Categoria: Sustentabilidade

  • Glocal Amazônia coloca Manaus no centro do debate ambiental

    Glocal Amazônia coloca Manaus no centro do debate ambiental

    O festival Glocal Amazônia começa hoje (22) e segue até 24 de agosto em Manaus. O evento, que terá entrada gratuita, discutirá temas cruciais como a Amazônia e o G20, queimadas, estiagem e bioeconomia. O festival também abordará a inovação sistêmica e negócios de impacto, além de explorar o futuro do estado com o tema “Amazonas 2030”. Entre as atrações, está Isabelle Nogueira, dançarina do Boi Garantido e ex-BBB, uma voz importante da Amazônia no Brasil.

    Glocal Amazônia

    A programação será diversificada, com debates, arte, música e oficinas espalhados por três locais no centro de Manaus. O Palco Glocal, no Contemporâneo Eventos, sediará os principais painéis e debates. Já o Palácio da Justiça será o espaço das oficinas e workshops do Glocal Lab e da TecnoGlocal. Além disso, no Largo de São Sebastião, o Palco Glow receberá shows e intervenções artísticas. Em resumo, o objetivo é colocar a Amazônia no centro das discussões ambientais, trazendo vozes locais e internacionais para dialogar sobre as principais questões da região.

    O evento seguirá os princípios de sustentabilidade e inclusão, sendo gratuito, gerando pouco resíduo e usando materiais sustentáveis. A curadoria priorizará temas da Amazônia, com 70% dos palestrantes locais e 80% da equipe formada por profissionais da região. “A Glocal é uma plataforma de ideias e conexões criada pela Dream Factory, com a meta de acelerar os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Esperamos impactar positivamente as pessoas durante os três dias de evento, trazendo informações relevantes e entretenimento”, afirmou Malu Sevieri, Head de Glocal na Dream Factory.

    Na primeira edição, a Glocal Amazônia mobilizou 22 mil pessoas, contou com 137 palestrantes e 55 horas de oficinas, gerou mais de 160 empregos e foi um evento carbono neutro e lixo zero. Para 2024, a meta é ampliar o impacto e a abrangência do festival. “Queremos conectar diferentes ativistas, regiões e povos da Amazônia para debater os ODS a partir do ponto de vista de quem vive na região, subsidiando políticas públicas bem embasadas”, afirmou Rodrigo Baggio, diretor de conteúdo e relações institucionais da Glocal.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Cientistas desenvolvem inseticida sustentável com nanotecnologia
    + Agro em Campo: Camu-camu – fruto da Amazônia gera emprego e renda

    Temas dos debates

    Os debates no Palco Glocal abordarão desde educação, saúde e segurança até temas específicos, como “Amazônia e G20”, “Queimadas e estiagem”, “Amazonas 2030” e “Bioeconomia”. Um dos painéis mais urgentes será “Amazônia em Chamas: Combatendo Queimadas e Estiagem”. Além disso, oficinas sobre reaproveitamento, moda, saúde e tecnologia estarão disponíveis, incluindo o workshop “Ecofeminismo Negro”, promovido pelo Movimento Dandara.

    Ao mesmo tempo, a TecnoGlocal, no Palácio da Justiça, oferecerá experiências imersivas em games e filmes de realidade virtual e aumentada. “Trazer o Glocal Amazônia para Manaus pelo segundo ano é essencial para destacar a importância da região no cenário global”, destacou Wilson Lima, governador do Amazonas. Ele reafirmou o papel do evento na preservação ambiental de um dos ecossistemas mais importantes do mundo.

    Entre os destaques do evento, um painel discutirá “A Importância da Comunicação de Massa na Promoção da Sustentabilidade”, com personalidades da Rede Amazônica e da TV Globo. O debate sobre o papel das mídias de massa na preservação da Amazônia contará com a presença de Isabelle Nogueira, que tem se destacado como uma importante voz da região no Brasil.

    Sobre a Glocal

    A Glocal é uma plataforma que conecta ideias, ações e pessoas para promover um mundo mais sustentável. Seu lema, “Pensar global, agir local”, reflete o compromisso de democratizar discussões sobre sustentabilidade e inovação. Ou seja, a Glocal busca transformar globalmente através da conscientização individual e de políticas públicas eficazes, traduzindo os ODS para o dia a dia da população.

