Categoria: Sustentabilidade

  • Sustentabilidade: conheça o Bloco da Reciclagem no Carnaval do Ibirapuera

    Sustentabilidade: conheça o Bloco da Reciclagem no Carnaval do Ibirapuera

    Durante o Carnaval de 2025, o Bloco da Reciclagem no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, está promovendo a limpeza urbana e gerando renda para 250 catadores e catadoras de materiais recicláveis. Essa iniciativa, liderada pela Ancat e parceiros, reforça o compromisso com a sustentabilidade e valoriza o papel dos catadores como agentes ambientais essenciais.

    Com o apoio da Ambev, do Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPR), Movimento Nacional dos Catadores (MNCR), Unicatadores, Secretaria Executiva de Limpeza Urbana (Selimp) da Prefeitura de São Paulo e Novelis, o Bloco da Reciclagem vai além da limpeza urbana. A ação contribui para a preservação do meio ambiente e para a construção de uma cidade mais limpa e consciente.

    Os catadores contam com uma central de apoio equipada, onde todo o material coletado é organizado antes de ser enviado para a Coopamare, cooperativa responsável pela triagem e destinação correta dos resíduos recicláveis. Em quatro dias de trabalho, cada catador pode receber até R$ 1.000, dependendo do alcance das metas, o que é superior à renda diária de um catador autônomo.

    Importância da iniciativa

    Segundo Roberto Rocha, presidente da Ancat, o Bloco da Reciclagem é uma vitrine de sustentabilidade e inclusão social. “Os catadores são protagonistas nesse processo. Eles não apenas ajudam a manter o Parque do Ibirapuera limpo, mas também geram renda para suas famílias”, destaca.

    A Novelis, por exemplo, reciclou mais de 190 toneladas de latinhas de alumínio em 2024, em parcerias com cooperativas e associações em grandes eventos. No Carnaval de São Paulo, a expectativa é reciclar cerca de 20 toneladas de latas. Essas parcerias sustentáveis fortalecem a economia circular e dão certo do ponto de vista ambiental e social.

    O Carnaval no Ibirapuera é uma das festividades mais animadas da cidade. Blocos como o Agrada Gregos e Bloco da Pabllo Vittar atraem milhares de pessoas. A iniciativa do Bloco da Reciclagem se destaca por promover a sustentabilidade e a inclusão social em meio à folia. Portanto,  tornando-se um modelo para outras cidades.

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  • JBS transforma 36 milhões de litros de óleo usado em biodiesel

    JBS transforma 36 milhões de litros de óleo usado em biodiesel

    A JBS encerrou 2024 com a coleta de 11 milhões de litros de óleo de cozinha usado para produzir biocombustível. O volume representa um crescimento de 154% em relação a 2023. Desde o início do programa Óleo Amigo, há oito anos, a empresa já recolheu 36 milhões de litros do resíduo e garantiu o destino correto desse material.

    Biopower

    O óleo coletado abastece a Biopower, unidade da JBS que está entre as principais produtoras brasileiras de biodiesel. Em geral, a iniciativa evitou a contaminação de 900 bilhões de litros de água, volume suficiente para encher 36 milhões de caminhões-pipa de 25 mil litros cada. Portanto, apenas em 2024, o programa preservou 278 bilhões de litros de água.

    Para Alexandre Pereira, diretor comercial da Biopower, o impacto vai além da produção de biocombustível. “Promover a educação ambiental e a economia circular fortalece todo o ecossistema. Não combatemos apenas a poluição, mas conscientizamos sobre o descarte correto do óleo”, explica.

    Atualmente, o programa atende cidades como Lins (SP), Curitiba (PR) e Campo Verde (MT), impactando 90 municípios em cinco estados: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso e Santa Catarina. A estimativa é que mais de 10 milhões de pessoas nessas regiões sejam beneficiadas com a educação ambiental promovida pelo projeto.

    Além da coleta e reciclagem, a iniciativa também investe em conscientização. Desde 2016, já alcançou diretamente 45 mil estudantes de mais de 600 escolas, empresas e instituições. “A educação é essencial para a transformação. Investimos em palestras e workshops para formar multiplicadores da conscientização ambiental na sociedade”, ressalta Pereira.

