Categoria: Sustentabilidade

  • Você sabia? Pelo de porco deu origem a escova de dente

    Você sabia? Pelo de porco deu origem a escova de dente

    A escova de dente moderna surgiu na China, por volta de 1498. No século XV, a escova de dente era feita de pelo de animais, principalmente porcos e cavalos. A técnica rudimentar e primitiva machuva a boca e acumulava umidade, causando mofo.

    A evolução da escova de cerda aconteceu no século XVIII, quando os ingleses introduziram uma escova dental mais moderna.  Assim, as cerdas de pelo de porco eram fixadas em buracos perfurados no osso que servia como cabo.

    De lá para cá, o uso de pelo de porco em escovas e pincéis foi se modernizando e ganhando um padrão de qualidade em escala global.

    Importação no Brasil

    O Brasil importou aproximadamente 183 toneladas de cerdas (pelos) de porco lavadas, alvejadas ou desengorduradas em 2023, totalizando cerca de R$ 1,7 milhão. Com uma robusta produção de suínos, o país não descarta a possibilidade de se tornar um processador dessas cerdas no futuro. O mercado está em expansão em todo o mundo.

    “Caso seja viável economicamente, o processamento de cerdas de porco pode ser iniciado e/ou expandido no Brasil visando conquistar parte do mercado”, afirmou a veterinária Priscila Cavalheiro Marcenovicz, analista de suinocultura no Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

    Produção de suínos em fazenda de Santa Catarina. Foto: Divulgação – AEN/Ari Dias

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    Segundo o Agrostat, plataforma do Ministério da Agricultura e Pecuária que monitora o comércio exterior, as importações de cerdas de porco atenderam cinco estados. O Rio Grande do Sul foi o principal destino, com 76% das compras. Pernambuco (14%), São Paulo (7%), Santa Catarina (2%) e Paraná (1%) também fazem parte desse mercado. Nos primeiros cinco meses de 2024, o Brasil já importou 61 toneladas de cerdas, o que equivale a R$ 529 mil.

    Amplo mercado internacional

    A utilização de cerdas de porco possui diversas aplicações na indústria, incluindo a fabricação de escovas, pincéis e até mesmo a produção de alguns tipos de fios e tecidos. Além disso, em países como a China e a Alemanha, o processamento de cerdas suínas é uma indústria estabelecida há décadas. Ou seja, é a garantia de um mercado consistente e lucrativo.

    Na China, por exemplo, o uso das cerdas de porco é historicamente relevante, sendo um dos maiores exportadores mundiais desse material.  Além disso, a qualidade das cerdas chinesas é altamente reconhecida. O país asiático tem investido em tecnologias avançadas para aprimorar o processamento e aumentar a eficiência da produção.

    Da mesma forma, a Alemanha também tem um mercado significativo para as cerdas de porco, focando em métodos sustentáveis de processamento que reduzem o impacto ambiental. Além disso, a indústria alemã valoriza a qualidade das cerdas e tem desenvolvido técnicas para maximizar o uso do material, contribuindo para a economia circular e reduzindo desperdícios.

    Portanto, esses exemplos internacionais mostram que, com investimento em tecnologia e infraestrutura, o Brasil tem potencial para se tornar um importante processador e exportador de cerdas de porco, agregando valor à sua já forte indústria suinícola.

  • Jogo limpo – Palmeiras renova Selo Energia Verde

    Jogo limpo – Palmeiras renova Selo Energia Verde

    A Sociedade Esportiva Palmeiras renovou, pelo segundo ano consecutivo, o Selo Energia Verde. A UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia) emitiu o certificado, referente a 2024. O atual bicampeão brasileiro recebeu o selo após se comprometer a adquirir energia elétrica renovável.

    O Palmeiras firmou um contrato com a Capitale Energia Comercializadora para a aquisição de energia elétrica. Além disso, a comercializadora recebeu a certificação da UNICA por comprar energia em volumes equivalentes de usinas geradoras de bioeletricidade, produzida a partir dos resíduos da cana-de-açúcar. Essa iniciativa, por sua vez, contribui para o desenvolvimento dessa fonte renovável na matriz elétrica brasileira.

    A certificação, que faz parte do Programa de Certificação da Bioeletricidade, resulta de uma parceria entre a UNICA e a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), com o apoio da Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia).

    A princípio, essa é mais uma ação do clube no programa “Por Um Futuro Mais Verde”, um projeto de responsabilidade institucional com pilares econômico, social e ambiental. Além disso, em junho, mês do meio ambiente, o Palmeiras lançou uma camisa especial para alertar sobre os riscos do desmatamento das florestas.