     

  • Mato Grosso sedia discussões do G20 sobre práticas sustentáveis na agricultura

    Mato Grosso sedia discussões do G20 sobre práticas sustentáveis na agricultura

    Mato Grosso, principal produtor de grãos e com o maior rebanho bovino do Brasil, foi escolhido como o local ideal para sediar as discussões do G20 sobre práticas sustentáveis na agricultura, segurança alimentar e inovações agrícolas. No próximo mês, o município de Chapada dos Guimarães receberá as reuniões técnicas e ministeriais do Grupo de Trabalho da Agricultura.

    As principais pautas do GT Agricultura incluem a sustentabilidade nos sistemas agroalimentares, a ampliação da contribuição do comércio internacional para a segurança alimentar e nutricional, e o reconhecimento do papel essencial da agricultura familiar, camponeses, povos indígenas e comunidades tradicionais para sistemas alimentares sustentáveis e inclusivos. Além disso, haverá foco na promoção da integração sustentável da pesca e aquicultura nas cadeias sociais locais e globais.

    Ministério da Agricultura fará entrega de maquinas agricolas
    Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Reprodução – Redes sociais

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a relevância do evento, afirmando que “se Mato Grosso fosse um país, seria o terceiro maior produtor de soja do mundo”. Ele mencionou que o presidente Lula autorizou a realização do encontro no estado. O que representa uma oportunidade significativa para debater os avanços da agropecuária mundial. “Será um grande evento para mostrar a força e a sustentabilidade da nossa agropecuária”, completou.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Camu-camu – fruto da Amazônia gera emprego e renda
    + Agro em Campo: Conheça a batata-doce que combate à fome no Semiárido pernambucano

    Fávaro também ressaltou que o encontro com representantes da agropecuária das principais economias do mundo trará oportunidades econômicas para o Brasil. “Os ministros, as delegações e os países convidados participarão das reuniões, o que fortalecerá nossa relação comercial e gerará oportunidades de negócios, resultando em empregos para a nossa economia”, afirmou.

    Histórico de participação do Brasil

    O Brasil faz parte do GT Agricultura desde sua criação em 2011, inicialmente focado na redução da volatilidade dos preços dos alimentos. Desde então, o grupo se tornou um importante fórum para discutir e auxiliar os membros do G20 em questões relacionadas à produção agropecuária. E promover a cooperação internacional em temas essenciais como segurança alimentar, agricultura sustentável, inovação tecnológica e adaptação às mudanças climáticas.

    O G20 reúne as maiores economias do mundo e se encontra anualmente para discutir iniciativas econômicas, políticas e sociais. No dia 1º de dezembro de 2023, o Brasil assumiu a Presidência temporária do G20. Esse mandato se encerrará em 30 de novembro de 2024. Esta é a primeira vez que o país ocupa essa posição na história do grupo no formato atual.

    Com a realização das reuniões em Mato Grosso, o Brasil busca consolidar sua liderança nas discussões sobre práticas agrícolas sustentáveis. E também fortalecer sua posição no cenário global.

  • Produção de biometano pode descarbonizar frota pesada no Brasil

    Produção de biometano pode descarbonizar frota pesada no Brasil

    No segundo dia da Fenasucro & Agrocana, especialistas destacaram o potencial do biometano para descarbonizar o setor de transporte no Brasil. Projeções apresentadas no evento, realizado no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho/SP, estimam que a produção do biocombustível crescerá de 1,6 milhão para 7 milhões de metros cúbicos até 2029. A feira, que é um marco na bioenergia, segue até sexta-feira, dia 16.

    Patrícia Bassili, gerente de planejamento da Mitsui Gás e Energia do Brasil e conselheira da Abiogás, ressaltou a importância do biometano na transição para um transporte mais sustentável. “O Brasil tem um enorme potencial para produzir biometano, um combustível renovável que transforma resíduos orgânicos em energia sustentável”, afirmou Bassili. Ela também enfatizou que o setor de transporte é crucial para essa descarbonização.

    Os números foram apresentados no painel “A Bioenergia: Bioeletricidade, Biogás e Etanol”, durante o 14º Seminário de Bioeletricidade, organizado pela UNICA, CEISE e COGEN. O evento contou com a participação de Newton Duarte, presidente executivo da COGEN; Arthur Lavieri, CEO da Tecnogera; Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da UNICA; e Thiago Guilherme Ferreira Prado, presidente da EPE.

    Segundo Patrícia, diversas iniciativas estão em andamento para alcançar essa capacidade de produção de biometano nos próximos anos. Portanto, a expansão das plantas de biometano é fundamental para avançar na sustentabilidade no Brasil, oferecendo uma alternativa ecológica aos combustíveis fósseis e contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

    Patrícia revelou que 25 plantas de biometano estão aguardando autorização para operar no Brasil. “Essa quantidade reflete o crescente interesse e potencial do mercado, mostrando que o país se prepara para um aumento significativo na produção desse biocombustível”, afirmou.