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  • Peixe-boi: um dos maiores mamíferos aquáticos do mundo

    Peixe-boi: um dos maiores mamíferos aquáticos do mundo

    O peixe-boi, um dos maiores mamíferos aquáticos do mundo, é conhecido por sua dieta vegetariana e comportamento tranquilo. Existem quatro espécies de peixes-bois, mas no Brasil, destacam-se o peixe-boi marinho (Trichechus manatus) e o peixe-boi da Amazônia (Trichechus inunguis). Recentemente, um vídeo viralizou nas redes sociais mostrando o biólogo Vinícius Ferreira amamentando filhotes de peixe-boi no projeto da AMPA, destacando a importância da conservação desses animais.

    Os peixes-bois são mamíferos aquáticos que habitam águas doces e salgadas. O peixe-boi da Amazônia, por exemplo, é exclusivamente de água doce e pode chegar a 3 metros de comprimento e pesar até 450 quilos. Já o peixe-boi marinho pode atingir 4 metros e pesar até 700 quilos. Eles são herbívoros, alimentando-se principalmente de plantas aquáticas e semi-aquáticas.

    Reprodução e conservação

    A reprodução dos peixes-bois é lenta, com um período de gestação de 13 meses. As fêmeas geralmente têm um filhote a cada quatro anos, que é amamentado por um a dois anos. A conservação desses animais é crucial, pois enfrentam ameaças como a destruição de habitat, caça ilegal e poluição. O peixe-boi da Amazônia é considerado uma das espécies mais ameaçadas no Brasil.

    Iniciativas como a do projeto da AMPA, que inclui o cuidado e amamentação de filhotes órfãos, são essenciais para a sobrevivência da espécie. Esses esforços não apenas ajudam a garantir a reprodução dos peixes-bois, mas também promovem a conscientização sobre a importância da preservação desses mamíferos aquáticos.

    AMPA

    A Associação Amigos do Peixe-boi (AMPA) desempenha um papel crucial na conservação do mamífero da Amazônia, uma espécie ameaçada de extinção. O projeto da AMPA, em parceria com instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), visa proteger essa espécie icônica e promover a conscientização ambiental.

    Um dos principais esforços da AMPA é o Programa de Reintrodução de Peixes-Bois da Amazônia. Esse programa busca aumentar o tamanho das populações de peixes-bois e promover a preservação da espécie. A reintrodução de animais resgatados e reabilitados é uma estratégia eficaz para fortalecer as populações naturais e garantir a diversidade genética.

    A AMPA também promove ações de educação ambiental, visando conscientizar a população sobre a importância da conservação do peixe-boi da Amazônia. Essas atividades incluem oficinas e eventos que destacam o papel ecológico desses animais na manutenção dos ecossistemas aquáticos da Amazônia.

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  • Espécie considerada extinta é avistada no Brasil após mais de 100 anos

    Espécie considerada extinta é avistada no Brasil após mais de 100 anos

    A anta sul-americana (Tapirus terrestris), considerada extinta regionalmente há mais de um século, foi avistada novamente no Brasil. Em janeiro, câmeras ocultas capturaram imagens de três desses majestosos mamíferos, incluindo uma mãe e seus dois filhotes, vagando pela Mata Atlântica do país.

    O Parque Estadual Cunhambebe (PEC) recebeu o registro das imagens, em uma área de conservação de 38 mil hectares criada em 2008 para proteger espécies ameaçadas de extinção. A última observação de uma anta sul-americana no estado do Rio de Janeiro ocorreu em 1914, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

    Foto: Instituto Meio Ambiente

    “Esse feito reflete a importância de áreas protegidas e esforços de conservação na recuperação de espécies emblemáticas”, destacou um porta-voz do Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (INEA). Marcelo Cupello, biólogo do INEA, acrescentou: “A volta espontânea das antas é um sinal de que as florestas do Rio de Janeiro são capazes de sustentar grandes mamíferos novamente, demonstrando uma conectividade ecológica funcional.”

    Papel ecológico das antas

    A anta sul-americana, conhecida como “jardineira da floresta”, desempenha um papel vital nos ecossistemas das florestas tropicais. Ela remove plantas com sua tromba preênsil e dispersa sementes por meio de suas fezes, contribuindo para a biodiversidade local. Com até 320 kg, esses animais são essenciais para a manutenção dos ambientes florestais.

    As antas sul-americanas, assim como outras três espécies de antas, enfrentam o risco de extinção. O reaparecimento desses animais marca um momento histórico na conservação da vida selvagem e incentiva esforços contínuos para a proteção desses ecossistemas críticos.

