Tag: Epamig

  • Olivicultura mineira: setor será mapeado para orientar políticas e avanços

    Olivicultura mineira: setor será mapeado para orientar políticas e avanços

    A Câmara Técnica Setorial de Olivicultura, criada no final de 2024 pelo Governo de Minas Gerais, iniciou um diagnóstico da atividade no estado. Um questionário online, baseado em um modelo já aplicado a produtores de cachaça, está disponível para coleta de dados.

    As informações ajudarão a equipe, formada por representantes de 16 instituições públicas e da sociedade civil, a propor políticas públicas para impulsionar o setor. Pedro Moura, coordenador do Programa de Pesquisa em Olivicultura da Epamig, destaca: “A Câmara Técnica aproxima a cadeia produtiva do governo, buscando ações mais assertivas.”

    A Assoolive, representada pelo presidente Moacir Batista do Nascimento Filho, coordena a Câmara. “Precisamos consolidar dados sobre olivicultores e área plantada em Minas e no Sudeste. Temos projeções de 150 produtores no estado e 200 na região. A Câmara unirá a cadeia e oficializará essas informações”, afirma Moacir.

    Paula Braga, relatora da Câmara e servidora do IMA, ressalta que o mapeamento é a primeira ação concreta do grupo. “Trabalhamos quatro meses na elaboração do questionário, lançado durante a Festa do Azeite Novo, em Maria da Fé.”

    Segundo Paula, o objetivo é fortalecer a olivicultura no estado, reunindo entidades para apoiar o setor em pesquisas, questões tributárias e outras demandas.

    Instituições participantes

    Além da Epamig, IMA e Assoolive, integram a Câmara:

    • Secretarias de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa)
    • Desenvolvimento Econômico (Sede)
    • Cultura e Turismo (Secult)
    • Emater-MG, Embrapa, Sebrae-MG
    • Federações da Agricultura e Trabalhadores Rurais
    • Conselhos e Sociedades de Engenharia Agronômica e Florestal

    Perspectivas

    Em 2025, a produção de azeitonas e azeites na Serra da Mantiqueira foi menor devido a fatores climáticos e à bienalidade da cultura. Para 2026, a expectativa é de recuperação. Pedro Moura explica: “Com a bienalidade e mais horas de frio este ano, esperamos uma safra alta em 2026.”

    Moacir Batista concorda: “O clima em 2025 deve ser mais regular, favorecendo a floração. Em 2026, teremos mais frutos e azeites de qualidade elevada.” Este mapeamento será fundamental para orientar políticas públicas e impulsionar a olivicultura mineira.

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  • Oportunidade: curso gratuito de cafeicultura orgânica

    Oportunidade: curso gratuito de cafeicultura orgânica

    A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) realiza, nesta sexta-feira, 16 de maio, o curso gratuito “Cafeicultura Orgânica – Amostragens do Solo, Foliar e Materiais Orgânicos” em Araponga, Minas Gerais. O evento acontece das 12h às 18h, na Escola Família Agrícola Puris de Araponga (EFA PURIS). A iniciativa atende cafeicultores locais, com foco especial nos associados à Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo (Coopfam).

    O curso da EPAMIG aborda temas essenciais para a produção orgânica de café. Com destaque para as técnicas corretas de amostragens de solo e folha em diferentes fases da lavoura. A programação inclui atividades teóricas e práticas, realizadas em uma propriedade rural de agricultura familiar. Os participantes poderão acompanhar demonstrações dos processos de amostragem, reforçando o aprendizado adquirido em sala.

    Segundo Waldênia Moura, pesquisadora da EPAMIG, “o curso permitirá que os cafeicultores orgânicos da região realizem as amostragens da lavoura de forma mais eficiente, otimizando as práticas de correção e adubação do solo, com o objetivo de evitar prejuízos econômicos”. Ela destaca ainda que o evento integra conteúdos exigidos por certificadoras de café orgânico e complementa a formação oferecida pela Coopfam aos seus associados.

    Material didático e capacitação técnica

    Durante o evento, a EPAMIG apresentará o material didático que elaborou, com foco na difusão de conhecimentos técnicos e científicos gerados pelas pesquisas em cafeicultura orgânica. O conteúdo visa apoiar a capacitação de técnicos e multiplicadores de informações junto à rede de cooperados da região. Assim,  fortalecendo a pesquisa participativa e a sustentabilidade da produção.

