Tag: Agro Brasil

  • Juros altos, crédito difícil: a aposta da YANMAR para vender mais em 2026

    Juros altos, crédito difícil: a aposta da YANMAR para vender mais em 2026

    O ambiente do agronegócio brasileiro em 2026 não está fácil. Taxas de juros elevadas, crédito rural mais restrito, incertezas em torno do Plano Safra e um produtor visivelmente mais cauteloso na hora de investir. Esse é o cenário que a YANMAR, multinacional japonesa de máquinas e soluções compactas, decidiu enfrentar com uma estratégia que vai além de simplesmente apresentar produtos na Agrishow.

    A empresa projeta crescimento de 20% nas vendas durante a feira, em comparação ao ano passado. Para o ano como um todo, a estimativa é mais conservadora: alta de cerca de 5% em relação a 2025. A diferença entre os dois números diz muito sobre o momento.

    O que está travando os investimentos no campo

    Antes de entender o que a YANMAR está fazendo, vale entender o que está segurando o produtor.

    O cenário macroeconômico global continua pressionando. Tensões geopolíticas afetam cadeias de suprimento, os juros no Brasil continuam em patamares elevados e o acesso ao crédito rural ficou mais seletivo. Para completar, muitos produtores esperam as definições do Plano Safra antes de tomar qualquer decisão de compra maior.

    É exatamente nesse contexto que a YANMAR tenta se posicionar como solução, não apenas como fornecedora de equipamentos.

    “Sabemos que o produtor está mais cauteloso neste momento, avaliando melhor seus investimentos diante das incertezas do cenário macroeconômico. Por isso, nossa estratégia na feira é justamente integrar soluções: apresentar um portfólio completo, aliado a condições comerciais competitivas, que facilitem a tomada de decisão”, afirma Anderson Oliveira, gerente Comercial da YANMAR South America.

    O portfólio que a empresa vai apresentar

    A YANMAR chega à Agrishow com uma proposta que cruza fronteiras entre setores. De um lado, as máquinas agrícolas tradicionais, como tratores e colheitadeiras de grãos. De outro, equipamentos da construção civil com aplicação direta no campo: miniescavadeiras, minipás carregadeiras e rompedores hidráulicos.

    Somam-se a isso motores industriais, utilizados inclusive por outras marcas do setor, e grupos geradores voltados à autonomia energética das propriedades. Esses geradores também aparecem como suporte para uma demanda crescente: o carregamento de drones pulverizadores.

    A ideia é que o produtor encontre, em um único estande, soluções para frentes muito diferentes da operação rural. Não é um portfólio genérico, mas uma tentativa de cobrir gargalos reais que vão desde a lavoura até a infraestrutura da propriedade.

    Condições financeiras como argumento

    Este é, provavelmente, o ponto central da estratégia para a Agrishow. Com o crédito caro e escasso, a empresa estruturou um leque de condições financeiras em parceria com DLL, Bradesco e Âncora Consórcios.

    Para tratores e colheitadeiras cabinadas, as taxas vão de 4,49% a.a. a 11,72% a.a., com prazos entre 2 e 7 anos e entradas de 0% a 15%. As linhas disponíveis incluem Pronaf, CDC, Moderfrota e Pronamp, além de condições promocionais com entrada zero e taxas a partir de 4,91% a.a.

    Já para os equipamentos de construção civil, as condições são distintas: a partir de 0,99% a.a., com prazos de até 5 anos e carência de até 3 meses. Para quem prefere o consórcio, há planos para tratores e miniescavadeiras com taxas de administração entre 9,99% e 14%, em modalidades com parcela integral ou reduzida até a contemplação.

    Na prática, a empresa tenta tornar a decisão de compra viável mesmo para quem está com o caixa pressionado.

    Planos de manutenção: o negócio que começa depois da venda

    Além das máquinas e do financiamento, a YANMAR apresentará planos de manutenção estruturados em três níveis, pensados para garantir que os equipamentos permaneçam operando sem interrupções desnecessárias.

    O Plano Bronze é o mais básico, com peças originais voltadas à manutenção preventiva. O Plano Prata adiciona lubrificantes originais à equação. Já o Plano Ouro é o mais completo: inclui peças, lubrificantes, mão de obra autorizada e uma série de diferenciais como telemetria básica gratuita (para máquinas que possuem o sistema disponível), análise de óleo a cada 1.000 horas, prioridade no atendimento técnico, histórico técnico registrado e agendamento preferencial.

    “Com essas estratégias, queremos reforçar nossa parceria com o produtor rural, oferecendo não apenas máquinas, mas um ecossistema completo de soluções voltadas à eficiência, produtividade e sustentabilidade financeira no campo”, conclui Oliveira.

    A ideia por trás dos planos é clara: uma máquina parada no meio da safra representa prejuízo direto. Antecipar revisões e ter suporte garantido é, para muitos produtores, tão importante quanto a decisão de compra em si.