    O retorno das antas é um sinal de que as florestas do Rio de Janeiro estão se recuperando e podem sustentar novamente grandes mamíferos. Isso demonstra a eficácia das áreas protegidas e dos esforços de conservação na preservação da biodiversidade local.

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  • Onça-pintada é flagrada tentando invadir toca de tatu-canastra

    Onça-pintada é flagrada tentando invadir toca de tatu-canastra

    Uma cena curiosa foi registrada no Pantanal de Mato Grosso do Sul, onde uma onça-pintada foi flagrada tentando invadir a toca de um tatu-canastra. As imagens capturadas por câmeras de monitoramento do Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS). E revelam o comportamento curioso e predatório do felino em busca de abrigo ou alimento.

    O registro destaca a interação entre espécies no ecossistema pantaneiro, evidenciando a importância das tocas do tatu-canastra, que servem como refúgio para diversos animais. O tatu-canastra, conhecido como “engenheiro ecológico”, constrói tocas que mantêm uma temperatura constante, proporcionando abrigo e conforto em um habitat que pode ser hostil.

    O comportamento da onça-pintada em tentar acessar a toca do tatu-canastra levanta questões sobre a dinâmica da fauna local. E também os desafios enfrentados pelos predadores em um ambiente natural. Embora as onças sejam conhecidas por sua força e habilidades de caça, a busca por refúgios térmicos pode indicar uma adaptação às condições climáticas extremas que têm afetado a região.

    Preservação

    As imagens da onça-pintada foram amplamente compartilhadas nas redes sociais, gerando discussões sobre a conservação das espécies e a importância de proteger os habitats naturais. O trabalho do ICAS e outras organizações voltadas à preservação da fauna silvestre é fundamental para garantir que esses momentos únicos possam ser documentados e apreciados.

    O ICAS apóia projetos de conservação que beneficiam a biodiversidade no Brasil, focando seus esforços em duas espécies icônicas por meio do Programa de Conservação do tatu-canastra e do Projeto Bandeiras e Rodovias, atuando nos 3 principais biomas brasileiros.

    Esse flagrante não apenas ilustra a beleza da vida selvagem no Pantanal. Mas também serve como um lembrete da necessidade de conservação e respeito pela biodiversidade. Além disso, a interação entre a onça-pintada e o tatu-canastra ressalta a complexidade dos ecossistemas e a importância de manter o equilíbrio entre as espécies que habitam essas áreas.

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  • USP testa primeira planta de hidrogênio renovável a partir do etanol

    USP testa primeira planta de hidrogênio renovável a partir do etanol

    A Universidade de São Paulo (USP) iniciou testes da primeira estação experimental do mundo para produção de hidrogênio renovável a partir do etanol. O projeto, conduzido pelo Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI), busca impulsionar a transição energética e reduzir emissões de carbono.

    Em geral, a iniciativa recebeu investimento de R$ 50 milhões e reúne grandes empresas e instituições, como Shell Brasil, Raízen, Hytron, SENAI CETIQT e a própria USP. Também participam Toyota, Hyundai, Marcopolo e a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU). Em resumo, a tecnologia pretende mostrar a viabilidade do etanol como fonte sustentável de hidrogênio, aproveitando a infraestrutura já existente no país.

    Capacidade e aplicações

    A planta-piloto pode produzir 100 quilos de hidrogênio por dia. Ou seja, volume suficiente para abastecer três ônibus e dois veículos leves. Os pesquisadores testarão o hidrogênio em coletivos da USP e nos modelos Toyota Mirai e Hyundai Nexo, ambos movidos a células a combustível.

    Ao mesmo tempo, os cientistas avaliarão a conversão do etanol em hidrogênio e o desempenho do combustível nos veículos. “Estamos demonstrando que o etanol pode ser um vetor eficiente para o hidrogênio sustentável”, afirma Julio Meneghini, diretor científico do RCGI. “O Brasil tem uma infraestrutura consolidada para o etanol, o que favorece a descarbonização de setores industriais e do transporte”, completa.

    O hidrogênio será produzido por reforma a vapor do etanol, processo químico que combina o biocombustível com água em altas temperaturas para gerar hidrogênio. Esse método reduz emissões porque o CO₂ liberado pode ser compensado pelo cultivo da cana-de-açúcar.

    Impacto na indústria e na mobilidade

    A iniciativa pode impulsionar a mobilidade sustentável no Brasil. Fabricantes de aviões, caminhões e ônibus terão acesso a uma fonte estratégica de hidrogênio para desenvolvimento de novas tecnologias.