    Segundo Zilmar Souza, gerente de bioeletricidade da UNICA, as 51 usinas certificadas devem produzir quase 10 mil GWh em 2024. Ou seja, número equivalente a 1/3 da geração da Usina Belo Monte no ano passado ou o suficiente para atender 4,7 milhões de residências. “Essa geração pela biomassa da cana evitará a emissão de 3 milhões de tCO2. Essa marca seria atingida somente com o cultivo de 21 milhões de árvores nativas em 20 anos. Uma energia renovável que os consumidores no mercado livre, como o Palmeiras, podem incentivar na sua expansão na matriz elétrica brasileira”, conclui Souza.

  • Conheça a Cumaru, a baunilha do Brasil

    Conheça a Cumaru, a baunilha do Brasil

    A Cumaru, também conhecida como baunilha do Brasil, é uma árvore nativa da Amazônia que vem ganhando destaque devido ao potencial econômico de suas sementes. A Cumaru (Dipteryx odorata), pertencente à família Fabaceae, cresce em diversos países da América do Sul, incluindo Brasil, Guiana, Suriname e Venezuela.

    As sementes da Cumaru, popularmente chamadas de fava-de-cumaru, são ricas em cumarina, um composto aromático utilizado na indústria de fragrâncias, cosméticos e alimentos. Porém, devido à sua semelhança com a baunilha, a fava-de-cumaru é conhecida como a “baunilha do Brasil”. O óleo essencial extraído das sementes é altamente valorizado no mercado internacional, podendo alcançar preços elevados.

    Entretanto, a Cumaru é uma árvore de crescimento lento, podendo levar de 15 a 20 anos para atingir a maturidade e iniciar a produção de sementes. Isso torna o cultivo da espécie um investimento de longo prazo, exigindo paciência e planejamento por parte dos produtores.

    Utilidades na Indústria

    As sementes da Cumaru têm diversas aplicações na indústria:

    • Fragrâncias: O óleo essencial da Cumaru é utilizado na fabricação de perfumes, sabonetes e outros produtos de higiene pessoal.
    • Cosméticos: As propriedades antioxidantes e de hidratação da pele da cumarina das sementes levam à sua utilização em cremes, loções e maquiagens.
    • Alimentos: A fava-de-cumaru é usada como aromatizante natural em bebidas, doces, sorvetes e outros alimentos, conferindo um aroma e sabor semelhantes à baunilha.
    • Medicina tradicional: Na medicina popular, as pessoas utilizam as sementes da Cumaru para tratar diversos problemas de saúde, incluindo dores musculares, inflamações e problemas respiratórios.

    Apesar do longo tempo de crescimento, a Cumaru apresenta um grande potencial econômico para os produtores rurais da Amazônia. Além disso, o cultivo sustentável dessa espécie nativa pode gerar renda e promover o desenvolvimento da região, além de contribuir para a conservação da floresta amazônica.

    Risco de extinção

    A árvore Cumaru (Dipteryx odorata), nativa da Amazônia, enfrenta risco de extinção devido à exploração desenfreada e à destruição de seu habitat. Conhecida por sua madeira durável e pelas sementes aromáticas usadas na perfumaria e culinária, o Cumaru tem grande valor econômico, o que intensifica a sua exploração. A derrubada indiscriminada e a conversão de florestas em áreas agrícolas são as principais ameaças. A perda dessa espécie não só afetaria a biodiversidade, mas também as comunidades que dependem dela para subsistência.

    Reprodução: Embrapa

    A durabilidade e resistência da madeira de Cumaru a tornam altamente valorizada, sendo utilizada na construção civil e fabricação de móveis. As sementes, conhecidas como “favas tonka”, oferecem um aroma doce e agradável, popular na perfumaria e culinária.

    Para mitigar o risco de extinção, é essencial implementar políticas de manejo sustentável, promover a regeneração natural e fortalecer a fiscalização contra a exploração ilegal. Iniciativas de reflorestamento e conservação do habitat também são cruciais para garantir a sobrevivência da árvore Cumaru.

    Contexto Econômico e Ecológico

    O Cumaru tem grande importância tanto econômica quanto ecológica. Enquanto economicamente, sustenta diversas indústrias e comunidades, ecologicamente, faz parte do complexo ecossistema amazônico, contribuindo para a biodiversidade e estabilidade ambiental. Sua preservação é vital para manter o equilíbrio ecológico da Amazônia e o bem-estar das populações que dela dependem.

    A proteção da espécie exige um esforço conjunto entre governos, organizações ambientais e comunidades locais. Porém, somente com a adoção de práticas sustentáveis e políticas eficazes de conservação será possível garantir a sobrevivência dessa valiosa espécie.

  • Workshop sobre a cadeia de plásticos está com inscrições abertas

    Workshop sobre a cadeia de plásticos está com inscrições abertas

    Estão abertas as inscrições para o 1º Workshop da Rede Midas Mongaru: Circularidade na Cadeia de Plásticos, que ocorrerá em São Carlos (SP) nos dias 18 e 19 de julho. O evento, promovido pelo INCT Midas, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e INCT Circularidade em Materiais Poliméricos, será sediado pela Embrapa Instrumentação.

