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  • Peixe gigante da Amazônia ajuda a controlar a pressão alta

    Peixe gigante da Amazônia ajuda a controlar a pressão alta

    O pirarucu, uma das espécies mais emblemáticas da Amazônia, é conhecido há décadas pelas histórias dos pescadores. Presente principalmente nos estados do Pará e do Acre, o peixe também vem chamando atenção pelo elevado valor nutricional.

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    Segundo a nutricionista Paloma Cupini, o alimento reúne uma combinação de nutrientes capaz de favorecer a saúde cardiovascular, fortalecer os ossos e contribuir para o funcionamento adequado do sistema nervoso.

    “O pirarucu é um peixe com excelente valor nutricional, alto teor de proteína e sabor mais suave, o que facilita muito a adesão alimentar no dia a dia. A espécie impressiona pelos benefícios que atingem desde a construção e manutenção muscular até a saúde mental”, destaca.

    Benefícios para o coração

    Quando o assunto é saúde cardiovascular, o pirarucu se destaca pela presença de ácidos graxos ômega 3. Esses nutrientes ajudam a reduzir os níveis de triglicerídeos no sangue, diminuem processos inflamatórios e colaboram para o equilíbrio do colesterol.

    “Os ácidos graxos ômega 3 presentes no pirarucu ajudam a reduzir os níveis de triglicerídeos no sangue, diminuem a inflamação sistêmica e contribuem para o equilíbrio do colesterol, com efeitos protetores ao coração. Somado ao baixo teor de gordura saturada, o peixe é um aliado direto da saúde cardíaca”, explica a especialista.

    Conhecido como o “gigante da Amazônia”, a carne do pirarucu é considerada uma iguaria da região — Foto: Embrapa

    Além disso, o alimento contém potássio, mineral importante para o equilíbrio eletrolítico do organismo e para o controle da pressão arterial.

    “Essa característica funciona como um contraponto ao excesso de sódio na dieta moderna”, ressalta a nutricionista.

    Pelas estimativas da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), cerca de 30% da população adulta brasileira tem hipertensão — Foto: GOV

    Aliado no controle glicêmico

    Por apresentar elevado teor de proteínas e praticamente não conter carboidratos, o pirarucu também pode favorecer a saciedade e auxiliar estratégias de controle metabólico.

    Segundo Paloma, o peixe possui entre 1 g e 3 g de gorduras totais, predominantemente insaturadas, sendo considerado uma proteína magra.

    “O pirarucu é um peixe magro. Em termos de gorduras totais, ele tem em torno de 1 g a 3 g, predominantemente insaturada. Para pacientes com resistência à insulina, diabetes tipo 2 ou que seguem protocolos de controle glicêmico, o pirarucu é uma proteína que indico com frequência. Ele sacia e não eleva a glicose”, afirma.

    Fonte de proteína de alta qualidade

    Outro diferencial está na concentração de proteínas. A cada 100 gramas do alimento, é possível encontrar entre 25 g e 28 g de proteína, um dos maiores teores entre os peixes de água doce.

    Tal característica amplia o potencial do alimento para a manutenção da massa muscular e para a recuperação dos tecidos do organismo.

    “Do ponto de vista funcional, o pirarucu se destaca por oferecer uma proteína de alto valor biológico, com todos os aminoácidos essenciais. Isso significa que o organismo consegue aproveitar esse nutriente de forma muito eficiente, seja para construção muscular, seja para regeneração celular e manutenção de tecidos”, explica Cupini.

    O pirarucu é uma proteína que sacia e não eleva a glicose — Foto: GOV

    Saúde mental e funcionamento do sistema nervoso

    Além dos benefícios físicos, o consumo do pirarucu pode contribuir para a saúde mental. Isso ocorre devido à presença de vitaminas do complexo B, especialmente as vitaminas B6 e B12, essenciais para a produção de neurotransmissores como serotonina e dopamina.

    “Muitas pessoas têm deficiência desse nutriente sem ao menos saber. O pirarucu é uma fonte animal relevante dessa vitamina. Seu consumo regular contribui para o bom funcionamento do sistema nervoso, o equilíbrio do humor e a prevenção de fadiga mental”, destaca Paloma sobre a vitamina B12.

    Benefícios para os ossos

    O peixe amazônico também pode ser um aliado da saúde óssea. Conforme a nutricionista, a combinação de fósforo e magnésio presente no alimento auxilia diretamente na manutenção da densidade mineral dos ossos.

    “O pirarucu é um alimento interessante para a prevenção de osteopenia e osteoporose, especialmente em mulheres pós-menopausa e idosos”, garante.

    Além disso, a especialista ressalta que o consumo regular do peixe pode contribuir para a imunidade e para os processos de cicatrização, ampliando ainda mais os benefícios associados à espécie amazônica.