    Mercado de biogás em expansão

    Estudos indicam que o mercado de biogás pode gerar cerca de 800 mil empregos. Além disso, ele atrair investimentos de R$ 120 milhões, com uma redução estimada de 640 milhões de toneladas de carbono. Embora o potencial seja nacional, São Paulo lidera, sendo responsável por mais de 55% da produção de biometano a partir de cana-de-açúcar.

    “O mercado já começa a absorver o biometano, com frotas pesadas e produtores de etanol adotando o combustível para reduzir a pegada de carbono na produção de açúcar e etanol”, destacou Patrícia Bassili. Ela acrescentou que essas iniciativas promovem a sustentabilidade. Ao mesmo tempo, essas ações posicionam os produtores como líderes na adoção de tecnologias limpas.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Prêmio CNA Brasil Artesanal 2024 – Cerveja está com inscrições abertas
    + Agro em Campo: Pela primeira vez “vassoura de bruxa” da mandioca é detectada no Brasil

    Inteligência artificial na agricultura

    O segundo dia da Fenasucro & Agrocana também incluiu debates sobre a utilização da Inteligência Artificial (IA) como vantagem competitiva nas operações agrícolas, por exemplo. Marcelo Pierossi, engenheiro agrícola, destacou como a IA auxilia na coleta de dados, automação de tarefas e capacitação de equipes. Em resumo, ele enfatizou que a IA não substitui as pessoas, mas maximiza seus potenciais, contribuindo para a eficiência dos processos.

    O tema foi explorado em palestras conduzidas por Paulo Gallo, empresário, e Eduardo Mossim, professor e pesquisador na área de programação e IA.

    Homenagens e lançamento de livro

    A 30ª edição da Fenasucro & Agrocana recebeu Luiz Antônio Cerveira de Mello Ribeiro Pinto, um dos pais do Programa Nacional do Álcool (ProÁlcool). Ele participou do lançamento do livro “Cana de Tudo: do Açúcar ao Infinito”, que registra a evolução do setor bioenergético.

    A Sociedade dos Técnicos Alcooleiros e Açucareiros do Brasil (STAB), em parceria com a ATALAC e a Tecnicaña, homenageou Paulo Montabone, diretor da Fenasucro & Agrocana, pelos 30 anos da feira. “É uma honra receber esse reconhecimento em nome de toda a equipe que trabalha incansavelmente para realizar esse evento grandioso”, celebrou Montabone.

  • Hidrogênio de baixa emissão de carbono ganha Marco Legal

    Hidrogênio de baixa emissão de carbono ganha Marco Legal

    A lei 14.948/2024, que estabelece o Marco Legal do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono, foi sancionada. Ela garante segurança jurídica e incentivos fiscais para a produção e uso desse combustível no Brasil. Além disso, essa medida faz parte da “Pauta Verde”, uma das prioridades do Governo Federal para 2024, e contou com contribuições técnicas da Embrapa.

    Papel da Embrapa

    A Embrapa desempenhou um papel crucial na elaboração dessa lei, segundo Cynthia Cury, chefe da assessoria de relações institucionais e governamentais da instituição. Ela destacou que parlamentares e outras instituições envolvidas valorizaram a participação da Embrapa, garantindo que as decisões fossem tomadas com base em dados científicos.

    Primeiramente a aprovação desse marco regulatório reflete um alinhamento de interesses entre o Governo, o Legislativo e os objetivos estratégicos da Embrapa, focados em sustentabilidade e transição energética. Alexandre Alonso, chefe geral da Embrapa Agroenergia, afirmou que a nova lei abre oportunidades para a agricultura brasileira contribuir significativamente para a descarbonização da economia e a transição energética, em cumprimento ao Acordo de Paris.

    O deputado Arnaldo Jardim, relator da comissão da Câmara dos Deputados, ressaltou a importância da fundamentação científica da Embrapa para a instituição desse marco regulatório. Além da questão ambiental, o deputado destacou o potencial de desenvolvimento econômico no setor de biocombustíveis.

    Padrão brasileiro para certificação

    O hidrogênio, elemento químico mais abundante no universo, é caro e complexo de se obter de forma isolada, o que frequentemente impacta o meio ambiente. Hoje, a maior parte do hidrogênio é produzida a partir de combustíveis fósseis, resultando em altas emissões de carbono. A lei inicial previa a produção de hidrogênio verde por meio da eletrólise da água.