    O workshop visa promover um debate entre academia, indústria, cooperativas, poder público e sociedade, incluindo educadores focados em sustentabilidade e educação empreendedora. Ou seja, a iniciativa busca reunir colaboradores para minimizar o impacto da poluição plástica.

    Com um formato interativo e colaborativo, o evento contará com seis painéis temáticos. Serão discutidos casos de sucesso e desafios relacionados à logística reversa, educação ambiental, legislação e políticas públicas, por exemplo. Também estarão e pauta temas como o uso de plásticos biodegradáveis e de fontes renováveis, educação empreendedora e design para a circularidade.

    Ao final dos dois dias de discussões, os organizadores planejam formalizar, como resultado, um plano de ações e compromissos para avançar com propostas resolutivas.

    Plano de ação do workshop

    Segundo a professora Alessandra Lucas, da UFSCar, o workshop apresentará casos de sucesso e desafios, que serão transformados em ações a curto, médio e longo prazo. “Vamos traçar planos de ação em âmbito local, regional e nacional para direcionar as atividades da Rede Midas Mongaru e do INCT Circularidade em Materiais Poliméricos. Não queremos reinventar a roda da circularidade dos plásticos, mas fazê-la girar conectando atores importantes deste sistema”, explica a professora.

    Participantes confirmados

    Entre os participantes confirmados estão membros das cooperativas de coleta seletiva de São Carlos e Araraquara, além do presidente do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), Ronei Silva, e Telines Basílio, presidente da Coopercaps, uma cooperativa modelo em São Paulo.

    Inscrições para o workshop

    Para se inscrever, acesse o site do evento Midas Mongaru. O evento conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FAI-UFSCar) e Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa-UFSCar).

    Sobre a Rede Midas Mongaru

    Docentes do DEMa, integrantes do INCT Midas de Tecnologias Ambientais e do INCT Circularidade em Materiais Poliméricos criaram a Rede Midas Mongaru. Os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), lançados em 2008, têm como objetivo fortalecer colaborações com grupos de excelência internacionais. Além disso, promovem também a inserção da ciência e tecnologia brasileira no cenário global. O programa é conduzido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), CNPq, Capes, BNDES, Finep e diversas fundações de amparo à pesquisa estaduais. O INCT Circularidade em Materiais Poliméricos recebe apoio da Fapesp.

     

  • Pesquisa inédita: carvão revoluciona produtividade de hortaliças

    Pesquisa inédita: carvão revoluciona produtividade de hortaliças

    Uma técnica primitiva dos povos indígenas da Amazônia pode revolucionar a produção de hortaliças. É o que comprovou um projeto inédito no mundo que avaliou os efeito do carvão na fertilidade do solo. A pesquisa foi conduzida pela Epagri com apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

    Resíduos das indústrias de carvão vegetal são grandes aliados dos produtores de cebola, melhorando o solo e aumentando a produtividade, de acordo com duas pesquisas da Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina) realizadas em Ituporanga.

    “O uso desse resíduo, além de beneficiar o solo e as plantas, reduz o passivo ambiental das carvoarias”, afirma o pesquisador Fábio Satoshi Higashikawa. Conhecido como “biocarvão”, este material de baixo custo, vendido a cerca de R$ 1 o quilo em Santa Catarina, é o resíduo mais fino gerado na fabricação de carvão vegetal, chamado de “moinha de carvão” ou “pó de carvão”.

    Foto: Divulgação – Epagri

    Aumento na produção

    As pesquisas da Epagri começaram em 2016, com um projeto pioneiro apoiado pelo CNPq, avaliando os efeitos do biocarvão na fertilidade do solo em sistema de plantio direto.

    Concluiu-se que a aplicação de 1 tonelada por hectare melhora a fertilidade, aumentando nutrientes e matéria orgânica. “O biocarvão ainda eleva o pH do solo, reduzindo a toxicidade do alumínio e aumentando o rendimento da cebola”, acrescenta Fábio.

    Além disso, o biocarvão é mais resistente à decomposição, proporcionando benefícios duradouros. Ou seja, os efeitos dependem do tipo, dose, solo e sistema de plantio, podendo reduzir custos de produção ao substituir parcialmente fertilizantes.

    Um segundo estudo da Epagri, em parceria com Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) e Fapesc (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina), confirmou os benefícios do biocarvão nas propriedades físicas do solo e no rendimento da cebola.

    Foto: Divulgação – Epagri

    Sendo assim, áreas com doses de biocarvão desde 2016 apresentaram maior estabilidade dos agregados, melhorando a resistência à erosão. “Esses efeitos aumentam a resiliência do solo e da lavoura em anos com condições climáticas desfavoráveis”, resume Fábio.