    O curso faz parte do projeto “Desenvolvimento de Tecnologias para a Cafeicultura Orgânica na Região das Matas de Minas Gerais” (PPE-00039-24). E éfinanciado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). O projeto contempla avaliação de substratos para mudas, seleção de cultivares promissoras, uso de materiais orgânicos em propriedades familiares e capacitação por meio de cursos e ações de difusão.

    A iniciativa conta com a parceria do Governo de Minas Gerais, da Coopfam, da Escola Família Agrícola Puris de Araponga (EFA), da Fapemig e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

    Inscrições e informações

    Os participantes devem se inscrever presencialmente no local do evento, das 12h30 às 13h. A organização iniciará a programação logo após o período de inscrições. Mais informações estão disponíveis pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (31) 98631-8331.

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  • Epamig inicia projeto para mapear variedades de mandioca

    Epamig inicia projeto para mapear variedades de mandioca

    A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) deu início a um projeto inédito para identificar e analisar diferentes cultivares de mandioca. E com isso, aprimorar técnicas de cultivo, processamento e armazenamento. Com mais de 4 mil variedades conhecidas, a mandioca é um dos alimentos mais versáteis e adaptáveis do Brasil. E presente tanto na alimentação humana quanto na agroindústria.

    A pesquisa, liderada pela cientista Raquel Sobral, tem como foco principal variedades biofortificadas cultivadas no semiárido mineiro. O objetivo é determinar os melhores métodos de processamento, avaliar o tempo de cozimento ideal e testar diferentes embalagens para preservar a qualidade pós-colheita. Além disso, a médio prazo, o projeto prevê a criação de um banco de distribuição de manivas. E assim,  fortalecera cadeia produtiva e apoiando agricultores da região.

    Mandioca brava x mandioca mansa: diferenças e cuidados

    A mandioca é dividida em dois tipos principais: a mandioca de mesa (aipim ou macaxeira) e a mandioca brava (de indústria). Enquanto a primeira pode ser consumida cozida ou frita, a segunda contém altos níveis de compostos cianogênicos, como a linamarina, que liberam cianeto — uma substância tóxica. Por isso, a mandioca brava exige processamento industrial antes do consumo. Sendo utilizada principalmente na produção de farinha, polvilho, fécula e tucupi, ingrediente tradicional da culinária nortista.

    Segundo Raquel Sobral, a diferenciação visual entre as duas é quase impossível, cabendo aos produtores e órgãos fiscalizadores garantir a identificação correta. “Quando vendida embalada ou processada, a mandioca deve estar claramente rotulada. E assim, indicando se é própria para consumo direto ou apenas para uso industrial”, ressalta a pesquisadora.

    Tempo de cozimento e impacto no consumo

    Outro aspecto crucial do estudo é a análise do tempo de cozimento, fator determinante para a aceitação do produto pelo consumidor e para o planejamento da colheita. Variedades com cozimento mais rápido tendem a ser mais valorizadas no mercado, especialmente para uso doméstico.

    Com forte ligação com a agricultura familiar, a mandioca é um alimento fundamental na dieta brasileira, seja in natura ou em derivados como farinhas e polvilhos. O projeto da Epamig busca não apenas ampliar o conhecimento científico sobre as diferentes cultivares. Mas também desenvolver tecnologias que garantam maior segurança e eficiência no cultivo e processamento dessa raiz tão essencial para a economia e a cultura do país.

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  • Zona da Mata mineira surpreende com potencial para arroz de sequeiro

    Zona da Mata mineira surpreende com potencial para arroz de sequeiro

    A Zona da Mata mineira está se revelando uma nova fronteira agrícola para o cultivo de arroz de sequeiro, com produtividades que desafiam expectativas. Dados divulgados em abril de 2024 pela Emater-MG e Epamig comprovaram que unidades demonstrativas implantadas em Olaria, Lima Duarte e Santana do Garambéu alcançaram mais de 5 toneladas por hectare em todas as variedades testadas, com picos de até 10 toneladas na cultivar CMG 1590. Os resultados apontam um cenário promissor para agricultores familiares e a economia regional.

    Resultados que superam expectativas

    As unidades, instaladas em novembro de 2023 em parceria com Ufla e prefeituras, testaram sete variedades de arroz em áreas de 500 m² cada. A metodologia rigorosa incluiu medição de área, pesagem de grãos e ajustes por umidade e impurezas. Enquanto a expectativa inicial era de 3 toneladas/hectare, o desempenho foi surpreendente:

    • CMG 1590: 10 toneladas/hectare (melhor resultado);
    • Arroz aromático: 8,15 toneladas/hectare;
    • Variedade crioula tradicional: apenas 1,2 tonelada/hectare.

