Tag: vinícola

  • Vinícola gaúcha cria Novo Malbec com clones da França e da Argentina

    Vinícola gaúcha cria Novo Malbec com clones da França e da Argentina

    Uma vinícola do Rio Grande do Sul apresenta um novo capítulo na trajetória da Malbec no Brasil. A Lidio Carraro, empresa sediada em Encruzilhada do Sul, selecionou clones originários de Cahors, na França, e de tradicionais regiões produtoras da Argentina para desenvolver o Lidio Carraro Novo Malbec, vinho concebido para investigar como a variedade se expressa em terroir nacional.

    A Malbec nasceu no sudoeste da França, mas foi na Argentina que a uva se consolidou como uma das variedades tintas mais reconhecidas do mundo. O estilo argentino também conquistou o paladar brasileiro, transformando a Malbec em uma das preferidas dos consumidores do país.

    Com o Novo Malbec, a Lidio Carraro propõe uma terceira via: nem o perfil elegante do Velho Mundo, nem a intensidade típica do Novo Mundo, mas uma expressão própria, construída a partir da vitivinicultura brasileira e da filosofia purista que orienta os vinhos da casa. O lançamento reúne anos de pesquisa, estudos de solo e testes com diferentes materiais genéticos da variedade no terroir de Encruzilhada do Sul.

    Clones vindos de Mendoza e do sudoeste francês

    A equipe técnica da vinícola percorreu regiões emblemáticas da vitivinicultura argentina, como Perdriel, Agrelo e Gualtallary, na área de Mendoza, em busca de clones considerados referência para a Malbec. O projeto também incorporou material genético originário de Cahors, na França, historicamente conhecido como Côt Noir.

    Todo esse conjunto de clones foi implantado em um novo vinhedo na Serra do Sudeste gaúcha, o que permitiu à vinícola acompanhar como cada material genético responderia às condições brasileiras de solo, clima e manejo.

    Uma trajetória que começou há mais de duas décadas

    A iniciativa dá continuidade a um trabalho iniciado há mais de 20 anos. A Lidio Carraro foi uma das pioneiras no cultivo da Malbec no Brasil, com os primeiros vinhedos implantados em 2002 e a primeira safra comercial lançada em 2005.

    O Novo Malbec representa uma etapa mais recente dessa trajetória, desenvolvida especificamente para entender o potencial da variedade em solo nacional. Segundo a vinícola, o projeto nunca teve como objetivo reproduzir o estilo francês ou argentino, mas investigar como a Malbec pode construir identidade própria quando cultivada no Brasil, preservando as características do terroir e seguindo a filosofia purista de mínima intervenção adotada pela casa.

    A vinícola decidiu registrar todo o processo de criação do vinho em uma série de vídeos publicada nas redes sociais. O conteúdo acompanha desde a escolha dos clones e a implantação dos vinhedos até a elaboração final do rótulo, permitindo que o público siga a construção do Novo Malbec desde a origem.

    Perfil sensorial marcado por frutas negras e especiarias

    O Novo Malbec apresenta perfil profundo e sofisticado, com aromas de amora, ameixa-preta, violeta e especiarias. Com maior oxigenação e evolução em garrafa, o vinho ganha camadas adicionais de complexidade, como notas de couro, café e toques terrosos. Assim, na boca, a textura envolvente combina volume expressivo, taninos macios e final saboroso e persistente.

    A vinícola projeta diferentes momentos de evolução para o rótulo. A intensidade da fruta se destaca nos primeiros cinco anos, enquanto os aromas terciários ganham força a partir dos oito anos de guarda.

    A produção será restrita a 16.100 garrafas numeradas. O rótulo busca provocar uma nova compreensão sobre o potencial da Malbec em solo brasileiro. Portanto, reafirmando a capacidade da vitivinicultura nacional de produzir vinhos autorais de classe mundial.

  • Craque da Argentina investe em vinícola com restaurante e hotel de luxo nos Andes

    Craque da Argentina investe em vinícola com restaurante e hotel de luxo nos Andes

    A vinícola de Lautaro Martínez ocupa cerca de 16 hectares em Mendoza, na Argentina, área comparável a aproximadamente 22 campos de futebol profissional. O atacante e a esposa, Agustina Gandolfo, criaram a Cittanina, empreendimento que reúne vinhedos antigos, produção própria de vinhos, restaurante, degustações e um projeto de hotel de luxo diante da Cordilheira dos Andes.

    Lautaro Martinez e esposa na Vinicola Cittadina
    Reprodução: Redes Sociais

    A propriedade fica em Las Compuertas, distrito de Luján de Cuyo, uma das regiões tradicionais da produção de vinhos em Mendoza. O pai de Agustina encontrou o terreno e apresentou o espaço ao casal.

    O casal concluiu a compra em 2024. No local, Lautaro e Agustina encontraram vinhedos de uvas Malbec plantados na década de 1930, que pertenceram anteriormente à vinícola Chandon.

    Segundo o site oficial da Cittanina, as videiras históricas ficam a 1.050 metros acima do nível do mar, em uma das zonas mais frescas de Luján de Cuyo. A marca usa atualmente essa área para produzir seus rótulos próprios.

    Reprodução: Redes Sociais

    A vinícola apresenta o empreendimento como um projeto familiar que nasceu do desejo de produzir vinhos a partir de vinhedos antigos. O casal também planejou a estrutura para receber visitantes e ampliar a experiência para além das garrafas produzidas na propriedade.

