Autor: Henrique Rodarte

  • Dólar em alta afeta mercado do milho

    Dólar em alta afeta mercado do milho

    A recente valorização do dólar, que atingiu seu nível mais alto frente ao real em cerca de 18 meses, está influenciando o mercado de milho em Mato Grosso, o principal estado produtor do grão no Brasil. Este movimento ocorre durante uma colheita acelerada da segunda safra, antecipando o período tradicional de exportações mais intensas.

    Especialistas do setor acreditam que, apesar da alta do dólar e da antecipação da colheita, os embarques de milho brasileiro não devem superar as expectativas em junho. Analistas preveem que o aumento significativo nas exportações deve ocorrer entre julho e agosto, quando os portos mudam seu foco da soja para o milho.

    O dólar à vista tem operado acima de R$5,40, um aumento significativo em relação aos R$5,2510 do fechamento do mês anterior. No acumulado de junho, a valorização já supera 3%, tornando o milho brasileiro mais competitivo no mercado internacional.

    Colheita avança

    A colheita da segunda safra de milho no centro-sul do Brasil atingiu 21% da área cultivada até a última quinta-feira, um avanço considerável em comparação com os 5% registrados no mesmo período do ano passado, conforme dados da consultoria AgRural. Mato Grosso e Paraná lideram o ritmo de colheita, embora se espere uma queda no volume total comparado à temporada anterior, devido a uma redução na área plantada e menores produtividades.

    A analista da AgRural, Daniele Siqueira, observa um aumento na movimentação do mercado de milho devido ao dólar alto. Os preços da safrinha, com entrega a partir de julho de 2024, têm subido. Em Sorriso (MT), a saca para entrega em julho fechou a sexta-feira cotada a R$39,00, contra R$36,00 na mínima dos últimos 30 dias. Embora a alta nos preços seja modesta, ela ocorre em um período tradicionalmente negativo devido à colheita. Siqueira acredita que este movimento provavelmente resultará em um volume de exportação mais significativo em julho.

    Paulo Molinari, da consultoria Safras & Mercado, enfatiza que o dólar firme tem facilitado mais negócios, especialmente em Mato Grosso. No entanto, ele ressalta que isso não implica um aumento imediato nas exportações. A demanda para milho brasileiro está mais acelerada apenas para agosto em diante, com junho e julho ainda devendo ser fracos em embarques.

    Expectativas de exportação

    Frederico Humberg, CEO da Agribrasil, prevê que o Brasil exporte 45 milhões de toneladas de milho em 2024. Número acima da projeção de 33,5 milhões de toneladas feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ainda abaixo das cerca de 55 milhões de toneladas exportadas no ano passado, quando os embarques atingiram recorde. Apesar das expectativas de um volume de exportação acima das projeções oficiais, Humberg não acredita que a temporada de exportações de milho começará antes do previsto. Ele acredita que a demanda externa pelo milho brasileiro tende a ganhar força a partir de agosto, especialmente com a diminuição das vendas da Argentina.

    O cenário atual reforça a importância da vigilância contínua sobre as variações cambiais e seus impactos nas exportações agrícolas, fundamentais para a economia brasileira.

  • Embrapa lança plataforma digital para apoiar produtor rural

    Embrapa lança plataforma digital para apoiar produtor rural

    A Embrapa lançou a plataforma Ater+ Digital, que oferece informações sobre cadeias agropecuárias e temas transversais, visando apoiar serviços de assistência técnica e extensão rural de forma on-line. A plataforma disponibiliza vídeos, áudios, aplicativos, cartilhas, infográficos, cursos e outros conteúdos, facilitando ações remotas e presenciais de extensionistas.

    Inicialmente, os técnicos terão acesso a sete hubs virtuais temáticos: Apicultura, Caprinos e Ovinos, Feijão, Feijão-Caupi, Mudanças Climáticas, Nutrição e Saúde e Sistemas Agroflorestais. A criação dos conteúdos envolveu equipes da Embrapa e instituições parceiras, e novos hubs sobre outras cadeias produtivas estão em desenvolvimento.