    O que a YANMAR está apostando, no fundo

    A estratégia da empresa para a Agrishow 2026 revela algo que vai além da expectativa de crescimento de 20%. Em um mercado onde o crédito é caro e o produtor está mais exigente, a aposta é que oferecer apenas o produto não é mais suficiente.

    A combinação de portfólio diversificado, condições financeiras acessíveis e planos de manutenção representa uma tentativa de capturar o cliente em diferentes momentos da decisão: na compra, no financiamento e na manutenção ao longo do tempo. É uma lógica de ecossistema que, dependendo da execução, pode transformar uma venda pontual em uma relação de longo prazo.

  • Araucária em risco: SP libera até R$ 36 mil para produtores que preservarem a espécie

    Araucária em risco: SP libera até R$ 36 mil para produtores que preservarem a espécie

    O pinheiro-brasileiro, símbolo da nossa paisagem, enfrenta um risco silencioso de desaparecer. Agora, o Governo de São Paulo coloca uma cifra direta nessa urgência: produtores rurais podem receber até R$ 36 mil para garantir a sobrevivência dessas árvores. É uma tentativa clara de transformar a conservação em um ativo econômico real para o campo.

    O custo do risco de extinção

    A araucária sofre com a combinação perigosa da extração ilegal e do avanço das mudanças climáticas. Especialistas alertam que a espécie pode perder seu habitat natural até 2070 se nada mudar agora. O edital inédito, batizado de PSA Araucária, tenta quebrar esse ciclo de degradação oferecendo um incentivo financeiro direto. A estratégia é simples: remunerar quem protege a árvore em pé.

    Como funciona o pagamento

    O programa prevê repasses de até R$ 36 mil por produtor rural e até R$ 250 mil para organizações da sociedade civil. O edital foca em ações práticas, como a proteção de exemplares existentes, o plantio de novas mudas e a recuperação de áreas que já sofreram algum tipo de degradação. “Este edital reforça o compromisso do Governo de São Paulo com soluções inovadoras de conservação, que integram proteção ambiental, desenvolvimento sustentável e geram valor de mercado e renda no território”, destaca Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo.

    Conectando conservação e rentabilidade

    O PSA Araucária não chega sozinho. Ele se insere em uma estratégia maior de bioeconomia que pretende fortalecer a cadeia produtiva do pinhão, especialmente no Vale do Paraíba. A ideia central é transformar produtos florestais e serviços ecossistêmicos em fontes legítimas de renda para as comunidades locais. Dessa forma, a floresta deixa de ser vista apenas como um custo ou uma área travada e passa a atuar como uma peça produtiva dentro da propriedade rural.

    Próximo passo para o produtor

    Se você busca viabilizar essa conservação na sua terra, o acompanhamento do edital é o caminho imediato. A Fundação Florestal coordena o processo e busca parceiros que queiram unir a preservação ambiental à gestão eficiente da propriedade. A iniciativa coloca em teste se o mercado de serviços ambientais consegue, de fato, frear o risco de extinção dessa árvore icônica enquanto coloca dinheiro no bolso do produtor que cuida do que é nosso.

  • Como a agricultura moldou não só a civilização, mas o próprio corpo humano

    Como a agricultura moldou não só a civilização, mas o próprio corpo humano

    Imagine que tudo o que você sabia sobre o ritmo da evolução humana estava incompleto. É exatamente isso que um novo estudo publicado coloca em cima da mesa. A pesquisa indica que as maiores mudanças genéticas na nossa espécie não aconteceram no passado remoto e sim nos últimos 10 mil anos, justamente quando o ser humano abraçou a agricultura e começou a construir as primeiras grandes comunidades.

    Não é pouca coisa. É como redescobrir que a revolução mais profunda da nossa biologia aconteceu no mesmo período em que nossos ancestrais aprenderam a plantar.

    O maior banco de DNA antigo já analisado

    Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores não se contentaram com amostras pequenas. Eles analisaram quase 16 mil genomas antigos de pessoas que viveram ao longo de milênios na Eurásia Ocidental, região que abrange partes da Europa e do Oriente Médio. Foi um esforço gigantesco, e o resultado foi à altura.

    Com esse volume de dados, os cientistas conseguiram acompanhar como variantes genéticas específicas aumentaram ou diminuíram de frequência ao longo do tempo. Na prática, eles observaram a seleção natural acontecendo na linha do tempo, como um filme genético da espécie humana.

    O resultado derrubou uma ideia bastante consolidada no campo científico: a de que a seleção natural recente em humanos seria limitada, quase irrelevante. O estudo encontrou centenas de sinais de adaptação genética em épocas relativamente recentes. Centenas.

    O que a agricultura forçou nosso corpo a fazer

    A transição para o modo de vida agrícola não foi só uma mudança cultural. Ela reorganizou completamente o ambiente em que o ser humano vivia e, com isso, criou novas pressões evolutivas poderosas.