    Casal abriu restaurante Coraje em abril de 2026

    O complexo abriu sua primeira grande estrutura em abril de 2026: o restaurante Coraje. Cercado pelos vinhedos, o espaço oferece almoço em etapas e opções à la carte.

    https://www.instagram.com/p/DVjSBTqiHtm/

    A Cittanina também mantém sala de degustação e adega aberta ao público. Essas estruturas permitem que os visitantes conheçam os vinhos produzidos no local e acompanhem de perto o projeto do casal.

    O planejamento geral da vinícola prevê ainda uma bodega própria, lodges privados e uma área para eventos. A próxima etapa anunciada é a construção de um hotel de luxo integrado à paisagem dos vinhedos.

    Hotel de luxo deve ampliar negócios do casal em Mendoza

    O futuro hotel promete oferecer hospedagem em meio à propriedade, com vista para a Cordilheira dos Andes. A proposta amplia a atuação da vinícola de Lautaro Martínez para os setores de turismo, gastronomia e eventos.

    Reprodução: Redes Sociais

    Agustina afirmou à revista CARAS da Argentina que o projeto surgiu como uma forma de manter a família ligada ao país. Nascida em Mendoza, ela mora com Lautaro em Milão, na Itália.

    Segundo Agustina, os pais dela trabalham diretamente na operação da vinícola, enquanto ela acompanha à distância as decisões criativas e estratégicas. A influenciadora definiu a Cittanina como um empreendimento totalmente familiar.

    Lautaro Martínez também renovou contrato milionário com a Inter de Milão

    Fora da vinícola, Lautaro Martínez mantém um dos principais contratos da Inter de Milão. Em julho de 2024, o presidente do clube, Giuseppe Marotta, confirmou a renovação do atacante até 2029.

    O vínculo garante ao jogador salário líquido aproximado de 9 milhões de euros por temporada, equivalente a cerca de R$ 54 milhões, além de bônus.

  • Vinícola resgata legado da Copa do Mundo

    Vinícola resgata legado da Copa do Mundo

    A Lidio Carraro Vinícola Boutique completa 25 anos de história em 2026 e celebra a data com movimentos estratégicos que unem tradição e modernidade. Durante a Wine South America (WSA) 2026, a vinícola apresenta duas grandes novidades: o lançamento do rótulo Agnus Cabernet Franc e o reposicionamento visual da linha Faces do Brasil, famosa por ser o vinho oficial da Copa do Mundo FIFA 2014.

    O novo Agnus Cabernet Franc reforça a ligação histórica da família Carraro com esta variedade. Cultivado em três parcelas distintas de solos em Encruzilhada do Sul, na Serra do Sudeste, o vinho aproveita a maturação lenta garantida pela amplitude térmica da região. O resultado é um varietal de grande profundidade aromática, com notas de frutas vermelhas e negras, toques florais e especiados, apresentando uma textura aveludada e longa persistência no paladar.

    Este lançamento possui um forte valor afetivo, pois a Cabernet Franc sempre figurou entre as uvas preferidas do fundador, Lidio Carraro. Ele foi um dos precursores do cultivo desta casta no Vale dos Vinhedos, utilizando-a como base para o icônico blend Grande Vindima Quorum. Agora, a uva passa a integrar também a linha Agnus, uma das campeãs de vendas da vinícola.

    Renovação da linha Faces do Brasil

    A Lidio Carraro também aproveita a feira para apresentar o novo design da linha Faces do Brasil. Reconhecida internacionalmente após o sucesso na Copa do Mundo de 2014, a marca retorna com uma identidade visual mais sofisticada. A nova proposta foca na autenticidade e em momentos de conexão, convidando o consumidor a desacelerar a rotina. A linha inclui os rótulos Chardonnay, Pinot Noir Rosé, Merlot e uma seleção de espumantes.

    Imagem gerada por IA/LM Notebook

    A trajetória da vinícola consolidou a chamada Filosofia Purista, um conceito de vanguarda que prioriza a mínima intervenção e o respeito total ao terroir. A Lidio Carraro evita o uso de madeira na maturação de seus vinhos, buscando a expressão mais pura da fruta e do solo. “Vinho bom gera um bom sangue”, afirmam os produtores, inspirados pela tradição italiana de valorizar a energia e o vigor da bebida.

    Inovação em ânforas e clubes exclusivos

    Além dos lançamentos comerciais, a vinícola expande o projeto Raro Vinhedos Privados, o primeiro clube de produtores de vinhos premium do Brasil. O programa permite que os sócios participem de todas as etapas da vinificação, desde a poda até a criação de um vinho exclusivo, o RARO, eleito recentemente o melhor tinto de mínima intervenção do país.

    Foto: Divulgação

    A busca pela essência também levou a vinícola a produzir o Vinum Amphorae nas versões Pinot Noir e Chardonnay. Pela primeira vez no Brasil, uma vinícola utiliza ânforas produzidas com a própria argila da propriedade para fermentar uvas com leveduras autóctones, unindo técnicas milenares à pureza da Filosofia Purista.

    Aos visitantes da Wine South America, a Lidio Carraro apresenta seu amplo portfólio de vinhos puristas no estande D 61.