  • Cacau nativo da Amazônia dá ao Pará vantagem sobre nova legislação do chocolate

    Cacau nativo da Amazônia dá ao Pará vantagem sobre nova legislação do chocolate

    O Pará produz chocolate com teor de cacau que vai de 56% a 90%. Isso é bem acima do mínimo de 35% que o Governo Federal acaba de tornar obrigatório para o setor. A nova legislação, que também fixa 25% como piso para o chocolate ao leite, chega tarde para os produtores paraenses, mas abre uma janela de oportunidade: com a indústria obrigada a usar mais cacau, a demanda por amêndoas da região deve crescer.

    Festival Internacional do Chocolate e do Cacau recebeu 100 mil visitantes e gerou R$ 15 milhões em negócios

    Durante o Festival Internacional do Chocolate e do Cacau, realizado pelo Governo do Estado no final de abril, o público degustou produtos com teores entre 40% e 90% de cacau. Ou seja, uma vitrine da produção local que contrasta com o padrão industrial que a lei agora pretende combater.

    Fábrica familiar produz acima do exigido

    A Da Cruz Chocolate, única fábrica do segmento na Região Metropolitana de Belém, fica no bairro do Atalaia, em Ananindeua. O chocolateiro e agrônomo Flávio Cruz afirma que o produto com menor percentual de cacau que a empresa fabrica chega a 56%. Para ele, a nova lei beneficia tanto o produtor quanto o consumidor.

    O filho Samuel Cruz, responsável pela área comercial e pelas visitas guiadas à fábrica, diz que a legislação muda pouco na rotina deles. “O chocolate de verdade tem propriedades importantes para a saúde. Chocolate não é só porcentagem. É origem, é terroir, é fermentação bem feita, é respeito ao produtor e sabor real”, afirma.

    Ao lado da fábrica, a família mantém uma área de cultivo de cacau livre de agrotóxicos e enriquecida com espécies florestais nativas. A diretora-geral Chiara Cruz explica que a maior parte da amêndoa vem de produtores externos que adotam os mesmos critérios. “Compramos de produtores que tratam a amêndoa da forma como a gente trabalha”, diz.

    Estado já colhe prêmios internacionais

    O secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Giovanni Queiroz, lembra que o cacau paraense cultivado em sistema agroflorestal já rendeu ao estado premiações nacionais e internacionais. Ele destaca que o principal impacto da lei para o Pará não está nas exigências de fabricação, que os produtores locais já cumprem. Mas no aumento da demanda por amêndoas.

    “A legislação trouxe boas expectativas aos produtores do Pará. Quanto maior o consumo, maior a participação no lucro do chocolate vendido. Isso favorece o consumidor e o pequeno produtor”, observa. O secretário também aponta uma mudança no perfil do consumidor: “Muita gente hoje opta por chocolates com percentuais entre 40% e 80%. Essa legislação é boa para quem produz e para quem consome.”

    Indústria terá que reformular produtos

    Para o professor Jesus Nazareno Souza, coordenador do Centro de Valorização de Compostos Bioativos da Amazônia (CVACBA), da UFPA, a lei atinge principalmente a grande indústria, não os chocolateiros artesanais, que já trabalham com chocolate fino. “A indústria vai ter que usar mais cacau. E não vai ter mais aquele negócio de ‘sabor chocolate’: terão que colocar cacau de verdade para poder usar o nome”, ressalta.

    O engenheiro agrônomo Ivaldo Santana, coordenador do Procacau da Sedap e do Festival Internacional do Chocolate e do Cacau, reforça a avaliação. “A legislação beneficia o produtor de amêndoa, pois quem fabrica chocolate terá que comprar mais para garantir os 35% mínimos. Isso beneficia muito o produtor paraense e o brasileiro como um todo”, diz. Santana é direto ao apontar o alvo real da lei: “Essa legislação só serve para aquelas grandes marcas que usam pouco chocolate nos seus produtos. O nosso chocolate artesanal produzido no Pará nunca usou menos de 35%.”

  • Pescador encontra animal misterioso e mestre da camuflagem em Rondônia

    Pescador encontra animal misterioso e mestre da camuflagem em Rondônia

    Um registro inusitado feito pelo pescador João Cordeiro chamou atenção nas redes sociais e despertou a curiosidade de moradores da região amazônica. Durante uma pescaria, ele avistou um animal diferente no alto de uma árvore. A aparência incomum confundiu o pescador logo no primeiro momento: o bicho parecia uma mistura de águia com preguiça.

    Entretanto, depois de observar melhor o animal, João percebeu que estava diante de uma espécie pouco conhecida popularmente, mas bastante presente na floresta amazônica: o chamado macaco-velho, famoso pela habilidade de se camuflar entre os galhos.

    “No início eu achei que era uma preguiça, só que quando ele virou para trás e eu vi o tamanho do rabo eu falei: ‘Não, bicho preguiça não pode ser’. Fiquei curioso, voltei para casa, e mostrei para uns amigos e uns falaram para mim que era um macaco aqui da nossa região”, relatou.