    Biodiversidade no solo

    Uma terceira pesquisa da Epagri, em fase de captação de recursos, foca no efeito do biocarvão nos microrganismos do solo. “O biocarvão aumenta a biodiversidade e a atividade de microrganismos no solo”, aponta o pesquisador.

    Embora o uso de biocarvão na agricultura tenha origem na Terra Preta de Índio, solos férteis da Amazônia, em Santa Catarina a prática ainda é rara. “A disponibilidade local limita o uso devido ao custo de transporte”, pondera Fábio.

    https://agroemcampo-homol.ig.com.br/2024/cultivo-abacaxi-o-ouro-tropical-para-saude-e-para-o-agricultor/

  • Cosméticos sustentáveis: como tendência está revolucionando mercado

    Cosméticos sustentáveis: como tendência está revolucionando mercado

    A demanda por produtos sustentáveis e ambientalmente responsáveis tem transformado diversos setores, e a indústria da beleza não é exceção. Os cosméticos sustentáveis, também conhecidos como cosméticos naturais, ecológicos ou cosméticos verdes, seguem uma tendência de crescimento no mercado, conquistando um número grande de consumidores preocupados com a saúde e o meio ambiente.

    A popularidade dos cosméticos sustentáveis está incentivando marcas da beleza a repensar suas formulações e práticas de produção.

    Grandes empresas estão lançando linhas de produtos ecológicos e investindo em certificações que garantem a sustentabilidade. Ao mesmo tempo, novas marcas estão surgindo com uma filosofia completamente alinhada para a sustentabilidade, com um emergente e ainda pouco explorado mercado consumidor.

    O que são cosméticos sustentáveis?

    Cosméticos sustentáveis são produtos de beleza que buscam minimizar os impactos ao meio ambiente, utilizando matérias primas sustentáveis e evitando substâncias químicas sintéticas prejudiciais tanto para a pele quanto para o meio ambiente.

    Esses produtos são formulados sem parabenos, sulfatos, ftalatos e outras toxinas, priorizando componentes como óleos essenciais, extratos de plantas e minerais, ingredientes orgânicos, veganos, de origem não animal e cruelty-free.

    Além disso, a produção desses cosméticos envolve em toda a cadeia produtiva práticas sustentáveis e ecologicamente responsáveis, como a agricultura orgânica, uso de embalagens recicláveis e biodegradáveis, uso racional da água e fortalecimento das comunidades bioextrativistas regionais.

    Tipos de cosméticos sustentáveis:

    • Cosméticos orgânicos: deve conter, no mínimo, 95% de matérias-primas certificadas como orgânicas.
    • Cosméticos naturais: deve conter, no mínimo, 95% de matérias-primas naturais e não deve conter aditivos químicos.
    • Cosméticos veganos: não contem matérias primas de origem animal como exemplo lanolina, colágeno, mel, cera de abelha.
    • Biocosmeticos: produzidos a partir de ingredientes naturais desenvolvidos em condições laboratoriais com a ajuda de bactérias, fungos e leveduras como, por exemplo, ácido hialurônico produzido, peptídeos, enzimas, biocelulose.

    Exemplo nacional

    No Brasil a Natura é referência em sustentabilidade em sua cadeia produtiva. Em 2011 a empresa lançou o Programa Natura Amazônia e desde então mais de dois milhões de hectares de floresta foram conservadas, R$ 2,5 bilhões em volume de negócios movimentados na região amazônica e 28 mil pessoas impactadas diretamente.

    A empresa ainda tem como meta aumentar para três milhões de hectares de conservação da Amazônia até 2030 e contribuir para o desmatamento zero até 2025.

    A tendência é de crescimento contínuo. Além disso, consumidores estão cada vez mais informados e exigentes, pressionando a indústria a adotar práticas mais alinhadas ao ecologicamente correto e sustentável.

    Por sua vez, as grandes empresas do ramo da beleza estão se reinventando atentos a esse mercado embora. Os custos de pesquisa e produção de cosméticos ecológicos são geralmente mais altos, refletindo-se nos preços finais para o consumidor. No entanto, segundo o caderno de tendências 2019 a 2020 do Sebrae, 29% dos consumidores brasileiros preferem comprar produtos de empresas com práticas sustentáveis e 73% dos consumidores de 20 a 34 anos estão dispostos a pagar mais por esses produtos.

    Este movimento por cosméticos ecologicamente responsáveis não apenas reflete uma mudança de hábitos, mas também uma transformação cultural em direção à sustentabilidade e ao bem-estar coletivo

  • Cerrado Mineiro – produção de café e sustentabilidade andam juntos

    Cerrado Mineiro – produção de café e sustentabilidade andam juntos

    O Brasil se destaca como o maior produtor de café do mundo, representando cerca de 38% da produção global do grão na safra 2023/2024, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No Cerrado Mineiro, região famosa pelo café especial brasileiro, três mulheres estão à frente de propriedades que são exemplos de sustentabilidade. Ana Paula Curiacos, Juliana Rezende e Mariana Veloso adotam práticas que preservam biomas, promovem desenvolvimento científico, purificam nascentes, fornecem água às comunidades locais e mantêm plantações autossuficientes durante a seca.