  • Produção de uvas cresce 30% e eleva padrão de qualidade na Serra Gaúcha

    Produção de uvas cresce 30% e eleva padrão de qualidade na Serra Gaúcha

    A safra de uvas de 2026 em Monte Belo do Sul, na Serra Gaúcha, entrou para a história da vitivinicultura local. A avaliação é da vinícola Casa Marques Pereira, que registrou aumento expressivo na produção e qualidade considerada excepcional ao longo do ciclo.

    Com o encerramento da colheita em abril, o município mantém a sequência de safras de alto desempenho. Segundo a vinícola, as condições climáticas favoreceram todas as etapas do desenvolvimento das videiras e garantiram resultados acima da média.

    O sócio-proprietário Felipe Marques Pereira destaca que a vindima cresceu 30% em comparação com 2025. Além do volume maior, as uvas do vinhedo Quinta da Orada atingiram alto nível de maturação.

    https://www.instagram.com/p/DXZTyAMlS2u/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    Seis variedades alcançaram graduação compatível com vinhos nobres, o que indica maturação polifenólica completa e teor de açúcar suficiente para gerar vinhos com mais de 14,1% de álcool, conforme a legislação brasileira.

    Destaques

    Entre os principais destaques, a Merlot atingiu 15,7% de graduação alcoólica. Segundo o produtor, a permanência prolongada das uvas na videira intensificou a concentração, criando características semelhantes ao estilo Amarone, algo inédito para a vinícola.

    Foto: Divulgação Casa Marques

    A Pinot Noir também surpreendeu. A variedade chegou a 14,3% de graduação alcoólica, índice considerado raro no Brasil devido à sua sensibilidade climática.

    O desempenho da safra resulta diretamente das condições climáticas ao longo do ciclo. O inverno com mais dias frios favoreceu a dormência das videiras. Já o volume de chuvas antes da frutificação estimulou o desenvolvimento uniforme das plantas. Durante a maturação, a baixa incidência de chuvas garantiu sanidade, concentração e qualidade das uvas.

    Para a Casa Marques Pereira, os resultados reforçam o potencial de Monte Belo do Sul como um dos principais polos produtores de uva do Brasil. A região consegue unir volume elevado e alta qualidade no mesmo ciclo, uma combinação rara na vitivinicultura nacional.

    Dados recentes indicam que o município possui mais de 2 mil hectares dedicados à viticultura e lidera a produção de uvas per capita na América Latina.

  • Os melhores vinhos do Brasil: veja os campeões da maior degustação às cegas do país

    Os melhores vinhos do Brasil: veja os campeões da maior degustação às cegas do país

    O Grupo Baco Multimídia divulgou os campeões da Grande Prova Vinhos do Brasil (GPVB) 2026, a maior degustação às cegas de rótulos nacionais do país. Nesta 11ª edição, o concurso avaliou 1.291 amostras de 10 estados brasileiros. Esse é o maior número já registrado na história do evento, distribuídas em 61 categorias que incluem vinhos, espumantes e sucos de uva integrais.

    Um júri de 28 especialistas de oito estados (Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Santa Catarina) conduziu as avaliações. O painel reúne profissionais vinculados à Associação Brasileira de Sommeliers, à Wine & Spirit Education Trust e à International Sommelier Guild, além de especialistas com certificações DipWSET e Court of Master Sommeliers e formação em viticultura e enologia.

    A GPVB 2026 estreou as categorias Nebbiolo, Sangiovese, Riesling Renano, Lorena, Cortes Bordaleses e Espumantes sem álcool. Os Doces e Fortificados, pela primeira vez, aparecem divididos em duas categorias: tintos e brancos.

    Rio Grande do Sul lidera, mas o mapa se expande

    O Rio Grande do Sul manteve a hegemonia: concentra 46 das 67 premiações e o maior volume de inscrições. Ainda assim, a edição reforçou o avanço da vitivinicultura nacional para regiões até então incomuns no cenário de vinhos finos.

    O exemplo mais simbólico vem de Brasília. A vinícola Vila Triacca levou o título na categoria Syrah com o rótulo Seu Claudino Superiore Safra 2023, uma safra produzida no Distrito Federal.

    “A presença de 10 estados, com vinhos chegando de locais inimagináveis até pouco tempo atrás, mostra o quanto podemos vislumbrar um futuro animador, em especial por essa disseminação dos parreirais levar junto a cultura do vinho”, afirma Sergio Queiroz, sócio do Grupo Baco.

    Marcelo Copello, presidente do júri, destaca outro fenômeno da edição: “Os vinhos de dupla poda já representam mais de 20% do total de amostras, o que mostra uma transformação estrutural na produção nacional.”

    Os grandes vencedores

    Entre os tintos, os destaques são o Allumé Cabernet Sauvignon 2022 (Vinícola Pizzato – RS), o Monte Paschoal Gran Reserva Merlot 2020 (Vinícola Basso – RS) e o Eternus Marselan Reserva 2023 (Vinhos Frank – Flores da Cunha – RS).

    Nos brancos, o Zanotto Gewurztraminer 2025 (Vinícola Campestre – Campos de Cima da Serra – RS) e o Monte Sant’Ana Savoir Giallo 2025 (Vinícola Monte Sant’Ana – Serra Gaúcha – RS) conquistaram os júris em suas categorias.

    A entrega dos prêmios acontece no dia 13 de maio, durante a Wine South America, feira realizada entre os dias 12 e 14 de maio em Bento Gonçalves (RS), um dos principais polos vitivinícolas do país.