    O uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) visa aumentar a capilaridade dos serviços de assistência técnica. Atualmente eles atingem apenas 18,2% dos agricultores familiares brasileiros, segundo o Censo Agropecuário de 2017. “A plataforma Ater+ Digital supre um gargalo de produção de conteúdo para rápido compartilhamento com os agricultores”, afirma Luciano Nass, da Embrapa Meio Ambiente.

    Rodrigo Ferraz, do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), destaca o potencial da plataforma em proporcionar a circulação de inovações e intercâmbios tecnológicos a baixo custo. “As ferramentas digitais permitem a interação entre técnico e produtor entre visitas, possibilitando a troca de informações e realização de tarefas”, acrescenta.

    A plataforma foi desenvolvida por profissionais de Pesquisa & Desenvolvimento, Transferência de Tecnologia, Comunicação e Tecnologia da Informação. Segundo Nass, “a oferta contínua de informações, cursos, materiais educativos e atividades informativas como webinars e lives amplia a abrangência das ações de Ater”.

    Vanessa Magalhães, da Embrapa Gado de Leite, ressalta a intenção da plataforma em aprimorar a comunicação e interação com o público-alvo, facilitando a disponibilização ágil de informações técnicas. “O objetivo é proporcionar inclusão, compreensão e adoção das tecnologias recomendadas pela Embrapa e seus parceiros”, conclui Magalhães.

  • Produtor Rural – Como emitir o CCIR: passo a passo completo

    Produtor Rural – Como emitir o CCIR: passo a passo completo

    A partir desta terça-feira, começa o prazo para emissão do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR). Esse documento é essencial para comprovar a regularidade do imóvel rural junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).

    Como Emitir o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural

    Acesso ao Sistema: Entre no Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR) pelo site do INCRA.

    Cadastro ou Login: Faça o cadastro ou login no sistema.

    Preenchimento dos Dados: Informe os dados do imóvel, como área, localização e titularidade.

    Revisão e Confirmação: Verifique as informações e confirme.

    Emissão do CCIR: Baixe e imprima o certificado após a validação.

    Importância do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural

    Regularização Fundiária: Essencial para comprovar a regularidade do imóvel junto ao INCRA.

    Transações Imobiliárias: Necessário para vender, doar ou desmembrar o imóvel.

    Acesso a Crédito Rural: Fundamental para obter financiamentos e participar de programas de crédito.

    Gestão Ambiental: Facilita a fiscalização ambiental das propriedades rurais.

    Para realizar transações como venda, arrendamento, hipoteca, divisão (em casos de divórcio ou herança) do imóvel rural e acessar financiamentos bancários, o CCIR é indispensável. Certifique-se de seguir os passos corretamente para evitar problemas futuros.

    A emissão do CCIR é gratuita. No entanto, se o imóvel tiver algum impedimento cadastral no SNCR, a emissão do certificado não será possível.

  • LAC Flavors – da Amazônia para o mundo

    LAC Flavors – da Amazônia para o mundo

    Durante a LAC Flavors, evento promovido na Amazônia pelo BID com apoio da ApexBrasil, empresas de alimentos e bebidas da América Latina e Caribe participaram de rodadas de negócios com importadores internacionais. O evento, focado em sustentabilidade e equidade de gênero, gerou resultados significativos em vendas.

    Café de açaí, geleia de vitória-régia, chocolate de cupuaçu e extrato de jambu são exemplos de produtos brasileiros apresentados aos compradores globais. Em dois dias, mais de 300 empresários do setor de alimentos e bebidas se reuniram com 87 compradores de 29 países. Com isso, totalizando mais de 800 reuniões e estimativas de exportações acima de US$ 40 milhões.

    Organização

    A 12ª edição da LAC Flavors, realizada em Manaus nos dias 5 e 6 de junho, foi organizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O evento contou com a participação de pequenas e médias empresas e potenciais importadores internacionais. Pela primeira vez no Brasil, o evento contou com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Mais de 130 empresas brasileiras participaram, realizando 281 reuniões que devem resultar em negócios estimados em US$ 14,4 milhões.

    Segundo Ana Paula Repezza, diretora de Negócios da ApexBrasil, a escolha de Manaus destaca a importância de inserir pequenas empresas no comércio exterior para promover desenvolvimento sustentável na região. “A ApexBrasil trabalha com três pilares prioritários: inclusão de mulheres no comércio exterior, diversificação regional das exportadoras brasileiras com foco no Norte e Nordeste e sustentabilidade socioambiental”, afirmou.

