Tag: agro brasileiro

  • CropLife Brasil anuncia Ana Repezza como nova presidente

    CropLife Brasil anuncia Ana Repezza como nova presidente

    A CropLife Brasil (CLB) oficializou nesta segunda-feira (4) a nomeação de Ana Repezza como nova presidente da entidade. A executiva assume o cargo com a missão de ampliar o diálogo institucional, impulsionar pautas regulatórias estratégicas e fortalecer a presença do agronegócio brasileiro nos debates internacionais sobre inovação agrícola.

    Repezza passa a atuar a partir do escritório da associação em Brasília (DF) e lidera a articulação dos quatro segmentos representados pela CLB: defensivos químicos, bioinsumos, sementes e biotecnologia.

    Com mais de 25 anos de experiência, a nova presidente construiu carreira em comércio exterior, relações institucionais e atração de investimentos. Ao longo da trajetória, atuou na formação de consensos em ambientes complexos, tanto no Brasil quanto no exterior, o que reforça seu perfil estratégico para ampliar a competitividade do agro brasileiro.

    “Quero fortalecer o diálogo produtivo que a CropLife já mantém com o governo, no Executivo e no Legislativo. Temos desafios relevantes este ano, com impactos econômicos no setor de insumos, que afetam diretamente a pesquisa e a segurança jurídica”, afirma Ana Repezza.

    Relevância global

    A executiva destaca que o Brasil reúne condições únicas para ampliar sua relevância global, não apenas como exportador de alimentos, mas também como referência em ciência aplicada à agricultura tropical.

    Entre as prioridades da nova gestão estão o incentivo à adoção de tecnologias sustentáveis no campo, a valorização das boas práticas agrícolas e o fortalecimento do papel do país em discussões internacionais sobre segurança alimentar e inovação. “Quero contribuir para que o Brasil avance como protagonista na inovação agrícola global”, reforça.

    O Conselho de Administração da CropLife Brasil conduziu a escolha de Repezza por meio de um processo estruturado, com foco no fortalecimento estratégico da entidade. Durante a transição, a diretoria atuou em modelo colegiado sob supervisão do conselho.

    Trajetória

    Ana Paula L. A. Repezza é mestre em Gestão Internacional pela University of London e possui MBA em Negócios Internacionais e Comércio Exterior pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Também conta com especialização em Globalização e Desenvolvimento Socioeconômico pelo World Trade Institute, da Universidade de Berna, na Suíça. E graduação em Administração pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

    Antes de assumir a presidência da CLB, liderou a Diretoria de Negócios da ApexBrasil, onde coordenou mais de 50 missões comerciais internacionais na América Latina, África e Ásia. Também atuou como secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), com foco na formulação de políticas comerciais e regulação de bens agrícolas e industriais.

    A CropLife Brasil reúne empresas, especialistas e instituições que atuam na pesquisa e no desenvolvimento de tecnologias voltadas à produção agrícola sustentável. A entidade concentra sua atuação em quatro áreas: defensivos químicos, bioinsumos, biotecnologia e germoplasma.

  • Irrigação inteligente ganha espaço com pressão por alimentos

    Irrigação inteligente ganha espaço com pressão por alimentos

    A Valley, marca da Valmont Industries, colocou a irrigação no centro do debate sobre o futuro da produção agrícola durante apresentação realizada em 29 de abril de 2026, na Agrishow. Na ocasião, a empresa apontou que o avanço da população mundial e a pressão por alimentos exigem aumento consistente de produtividade. Além disso, destacou que a tecnologia no campo será decisiva para atender essa demanda crescente.

    A análise foi conduzida por Cristiano Del Nero, diretor-presidente da Valley no Brasil, que apresentou o cenário global. Segundo ele, a população mundial deve atingir 10,4 bilhões de pessoas até 2100. Dessa forma, a necessidade de produção agrícola tende a crescer de maneira contínua. Ao mesmo tempo, o consumo de energia também avança. Nesse sentido, as fontes renováveis se destacam pelo crescimento acelerado nas últimas décadas.

    No Brasil, a Valley ressaltou o protagonismo do país no mercado internacional de commodities. Atualmente, o país lidera a produção e exportação de produtos como soja e açúcar. Além disso, ocupa posições relevantes em milho, algodão, etanol e proteína animal. No entanto, o ambiente econômico segue desafiador. Em especial, as margens dos produtores vêm sendo pressionadas entre 2023 e 2025, tanto no Sul quanto no Cerrado.