    Confira os melhores em cada uma das 61 categorias

    BRANCOS

    Chardonnay (empate)

    • Mayos Reserva Chardonnay – Safra 2023 – Vinícola Basso – Serra Gaúcha – RS
    • Maestria – Safra 2024 – Vinícola Philosophia – Divinolândia –SP

    Cortes

    • Vezzi Bianco – Safra 2024 – Vinícola Maximo Boschi – Serra Gáuchs – RS

    Baixa Intervenção

    • Lidio Carraro Faces Do Brasil Chardonnay – Safra 2025 – Vinícola Lidio Carraro – Encruzilhada Do Sul – RS

    Sauvignon Blanc (empate)

    • Sauvignon Blanc Speciale – Safra 2024 – Vila Triacca – Brasília –DF
    • Sauvignon Blanc – Safra 2023 – Vinícola Davo – São Gonçalo Do Sapucaí – MG

    Gewurztraminer

    • Zanotto Gewurztraminer – Safra 2025 – Vinícola Campestre – Campos De Cima Da Serra – RS

    Riesling Itálico

    • Videiras Riesling – Safra 2025 – Vinícola Monte Reale – Serra Gaúcha – RS

    Riesling Renano

    • Fritzen – Safra 2024 – Vinícola Fritzen – São Vendelino – RS

    Alvarinho

    • Alvarinho – Safra 2025 – Vinícola Casa Geraldo – Andradas – MG

    Moscato

    • Monte Sant’Ana Savoir Giallo – Safra 2025 – Vinícola Monte Sant’Ana – Serra Gaúcha – RS

    Viognier

    • Viognier Gran Reserva – Vinícola Casa Geraldo – Andradas – MG

    Lorena

    • Tempos De Goes – V – São Roque – SP

    Outras Castas

    • Pizzato Sémillon – Safra 2023 – Vinícola Pizzato – Vale Dos Vinhedos Igvv – RS

    TINTO

    Cabernet Sauvignon

    • Allumé Cabernet Sauvignon – Safra 2022 – Vinícola Pizzato – RS

    Tempranillo

    • Miolo Reserva Tempranillo – Safra 2023 – Miolo – Campanha Meridional – RS

    Malbec (empate)

    • Velho Amancio Terras Baixas – Safra 2021 – Vinícola Velho Amâncio – Vale Central Gaúcho – RS
    • Kranz Malbec – Safra 2012 – Vinícola Kranz – Serra Catarinense – SC

    Petit Verdot

    • Parole Di Famiglia Petit Verdot – Safra 2021 – Vinícola Don Affonso – Campos de Cima da Serra – RS

    Teroldego

    • Vaccaro Finito Teroldego Premium – Safra 2024 – Vinícola Vaccaro – Garibaldi – RS

    Montepulciano

    • Mastino – Safra 2021 – Vinícola Leone Di Venezia – São Joaquim – SC

    Sangiovese

    • Sangiovese – Safra 2024 – Vinícola Mena Kaho – Monte Belo Do Sul – RS

    Nebbiolo

    • Viapiana Via1986 Nebbiolo – Safra 2020 – Vinhos Viapiana – Serra Gaúcha – RS

    Merlot

    • Monte Paschoal Gran Reserva Merlot – Safra 2020 – Vinícola Basso – RS

    Super Premium (empate)

    • Enoteca Atilio Dal Pizzol Cabernet Sauvignon – Safra 1999 – Vinícola Dal Pizzol – Serra Gaucha – RS
    • Kranz Fabulosum – Safra 2010 – Vinícola Kranz – Serra Catarinense – SC

    Baixa Intervenção

    • Raro Terroir B – Safra 2022 – Vinícola Lidio Carraro – Vale Dos Vinhedos – RS

    Cortes Bordaleses

    • Miolo Lote 43 – Safra 2022 – Miolo – Vale Dos Vinhedos – RS

    Outros Cortes

    • Angaco Don Costantino – Safra 2023 – Bodega Constantini – Porto Amazonas – PR

    Syrah (empate)

    • Seu Claudino Superiore – Safra 2023 – Vila Triacca – Brasilia – DF
    • Poker Syrah – Safra 2023 – Casa Correa & Medici – Serra Da Mantiqueira – MG

    Tannat

    • Fausto Tannat – Safra 2024 – Vinícola Pizzato – Serra Gaúcha – RS

    Pinot Noir

    • Miolo Single Vineyard Pinot Noir – Safra 2024 – Miolo – RS

    Cabernet Franc (empate)

    • Casa Dorigon Cabernet Fanc – Safra 2023 – Vinícola Casa Dorigon – Serra Gaúcha – RS
    • Philosophia Cabernet Franc – Safra 2023 – Vinícola Philosophia – São Roque-SP

    Marselan

    • Eternus Marselan Reserva – Safra 2023 – Vinhos Frank – Flores Da Cunha – RS

    Touriga Nacional

    • Lotes De Coleção – Safra 2024 – Vinícola Philosophia – São Roque – SP

    Outras Castas

    • Nova Ancellotta – Safra 2025 – Vinícola Nova Aliança – RS

    DOCES E FORTIFICADOS

    Branco

    • Cais Lágrima – Safra – 2017 – Vinícola Casa Geraldo – Andradas – MG

    Tinto

    • Cais Tawny – Safra 2010 – Vinícola Casa Geraldo – Andradas – MG

    ESPUMANTES

    Brut Branco Champenoise

    • 130 Blanc De Blanc – Vinícola Casa Valduga – Vale Dos Vinhedos – RS

    Nature Rosé Champenoise

    • Silvia – Vinícola Adolfo Lona – Serra Gaúcha – RS

    Sur Lie

    • Lírica Crua – Vinícola Hermann – Serra do Sudeste – RS

    Prosecco/Glera

    • Celebration Prosecco – Ponto Nero – Vale Dos Vinhedos – RS

    Demi-Sec Branco

    • Riche – Chandon (Lvmh) – Serra Gaúcha & Serra do Sudeste – RS

    Demi-Sec Rosé

    • Espumante Garibaldi Vero – Safra 2025 – Copp. Vinícola Garibaldi – Serra Gaúcha – RS