    “O arroz aromático, por exemplo, tem alto valor de mercado, o que pode agregar renda aos produtores”, destacou Marco Aurélio Moreira, coordenador regional de Culturas da Emater-MG.

    Em Santana do Garambéu, município de altitude elevada, variações térmicas afetaram a qualidade dos grãos em algumas cultivares. Ainda assim, a CMG 1590 manteve resistência e produtividade. Já em Lima Duarte, ataques de capivaras e pássaros trouxeram desafios, mas não houve infestações graves de pragas ou doenças.

    “Os danos foram pontuais e não comprometeram os resultados gerais”, explicou Janine Guedes, pesquisadora da Epamig, reforçando a robustez das cultivares modernas.

    Parcerias que fortalecem a agricultura familiar

    A colaboração entre Emater-MG, Epamig, Ufla e prefeituras foi essencial para o sucesso. Enquanto a Epamig liderou a pesquisa e a Emater-MG a extensão rural, as prefeituras forneceram apoio logístico, e a Ufla contribuiu com recursos humanos.

    “Pesquisa e extensão juntas são capazes de transformar a realidade do pequeno produtor”, afirmou Janine Guedes. Em Olaria, por exemplo, cerca de 40 agricultores visitaram a propriedade de Vicentina Oliveira, uma das participantes. “No começo, duvidei, mas o resultado foi incrível. Agora quero ampliar a produção para vender ao Pnae e em feiras”, comemorou Vicentina.

    Um novo horizonte para a região

    Os números abrem caminho para a diversificação da produção na Zona da Mata, tradicionalmente focada em culturas como café e leite. Com variedades de alto rendimento e valor comercial, como o aromático, o arroz de sequeiro pode se tornar uma alternativa viável para geração de renda e segurança alimentar.

    A próxima etapa inclui a disseminação de técnicas de manejo e a expansão das cultivares para outras áreas. Enquanto isso, os agricultores da região já enxergam no arroz uma semente de esperança para colheitas mais fartas.

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  • Epamig inova com cultivo consorciado de feijão mangalô e milho crioulo

    Epamig inova com cultivo consorciado de feijão mangalô e milho crioulo

    A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) está à frente de uma pesquisa inovadora sobre o cultivo consorciado de feijão mangalô e milho crioulo. Essa prática visa resgatar tradições culturais, otimizar recursos para os produtores e garantir segurança alimentar. O estudo acontece no Campo Experimental de Santa Rita, em Prudente de Morais (MG), com o objetivo de integrar saberes tradicionais às práticas agrícolas eficientes.

    O cultivo consorciado, inspirado no modelo sustentável MILPA, combina o plantio de milho, feijão e abóbora, promovendo uma interação benéfica entre as espécies. Essa técnica otimiza o uso de recursos naturais, como água e nutrientes, além de reduzir a incidência de pragas e doenças, diminuindo a necessidade de agrotóxicos.

    Segundo Marinalva Woods, pesquisadora da Epamig, “optamos por esse cultivo tendo como base uma tradição antiga da agricultura familiar. O sistema MILPA, modelo sustentável que combina o plantio consorciado de milho, feijão e abóbora, unindo saberes tradicionais a práticas agrícolas eficientes.”

    Benefícios do feijão mangalô e milho crioulo

    O feijão mangalô, uma das Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC), é destacado por promover a fixação de nitrogênio no solo e oferecer boa cobertura da área de cultivo, favorecendo o desenvolvimento do milho. Além disso, essa combinação permite uma diversificação da renda dos produtores, melhora a eficiência no uso de mão de obra e otimiza recursos como água.

    Os resultados da pesquisa serão usados para incentivar os produtores a integrar diversidade em suas áreas de cultivo. A expectativa é que essa prática contribua para a segurança alimentar e nutricional. Oferecendo uma variedade de produtos no mercado e garantindo benefícios na alimentação da população.

    Marinalva Woods ressalta que “a pesquisa de cultivos consorciados busca reforçar a importância de se valorizar os conhecimentos tradicionais. E entender e favorecer interações positivas é o papel da pesquisa. Considerando a diversidade de plantas que temos, principalmente no contexto das PANC, acreditamos que estamos no caminho, mesmo que longo, para gerar informações e melhores condições de cultivo para os produtores.”