    Cristiano Del Nero, diretor-presidente da Valley no Brasil – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Valley aposta em tecnologia para sustentar crescimento

    A estratégia da Valley, segundo Jonas Proença, diretor de Marketing e Desenvolvimento de Rede da empresa, está diretamente ligada ao aumento de produtividade sem expansão de área. Nesse contexto, o executivo ressaltou que o Brasil saiu de cerca de 1 tonelada por hectare, em 1977, para aproximadamente 4 toneladas por hectare em 2023. Como resultado, o país evitou a abertura de cerca de 230 milhões de hectares.

    Além disso, Proença afirmou que essa evolução deve continuar até 2030. Isso porque o avanço será impulsionado pelo uso intensivo de tecnologia e pela recuperação de áreas degradadas. Dessa maneira, a irrigação ganha protagonismo ao permitir maior eficiência no uso da terra. Ao mesmo tempo, viabiliza múltiplas safras na mesma área.

    Atualmente, o Brasil possui 851,5 milhões de hectares, com predominância de pastagens. Portanto, o crescimento da produção depende mais de eficiência do que de expansão territorial. Nesse cenário, a irrigação surge como ferramenta central para ampliar o uso produtivo das áreas já disponíveis.

    Irrigação inteligente reduz custos e aumenta produção

    As soluções da Valley em irrigação por pivô central foram apresentadas como um dos principais caminhos para enfrentar a variabilidade climática. De acordo com André Stanciola, gerente de Desenvolvimento de Negócios da empresa, a tecnologia permite elevar a produtividade e garantir maior previsibilidade. Além disso, contribui para o uso racional dos recursos naturais.

    Os ganhos são expressivos. Por exemplo, em áreas irrigadas, a produtividade pode aumentar até 100% em frutas. Da mesma forma, culturas como milho e cereais registram crescimento superior a 70%. Já soja, café e cana também apresentam incrementos relevantes. Consequentemente, a irrigação possibilita mais de uma safra na mesma área, o que amplia o retorno econômico ao produtor.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Outro ponto enfatizado pela Valley foi a integração com conectividade. Nesse sentido, sistemas digitais permitem reduzir o uso de água em até 20%. Além disso, o consumo de energia pode cair até 30%. Ao mesmo tempo, a automação reduz a necessidade de mão de obra em até 80%. Com isso, o produtor passa a contar com monitoramento contínuo das operações.

    Por fim, a presença global da Valley também foi destacada. A empresa conta com 375 distribuidores e mais de 548 mil pivôs instalados no mundo. Desse total, cerca de 47% pertencem à marca. Assim, a companhia reforça sua estratégia de consolidar um ecossistema integrado, que combina equipamentos, dados e gestão.

    Diante desse cenário, a Valley indica que deve ampliar sua atuação no Brasil. Para isso, aposta na irrigação inteligente como base para unir produtividade, eficiência e sustentabilidade no agronegócio.

  • Controle 3D redefine eficiência na lavoura

    Controle 3D redefine eficiência na lavoura

    A Caterpillar apresentou, na Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), um conjunto de máquinas, tecnologias e serviços voltados ao aumento da produtividade no campo. A empresa também destacou soluções para reduzir custos operacionais. Entre os principais lançamentos estão a miniescavadeira Cat 307, exibida pela primeira vez no evento, e a nova geração da motoniveladora Cat 140, equipada com sistema de nivelamento 3D.

    Segundo Artur Bullio, diretor de Vendas da Caterpillar, a estratégia da companhia vai além da oferta de equipamentos. “A força da Caterpillar vai muito além das máquinas: ela está na combinação entre potência comprovada, tecnologia e soluções pensadas para dar suporte ao produtor rural brasileiro em cada etapa da operação com eficiência, confiança e produtividade”, afirmou.

    No estande F17A, a fabricante apresentou a miniescavadeira Cat 307. O modelo foi projetado para aplicações de alta produtividade. Além disso, oferece baixo consumo de combustível. A estrutura reforçada contribui para maior durabilidade. Com isso, o equipamento reduz o custo operacional no campo.

    Por outro lado, a motoniveladora Cat 140 da nova geração surge como destaque tecnológico. A máquina traz melhorias em conforto e visibilidade. A cabine foi ampliada e recebeu maior área envidraçada. Dessa forma, o operador ganha melhores condições de trabalho. Ao mesmo tempo, o modelo está preparado para tecnologias embarcadas.

    O principal diferencial é o sistema Cat Grade 3D. A tecnologia automatiza o controle da lâmina. Assim, permite maior precisão no nivelamento. Como resultado, há redução de retrabalho e menor número de passadas. Além disso, diminui a necessidade de intervenção do operador.