    Brut Branco Charmat

    • Espumante Brut Bertoletti – Safra 2024 – Vinícola Bertoletti – Serra Gaúcha – RS

    Moscatel Branco

    • Moscatel – Moscato D’Alegria – Safra 2025 – Vinícola Casa Geraldo – Andradas – MG

    Moscatel Rosé

    • Monte Paschoal Moscatel Rosé – Vinícola Basso – Farroupilha – RS

    Baixa Intervenção

    • Névoa Das Encantadas – Safra 2025 – Chandon (Lvmh) – Serra do Sudeste – RS

    Brut Rosé Champenoise

    • Pizzato Brut Rosé Tradicional DOVV – Safra 2023 – Vinícola Pizzato – Vale Dos Vinhedos – RS

    Brut Rosé Charmat

    • Terranova Brut Rosé – Miolo – Vale Do São Francisco – BA

    Extra-Brut Branco Champenoise

    • Extra Brut Don Candido – Vinícola Dom Cândido – Vale Dos Vinhedos – RS

    Branco CharmatExtra-Brut 

    • Espumante Garibaldi VG Extra Brut – Safra 2025 – Copp. Vinícola Garibaldi – Serra Gaúcha – RS

    Extra-Brut Rosé

    • Cave Geisse Rose Extra-Brut – Safra 2021 – Vinícola Geisse – Pinto Bandeira – RS

    Nature Branco

    • Valmarino Espumante Branco Nature 50 – Safra 2020 – Vinícola Valmarino – Pinto Bandeira – RS

    FRISANTE

    Branco

    • Quinta São Roque – Safra 2025 – Vinícola Arbugeri – Serra Gaúcha – RS

    Rosé

    • Freebie Rosé – Ponto Nero – Vale Dos Vinhedos – RS

    ROSÉ

    • Terroir Pinot Noir Rosé – Safra 2025 – Vinícola Terrafiel – Serra Gaúcha – RS

    SUAVE

    Branco

    • Nostrofruto Elegance Bianco – Safra 2025 – Vinícola Arte Viva – Serra Gaúcha – RS

    Rosé

    • Videiras Dolce Rosé – Safra 2025 – Vinícola Monte Reale – Serra Gaúcha – RS

    Tinto

    • Manacá Cabernet Sauvignon – Safra 2023 – Vinícola Araucária – São José Dos Pinhais – PR

    LARANJA

    • Mayos Orange – Safra 2024 – Vinícola Basso – Farroupilha – RS

    ESPUMANTE SEM ÁLCOOL

    • Serra Dos Critais Moscato Zero Álcool – Vinícola Castanho – São Roque – SP

    SUCO DE UVA INTEGRAL

    Branco

    • Suco De Uva Branco Integral Campino – Safra 2025 – Vinícola Casa Geraldo – RS

    Rosé

    • Casa Santini Suco De Uva Rosé Integral – Safra 2026 – Vinícola Casa Santini – Serra Gaúcha – RS

    Tinto

    • Suco De Uva Integral Tinto Bertoletti Lote 28 – Safra 2026 – Vinícola Bertoletti – Bituruna – PR
  • Vinícola aposta em enoturismo para conectar produção e consumidor

    Vinícola aposta em enoturismo para conectar produção e consumidor

    A Vinícola Essenza dá início, neste fim de fevereiro, à colheita que vai originar a safra 2026 de seus vinhos. O processo acontece em vinhedos situados entre 1.200 e 1.910 metros de altitude na Serra da Mantiqueira, reconhecidos como os mais altos do mundo. E segue um modelo adotado por poucas produtoras no Brasil: a colheita de verão, que antecipa etapas do calendário vitivinícola tradicional, normalmente concentrado no inverno.

    A decisão de colher fora da época convencional não é uma curiosidade logística. É uma escolha técnica que, segundo o produtor e proprietário Herbert Sales, permite maior controle sobre a maturação das uvas e favorece a preservação das características naturais da fruta. “A colheita de verão exige atenção em todas as fases, porque o clima impõe desafios que só podem ser superados com método e disciplina”, afirma Sales.

    Dois terroirs, um único território

    A produção da Essenza está distribuída em dois terroirs na Serra da Mantiqueira. O primeiro fica no Refúgio Tuiuva, em Maria da Fé (MG), onde estão concentrados o olival e o vinhedo e onde ocorre boa parte do manejo agrícola. O segundo corresponde à sede da vinícola, instalada a 14 quilômetros de Santo Antônio do Pinhal (SP), que além das áreas de cultivo recebe visitantes para experiências que conectam produção e degustação.

