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  • Conheça a empresa brasileira que mais paga salários e distribui riqueza

    Conheça a empresa brasileira que mais paga salários e distribui riqueza

    A JBS liderou o ranking nacional elaborado pela FGV e pela Abrasca, que avalia as companhias abertas com maior contribuição para a economia brasileira. O estudo inédito, intitulado “A Relevância das Companhias Abertas na Economia Brasileira — Criando Prosperidade para o Brasil”, apontou a empresa como a que mais distribui riqueza a fornecedores e mais paga salários e encargos aos colaboradores no país.

    Em 2024, a JBS destinou R$ 327 bilhões à sua cadeia produtiva e R$ 53 bilhões a profissionais em todo o Brasil. Esse resultado posicionou a companhia em primeiro lugar nos pilares “fornecedores” e “pessoal”. No ranking geral de riqueza distribuída à sociedade, que soma fornecedores, colaboradores e impostos, a JBS ficou em segundo lugar entre as 270 empresas analisadas.

    Modelo integrado

    Segundo o levantamento, o volume de recursos destinados a fornecedores reflete o modelo integrado de operação da JBS, que envolve milhares de produtores de grãos, pecuaristas, fabricantes de embalagens, operadores logísticos e prestadores de serviços industriais. Já no eixo de pessoal, o alto volume de pagamentos evidencia a demanda expressiva por mão de obra em suas atividades industriais, logísticas e administrativas.

    O CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni, destacou que os resultados reforçam o papel da companhia como motor de desenvolvimento nas regiões onde atua. “Nossa operação dinamiza economias locais e amplia oportunidades em mais de 130 municípios. Geramos renda, fortalecemos fornecedores e mostramos a relevância do setor de alimentos como vetor de crescimento do país”, afirmou o executivo.

    Tomazoni também ressaltou que o estudo da FGV/Abrasca reflete a missão da empresa de alimentar o mundo com produtos sustentáveis e de alta qualidade. “Buscamos ser os melhores em tudo o que fazemos, garantindo excelência para nossos clientes, solidez a fornecedores, rentabilidade aos acionistas e oportunidades aos colaboradores”, completou.

    Metodologia do estudo

    A análise da FGV utilizou a Declaração do Valor Adicionado (DVA) como base para medir a contribuição econômica das empresas, considerando indicadores de geração de riqueza, empregos e tributos. Para permitir comparações justas, a instituição criou uma taxonomia inédita que agrupa empresas em 14 setores.

    Entre as 270 companhias abertas avaliadas (de um total inicial de 372 listadas), os dados de 2024 mostraram um valor adicionado bruto (VAB) de R$ 2,1 trilhões, equivalente a 17,1% do PIB brasileiro. Ao todo, esse grupo distribuiu R$ 4,1 trilhões em riqueza à sociedade, sendo R$ 3 trilhões destinados a fornecedores.

    O estudo também revelhou que as companhias abertas empregaram 2,8 milhões de pessoas no país, com R$ 475,3 bilhões pagos em salários e benefícios, além de R$ 639,6 bilhões em tributos repassados ao governo — valor que representou 23% da arrecadação empresarial brasileira em 2024.

  • Justiça ordena retorno imediato da JBS à Lista Suja do Trabalho Escravo

    Justiça ordena retorno imediato da JBS à Lista Suja do Trabalho Escravo

    A Justiça do Trabalho determinou o retorno imediato de três empresas ao Cadastro de Empregadores que exploram trabalho análogo à escravidão, conhecido como Lista Suja do Trabalho Escravo. A decisão, proferida pela juíza substituta Katarina Roberta Mousinho de Matos, atende a pedidos do Ministério Público do Trabalho (MPT) e estabelece prazo de cinco dias para que JBS Aves, Santa Colomba Agropecuária e Associação Comunitária de Produção e Comercialização do Sisal (Apaeb) sejam reincluídas no cadastro oficial.

    A determinação judicial surge após polêmica envolvendo o Ministério do Trabalho e Emprego, que havia retirado as empresas da lista por meio de avocação — procedimento no qual o ministro assume decisões de instâncias inferiores. O caso ganhou repercussão nacional por revelar que um dos despachos determinou sigilo sobre o ato, impedindo transparência nas ações de combate ao trabalho escravo.