    Portfólio inclui novas carregadeiras compactas

    A Caterpillar também apresentou novas carregadeiras compactas. Entre elas, os modelos Cat 914 e Cat 920. As máquinas combinam agilidade e versatilidade. Ao mesmo tempo, mantêm elevada capacidade de carga. O engate rápido facilita a troca de implementos. Portanto, amplia as possibilidades de uso no campo.

    Cat 140 – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    No modelo Cat 920, o pneu de maior dimensão melhora a tração. Consequentemente, o desempenho em operações agrícolas se torna mais eficiente.

    Além das novidades, o estande reúne equipamentos já consolidados. Estão em exibição a carregadeira Cat 924 e a retroescavadeira Cat 416 com joystick. Também aparecem as minicarregadeiras 250 e 260. A lista inclui ainda as miniescavadeiras 303.5 e 302.7, a escavadeira 320 GC e o trator de esteira D4. Completam o portfólio a carregadeira 950GC, o motor C18 e o gerador DE 55GC.

    A marca SEM participa com as carregadeiras 618D e 636D. Além disso, apresenta a motoniveladora 919. Dessa forma, amplia a presença da companhia em diferentes segmentos.

    Serviços ampliam controle da operação

    No campo dos serviços, a empresa destacou soluções voltadas à gestão de frota. A plataforma VisionLink permite monitoramento remoto em nuvem. Com isso, o produtor consegue rastrear equipamentos e otimizar o uso. Além disso, a ferramenta contribui para aumentar o tempo de atividade das máquinas.

    Outro destaque é o programa Consumo Garantido de Combustível. A iniciativa completa 10 anos. O programa oferece garantia de eficiência por até dois anos ou 4 mil horas. Assim, permite maior previsibilidade de custos e melhor planejamento operacional.

    Além disso, o serviço Hose Hub reforça o suporte em campo. A solução permite a substituição e o reparo de mangueiras hidráulicas diretamente no local de trabalho. Como resultado, reduz o tempo de parada das máquinas.

    “Em mais um ano de Agrishow, buscamos entender as reais necessidades do nosso cliente e entregar soluções robustas que apoiem a produtividade, a eficiência operacional e o retorno real para o negócio”, destacou Bullio.

  • Conectividade e automação aceleram evolução no campo

    Conectividade e automação aceleram evolução no campo

    A Massey Ferguson apresentou, nesta segunda-feira (27), durante a abertura da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), um amplo pacote de soluções que marca seus 65 anos de atuação no Brasil. A apresentação foi conduzida por Luis Felli, head global da Massey Ferguson e vice-presidente sênior da AGCO; Rodrigo Junqueira, vice-presidente da Massey Ferguson para a América Latina; e Breno Cavalcanti, diretor de marketing da marca. O conjunto de novidades reúne máquinas, plataformas digitais e tecnologias voltadas à eficiência operacional, conectividade e sustentabilidade no campo.

    Além disso, a trajetória da Massey Ferguson no Brasil acompanha a evolução da agricultura nacional. Antes mesmo da instalação da primeira fábrica, em 1961, a marca participou da primeira colheita mecanizada do país, em 1939. Desde então, esteve presente em marcos como a expansão do plantio direto e o avanço da agricultura de precisão. Atualmente, a companhia soma mais de 400 concessionárias na América Latina, sendo mais de 200 no Brasil, além de unidades industriais estratégicas na região.

    Nesse sentido, os executivos destacaram que o novo ciclo do agronegócio exige operações mais conectadas, automatizadas e orientadas por dados. Por isso, a empresa anunciou 11 lançamentos que integram máquinas, tecnologia e serviços em um ecossistema digital.

    Máquinas e tecnologia impulsionam nova fase do campo

    Entre os principais destaques, o trator MF 9S surge como o maior e mais potente da marca no Brasil, com modelos que chegam a 425 cv. Além disso, o equipamento incorpora soluções de automação, como piloto automático, manobras automatizadas e telemetria, ampliando o controle das operações e reduzindo falhas no campo.

    No plantio, por exemplo, a plantadeira Momentum, nas versões de 30 e 40 linhas, integra tecnologias como distribuição inteligente de peso e controle de insumos. Dessa forma, o sistema garante maior uniformidade na profundidade de plantio e pode gerar ganhos reais de produtividade. Ao mesmo tempo, a logística evolui, já que o equipamento permite transporte sem desmontagem, reduzindo o tempo de deslocamento entre áreas.

    Já a digitalização ganha protagonismo com a plataforma FarmENGAGE, que permite a gestão integrada da operação agrícola em tempo real. Com isso, a solução reúne dados agronômicos e operacionais em um único ambiente, inclusive de máquinas de diferentes marcas, ampliando a capacidade de análise e tomada de decisão.