    Entretanto, Bruno Laviola, chefe adjunto de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Agroenergia, explicou que a Embrapa demonstrou tecnicamente que o hidrogênio de baixa emissão de carbono pode ser obtido também a partir da biomassa e de biocombustíveis. Com isso, o texto aprovado permitiu a produção de hidrogênio de baixo carbono por diferentes vias tecnológicas, criando um padrão brasileiro para sua certificação.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Alta dos preços do óleo de soja impulsiona valor do grão
    + Agro em Campo: A situação da agricultura na Venezuela: um comparativo entre o presente e vinte anos atrás

    Hidrogênio renovável

    Certamente, o Brasil tem potencial para se destacar na produção de hidrogênio renovável, utilizando suas fontes energéticas abundantes. Ou seja, isso pode impulsionar o desenvolvimento tecnológico, criar empregos e fortalecer a posição do país como líder global na produção sustentável de alimentos e biocombustíveis, afirmou Laviola.

    Além dos benefícios para a agricultura, a produção de hidrogênio de baixa emissão de carbono pode gerar impactos positivos em setores estratégicos, como a indústria de cimento e aço, além do setor de transporte, por exemplo. Alonso apontou que a produção descentralizada de hidrogênio a partir do etanol pode aproveitar a infraestrutura existente para biocombustíveis, contribuindo para a descarbonização.

    Com a crescente pressão por descarbonização e o impacto das mudanças climáticas, essas iniciativas devem ganhar ainda mais força. Em resumo, a agricultura, que já viabiliza a produção de biocombustíveis no Brasil, terá um papel estratégico no mercado de hidrogênio de baixa emissão de carbono.

  • Cientistas desenvolvem inseticida sustentável com nanotecnologia

    Cientistas desenvolvem inseticida sustentável com nanotecnologia

    Pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) anunciaram o desenvolvimento de um inseticida sustentável que utiliza nanotecnologia para aumentar a eficiência no combate a pragas. O novo produto encapsula a molécula inseticida tiametoxam em nanomicelas poliméricas, estruturas menores que um bilionésimo de metro,. Isso permite um controle mais eficaz do psilídeo, vetor responsável pela disseminação do greening nos citros.

    Os estudos demonstraram que a aplicação do nanopesticida pode ser até duas vezes mais eficaz do que os pesticidas convencionais. Entretanto, utilizando em média apenas metade da quantidade necessária nas aplicações tradicionais. Essa liberação controlada do princípio ativo não só minimiza perdas do produto, mas também reduz os impactos ambientais associados ao uso de inseticidas.

    Avaliação da Eficácia

    A eficácia do novo nanoinseticida foi testada em casas de vegetação, onde os pesquisadores controlaram o inseto Diaphorina citri. Ele dissemina a bactéria causadora do greening, uma doença incurável que afeta todas as plantas cítricas. A analista da Embrapa, Marcia Assalin, coordenadora do estudo, destacou que “os resultados indicaram que as nanoestruturas foram eficazes com uma dose aproximadamente duas vezes menor comparada às formulações comerciais”.

    Além de aumentar a eficácia, o novo produto pode reduzir o número de aplicações necessárias, atenuar o desenvolvimento de resistência das pragas e diminuir o impacto ambiental. Portanto, resultando em menores custos para os agricultores.

    De acordo com Ljubica Tasic, professora da Unicamp, o nanoinseticida apresentou baixa toxicidade a organismos aquáticos, conforme estudos de ecotoxicidade com Raphidocelis subcapitata e Artemia salina. “O produto representa uma das maneiras pelas quais a nanotecnologia pode promover práticas agrícolas mais sustentáveis”, afirma Tasic.

    A agricultura sustentável deve garantir a capacidade de suprir as necessidades de produção e qualidade de vida para as gerações futuras. E também aumentar o rendimento agrícola com menos recursos, ao mesmo tempo que reduz seu impacto ambiental.

    Desafios e Futuro do Produto

    Embora o desenvolvimento do inseticida seja promissor, o produto ainda precisa passar por novos testes antes de chegar ao mercado. Assalin ressalta que a aplicação convencional de inseticidas enfrenta desafios, como perdas devido a técnicas de aplicação inadequadas e condições ambientais adversas. Isso resulta em custos elevados e riscos de contaminação de corpos hídricos.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Agronegócio – um futuro cada vez mais sustentável e eficiente
    + Agro em Campo: Camu-camu – fruto da Amazônia gera emprego e renda

    As formulações de pesticidas nanoencapsulados prometem uma liberação controlada e proteção contra degradação prematura, permitindo um uso mais eficiente e sustentável do inseticida convencional. A avaliação da efetividade dessas formulações é essencial para viabilizar seu uso na agricultura. Estudos sobre os impactos nos seres humanos e no meio ambiente devem ser realizados.