    “A produção em grande escala pode beneficiar diversos setores, da mobilidade à fabricação de fertilizantes sustentáveis”, diz Meneghini. A expectativa é que o projeto gere dados para ampliar sua aplicação comercial. “Queremos mostrar que essa solução é viável e pode fortalecer a transição energética do Brasil”, destaca o pesquisador.

    O reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior, reforça a importância da pesquisa. “Nosso papel é desenvolver tecnologias inovadoras para acelerar a transição energética e posicionar o Brasil como líder global”, afirma. Segundo ele, energia mais barata e com menor pegada de carbono pode tornar o país referência no setor.

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, visitou a planta no dia 19 de fevereiro e destacou o impacto econômico do projeto. “São Paulo tem infraestrutura, pesquisa científica e mão de obra qualificada para liderar a transição energética no Brasil”, afirma. Além disso, ele acredita que a iniciativa pode transformar a indústria e fortalecer a produção de energia limpa para exportação.

    Avanço estratégico

    O desenvolvimento da planta experimental marca um passo importante para o hidrogênio sustentável no Brasil. Meneghini aposta que a tecnologia consolidará o país como referência global na produção de energia limpa. “Essa solução pode reduzir a dependência de combustíveis fósseis e impulsionar setores estratégicos de forma sustentável”, conclui.

     

  • Projeto prevê dedução no IR para doações ambientais e climáticas

    Projeto prevê dedução no IR para doações ambientais e climáticas

    A Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei que permite a dedução no Imposto de Renda (IR) para contribuintes que doarem a fundos voltados ao meio ambiente e ao enfrentamento de emergências climáticas. A proposta estabelece um limite de até 3% do IR devido.

    O Projeto de Lei 4115/24 altera a Lei 7.797/89, que criou o Fundo Nacional do Meio Ambiente. O benefício tributário segue o modelo já aplicado a doações para fundos da criança, do adolescente e de pessoas idosas.

    O autor da proposta, ex-deputado Pedro Tourinho (PT-SP), afirma que a medida fortalece as políticas públicas ambientais no Brasil. “Este projeto é essencial para ampliar o financiamento de ações voltadas ao meio ambiente e ao enfrentamento das emergências climáticas”, destaca.

    A proposta tramita em caráter conclusivo e passará pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Finanças e Tributação e Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa da aprovação da Câmara e do Senado.

    O mundo tem enfrentado vários impactos das mudanças climáticas e no Brasil não é diferente. Basta lembrar das enchentes no Rio Grande do Sul no ano passado e das queimadas e seca no Sudeste.

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  • Cecafé destaca sustentabilidade do café brasileiro a organizações japonesas

    Cecafé destaca sustentabilidade do café brasileiro a organizações japonesas

    O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) apresentou, em São Paulo, as boas práticas socioambientais da cafeicultura brasileira a representantes da Marubeni Corporation e da Global Alliance for Sustainable Supply Chain (ASSC). A organização japonesa promove cadeias de valor sustentáveis com foco na proteção dos direitos trabalhistas.

    Segundo Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé, a ASSC foi contratada pelas companhias Ajinomoto e ITO EN para estudar as cadeias produtivas de café, cana e soja no Brasil. Em resumo, o levantamento analisa impactos ambientais e condições trabalhistas nessas culturas.

    No encontro, Matos destacou a relevância socioeconômica e ambiental do café para o Brasil. Ao mesmo tempo,  ele destacou que o setor se mantém organizado, eficiente e moderno, o que assegura ao produtor uma das maiores transferências de preço Free on Board (FOB). Ou seja, esse fator impulsiona o desenvolvimento das regiões cafeeiras. “O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dessas cidades supera a média nacional”, afirmou.

    Responsabilidade Social e Sustentabilidade

    Silvia Pizzol, diretora de Responsabilidade Social e Sustentabilidade do Cecafé, apresentou os programas da entidade voltados à promoção do trabalho decente. Entre eles, estão o “Produtor Informado”, a “Iniciativa de Ação Coletiva Bem-estar Social na Cafeicultura” e a “Plataforma de Monitoramento Socioambiental Cafés do Brasil”. As iniciativas garantem conformidade com as novas legislações do comércio mundial e as diretrizes ESG.

    A apresentação também abordou a legislação brasileira para proteção do trabalhador. Pizzol destacou a importância do diálogo social, da fiscalização trabalhista e da evolução constante das leis para melhorar as condições de trabalho.