    Pense no que aquela virada representou: aumento populacional acelerado, convivência intensa entre pessoas e animais domesticados, alterações radicais na dieta, maior circulação de doenças infecciosas e o surgimento das primeiras cidades. Cada um desses fatores, sozinho, seria suficiente para pressionar a seleção natural. Juntos, eles criaram um ambiente completamente novo para o qual o corpo humano precisava se adaptar, e rápido.

    Os pesquisadores identificaram que muitas das variantes genéticas que sofreram seleção nesse período têm relação direta com características que observamos hoje: genes ligados ao sistema imunológico, ao metabolismo e ao risco para certas doenças. Em outras palavras, boa parte da nossa biologia atual foi moldada naquele momento específico da história.

    O lado que ninguém esperava: adaptações que viraram problemas

    Aqui é onde a história fica ainda mais interessante. Os próprios autores do estudo fazem um alerta importante: nem tudo o que foi vantajoso no passado permanece benéfico hoje.

    Um gene que ajudava o ser humano a armazenar gordura de forma eficiente, por exemplo, tinha enorme valor numa sociedade agrícola sujeita a períodos de escassez. No mundo atual, com excesso calórico e sedentarismo, esse mesmo gene pode contribuir para obesidade e doenças metabólicas.

    É a ironia da evolução. Ela não antecipa o futuro. Ela apenas responde ao presente, e o presente mudou muito mais rápido do que a biologia consegue acompanhar.

    Por que isso importa para quem trabalha com agricultura

    Para quem vive o agronegócio, este estudo traz uma perspectiva histórica poderosa. A agricultura não foi apenas a base da civilização. Ela literalmente reescreveu o código genético da nossa espécie.

    Além disso, compreender como certas variantes genéticas influenciam o metabolismo e a imunidade humana abre caminhos para entender melhor a saúde das populações rurais e os impactos de longo prazo das transformações no sistema alimentar. O que cultivamos, como cultivamos e o que comemos segue moldando a nossa biologia, ainda que de formas que não enxergamos a olho nu.

    A evolução, ao que tudo indica, nunca parou. Ela apenas trocou de cenário e ganhou uma parceira improvável: a lavoura.

  • Operação comum no agro vira alvo da Receita, mas CARF cancela multa de R$ 55 milhões

    Operação comum no agro vira alvo da Receita, mas CARF cancela multa de R$ 55 milhões

    Uma decisão do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) chamou a atenção do setor de comércio exterior e do agronegócio ao cancelar uma multa superior a R$ 55 milhões aplicada à multinacional Cofco, uma das maiores companhias de alimentos do mundo.

    O caso envolve operações no modelo “back to back”, bastante utilizadas em cadeias globais de suprimentos, mas que seguem gerando divergências com a Receita Federal.

    Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o Brasil movimenta cifras expressivas no comércio internacional, com mais de US$ 82 bilhões em exportações e US$ 68 bilhões em importações. Nesse cenário, a logística se torna peça central, mas também foco de disputas fiscais relevantes.

    Operação logística virou alvo da Receita

    A autuação teve origem em uma operação envolvendo a Cofco na Suíça e sua subsidiária no Brasil. A empresa europeia comprou trigo de um fornecedor na Argentina e revendeu o produto para a unidade brasileira.

    Por eficiência logística, a carga foi enviada diretamente da Argentina para o Brasil, sem transitar fisicamente pela Suíça.

    A Receita Federal entendeu que a estrutura poderia configurar simulação, com o objetivo de transferir lucros para um país com tributação favorecida. No entanto, o relator do caso no CARF, o conselheiro Mateus Soares de Oliveira, apresentou entendimento contrário.

    “Não há lógica do produto ter que ser deslocado para a Suíça e, posteriormente, remetido ao Brasil”, afirmou. Ele destacou ainda que o custo de frete de um único navio entre Rosário e Paranaguá ultrapassava US$ 400 mil à época.

    CARF reconhece legalidade da operação

    Ao analisar o caso, formalizado pelo Acórdão nº 3401-014.264, o colegiado do CARF decidiu, por maioria, cancelar integralmente a multa.

    O entendimento seguiu a linha de que a operação possui fundamento econômico e logístico válido, afastando a acusação de irregularidade fiscal.

    Segundo o relator, estruturas como essa são comuns no comércio internacional e refletem uma busca por eficiência operacional. “As operações ‘back to back’ são legais e realizadas no mundo inteiro”, destacou.

    Ele também apontou fatores estratégicos que justificam a escolha da Suíça como base operacional, como estabilidade econômica, segurança jurídica, acesso a mercados globais e eficiência nas operações financeiras.

    Modelo “back to back” cresce no agro

    O formato “back to back” tem ganhado espaço entre empresas do agronegócio e do supply chain global. Nesse modelo, uma empresa intermedeia a negociação entre dois países, sem que a mercadoria circule fisicamente por seu território.