    O “Gigante” de 19 toneladas MF 9S

    Sustentabilidade, biocombustíveis e eficiência operacional

    Por outro lado, a sustentabilidade também ganha espaço entre os lançamentos. Um dos principais avanços é o desenvolvimento do motor AGCO Power movido a etanol, concebido no Brasil. Dessa maneira, a tecnologia surge como alternativa para redução de custos operacionais e emissões de carbono, podendo reduzir em até 90% as emissões de CO₂ equivalente.

    Além disso, a estratégia inclui a democratização da tecnologia no campo. As séries de tratores MF 5M e MF 6M passam a incorporar recursos como piloto automático e conectividade, ampliando o acesso à agricultura de precisão para produtores de pequeno e médio porte. Ao mesmo tempo, o MF 3700 se posiciona como uma solução versátil para diferentes sistemas produtivos.

    Na pulverização, por sua vez, o pulverizador MF 500R incorpora tecnologias de controle automático de seções e monitoramento em tempo real. Como resultado, garante aplicação mais precisa e reduz desperdícios de insumos, contribuindo para maior eficiência e sustentabilidade.

    Colheita, cana e nova máquina reforçam portfólio

    Além disso, a chegada da colheitadeira Gleaner ao Brasil amplia o portfólio com foco em versatilidade. O modelo apresenta um sistema de rotor transversal, que melhora o fluxo do material e preserva a qualidade dos grãos. Dessa forma, mantém desempenho estável mesmo em terrenos inclinados e em diferentes culturas.

    No setor sucroenergético, por outro lado, a marca apresenta soluções que cobrem todas as etapas da produção. Tratores, pulverizadores e enfardadoras aumentam a eficiência operacional e reduzem custos ao longo do ciclo da cana.

    Ao mesmo tempo, a colheitadeira MF 9005S reforça o foco em sustentabilidade, com sistemas que melhoram a distribuição da palha e favorecem o plantio direto. Já equipamentos como a enfardadora MF 2234 ampliam o aproveitamento da biomassa, contribuindo para geração de energia e redução de perdas.

    Conectividade e dados consolidam nova agricultura

    Por fim, a integração entre máquinas e plataformas digitais aparece como eixo central das soluções apresentadas. Tecnologias como telemetria, piloto automático e gestão de dados permitem monitoramento em tempo real, maior previsibilidade e redução de custos operacionais.

  • Agro entra em nova era com máquinas mais inteligentes

    Agro entra em nova era com máquinas mais inteligentes

    A apresentação de mais de 20 lançamentos voltados ao agronegócio marcou a manhã desta segunda-feira (27), primeiro dia da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP). A John Deere reuniu as novidades na “Casa John Deere” e mostrou soluções que envolvem máquinas, tecnologia digital, conectividade e serviços financeiros. O pacote prioriza ganho de produtividade, eficiência operacional e redução de custos no campo.

    O portfólio inclui mais de 25 equipamentos e soluções direcionadas a diferentes perfis de produtores. Entre os principais destaques aparecem as colhedoras de cana CH7 e CH9, além de plantadeiras, pulverizadores, colheitadeiras e tratores. Ao mesmo tempo, a empresa reforça o avanço da agricultura de precisão, com integração entre máquinas e dados.

    A estratégia apresentada na feira é sustentada por diferentes áreas da companhia. Estela Dias, gerente de Marketing Tático da John Deere para a América Latina, destaca a ampliação do acesso às tecnologias no campo. Já Isabela Aranovich, gerente de estratégia e inovação para sistemas de produção para a América Latina, reforça a importância da integração entre soluções ao longo da operação agrícola. Por sua vez, Rodrigo Iglesias, diretor de pós-venda e suporte ao cliente para a América Latina, enfatiza o acompanhamento contínuo ao produtor. Valério Wagner, diretor de marketing para a América Latina, aponta o foco em conectar inovação a resultados práticos.

    Plantio e pulverização ganham precisão e agilidade

    No plantio, a plantadeira DB Transportável reduz em mais de 90% o tempo de preparação para deslocamentos entre fazendas. Dessa forma, um processo que antes levava até dois dias passa a ser concluído em cerca de duas horas, o que amplia a eficiência logística e preserva a janela ideal.

    Já a linha 1200 FT amplia o acesso ao plantio de alta performance em pequenas e médias propriedades. Além disso, adapta-se a diferentes condições de terreno. No setor sucroenergético, o sistema ExactStand utiliza visão computacional para monitorar, em tempo real, a distribuição da cana e identificar falhas durante a operação.