    Cadastro é política pública essencial no combate ao trabalho escravo

    O Cadastro de Empregadores, gerenciado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, representa uma das principais ferramentas de combate ao trabalho análogo à escravidão no Brasil. Empresas só são incluídas na lista após esgotamento de todos os recursos administrativos, com garantia de contraditório e ampla defesa, mediante decisões administrativas definitivas.

    Recentemente, o ministro do Trabalho adotou medidas que impediram a inclusão de empresas mesmo após conclusão dos processos administrativos. As três empresas beneficiadas pela avocação ministerial foram removidas do cadastro, o que motivou ação judicial do MPT contra a União.

    MPT classifica avocação como “captura do devido processo pelo poder econômico”

    Para Luciano Aragão, coordenador nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do MPT, a avocação ministerial representa grave problema institucional. “A avocação pelo ministro do Trabalho e Emprego expõe uma ferida profunda no Estado de Direito: a captura do devido processo legal pelo poder econômico”, afirmou o procurador.

    Aragão ressaltou que o episódio vai além de interferência política, revelando sistema que protege grandes corporações em detrimento dos direitos dos trabalhadores. O argumento da relevância econômica, segundo ele, esconde escolha política clara de priorizar interesses corporativos sobre direitos trabalhistas.

    Decisão judicial proíbe sigilo e novas avocações

    A magistrada Katarina Roberta classificou como grave a imposição de “sigilo injustificável, que visa blindar os atos do controle social e judicial”. Em sua decisão, destacou que a Portaria Interministerial nº 4/2016, que regulamenta o Cadastro de Empregadores, veda interferência política, e que a avocação “afronta a finalidade administrativa, a impessoalidade, a moralidade, a jurisprudência do STF e a própria Portaria”.

    A gravidade dos casos envolvendo as três empresas, incluindo denúncias de tráfico de pessoas, falsas promessas, endividamento e condições degradantes, torna ainda mais inadmissível a tentativa de obstrução, segundo a juíza.

    Além de determinar o retorno das empresas à Lista Suja, a decisão proíbe novas avocações indevidas pelo ministro do Trabalho. E veda o sigilo de atos decisórios ou dispensa de publicação, garantindo transparência ao Cadastro de Empregadores. A magistrada alertou que eventual descumprimento pode caracterizar crime de responsabilidade, desobediência, improbidade administrativa e responsabilização pessoal da autoridade omissa.

  • Reabertura global impulsiona preço do frango brasileiro

    Reabertura global impulsiona preço do frango brasileiro

    A reabertura dos mercados da Europa e da China às exportações brasileiras de carne de frango deve elevar os preços médios do setor no último trimestre de 2025. A avaliação é de Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS, controladora da Seara. As duas regiões são consideradas mercados premium e haviam imposto restrições temporárias após o caso de gripe aviária registrado em maio.

    Com o fim das barreiras sanitárias, anunciado recentemente, a JBS prevê melhora nas margens e redução da pressão sobre mercados secundários. A empresa direcionou cortes de maior valor agregado para destinos menos rentáveis durante o embargo. “Agora podemos voltar a exportar para a Europa, o que reduz a pressão sobre outros mercados e melhora as margens”, afirmou Tomazoni, em teleconferência com investidores nesta sexta-feira, 14.

    Ele destacou que a China tem papel estratégico na composição da carcaça, já que o país paga mais por cortes específicos. A normalização das exportações, segundo o executivo, tende a elevar automaticamente o preço médio. “O simples fato de voltarmos a acessar esses mercados eleva o preço médio, mesmo sem aumentarmos os preços”, disse. No entanto, o aumento do volume exportado ao longo de 2025 será limitado pelos efeitos dos embargos.

    Seara bate recorde de embarques após redirecionar cargas

    A Seara registrou o maior volume de embarques de sua história no terceiro trimestre, ao redirecionar cargas para compensar as restrições impostas por chineses e europeus. A estratégia elevou a margem EBITDA da empresa para 13,7%. “A expectativa agora é de normalização gradual do fluxo global”, disse Tomazoni.

    Demanda doméstica cresce e impulsiona itens de Natal

    No mercado interno, a demanda segue firme, principalmente para itens sazonais de fim de ano. A operação de Natal, que inclui o tradicional Fiesta, deve registrar desempenho robusto. “Estamos vendo uma grande demanda dos varejistas. Na nossa categoria, não observamos limitação”, afirmou. Os produtos festivos e os itens de consumo cotidiano apresentam bom giro e sustentam volumes consistentes.

