Tag: Agro Brasil

  • Xodó de R$ 1 mi que traiu Gusttavo Lima no pior momento

    Xodó de R$ 1 mi que traiu Gusttavo Lima no pior momento

    Você já imaginou investir uma fortuna num carro clássico e ele te deixar na mão bem na hora errada? Gusttavo Lima viveu isso de perto com sua picape favoritinha, um modelo restaurado que vale uma grana preta. O cantor mostrou o perrengue nas redes e revelou o drama com sua Chevrolet C10.

    O veículo chama atenção pelo visual impecável e preço salgado, estimado em milhões após customizações. Ele representa o lado apaixonado do “Embaixador” por clássicos americanos.

    Tudo rolou a caminho de um show em Bela Vista de Goiás, no final de março. A picape simplesmente não pegou, forçando Gusttavo a empurrar o carro no meio da estrada. “Tive que dar uma força aqui pra ela acordar”, brincou ele nos vídeos que postou, mas o susto foi real.

    Cantor empurra relíquia milionária na estrada e vira meme

    Amigos e equipe ajudaram na improvisação, mas o episódio expôs os riscos de manter relíquias assim. Clássicos como esse demandam cuidados caros e imprevisíveis. O cantor chegou ao evento a tempo, com lição aprendida.

    Clássico restaurado falha e força improviso antes do palco
    (Foto: Divulgação)

    Uma garagem de encher os olhos (e o bolso)

    Além da picape problemática, Gusttavo exibe uma coleção que beira o surreal. Pense em Bugatti Chiron de R$ 60 milhões, Ferrari 458 Spider por R$ 3,1 milhões e até Lincoln Continental 1978, outro xodó restaurado. Sua fortuna total passa de R$ 1 bilhão, com fazendas e jatinho no pacote.

    “É possível constatar que a C10 do cantor está em excelente estado. Na época ela era equipada com motor de seis cilindros a gasolina e sobraram pouquíssimas delas para dar uma referência de valor no mercado. É por isso que, quem tem, pode pedir o preço que quiser. Mas eu estimo que a dele vale ao redor de R$ 200 mil, já que exemplares em bom estado valem uns R$ 150 mil” diz Manoel Rezende, especialista e comerciante autônomo de carros clássicos.

    Nem todo brilho resiste ao tempo. Manutenção de luxo custa caro e falhas acontecem, como nessa picape que já deu trabalho antes. Os fãs adoram o lado humano do cantor, longe dos holofotes perfeitos.

  • Você sabia que há um refúgio de gatos selvagens no Brasil?

    Você sabia que há um refúgio de gatos selvagens no Brasil?

    No interior do Paraná, um espaço pouco conhecido reúne alguns dos felinos mais raros da fauna brasileira. O Parque Ecológico Klabin, em Telêmaco Borba, se consolidou como área estratégica para conservação, pesquisa e reabilitação de espécies ameaçadas, com destaque para os chamados gatos selvagens.

    Entre eles estão o gato-maracajá e o gato-do-mato-pequeno, espécies nativas que enfrentam pressão crescente na natureza, seja pela perda de habitat ou por conflitos com atividades humanas. No parque, esses animais não aparecem apenas como atração. Eles ocupam papel central em programas técnicos de manejo e conservação.

    O gato-do-mato-pequeno é um dos menores felinos do Brasil, de hábitos discretos e majoritariamente noturnos. (Foto: @bioklabin)

    Felinos são o centro da estratégia

    A Klabin utiliza o parque como base para monitoramento e estudo desses felinos, com acompanhamento especializado e estrutura voltada ao bem-estar e à reprodução. Em comunicações recentes, a empresa destacou a presença de diferentes espécies de gatos selvagens como um dos principais diferenciais do espaço.

    Um exemplo desse trabalho envolve a chegada de um casal de gato-maracajá, resultado de intercâmbio com o Refúgio Biológico Bela Vista, ligado à Itaipu Binacional. A iniciativa integra esforços para fortalecer programas de reprodução e ampliar as chances de conservação da espécie.

    O gato-maracajá é um felino ágil e arborícola da fauna brasileira, conhecido pela habilidade de se movimentar entre as árvores e pela pelagem marcada que favorece sua camuflagem na mata.
    (Foto: @bioklabin)

    Mais do que abrigo, um elo com a biodiversidade

    A presença desses animais tem impacto direto na preservação da biodiversidade regional. O parque funciona como ambiente controlado onde espécies ameaçadas podem se recuperar, se reproduzir e contribuir para estratégias mais amplas de conservação.

