Tag: Espírito Santo

  • Espírito Santo projeta produção recorde de café em 2025

    Espírito Santo projeta produção recorde de café em 2025

    A safra de café no Espírito Santo deve crescer 23% em 2025, alcançando 17,07 milhões de sacas, destaca o terceiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado em setembro. O aumento confirma a liderança capixaba no setor, impulsionada pela forte alta da produção de café conilon.

    A produção do conilon chega a 13,8 milhões de sacas, ou 68,9% da safra nacional. O avanço é de 40,3% em relação a 2024, com produtividade média de 53,5 sacas por hectare — o melhor desempenho recente. Já o café arábica, concentrado no sul do Estado, deve totalizar 3,26 milhões de sacas, queda de 18,8% pelo ciclo bienal, que favorece a recuperação das plantas em vez da produção.

    Segundo a Conab, a ausência do El Niño, chuvas regulares e a recuperação das reservas hídricas garantiram o bom resultado do conilon. No Norte capixaba, maior polo produtor, as lavouras têm boa sanidade e um pegamento satisfatório dos frutos.

    O secretário de Agricultura do Estado, Enio Bergoli, reforça o impacto econômico da safra e a posição do Espírito Santo no mercado. Ele destaca que dados privados indicam possibilidade da safra atingir até 22 milhões de sacas, com 19 milhões de conilon.

    A colheita do conilon, iniciada em abril, já atingiu mais de 90% da área. O arábica registra cerca de 75% da área colhida até agosto, com previsão de finalização em outubro. O Espírito Santo segue como o maior produtor nacional de café conilon e o segundo maior produtor geral do Brasil.

  • Espírito Santo dobrará compras da agricultura familiar até 2029

    Espírito Santo dobrará compras da agricultura familiar até 2029

    O estado do Espírito Santo formalizou nesta semana o Projeto de Lei de Compras Institucionais da Agricultura Familiar.

    A iniciativa, assinada pelo governador Renato Casagrande no Palácio Anchieta, em Vitória, estabelece que órgãos estaduais destinem 30% dos recursos para compra de alimentos diretamente ligados à a agricultura familiar, pescadores artesanais e cooperativas rurais.

    Atualmente, o Estado aplica R$ 50 milhões anuais nessas aquisições. A meta é dobrar o valor para R$ 100 milhões até 2029, impulsionando a renda no campo e a oferta de alimentos saudáveis.

    O secretário estadual da Agricultura, Enio Bergoli, enfatizou: “Garantimos previsibilidade de renda e valorizamos produtos locais. Isso significa desenvolvimento rural e qualidade alimentar para os capixabas”.

    80.775 estabelecimentos rurais respondem por parte majoritária de cultivos estaduais:

    • Abacaxi (96%), alho (94%), mandioca (82%)
    • Uva (76%), laranja (71%), café arábica (57%)
    • 33 mil pescadores artesanais também serão beneficiados pelas compras públicas.

    As compras usarão chamadas públicas, modelo que dispensa licitações tradicionais e simplifica o acesso de pequenos produtores ao mercado institucional. Unidades prisionais, escolas e hospitais estaduais estão entre os principais compradores.

  • VBP do Espírito Santo salta para R$ 31,2 bilhões em 2024, maior valor da história

    VBP do Espírito Santo salta para R$ 31,2 bilhões em 2024, maior valor da história

    O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Espírito Santo atingiu R$ 31,2 bilhões em 2024, um recorde na série histórica. Os dados constam no Boletim da Conjuntura Agropecuária Capixaba, divulgado pelo Incaper. O resultado representa um crescimento de 36,8% em relação a 2023, quando o setor gerou R$ 22,8 bilhões.

    O VBP mede a riqueza gerada “dentro da porteira”, considerando volume de produção e preços recebidos pelos produtores. O indicador ajuda a orientar políticas públicas e investimentos no agronegócio.