    China reabre mercado e cria oportunidades para a MBRF

    A retomada das compras chinesas também abre oportunidades para a MBRF, dona de Sadia e Perdigão. Executivos afirmaram que a medida pode reverter a queda nos preços do frango in natura, registrada no terceiro trimestre após o embargo. A queda de preço foi um reflexo da suspensão da venda para a China após o caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul.
    O presidente da MBRF, Miguel Gularte, destacou que a reabertura permite retomar as exportações de frango in natura para processamento na unidade chinesa da companhia. “Somos a única empresa brasileira com operação de frango com produção na China, isso nos anima bastante”, afirmou.
    O vice-presidente José Ignácio Scoseria Rey reforçou que a empresa tem condições de reverter a queda de preços no Brasil após a retomada das compras pelo mercado chinês.

    Ótimos resultados

    As exportações brasileiras de carne de frango registraram em outubro o segundo melhor resultado mensal da história do setor, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Ao todo, foram exportadas 501,3 mil toneladas de carne no mês, saldo que superou em 8,2% o volume embarcado no mesmo período do ano passado, com 463,5 mil toneladas. Agora com a volta para a exportação para a China, certamente o setor vai aumentar os envios internacionais e consequentemente irá aumentar os resultados positivos.

     

  • MBRF e JBS lideram debate sobre expansão brasileira no mercado muçulmano

    MBRF e JBS lideram debate sobre expansão brasileira no mercado muçulmano

    O Brasil se prepara para expandir sua participação no mercado global muçulmano, avaliado em US$ 7,357 trilhões anuais, durante o Global Halal Brazil Business Forum 2025. O evento, que acontece nos dias 27 e 28 de outubro no WTC Events Center, reúne gigantes do setor alimentício como MBRF e JBS, além de representantes de entidades estratégicas para discutir oportunidades no universo halal.

    Com 1,9 bilhão de consumidores muçulmanos no planeta, o mercado halal representa uma oportunidade significativa para empresas brasileiras. Segundo o relatório “The State of Islamic Economy Report 2025/2025”, os gastos anuais dessa população abrangem setores diversos: serviços financeiros, alimentação, moda, cosméticos, fármacos, turismo, mídia e entretenimento.

    O fórum é uma iniciativa conjunta da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira e da Fambras Halal Certificadora, com o objetivo de dar visibilidade às possibilidades de negócios para empresas nacionais nesse segmento em expansão.

    Programação de alto nível

    O evento será estruturado em sete painéis temáticos, reunindo executivos de empresas com atuação no mundo muçulmano, autoridades brasileiras e de países islâmicos, além de especialistas no setor.

    Destaques do dia 27 de outubro:

    • 9h: Alisson Navarro, vice-presidente de Bovinos da MBRF, na abertura
    • 10h20: Fernando Sampaio, diretor de sustentabilidade da Abiec, no Painel 1 sobre Inovação e Tecnologia
    • 11h40: Sheila Guebara (Seara Alimentos) e Paulo Pianez (MBRF) discutem Sustentabilidade e Ética no Painel 2
    • 12h30: Sulivan Alves, diretora técnica da ABPA, participa do Painel 3 sobre Liderança Feminina

    Destaques do dia 28 de outubro:

    • 9h: Roberto de Lucena (Secretário de Turismo de SP) e Alisson Andrade (Embratur) abordam Turismo Halal no Painel 4
    • 11h: Fabio Siccherino (DP World) e Marcelo Franca Nogueira (Acelem) discutem Parcerias Estratégicas no Painel 6
    • 12h: Marcelo Siegmann (Seara) e Alisson Navarro (MBRF) debatem o Halal como Selo de Qualidade no Painel 7

    Apoio governamental

    O evento conta com participações institucionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin, do chanceler Mauro Vieira e do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. As contribuições, gravadas ou remotas, estarão disponíveis para a imprensa credenciada.

    Nos dois dias de evento, às 14h, será realizado o Congresso Técnico Científico Halal (CTec Halal), promovido pela International Halal Academy, primeiro instituto privado da América Latina especializado em capacitação sobre o mercado halal.