    A propriedade ocupa cerca de 51 hectares e cultiva variedades como Alvarinho, Sauvignon Blanc, Shiraz, Merlot, Cabernet Franc, Pinot Noir e Chardonnay. As parreiras têm, em média, cinco anos de idade. Essa fase é considerada estratégica para o equilíbrio entre produtividade e estrutura dos vinhos. “Estamos em um momento em que os vinhedos começam a expressar com mais clareza o perfil que buscamos”, observa Sales.

    A divisão entre os dois terroirs é, para o produtor, uma vantagem técnica deliberada. “Ela permite diversificar microclimas, solos e regimes de insolação ao longo do ano. O terroir não é apenas um fator geográfico. Ele define a identidade do produto e orienta nosso trabalho no campo e na adega”, explica.

    Crescimento de 40% na produção

    Na safra anterior, a Essenza produziu aproximadamente 18 mil litros. Para o ciclo de 2026, a projeção ultrapassa os 25 mil litros. Um crescimento de cerca de 40%, impulsionado pela expansão das áreas produtivas e pela consolidação dos protocolos de manejo. “Esse crescimento reflete planejamento técnico, investimento em campo e amadurecimento da operação”, afirma Sales.

    O avanço ocorre em um contexto de estabilidade do mercado consumidor. Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) e do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) indicam que o consumo per capita de vinho no Brasil permaneceu próximo de 2 litros por habitante em 2025. É abaixo de mercados tradicionais, mas com tendência de recuperação gradual. Para 2026, o setor projeta retomada moderada, sustentada pelo crescimento do enoturismo, pela ampliação da oferta nacional e pelo interesse do consumidor por vinhos de origem identificada.

    Do campo à taça, com rastreabilidade

    O processo produtivo da safra 2026 inclui colheita manual, seleção criteriosa dos cachos e vinificação adaptada a cada variedade. Os tempos de fermentação e maturação são definidos conforme o perfil pretendido para cada rótulo. “Cada vinho nasce de uma decisão técnica, não de improviso”, ressalta o produtor.

    Herbert Sales, proprietário da Vinícola Essenza durante Vindima 2025. Foto: Régis Silva

    Essa abordagem integra o conceito central da vinícola: estabelecer conexão direta entre o ambiente de produção e o perfil dos vinhos entregues ao mercado, com origem controlada e rastreabilidade. “A colheita de verão, o trabalho nos dois terroirs e o respeito às condições naturais da Mantiqueira formam a base do que entregamos em cada garrafa. Nosso compromisso é transformar esse território em identidade, não apenas em volume”, conclui Sales.

    Vindima aberta ao público em março

    A integração entre produção e turismo é parte estrutural da estratégia da Essenza. No dia 1º de março, a vinícola realiza a Vindima Essenza, evento fechado e imersivo em que o público poderá acompanhar etapas da colheita no campo e na adega, com acesso ao processo produtivo e à cultura vitivinícola da região.

    A vinícola integra as Rotas do Vinho de São Paulo, rede que reúne 66 vinícolas em todo o estado, e se destaca pela estrutura que combina visita técnica, menu harmonizado e loja de produtos regionais.

    Os vinhos da Essenza acumulam reconhecimento em concursos de referência. O Shiraz Rosé recebeu Duplo Ouro no Wine of Brasil Awards, além de premiações no International Wine & Spirit Competition e no Decanter World Wine Awards. Já o Alvarinho Mantikir foi premiado no International Wine Challenge, em Londres — um dos concursos de vinhos mais respeitados do mundo.

  • Rio Grande do Sul projeta safra recorde de uva para 2025/2026

    Rio Grande do Sul projeta safra recorde de uva para 2025/2026

    O Rio Grande do Sul, maior produtor de uvas do Brasil, projeta uma safra de 905.291 toneladas para a temporada 2025/2026, superando a média histórica tanto em volume quanto em regularidade produtiva. O extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Thompsson Didone, acompanha o desenvolvimento da cultura no Estado e confirma as perspectivas positivas para a colheita.

    A viticultura gaúcha movimenta 15 mil famílias, em sua maioria agricultores familiares, que cultivam diretamente as parreiras. O setor tem forte impacto social e econômico na região.

    O Estado cultiva aproximadamente 42,4 mil hectares de uva, sendo que a Serra Gaúcha concentra 36,6 mil hectares dessa área. A região consolida sua posição como o maior polo de produção e processamento de uvas do país.

    “A maior parte dessa área destina-se à uva para processamento industrial, que a indústria utiliza na elaboração de vinhos, sucos e espumantes. No entanto, o Estado também conta com uma área expressiva de mais de 3 mil hectares de uva de mesa, voltada ao consumo in natura”, detalha Didone.

    O extensionista rural mantém expectativas positivas para a safra atual. “Em termos de quantidade, a safra deve superar uma safra considerada normal. Tivemos um inverno com frio adequado e de boa qualidade, o que é fundamental para o bom desenvolvimento das videiras”, explica.

    Inverno com 400 horas de frio impulsiona desenvolvimento das videiras

    As condições climáticas do inverno de 2025 determinaram o bom desempenho da safra. Segundo Didone, as videiras necessitam de um número mínimo de horas de frio abaixo de 7,2 °C para garantir brotação uniforme e boa formação dos cachos. As variedades americanas demandam entre 150 e 250 horas, enquanto algumas uvas viníferas exigem até 400 horas de frio.

    “Nesse ano, em várias regiões do Estado, superamos as 400 horas de frio, com temperaturas estáveis, sem oscilações bruscas. Isso permitiu uma excelente emissão de brotos e cachos, refletindo diretamente no potencial produtivo da safra”, destaca Didone.