    Na pulverização, a série 400R incorpora nova arquitetura eletrônica, motores de até 300 hp e barras de até 40 metros. Como resultado, o produtor reduz em até 10% o tempo de abastecimento e em até 50% o tempo de ajustes. Ao mesmo tempo, o sistema See & Spray aplica herbicidas apenas onde há plantas daninhas, o que pode gerar economia de até 93% no uso de insumos.

    Valério Wagner, diretor de marketing para a América Latina – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Colheita e cana avançam em eficiência operacional

    Na colheita de grãos, a nova plataforma de milho CR acompanha o avanço do etanol de milho no Brasil. O sistema realiza ajustes automáticos em tempo real, o que melhora o desempenho operacional. Já a colheitadeira S4 atua com eficiência em terrenos acidentados e áreas com menor espaço de manobra, além de sincronizar máquinas durante a operação.

    No segmento sucroenergético, as colhedoras CH7 e CH9 entregam avanços em eficiência e qualidade da matéria-prima. Testes indicam redução de até 20% nas impurezas vegetais, sem aumento de perdas. Além disso, há ganho no índice de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR). No modelo CH7, o consumo de combustível cai até 10% por tonelada colhida, o que impacta diretamente o custo operacional.

    Outro diferencial envolve os ajustes remotos por meio de plataforma digital. Com isso, o produtor padroniza configurações e responde mais rapidamente às condições do canavial.

    Máquinas, conectividade e serviços ampliam atuação

    A linha de tratores 5M chega ao mercado com modelos entre 85 e 120 cv, combinando robustez e foco em custo operacional. Já o trator 3041E atende propriedades que demandam versatilidade e menor porte. No segmento de construção, equipamentos como retroescavadeiras, motoniveladoras e escavadeiras ampliam a atuação no agronegócio.

    Além disso, os Pacotes de Atualização permitem modernizar máquinas em operação. As soluções incluem piloto automático, controle de insumos em tempo real e conectividade via satélite. Dessa forma, o produtor amplia o acesso à agricultura de precisão.

    Durante a feira, o Banco John Deere oferece condições especiais, com linhas alinhadas ao Plano Safra 2025/26. Ao mesmo tempo, o Consórcio Nacional John Deere, em parceria com a Randon Consórcios, surge como alternativa para aquisição de equipamentos, com parcelamento integral e flexibilidade de crédito.

  • Os tratores finlandeses estão revolucionando o campo brasileiro

    Os tratores finlandeses estão revolucionando o campo brasileiro

    O agronegócio brasileiro vive um novo momento de transformação. A chegada de tratores com tecnologia desenvolvida na Finlândia reforça o avanço da mecanização no campo e acelera o processo de modernização do setor.

    Esses equipamentos trazem soluções voltadas para eficiência operacional, conectividade e precisão nas atividades agrícolas. Com isso, produtores conseguem extrair mais produtividade sem a necessidade de expandir áreas cultivadas.

    Esse movimento acompanha uma tendência global: o uso intensivo de tecnologia como base para o crescimento sustentável do agro.

    Máquinas mais inteligentes e eficientes

    Os novos tratores incorporam sistemas avançados de controle, automação e gestão de dados. Na prática, isso permite operações mais precisas e redução de desperdícios.

    Tecnologias como transmissão inteligente, monitoramento em tempo real e integração com sistemas digitais ajudam a otimizar o uso de insumos e combustível.

    Além disso, estudos indicam que máquinas mais modernas podem reduzir significativamente os custos operacionais, especialmente com diesel e fertilizantes.

    Impacto direto na produtividade

    A adoção dessas tecnologias tem impacto direto na produtividade das lavouras.

    Com maior precisão nas operações, o produtor consegue melhorar o desempenho das culturas e aumentar a rentabilidade. Além disso, a redução de erros humanos contribui para uma produção mais eficiente.

    Outro ponto importante é a preservação do solo. Sistemas que distribuem melhor o peso das máquinas evitam compactação excessiva, o que favorece o desenvolvimento das plantas.

    Automação e futuro do campo

    O avanço tecnológico no campo não se limita apenas aos tratores tradicionais.

    Testes com máquinas autônomas já mostram resultados promissores no Brasil. Em algumas operações, a automação pode aumentar a produtividade em até 20% e reduzir o consumo de combustível em cerca de 10%.

    Brasil se consolida como potência tecnológica no agro

    A chegada de tecnologias internacionais reforça o posicionamento do Brasil como um dos principais mercados agrícolas do mundo.

    Além disso, o setor deve continuar crescendo impulsionado pela inovação. Projeções indicam que o agro brasileiro segue em expansão, com tecnologia sendo o principal motor desse avanço.