    A estratégia permite:

    • Redução de custos logísticos

    • Ganhos de escala e eficiência

    • Centralização de operações globais

    • Melhor gestão financeira e comercial

    Apesar disso, o modelo ainda enfrenta resistência por parte da fiscalização, principalmente em situações com margens reduzidas ou inconsistências documentais.

    Decisão acende alerta no setor

    Mesmo com a decisão favorável à Cofco, o caso evidencia um ponto crítico para empresas que atuam no comércio exterior.

    A Receita Federal tem adotado entendimento rigoroso em situações onde identifica possível ausência de propósito negocial, podendo aplicar multas que chegam a 100% do valor aduaneiro.

    Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância de:

    • Comprovar o propósito econômico das operações

    • Garantir consistência nas informações de comércio exterior

    • Investir em compliance e governança

    Na prática, a decisão do CARF traz alívio, mas também reforça que operações globais exigem cada vez mais transparência e estrutura técnica para evitar riscos fiscais.

  • Sucuri tenta engolir capivara em cena rara no Mato Grosso do Sul

    Sucuri tenta engolir capivara em cena rara no Mato Grosso do Sul

    Uma sucuri arrastando uma capivara pelas margens de um córrego no Mato Grosso do Sul virou espetáculo nas redes, mas por trás do vídeo há um alerta pouco falado: o risco de animais selvagens e o desequilíbrio do ambiente em áreas produtivas próximas a rios e pastagens.

    Na tarde de 23 de abril, o produtor César Bertoldo passava por uma estrada vicinal na Fazenda Refúgio, a cerca de 20 km de Sidrolândia (MS), quando avistou uma sucuri bem próximo à água, tentando dominar uma capivara para se alimentar. Ele filmou a cena e relatou que, embora veja capivaras e porcos com frequência, aquela foi a primeira vez que presenciou uma cobra no local.

    https://www.instagram.com/reel/DXoWPJ6kkrI/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    Nas imagens, a sucuri aparece enrolada ou puxando a capivara pelas margens do córrego que corta a propriedade, numa combinação de força e técnica que mostra por que ela é um dos maiores predadores de áreas alagadas da América do Sul.

    Como a sucuri funciona no campo

    As sucuris são répteis semiaquáticos que costumam viver próximos a rios, brejos e pântanos, especialmente em biomas como Pantanal e áreas de várzea no Centro‑Oeste e Norte do país. Em regiões onde mata nativa, cursos d’água e pastagem convivem lado a lado, elas encontram tanto presas naturais quanto animais domesticados, como aves e roedores, que acabam atraindo a cobra para perto de currais e cercados.

    Por ser uma constritora, a sucuri não utiliza veneno, mas força: ela se enrola na vítima, imobiliza e depois engole a presa inteira, podendo se alimentar de animais de médio e até grande porte, incluindo capivaras, veados e, em casos extremos, até bovinos jovens. Em fazendas, isso significa que a presença de córregos, nascentes e áreas úmidas aumenta exatamente o risco de encontros do tipo flagrado em Sidrolândia.

    Impacto para o agro e prevenção

    Para o produtor, o problema não é só um vídeo assustador na internet: o aumento de animais selvagens próximos à lavoura ou ao gado pode gerar perda de controle, atropelamentos e até prejuízo econômico quando a fauna invade pastos e piquetes. Em muitos casos, a destruição de habitat natural empurra répteis e roedores para áreas de produção, como apontam análises de biólogos sobre o avanço de queimadas e conversão de áreas úmidas.

    As medidas recomendadas por especialistas incluem: manter áreas de mata ciliar preservadas, evitar despejo irregular de lixo próximo a córregos (que atrai roedores e, por consequência, cobras), fiscalizar cercas e currais próximos a água e, principalmente, não abater sucuris sem autorização ambiental, já que elas regulam populações de animais que também podem virar problema para o homem.

    Fique de olho

    Esse flagra é um exemplo concreto de como o campo está cada vez mais integrado à cadeia natural: o mesmo córrego que abastece pastagem ou irrigação também pode ser pista de caça para uma das maiores cobras do planeta. Para quem trabalha com pecuária, lavoura próxima a áreas alagadas ou até mesmo com projeto de expansão em regiões de várzea, monitorar a presença de sucuris e demais répteis passa a ser parte de um plano de gestão de risco, não só de ecologia.

  • Ana Castela anuncia pausa na carreira: “Vou ser fazendeira”

    Ana Castela anuncia pausa na carreira: “Vou ser fazendeira”

    Ela domina as paradas, vende shows em estádios e acumula hits que tocam em cada festa de peão do país. Mas Ana Castela, aos 22 anos, quer trocar os holofotes pela porteira. A cantora anunciou, na noite de sábado (25), que planeja pausar a carreira musical nos próximos dois anos para se dedicar à vida no campo, ao lado do pai.