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    Animal vive escondido nas copas das árvores

    Apesar do aspecto incomum e do nome curioso, o macaco-velho não é considerado uma espécie rara. De acordo com o biólogo Flávio Terassini, o primata vive em diferentes áreas da Amazônia, mas costuma passar despercebido porque permanece quase sempre nas copas das árvores.

    Além disso, o especialista explicou que esses animais normalmente vivem sozinhos ou em pequenos grupos. Eles evitam grandes aglomerações e raramente descem ao chão da floresta por medo de predadores.

    “Pode ser solitários ou em bandos de pequenos grupos, eles não vão ficar aglomerados com 50, 100 indivíduos. Eu já vi dois, três indivíduos próximos. Eles raramente descem no chão da floresta porque eles têm muito medo de ser predados por onças e jaguatiricas”, explicou o biólogo.

    Segundo Terassini, existem quase 500 espécies de primatas espalhadas pelo mundo. Somente na Amazônia, mais de 100 espécies vivem na floresta, incluindo o macaco-velho.

    Este animal habita a floresta amazônica em sua parte mais densa — (Foto: Ana Cotta/Flickr)

    Pelagem ajuda o macaco-velho a desaparecer na floresta

    O animal chama atenção principalmente pela pelagem espessa e pelos movimentos lentos. Essas características funcionam como uma estratégia natural de defesa, já que ajudam o primata a se misturar ao ambiente.

    De acordo com o biólogo, o visual do macaco lembra até uma roupa antiga coberta por musgos, o que reforça ainda mais sua capacidade de camuflagem.

    “Parece que ele está usando um echarpe ou uma roupa, um casaco de vovózinha. Então ele usa essa pelagem para se camuflar nas árvores, na natureza, então ele passa despercebido. Se ele percebe qualquer barulho, ele fica quietinho e a sua camuflagem dos pelos lembra muito o musgo ou, claro, uma roupa mais envelhecida, então por isso o nome é macaco-velho”, afirmou.

    Além dos frutos, o macaco-velho também se alimenta de insetos e pequenos invertebrados. Mesmo vivendo escondido entre os galhos, ele faz parte da cadeia alimentar da floresta e pode ser alvo de grandes predadores.

    “Lá na copa das árvores, a harpia, que é o gavião real, pode ser um predador. Algumas cobras como a jibóia e, às vezes, até mesmo a sucuri, pode sim se alimentar desse primata”, relatou Terassini.

  • Bioeconomia amazônica chega ao mercado

    Bioeconomia amazônica chega ao mercado

    A Amazônia tem mais de 11 mil empresas ligadas à bioeconomia. Elas geram 200 mil empregos diretos e quase 1 milhão de empregos indiretos nos nove estados da região. Os dados estão no livro Bioindústrias na Amazônia: contribuições para o desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal, lançado durante o Bioeconomy Amazon Summit (BAS), em Belém, na noite de quarta-feira.

    A publicação é resultado de parceria entre o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e também funciona como plataforma de inteligência de negócios.

    “Não é só um livro. É a reunião de trabalhos e também uma plataforma de BI, disponível para consulta e pesquisas”, disse Ricardo Araújo, analista de produtividade e inovação da ABDI.

    Para Gabriela Savian, diretora de políticas públicas do IPAM, o levantamento revela uma lógica produtiva diferente da industrial tradicional. “A publicação traz um diagnóstico aprofundado de um processo de indústria que não é necessariamente como a gente imagina, de uma fábrica com uma chaminezinha. É o processo de pensar como amazonizar a indústria, ao invés de industrializar a Amazônia”, afirmou.

    130 startups, da bebida de jambu ao aditivo de motor

    A terceira edição do BAS, realizada entre os dias 12 e 14 de maio em Belém, reuniu 130 startups do universo de 11 mil empresas. O portfólio inclui fabricantes de bebidas, cosméticos, alimentos, biofertilizantes, biojóias, bioaditivos para motores à combustão e serviços de regeneração de áreas degradadas.

    Foto: Flavia Bessa/Embrapa

    Entre os casos mais emblemáticos, a Apoema, sediada em Coroatá (MA), aposta no aproveitamento total do coco de babaçu. Além de atuar em alimentos e bebidas, a startup desenvolveu um aditivo para redução do consumo de combustível, testado em parceria com uma grande cervejaria brasileira.

    Outro destaque foi a Sinimbu. Fundada com foco na produção de um concentrado de jambu para drinks. A planta é conhecida pela dormência que provoca nos lábios, a empresa descobriu potencial em outros segmentos. A fundadora Tatiana Sinimbu criou o spray “tremidão”, voltado a prolongar o prazer durante a atividade sexual, e posicionou o produto como “estimulante sensorial”. As duas empresas participaram da primeira edição do evento, em 2023, e estão em fase de captação de recursos.

    Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

    O açaí também ganhou novos contornos no evento. A Maçaix atua na valorização do açaí de origem, conceito similar ao terroir do café e do vinho. A empresa desenvolveu processos para processar a fruta em até 12 horas após a colheita, preservando sabor e nutrientes e reduzindo o uso de açúcar. Em parceria com o Instituto Nacional de Tecnologia do Brasil, também criou tecnologia para extrair antioxidantes do caroço do açaí, subproduto ainda pouco aproveitado comercialmente.

    Hub de convergência

    Criado em 2023 pela KPTL e pela Kyvo, o BAS se consolidou como principal ponto de encontro da bioeconomia amazônica. O objetivo é facilitar o compartilhamento de soluções, acelerar negócios e conectar tecnologia, ciência e saberes tradicionais.

    Nas duas edições anteriores, o evento projetou soluções de mais de 300 empreendedores amazônicos para o mercado internacional. Nesta edição, participaram também 60 instituições, 30 representantes de comunidades tradicionais e iniciativas nas áreas de financiamento sustentável, inovação territorial, reflorestamento e cultura.

    O potencial econômico do bioma amazônico é estimado em aproximadamente US$ 140 bilhões.

  • Murici, babaçu e camu-camu: ingredientes amazônicos conquistam a indústria brasileira

    Murici, babaçu e camu-camu: ingredientes amazônicos conquistam a indústria brasileira

    Murici, bacaba, camu-camu, taperebá e bacuri. Ingredientes amazônicos até pouco tempo ignorados pelo mercado nacional avançam sobre prateleiras e formulações da indústria brasileira. O movimento ganha força com o apoio da Plataforma Digital da Floresta, desenvolvida pelo Instituto CERTI Amazônia, que conecta empresas a fornecedores de mais de 30 cadeias produtivas da sociobiodiversidade amazônica.

    Murici, também conhecido como Muruci. Foto: Divulgação

    Além de produtos já consolidados, como açaí e cacau, a plataforma reúne ingredientes ainda pouco explorados comercialmente, como vinagreira, taioba e taperebá. O interesse vem crescendo nos setores de alimentação, cosméticos e farmacêutico. Áreas que buscam insumos naturais diante de uma demanda global por sustentabilidade.

    Babaçu surpreende e lidera procura em 2025

    Entre os destaques de 2025, o babaçu registrou uma procura acima do esperado. A plataforma viabiliza a comercialização direta entre produtores e indústrias, oferece rastreabilidade dos produtos e aplica inteligência de dados à bioeconomia. O sistema analisa variáveis como produção, clima e disponibilidade de insumos para melhorar o planejamento das cadeias produtivas e aumentar a previsibilidade das safras.

    A Natura é uma das empresas que já utiliza essa tecnologia. A plataforma apoia a previsão de safras de castanha usadas nos produtos da companhia.

    Marco Giagio, diretor do Instituto CERTI Amazônia, apresentando a Plataforma Digital da Floresta. Foto: Divulgação

    “Isso garante maior estabilidade econômica às comunidades extrativistas e segurança de fornecimento para a indústria. Ao utilizar inteligência de dados aplicada à bioeconomia, conseguimos melhorar a organização da cadeia produtiva”, afirma Marco Giagio, diretor do Instituto CERTI Amazônia.

    Plataforma reúne três ferramentas e expande para o Sul e Sudeste

    A Plataforma Digital da Floresta opera com três soluções integradas: o Bioconex, hub de marketplaces para negociações entre produtores e compradores; o Vem de Onde, que garante a rastreabilidade dos produtos; e o BI da Floresta, responsável pela análise de dados e geração de inteligência para a tomada de decisões.

    Nos últimos anos, a plataforma passou a concentrar ofertas de dezenas de cadeias produtivas, permitindo que empresas identifiquem fornecedores, visualizem a origem dos produtos e negociem diretamente com produtores, cooperativas e associações da região. Provas de conceito realizadas em 2025 avaliaram a capacidade de fornecimento para mercados do Sul e Sudeste, abrindo caminho para ampliar a comercialização em outras regiões do país.

    “Ao estruturar essas conexões, a iniciativa fortalece as cadeias produtivas amazônicas e amplia a geração de renda para comunidades extrativistas, ao mesmo tempo em que facilita o acesso da indústria a novos insumos”, conclui Giagio.

  • Sucuri ou jacaré? Turistas confundem animal gigante em rio no Pantanal

    Sucuri ou jacaré? Turistas confundem animal gigante em rio no Pantanal

    Um grupo de turistas, que faziam um passeio por um rio no Pantanal sul-mato-grossense, foram surpreendidos ao se deparar com uma sucuri de grande porte a poucos metros da embarcação. A serpente, que havia ingerido recentemente uma presa, chegou a ser confundida com um jacaré devido ao seu tamanho.