    Nesse contexto, a modernização da frota agrícola se torna estratégica para manter a competitividade global.

    Brasil se consolida como potência tecnológica no agro

    A chegada de tecnologias internacionais reforça o posicionamento do Brasil como um dos principais mercados agrícolas do mundo.

    Além disso, o setor deve continuar crescendo impulsionado pela inovação. Projeções indicam que o agro brasileiro segue em expansão, com tecnologia sendo o principal motor desse avanço.

    Nesse contexto, a modernização da frota agrícola se torna estratégica para manter a competitividade global.

  • Você sabia? O Nelore está em quase todo o rebanho brasileiro

    Você sabia? O Nelore está em quase todo o rebanho brasileiro

    Quando se fala em pecuária no Brasil, um nome aparece com força absoluta: o Nelore.

    Responsável por cerca de 80% do rebanho de corte nacional, a raça não apenas domina o campo, como também se tornou um dos maiores símbolos do agronegócio brasileiro. Mas, afinal, o que explica esse protagonismo?

    Uma raça que veio de longe e conquistou o Brasil

    Apesar de parecer totalmente brasileira, o Nelore tem origem na Índia. Os primeiros animais chegaram ao país ainda no século XIX e, desde então, passaram por um intenso processo de adaptação.

    Ao longo das décadas, criadores investiram em seleção genética e manejo, o que permitiu que a raça se ajustasse perfeitamente às condições do Brasil. Hoje, portanto, o Nelore é considerado essencial para o crescimento da pecuária nacional.

    Resistência que faz a diferença no campo

    Um dos principais fatores por trás do sucesso do Nelore está na sua capacidade de adaptação. Em um país de clima predominantemente tropical, essa característica se torna decisiva.

    A raça apresenta alta resistência ao calor e, além disso, maior tolerância a parasitas. Ao mesmo tempo, consegue manter bom desempenho mesmo em pastagens mais simples. Por isso, o Nelore se destaca justamente em regiões onde outras raças enfrentariam mais dificuldades.

    Eficiência que se transforma em lucro

    Além de resistente, o Nelore também se mostra altamente produtivo. Como resultado, isso impacta diretamente no bolso do produtor.

    Com o avanço do melhoramento genético, os animais passaram a ganhar peso mais rapidamente e, ao mesmo tempo, apresentar melhor desempenho reprodutivo. Consequentemente, o ciclo até o abate se tornou mais curto.

    Na prática, isso significa maior eficiência dentro da fazenda e, portanto, mais rentabilidade ao longo do tempo.

    O domínio em números

    Os números ajudam a entender a dimensão dessa liderança. Atualmente, cerca de 80% do rebanho de corte brasileiro possui genética Nelore, enquanto o país soma mais de 200 milhões de cabeças de gado.

    Além disso, a raça está presente em praticamente todas as regiões. Por esse motivo, torna-se impossível falar de pecuária no Brasil sem mencionar o Nelore.

    Tecnologia que impulsionou a raça

    Outro ponto fundamental para o crescimento do Nelore foi o investimento em tecnologia. Nos últimos anos, a pecuária brasileira avançou significativamente nesse aspecto.

    Técnicas como inseminação artificial e fertilização in vitro passaram a ser amplamente utilizadas. Dessa forma, os produtores conseguiram melhorar o padrão dos animais com mais rapidez e precisão.

    Como consequência, a raça passou a unir resistência e produtividade em um nível ainda mais elevado, algo essencial para o agro moderno.

    Mais que uma raça, um símbolo do agro

    Com o passar do tempo, o Nelore deixou de ser apenas um tipo de gado. Na verdade, passou a representar o próprio avanço do agronegócio brasileiro.

    Atualmente, a raça marca presença em leilões milionários, fazendas de alto padrão e grandes eventos do setor. Além disso, costuma estar associada ao crescimento econômico no campo, o que reforça ainda mais sua importância.

    Por que o Nelore domina o Brasil?

    O domínio da raça não aconteceu por acaso. Pelo contrário, ele resulta de uma combinação de fatores que trabalham em conjunto.

    A adaptação ao clima tropical, por exemplo, garante eficiência em diferentes regiões. Ao mesmo tempo, o baixo custo de manejo facilita sua adoção em larga escala. Soma-se a isso a alta produtividade e o avanço constante da genética.

    Assim, ao longo dos anos, o Nelore se consolidou como a base da pecuária brasileira e um dos pilares do agronegócio nacional.

  • Gigante: Júnior Friboi compra uma das maiores fazendas do Brasil

    Gigante: Júnior Friboi compra uma das maiores fazendas do Brasil

    O empresário Júnior Friboi voltou a movimentar o agronegócio brasileiro. Desta vez, ele adquiriu uma das maiores fazendas de confinamento do país e reforçou, ainda mais, sua presença no setor.