    A declaração veio durante participação no “Altas Horas”, da Globo, quando Serginho Groisman perguntou sobre o futuro. A artista foi direta: “Vou parar daqui a uns dois anos, vou virar fazendeira. Uai! Vou cuidar da fazenda com o meu pai, aí eu lanço uma musiquinha assim…”, disse ela, entre risos. Mas por trás do tom descontraído, o plano é real.

    A fazenda não é metáfora, é patrimônio concreto

    Ana Castela não é “boiadeira” apenas no apelido. Ela é proprietária de uma fazenda em Sete Quedas, no Mato Grosso do Sul, voltada para a criação de gado, além de um rancho em Londrina, no Paraná. São propriedades que já existem, já produzem e demandam gestão. A pausa, portanto, não é fuga, é transição.

    Para o setor do agronegócio, esse movimento tem uma leitura interessante. A cantora mais popular do sertanejo jovem está sinalizando, publicamente, que a terra tem mais peso do que o microfone. Isso diz algo sobre valores, sobre identidade e sobre o quanto o campo ainda atrai de volta quem cresceu nele.

    “Trabalha quatro meses e para dez”

    Serginho sugeriu uma grande turnê de despedida para “lotar estádios” antes do afastamento. Ana não garantiu a tour, mas propôs um modelo diferente: “A gente faz o seguinte: trabalha por uns quatro meses e para dez. Depois volta, trabalha mais uns dois meses. Acho bom, eu gosto assim.”

    É um ritmo que qualquer produtor rural reconhece. A lógica do campo raramente combina com a agenda da indústria cultural, e Ana parece ter internalizado isso com naturalidade. A ideia não é abandonar a música de vez, mas subordiná-la ao calendário da fazenda, e não o contrário.

    O projeto que já sinalizava essa virada

    A movimentação não surgiu do nada. Em 2025, durante a Festa do Peão de Barretos, Ana Castela lançou o projeto “Herança Boiadeira Rodeio”, criado para resgatar os clássicos sertanejos e honrar sua origem. Na época, ela explicou: “Eu vim da fazenda e queria ter um projeto que lembrasse a Ana Flávia do comecinho.”

    O nome de batismo escorrega na fala com facilidade. Ana Flávia é quem existe antes da marca, antes dos milhões de streams. E é essa Ana Flávia que quer voltar para a porteira.

    O que fica para os fãs, e para o agro

    Nos próximos meses, a cantora ainda cumpre alguns compromissos, incluindo o Ribeirão Rodeo Music, marcado para o dia 8 de maio. A agenda segue, mas já com prazo de validade declarado.

    Para o público do agronegócio, Ana Castela representa algo que vai além do entretenimento. Ela é uma das poucas figuras de alcance nacional que conecta o grande público urbano à realidade do produtor rural, da pecuária, do modo de vida sertanejo. Quando ela anuncia que vai “virar fazendeira”, não está apenas trocando de profissão. Está reafirmando, na frente de milhões de fãs, que o campo tem valor, tem futuro e tem orgulho de ser o que é.

  • Da fazenda do pai à mansão de R$ 27 mi: Zé Felipe vende tudo e muda de vida aos 28 anos

    Da fazenda do pai à mansão de R$ 27 mi: Zé Felipe vende tudo e muda de vida aos 28 anos

    Zé Felipe completou 28 anos na última terça-feira, 21 de abril, e deu de presente para si mesmo uma decisão que poucos esperavam: colocou sua mansão à venda e vai morar de aluguel. O imóvel, batizado de Stairway House, está avaliado em R$ 27 milhões e fica no condomínio fechado Aldeia do Vale, em Goiânia, o mesmo onde Virgínia Fonseca, sua ex-esposa, também tem uma propriedade.

    O cantor é filho de Leonardo, um dos maiores nomes do sertanejo brasileiro e homem com raízes profundas no agronegócio goiano. A Fazenda Talismã, propriedade do pai, está localizada em Jussara, no noroeste de Goiás, ocupa 1.000 hectares e abriga mais de 5.000 cabeças de gado, com valor estimado em torno de R$ 60 milhões. O nome da propriedade é uma homenagem ao hit “Talismã”, um dos primeiros sucessos da dupla Leandro & Leonardo, lançado em 1990. Foi nesse ambiente, entre o campo e o palco, que Zé Felipe cresceu e construiu sua própria trajetória.

    Uma mansão que impressiona até pelo que tem dentro

    A propriedade que o cantor coloca no mercado não é modesta em nenhum detalhe. O terreno ocupa 3.430 m², com 1.380 m² de área construída. São seis suítes no total, sendo uma máster com closet, banheira e varandas privativas. A estrutura de lazer inclui home cinema, adega, spa e brinquedoteca, uma lista que diz bastante sobre o estilo de vida que a família manteve ali.

