mais consistente do mercado de carne bovina nos Estados Unidos apenas a partir de 2027, indicando que o cenário de restrição na oferta deve persistir no curto prazo.