    Além disso, a compra chama atenção pelo momento estratégico. O mercado passa por mudanças importantes e, por isso, grandes investidores buscam alternativas mais eficientes para produzir.

    Expansão que reforça o poder no agro

    Com essa aquisição, Júnior Friboi amplia seu espaço no agronegócio e consolida sua atuação entre os grandes nomes do setor. Nos últimos anos, ele já vinha fortalecendo sua presença com investimentos relevantes.

    Ao mesmo tempo, o movimento acompanha uma tendência clara. Cada vez mais produtores apostam no confinamento para aumentar produtividade e reduzir riscos. Dessa forma, conseguem manter resultados mais previsíveis, mesmo diante de oscilações no mercado.

    Por que o confinamento cresce no Brasil

    O confinamento vem ganhando espaço no país porque oferece mais controle sobre a produção. Diferente do modelo tradicional a pasto, esse sistema permite que o produtor acompanhe de perto a alimentação e o desenvolvimento dos animais.

    Consequentemente, o gado ganha peso mais rápido e atinge o ponto ideal de abate em menos tempo. Assim, o ciclo produtivo se torna mais eficiente e o retorno financeiro tende a aumentar.

    Além disso, o modelo reduz a dependência de fatores externos, como clima e qualidade das pastagens.

    Um modelo que acompanha o novo agro

    Nos últimos anos, o agronegócio brasileiro passou por uma transformação significativa. Hoje, o setor valoriza tecnologia, escala e eficiência.

    Nesse contexto, estruturas modernas como grandes confinamentos ganham destaque. Isso acontece porque permitem maior padronização da produção, algo essencial para atender tanto o mercado interno quanto as exportações.

    Por esse motivo, investidores seguem ampliando operações nesse formato.

    O que essa compra revela sobre o setor

    A aquisição feita por Júnior Friboi não representa apenas um negócio isolado. Na verdade, ela reflete um movimento maior dentro do agronegócio.

    Atualmente, produtores e empresários buscam produzir mais em menos espaço, com maior controle e melhor retorno financeiro. Dessa forma, o confinamento se consolida como uma das principais estratégias do setor.

    O agro em constante evolução

    O agronegócio brasileiro continua em expansão e, ao mesmo tempo, se torna cada vez mais competitivo. Por isso, investimentos desse porte indicam o caminho que o setor deve seguir nos próximos anos.

    Enquanto novas tecnologias surgem, grandes nomes continuam apostando em eficiência e escala. Como resultado, o Brasil mantém sua posição entre os maiores produtores de carne do mundo.

  • Protagonismo feminino impulsiona nova edição de prêmio do agro

    Protagonismo feminino impulsiona nova edição de prêmio do agro

    Produtoras rurais de todo o país já podem se inscrever na 9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro. A iniciativa é realizada pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio. As inscrições para a categoria “Produtora Rural” começaram em 1º de abril e seguem até 7 de junho, pelo site oficial. O objetivo é reconhecer mulheres que se destacam no campo. Além disso, o prêmio valoriza práticas sustentáveis, boa governança e impacto social.

    Para participar, as candidatas devem comprovar atuação alinhada a esses pilares. Nesse sentido, as iniciativas passam por avaliação técnica. Uma banca independente realiza a análise, formada por especialistas de instituições públicas e privadas. Além disso, o grupo considera critérios operacionais e também os resultados alcançados nas propriedades.

    Segundo Daniela Barros, diretora de Comunicação da divisão agrícola da Bayer no Brasil, o prêmio mantém o propósito desde a criação. “Mesmo após quase uma década, o Prêmio Mulheres do Agro segue com o propósito claro de reconhecer o protagonismo das mulheres no campo e ampliar a visibilidade de iniciativas que contribuem para um agronegócio mais sustentável, inovador e inclusivo”, afirma.

    Trajetórias que inspiram no campo

    Entre os destaques da edição anterior está Flávia Strenger Garcia Cid. A produtora venceu na categoria “Grande Propriedade” em 2025. Ela está à frente da Fazenda Jaracatiá, em Querência do Norte (PR). Desde 2015, conduz uma operação verticalizada voltada à produção de óleos essenciais, extratos vegetais e bioinsumos.

    Além disso, a gestão inclui industrialização dentro da propriedade. Também envolve mecanização de culturas não convencionais e uso de energia renovável. Ao mesmo tempo, a produtora investe em conservação ambiental e gestão hídrica. Ainda, desenvolve ações com comunidades do entorno. Dessa forma, consolida um modelo alinhado às demandas atuais do agronegócio.