    Morgan Doyle, representante do BID no Brasil, ressaltou o objetivo fundamental da LAC Flavors de criar oportunidades para pequenas e médias empresas. “Facilitamos o acesso ao mercado internacional porque sabemos que empresas que exportam pagam melhores salários, são mais produtivas, inovadoras e têm maior longevidade”, disse. “Aqui, no coração da Amazônia, fomentam oportunidades para manter a floresta em pé”, acrescentou.

    Equidade de Gênero

    A edição da LAC Flavors também focou na inclusão de gênero, alinhada aos programas da ApexBrasil e do BID, com 52% das empresas participantes lideradas por mulheres.

    Por exemplo, a Deveras, marca do Pará, exemplifica essa inclusão. Fundada por “doutores da Amazônia”, a empresa oferece produtos inovadores como geleia de vitória-régia e cupulate. Valéria Mourão, fundadora da Deveras, destacou a aceitação dos produtos pelos compradores internacionais e o desafio de superar a barreira do desconhecimento, investindo em marketing para ganhar escala.

    A LAC Flavors também destacou a riqueza culinária e a inovação sustentável da Amazônia. A cooperativa AmazonBai, por exemplo, busca desenvolver economicamente comunidades extrativistas de açaí no Amapá sem desmatar o meio ambiente. Amiraldo Pincanço, presidente da cooperativa, celebrou a visibilidade e certificações conquistadas, além das vendas realizadas durante o evento.

    Criado em junho de 2023, o Programa Mulheres e Negócios Internacionais (MNI) da ApexBrasil promove a equidade de gênero no mercado internacional, com ações de capacitação, promoção comercial e atração de investimentos para empresas lideradas por mulheres. Em um ano, o MNI realizou mais de 30 ações, atendendo cerca de mil empresas lideradas por mulheres.

  • Falta de infraestrutura gera prejuízos bilionários ao agronegócio

    Falta de infraestrutura gera prejuízos bilionários ao agronegócio

    A falta de infraestrutura logística adequada no Brasil representa um gargalo significativo para o agronegócio, resultando em perdas bilionárias anualmente. Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), estima-se que o setor perca cerca de R$ 10 bilhões por ano devido a problemas de transporte e armazenamento. As dificuldades logísticas, que incluem estradas mal conservadas, portos congestionados e falta de alternativas ferroviárias eficientes, encarecem o escoamento da produção agrícola e afetam a competitividade no mercado global.

    O agronegócio, responsável por uma parcela substancial do PIB brasileiro, enfrenta desafios críticos, especialmente durante os períodos de safra, quando a demanda por transporte aumenta exponencialmente. As estradas, muitas vezes em condições precárias, atrasam o transporte de grãos, frutas e outros produtos agrícolas, elevando os custos operacionais e reduzindo a margem de lucro dos produtores.

    Poder público e entidades do setor agro ofererecem opções

    Entretanto, para diminuir esses problemas, o governo brasileiro e entidades do setor têm proposto e implementado diversas medidas:

    1. Investimento em Infraestrutura Rodoviária: A duplicação de rodovias e a pavimentação de estradas rurais são essenciais para melhorar o fluxo de transporte. Programas como o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) têm priorizado projetos de concessão e melhoria de estradas.
    2. Expansão da Malha Ferroviária: A construção e ampliação de ferrovias são fundamentais para o transporte de grandes volumes de carga a longas distâncias. Projetos como a Ferrovia Norte-Sul e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) visam integrar regiões produtoras ao sistema logístico nacional.
    3. Modernização de Portos: Investimentos na modernização e ampliação dos portos brasileiros são cruciais. O programa Porto Sem Papel, que digitaliza processos portuários, e a privatização de terminais portuários buscam aumentar a eficiência e reduzir custos de exportação.
    4. Armazenagem Adequada: A construção de novos silos e armazéns é vital para evitar perdas pós-colheita. Estratégias adotadas para apoiar os produtores passam por incentivos fiscais e financiamentos para a construção de estruturas de armazenamento.
    5. Incentivos à Logística Integrada: A promoção de uma logística integrada, que combine o uso de rodovias, ferrovias e hidrovias, pode otimizar o transporte de cargas. Parcerias público-privadas (PPPs) são incentivadas para desenvolver projetos logísticos de grande porte.