    Com a crescente demanda por soluções agrícolas que minimizem os efeitos nocivos ao meio ambiente, o desenvolvimento de inseticidas sustentáveis como o nanopesticida da Embrapa e Unicamp pode representar um avanço significativo na proteção das culturas e na promoção da sustentabilidade agrícola.

  • Cosméticos sustentáveis: como a sustentabilidade está revolucionando grandes marcas

    Cosméticos sustentáveis: como a sustentabilidade está revolucionando grandes marcas

    A demanda por produtos sustentáveis e ambientalmente responsáveis tem transformado diversos setores, e a indústria da beleza não é exceção. Os cosméticos sustentáveis, também conhecidos como cosméticos naturais, ecológicos ou cosméticos verde, seguem uma tendência de crescimento no mercado conquistando um número crescente de consumidores preocupados com a saúde e o meio ambiente.

    A popularidade dos cosméticos sustentáveis está incentivando marcas da beleza a repensar suas formulações e práticas de produção. Grandes empresas estão lançando linhas de produtos ecológicos e investindo em certificações que garantem a sustentabilidade. Ao mesmo tempo, novas marcas estão surgindo com uma filosofia completamente alinhada à para a sustentabilidade e esse emergente e ainda pouco explorado mercado consumidor.

    O que são cosméticos sustentáveis?

    Cosméticos sustentáveis são produtos de beleza que buscam minimizar os impactos ao meio ambiente utilizando matérias primas sustentáveis. Assim, se  evita substâncias químicas sintéticas prejudiciais tanto para a pele quanto para o meio ambiente.

    Esses produtos são formulados sem parabenos, sulfatos, ftalatos e outras toxinas, priorizando componentes como óleos essenciais, extratos de plantas e minerais, ingredientes orgânicos, veganos, de origem não animal e cruelty-free.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Agronegócio: um futuro cada vez mais sustentável e eficiente
    + Agro em Campo: Camu-camu – fruto da Amazônia gera emprego e renda

    Além disso, a produção desses cosméticos envolve em toda a cadeia produtiva práticas sustentáveis e ecologicamente responsáveis, como a agricultura orgânica, uso de embalagens recicláveis e biodegradáveis, uso racional da água.

    Tipos de cosméticos sustentáveis

    • Cosméticos orgânicos: Deve conter, no mínimo, 95% de matérias-primas certificadas como orgânicas.
    • Cosméticos naturais: Deve conter, no mínimo, 95% de matérias-primas naturais e não deve conter aditivos químicos.
    • Cosméticos veganos : Não contem matérias primas de origem animal como exemplo lanolina, colágeno, mel, cera de abelha.
    • Biocosmeticos: Produzidos a partir de ingredientes naturais mas desenvolvidos em condições laboratoriais com a ajuda de bactérias, fungos  e leveduras como exemplo acido hialurônico produzido, peptídeos, enzimas, biocelulose.

    Apesar do crescimento, a indústria dos cosméticos sustentáveis enfrenta grandes desafios. A regulamentação ainda é inconsistente o que pode dificultar a identificação de produtos verdadeiramente sustentáveis.

    Além disso, os custos de pesquisa e produção de cosméticos ecológicos são geralmente mais altos, refletindo-se nos preços finais para o consumidor. No entanto, segundo o caderno de tendências 2019 a 2020 do Sebrae 29% dos consumidores brasileiros preferem comprar produtos de empresas com práticas sustentáveis. E 73% dos consumidores de 20 a 34 anos estão dispostos a pagar mais por esses produtos .

    A  tendência é de crescimento contínuo. Consumidores estão cada vez mais informados e exigentes, pressionando a indústria a adotar práticas mais alinhadas ao ecologicamente correto e sustentável. Por sua vez as grandes empresas do ramo da beleza estão se reinventando atentos a esse mercado.

    O movimento por cosméticos ecologicamente responsáveis não apenas reflete uma mudança de hábitos, mas também uma transformação cultural em direção à sustentabilidade e ao bem-estar coletivo.

  • Sustentabilidade: carros elétricos servem para o agronegócio?

    Sustentabilidade: carros elétricos servem para o agronegócio?

    Em tempos de sustentabilidade, e com tantas opções para substituir os carros a combustão por opções mais adequadas ao meio ambiente, surge uma questão importante: os veículos elétricos atendem o agronegócio de forma eficiente?