    Café lidera com participação histórica

    A cafeicultura respondeu por 52,7% do VBP em 2024, somando R$ 16,4 bilhões. O desempenho veio com alta na produção, preços elevados e exportações recordes, tanto para conilon quanto para arábica.

    O cacau teve salto de 193%, passando de R$ 185,5 milhões em 2023 para R$ 543,5 milhões em 2024. A valorização reflete a crise global de oferta. Já a pimenta-do-reino manteve preços altos e estabilidade, garantindo R$ 2,23 bilhões (7,15% do VBP).

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    Fruticultura (11,7%), olericultura (8,2%) e produção animal (16,68%) também tiveram participação relevante. Gengibre superou R$ 317 milhões, consolidando-se como cultura de alto valor. Por outro lado, mamão, maracujá e milho recuaram devido a preços menores e clima desfavorável.

    Meta de R$ 35 bilhões até 2032

    O secretário estadual da Agricultura, Enio Bergoli, destacou o VBP como ferramenta estratégica. “Ele nos guia para alcançar R$ 35 bilhões até 2032, com crescimento de 45% sobre 2022”, afirmou. Alessandro Broedel, diretor do Incaper, reforçou o papel do agro na economia capixaba.

    Enio Bergoli, secretário de Agricultura do Espírito Santo, em participação no 10º Coffee Dinner & Summit
    Secretário Enio Bergoli apresenta os avanços da cafeicultura e da logística capixaba durante o painel político no Coffee Dinner & Summit 2025 – Foto: Pedro H. Lopes

    O boletim utiliza dados da REAGRO-ES (IBGE) e pesquisas do Incaper.

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  • Governo inicia pagamento aos atingidos no desastre da Barragem de Mariana

    Governo inicia pagamento aos atingidos no desastre da Barragem de Mariana

    O Governo Federal começou nesta quinta-feira, 10 de julho, o pagamento dos Programas de Transferência de Renda (PTR) para pescadores artesanais profissionais e agricultores familiares afetados pelo desastre da Barragem do Fundão, em Mariana (MG). A medida beneficia cerca de 22 mil pescadores e 13,5 mil agricultores em municípios do Espírito Santo e de Minas Gerais.

    O Programa de Transferência de Renda (PTR) garante apoio financeiro por quatro anos, com investimento total de R$ 3,7 bilhões. Cada beneficiário recebe um salário mínimo e meio por mês (atualmente R$ 2.277) durante 36 meses. No último ano, o valor passa para um salário mínimo mensal (R$ 1.518).

    O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) gerem o PTR-Rural, voltado a agricultores familiares. Já o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) administra o PTR-Pesca.

    Quem tem direito ao benefício

    PTR-Pesca: pescadores artesanais com Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) ativo ou protocolo de solicitação até 30 de setembro de 2024 e residentes em um dos 48 municípios reconhecidos como atingidos.

    PTR-Rural: agricultores familiares, aquicultores, assentados da reforma agrária e ilheiros que exerciam atividades econômicas em propriedades rurais até 30 de setembro de 2024, em 49 municípios abrangidos pelo acordo.

    Quem deseja acessar o benefício precisa estar inscrito no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou ter uma Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) válida até 6 de março de 2025.

    Municípios contemplados

    O programa abrange cidades do Espírito Santo e de Minas Gerais, incluindo:

    • Minas Gerais: Aimorés, Mariana, Governador Valadares, Ipatinga, Ouro Preto, entre outros.
    • Espírito Santo: Linhares, Colatina, Aracruz, Baixo Guandu, São Mateus, Serra, entre outros.

    Como consultar e receber o benefício

    A Caixa Econômica Federal é responsável pelo pagamento. Os beneficiários podem consultar informações sobre o recebimento por meio do aplicativo Benefícios Sociais e do Portal Cidadão.