    Colheita atrasa 15 dias, mas mantém qualidade elevada

    Apesar do bom desenvolvimento das plantas, a colheita começou com um atraso de 10 a 15 dias em relação a uma safra considerada normal. As temperaturas mais baixas e a menor incidência de sol no mês de setembro retardaram o desenvolvimento vegetativo das videiras.

    “Esse atraso não interferiu na qualidade da uva. Apenas alongou o ciclo”, ressalta o extensionista rural. As primeiras vinícolas já iniciaram o processo de industrialização, que deve se intensificar nas próximas semanas.

    A previsão indica uma safra com duração de um mês e meio a dois meses, dependendo das condições climáticas ao longo do período de colheita.

    Uvas americanas dominam 85% da produção estadual

    Aproximadamente 85% da produção estadual compõe-se de uvas americanas e híbridas, enquanto as viníferas representam entre 12% e 15% da área plantada. As variedades americanas e híbridas apresentam, em geral, produção superior à média.

    Entre as viníferas, a produção também se mostra acima do normal, com destaque para a Chardonnay, variedade importante para a elaboração de vinhos finos e, especialmente, de espumantes, um dos principais produtos da Serra Gaúcha.

    Thompsson Didone ressalta que as avaliações de qualidade ainda são parciais. “A uva que as vinícolas recebem até o momento apresenta boa qualidade. Ainda é cedo para uma avaliação definitiva, pois a qualidade depende muito das condições climáticas semana a semana, como períodos de chuva ou maior insolação”, explica.

    Emater estima aumento de até 10% na safra 2025/2026

    A estimativa preliminar da Emater/RS-Ascar indica que a safra 2025/2026 deverá apresentar um acréscimo de 5% a 10% em relação a uma safra normal. Se comparada à safra passada, que já alcançou bons resultados, o aumento deve ficar em torno de 5%.

    “São informações iniciais. Ao longo da safra, seguiremos acompanhando e divulgando novos informativos sobre a evolução da colheita e da qualidade da uva”, conclui Didone.

    Regularidade climática e desenvolvimento indicam possibilidade de safra histórica

    A vindima, que é a colheita da uva, da vinícola Lidio Carraro ainda está em andamento, mas os sinais que vêm do vinhedo animam os produtores. A colheita segue até março e, até agora, o ciclo tem apresentado regularidade, sanidade e um desenvolvimento que agrada quem acompanha a videira de perto.

    Foto: Vinhedos Lidio Carraro

    Juliano Carraro, diretor comercial da vinícola, avalia positivamente o início do ano. As brotações ocorreram de forma uniforme, a produtividade alcança bons níveis e a sanidade das plantas chama atenção. “Tivemos um comportamento climático favorável em todos os aspectos até o momento, o que indica que podemos ter uma safra com excelentes resultados”, resume.

    Vinhedos escapam de granizo que atingiu outras regiões do sul

    Mesmo com registros de granizo em outras áreas do Sul do país, os vinhedos da Lidio Carraro passaram ilesos. “Esses eventos não atingiram nossas áreas, felizmente”, explica Juliano. Um detalhe que faz diferença quando se pensa em qualidade lá na frente.

    Do ponto de vista técnico, Giovanni Carraro, enólogo da casa, destaca que a safra teve um ritmo muito correto de desenvolvimento, sem extremos. “A videira se desenvolveu nos tempos certos, com uma velocidade média de maturação. Não tivemos períodos prolongados de temperaturas abaixo da média, o que é muito positivo”, explica.

    Esse comportamento climático tende a impactar diretamente o estilo dos vinhos. De acordo com Giovanni, a expectativa aponta para uvas com bagas menores e plantas com menor vigor vegetativo. Na prática, isso costuma resultar em vinhos mais concentrados. “Em termos gerais, deveremos ter vinhos com alta concentração aromática e polifenólica”, afirma.

    Para as variedades mais tardias, cuja colheita acontece ao longo de março, ainda é cedo para conclusões definitivas. Mas o cenário segue favorável. A tendência, segundo o enólogo, aponta para uma safra acima da média em qualidade e, para muitas uvas, também em produtividade.

    Safra 2026 pode entrar para linha especial

    Naturalmente, começa a surgir a pergunta que sempre ronda anos promissores: existe chance de termos vinhos da linha Grande Vindima? Na Lidio Carraro, esse selo fica reservado a safras realmente especiais, como 2012, 2013, 2018 e 2020. Giovanni prefere manter a cautela. “Essa definição só pode ocorrer no dia da colheita. São muitos fatores envolvidos. A expectativa é boa, mas só poderemos confirmar nos próximos 60 dias”, pondera.

    Foto: Vinhedos Lidio Carraro

    Além do aspecto técnico, 2026 carrega também um simbolismo especial para a vinícola. O ano marca mais uma Copa do Mundo, e a Lidio Carraro tem uma relação histórica com o futebol. Em 2014, a vinícola forneceu os vinhos oficiais da Copa do Mundo no Brasil, um marco que projetou a marca internacionalmente e reforçou sua vocação para grandes momentos.

  • Vinícola brasileira lança vinhos sustentáveis para COP30

    Vinícola brasileira lança vinhos sustentáveis para COP30

    A vinícola brasileira Lidio Carraro se destaca no cenário sustentável ao lançar uma linha de vinhos certificados pela COP30, conferência do clima que ocorre no Brasil. As garrafas com o selo oficial da COP30 estão sendo vendidas em Belém (PA), conectando a filosofia purista da vinícola aos objetivos ambientais globais do evento.