    As montadoras já estabelecidas no país já têm bastantes opções hibridas, mas com preços elevados que mais servem para passeio do que para a lida diária, pelo valor investido. Mas chegaram as montadoras chinesas e tudo mudou.

    Se no inicio da invasão chinesa eles começaram a investir pesado em veículos elétricos menores, com o sucesso do segmento foi tanto que novas opções começaram a surgir. Primeiros os sedans, depois os SUVs e agora a BYD já prepara para trazer para o Brasil a primeira picape híbrida off – road, a BYD Shark.

    E com o volume que eles estão chegam, os preços estão bem mais convidativos, e aguardar eles se tornarem comum no trabalho do agro é questão de tempo.

    Mas a durabilidade dos chineses assusta, muito em função de “ouvi falar que não tem muita qualidade”, fato que está deixando de ser falado pelos poucos problemas que os carros atuais têm apresentado.

    Leia mais:
    + Mudanças climáticas podem acabar com café no Brasil
    + Vinhos finos do Sudeste e Centro-Oeste conquistam o mercado

    Mas a pergunta continua: será que já é o bastante para conquistar quem usa o veiculo para o trabalho diário na agricultura ou na pecuária? E vale o investimento?

    Em minha opinião, a resposta é sim, vale. Pois muitas propriedades já têm investido em energia fotovoltaica nos últimos anos, o que pode garantir uma economia em combustível e até em logística e independência energética.

    Diversas opções no mercado

    A questão agora é testar a durabilidade e a relação custo beneficio do produtor ao trocar de carro. Eu estou curioso para testar os elétricos ou híbridos na labuta. Alias, segue abaixo uma lista dos dez principais veículos elétricos disponíveis no Brasil.

    Ford F-150 Lightning

    Reprodução – Ford
    • Tipo: Elétrica
    • Autonomia: Até 480 km
    • Desempenho: 563 cv, 1.051 Nm de torque
    • Preço Estimado: R$ 550.000
    • Destaques: Capacidade de rebocar até 4.5 toneladas, tecnologia avançada de assistência ao motorista.
    • Site Oficial: Ford Brasil

    Chevrolet Silverado EV

    • Tipo: Elétrica
    • Autonomia: Até 643 km
    • Desempenho: 664 cv
    • Preço Estimado: R$ 600.000
    • Destaques: Capacidade de carga útil de 590 kg, tecnologia de carregamento rápido.
    • Site Oficial: Chevrolet Brasil

    Toyota Hilux Hybrid

    • Tipo: Híbrida
    • Autonomia: Não disponível
    • Desempenho: Motores combinados (combustão e elétrico) entregam alta eficiência energética.
    • Preço Estimado: R$ 300.000
    • Destaques: Tecnologia de redução de emissões, confiabilidade da marca.
    • Site Oficial: Toyota Brasil

    Rivian R1T

    • Tipo: Elétrica
    • Autonomia: Até 505 km
    • Desempenho: 750 cv
    • Preço Estimado: R$ 600.000
    • Destaques: Capacidade off-road, diversos modos de condução, capacidade de rebocar até 5 toneladas.
    • Site Oficial: Rivian

    Tesla Cybertruck

    • Tipo: Elétrica
    • Autonomia: Até 800 km (versão tri-motor)
    • Desempenho: 800 cv
    • Preço Estimado: R$ 700.000
    • Destaques: Design futurista, robustez, alta capacidade de carga e rebocagem.
    • Site Oficial: Tesla

    Volkswagen ID. Buzz

    Reprodução – Volkswagem
    • Tipo: Elétrica (SUV estilo van)
    • Autonomia: Até 400 km
    • Desempenho: Não especificado
    • Preço Estimado: R$ 400.000
    • Destaques: Espaço interno versátil, design nostálgico, tecnologia de conectividade avançada.
    • Site Oficial: Volkswagen Brasil

    Jeep Wrangler 4xe

    • Tipo: Híbrida Plug-in
    • Autonomia: Elétrica até 40 km, total combinada com combustão maior
    • Desempenho: 375 cv
    • Preço Estimado: R$ 450.000
    • Destaques: Capacidade off-road lendária, eficiência energética com motor híbrido.
    • Site Oficial: Jeep Brasil

    Great Wall Poer EV

    • Tipo: Elétrica
    • Autonomia: Até 400 km
    • Desempenho: 204 cv
    • Preço Estimado: R$ 350.000
    • Destaques: Tecnologia de ponta, conforto e segurança, robustez para trabalhos pesados.
    • Site Oficial: Great Wall Motors