    Desafio logístico

    A resolução dos desafios logísticos é imperativa para a sustentabilidade e crescimento do agronegócio brasileiro. O investimento em infraestrutura, aliado a políticas públicas eficazes, tem o potencial de transformar a logística agrícola no Brasil. Isso reduzirá perdas e aumentará a competitividade no mercado internacional. A continuidade e ampliação dessas iniciativas são essenciais para assegurar que o agronegócio brasileiro continue a ser um motor econômico robusto e resiliente.

    Além disso, também será necessário uma parceria com as fabricantes de caminhões e governo no que se refere a condições melhores de créditos para atualizar a frota. Afinal, com crédito para o agro, o setor terá uma frota mais moderna e também será impulsionado o mercado dos fabricantes de veículos.

  • Entenda porque as hortaliças estão tão caras

    Entenda porque as hortaliças estão tão caras

    O preço das hortaliças tem registrado aumentos significativos no Brasil, e diversos fatores contribuem para essa elevação, conforme dados de órgãos e entidades oficiais, como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Os fenômenos climáticos adversos, como secas prolongadas e geadas, têm impactado diretamente a produção de hortaliças. A Conab aponta que a seca nas regiões Centro-Oeste e Sudeste e as geadas no Sul do Brasil afetaram drasticamente as safras. As hortaliças são particularmente sensíveis às variações climáticas, resultando em menor oferta e, consequentemente, em preços mais altos. Alguns produtos, como alface, tem o consumo reduzido no frio, e por conseqüência os produtores diminuem a produção para evitar perdas. Isso diminui a oferta e aumenta o preço.

    O aumento nos custos de insumos agrícolas, como fertilizantes e defensivos, também contribui para a alta nos preços. Segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), os preços dos fertilizantes aumentaram significativamente devido à escassez global e aos altos custos de transporte. Além disso, a alta do dólar encarece os insumos importados, pressionando ainda mais os custos de produção.

    A logística é outro fator crucial. A Associação Brasileira de Logística (Abralog) destaca que a infraestrutura deficiente e os altos custos de transporte influenciam diretamente no preço final das hortaliças. As más condições das estradas e a elevação dos preços dos combustíveis aumentam os custos de distribuição, que são repassados ao consumidor final.

    A relação entre demanda e oferta também desempenha um papel significativo. Durante a pandemia de COVID-19, houve uma mudança nos padrões de consumo, com aumento da demanda por alimentos frescos e saudáveis, como hortaliças. Essa demanda crescente, associada a uma oferta reduzida por problemas climáticos e logísticos, eleva os preços.

    Soluções a médio prazo

    Para mitigar esses aumentos, é essencial investir em tecnologias agrícolas que aumentem a resiliência das safras às condições climáticas adversas. A Conab sugere o uso de sistemas de irrigação mais eficientes e o desenvolvimento de variedades de hortaliças mais resistentes. Além disso, melhorias na infraestrutura de transporte e políticas de subsídios para insumos agrícolas podem ajudar a reduzir os custos de produção e distribuição.

    A alta nos preços das hortaliças é resultado de uma combinação de fatores climáticos, custos de produção elevados, desafios logísticos e uma demanda crescente. Soluções integradas envolvendo tecnologia, infraestrutura e políticas públicas são essenciais para estabilizar os preços e garantir a acessibilidade desses alimentos fundamentais para a população brasileira.

  • Conheça dois novos concentrados ricos em proteínas apresentados pela Embrapa

    Conheça dois novos concentrados ricos em proteínas apresentados pela Embrapa

    Para quem gosta de proteínas, a Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ) apresenta dois novos concentrados proteicos de lentilha e grão-de-bico, projetados para diversificar e aumentar a disponibilidade de ingredientes em alimentos plant-based. Essas inovações se somam ao concentrado proteico de feijão, criado em 2023, e são semelhantes aos concentrados de soja e ervilha disponíveis no mercado.