    O anúncio foi feito pelo especialista em imóveis de alto padrão Bruno Cesar, que divulgou todos os detalhes enquanto Zé Felipe ainda mora no local. Ou seja, a casa está à venda com o dono dentro, em uma contagem regressiva para a mudança.

    Cantor coloca mansão de luxo à venda em Goiânia enquanto pai mantém fazenda avaliada em R$ 60 milhões no interior do estado
    (Foto: Reprodução)

    Por que trocar R$ 27 milhões de imóvel por aluguel?

    A decisão chama atenção justamente por contrariar o senso comum. Para muita gente, vender uma mansão e ir morar de aluguel parece um passo atrás. Mas no mercado imobiliário de luxo, essa movimentação não é incomum. Significa, muitas vezes, liquidez, flexibilidade e liberdade para reinvestir o capital em outras frentes, seja em negócios, seja em novos projetos.

    No caso de Zé Felipe, ainda não há uma declaração pública explicando os motivos da decisão. O que se sabe é que o sertanejo planeja se mudar em breve para uma casa alugada, sem que o destino tenha sido revelado.

    O DNA do agronegócio que acompanha a família

    Enquanto o filho movimenta o mercado imobiliário urbano, o pai continua sendo um dos exemplos mais conhecidos de artista que une carreira artística e produção rural. Leonardo adquiriu a Fazenda Talismã por aproximadamente R$ 4,6 milhões, e o imóvel hoje está avaliado em mais de R$ 60 milhões. Com mais de 5.000 cabeças de gado, a criação, engorda e venda dos animais em leilões são as principais atividades econômicas do local, e a operação contribui significativamente para a economia da região noroeste de Goiás.

    “Tenho a maior satisfação de chegar lá e ver que isso lá foi tudo conquistado cantando”, disse Leonardo sobre a propriedade. Essa frase traduz bem o que a fazenda representa para ele: não apenas um ativo financeiro, mas a materialização de uma vida inteira de trabalho.

    Leonardo e família ostentam vida de luxo na fazenda. (Imagem: Redes Sociais)

    Goiás no centro do mapa do dinheiro e do campo

    A movimentação da família em Goiás, seja no urbano ou no rural, mostra um estado que cada vez mais aparece como polo de grandes fortunas e decisões de alto impacto. Goiânia abriga condomínios de alto padrão que atraem famílias de artistas e empresários do agronegócio. E o interior do estado, como Jussara, concentra propriedades rurais de escala expressiva que movimentam mercados de pecuária e geram empregos em regiões estratégicas.

    Zé Felipe cresce nesse contexto. Mesmo com uma trajetória mais ligada ao entretenimento do que à lida do campo, ele carrega um sobrenome que, no interior de Goiás, é sinônimo de terra, gado e sertanejo raiz.

  • Clima irregular ameaça milho safrinha e pode elevar preços no Brasil

    Clima irregular ameaça milho safrinha e pode elevar preços no Brasil

    O clima irregular já começa a redesenhar o cenário do milho safrinha no Brasil em 2026, e os efeitos podem chegar diretamente ao bolso do consumidor no segundo semestre.

    Após um início de ano marcado por chuvas mal distribuídas em importantes regiões produtoras, especialistas acendem o alerta para impactos na produtividade e possível pressão sobre os preços nos próximos meses.

    Clima irregular desafia o milho safrinha

    O desenvolvimento do milho safrinha depende de uma janela climática bastante específica. Plantado após a colheita da soja, o grão precisa de chuvas regulares nas fases iniciais e clima mais seco na colheita.

    Neste ano, porém, o comportamento do clima foge do padrão. Regiões como Paraná, Mato Grosso do Sul e partes do Centro-Oeste enfrentam períodos de estiagem intercalados com chuvas irregulares, o que compromete o desenvolvimento das lavouras.

    Além disso, o atraso no plantio da soja em algumas áreas reduziu a janela ideal para o milho, aumentando o risco de exposição a condições adversas, como frio precoce e déficit hídrico.

    Produtividade sob pressão

    Com menos água disponível em fases críticas, como germinação e enchimento de grãos, a tendência é de queda na produtividade em diversas regiões.

    Analistas do setor já revisam projeções, indicando que, mesmo com uma área plantada significativa, o rendimento médio pode ficar abaixo do esperado. Esse cenário reduz a oferta efetiva do grão no mercado.

    A situação preocupa especialmente porque o milho safrinha representa cerca de 70% a 75% da produção total de milho no Brasil. Ou seja, qualquer quebra impacta diretamente o abastecimento nacional.

    Impacto nos preços no segundo semestre

    Com a possibilidade de menor oferta, o mercado já começa a reagir. A lógica é simples: menos milho disponível tende a elevar os preços, principalmente no segundo semestre, quando a demanda segue firme.