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  • Melhoramento genético transforma café de Minas

    Melhoramento genético transforma café de Minas

    Por trás de uma das bebidas mais valorizadas do mundo, há décadas de ciência. Em Minas Gerais, maior produtor de café do Brasil, responsável por 50% da área cultivada e 40% da produção nacional, o melhoramento genético tem sido a chave para saltos de produtividade, qualidade e adaptação às mudanças climáticas. Com mais de 20 cultivares registradas pela EPAMIG (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais), o estado consolida seu protagonismo no agronegócio cafeeiro, garantindo futuro para milhares de famílias rurais.

    Da xícara ao campo: a ciência por trás do café premium

    “Quantas tecnologias há em uma xícara de café?” A pergunta, feita por entusiastas da bebida, tem uma resposta complexa: solo, clima e tradição se unem a pesquisas genéticas que desenvolvem plantas mais produtivas, resistentes e adaptadas a diferentes regiões.

    “Nosso objetivo é oferecer ao produtor cultivares que aumentem a produtividade e transformem seu sistema de produção”, explica Gladyston Carvalho, pesquisador da EPAMIG. Com 587 municípios mineiros cultivando café, a demanda por inovação é urgente.

    Destaque em números:

    • Produtividade saltou de 7 sacas/hectare (década de 1980) para 30 sacas/hectare atualmente;
    • Minas Gerais abriga 300 mil produtores dependentes da cafeicultura;
    • Cultivares como Topázio MG1190 e MGS Aranãs aumentaram em até 40% a resistência a pragas.

    Cultivares que revolucionam o campo

    No Sítio Refazenda, em Nepomuceno (Sul de Minas), o produtor Alexandre Vilela apostou em genética de ponta. “Materiais como Catiguá MG2 e MGS Paraíso 2 elevaram nossa produtividade e qualidade, garantindo competitividade”, relata.

    As cultivares desenvolvidas pela EPAMIG são fruto de 20 a 30 anos de pesquisa, desde a hibridação (cruzamento artificial de plantas com características desejadas) até testes em campos experimentais. “Só após 12 anos de estudos internos iniciamos a validação em diferentes ambientes”, detalha Gladyston.

    Principais cultivares mineiras:

    • MGS Ametista: Resistência à seca e alta produtividade;
    • MGS Aranãs: Adaptada a regiões de altitude média;
    • Topázio MG1190: Qualidade sensorial premium, voltada para cafés especiais.

    Projetos que conectam ciência e produtor

    Entre 2016 e 2022, a EPAMIG liderou um projeto no Cerrado Mineiro, em parceria com a Federação dos Cafeicultores da região, instalando unidades demonstrativas em propriedades rurais. Os resultados identificaram cultivares ideais para biomas específicos, base para o atual projeto “Validação de Cultivares e Transferência de Tecnologias”, que mapeia as melhores opções para cada microclima do estado.

    “Queremos manter o cafeicultor bem remunerado e atrair jovens para a sucessão familiar”, afirma Vinicius Andrade, pesquisador da EPAMIG. Com a renovação de lavouras, Minas espera consolidar sua liderança e ampliar a exportação de cafés gourmet.

    Futuro do café mineiro: sustentabilidade e reconhecimento global

    Além da produtividade, as novas cultivares priorizam:

    • Redução de agroquímicos: plantas mais resistentes diminuem o uso de defensivos;
    • Adaptação climática: variedades tolerantes a secas e temperaturas extremas;
    • Qualidade sensorial: grãos com notas complexas, valorizados no mercado internacional.

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  • Rebanho bovino da EPAMIG reconhecido como livre de brucelose

    Rebanho bovino da EPAMIG reconhecido como livre de brucelose

    O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) reconheceu oficialmente o rebanho do Campo Experimental de Acauã, unidade da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), como livre de brucelose e tuberculose bovina. E é um marco para a EPAMIG, sendo a primeira de suas propriedades a receber esse reconhecimento.

    Para obter a certificação, foi necessário realizar dois exames consecutivos no rebanho, com resultados negativos para brucelose e tuberculose, no intervalo de 6 a 12 meses. “Entramos com o pedido em março de 2023, quando foi realizado o 1º exame no rebanho. E neste mês solicitamos a renovação do certificado”, explica o médico veterinário Luiz Gustavo de Araújo Ladeira.