    As três produtoras foram reconhecidas pelo Prêmio Mulheres do Agro, organizado pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). Ana Paula Curiacos conquistou o primeiro lugar na categoria “pequena propriedade” em 2023, Juliana Rezende recebeu o mesmo prêmio em 2022, e Mariana Veloso ficou em terceiro lugar na categoria “grande propriedade” em 2023. Esse reconhecimento destaca a responsabilidade socioambiental e a inovação tecnológica implementadas em suas fazendas.

    Ana Paula Curiacos e a Fazenda Três Meninas

    Ana Paula Curiacos, formada em Zootecnia, lidera a Fazenda Três Meninas em Monte Carmelo desde 2016. Ela transformou a propriedade em um centro de referência para agricultura regenerativa, colaborando com universidades para oferecer cursos de agronomia, engenharia florestal e cafeicultura. “Isso impactou positivamente os indicadores, mantendo alta produtividade e inspirando propriedades vizinhas e de outras regiões a seguirem o exemplo”, explica Ana Paula.

    Formada em Zootecnia, a paulista Ana Paula Curiacos está à frente da gestão da Fazenda Três Meninas

    A propriedade se transformou em um espaço aberto a cursos de agronomia, engenharia florestal e cafeicultura, para que as futuras gerações obtenham uma visão mais ampla e atual das práticas agronômicas. Essa iniciativa expandiu as possibilidades de pesquisa. Também levou a zootecnista a palestrar em congressos e workshops, impactando mais de três mil pessoas nos últimos anos.

    Juliana Rezende e a Fazenda Santa Bárbara

    Juliana Rezende, formada em Farmácia, assumiu a Fazenda Santa Bárbara em 2015. Ela implementou práticas sustentáveis que lhe renderam o primeiro lugar no Prêmio Mulheres do Agro 2022. Juliana destaca que “a adoção de boas práticas agrícolas e o manejo regenerativo elevaram nossa qualidade, mostrando que a natureza e o meio ambiente são essenciais para alcançarmos o padrão dos cafés que entregamos hoje”. Entre seus projetos estão o ‘Amigos do Rio’ para uso inteligente da água e o ‘Love Bee’ para a produção de abelhas nativas.

    Juliana Rezende, formada em Farmácia e produtora rural

    Além disso, tem o projeto ‘Café com Carbono’ para medir e gerenciar o estoque de carbono nos pés de café. Outros projetos incluem ‘Amigos da Floresta’ para identificar animais locais e ‘Jungle Friends’ para estudar a interação dos animais com o café. A fazenda também mantém colmeias de abelhas sem ferrão, que produzem mel monofloral e servem como indicadores de segurança ambiental e alimentar.

    Atualmente, temos 17 colmeias de abelhas sem ferrão, que funcionam como um berçário autossustentável, proporcionando a identificação de cinco espécies nativas, o que tem nos guiado na seleção das árvores mais adequadas para o plantio na região. Isso nos permite entender a interação entre as espécies de plantas e polinizadores, contribuindo para a manutenção prosperidade desse bioma do Cerrado”, ressalta a produtora.

    Mariana Veloso e a Veloso Coffee

    Mariana Veloso, gestora da Veloso Coffee em Carmo do Paranaíba, alia tecnologia e sustentabilidade. Ela reduziu em até 50% o uso de insumos na fazenda e exporta café para países como Suíça, Itália, Alemanha e Estados Unidos. “Desde cedo, acompanho e participo ativamente da atividade cafeeira. Via meu pai trabalhando com a cultura. Quando percebi, já estava completamente envolvida no processo e apaixonada por tudo isso”, conta Mariana. Com monitoramento em tempo real e controle rigoroso da irrigação, ela otimiza o crescimento das plantas e promove uma produção eficiente.

    Mariana Veloso, da Velloso Coffee

    Em meio aos desafios de assumir a gestão do armazém da propriedade, se tornando responsável pela qualidade e criação de micro lotes de café na fazenda, a produtora reflete que “o café é uma verdadeira caixa de surpresas. Podemos colher o mesmo café por duas safras no mesmo local e, ainda assim, os cafés não serão iguais. Esse é o desafio: ter um manejo equilibrado, conciso e eficiente para acompanhar o perfil do café e sempre padronizar nossa qualidade”.