    O grão tem papel estratégico na cadeia produtiva, sendo base para ração animal. Por isso, qualquer alta no milho afeta também os custos da produção de proteínas como frango, suínos e até carne bovina.

    Além disso, o Brasil mantém forte presença nas exportações. Caso a produção fique abaixo do esperado, o país pode reduzir volumes exportados ou priorizar o mercado interno, o que também influencia a formação de preços.

    Mercado atento ao clima e à demanda

    O comportamento do clima nos próximos meses será decisivo. Caso as chuvas se normalizem em algumas regiões, parte das perdas pode ser mitigada. No entanto, se a irregularidade persistir, o cenário de pressão sobre os preços tende a se consolidar.

    Ao mesmo tempo, a demanda internacional, especialmente da China, segue como fator-chave. Uma combinação de oferta menor e demanda aquecida pode intensificar ainda mais a valorização do milho.

    Tecnologia e gestão como resposta

    Diante desse cenário, produtores investem cada vez mais em tecnologia para reduzir riscos. Monitoramento climático, uso de sementes mais resistentes e manejo eficiente do solo tornam-se essenciais.

    Ainda assim, o clima continua sendo uma variável fora do controle — e, em 2026, ele volta ao centro das decisões no campo e no mercado.

    O desempenho do milho safrinha nos próximos meses não deve afetar apenas o agronegócio, mas toda a cadeia de alimentos, reforçando como eventos climáticos se conectam diretamente à economia.

  • Como uma vaca brasileira passou a valer mais que uma mansão em Nova York

    Como uma vaca brasileira passou a valer mais que uma mansão em Nova York

    Aos 8 meses de idade, ela já vencia todos os torneios em que entrava. Silvestre Coelho Filho, seu criador original, conta que, logo após o nascimento, já identificava na Viatina-19 um animal diferenciado pelo biotipo e pela beleza racial. O nome completo é Viatina-19 FIV Mara Móveis, e o sobrenome corporativo não surgiu por acaso: desde cedo, o animal indicava que se tornaria um ativo de alto valor, e não apenas gado.

    Em junho de 2023, compradores arremataram a vaca por R$ 21 milhões em Arandu, São Paulo, estabelecendo o recorde de vaca mais cara já vendida em leilão no mundo. Para dimensionar esse valor, o montante em dólares permitiria a compra de uma mansão com vista para o Central Park, em Nova York.

    Mas o dado mais relevante não está no preço. Ele revela a transformação em curso na pecuária de elite brasileira.

    Genética de milhões

    Viatina-19 vai além de uma vaca de aparência marcante. Na prática, ela funciona como um banco genético vivo, e seus proprietários conduzem o negócio com essa lógica. Eles lucram ao comercializar essa genética por meio da venda de prenhezes (embriões fertilizados implantados em receptoras) e de aspirações, que consistem na coleta direta de óvulos.

    Os números mostram a dimensão desse mercado. Em 2023, a genética de Viatina-19 gerou cerca de R$ 11,5 milhões em faturamento. Compradores chegam a pagar mais de R$ 1 milhão por uma filha do animal. Em maio daquele ano, um leilão beneficente vendeu uma prenhez por R$ 3 milhões e destinou toda a arrecadação às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.

    A vaca reúne características como adaptabilidade, longevidade reprodutiva e eficiência alimentar, o que a torna uma fonte valiosa para o melhoramento da raça Nelore. Por isso, o mercado mantém forte disposição para investir nesse tipo de genética.

    Por que o Nelore vale tanto?

    O caso da Viatina-19 não surgiu isoladamente. Ele reflete décadas de investimento genético no Brasil. Criadores trouxeram a raça Nelore da Índia no final do século XVIII, e hoje ela representa cerca de 85% do rebanho nacional. Ao longo do tempo, o país aprimorou o animal por meio de seleção criteriosa.

    O Nelore apresenta alta tolerância ao calor, resistência a doenças e excelente adaptação ao pastejo, características que garantem eficiência no clima tropical. Esse avanço resulta de seleção genética contínua, uso de biotecnologia reprodutiva e um mercado de leilões que determina o valor dos animais.

    Eventos como a ExpoZebu, em Uberaba, exibem os melhores exemplares e reforçam o padrão de excelência que o Brasil busca consolidar globalmente. Nesse contexto, a Viatina-19 representa o ápice desse sistema.

    Três donos, uma estratégia

    Três investidores adquiriram a vaca em leilões distintos e hoje compartilham sua propriedade. O animal vive na Fazenda Napemo, em Uberaba, Minas Gerais, onde uma equipe especializada cuida de sua saúde, alimentação e bem-estar.

    A rotina inclui óleo de girassol nas orelhas, espaço privativo, segurança 24 horas e banhos diários com xampu hipoalergênico. Esse nível de cuidado reflete o valor estratégico do animal.

