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  • Jogo limpo – Palmeiras renova Selo Energia Verde

    Jogo limpo – Palmeiras renova Selo Energia Verde

    A Sociedade Esportiva Palmeiras renovou, pelo segundo ano consecutivo, o Selo Energia Verde. A UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia) emitiu o certificado, referente a 2024. O atual bicampeão brasileiro recebeu o selo após se comprometer a adquirir energia elétrica renovável.

    O Palmeiras firmou um contrato com a Capitale Energia Comercializadora para a aquisição de energia elétrica. Além disso, a comercializadora recebeu a certificação da UNICA por comprar energia em volumes equivalentes de usinas geradoras de bioeletricidade, produzida a partir dos resíduos da cana-de-açúcar. Essa iniciativa, por sua vez, contribui para o desenvolvimento dessa fonte renovável na matriz elétrica brasileira.

    A certificação, que faz parte do Programa de Certificação da Bioeletricidade, resulta de uma parceria entre a UNICA e a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), com o apoio da Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia).

    A princípio, essa é mais uma ação do clube no programa “Por Um Futuro Mais Verde”, um projeto de responsabilidade institucional com pilares econômico, social e ambiental. Além disso, em junho, mês do meio ambiente, o Palmeiras lançou uma camisa especial para alertar sobre os riscos do desmatamento das florestas.

    Segundo Zilmar Souza, gerente de bioeletricidade da UNICA, as 51 usinas certificadas devem produzir quase 10 mil GWh em 2024. Ou seja, número equivalente a 1/3 da geração da Usina Belo Monte no ano passado ou o suficiente para atender 4,7 milhões de residências. “Essa geração pela biomassa da cana evitará a emissão de 3 milhões de tCO2. Essa marca seria atingida somente com o cultivo de 21 milhões de árvores nativas em 20 anos. Uma energia renovável que os consumidores no mercado livre, como o Palmeiras, podem incentivar na sua expansão na matriz elétrica brasileira”, conclui Souza.

  • Etanol – clima afeta produção e pode mexer no seu bolso

    Etanol – clima afeta produção e pode mexer no seu bolso

    A safra da cana-de- açucar está sofrendo interferência do clima, o que impacta na produção e pode afetar o seu bolso.

    Na segunda quinzena de maio, as usinas da região Centro-Sul processaram 45,19 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, uma queda de 3,36% em comparação às 46,77 milhões da safra anterior. No acumulado até 1º de junho, a moagem atingiu 140,74 milhões de toneladas, um aumento de 11,15% em relação ao ciclo anterior.

    Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da UNICA, atribui a queda no final de maio às condições climáticas desfavoráveis em áreas do Paraná, Mato Grosso do Sul e região de Assis (SP). “Esse movimento foi parcialmente compensado pelo clima seco que favoreceu a colheita em Minas Gerais, Goiás e na região central do Estado São Paulo”. Em contraste, o clima seco favoreceu a colheita em Minas Gerais, Goiás e na região central de São Paulo.

    Quatro unidades iniciaram a safra 2024/2025 na segunda metade de maio, somando 249 unidades em operação no Centro-Sul, das quais 232 processam cana, nove produzem etanol a partir do milho e oito são usinas flex.

    O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) na segunda quinzena de maio foi de 129,85 kg por tonelada de cana. Uma queda de 3,78% em relação ao mesmo período anterior. No acumulado da safra, o ATR foi de 122,07 kg por tonelada, uma redução de 1,92%.

    Produção de açucar

    A produção de açúcar totalizou 2,70 milhões de toneladas, uma queda de 7,72% em relação à safra anterior. Porém, desde o início da safra, a produção acumulada de açúcar alcançou 7,84 milhões de toneladas, um aumento de 11,80%.

    Rodrigues explicou que um terço das usinas aumentou a produção de açúcar por tonelada de cana, enquanto os outros dois terços reduziram. A menor concentração de ATR, baixo nível de pureza e outros fatores impactaram negativamente a produção em várias unidades.

    A produção de etanol na segunda quinzena de maio foi de 2,12 bilhões de litros, sendo 1,28 bilhão de etanol hidratado (+6,49%) e 837,67 milhões de etanol anidro (-8,95%). Porém, no acumulado até 1º de junho, a produção de etanol somou 6,46 bilhões de litros (+10,42%), com 4,32 bilhões de hidratado (+24,97%) e 2,14 bilhões de anidro (-10,59%).

    As vendas de etanol em maio totalizaram 2,97 bilhões de litros, um aumento de 22,51% em relação ao mesmo período anterior. O etanol hidratado registrou crescimento de 46,80% nas vendas, enquanto o anidro teve uma queda de 6,36%.

    Além disso, no mercado interno, as vendas de etanol hidratado somaram 1,87 bilhão de litros em maio, um aumento de 46,47%. A venda de etanol anidro foi de 997,35 milhões de litros, uma retração de 4,16%.

    Rodrigues destacou que o volume comercializado em maio foi o maior desde outubro de 2020. No acumulado da safra, as vendas de etanol somaram 5,81 bilhões de litros. Isso representa um crescimento de 28,57%, com 3,86 bilhões de litros de hidratado (+51,64%) e 1,96 bilhão de litros de anidro (-1,10%).

  • Mercado em Alta: venda de etanol hidratado cresce 53,17% nas usinas do Centro-Sul do país

    Mercado em Alta: venda de etanol hidratado cresce 53,17% nas usinas do Centro-Sul do país

    A primeira quinzena do mês de maio foi marcada pelas vendas aquecidas de etanol nas usinas. O volume comercializado pelas empresas do Centro-Sul totalizou 1,38 bilhão de litros, o que representa aumento de 22,37% em relação ao mesmo período da safra 23/24.