    Reconhecimento pelo Prêmio Mulheres do Agro

    Ana Paula, vencedora na categoria pequena propriedade do Prêmio Mulheres do Agro se tornou um ponto de referência na comunidade. “Embora sejamos pequenos produtores, nosso impacto é significativo. Garantimos água para mais de 7 mil pessoas em Iraí de Minas e transformamos a realidade local, por exemplo. Hoje, compartilhamos conhecimento com produtoras rurais que lideram outras fazendas e interessadas em fazer a diferença”, conta, destacando a importância de seu trabalho para o bem-estar da comunidade produtora de café no Cerrado Mineiro.

    Já para Juliana, o reconhecimento pelo Prêmio Mulheres do Agro fez com que sua percepção sobre seu papel se transformasse. Ao receber a premiação, ela  percebeu que seu legado já estava impactando positivamente muitas pessoas e que ela era, de fato, uma protagonista na história da cafeicultura mineira. “Acredito que, não apenas para mim, mas também para minhas colegas de trabalho e outras produtoras, o prêmio é um reconhecimento de que os frutos de nossa dedicação estão sendo vistos”, conta.

    E por fim, a união de tecnologia e sustentabilidade para um manejo regenerativo em sua fazenda foi um dos motivos que fez com que Mariana fosse reconhecida pelo Prêmio Mulheres do Agro. Com essa combinação de tecnologias, ela economiza recursos hídricos e otimiza o crescimento das plantas, promovendo uma produção mais eficiente. “Receber o prêmio e todo o suporte levaram meu trabalho para frente. Espero que mais mulheres possam se destacar no cenário da cafeicultura.”

    As iniciativas sustentáveis lideradas por Ana Paula Curiacos, Juliana Rezende e Mariana Veloso no Cerrado Mineiro não apenas melhoram a qualidade dos grãos de café, mas também causam um impacto positivo significativo nas comunidades locais e no meio ambiente. O reconhecimento pelo Prêmio Mulheres do Agro ressalta a importância dessas ações para a indústria de café e inspira outras produtoras a seguirem seus exemplos.

    Inscrições vão até o final de julho

    As inscrições para a sétima edição do Prêmio Mulheres do Agro estão abertas até 31 de julho. Para se inscrever ou indicar uma produtora rural, basta acessar o site da premiação.

  • Embrapa define diretrizes para produção de soja de baixo carbono

    Embrapa define diretrizes para produção de soja de baixo carbono

    A Embrapa estabeleceu diretrizes técnicas para a certificação da soja de baixo carbono, prometendo uma redução de 30% na pegada ambiental das produções que seguirem as orientações. Este avanço, além de promover a sustentabilidade, visa diversificar as exportações brasileiras, atualmente direcionadas majoritariamente para a China.

    A primeira versão do documento “Diretrizes Técnicas para Certificação Soja Baixo Carbono” foi publicada, delineando as premissas para a mitigação de emissões de gases de efeito estufa (GEE) em sistemas agrícolas. Essas premissas estão sendo testadas em mais de 60 áreas agrícolas, distribuídas por cinco macrorregiões produtoras de soja, durante as safras de 2023/24 e 2024/25.

    Henrique Debiasi, coordenador do Comitê Gestor do Programa Soja Baixo Carbono (PSBC) e pesquisador da Embrapa Soja, enfatiza a importância da publicação das diretrizes. “É fundamental para validarmos cientificamente a metodologia de quantificação desenvolvida pela Embrapa”, explica Debiasi.

    Objetivos e benefícios

    O PSBC compara sistemas de produção típicos com aqueles que adotam soluções mitigadoras, buscando reduzir a intensidade das emissões de GEE. Debiasi destaca que a adoção das tecnologias descritas nas diretrizes pode reduzir as emissões em aproximadamente 30%.

    O selo Soja Baixo Carbono (SBC) será concedido a produtores que adotarem práticas agrícolas sustentáveis, resultando em menor emissão de GEE. Todas as ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação necessárias para validar o protocolo de certificação SBC estão sendo coordenadas dentro do PSBC.

    Estruturação para a produção de soja de baixo carbono

    O programa se baseia em duas diretrizes técnicas: adequação do imóvel rural e adequação do sistema de produção. Para a adequação do imóvel rural, os critérios incluem a ausência de autuações ambientais, cumprimento de normas trabalhistas e eliminação de queimadas deliberadas.

    Já a adequação do sistema de produção envolve práticas obrigatórias, como o Sistema Plantio Direto (SPD), e práticas recomendáveis, que compõem o Índice de Adoção de Práticas Agrícolas Sustentáveis (Iapas). Para receber o selo SBC, o Iapas deve atingir um valor mínimo de 7.

    Práticas agrícolas sustentáveis

    Entre as práticas obrigatórias estão a adoção do SPD, a coinoculação e o manejo integrado de pragas. As práticas recomendáveis incluem o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e o uso de sementes certificadas. Essas práticas visam melhorar o balanço de carbono nas áreas de produção.

    A melhoria do Balanço das Emissões será medida pela intensidade das emissões de GEE do sistema candidato em comparação ao sistema típico da região. Além disso, a área candidata deve apresentar estoques de carbono orgânico total do solo superiores.