    SERVIÇO:

    Evento: Global Halal Brazil Business Forum 2025

    Data: 27 e 28 de outubro de 2025

    Horário: A partir das 9h

    Local: WTC Events Center

    Endereço: Av. das Nações Unidas, 12.551 – São Paulo, SP

    Programação completa: Link disponível

  • Irmãos Batista, da JBS, estreiam no setor nuclear

    Irmãos Batista, da JBS, estreiam no setor nuclear

    A Eletrobras anunciou nesta quarta-feira (15) a venda integral de sua participação na Eletronuclear para a Âmbar Energia, empresa do Grupo J&F que também controla a JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista,

    O negócio envolve o pagamento de R$ 535 milhões, além da assunção de garantias e da integralização de debêntures com a União, avaliadas em R$ 2,4 bilhões.

    Com a transação, que ainda depende de aprovação dos órgãos reguladores, a Âmbar passará a deter 68% do capital total e 35,3% do capital votante da Eletronuclear.

    Reestruturação e foco em valor

    Segundo a Eletrobras, o desinvestimento está alinhado à estratégia de simplificação societária e otimização de ativos, prevista em seu plano estratégico de médio prazo.

    Além disso, o movimento reforça o compromisso da companhia com a geração de valor e a alocação eficiente de capital entre negócios de maior retorno.

    Desde 2023, a estatal buscava vender a participação na Eletronuclear, em processo conduzido pelo BTG Pactual, que assessorou a operação até a assinatura do contrato.

    Eletronuclear e o desafio de Angra 3

    A Eletronuclear é controlada pelo governo federal, por meio da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), e opera o Complexo de Angra dos Reis.

    A estatal administra as usinas Angra 1, com 640 MW, e Angra 2, com 1.350 MW, além do projeto Angra 3, de 1.405 MW, atualmente paralisado.

    Somadas, as três unidades possuem capacidade instalada de 3.400 MW, suficiente para abastecer mais de 10 milhões de pessoas em todo o país.

    No entanto, a construção de Angra 3 está parada há quatro décadas, e o governo ainda avalia se retomará ou não o projeto, considerado estratégico.

    Em 2024, a Eletronuclear registrou receita líquida de R$ 4,7 bilhões e lucro líquido de R$ 545 milhões, com fluxo de caixa estável e previsível.

    Âmbar reforça portfólio energético

    A Âmbar Energia, braço do Grupo J&F atua na geração, distribuição e comercialização de energia. A empresa co-irmã da JBS hoje controla 39 usinas de diferentes matrizes.

    O portfólio da empresa inclui fontes solares, hidrelétricas, de biomassa, biogás, biodiesel e gás natural, o que garante maior estabilidade de receitas e diversificação.

    Segundo o presidente da Âmbar, Marcelo Zanatta, a energia nuclear combina estabilidade, previsibilidade e baixas emissões de gases de efeito estufa. “São características essenciais em um momento de descarbonização e de crescente demanda por eletricidade, impulsionada pela inteligência artificial e pela digitalização”, afirmou.

    Zanatta destacou ainda que a aquisição amplia o equilíbrio do portfólio da Âmbar, reforçando sua posição entre as empresas mais diversificadas do setor elétrico. “Com esta aquisição, fortalecemos um portfólio que combina segurança energética, sustentabilidade e competitividade de longo prazo”, acrescentou o executivo.

    Perspectiva do setor nuclear

    O negócio sinaliza o retorno do interesse privado por ativos nucleares, tradicionalmente controlados pela União, e reacende o debate sobre a diversificação da matriz elétrica.

    Além disso, a operação ocorre em meio ao avanço global da transição energética e da busca por fontes estáveis para complementar a geração solar e eólica.

    Para analistas, o movimento da J&F mostra uma aposta de longo prazo em um segmento com barreiras elevadas, mas alto potencial de estabilidade e valorização.

    Assim, a Âmbar reforça sua presença no setor elétrico, ao mesmo tempo em que contribui para a discussão sobre segurança energética e descarbonização da economia brasileira.