    O gato-mourisco é um felino de porte médio e hábitos mais terrestres, reconhecido pela pelagem uniforme e pela capacidade de se adaptar a diferentes ambientes, do cerrado às áreas florestais. (Foto: @bioklabin)

    Esse tipo de trabalho exige estrutura contínua, decisões técnicas e acompanhamento rigoroso. Sem esse suporte, animais resgatados ou mantidos em cativeiro perdem relevância ambiental e deixam de cumprir seu papel ecológico.

    Experiência que vai além da visita

    Para o público, a visita ao parque oferece mais do que a observação de animais. O espaço aposta em educação ambiental e organiza o acesso em horários controlados, o que reduz o estresse dos bichos e reforça a proposta de conservação.

    Nesse cenário, os gatos selvagens se tornam o símbolo mais forte do local. Chamam atenção pela raridade, mas principalmente pelo que representam. Um retrato da fauna brasileira que ainda depende de iniciativas técnicas e estruturadas para continuar existindo.

  • Brasil gera energia demais e ainda assim desperdiça, alertam missões no Vale do Silício

    Brasil gera energia demais e ainda assim desperdiça, alertam missões no Vale do Silício

    O Vale do Silício, berço de muitas das disrupturas tecnológicas que o Brasil tenta copiar, hoje vive uma autêntica mudança de identidade. E não é só sobre novos produtos: a própria forma de inovar está sendo redesenhada pela inteligência artificial.

    Enquanto o Vale do Silício se torna um laboratório de uso intensivo de IA, o Brasil volta a olhar para esse polo tentando traduzir esse modelo para o setor energético. A missão técnica organizada pela Insight Energy, liderada pelo CEO Sérgio Fagundes, passou por empresas que já operam com equipes enxutas, muitas vezes apoiadas por agentes de IA, e voltou com um alerta claro: o país tem potencial energético, mas ainda pouca cultura de eficiência e dados.

    “É impressionante ver o tamanho das fábricas voltadas para inovação, pesquisa e desenvolvimento. Existe um ecossistema inteiro funcionando de forma integrada, com foco em eficiência e melhoria contínua de processos”, relatou.

    A diferença é que, lá, a IA entra para acelerar testes, simulações e até automação de linhas de produção. Aqui, o desafio ainda é mais básico: organizar processos, reduzir ineficiências e parar de perder energia que já foi gerada.

    O Brasil gera energia demais e esbanja

    O Brasil enfrenta um problema pouco divulgado: em certos momentos, o sistema gera energia a mais e, em vez de aproveitá‑la, precisa desligar usinas. Isso acontece em um cenário em que 44,3% da matriz vem das hidrelétricas, 22,5% da solar e 13,4% da eólica.

    Hidrelétricas, por design, funcionam melhor em regime contínuo. Quando o operador corta produção, desgasta equipamentos e aumenta custos indiretos. “Hoje, em determinados momentos, geramos tanta energia que precisamos desligar hidrelétricas. Com o uso de baterias, seria possível armazenar esse excedente e otimizar o sistema”, disse Fagundes.

    O ponto central é que, enquanto o Vale do Silício discute como a IA vai reduzir estruturas e aumentar produtividade, o Brasil ainda discute como capturar e armazenar a energia que já tem à disposição.

    IA como pano de fundo dos novos modelos de fábrica

    Nos ambientes percorridos por Fagundes, a impressão é de que a IA está substituindo repetição humana, não pessoas inteiras. Equipes menores, apoiadas por agentes de IA, conseguem desenvolver e testar produtos que antes exigiriam dezenas de profissionais.

    Esse modelo impacta a forma como se pensa custo e escala. “O que diferencia um equipamento produzido em diferentes países muitas vezes é o custo. E o custo está diretamente ligado à eficiência. Se quisermos competir, precisamos produzir mais com menos, sem desperdício”, avalia o executivo.

    No setor energético, isso se traduz em modelagem de redes, previsão de geração, detecção de falhas e gestão de baterias. IA pode, por exemplo, antecipar momentos de pico de solar ou eólica e sugerir quando armazenar ou injetar energia. Ainda assim, o Brasil caminha lentamente nessa direção.

    O gargalo que segue sendo o fator humano

    O que mais surpreendeu a missão brasileira foi o contraste entre o imaginário sobre automação total e a realidade das fábricas. “Há muita gente trabalhando, homens e mulheres em igualdade, com tarefas bem definidas. O diferencial está na organização, no uso de ferramentas simples como códigos de barras e testes em cada etapa. O erro é tratado na origem, não é escalado”, destacou.