    Visitantes encontram esses predadores o tempo todo nos rios do Pantanal, usados pra passeios e pesca. A sucuri, maior cobra do mundo, caça em silêncio e atinge até 9 metros, enquanto jacarés-açu dominam as corredeiras.

    Uma das turistas que estava no barco relatou a surpresa com o encontro: “Ganhei a viagem. Estou até tremendo. Tenho muito medo desse bicho, mas foi gratificante ver um animal desse tamanho, ainda mais se alimentando”, disse.

    Sucuri é confundida com jacaré por turistas no Pantanal (Foto: Reprodução/ Célio Araújo)

    Cena comum no Pantanal

    O guia Célio Araújo registrou o vídeo viral e explicou que o volume do animal resulta da ingestão recente de um cateto, o porco-do-mato que ele predou logo antes do encontro. Ele ainda afirmou que cenas assim não são incomuns no Pantanal.

    “Sempre estamos na expectativa de encontrar uma sucuri, e quando isso acontece é preciso ter muito cuidado. É um animal arisco, que teme o ser humano, mas não pode ser subestimado”, afirmou.

     

  • Conheça a curiosa cobra-papagaio, serpente que vive pendurada nas árvores

    Conheça a curiosa cobra-papagaio, serpente que vive pendurada nas árvores

    Imagine só: uma cobra que passa o dia inteiro enrolada num galho a 15 metros de altura, tem o corpo verde com manchas brancas, barriga amarela e, quando filhote, é alaranjada. Parece criação de roteirista, mas a cobra-papagaio é real, vive nas florestas tropicais da América do Sul e carrega uma série de características que deixam até os especialistas impressionados. Além disso, ela não precisa de veneno para matar.

    Uma cobra de visual impactante e nome à altura

    Seu nome científico é Corallus batesii e ela pertence à família Boidae, a mesma das jiboias e sucuris. No Brasil, ganhou o apelido de cobra-papagaio por razão óbvia: sua coloração intensa em verde e amarelo lembra diretamente a ave mais tradicional do país. Mais precisamente, boa parte do corpo é verde com manchas brancas e o ventre é amarelo, segundo o Instituto Butantan.

    Em termos de tamanho, não há como ignorá-la. A cobra-papagaio pode chegar a até 2 metros de comprimento, o que a coloca entre as serpentes de porte médio-grande do continente. Apesar da aparência imponente, ela não é peçonhenta, ou seja, não possui veneno. Mas isso não significa que seja inofensiva para as suas presas.

    Sem veneno, mas com técnica mortal

    A ausência de veneno não representa nenhuma desvantagem para a cobra-papagaio na hora de caçar. Ela adota a mesma estratégia das sucuris e jiboias: a constrição. A serpente se enrola em torno da presa e aperta com força suficiente para impedir a respiração, matando o animal antes de devorá-lo. Eficiente, silenciosa e mortal, sem precisar inocular uma única gota de toxina.

    Com hábitos noturnos, a cobra-papagaio desce ao solo ao anoitecer para caçar marsupiais como gambás, roedores, morcegos e até algumas aves. Durante o dia, o comportamento é completamente diferente: ela sobe e permanece imóvel nos galhos mais altos, em repouso e camuflada. Suas pupilas verticais são adaptadas para enxergar melhor no escuro e regular a luminosidade.

    A cobra-papagaio muda de cor conforme cresce para garantir camuflagem perfeita em cada etapa da vida — (Foto: Divulgação/Instituto Butantan)

    A vida nas alturas: o hábito que mais surpreende

    Enquanto a maioria das cobras raseja pelo chão, a cobra-papagaio escolheu outro endereço. Ela é mais comumente encontrada no topo de grandes árvores, chegando a se instalar por horas em galhos a alturas de 12 a 15 metros, de acordo com o Instituto Butantan. Esse comportamento arborícola é raro entre as serpentes e contribui muito para o fascínio que a espécie desperta.

    A cobra-papagaio é endêmica de regiões com alta umidade arbórea, especialmente a floresta amazônica, e pode ser encontrada no Brasil, Peru, Suriname, Guiana, Colômbia, Venezuela e Equador. Em casos excepcionais, também aparece em áreas mais secas como savanas ou florestas secas de outras partes da América do Sul, sobretudo em períodos de seca, quando desce ao solo em busca de água.

    Uma cobra que muda de cor ao longo da vida

    Talvez a característica mais surpreendente da cobra-papagaio seja a transformação que ela passa ao longo do ciclo de vida. Quando filhote, ela não tem nada de verde. Nessa fase, possui coloração alaranjada para se disfarçar nos galhos finos e mais baixos das árvores, onde ainda não consegue subir. Conforme cresce e passa a habitar as partes mais altas das copas, a coloração vai se transformando progressivamente. À medida que se tornam adultas e alcançam as partes com folhagem, ficam cada vez mais verdes para se camuflar entre as folhas.