  • JBS investe US$ 70 milhões no Paraguai para impulsionar produção de frango

    JBS investe US$ 70 milhões no Paraguai para impulsionar produção de frango

    A gigante global de alimentos JBS anunciou um investimento de US$ 70 milhões para expandir sua produção de frangos no Paraguai. O anúncio oficial ocorreu nesta quinta-feira (02/10) durante a visita do presidente paraguaio, Santiago Peña, à unidade da Seara, subsidiária do grupo, em Dourados, Mato Grosso do Sul.

    Este movimento marca a volta da JBS ao Paraguai após a empresa ter vendido seus abatedouros de bovinos no país para a concorrente Minerva, em 2017.

    Aquisição e expansão

    O primeiro passo deste novo ciclo de investimentos foi a aquisição da marca paraguaia Pollos Amanecer, que inclui uma fábrica de processamento localizada no distrito de Doctor Juan Eulogio Estigarribia, também conhecido como Campo 9, no departamento de Caaguazú. A unidade está situada em uma das principais regiões agrícolas do país, com fácil acesso a grãos e a menos de 200 km das três maiores cidades paraguaias: Assunção, Ciudad del Este e Luque.

    A JBS planeja realizar obras de ampliação e modernização na planta. Após a conclusão, a fábrica terá capacidade para processar 100 mil aves por dia. A empresa mantém o fornecimento ao mercado interno paraguaio e tem como novo objetivo iniciar as exportações para o mercado internacional.

    Geração de empregos e crescimento

    O investimento deve gerar cerca de 1.100 empregos diretos quando a fábrica estiver operando em sua capacidade total. O complexo produtivo será ampliado para incluir 28 granjas de material genético, incubatórios e uma fábrica de ração.

    Foto: divulgação JBS

    O plano de expansão é ambicioso. Atualmente a operação funciona com aves criadas em 19 galpões, e a meta é chegar a 139 galpões após a conclusão das obras.

    Estratégia global

    Em nota, o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, destacou que o Paraguai oferece condições favoráveis para o desenvolvimento da avicultura. Ele afirmou que o investimento reforça a estratégia da companhia para aumentar sua competitividade e diversificação.

    “Estamos confiantes de que essa operação será um motor de crescimento para o país. Gerando emprego, renda e produtos de alta qualidade para o mercado global, acelerando a presença do Paraguai no mercado mundial de frangos”, disse Tomazoni.

    Durante o evento, o acionista da J&F, Wesley Batista, reforçou a confiança no governo paraguaio e a visão de construir um complexo industrial integrado e relevante no país.

  • Pará aposta em tecnologia e parcerias para rastrear rebanho

    Pará aposta em tecnologia e parcerias para rastrear rebanho

    Lançado na COP28 em Dubai há dois anos, o Programa Pecuária Sustentável do Pará promove parcerias entre governo, empresas e produtores para assegurar conformidade sanitária, fundiária e socioambiental em toda a cadeia.

    Em parceria com a ONG The Nature Conservancy, a JBS doará 2 milhões de tags para pequenos produtores com recursos do Bezos Earth Fund, iniciativa que ocorre paralelamente ao Acelerador JBS.

    Para aprimorar o controle, a JBS também entregou 175 leitores RFID à Adepará, agência estadual responsável pela fiscalização. Desde 2021, o programa Escritórios Verdes da JBS ajudou quase 20 mil propriedades no país a conquistarem regularização ambiental, sendo mais de 4 mil no Pará.

    A JBS já entregou 123.765 brincos para rastreamento individual do rebanho no Pará, fortalecendo a transparência e a sustentabilidade na pecuária estadual. Desse total, 65.902 tags já identificam animais em 89 propriedades rurais, possibilitando um controle preciso para produtores e indústrias.

    Esse avanço viabilizou o primeiro processamento de bovinos rastreados individualmente na unidade Friboi de Marabá, um marco histórico para a cadeia produtiva local. O lote inicial contou com 20 machos registrados, monitorados desde a fazenda até o frigorífico por meio da Plataforma Pecuária Sustentável do Pará, garantindo rastreabilidade total.

    Vantagens

    Vinicius Lima, da Apoema Agro, responsável pelo fornecimento do lote, destaca as vantagens do programa. Ele ressalta que o Pará tem como objetivo identificar todos os bovinos e bubalinos em circulação até janeiro de 2026. Além de mapear o rebanho completo até 2027. “A rastreabilidade valoriza a carne e a produção local. Esse futuro tornou-se presente”, afirma.