    Importância sanitária

    A certificação é fundamental para garantir a segurança alimentar, especialmente para a produção de queijo artesanal a partir de leite cru. Minas Gerais registra 57 propriedades certificadas, das quais 55 mantêm status livre de brucelose e tuberculose, enquanto outras duas apresentam certificação apenas para tuberculose. A EPAMIG pretende expandir essa certificação para outros campos experimentais que atuam na pecuária leiteira.

    Para a chefe do Departamento de Pesquisa da EPAMIG, Cristiane Viana, “é importante para a EPAMIG ser exemplo. Por ser uma empresa pública que, desde 1974, é referência na geração e transferência de tecnologia para o setor agropecuário de Minas Gerais”. O objetivo é garantir a produção de alimentos seguros e estimular os produtores a certificarem suas propriedades.

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  • Granação: entenda como processo afeta seu café

    Granação: entenda como processo afeta seu café

    A granação, que ocorre entre janeiro e abril, é a etapa de formação e desenvolvimento dos frutos do café, impactando diretamente na qualidade da bebida. O pico desse processo acontece cerca de 150 dias após a florada. O resultado de uma boa granação são grãos uniformes, de tamanho adequado e com alto teor de açúcares, elementos essenciais para um café de alta qualidade.

    Foto: Vanessa Figueiredo/Epamig

    A pesquisadora da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Vanessa Figueiredo, define a granação como o “famoso enchimento dos grãos”. Durante essa fase, a planta realiza diversos processos metabólicos para enviar os nutrientes necessários à formação do grão. Garantindo, assim, sua qualidade final e um maior rendimento da lavoura.

    A importância do manejo e da nutrição

    Vanessa Figueiredo ressalta a importância da adoção de tratos culturais e da nutrição adequados pelos produtores durante a granação. Os grãos demandam uma grande quantidade de nutrientes e carboidratos, e a falta deles pode desgastar a planta, já que os frutos acumulam grande parte da energia produzida. Uma boa nutrição auxilia no desenvolvimento saudável, no enchimento dos grãos e na produção de frutos mais vigorosos, além de reduzir o estresse da planta.

    As adubações e as pulverizações foliares também são determinantes. Outro fator crucial é o clima: um bom volume de chuvas bem distribuídas, irrigação manejada conforme a necessidade da cultura e temperaturas mais amenas são ideais. A umidade do solo permite que a planta absorva e transporte os nutrientes para o grão. O manejo inadequado da irrigação ou a falta de chuvas podem prejudicar o enchimento dos grãos, causando perdas no rendimento, aumento do percentual de frutos chochos, má formação dos grãos e defeitos, além de prejudicar o ciclo de maturação.

    Temperaturas elevadas prejudicam a fotossíntese do cafeeiro, forçando-o a consumir parte dos carboidratos que seriam destinados ao grão na respiração e na manutenção da planta. Picos de temperatura podem afetar a formação dos frutos e desacelerar os processos metabólicos da planta, levando a um menor enchimento dos grãos.

    Fatores que podem prejudicar a granação do café:

    • Altas temperaturas e estresse hídrico
    • Manejo inadequado da irrigação ou falta de chuvas
    • Deficiência nutricional
    • Granação do café
    • Qualidade do café, enchimento dos grãos, manejo do cafeeiro, nutrição do café

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  • Minas Láctea 2024 começa amanhã em Juiz de Fora

    Minas Láctea 2024 começa amanhã em Juiz de Fora

    Juiz de Fora receberá o Minas Láctea 2024 de 16 a 18 de julho. O evento, promovido pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes/Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG/ILCT), terá uma programação diversificada.

    O 37º Congresso Nacional de Laticínios, a 43ª Semana do Laticinista e os julgamentos do 47º Concurso Nacional de Produtos Lácteos ocorrerão na sede do Instituto. O Expominas/JF sediará a 47ª Expomaq, exposição de máquinas, equipamentos, embalagens e insumos para a indústria laticinista, e a 48ª Expolac, exposição de produtos lácteos. A premiação do Concurso Nacional de Produtos Lácteos também acontecerá no Expominas.

    Vitrine de derivados do leite

    A Expolac se consolidou como uma vitrine para produtos derivados do leite. Além da área comum, contará com estandes exclusivos onde os laticínios poderão oferecer e promover a degustação de seus produtos. A programação inclui também palestras sobre queijos artesanais, queijos de cabras e ovelhas. Além disso, terão harmonizações entre lácteos e outros produtos, como vinhos, café, cachaça e cerveja.