    Ainda assim, o executivo reforça que a produtividade não depende apenas de máquinas sofisticadas. “O ser humano, bem assessorado e com as ferramentas certas, produz muito bem. Todo mundo é capaz. O que existe é treinamento, disciplina e valorização de cada etapa do processo”, afirmou.

    A matéria da Folha sobre IA no Vale do Silício reforça essa leitura: o polo hoje exige mais disciplina de dados, capacidade de decidir rápido e menos “burocracia de linhas-code”. O Brasil, por outro lado, ainda convive com formação técnica desigual e curvas de aprendizado atrasadas.

    Educar, organizar e inovar

    Para Fagundes, a transição energética não depende só de leilões de baterias ou novas usinas. Depende de pessoa treinada para operar, monitorar e manter sistemas complexos. “Nosso maior potencial ainda não está sendo plenamente aproveitado porque falta qualificação. Não adianta ter recurso se não temos conhecimento para utilizá‑lo. Precisamos investir em formação técnica, em escolas profissionalizantes, em treinamento contínuo”, defendeu.

    A analogia que ele usa compõe bem o cenário. “É como uma orquestra. Cada pessoa executa sua função no tempo certo, com precisão. O resultado é harmonioso. E isso não acontece por acaso, pois é fruto de método, treinamento e dedicação”.

    Diante do que se observa no Vale do Silício, a mensagem fica mais clara: o Brasil corre o risco de chegar atrasado para o próximo ato da revolução energética se não conseguir, ao mesmo tempo, elevar o nível técnico da mão de obra e incorporar inteligência artificial na forma como planeja, gera e armazena energia.

  • Nem todo mel é igual: cor, sabor e textura denunciam a florada

    Nem todo mel é igual: cor, sabor e textura denunciam a florada

    A ideia de que todo mel é parecido ainda engana muita gente. Na prática, a cor, o sabor, o aroma e até a textura do produto variam conforme a florada visitada pelas abelhas, o que muda completamente o resultado final no pote.

    Mel claro não significa, automaticamente, mel melhor. O que define o perfil do produto é a origem botânica do néctar, além do manejo feito no apiário e das características naturais de cada planta.

    A flor manda no resultado

    As abelhas produzem mel a partir do néctar das flores, e cada espécie vegetal imprime traços próprios ao alimento. Por isso, um mel pode sair mais suave, mais escuro, mais encorpado ou mais aromático, dependendo da florada predominante na região.

    Esse detalhe faz diferença porque quebra uma leitura simplista do produto. A cor, sozinha, não serve como régua de qualidade. Dois méis com aparência diferente podem ser igualmente bons, cada um com características próprias e usos distintos.

    Cor não é sinônimo de qualidade
    (Foto: Aires Mariga/Epagri)

    Sabor, aroma e textura também mudam

    A variação não para na aparência. O sabor do mel acompanha a florada e pode ir de notas mais leves a perfis mais intensos, com aromas mais marcantes.

    Méis mais claros costumam ter gosto suave. Já os mais escuros tendem a apresentar sabor mais forte e personalidade sensorial mais evidente. Isso não representa defeito, mas sim uma assinatura natural da planta de origem.

    Outro ponto que costuma gerar dúvida é a cristalização. Quando o mel cristaliza, muita gente acha que ele estragou. Não é isso que acontece. O processo pode indicar apenas que o produto é puro, já que a formação de cristais depende da composição natural do mel.

    O impacto para o produtor

    Para o apicultor, essa diferença vai além da curiosidade. A florada influencia o perfil comercial do mel, o valor agregado e até o público que vai consumir aquele produto.

    Há méis com sabores mais delicados, que agradam a quem busca suavidade. Outros têm gosto mais forte e podem atrair consumidores que preferem características mais intensas. Ou seja, a florada ajuda a definir mercado, identidade e posicionamento.

    Na prática, isso exige atenção na produção e na comunicação com o consumidor. Explicar a origem do mel e suas particularidades pode valorizar o produto e evitar comparações injustas entre tipos diferentes.

    O que o consumidor precisa observar?

    Na hora da compra, o consumidor precisa olhar além da cor. A aparência pode chamar atenção, mas não entrega sozinha a qualidade do mel.