    Para a criadora Paula Coelho, gestora do Nelore Mara Móveis, a vaca representa mais do que retorno financeiro. Segundo ela, o animal elevou o plantel a um patamar nacional e internacional. Silvestre Coelho Filho também destaca o impacto da genética: atualmente, criadores de todo o país buscam descendentes da Viatina-19, o que amplia sua presença nos principais plantéis.

    O avanço não se limita ao animal original. Pesquisadores já desenvolveram um clone da Viatina-19, inaugurando uma nova fase na pecuária de elite com o uso combinado de biotecnologia e seleção genética.

    A filha Dandha conquistou o título de campeã na categoria bezerra na Expozebu 2024. Outras descendentes, como Pietra e Karisma, também alcançaram altos valores de venda, o que confirma a valorização contínua da linhagem.

    Especialistas estimam que a vaca ainda terá entre 8 e 10 anos de vida reprodutiva. Esse horizonte indica que sua influência genética ainda deve crescer significativamente. Com isso, o Brasil consolida um novo padrão de valor na pecuária, no qual a genética se torna o principal ativo.

  • Caçador americano morre pisoteado por 5 elefantes durante safari

    Caçador americano morre pisoteado por 5 elefantes durante safari

    Um caçador experiente dos EUA encontrou um fim trágico na floresta africana. Ernie Dosio, de 75 anos, morreu atacado por uma manada de elefantes durante safari no Gabão. O incidente expõe os perigos imprevisíveis de caçadas legais em áreas selvagens.

    Tragédia no parque nacional

    Ernie Dosio participava de uma caçada licenciada no Parque Nacional de Lopé-Okanda, no Gabão. O grupo buscava antílopes raros, como o duiker de dorso amarelo, e bufalos-anões. Tudo custava cerca de 30 mil libras esterlinas. De repente, cinco elefantes fêmeas com um filhote surgiram da vegetação densa. Eles atacaram sem aviso.

    O guia profissional foi jogado ao chão e desarmado. Dosio, armado apenas com um rifle leve para presas menores, não resistiu. A morte veio rápida, sob as patas dos animais. A Collect Africa Safaris, operadora do tour, confirmou o fato e organizou o repatriamento do corpo aos EUA.

    “Enquanto estavam na floresta, Ernie e seu caçador profissional surpreenderam cinco fêmeas de elefante da floresta com filhotes e, sentindo-se ameaçados, os elefantes os atacaram imediatamente.” — Caçador aposentado na Cidade do Cabo, em entrevista ao jornal britânico The Mirror.

    Foto de arquivo – Ernie Dosio, em 2014
    Imagem: Reprodução/bobbyhansensafaris.com

    “Ernie havia agendado uma caçada de búfalos anões da floresta e duikers, em particular o duiker de dorso amarelo, e sob leis rigorosas de licenciamento ele não podia levar suas próprias armas”, afirmou o mesmo caçador.

    Veterano das caçadas troféu

    Ernie Dosio era dono da Pacific AgriLands Inc, empresa ligada à gestão de vinhedos na Califórnia. Entusiasta, colecionava troféus em casa. Suas salas exibiam centenas de animais empalhados, incluindo elefantes de caçadas passadas. Aos 75 anos, ele optou por uma caçada seletiva na floresta pluvial. No entanto, elefantes protegidos transformaram o passeio em fatalidade. Familiares e amigos lamentam a perda de um apaixonado pela aventura.

    Morte de Ernie Dosio expõe perigos.          Imagem: Reprodução/Flickr

    “Ernie realizava um evento de caridade lá todo mês, onde comida era servida aos membros das lojas Elk e cidadãos respeitáveis da comunidade”, afirmou um amigo à imprensa britânica.

    O corpo do caçador vai ser repatriado para a Califórnia, com apoio da embaixada dos EUA no Gabão. A informação foi relatada por pessoas próximas à família.

    Licenças de caça e elefantes-da-floresta no Gabão

    Caçadas no Gabão seguem regras rígidas locais sobre armas e espécies permitidas. Um caçador aposentado defendeu as atividades do grupo. “Embora muitos discordem da caça de grandes animais, todas as caçadas de Ernie eram estritamente licenciadas e legais, e registradas como conservação no controle do número de animais”, afirmou ele.

    O Gabão abriga uma das maiores populações de elefantes-da-floresta do planeta, com cerca de 50 mil animais. Esse número representa aproximadamente 60% da população remanescente da espécie. A concentração eleva os riscos em safáris na região.

    Riscos em safáris africanos

    Incidentes assim não são isolados na África. Elefantes protegem crias com fúria extrema em habitats densos. Caçadores pagam fortunas por licenças legais, mas a natureza ignora regras. No Gabão, o parque Lopé-Okanda abriga populações ameaçadas, elevando tensões.

    Operadoras como Collect Africa enfatizam guias treinados. Ainda assim, ataques surpresa persistem. Para turistas e caçadores, o alerta é claro: o luxo esconde perigos letais.