    Essa adaptação cromática ao longo da vida é uma estratégia sofisticada de sobrevivência. Cada fase do desenvolvimento exige uma camuflagem diferente porque o ambiente acessível ao animal muda conforme ele cresce. Nenhuma cor é aleatória: cada tom é uma resposta precisa ao ambiente e ao estágio de vida da serpente.

    Para quem se interessa por fauna silvestre, a cobra-papagaio é um lembrete de que a Amazônia ainda guarda animais cuja biologia rivaliza com qualquer ficção científica. Bela, letal à sua maneira e capaz de se reinventar ao longo da vida, ela é uma das joias menos conhecidas da biodiversidade brasileira.

  • Único batalhão do mundo que usa búfalo como viatura fica no Brasil

    Único batalhão do mundo que usa búfalo como viatura fica no Brasil

    Imagine uma ocorrência policial numa área alagada, com lama no joelho e nenhuma estrada à vista. A viatura para na beira do campo. A moto afunda. O barco não tem profundidade suficiente para navegar. É exatamente nesse cenário, que se repete todo ano durante o período chuvoso na Amazônia, que o 8º Batalhão da Polícia Militar do Pará encontrou uma solução que nenhum outro lugar do mundo teve: mandar um búfalo.

    O policiamento com búfalos existe há mais de três décadas na ilha de Marajó, mas foi oficializado em 2021 pelo 8º Batalhão da Polícia Militar. A unidade, considerada única no mundo nessa modalidade, mantém sete búfalos em serviço ativo e reserva dez policiais exclusivamente para esse tipo de patrulhamento. No entanto, quase todo o efetivo sabe montar, e não é por acaso: 80% dos militares nasceram no próprio arquipélago.

    A geografia que obrigou a criatividade

    Soure, a chamada “Pérola do Marajó,” tem cerca de 25 mil habitantes e fica a apenas 80 km de Belém, mas poderia estar em outro mundo em termos de infraestrutura. A cidade é banhada por rios e concentra muitas áreas de difícil acesso, o que limita o alcance de motocicletas e viaturas operacionais em determinadas ocorrências.

    O policiamento com búfalos não é apenas atração turística na área urbana. Nas zonas alagadas, que se tornam intrafegáveis em certos períodos do ano, nem a pé, nem de moto, nem de viatura, nem mesmo de embarcações menores é possível circular. O búfalo vai onde nenhum veículo chega.

    “É um policiamento totalmente adaptado às condições geográficas da região do Marajó Oriental. Uma região que, na época do inverno, tem alagamentos. Com isso, a viatura e a moto não conseguem percorrer, e onde elas não conseguem, tanto o búfalo quanto o cavalo são meios de deslocamento do policial até áreas de difícil acesso”, explica a tenente-coronel Christine Pinheiro, comandante do 8º BPM.

    Um animal que pesa 590 kg e não afunda

    O búfalo não é um substituto improvisado, mas uma escolha técnica. O animal, que pesa em média 590 quilos, consegue se locomover em terrenos e áreas alagadas devido à força e à tração das patas. Além disso, os cascos resistentes não apodrecem com a umidade, o que garante durabilidade nas longas patrulhas. Os búfalos também conseguem buscar alimento debaixo d’água, o que lhes dá energia constante durante o serviço.

    Os animais passam por um processo de seleção e treinamento rigoroso. Apenas quando o búfalo chega à fase adulta e apresenta bom desempenho nos treinos em áreas alagadas é que se torna apto ao serviço policial militar. O treinamento é conduzido pelos próprios policiais nativos da região, que cresceram com o animal e entendem seu comportamento.

    “A nossa região pede que o policial saiba montar e atuar com búfalos, porque os municípios do Marajó, como Soure, Cachoeira do Arari e Salvaterra, possuem várias áreas alagadas”, afirmou o sargento Manoel Vitelli Júnior, integrante do 8º Batalhão.

    O búfalo no Marajó tem raiz histórica

    A presença do búfalo no arquipélago não começou com a polícia. Nos anos 1890, um fazendeiro de Soure chamado Vicente Chermont de Miranda viajou pela Itália, viu o potencial do animal e trouxe os primeiros exemplares para a ilha. De lá para cá, o rebanho cresceu de forma impressionante. Segundo dados do IBGE de 2021, o Pará concentrava cerca de 620 mil cabeças de búfalo, o equivalente a 40% do total nacional, com mais de 430 mil delas apenas na ilha do Marajó.

    Assim, o búfalo foi deixando de ser apenas um animal de produção para se tornar símbolo cultural. No Marajó, ele está presente na culinária, no policiamento, na produção de couro, nas apresentações culturais e no ambiente familiar dos moradores. O brasão do próprio 8º Batalhão traz a imagem do animal, e em 2023 o búfalo do Marajó chegou ao Carnaval carioca, inspirando o enredo da escola Paraíso do Tuiuti no Rio de Janeiro.