    O mais importante é entender que cada florada produz um resultado específico. É isso que faz um mel ser mais suave, outro mais forte, um mais claro e outro mais escuro. No fim, a diferença entre os méis começa muito antes da embalagem. Ela nasce nas flores, passa pelas abelhas e chega ao pote com identidade própria.

  • Escolher bem não basta: curso expõe falhas na seleção de gado no Brasil

    Escolher bem não basta: curso expõe falhas na seleção de gado no Brasil

    A Exposição Nacional Hereford e Braford 2026 começou em Esteio com um recado direto ao setor. Não basta escolher bem na pista. É no campo que a decisão mostra se fez sentido.

    A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) abriu a programação com o Curso de Julgamento Dr. Jacob Momm Filho, retomando uma agenda que havia sido interrompida nos últimos anos. A proposta vai além da estética e tenta corrigir um desvio comum entre criadores: selecionar animais com base em preferência visual, e não em desempenho produtivo.

    Logo na abertura, o presidente da entidade, Eduardo Soares, deixou claro o tom da capacitação. “Quando se fala em curso de julgamento, não se trata apenas de avaliar animais em pista. Todos nós somos jurados das nossas próprias convicções e precisamos estar preparados para julgar nossos animais em qualquer situação”, afirmou.

    A fala aponta para um problema recorrente no campo. A decisão genética ainda carrega subjetividade demais, e isso impacta diretamente o bolso do produtor.

    Capacitação promovida pela ABHB reúne técnicos, estudantes e criadores em atividades teórica e prática voltadas à seleção genética e produção de carne de qualidade. (Foto: Nestor Júnior)

    Menos gosto pessoal, mais critério técnico

    A tentativa do curso é justamente reduzir esse ruído. A seleção de machos e fêmeas, quando mal conduzida, compromete produtividade, eficiência alimentar e, no fim da cadeia, a qualidade da carne.

    Segundo Soares, definir critérios objetivos deixou de ser diferencial e passou a ser necessidade básica. A capacitação foi estruturada para conectar teoria e prática, abordando desde regras institucionais até pontos técnicos da pecuária moderna.

    Essa mudança de abordagem também aparece na fala do professor Júlio Barcellos, da UFRGS. Ele alerta que decisões baseadas apenas em preferência pessoal ainda são mais comuns do que deveriam. “A habilidade de escolher um animal vai além de gostos individuais e deve considerar fatores fundamentais ligados à produção de carne, atividade que sustenta toda a cadeia produtiva”, disse.

    E foi além. “É preciso ultrapassar paixões e entender que a atividade-fim é a que paga a conta”.

    Genética equilibrada ganha espaço no debate

    Outro ponto que ganha força é o abandono da ideia de animal ideal. Em sistemas cada vez mais complexos, essa busca tende a gerar frustração e decisões equivocadas.

    Barcellos foi direto ao classificar essa expectativa como irreal. “Essa busca é uma ilusão”, afirmou, defendendo uma genética mais equilibrada e adaptável a diferentes ambientes.

    Esse raciocínio acompanha a própria evolução da ABHB. Fundada em 1958, a entidade ampliou sua atuação ao incorporar cruzamentos com raças zebuínas e consolidar o Braford. A mudança aumentou a adaptação dos animais e abriu novas possibilidades produtivas.

    Hoje, a associação atua em todo o país, com programas que já avaliaram cerca de 1 milhão de animais, em parceria com iniciativas como Pampaplus, Promebo e Conexão Delta G.

    Da exposição ao prato do consumidor

    Embora o curso aconteça dentro de uma exposição, o impacto vai além da pista. A qualidade da carne começa na escolha genética, passa pelo manejo e termina no consumidor.

    Programas como o Carne Certificada Hereford reforçam essa conexão, ao exigir critérios rigorosos de genética, idade e acabamento de carcaça desde 1998.

    Na prática, o que está em jogo é a consistência do produto final. E isso depende de decisões tomadas muito antes do abate. Ao recolocar a capacitação técnica no centro da agenda, a ABHB tenta reduzir erros que ainda passam despercebidos. Erros que não aparecem de imediato, mas que, ao longo do tempo, comprometem eficiência, competitividade e resultado dentro da porteira.

    A programação segue com atividades práticas, onde teoria e campo finalmente se encontram.

  • DAF apresenta robustez e versatilidade com os modelos XF e CF na Agrishow

    DAF apresenta robustez e versatilidade com os modelos XF e CF na Agrishow

    A DAF Caminhões reforçou seu compromisso com o setor agropecuário e vocacional ao apresentar dois de seus modelos de destaque: o DAF XF, voltado a aplicações rodoviárias pesadas, e o DAF CF, ideal para operações severas dentro e fora da estrada, na Agrishow 2025. Ambos os modelos combinam robustez mecânica, tecnologias embarcadas e conforto para o motorista, com versões específicas preparadas para atender às demandas do campo, do transporte de grãos ao apoio em usinas canavieiras.