    O novo Acordo de Reparação da Bacia do Rio Doce, firmado em 2024 e homologado pelo Supremo Tribunal Federal, prevê R$ 132 bilhões para ações de reparação e compensação ao longo de 20 anos. Deste montante, R$ 100 bilhões serão destinados a projetos ambientais e socioeconômicos, incluindo os programas de transferência de renda. E R$ 32 bilhões para recuperação de áreas degradadas, reassentamento e indenizações.

    O acordo foi assinado pelo Governo Federal, estados de Minas Gerais e Espírito Santo, Samarco, Vale, BHP Billiton, Advocacia-Geral da União e instituições de Justiça. Ele representa o maior pacote de reparação ambiental e social já implementado no país, com foco na reconstrução das comunidades e no fortalecimento da economia local.

    Canais de atendimento

    Dúvidas sobre elegibilidade e pagamentos podem ser esclarecidas diretamente com os ministérios responsáveis:

    PTR Pesca: [email protected]

    PTR Rural/Anater: [email protected]

    A iniciativa marca um avanço histórico na reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem. Além de promover justiça social e desenvolvimento sustentável para milhares de famílias atingidas.

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  • Programa Pró-Genética impulsiona pecuária capixaba

    Programa Pró-Genética impulsiona pecuária capixaba

    O Espírito Santo celebra um marco no setor pecuário: as feiras do Pró-Genética ultrapassaram a marca de 800 touros melhoradores vendidos desde 2009. Na última edição, realizada em Colatina, produtores locais adquiriram 22 animais de genética superior, consolidando o programa como política pública essencial para o desenvolvimento do agronegócio regional.

    Coordenado pelo Incaper, o projeto Bovinocultura Sustentável facilita o acesso a reprodutores de raças como Guzerá, Tabapuã e Nelore, todos com Registro Genealógico Definitivo (RGD) certificado pela ABCZ. Os preços acessíveis, entre 40 e 60 arrobas de boi gordo, permitem que pequenos e médios produtores invistam em melhoramento genético para rebanhos de corte e leite.

    Anderson Marim, extensionista do Incaper, destaca: “O produtor compra genética de ponta perto de casa, elevando o rendimento e a produção”. Roberto Winkler, da ABCZ, reforça a eficácia do modelo: “Desde 2009, levantamos a demanda local e organizamos feiras diretas, com impacto real na produtividade”.

    Parcerias e impacto socioeconômico

    A feira de Colatina, organizada pela prefeitura em parceria com Incaper, ABCZ e outras instituições, superou expectativas com maior público e vendas em relação ao ano anterior. Bernardo Lima, coordenador do Incaper, atribui o sucesso ao crescente interesse dos pecuaristas por tecnologia e sustentabilidade.

    Foto: SEAG/ES

    Estudos do Incaper comprovam que os touros melhoradores aumentam o valor comercial dos bezerros. “Antes, os machos leiteiros tinham baixo valor. Agora, os cruzamentos geram animais com melhor padrão racial e peso à desmama”, explica Roberto Sobreira, responsável pela pesquisa. O agricultor Rodrigo Manhani, que adquiriu um touro Guzerá em 2015, é um exemplo: “Os bezerros são de encher os olhos, e o retorno financeiro é imediato”.

    Com 45 feiras realizadas e 806 touros comercializados, o programa segue fortalecendo a cadeia produtiva capixaba. O modelo, que combina acesso à tecnologia, crédito e assistência técnica, já virou referência para outros estados.

    Para mais informações:

    Coordenação de Comunicação do Incaper

    (27) 98849-6999 | [email protected]

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  • Café e infraestrutura: Espírito Santo aposta em logística e sustentabilidade para liderar setor

    Café e infraestrutura: Espírito Santo aposta em logística e sustentabilidade para liderar setor

    O painel político que encerrou o terceiro dia do 10º Coffee Dinner & Summit trouxe reflexões sobre o futuro do agronegócio brasileiro. Representando o Espírito Santo, o secretário estadual de Agricultura, Enio Bergoli, reforçou o protagonismo capixaba na cafeicultura e detalhou os avanços estruturais e produtivos do setor no estado.