    Segurança que virou vitrine

    O policiamento montado resolve um problema logístico real, mas gerou outro resultado. De quinta a domingo, os militares levam os animais até o porto de Soure para receber turistas de vários estados e de outros países. Muitos visitantes buscam a ilha justamente para ver de perto esse policiamento inusitado.

    O comandante do 8º Batalhão, tenente-coronel Wilson Carlos de Araújo Filho, destaca que o búfalo aproxima a PM tanto do turista quanto da população local. O animal é símbolo do Marajó, e o policiamento ostensivo se alinha a esse aspecto cultural da região.

    A professora Ana Paula, moradora de Soure, resume o que muitos vizinhos sentem: “Esse policiamento é interessante e único, porque nas outras cidades não é comum a gente ver búfalos no meio da rua, muito menos sendo utilizado no serviço policial. Eu costumo ver todos os dias os policiais e isso me deixa tranquila e me traz a sensação de segurança.”

    No fundo, o 8º Batalhão transformou uma limitação geográfica em estratégia. A Amazônia impõe suas regras. A polícia aprendeu que a melhor resposta para um terreno impossível nem sempre está num manual de segurança pública. Às vezes, está no pasto ao lado do batalhão, pesando 590 quilos e esperando a próxima ronda.

     

  • Sem crédito, sem escala: a solução que muda a produção de borracha na Amazônia

    Sem crédito, sem escala: a solução que muda a produção de borracha na Amazônia

    A cadeia da borracha na Amazônia sempre esbarrou nos mesmos obstáculos. Falta crédito, sobra incerteza, e a produção acaba ficando aquém do potencial. Agora, um arranjo que avança no interior do Amazonas começa a mexer nessa lógica e chama atenção pelos resultados recentes.

    Presente em cinco municípios, Manicoré, Eirunepé, Pauini, Barcelos e Canutama, o chamado Arranjo da Borracha ganhou tração nos últimos ciclos e vem se consolidando como uma alternativa prática para estruturar a sociobioeconomia na região.

    Crescimento que chama atenção

    Entre as safras 2022/2023 e 2024/2025, o número de negócios comunitários envolvidos subiu de sete para onze. Esse avanço não ficou só no papel. Na safra mais recente, o arranjo movimentou cerca de R$ 3,1 milhões e beneficiou diretamente 636 famílias extrativistas.

    Na prática, isso significa mais previsibilidade de renda em um setor historicamente marcado por instabilidade. Além disso, indica que a organização coletiva começa a reduzir um problema crônico da região: a dificuldade de acessar mercados de forma consistente.

    O crédito que muda o jogo

    O ponto central do modelo está no chamado crédito educativo. Diferente de linhas tradicionais, ele está vinculado a contratos de venda. Assim, as associações conseguem capital de giro antes da entrega da produção.

    Isso resolve gargalos antigos. Entre eles, a falta de escala, os custos logísticos elevados e, principalmente, a ausência de previsibilidade. Com o financiamento alinhado à comercialização, o risco diminui e o planejamento melhora.

    A Conexsus lidera essa estrutura, oferecendo o crédito a custo zero e articulando parceiros que entram com capital para reduzir riscos e sustentar a operação.

    Um dos mecanismos mais relevantes do arranjo é o uso da conta escrow. Nela, o comprador deposita o pagamento da produção, mas o dinheiro só é liberado conforme as condições acordadas previamente.

    Esse detalhe técnico faz diferença. Ele aumenta a transparência, reduz conflitos e cria um ambiente mais seguro para ambos os lados. Para o produtor, significa menos risco de inadimplência. Para o comprador, maior controle sobre a entrega.

    Mais do que financiamento

    O modelo não se limita ao crédito. Ele inclui capacitação em gestão, protocolos comerciais e adequação a padrões de mercado, como rastreabilidade e indicadores socioambientais.

    Na safra 2025/2026, o arranjo avançou mais um passo com a implementação de um protocolo de gestão que permite liberar recursos conforme a demanda de cada negócio comunitário. Os repasses ocorrem entre agosto e dezembro, acompanhando o ritmo produtivo local.

    Esse processo é monitorado pelo programa Veredas, que acompanha o uso dos recursos e reforça a sustentabilidade das operações.

    Um sinal para a sociobioeconomia

    Ao conectar conhecimento tradicional com exigências de mercado, o Arranjo da Borracha reposiciona uma cadeia histórica da Amazônia. Mais do que aumentar a produção, ele reorganiza a forma como o valor circula.