    BYD Tan

    Reprodução – BYD
    • Tipo: Elétrica (SUV)
    • Autonomia: Até 500 km
    • Desempenho: 517 cv
    • Preço Estimado: R$ 500.000
    • Destaques: Design moderno, alta tecnologia, desempenho robusto.
    • Site Oficial: BYD Brasil

    JAC iEV 330P

    Divulgação – JAC Motors
    • Tipo: Elétrica
    • Autonomia: Até 320 km
    • Desempenho: 150 cv
    • Preço Estimado: R$ 300.000
    • Destaques: Econômica, ideal para serviços urbanos e entregas, baixo custo de manutenção.
    • Site Oficial: JAC Motors Brasil

    O mercado brasileiro de picapes e SUVs elétricas e híbridas está em expansão, oferecendo diversas opções para atender a diferentes necessidades e preferências. Além disso, as marcas chinesas, como Great Wall e BYD, estão entrando com força no mercado, trazendo inovação e tecnologia competitiva. Os modelos variam em autonomia, desempenho e funcionalidades, proporcionando alternativas tanto para uso urbano quanto para tarefas mais exigentes. Para mais informações, visite os sites oficiais das montadoras.

  • Ceará implementa projeto Sertão Vivo

    Ceará implementa projeto Sertão Vivo

    O Ceará é o primeiro estado a implementar o projeto Sertão Vivo. Ele visa promover a gestão sustentável da terra em áreas altamente vulneráveis à mudança climática no Nordeste do Brasil. A iniciativa beneficiará mais de 250 mil pessoas em 72 municípios cearenses, com um investimento de R$ 252 milhões.

    Lançado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) das Nações Unidas, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Governo do Ceará, o Sertão Vivo chega em um momento crítico para a segurança alimentar no Brasil. O projeto pretende criar sistemas agroflorestais integrados e promover práticas de coleta, armazenamento e uso de água para sustentar plantações e pecuária.

    Rossana Polastri, diretora regional do FIDA para a América Latina e o Caribe, destacou a importância da agricultura familiar na redução da fome e da pobreza no país. Ela ressalta a necessidade de apoiar esses agricultores para fortalecer sua resiliência e produtividade em um ambiente de mudança climática.

    O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, explicou que o financiamento adicional permitirá que os benefícios da iniciativa cheguem a todos os estados da região Nordeste, preservando diversos biomas. Até agora, 13 projetos foram implementados com apoio do FIDA no Brasil, com um investimento total de US$ 1,18 bilhão.

    A colaboração entre FIDA, Fundo Verde para o Clima (GCF), BNDES e o estado do Ceará inclui a construção ou restauração de infraestruturas como cisternas. O FIDA investe no Brasil desde 1980, buscando aumentar a renda dos pequenos agricultores. Isso além de fortalecer cooperativas e promover o desenvolvimento de novos mercados para a agricultura familiar.

    O projeto Sertão Vivo representa um novo modelo operacional. Ele combina financiamento em larga escala com investimentos focados no meio ambiente e na mudança climática para reduzir a pobreza rural.

  • Técnica de irrigação da Embrapa revoluciona produção de cana

    Técnica de irrigação da Embrapa revoluciona produção de cana

    Pesquisadores da Embrapa desenvolveram um novo protocolo para irrigação de cana-de-açúcar no Cerrado. O Protocolo BRCana visa aumentar a produção, reduzir custos e minimizar a vulnerabilidade da cultura às mudanças climáticas. Além disso, a técnica, sustentável e eficiente, também diminui a demanda por terra e água, superando a produção tradicional.

    A tecnologia adota um método combinado de manejo da irrigação. Utiliza informações climáticas, umidade do solo e sensoriamento das plantas. Ou seja, esses parâmetros customizados melhoram a eficiência do uso da água e a economicidade na produção de cana no Cerrado, incluindo o manejo nas fases de crescimento e maturação.

    Vinicius Bufon, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (SP), destaca que o BRCana é um referencial técnico inédito. “O protocolo permite romper barreiras de produtividade, longevidade e eficiência no uso de água e terra”, afirma.

    Pesquisadores desenvolveram o método ao longo de anos em usinas sucroenergéticas, garantindo a solidez e a aplicabilidade da tecnologia. Desde 2012, várias usinas já escalaram a prática para uso comercial, aumentando a produtividade das áreas irrigadas em 70%.

    Cenários de produção com a irrigação

    Bufon realizou estudos para demonstrar a eficácia da irrigação como estratégia de adaptação às mudanças climáticas. A pesquisa apresentou dois cenários, ambos mostrando aumento na eficiência de uso da terra e economia significativa nos custos de produção.