    O que vem por aí …

    O próximo passo do PSBC é validar o protocolo de certificação em mais de 60 áreas agrícolas durante as safras de 2023/24 e 2024/25. Ou seja, esta fase visa escalar a iniciativa, identificando sistemas de produção aptos à certificação, com previsão de lançamento do protocolo para o mercado em 2026.

    O setor produtivo, organismos internacionais e representantes do mercado discutirão o protocolo para garantir que a metodologia reflita a realidade do produtor brasileiro e seja aceita internacionalmente.

    Adequação às condições do nosso país

    Marcelo Hirakuri, pesquisador da Embrapa, ressalta que o PSBC está fundamentado nas condições edafoclimáticas das diversas regiões produtoras de soja do Brasil. A metodologia MRV (mensurável, reportável e verificável) adotada pelo selo Soja Baixo Carbono é voluntária, permitindo que produtores colaborem com iniciativas verdes.

    O PSBC visa reconhecer a soja produzida de forma sustentável, agregando valor ao produto e oferecendo vantagens como juros mais baixos e prêmios em seguros agrícolas. Carina Rufino, chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Soja, afirma que o Brasil se posicionará fortemente no agronegócio mundial com esta iniciativa, demonstrando sua contribuição para uma agricultura mais sustentável.

    Com estas diretrizes, a Embrapa e seus parceiros esperam estabelecer um novo padrão de produção agrícola, focado na redução de emissões de GEE e na sustentabilidade ambiental, fortalecendo a posição do Brasil no mercado global.

     

  • Fim do perigo no Portão do Inferno em Mato Grosso

    Fim do perigo no Portão do Inferno em Mato Grosso

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu a licença ambiental para que o Governo de Mato Grosso inicie as obras de retaludamento no Portão do Inferno, localizado na rodovia MT-251, também conhecida como Estrada para Chapada dos Guimarães (a 67 km de Cuiabá). O governador Mauro Mendes (União Brasil) confirmou a notícia em suas redes sociais nesta sexta-feira (28).

    Na publicação, Mendes agradeceu a todos que contribuíram para o processo. “Com a licença na mão, nos próximos dias a obra começa e vamos resolver definitivamente o problema do Portão do Inferno. Bora trabalhar”, declarou o governador.

    O projeto

    Após uma série de estudos conduzidos pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), optou-se pelo projeto de retaludamento. A intervenção envolve a retirada do maciço rochoso na curva do Portão do Inferno e a criação de taludes, que são cortes em forma de degraus para impedir deslizamentos de terra. A estrada será recuada em dez metros, evitando também a passagem sobre o atual viaduto.

    A escolha pelo retaludamento considerou vários fatores, como por exemplo: maior segurança contra quedas de blocos e colapso do viaduto, menor custo financeiro, prazo de execução mais rápido, menor complexidade e menor impacto socioeconômico para Chapada dos Guimarães.

    Execução das obras

    A Sinfra já realizou a licitação emergencial para a execução da obra, contratando a empresa Lotufo Engenharia, que apresentou a melhor proposta financeira, de R$ 29,5 milhões. A Lotufo Engenharia já assinou o contrato e a ordem de serviço, e começará as obras em até cinco dias após a emissão da licença.

    Atualmente, o trânsito na região do Portão do Inferno opera em meia pista, no esquema pare e siga, para veículos leves. O local é monitorado 24 horas por equipes técnicas da Sinfra, Defesa Civil e Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), através das câmeras do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp).

    Lenda

    O Portão do Inferno, um mirante situado à beira de um precipício de cinquenta metros de altura. Ele está envolto em uma lenda que o torna um dos locais mais emblemáticos da região. Diz-se que o local possui um campo magnético que atrai tudo ao seu redor.

    Chapada dos Guimarães

    A Chapada dos Guimarães é um destino turístico fascinante que encanta visitantes. É o início do planalto central do país. O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães abriga a cachoeira Véu de Noiva, com uma queda d’água de 86 metros. Ele também é um Geoparque aspirante da Unesco, e a conquista desse reconhecimento ajudará na captação de recursos e no aumento do fluxo turístico.

     

  • Brasil é referência em exportação de madeira sustentável

    Brasil é referência em exportação de madeira sustentável

    O aumento da demanda global por produtos florestais impulsionou a expansão do setor no Brasil, colocando o país como o sétimo maior produtor mundial.

    A geração de empregos no setor é significativa. Segundo o Perfil Setorial da Indústria (CNI), a indústria de madeira sustentável emprega atualmente 160 mil pessoas em mais de 11 mil indústrias, com 36% desses empregos concentrados em pequenas empresas.