    “O Espírito Santo é o estado em que a cafeicultura é proporcionalmente mais relevante. Minas Gerais, é verdade, o maior produtor do Brasil com cerca de 50% da safra. Mas lá, 20% das propriedades produzem café. No Espírito Santo, quase 70%”, enfatizou.

    Segundo ele, o estado é o único a produzir, em escala, as duas espécies de café comercializadas e consumidas no mundo: arábica e conilon. “Nós temos uma cafeicultura muito completa e muito determinante na formação de renda no rural”, afirmou. Nacionalmente, o Espírito Santo é responsável por cerca de 75% da produção de conilon e ocupa a terceira posição na produção de arábica.

    Além da produtividade e rentabilidade, ele ressaltou que a sustentabilidade se tornou fator decisivo para a permanência dos cafeicultores no mercado global. “O mundo, além da qualidade, exige produtos que tenham os aspectos de sustentabilidade em todos os elos de uma cadeia produtiva”.

    Ao falar sobre a produção de cafés especiais, o secretário destacou que o Espírito Santo tem três ambientes geográficos diferentes de arábica: Montanhas Capixaba, Caparaó e Noroeste Alto Capixaba, além do conilon. “Nós temos cafés para oferecer à população para todos os gostos. […] Saímos daquele período de outrora, daqueles cafés ruins, que a gente tinha que colocar açúcar para corrigir defeito. Hoje não, os cafés bons já têm seus açúcares naturais. Os cafés estão muito bons.”

    Avanços logísticos

    No campo da infraestrutura, o Espírito Santo vem se consolidando como uma das principais apostas logísticas do Brasil, com novos investimentos que envolvem a construção e ampliação de portos. Conforme o próprio secretário esclareceu, parceria entre o setor público e privado tem proporcionado melhorias, previstas na região norte do estado. 

    “Três portos, com aeroporto. Ou seja, investimentos privados. Com o Governo do Estado investindo em infraestrutura de ferrovias, vias. E o setor privado, investindo em porto”.

    A operação de um novo porto privado está prevista para o segundo semestre de 2026. 

    “Está previsto para o segundo semestre do ano que vem a operação de um grande porto privado, resolvendo o problema logístico que os capixabas e o Brasil têm, criando novas alternativas de carga”, salientou Bergoli.

    Sobre o assunto, o secretário disse que o estado faz o dever de casa. “O Espírito Santo é um estado de pequenas dimensões territoriais, mas é um grande produtor e exportador no agronegócio e outras atividades. […] A gente precisa estar preparado”.

  • Espírito Santo investe em logística e sustentabilidade para fortalecer protagonismo no café

    Espírito Santo investe em logística e sustentabilidade para fortalecer protagonismo no café

    O painel político que encerrou o terceiro dia do 10º Coffee Dinner & Summit trouxe reflexões sobre o futuro do agronegócio brasileiro. Representando o Espírito Santo, o secretário estadual de Agricultura, Enio Bergoli, reforçou o protagonismo capixaba na cafeicultura e detalhou os avanços estruturais e produtivos do setor no estado.

    “O Espírito Santo é o estado em que a cafeicultura é proporcionalmente mais relevante. Minas Gerais, é verdade, o maior produtor do Brasil com cerca de 50% da safra. Mas lá, 20% das propriedades produzem café. No Espírito Santo, quase 70%”, enfatizou.

    Segundo ele, o estado é o único a produzir, em escala, as duas espécies de café comercializadas e consumidas no mundo: arábica e conilon. “Nós temos uma cafeicultura muito completa e muito determinante na formação de renda no rural”, afirmou. Nacionalmente, o Espírito Santo é responsável por cerca de 75% da produção de conilon e ocupa a terceira posição na produção de arábica.

    Além da produtividade e rentabilidade, ele ressaltou que a sustentabilidade se tornou fator decisivo para a permanência dos cafeicultores no mercado global. “O mundo, além da qualidade, exige produtos que tenham os aspectos de sustentabilidade em todos os elos de uma cadeia produtiva”.