    O concentrado de lentilha possui 80% de proteína (80 gramas por 100 gramas), enquanto o de grão-de-bico tem 73% de proteína (73 gramas por 100 gramas). Esses ingredientes aumentam o teor proteico de produtos vegetais, como hambúrgueres, empanados, salsichas, linguiças, bebidas vegetais e iogurtes, além de serem úteis na panificação e suplementos alimentares.

    A pesquisadora Janice Lima destaca que as matérias-primas usadas, como pulses, são ideais devido ao seu teor proteico natural de 20% a 30%. “Entre as pulses, o concentrado proteico de ervilha é conhecido, mas outras leguminosas são menos estudadas. O grão-de-bico e a lentilha estão ganhando força no Brasil pela versatilidade de produção”, afirma Lima. Esses concentrados podem substituir ingredientes derivados de soja e melhorar características tecnológicas dos alimentos.

    A pesquisadora Caroline Mellinger explica que ambos os concentrados têm altos teores de proteínas e aminoácidos essenciais, conforme recomendações da Anvisa e FAO. “As proteínas foram testadas em simulações de digestão humana, garantindo sua absorção pelo intestino e contribuição ao aporte proteico necessário”, diz Mellinger.

    As proteínas de grão-de-bico e lentilha são boas formadoras de espuma e emulsão, apesar de serem pouco solúveis em pHs neutros. “Os resultados demonstraram que nossos ingredientes são similares a outros do mercado, confirmando seu potencial para produtos alimentícios e suplementos”, informa a pesquisadora.

    Sustentabilidade e aproveitamento de resíduos

    A pesquisadora Melicia Galdeano destaca que estudaram os resíduos da extração das proteínas, resultando em amidos de lentilha e grão-de-bico com 92% de pureza, além de ingredientes ricos em fibras e carboidratos. “Essa abordagem otimiza o uso do material seguindo práticas de economia circular, com menor impacto ambiental”, ressalta Galdeano.

    Esses ingredientes têm aplicações em diversos produtos processados, contribuindo para o enriquecimento de fibras e melhoria da textura. A pesquisa e desenvolvimento contínuos da Embrapa visam oferecer soluções inovadoras e sustentáveis para a indústria de alimentos.

    Mercado Plant-based, o que é?

    O mercado de alimentos plant-based tem sido um dos mais dinâmicos nos últimos anos, com uma crescente demanda por produtos que sejam saudáveis, sustentáveis e com melhor sabor e textura. Segundo dados recentes, as vendas de alimentos plant-based nos EUA caíram 12% em 2023, enquanto as vendas de leite plant-based aumentaram 1%. No entanto, a tendência é que os preços sejam um fator crucial para o crescimento do mercado.  Muitos consumidores ainda se sentem desencorajados pelas altas taxas de inflação.

    Ainda assim, a indústria de alimentos plant-based tem se adaptado às mudanças no mercado, oferecendo uma variedade crescente de opções para os consumidores. Os produtos mais populares incluem leite plant-based, que alcançou um valor de US$ 2,1 bilhão em vendas em 2021, e produtos de carne plant-based, como burgers e nuggets, que cresceram 12% em 2021.

    A expectativa é que a indústria continue a se expandir, com a introdução de novos produtos e formatos que atendam às necessidades dos consumidores. Além disso, a sustentabilidade e a biodiversidade também são fatores importantes que atrairão consumidores para os alimentos plant-based.

    Em resumo, o mercado de alimentos plant-based é um setor em crescimento, com uma crescente demanda por produtos saudáveis e sustentáveis. Embora haja desafios, como preços elevados, a indústria tem demonstrado sua capacidade de se adaptar e oferecer uma variedade crescente de opções para os consumidores

  • Etanol – clima afeta produção e pode mexer no seu bolso

    Etanol – clima afeta produção e pode mexer no seu bolso

    A safra da cana-de- açucar está sofrendo interferência do clima, o que impacta na produção e pode afetar o seu bolso.

    Na segunda quinzena de maio, as usinas da região Centro-Sul processaram 45,19 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, uma queda de 3,36% em comparação às 46,77 milhões da safra anterior. No acumulado até 1º de junho, a moagem atingiu 140,74 milhões de toneladas, um aumento de 11,15% em relação ao ciclo anterior.

    Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da UNICA, atribui a queda no final de maio às condições climáticas desfavoráveis em áreas do Paraná, Mato Grosso do Sul e região de Assis (SP). “Esse movimento foi parcialmente compensado pelo clima seco que favoreceu a colheita em Minas Gerais, Goiás e na região central do Estado São Paulo”. Em contraste, o clima seco favoreceu a colheita em Minas Gerais, Goiás e na região central de São Paulo.

    Quatro unidades iniciaram a safra 2024/2025 na segunda metade de maio, somando 249 unidades em operação no Centro-Sul, das quais 232 processam cana, nove produzem etanol a partir do milho e oito são usinas flex.

    O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) na segunda quinzena de maio foi de 129,85 kg por tonelada de cana. Uma queda de 3,78% em relação ao mesmo período anterior. No acumulado da safra, o ATR foi de 122,07 kg por tonelada, uma redução de 1,92%.

    Produção de açucar

    A produção de açúcar totalizou 2,70 milhões de toneladas, uma queda de 7,72% em relação à safra anterior. Porém, desde o início da safra, a produção acumulada de açúcar alcançou 7,84 milhões de toneladas, um aumento de 11,80%.

    Rodrigues explicou que um terço das usinas aumentou a produção de açúcar por tonelada de cana, enquanto os outros dois terços reduziram. A menor concentração de ATR, baixo nível de pureza e outros fatores impactaram negativamente a produção em várias unidades.

    A produção de etanol na segunda quinzena de maio foi de 2,12 bilhões de litros, sendo 1,28 bilhão de etanol hidratado (+6,49%) e 837,67 milhões de etanol anidro (-8,95%). Porém, no acumulado até 1º de junho, a produção de etanol somou 6,46 bilhões de litros (+10,42%), com 4,32 bilhões de hidratado (+24,97%) e 2,14 bilhões de anidro (-10,59%).

    As vendas de etanol em maio totalizaram 2,97 bilhões de litros, um aumento de 22,51% em relação ao mesmo período anterior. O etanol hidratado registrou crescimento de 46,80% nas vendas, enquanto o anidro teve uma queda de 6,36%.

    Além disso, no mercado interno, as vendas de etanol hidratado somaram 1,87 bilhão de litros em maio, um aumento de 46,47%. A venda de etanol anidro foi de 997,35 milhões de litros, uma retração de 4,16%.

    Rodrigues destacou que o volume comercializado em maio foi o maior desde outubro de 2020. No acumulado da safra, as vendas de etanol somaram 5,81 bilhões de litros. Isso representa um crescimento de 28,57%, com 3,86 bilhões de litros de hidratado (+51,64%) e 1,96 bilhão de litros de anidro (-1,10%).

  • Acompanhe o Leilão Padrão Guarani

    Acompanhe o Leilão Padrão Guarani

    Direto da Fazenda Guarani, em Paragominas Acontece agora o Leilão Padrão Guarani & Dia de Campo, direto do Pará.

    Serão 80 animais em negociação, em evento organizado pelo Programa Leilões, com transmissão do grupo Remate Web. O horário de inicio esta programado para as 11h00.

    https://www.youtube.com/watch?v=d_f5i-_6ZXA

    Para obter mais informações, assim como os vídeos e fotos do lote clique no link a seguir https://programaleiloes.com/agenda/leilao/84761-leilao-padrao-fazenda-guarani

    Além de melhorar seu rebanho, o valor arrecadado nas inscrições será destinado a Associação Amor em Ação. A organização auxilia o tratamento de pacientes com câncer. Fundada em 2022, em Paragominas, a entidade contribui para melhorar o atendimento aos pacientes com doenças de alta complexidade, como o câncer.

    História

    A Fazenda Guarani está localizada em Paragominas, no Pará,  e atua nas áreas da pecuária, com foco em touros especiais de Genética Avançada, agricultura e armazenagem, sendo sinônimo de tradição, confiança e excelentes resultados. Alicerçada em valores como Honestidade,  Confiança,  Comprometimento,  Amor,  Lealdade e Ética. A empresa tem como missão e o propósito, a construção de processos bem feitos e inovadores, por meio da confiança em pessoas capacitadas, para que o trabalho seja a força da realização dos sonhos e construção do legado.