    Pedro Frizo, diretor da Conexsus, resume o impacto: “Entendemos o Arranjo da Borracha como caso exemplar de conexão entre negócios comunitários e empresas compradoras, onde o crédito educativo, acompanhado de assistência técnica e financeira, têm o potencial de fortalecer as organizações e expandir significativamente a sua capacidade de geração de renda.”

    O que está em jogo vai além da borracha. O modelo começa a mostrar que, quando crédito, mercado e organização caminham juntos, até cadeias consideradas estagnadas podem ganhar novo fôlego.

  • Lula usa palco da Alemanha para defender agronegócio e biocombustíveis

    Lula usa palco da Alemanha para defender agronegócio e biocombustíveis

    Na maior feira industrial do mundo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi ao centro da Europa para defender o agronegócio brasileiro. Um setor que, em grande parte, não o apoia politicamente. No domingo (19), durante a cerimônia de abertura da Hannover Messe, em Hannover, Alemanha, Lula atacou as barreiras comerciais que a União Europeia impõe aos biocombustíveis brasileiros e cobrou o fim do que chamou de “narrativas falsas” sobre a sustentabilidade da agricultura nacional.

    Foto: Ricardo Stuckert

    “É preciso combater narrativas falsas a respeito da sustentabilidade da nossa agricultura”, disse o presidente à plateia de industriais e executivos reunidos no evento. “Criar barreiras adicionais a um acerto de biocombustíveis é contraproducente, tanto do ponto de vista ambiental quanto do ponto de vista energético.”

    Brasil como vitrine do agronegócio e da energia limpa

    Lula apresentou o Brasil como um fornecedor estratégico de energia limpa para a Europa. “O Brasil pode ajudar a União Europeia a diminuir o custo de energia e descarbonizar as coisas. Para isso, é essencial que as regras do bloco levem em conta a matriz energética limpa utilizada em nossos processos produtivos”, afirmou.

    O presidente detalhou os percentuais de mistura já adotados internamente, 30% de etanol na gasolina e 15% no biodiesel, e garantiu que o Brasil produz biocombustíveis sem comprometer a produção de alimentos ou o desmatamento. Para reforçar o argumento ambiental, citou dados dos últimos três anos: redução de 50% no desmatamento da Amazônia e de 32% no Cerrado, com compromisso de chegar ao desmatamento zero até 2030.

    A referência histórica também entrou no discurso. Em 1980, na mesma feira e na mesma cidade, a Volkswagen e a Mercedes apresentaram motores movidos a etanol. E Lula estava preso pelo regime militar por liderar as greves do ABC, movimento que atingiu diretamente empresas alemãs. “Exatamente em 19 de abril”, lembrou, arrancando aplausos da plateia. O comentário sobre as montadoras rendeu nova rodada de palmas.

    Acordo UE-Mercosul no centro da agenda

    O acordo UE-Mercosul, com entrada em vigor parcial prevista para 1º de maio, foi outro tema central do discurso. Lula destacou que o pacto “cria um mercado de quase 720 milhões de pessoas e PIB de US$ 22 trilhões” e argumentou que mais comércio e investimentos geram empregos e reforçam a estabilidade das cadeias de suprimentos globais.

    Foto: Ricardo Stuckert

    Na Alemanha, além da Hannover Messe, a agenda prevê a assinatura de cerca de dez acordos em áreas como defesa, inteligência artificial, inovação, infraestrutura, pesquisa climática, energia, bioeconomia, economia circular, financiamento climático e cooperação tecnológica. A Alemanha é a maior economia da Europa e a terceira do mundo. Além de ser a quarta maior parceira comercial do Brasil, com corrente de comércio de US$ 20,9 bilhões em 2025 e estoque de investimentos diretos estimado em US$ 38,5 bilhões em 2024.

    Viagem pela Europa com 14 ministros na comitiva

    A viagem começou em Barcelona, onde a agenda de Lula incluiu encontros reservados com empresários brasileiros e espanhóis nos setores de energia, agronegócio, telecomunicação, transporte, infraestrutura e finanças. O governo também assinou com a Espanha um memorando de cooperação sobre a exploração de minerais críticos e terras raras.

    Ao todo, 14 ministros integram a comitiva brasileira ao longo da viagem. Hoje, segunda-feira (20), Lula visita a feira ao lado do chanceler Friedrich Merz e, à tarde, segue para Wolfsburg, sede da Volkswagen, acompanhado de três líderes sindicais. A viagem se encerra na terça (21), com escala em Lisboa, onde Lula se reúne com o primeiro-ministro português.

    Lula desembarcou no Palácio de Herrenhausen no domingo e recebeu honras de chefe de Estado de Merz antes de participar da cerimônia de abertura da feira, que culminou com um jantar oficial com figuras do mundo empresarial.

    O Brasil aparece pela segunda vez como país homenageado da Hannover Messe. Que apresenta este ano o tema “The Industry of Today”, destacando seus pontos fortes em digitalização, energia renovável, recursos naturais e sustentabilidade.