    Ao falar sobre a produção de cafés especiais, o secretário destacou que o Espírito Santo tem três ambientes geográficos diferentes de arábica: Montanhas Capixaba, Caparaó e Noroeste Alto Capixaba, além do conilon. “Nós temos cafés para oferecer à população para todos os gostos. […] Saímos daquele período de outrora, daqueles cafés ruins, que a gente tinha que colocar açúcar para corrigir defeito. Hoje não, os cafés bons já têm seus açúcares naturais. Os cafés estão muito bons.”

    Avanços logísticos

    No campo da infraestrutura, o Espírito Santo vem se consolidando como uma das principais apostas logísticas do Brasil, com novos investimentos que envolvem a construção e ampliação de portos. Conforme o próprio secretário esclareceu, parceria entre o setor público e privado tem proporcionado melhorias, previstas na região norte do estado. 

    “Três portos, com aeroporto. Ou seja, investimentos privados. Com o Governo do Estado investindo em infraestrutura de ferrovias, vias. E o setor privado, investindo em porto”.

    A operação de um novo porto privado está prevista para o segundo semestre de 2026. 

    “Está previsto para o segundo semestre do ano que vem a operação de um grande porto privado, resolvendo o problema logístico que os capixabas e o Brasil têm, criando novas alternativas de carga”, salientou Bergoli.

    Sobre o assunto, o secretário disse que o estado faz o dever de casa. “O Espírito Santo é um estado de pequenas dimensões territoriais, mas é um grande produtor e exportador no agronegócio e outras atividades. […] A gente precisa estar preparado”.

  • Crédito é a base para escalar o agro, diz gerente do Sicoob ES

    Crédito é a base para escalar o agro, diz gerente do Sicoob ES

    O crédito rural é um dos principais motores para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. É o que afirma Eduardo Ton, gerente de crédito e agronegócio do Sicoob Espírito Santo, em entrevista concedida ao Portal Agro em Campo durante o 10º Coffee Dinner & Summit. Segundo ele, o financiamento é o que dá escala ao campo e impulsiona o crescimento da produção nacional.

    “O crédito é o poder de alavancar o agronegócio. É o que dá escala ao negócio, é muito importante. A gente acabou de encerrar o Plano Safra. No Espírito Santo, a gente é o maior repassador de Funcafé, que é exclusivo para o café”.

    Conforme o gerente de crédito, a atuação do Sicoob ES no setor cafeeiro abrange toda a cadeia, do campo à xícara. “Estamos presentes em toda a cadeia do café, por isso temos o interesse de estarmos desde o produtor até o consumidor final”, completou.

    Somente em 2023, o Sicoob Espírito Santo aplicou R$ 3,8 bilhões em crédito rural no estado. Para o novo ano safra, a expectativa é ainda maior. “Temos uma meta de R$ 4 bilhões, só no Espírito Santo”, projeta Eduardo, mesmo diante de um cenário econômico desafiador.

    “Estamos diante de um cenário de alta de juros muito grande. O custo do Brasil é muito alto hoje, mas eu costumo falar que o dinheiro mais caro é não ter o dinheiro”, disse, ao destacar que, apesar das taxas elevadas, a ausência de crédito pode representar perdas ainda maiores ao produtor rural.

    Cooperativismo no agronegócio

    Ainda de acordo com o entrevistado, o cooperativismo tem raízes profundas no agro capixaba. “O Sicoob Espírito Santo nasceu da junção de um grupo de produtores rurais que buscavam acesso ao crédito. Está no nosso DNA, nas nossas raízes”.

    Eduardo realça que o Sicoob Espírito Santo trata o setor com atenção especial. “A gente cuida dessa carteira com carinho, com amor, com um atendimento diferenciado. A gente fala que ela tem que ser sustentável, mas também é social. Atendemos o pequeno, médio e grande produtor. Não tem distinção”, frisou.