    Matos enfatizou que a comunicação deve ser responsável e evitar generalizações sobre violações trabalhistas. “O Brasil não deve ser prejudicado, mas valorizado por sua transparência no enfrentamento de desafios sociais”, defendeu.

    Os representantes da ASSC elogiaram as iniciativas do setor cafeeiro brasileiro. Ou seja, segundo Matos, a delegação japonesa reconheceu que o Brasil está preparado para as novas regras de comércio e que eventuais violações são pontuais e monitoradas.

    O Cecafé reafirmou seu compromisso com condições de trabalho dignas e colaboração na cadeia produtiva do café. “Seguimos comprometidos com a sustentabilidade e o fortalecimento da cafeicultura brasileira no mercado global”, concluiu Matos.

    Japão: parceiro estratégico do café brasileiro

    O Japão é um dos principais importadores de café brasileiro. Em 2024, o país adquiriu 2,211 milhões de sacas de 60 kg, correspondendo a 4,4% das exportações nacionais. Portanto, com esse volume, a nação asiática ficou em quinto lugar no ranking dos maiores compradores do produto.

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  • Super Terminais firma compromisso com sustentabilidade

    Super Terminais firma compromisso com sustentabilidade

    O Super Terminais, primeiro porto verde do Brasil, aderiu ao Pacto pela Sustentabilidade, iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos lançada em Brasília no último dia 27. Sendo o único terminal da região Norte a integrar o programa, a adesão reforça seu compromisso com práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).

    Como parte do Plano de Ação do Pacto, o Super Terminais implementa iniciativas sustentáveis inovadoras. Entre elas, destaca-se a aquisição dos três primeiros guindastes elétricos do mundo para operações em Manaus. Esses equipamentos reduzem significativamente as emissões de gases de efeito estufa e garantem uma economia anual de 5,2 mil litros de óleo hidráulico, contribuindo para a eficiência energética do terminal.

    Outra iniciativa é o programa de gerenciamento de resíduos, que controla e monitora o descarte adequado de todos os materiais utilizados no porto. Atualmente, a empresa recicla 100% dos fluidos hidráulicos produzidos, reaproveitando-os em outras operações.

    O terminal também investe no monitoramento da qualidade da água do rio Amazonas. Uma empresa especializada realiza análises contínuas para garantir a balneabilidade e a preservação da biodiversidade na área ao redor do porto.

    Além do compromisso ambiental, o Super Terminais mantém programas sociais voltados para as comunidades vizinhas. O programa “Porto e Comunidade” promove ações sociais e de educação ambiental, beneficiando moradores locais. A empresa também é mantenedora do Educandário Gustavo Capanema, instituição que oferece apoio a crianças em situação de vulnerabilidade social.

    Sobre o Pacto pela Sustentabilidade

    O programa do Ministério de Portos e Aeroportos incentiva empresas a adotarem práticas sustentáveis, promovendo transparência e inclusão social. Para aderir, é necessário cumprir uma série de critérios, como estar em dia com obrigações trabalhistas e não possuir histórico de infrações graves.

    Empresas que atenderem a pelo menos 10 ações dentro dos eixos ambiental, social e de governança receberão o selo ouro do programa. A entrega dos certificados está prevista para novembro, durante a COP30, evento que colocará o Brasil no centro das discussões globais sobre sustentabilidade.

    O Super Terminais, primeiro porto verde do Brasil.

    O Super Terminais também contribui significativamente para a economia amazonense. Em 2024, com a “Operação Itacoatiara”, desenvolvida pelo engenheiro naval Heitor Augusto de Souza Lima, a empresa garantiu o escoamento da produção da Zona Franca de Manaus, minimizando os impactos da seca histórica que atingiu a região.

    A infraestrutura do Super Terminais inclui um píer exclusivo em uma área de 300 mil metros quadrados na margem esquerda do rio Amazonas. Com acesso rodoviário asfaltado, a localização estratégica facilita o transporte de cargas. A operação resultou em um recorde histórico para o terminal, com a movimentação de 264.805 TEUs (cerca de 140 mil contêineres) em 2024.

    Liderança em sustentabilidade portuária

    Com mais de 25 anos de experiência, o Super Terminais se consolidou como o terminal privativo mais eficiente do Polo Industrial de Manaus. Reconhecido como o único porto verde do Brasil, sua estrutura moderna e suas iniciativas sustentáveis destacam a empresa como referência em logística responsável na região Amazônica.