    No primeiro cenário, 32% da área da usina seria irrigada, resultando em um aumento de 3,9% na produtividade média e 15% na longevidade dos canaviais. O segundo cenário, com 45% de área irrigada, aumentaria a produtividade em 4,2% e a longevidade em 21%.

    Além disso, a irrigação também reduziria o consumo de insumos e combustível. No cenário 2, haveria uma economia de até 19% no consumo de calcário e gesso, 8% em fósforo, 6% em nitrogênio e 10% em potássio, além de 10,2% em etanol e gasolina.

    Além disso, Bufon ressalta que, ao invés de expandir horizontalmente, investir na verticalização através da irrigação é mais sustentável e eficiente. “A produção irrigada, com a técnica correta, é mais sustentável e eficiente do que a produção tradicional”, conclui.

  • Expedição mapeia perda de abelhas no Rio Grande do Sul

    Expedição mapeia perda de abelhas no Rio Grande do Sul

    Uma expedição revelou a perda significativa de abelhas em apiários e meliponários no Rio Grande do Sul, após as enchentes de maio de 2024. O Projeto Observatório de Abelhas do Brasil com Foco no Rio Grande do Sul, coordenado pela Embrapa Meio Ambiente em parceria com a Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A.), liderou a ação. Entre 24 e 29 de junho, a equipe visitou áreas impactadas pelas enchentes.

    Até o momento, a Federação Apícola do Rio Grande do Sul (FARGS) registrou a perda de 18.943 colmeias. Ou seja, cerca de 4% do total no estado, segundo o IBGE. No entanto, esses números podem estar subnotificados, pois muitos apicultores não registram suas colmeias junto à inspetoria veterinária de seus municípios.

    Uso do AgroTag abelhas

    A iniciativa usou o software AgroTag Abelhas, desenvolvido pela Embrapa Meio Ambiente, para sistematizar informações sobre a mortandade de abelhas no Brasil. Este software registra incidentes e possíveis causas das mortes, criando uma base de dados harmonizada em uma plataforma nacional.

    O que dizem os especialistas

    Betina Blochtein, pesquisadora do observatório e integrante da equipe de campo, destacou que uma das prioridades do levantamento é validar o uso de recursos disponibilizados para o Estado. Isso contribuirá na elaboração de um relatório identificando as perdas e seus locais. Assim, a equipe direcionará os recursos para reposição das colmeias de maneira adequada, baseando-se nas evidências registradas em campo, como fotos, questionários e delimitação de áreas atingidas.

    A ferramenta da Embrapa é essencial, pois além de registrar dados oficialmente, também cria uma rede de colaboradores entre produtores afetados e aqueles que prestam assistência nas áreas impactadas.

    Detalhes do AgroTag abelhas

    O AgroTag Abelhas, desenvolvido a partir do Sistema AgroTag, é um sistema abrangente de monitoramento que integra dados sistematizados. Além disso, contribui para o registro de informações oficiais sobre a mortandade de abelhas. Com um aplicativo para dispositivos móveis Android, ele permite o envio de dados para um ambiente SIG (Sistema de Informações Geográficas), facilitando a integração com informações coletadas em campo.

    Futuras implementações

    Em uma fase posterior, inspetores de órgãos sanitários oficiais utilizarão o aplicativo para registrar ocorrências rapidamente, atendendo às necessidades regionais. Durante o atendimento em campo, os técnicos terão acesso a um formulário simples para preenchimento. Ele inclui questões sobre a coleta de amostras biológicas para análise laboratorial.

    O projeto segue a premissa do AgroTag, trabalhando com dados geoespaciais para monitoramento territorial agrícola, onde os usuários compartilham dados de forma colaborativa e rastreável. Isso é fundamental para os objetivos do Observatório de Abelhas, que busca evidências comprovadas da mortandade de abelhas, atualmente focando nas perdas causadas pelas cheias no Rio Grande do Sul, destacou Vicente, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente/AgroTag e integrante da equipe de campo.

    Observatório de Abelhas do Brasil

    O Observatório de Abelhas do Brasil é um programa coordenado pelo Ministério da Agricultura (Mapa), em conjunto com a Embrapa Meio Ambiente. Instituições públicas e privadas, como a Associação A.B.E.L.H.A., também apoiam o projeto. O objetivo é mitigar a mortandade de abelhas no Brasil.

    Cristiano Menezes, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente e coordenador geral do Observatório, explicou que o AgroTag foi integrado ao projeto para ajudar fiscais de defesa agropecuária a organizar, coletar e disponibilizar informações de forma adequada. Antes, esses processos eram realizados manualmente e sem padronização entre os estados.