    Com uma atuação constante no setor, Ton reforça que o compromisso da instituição é de longo prazo, apoiando o produtor rural no passado, presente e futuro. “Tivemos a alegria de encontrar aqui várias empresas associadas ao Sicoob Espírito Santo”, concluiu o gerente de crédito sobre a presença no 10º Coffee Dinner & Summit.

  • Café brasileiro aposta no porto de Imetame para superar desafios logísticos

    Café brasileiro aposta no porto de Imetame para superar desafios logísticos

    O novo Porto de Imetame, no Espírito Santo, tem atraído importantes investimentos da cafeicultura brasileira. Um dos mais relevantes vem do Grupo Tristão, que anunciou a aquisição de um terreno de 400 mil metros quadrados em Aracruz (ES), a apenas oito quilômetros do terminal portuário. 

    O objetivo é construir um armazém robusto para ampliar a logística, a proximidade com os produtores e a rastreabilidade da produção.

    Durante entrevista concedida ao Agro em Campo, na manhã desta quinta-feira (3), no segundo dia do 10º Coffee Dinner & Summit, em Campinas (SP), o presidente do grupo, Sérgio Tristão, destacou que o crescimento da produção no estado e a nova infraestrutura logística abrem um cenário promissor no mercado.

    “Não tem como não acreditar no nosso negócio, principalmente quando você olha o Espírito Santo. O Espírito Santo, com a produção de conilon que tem e o investimento que ainda faz para aumentar essa produção, não tem como retroceder”, afirmou.

    Segundo ele, o novo porto será um marco, tendo em vista que se trata da realização de um antigo sonho do setor capixaba. Para ele, o terminal portuário deverá ser, se não o melhor do Brasil, o melhor do Sudeste, com várias especialidades, principalmente em container. 

    “O nosso porto é muito restrito. A área de manobra dele limita qualquer navio de container de porte médio. Não estou falando nem de grande porte. Então, foi uma frustração que a gente teve durante anos. Agora, o porto de Imetame não é uma coisa que está no papel: você vai lá e já está vendo a obra acontecer. Já tem a drenagem, as áreas de restrição e contenção de água, piers… tudo progredindo. É uma realidade.”

    A localização do novo armazém também garante acesso a incentivos fiscais por estar dentro da área da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). 

    Proximidade do produtor e rastreabilidade

    Ao Agro em Campo, Sérgio Tristão ressaltou também que, além da logística, a nova estrutura visa aproximar ainda mais a empresa dos produtores capixabas. 

    “É fato que nós, com o conilon crescendo dessa forma, vamos fazer um armazém robusto. Ficar próximo do produtor. Com esse negócio de rastreabilidade EUDR, a gente quer ter mais proximidade para ter confiança no que estamos fazendo e entregando aos clientes”, enfatizou o presidente do Grupo Tristão. 

    A expectativa é que o armazém comece a ser construído em 2026, alinhado à previsão de conclusão do novo porto. 

    “O nosso sonho é que a gente tenha o armazém quando estiverem justamente terminando o porto. Isso seria o ideal. Estão falando em 2027”, esclareceu ele.

    Cafés capixabas com identidade própria

    Ao comentar sobre a qualidade dos cafés das montanhas do Espírito Santo, Sérgio Tristão destacou que é possível encontrar cafés especiais em várias regiões do país, mas que a geografia e o clima das montanhas capixabas proporcionam características únicas. 

    “É um café que tem um pouco mais de toque de acidez. No fundo, garimpando vai encontrar café de qualidade em todas as regiões brasileiras. Mas o nosso produto, que a gente coloca no mercado de café especial, por uma questão regional, prioriza o café capixaba”.

    Grupo Tristão: 90 anos de tradição

    Fundado em 1935, o Grupo Tristão celebra 90 anos de atuação em 2025. Com uma história marcada pela inovação e valorização da produção nacional, a empresa é uma das mais antigas e influentes da cadeia cafeeira no Brasil. 