    Lima ainda receberá mais de 2 mil brincos extras da JBS para expandir o controle do seu rebanho. Ele acredita que unir genética, tecnologia, bem-estar animal e rastreamento torna a cadeia pecuária mais valorizada e próspera.

    O programa Acelerador JBS investe mais de R$ 35 milhões no Pará para fomentar rastreabilidade e apoiar pequenos produtores. A iniciativa distribui gratuitamente tags, oferece suporte técnico e incentiva a adesão à Plataforma Pecuária Transparente. A entrega das tags segue até dezembro de 2025.

    Fábio Dias, Líder de Pecuária Sustentável da JBS, destaca que o processamento dos primeiros animais rastreados no Pará reforça o compromisso da empresa com uma pecuária sustentável e transparente.

  • Programa eleva em até 30% a produtividade de pequenos pecuaristas

    Programa eleva em até 30% a produtividade de pequenos pecuaristas

    Durante o NeoSummit COP30, realizado em São Paulo nesta quarta-feira (10), Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS, apresentou resultados expressivos do programa Escritórios Verdes, que apoia 900 pequenos pecuaristas em Rondônia e no oeste de Mato Grosso, aumentando a produtividade das propriedades em até 30%. A iniciativa combina tecnologia e gestão para promover sustentabilidade e eficiência no setor agropecuário.

    O programa atua com três pilares principais: regularização ambiental, assistência técnica e gestão das propriedades. Até o momento, mais de 19 mil fazendas foram regularizadas ambientalmente, com a recuperação de 8 mil hectares de mata nativa.

    A assistência técnica potencializou a produção e elevou a renda dos produtores em até 1,5 salário mínimo. Já a gestão eficiente foi implementada em 500 propriedades, sendo que 30% delas já operam com baixo impacto de carbono.

    Para Tomazoni, a sustentabilidade no agronegócio brasileiro depende do aumento da eficiência produtiva sem encarecer os alimentos, sendo este o principal desafio da transição ecológica. “A solução não é um produto mais caro na prateleira, é um produtor mais eficiente no campo”, afirmou.

    Integração Lavoura-Pecuária-Floresta

    A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), técnica adotada no programa, aproxima o Brasil ao cenário global como referência em produção sustentável. O modelo permite até três safras anuais em uma mesma área, combinando culturas agrícolas, criação de gado e reflorestamento, evitando a abertura de novas fronteiras agrícolas. Segundo a Embrapa, sistemas integrados já ocupam mais de 17 milhões de hectares no país, área maior do que a soma da Áustria, Dinamarca e Suíça.

    Foto: Divulgação JBS

    Tomazoni reforçou a importância de mudar a percepção negativa sobre o agronegócio brasileiro: “Deixamos, ao longo do tempo, que se construísse uma narrativa de que o agro não é sustentável. A COP30 é a nossa chance de mostrar para o mundo o que estamos fazendo aqui”.

    A pecuária, segundo o executivo, pode ser parte da solução para a crise climática se adotada em modelos regenerativos. Ele defende a revisão da contabilidade do carbono do setor, valorizando a capacidade de captura de CO₂ pelas pastagens manejadas corretamente, que podem mitigar as emissões de metano dos animais. Estimativas da FAO indicam que solos agrícolas tropicais podem capturar até 23% das emissões globais de gases de efeito estufa.

    Pesquisa

    Pesquisa do Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da FGV (OCBio/FGV) mostrou que 31% das fazendas do programa Fazenda Nota 10 removem mais carbono do que emitem, corroborando a tese de que o aumento da eficiência produtiva gera impactos ambientais positivos.

    Além da experiência direta com os produtores, Tomazoni atua como líder do Grupo de Trabalho de Sistemas Alimentares da Sustainable Business COP (SBCOP). Que coordena a contribuição do setor privado na agenda climática. Ele destacou a importância de transformar metas climáticas em ações práticas que gerem investimentos e acelerem a adoção de boas práticas no agronegócio. “Cabe ao setor privado dar materialidade ao que os governos pactuam. O caminho é produzir cada vez mais com menos recursos”, concluiu.