    Referencia em manejo florestal

    Segundo o Fórum Nacional da Base Florestal (FNBF), o estado do Mato Grosso atualmente administra mais de 5 milhões de hectares de florestas manejadas. Assim, essa prática inclui rigoroso monitoramento por satélite, adoção de técnicas avançadas de rastreabilidade e limitação do número de árvores abatidas por hectare. Isso evidencia o compromisso com a sustentabilidade ambiental.

    Por exemplo, Cuiabá, a capital do estado, ganha destaque ao ser escolhida como uma das sedes da próxima reunião do G20 em setembro de 2024. Este evento proporcionará uma plataforma global para compartilhar as práticas inovadoras e o papel de Mato Grosso na mitigação das mudanças climáticas. Desta forma, segundo estudos da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT), o manejo florestal sustentável na região já contribuiu para uma redução estimada de 16% nas emissões de gases de efeito estufa.

    Portanto, com metas ambiciosas, espera-se que até 2030 o estado alcance a marca de 6 milhões de hectares de florestas sob manejo sustentável. Esta iniciativa não apenas preserva recursos naturais preciosos, mas também posiciona Mato Grosso como líder nacional em práticas de conservação ambiental e desenvolvimento sustentável.

    Impacto econômico

    Entre os dias 17 e 20 de julho, 12 compradores internacionais estarão em Alta Floresta, MT, para participação na rodadas de negócios com empresas especializadas em madeira processada sustentável. O evento, promovido pelo programa Exporta Mais Brasil, da ApexBrasil  busca impulsionar as exportações e destacar as técnicas de manejo florestal sustentável do país.

    Durante o evento, os compradores realizarão visitas técnicas às indústrias locais, conhecendo de perto os métodos de produção e práticas sustentáveis adotadas pelas empresas brasileiras.

    A diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Paula Repezza, enfatiza a importância das visitas técnicas. “Quando os compradores conhecem o processo produtivo e as práticas sustentáveis, a relação com o negócio se fortalece. Isso melhora a percepção dos produtos e favorece a compra internacional”, afirma Repezza.

    Os compradores vêm de países como África do Sul, Alemanha, Bélgica, França, México, Polônia e Uruguai. Eles estão em busca de fornecedores brasileiros de madeira beneficiada para seus mercados. Essa interação direta permite que compreendam a sustentabilidade da cadeia produtiva e o potencial do mercado local.

    Participante dessa rodada de negócios, como o empresário Siderlei Luiz, veem com otimismo a iniciativa. “Esperamos atender os compradores de forma sustentável, apresentando a nossos potenciais clientes nossos melhores produtos e práticas de produção”, comenta Siderlei, cuja empresa é pioneira no manejo florestal sustentável e certificada pelo FSC (Forest Stewardship Council).

    Promovendo o Brasil Internacionalmente

    A ApexBrasil tem trabalhado para posicionar o país como referência mundial em práticas de manejo florestal sustentável. O presidente da agência, Jorge Viana, destaca a importância de aproximar o empresariado amazônico dos mercados internacionais e promover produtos de alto valor agregado compatíveis com a floresta.

    Essas iniciativa refletem o compromisso do Brasil em compartilhar suas práticas sustentáveis com o mundo, reforçando a importância da sustentabilidade na produção de madeira processada e abrindo novas oportunidades no comércio exterior.

    Programa Exporta Mais Brasil

    O Exporta Mais Brasil foi lançado pela ApexBrasil com o objetivo de impulsionar as exportações nacionais através de uma abordagem dinâmica com diversos setores econômicos de todas as regiões do Brasil.

    Em 2023, com um investimento de R$5 milhões, o programa realizou diversas rodadas de negócios alcançando um total impressionante de R$275 milhões em negócios e facilitando milhares de reuniões entre nossos empresários e centenas de compradores internacionais.

    Entretanto para 2024, o programa expandirá sua cobertura. Essa iniciativa fortalece as relações comerciais internacionais e promove o crescimento econômico regional e nacional, proporcionando novas oportunidades para o comércio exterior brasileiro.

    Manejo florestal sustentável

    O manejo sustentável, permite a colheita de no máximo 8 árvores por hectare, assegurando que elas estejam maduras e tenham completado sua fase reprodutiva antes do corte. Além disso, essa técnica protege plantas jovens, “porta sementes” e espécies importantes como a castanheira e a seringueira.

    O manejo florestal sustentável é uma estratégia crucial para reduzir queimadas e combater o desmatamento ilegal. Ao garantir que móveis e outros objetos de madeira sejam produzidos legalmente e de forma sustentável, o manejo florestal contribui para a conservação ambiental e promove práticas responsáveis na cadeia produtiva da madeira.

    Perspectivas

    Assim sendo, a realização das rodadas de negócios é uma oportunidade valiosa para mostrar ao mundo que é possível combinar lucratividade com preservação ambiental. Com iniciativas como essa, o Brasil se destaca no cenário internacional, demonstrando o potencial e a importância do manejo florestal sustentável.