    A participação no 10º Coffee Dinner & Summit é parte das ações comemorativas e de fortalecimento institucional do grupo.

  • Futuro porto de Imetame atrai investimentos da cafeicultura

    Futuro porto de Imetame atrai investimentos da cafeicultura

    O novo Porto de Imetame, no Espírito Santo, tem atraído importantes investimentos da cafeicultura brasileira. Um dos mais relevantes vem do Grupo Tristão, que anunciou a aquisição de um terreno de 400 mil metros quadrados em Aracruz (ES), a apenas oito quilômetros do terminal portuário. 

    O objetivo é construir um armazém robusto para ampliar a logística, a proximidade com os produtores e a rastreabilidade da produção.

    Durante entrevista concedida ao Agro em Campo, na manhã desta quinta-feira (3), no segundo dia do 10º Coffee Dinner & Summit, em Campinas (SP), o presidente do grupo, Sérgio Tristão, destacou que o crescimento da produção no estado e a nova infraestrutura logística abrem um cenário promissor no mercado.

    “Não tem como não acreditar no nosso negócio, principalmente quando você olha o Espírito Santo. O Espírito Santo, com a produção de conilon que tem e o investimento que ainda faz para aumentar essa produção, não tem como retroceder”, afirmou.

    Segundo ele, o novo porto será um marco, tendo em vista que se trata da realização de um antigo sonho do setor capixaba. Para ele, o terminal portuário deverá ser, se não o melhor do Brasil, o melhor do Sudeste, com várias especialidades, principalmente em container. 

    “O nosso porto é muito restrito. A área de manobra dele limita qualquer navio de container de porte médio. Não estou falando nem de grande porte. Então, foi uma frustração que a gente teve durante anos. Agora, o porto de Imetame não é uma coisa que está no papel: você vai lá e já está vendo a obra acontecer. Já tem a drenagem, as áreas de restrição e contenção de água, piers… tudo progredindo. É uma realidade.”

    A localização do novo armazém também garante acesso a incentivos fiscais por estar dentro da área da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). 

    Proximidade do produtor e rastreabilidade

    Ao Agro em Campo, Sérgio Tristão ressaltou também que, além da logística, a nova estrutura visa aproximar ainda mais a empresa dos produtores capixabas. 

    “É fato que nós, com o conilon crescendo dessa forma, vamos fazer um armazém robusto. Ficar próximo do produtor. Com esse negócio de rastreabilidade EUDR, a gente quer ter mais proximidade para ter confiança no que estamos fazendo e entregando aos clientes”, enfatizou o presidente do Grupo Tristão. 

    A expectativa é que o armazém comece a ser construído em 2026, alinhado à previsão de conclusão do novo porto. 

    “O nosso sonho é que a gente tenha o armazém quando estiverem justamente terminando o porto. Isso seria o ideal. Estão falando em 2027”, esclareceu ele.

    Cafés capixabas com identidade própria

    Ao comentar sobre a qualidade dos cafés das montanhas do Espírito Santo, Sérgio Tristão destacou que é possível encontrar cafés especiais em várias regiões do país, mas que a geografia e o clima das montanhas capixabas proporcionam características únicas. 

    “É um café que tem um pouco mais de toque de acidez. No fundo, garimpando vai encontrar café de qualidade em todas as regiões brasileiras. Mas o nosso produto, que a gente coloca no mercado de café especial, por uma questão regional, prioriza o café capixaba”.

    Grupo Tristão: 90 anos de tradição

    Fundado em 1935, o Grupo Tristão celebra 90 anos de atuação em 2025. Com uma história marcada pela inovação e valorização da produção nacional, a empresa é uma das mais antigas e influentes da cadeia cafeeira no Brasil. 

    A participação no 10º Coffee Dinner & Summit é parte das ações comemorativas e de fortalecimento institucional do grupo.