  • JBS e outros frigoríficos enfrentam investigação por gado de desmatamento ilegal

    JBS e outros frigoríficos enfrentam investigação por gado de desmatamento ilegal

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) notificou 12 frigoríficos por participação em esquema de compra de gado proveniente de terras desmatadas ilegalmente na Amazônia. A JBS opera dois dos estabelecimentos investigados.

    O órgão ambiental revelou na quinta-feira (28) que os frigoríficos adquiriam gado de forma indireta. As empresas triangulavam as operações com fazendas “limpas” para esconder a origem ilegal dos animais.

    O Ibama já multou seis frigoríficos em R$ 4 milhões pela compra direta de 8.172 cabeças de gado de áreas embargadas. No total, as penalidades chegam a R$ 49 milhões.

    Durante a operação, o órgão apreendeu mais de 7.000 cabeças de gado em 2.100 hectares de fazendas com uso comercial bloqueado. Essas propriedades perderam a licença após desmatamento ilegal.

    Empresas contestam acusações

    A JBS informou que não teve acesso ao relatório de fiscalização do Ibama. A empresa considera o documento “necessário para apurar os fatos mencionados na autuação”.

    A Frigol, também citada na investigação, afirmou que o Ibama cometeu erro. A empresa nega ter comprado gado da fazenda apontada como fonte de desmatamento ilegal.

    A Mercurio conta com empresa terceirizada para monitorar a origem dos animais abatidos. Lincoln Bueno, presidente do conselho, explicou que a companhia bloqueia compras de propriedades com irregularidades ambientais e trabalhistas.

    Crime ambiental comprovado

    “Produzir, vender ou comprar gado dessas áreas embargadas constitui crime ambiental”, afirma o comunicado do Ibama. O órgão promete autuar todos os responsáveis identificados na operação.

    A investigação expõe práticas ilegais no setor frigorífico brasileiro. As empresas enfrentam crescente pressão internacional para comprovar a origem sustentável da carne exportada.

  • BNDES tem ganho de quase R$ 1 bilhão com JBS

    BNDES tem ganho de quase R$ 1 bilhão com JBS

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta quinta-feira (21) que obteve R$ 901 milhões com operações envolvendo ações da JBS no segundo trimestre de 2025. Do total, R$ 267 milhões vieram da venda de papéis, enquanto R$ 634 milhões resultaram da dupla listagem da companhia no Brasil e nos Estados Unidos.

    Lucro líquido estável no semestre

    O BNDES registrou lucro líquido de R$ 13,3 bilhões no primeiro semestre de 2025, número praticamente estável em relação ao mesmo período do ano passado. Além disso, a instituição destacou como efeitos não recorrentes os dividendos e juros sobre capital próprio de Petrobras e JBS, que somaram R$ 3,4 bilhões. As alienações de ações e a listagem da empresa de alimentos impulsionaram o resultado em mais R$ 900 milhões, reforçando a estratégia do banco de fomento.

    Estratégia de participação na JBS

    A subsidiária BNDESPar reduziu a participação na JBS de 20,81% para 18,18%, após a venda de 58,3 milhões de ações entre abril e maio. A operação representou a primeira grande movimentação de alienação da atual gestão e marcou o início de uma política de retomada das operações em equity. Nesse sentido, a estratégia do banco foca em aportes com critérios específicos de inovação e descarbonização, reforçando diretrizes de sustentabilidade e transparência corporativa.

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    O banco também reforçou investimentos em áreas consideradas estratégicas, ampliando a presença em segmentos de bioinsumos e mobilidade aérea. Em julho, aprovou aporte de R$ 114 milhões ao Grupo Santa Clara, de Ribeirão Preto, por meio da subscrição primária de ações. Na semana passada, a BNDESPar anunciou investimento de R$ 403,5 milhões na Eve Air Mobility, passando a deter aproximadamente 4% do capital da companhia. Esses aportes sinalizam uma mudança relevante no perfil da carteira de participações.

    Carteira de participações em queda

    A carteira de participações societárias do BNDES encerrou o semestre em R$ 80,3 bilhões. Ou seja, queda de 2,1% em relação ao volume registrado em dezembro de 2024. Segundo a instituição, a redução decorreu da desvalorização de empresas não coligadas e também das alienações realizadas no período. Apesar disso, Petrobras, JBS, Eletrobras e Copel permanecem como os ativos mais relevantes da carteira, representando pilares essenciais na composição do portfólio do banco de fomento.