    Marcello di Gregorio, diretor do Super Terminais

    “Sabemos que precisamos agir agora para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, que já nos afetam diretamente. No ano passado, por exemplo, a região amazônica enfrentou a pior seca da história e foi apenas por meio da atuação conjunta entre setor público e privado que conseguimos manter a economia estável”, afirma Marcello di Gregorio, diretor do Super Terminais.

    Com essa adesão ao Pacto pela Sustentabilidade, o terminal reforça sua posição de liderança na adoção de práticas sustentáveis, garantindo um futuro mais verde para a logística e o transporte de cargas no Brasil.

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  • Borracha Nativa da Amazônia: sustentabilidade e inovação na preservação da floresta

    Borracha Nativa da Amazônia: sustentabilidade e inovação na preservação da floresta

    A Mercur, empresa brasileira com mais de um século de história, aposta para o mercado de materiais escolares com a Borracha Nativa da Amazônia – um produto que combina responsabilidade socioambiental, tecnologia e valorização da cultura tradicional. Desenvolvida em parceria com a rede Origens Brasil®, a borracha é composta por 78% de matérias-primas renováveis, tem cor natural e textura suave, além de um QR Code que conecta o consumidor às comunidades extrativistas da floresta.

    O projeto Borracha Nativa nasceu em 2010, quando a Mercur decidiu resgatar a cadeia produtiva do látex amazônico, historicamente marginalizada pela concorrência de seringais de cultivo na Ásia. A iniciativa envolve seringueiros de Reservas Extrativistas e Terras Indígenas no Pará e Rondônia, como a Reserva Rio Xingu e a Terra Indígena Xipaya, garantindo que o látex seja extraído de forma sustentável, sem danos às seringueiras nativas.

    A parceria com a Origens Brasil® (rede administrada pelo Imaflora e ISA) assegura relações comerciais éticas, pagando até quatro vezes mais pelo látex amazônico em comparação com o de cultivo. Esse modelo não só valoriza o trabalho dos povos tradicionais. Mas também financia melhorias em infraestrutura local e neutraliza emissões de CO₂ ao evitar o desmatamento.

    Impacto social: renda e autonomia para as comunidades

    Desde 2010, a Mercur adquiriu 63 toneladas de borracha natural das comunidades, gerando mais de R$ 165 mil em renda local apenas em 2023. A expectativa é atingir 30 toneladas anuais até 2026, ampliando o apoio a oito territórios, incluindo áreas indígenas como Uru-Eu-Wau-Wau (RO).

    Para Jorge Hoelzel Neto, Facilitador de Direção da Mercur, o projeto “resgata um passivo histórico com os extrativistas e transforma-os em guardiões da floresta”. Em 2024, a empresa já investiu R$ 140 mil em serviços socioambientais, com planos de ampliar os recursos.

    O Projeto Borracha Nativa visa a (re)construção da cadeia sustentável da borracha e a promoção de condições sustentáveis de produção florestal. Reprodução Mercur

    A borracha traz um QR Code no verso, que direciona os consumidores ao site da Origens Brasil®. Lá, é possível conhecer a trajetória do produto, desde a extração do látex até as histórias das famílias envolvidas. “Corrigir com consciência para preservar o futuro” não é apenas um slogan, mas um compromisso com rastreabilidade e educação ambiental.

    Preservação da Amazônia em números

    Cada quilo de borracha nativa produzido preserva 1 hectare de floresta – equivalente a um campo de futebol. Isso porque os seringueiros, ao manterem a atividade extrativista, protegem a área de invasões e desmatamento. Estima-se que 300 kg de borracha/ano conservem 300 hectares, um impacto direto na mitigação das mudanças climáticas.

    Apesar dos avanços, a produção ainda enfrenta gargalos como a escala limitada e a logística complexa na Amazônia. Para superá-los, a Mercur planeja expandir parcerias com instituições como o WWF-Brasil e o Laboratório de Tecnologia Química da UnB. Eles desenvolvem técnicas para melhorar a qualidade do látex e incluir mulheres no processo produtivo.

    A Borracha Nativa da Amazônia simboliza um novo ciclo econômico, onde floresta em pé vale mais que derrubada. Ao escolher produtos como esse, consumidores contribuem para uma cadeia que une preservação ambiental, justiça social e inovação. Como afirma a hashtag da campanha: #AmazôniaViva é um convite para que todos façam parte dessa transformaçã.

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