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    A marca Sabor das Vertentes, especializada em doces, participará novamente da Expolac. “O evento é uma excelente oportunidade para demonstrar nossos produtos a consumidores e revendedores. Já agendei visitas de representantes de empórios de Minas Gerais e do Rio de Janeiro interessados em conhecer e revender nossos doces”, disse o proprietário Walyson Francisco de Oliveira.

    Além da participação na Expolac, a Sabor das Vertentes competirá no Concurso Nacional de Produtos Lácteos com o doce de leite tradicional e um produto inovador. “Participar e ser premiado no concurso valoriza nosso trabalho”, afirmou Walyson, que começou a produção com base nas receitas de sua mãe.

    Walyson explicou que sua mãe participa ativamente da produção. Ou seja, foi dela a ideia do doce de leite com raspas de limão, premiado em 2022 e um dos mais vendidos. “Nosso produto é tipicamente mineiro, puro, sem mistura e sem aditivos. A qualidade começa com um leite de boa procedência”, destacou.

  • Vinhos finos do Sudeste e Centro-Oeste conquistam o mercado

    Vinhos finos do Sudeste e Centro-Oeste conquistam o mercado

    A tecnologia de Dupla Poda da Videira, desenvolvida pela EPAMIG, está revolucionando a produção de vinhos finos no Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Isso porque essa técnica permite a colheita das uvas durante o inverno. Ou seja, quando o clima é mais seco e ameno, garantindo uma maturação adequada para a vinificação.

    Filipe Casselli, enólogo da EPAMIG, explica que a dupla poda é essencial para produzir uvas de alta qualidade. “Realizamos a dupla poda para que estas uvas atinjam a plena maturação durante o inverno seco, com dias ensolarados e noites frias, condições ideais para síntese de açúcares e compostos fenólicos”, detalha.

    Reconhecimento do mercado internacional

    Nos últimos anos, essa metodologia se espalhou por várias regiões de Minas Gerais, outros estados do Sudeste, Centro-Oeste e até mesmo a Chapada Diamantina. Os primeiros vinhos resultantes dessa técnica chegaram ao mercado no início da última década. Como resultado, rapidamente conquistaram prêmios nacionais e internacionais.

    Ou seja, as competições importantes começaram a reconhecer os vinhos de inverno. Em 2016, a Expovinis premiou o Chardonnay da Vinícola Casa Verrone de Itobi-SP. No ano seguinte, a Casa Verrone e a Vinícola Guaspari, de Espírito Santo do Pinhal-SP, ganharam diversas medalhas com seus vinhos Syrah e Viognier. O Maria Maria Sauvignon Blanc, de Minas Gerais, também se destacou em competições internacionais.

    Em 2020, o vinho Syrah da EPAMIG conquistou uma medalha de ouro no Brasil Wine Challenge. Este ano, vários vinhos mineiros receberam prêmios no Decanter, incluindo produções da Vinícola Barbara Eliodora, Casa Geraldo, Sacramento e Quinta do Canário.

    Apoio para o produtor de vinhos finos

    A EPAMIG também tem desempenhado um papel crucial ao ajudar novos produtores. “Atualmente, temos 19 produtores incubados em nossa vinícola”, afirma Casselli. Ele destaca que há uma fila de espera para novos produtores, que precisam ter produção própria e um volume mínimo de 500 quilos de uvas.

    Evolução das pesquisas e novas variedades

    Foto: Divulgação – EPAMIG

    Inicialmente, as uvas Syrah e Sauvignon Blanc eram as mais utilizadas na dupla poda. Hoje, outras variedades como Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Merlot, Tempranillo, Malbec e Marselan também têm mostrado excelente desempenho.

    A pesquisadora da EPAMIG, Cláudia Souza, observa que a performance de algumas variedades melhorou significativamente com a enxertia sobre porta-enxertos mais vigorosos. Além disso, “a indicação de variedades como Tempranillo, Marselan e Marsanne também tem sido promissora”, destaca.

    A EPAMIG continua investindo em diversas linhas de pesquisa para melhorar a produção vitivinícola. Os projetos incluem o uso de madeiras brasileiras no envelhecimento dos vinhos, rastreabilidade e caracterização da origem geográfica, além da introdução de novas tecnologias enológicas, por exemplo.

    Para o cultivo de verão, as pesquisas se concentram na introdução de uvas resistentes a patógenos e novas opções de cultivares para espumantes e vinhos de mesa. As publicações, como o Informe Agropecuário, disponíveis na Livraria EPAMIG relatam essas iniciativas.

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