    Foto: Divulgação

    Desde 2008, a Lidio Carraro vem adotando uma abordagem purista na viticultura, priorizando práticas de baixa intervenção tanto nas plantações quanto no processo de vinificação. A estratégia antecede tendências recentes que valorizam métodos orgânicos e biodinâmicos no setor.

    Juliano Carraro, enólogo e diretor comercial da vinícola, destaca o compromisso contínuo da família com a sustentabilidade: “Buscamos o equilíbrio nutricional nas plantas, o que aumenta a imunidade natural e preserva o terroir de forma purista”, afirmou.

    A vinícola também utiliza energia 100% limpa em suas instalações desde 2023, evitando impactos ambientais negativos. Essa prática preservou cerca de 400 árvores e evitou a emissão de 14,3 toneladas de CO² equivalente na atmosfera.

    Para garantir a saúde das videiras, a Lidio Carraro não aplica defensivos agrícolas convencionais. É usado apenas produtos biológicos, como trichodermas e bacilos, microorganismos vivos que combatem fungos e esporos nocivos. Giovanni Carraro, diretor técnico, explica que esse manejo sustentável, apesar do custo elevado, assegura uma produção mais limpa e segura.

  • Crise do metanol impulsiona vendas de vinhos, cervejas e bebidas enlatadas

    Crise do metanol impulsiona vendas de vinhos, cervejas e bebidas enlatadas

    A contaminação por metanol em bebidas artesanais e destiladas no Sudeste transforma o comportamento dos consumidores brasileiros. Nas últimas semanas, vinhos, cervejas e bebidas enlatadas registram crescimento expressivo nas vendas, enquanto os destilados enfrentam queda acentuada.

    As vendas de destilados caíram, em média, 70% na cidade de São Paulo, enquanto as de cerveja cresceram 7% Vendas de cerveja aumentam depois da crise do metanol. A procura por vinhos aumentou 36%, com destaque para os espumantes, cujas vendas em bares e restaurantes da capital paulista subiram quase 60% Vendas de cerveja aumentam depois da crise do metanol.

    As marcas de drinks prontos (RTDs – Ready to Drink) protagonizam os maiores saltos. A Vanfall registrou crescimento de 280% nas vendas do e-commerce em seis dias, faturando 76% da média mensal nesse período. A Lambe Lambe, fabricante de drinks prontos, teve alta de 20% nas vendas em São Paulo e 10% em Belo Horizonte logo na primeira semana após a confirmação dos casos de intoxicação.

    O movimento reflete a busca dos consumidores por produtos seguros, rastreáveis e de qualidade comprovada, características que marcam as bebidas produzidas por empresas regulamentadas e fiscalizadas.

    Vinícola mineira registra crescimento de 15%

    A vinícola mineira Bárbara Eliodora também surfou a onda de procura por segurança. A empresa registrou crescimento de 15% nas vendas para consumidores pessoa física nas últimas duas semanas, em comparação com o mês anterior.

    Foto: Divulgação

    O e-commerce oficial da vinícola e os empórios especializados que revendem seus rótulos puxaram o aumento. “Nossos vinhos passam por intensos padrões internacionais de segurança desde o início da fermentação até o engarrafamento. O vinho tem álcool por meio natural, o açúcar da uva é consumido e se transforma em etanol etílico, o único em que nós humanos podemos beber”, explica Guilherme Bernardes, proprietário da vinícola.

    Migração clara para bebidas seguras

    Eric Momo, presidente da Associação Nacional de Restaurantes, confirma migração clara dos consumidores para outros tipos de bebidas, com clientes deixando de tomar destilados e passando a consumir vinho, cerveja, chope ou até mesmo evitando bebidas alcoólicas.

    Os vinhos de mesa e vinhos finos não apresentam metanol em sua composição. Nenhum registro de intoxicação por metanol relaciona a substância ao consumo de vinhos ou cervejas, diferentemente das bebidas destiladas de origem duvidosa.

    Crise do metanol mata seis pessoas em São Paulo

    As últimas semanas marcam uma grave crise de saúde pública relacionada à contaminação por metanol em bebidas alcoólicas no Brasil. O Ministério da Saúde confirma seis mortes apenas em São Paulo, todas causadas por intoxicação com a substância tóxica.

    Os casos concentram-se principalmente no Sudeste do país e envolvem bebidas artesanais e destiladas de procedência duvidosa. O metanol, também conhecido como álcool metílico, causa intoxicação grave e pode levar à morte mesmo em pequenas quantidades. Os criminosos adulteram bebidas alcoólicas adicionando metanol no lugar do etanol para reduzir custos de produção.

    O governo de São Paulo intensifica operações de fiscalização para identificar e fechar estabelecimentos que fabricam bebidas adulteradas. As autoridades sanitárias recomendam que consumidores comprem bebidas apenas de estabelecimentos regulamentados e evitem produtos sem procedência clara ou com preços muito abaixo do mercado.

    Nenhum caso de contaminação por metanol está relacionado ao consumo de vinhos, já que estes produzem álcool naturalmente através da fermentação das uvas. Os especialistas alertam que o principal risco está em cachaças, vodkas e outras bebidas destiladas comercializadas de forma irregular ou clandestina.