    “O prêmio nos dá voz para inspirar outras produtoras e mostra que o trabalho feminino deixou de ser coadjuvante para ganhar protagonismo no agronegócio brasileiro”, destaca Flávia. “Além disso, o reconhecimento confirma que o esforço e a dedicação à produção agrícola fazem a diferença.”

    Nos últimos anos, a premiação tem registrado crescimento no número de participantes. Com isso, reflete o avanço da presença feminina no setor. De acordo com Gislaine Balbinot, diretora da ABAG, o aumento do engajamento impulsiona melhorias na iniciativa. “Contabilizamos recordes de engajamento a cada edição, o que nos incentiva a aprimorar a iniciativa para que todas as vencedoras tenham suas jornadas ainda mais impactadas depois do Prêmio Mulheres do Agro”, afirma.

    Premiação e agenda especial

    Ao final do processo, dez mulheres serão premiadas. Desse total, nove serão produtoras rurais e uma será da área de ciência e pesquisa. Além disso, as indicações para essa categoria ocorrerão entre 15 e 30 de abril.

    A organização realizará a cerimônia de premiação no segundo semestre, em São Paulo. O evento integra as comemorações pelos 130 anos da Bayer no Brasil. Além disso, deve ampliar a visibilidade das participantes e fortalecer conexões no setor.

    Por fim, a expectativa é consolidar ainda mais o prêmio como referência nacional. Ao mesmo tempo, a iniciativa busca incentivar práticas inovadoras e sustentáveis no campo.

  • Prêmio de citricultura abre inscrições com foco em inovação

    Prêmio de citricultura abre inscrições com foco em inovação

    O Centro de Citricultura Sylvio Moreira, do Instituto Agronômico (IAC), abriu as inscrições para o Prêmio Centro de Citricultura 2026. O prazo segue até 23 de abril. A premiação acontece em 26 de maio, durante a abertura da 51ª Expocitros, em Cordeirópolis (SP). Neste ano, o tema é “Inovação para o Futuro da Citricultura”, com foco em iniciativas que geram impacto direto na cadeia produtiva.

    Criado em 1997, o prêmio se consolidou como um dos principais reconhecimentos da citricultura brasileira. Ao longo dos anos, a iniciativa destacou projetos, profissionais e instituições que contribuíram para o avanço do setor. Além disso, reforçou a importância da tecnologia e da pesquisa no campo.

    Segundo o diretor do Centro de Citricultura, Dirceu Mattos Jr., o objetivo é valorizar quem impulsiona mudanças reais na atividade. “O prêmio busca identificar e reconhecer iniciativas que fortaleçam a modernização e a competitividade da citricultura”, afirma.

    Critérios valorizam tecnologia e impacto no campo

    Podem participar pessoas físicas, instituições públicas ou privadas e também projetos ligados ao setor. No entanto, a organização prioriza iniciativas com resultados comprovados. Entre os critérios, estão a adoção de tecnologias, o desenvolvimento de soluções práticas e a criação de redes de cooperação.

    Para se inscrever, o interessado deve enviar um documento de até duas páginas por e-mail. O material precisa apresentar o perfil do candidato ou da iniciativa. Também deve detalhar os avanços inovadores e justificar a relevância da contribuição.

    Foto: Expocitros/ Divulgação

    Além disso, o edital recomenda o uso de dados objetivos. Sempre que possível, o participante deve incluir evidências que comprovem o impacto da proposta no setor.

    Um comitê formado por especialistas vai analisar as indicações. O grupo avaliará inovação, impacto e contribuição para o futuro da citricultura. Depois disso, a diretoria do Centro de Citricultura define o vencedor.

    Histórico reforça importância do reconhecimento

    Nas últimas edições, o prêmio destacou diferentes elos da cadeia citrícola. Em 2025, a organização reconheceu a equipe da Expocitros, pelos 50 anos da feira. Já em 2024, o destaque foi a empresa Solo Sagrado. Antes disso, a Fundação Solidaridad recebeu o prêmio em 2023.

    O Programa Globo Rural foi homenageado em 2022. Em 2021, o reconhecimento ficou com o Centro de Ciências Agrárias da UFSCar. Esses exemplos mostram a diversidade de iniciativas que movimentam o setor.

    Com isso, a edição de 2026 deve ampliar ainda mais o alcance do prêmio. A expectativa é destacar soluções inovadoras diante de desafios como clima, produtividade e sustentabilidade.

    A cerimônia de premiação ocorre na abertura da Expocitros. O evento começa às 9h e reúne especialistas, produtores e empresas do setor.