    Não se esqueça, os principais leilões do agronegócio estão disponíveis no Agro em Campo, semanalmente.

  • Internet 4G e planos de dados transformam o agronegócio

    Internet 4G e planos de dados transformam o agronegócio

    A 18ª edição do Bahia Farm Show, realizada em Luís Eduardo Magalhães, oeste da Bahia, destaca-se pela oferta de avançadas ferramentas tecnológicas para o campo. Com lançamentos inovadores, o evento traz recursos precisos para produtores. No entanto, para usufruir de todas as funcionalidades das novas tecnologias, a disponibilidade de conectividade é essencial. O evento, que vai até sábado, reforça a importância da infra-estrutura digital no setor agrícola, promovendo um ambiente de modernização e eficiência no campo.

    A cobertura de internet 4G e planos de dados específicos para maquinários e dispositivos estão revolucionando o agronegócio no Brasil e no mundo. A conectividade permite que produtores utilizem tecnologias avançadas, aumentando a eficiência e a produtividade no campo. Ferramentas como sensores, drones e sistemas de monitoramento em tempo real dependem de uma boa infraestrutura de internet para funcionarem plenamente.

    No entanto, investir em maquinários modernos apresenta desafios. Em áreas rurais com cobertura de internet limitada, algumas funcionalidades dessas tecnologias podem não ser totalmente aproveitadas. Produtores precisam avaliar se suas propriedades possuem a infraestrutura necessária para suportar essas inovações, garantindo que o investimento seja vantajoso.

    Além disso, a assessoria especializada em conectividade para clientes do setor agro é fundamental. Empresas estão oferecendo suporte técnico e treinamento para ajudar agricultores a implementarem e utilizarem novas tecnologias de forma eficaz. Isso inclui o entendimento de dados coletados por sensores e a integração de diferentes sistemas tecnológicos para otimizar as operações.

    Vantagens do Investimento em Tecnologia no Agro

    • Aumento de Produtividade: Ferramentas avançadas permitem monitoramento preciso, ajudando a identificar problemas rapidamente e a tomar decisões informadas.
    • Eficiência Operacional: Maquinários inteligentes e automatizados reduzem o tempo e o esforço manual necessário para diversas tarefas.
    • Sustentabilidade: Tecnologias que monitoram o uso de recursos naturais contribuem para práticas agrícolas mais sustentáveis e eficientes.

    Desafios e Desvantagens

    • Conectividade Limitada: Em regiões com cobertura de internet fraca, as funcionalidades dos maquinários modernos podem ser comprometidas.
    • Custo Inicial: O investimento em tecnologia avançada pode ser alto, e produtores precisam garantir que terão um retorno sobre esse investimento.
    • Capacitação: A adoção de novas tecnologias exige treinamento e suporte técnico contínuo, o que pode representar um desafio para alguns produtores.

    Diversas empresas tem se especializado em melhorar a infra-estrutura no campo, entre elas, a Sol, do Grupo RZK. A empresa tem impulsionado a digitalização da agricultura em todo país e consequentemente, ampliado acesso à internet nas zonas rurais inacessíveis. Uma torre do grupo pode levar sinal de qualidade num raio de cobertura de até 20 mil hectares.

    ” Enxergamos uma forte necessidade de ofertar os serviços de conectividade ao oeste baiano devido às inúmeras intempéries do setor, principalmente os cotonicultores que fazem uso de monitoramento de pragas, doenças e clima. Uma produção alinhada com a conectividade eleva o nível de gestão, aumentando a produtividade e mantendo a sustentabilidade. Através dos nossos serviços, possibilitamos mais eficiência no uso de recursos e gestão de insumos”, comenta Rodrigo Oliveira, CEO da Sol.

    A modernização do agronegócio através de tecnologias conectadas está transformando o setor, mas a viabilidade desses investimentos depende da infraestrutura de internet disponível nas propriedades rurais. Contudo, com a assessoria adequada e um planejamento cuidadoso, os produtores podem superar os desafios e aproveitar os benefícios dessas inovações para alcançar uma agricultura mais eficiente e sustentável.