    A seguir, o engenheiro de vendas Carlos Chemin detalha as características técnicas, aplicações e diferenciais dos modelos XF e CF. A entrevista foi concedida ao portal Agro em Campo, durante a Agrishow, realizada em Ribeirão Preto (SP).

    DAF XF apresenta robustez, tecnologia e conforto

    O DAF XF está disponível nas configurações 6×4 e 6×2, ambas com potência de 530cv. O modelo Off-Road tem cabine Space Cab na cor Ice White, com o novo Ar-condicionado Elétrico de Teto TRP. Já o XF 6×2 possui cabine Super Space Cab Verde Apoena e inclui pacote Safety com rodas de alumínio, defletores, buzina dupla e kit hidráulico. Ambos têm PBT de 28T / 23T, CMT de 80T e PBTC de 74T.

    Carlos Chemin, engenheiro de vendas DAF
    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    O modelo XF foi lançado na Agrishow do ano passado. Qual tem sido o retorno do mercado?
    A gente lançou esse caminhão na Agrishow de 2023, e desde lá ele tem sido muito bem aceito no agro. Ele atende três segmentos principais: cargas indivisíveis, florestal e canavieiro. É um caminhão apto para trabalhar com implemento de 11 eixos, o famoso rodotrem de 11 eixos, muito usado no canavieiro.

    E em relação à capacidade técnica?
    Ele tem capacidade para até 150 toneladas, o que é bastante acima do que o rodoviário está acostumado. Tem suspensão redesenhada, chassi reforçado, quinta roda com 3 polegadas e meia, tudo voltado para esse tipo de operação pesada.

    Apesar da robustez, o conforto segue como prioridade?
    Esse é um grande diferencial. A parte interna não deixa nada a desejar. O colchão tem espuma de alta densidade, os bancos têm suspensão pneumática, tem geladeira interna… E a suspensão da cabine foi desenhada para aguentar o tranco, mas manter o conforto e a dirigibilidade.

    “DAF XF é robusto, tecnológico e confortável”, diz Carlos Chemin
    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    E a tecnologia embarcada?
    Todos os caminhões da DAF têm tecnologia, mas nesse a gente apostou em centrais eletrônicas mais potentes, em vez de muitas. Ele tem controle de tração, estabilidade, bloqueio de diferencial, painel interativo que dá feedback sobre consumo, estilo de condução, rota, tempo de marcha lenta. E todos têm rede CAN aberta, ou seja, aceitam qualquer sistema de telemetria que o cliente use.

    DAF CF Construção é simples, robusto e versátil para o agro

    O DAF CF Construção, por sua vez, conta com motor PACCAR PX-7 de 310cv, freio motor de 245cv e tração 6×4. A transmissão é manual de 9 marchas (com opção automatizada). A cabine é Day Cab e o modelo é indicado para silo/ração, carga-viva, pipa e apoio. O PBT é de 28,1T e o CMT de 42T. O modelo em exposição está implementado como caminhão – pipa.

    O que diferencia o CF no portfólio da DAF?
    O CF Construção faz parte da linha DAF Vocacional. A gente lançou ele na Fenatran 2024, e agora os clientes estão recebendo e trabalhando com ele. É um caminhão que serve pra várias aplicações, não só construção.

    Na Agrishow ele apareceu com outra aplicação, certo?
    Isso. Aqui ele está como caminhão pipa, equipado com tanque de 15 mil litros, mas a gente também mostra ele como bombeiro, porque essa é uma região com muitas usinas canavieiras. E as usinas têm o costume de ter sistemas próprios de combate a incêndios.

    CF Construção faz parte da linha DAF Vocacional
    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    É um caminhão mais direto, sem muitos luxos?
    Sim, é um caminhão simples, sem leito, cabine Day Cab, tração 6×4, mecânica básica e robusta. Transmissão manual, mas tem opção automatizada. Ele precisa estar 100% disponível. Tem de bater na chave e andar.

    E ele serve pra mais que isso?
    Serve pra caçamba, basculante, roll on-roll off, carga seca… É um caminhão versátil, com o DNA DAF, e que entrega o que o agro precisa: robustez e disponibilidade.

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