    O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 468,86 milhões de litros — retração de 10,73% — enquanto o etanol hidratado registrou venda de 909,89 milhões de litros — crescimento de 51,26%.No mercado doméstico, as vendas de etanol hidratado alcançaram 899,12 milhões de litros — variação positiva de 53,17% em relação ao ano passado.

    A comercialização de etanol anidro, por sua vez, foi de 468,86 milhões de litros — queda de 7,09%.No acumulado desde o início da safra 2024/2025 até 15 de maio, a comercialização de etanol somou 4,12 bilhões de litros, representando um aumento de 34,61%.

    Desse total, o etanol hidratado representou volume de 2,76 bilhões de litros (+60,11%), enquanto o anidro de 1,36 bilhões (+1,81%).

    Produção de Açúcar e Etanol

    Na primeira metade de maio, 48,27% da cana-de-açúcar foi destinado à produção de açúcar, ante 48,16% registrados no mesmo período da safra 2024/2025.

    A produção de açúcar nos primeiros quinze dias de maio totalizou 2,57 milhões de toneladas, praticamente o mesmo valor observado em igual quinzena na safra 2023/2024 (2,54 milhões de toneladas).

    No acumulado desde o início da safra até 15 de maio de 2024, a fabricação do adoçante totalizou 5,13 milhões de toneladas, contra 4,08 milhões de toneladas do ciclo anterior.

    O diretor de Inteligência Setorial da UNICA, Luciano Rodrigues, esclarece que “do crescimento total de 1,05 milhão de toneladas na fabricação de açúcar até o momento, apenas 255 mil toneladas ocorreram em função da mudança no mix de produção e a maior parte, cerca de 800 mil toneladas, foi resultado do avanço na quantidade de cana-de-açúcar processada neste início de safra”.

    Na primeira metade de maio, 1,99 bilhão de litros (+2,14%) de etanol foram fabricados pelas unidades do Centro-Sul. Do volume total produzido, o etanol hidratado alcançou 1,25 bilhão de litros (+12,40%), enquanto a produção de etanol anidro totalizou 743,02 milhões de litros (-11,47%).

    No acumulado desde o início do atual ciclo agrícola até 15 de maio, a fabricação do biocombustível totalizou 4,35 bilhões de litros (+16,54%), sendo 3,04 bilhões de etanol hidratado (+34,66%) e 1,31 bilhão de anidro (-11,18%).

    Crescimento em relação a safra 2023/2024

    A moagem de cana-de-açúcar na primeira quinzena de maio registrou um pequeno aumento de 0,43% na comparação com o mesmo período do ciclo passado, com 44,75 milhões de toneladas processadas este ano, contra 44,56 milhões em 2023.

    No acumulado desde o início da safra 24/25 até 15 de maio, a moagem alcançou 95,42 milhões de toneladas, ante 79,85 milhões contabilizados no mesmo período da safra 2023/2024 — um avanço de 19,49%.

    A região Centro-Sul contou com 27 unidades produtoras de cana-de-açúcar que reiniciaram as atividades, totalizando 246 unidades operando na região. Desse total, 229 unidades processam cana-de-açúcar, 9 empresas fabricam etanol a partir do milho e 8 usinas flex.

    No mesmo período da safra 2023/2024, operaram 244 unidades produtoras, sendo 228 unidades com processamento de cana-de-açúcar, 8 empresas produzindo etanol a partir do milho e 8 usinas flex.

    Para Luciano Rodrigues, “ao final da segunda quinzena de maio, cerca de 250 empresas estarão em operação no Centro-Sul”. Outras 16 devem iniciar a safra em junho, completando o ciclo de usinas entrando em operação na safra 2024/2025, acrescenta o executivo.

    A qualidade da matéria-prima colhida nos primeiros quinze dias de maio, mensurada em kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar processada, cresceu apenas 0,30% na comparação com o mesmo período do ciclo agrícola anterior, registrando 124,71 kg de ATR por tonelada colhida.

    No acumulado da safra 2024/2025, ainda se observa um ligeiro aumento de 0,13%, com o indicador atingindo 118,47 kg de ATR por tonelada.

     

  • Safra de cana-de-açúcar do Centro-Sul bate recorde histórico em 2023/2024

    Safra de cana-de-açúcar do Centro-Sul bate recorde histórico em 2023/2024

    A região Centro-Sul do Brasil concluiu a safra 2023/2024 com um recorde histórico de processamento de cana-de-açúcar. As unidades produtoras da região processaram 654,43 milhões de toneladas da matéria-prima, um crescimento de 19,29% em relação às 548,62 milhões de toneladas registradas na temporada 2022/2023.O maior aumento na moagem foi observado em São Paulo, que registrou avanço de 23,24% (387,60 milhões de toneladas na safra 2023/2024, ante 314,51 milhões no ciclo passado). Outros estados também bateram recordes, como Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com crescimento variando de 8,74% a 17,47%. De acordo com Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da UNICA, “pela primeira vez registramos recorde na moagem, na fabricação de etanol e na fabricação de açúcar no mesmo ano. A expectativa no início da safra já indicava um crescimento de produção, mas os valores registrados no final do ciclo surpreenderam”.

    Produtividade agrícola em alta

    A safra recém-encerrada foi marcada por uma notável recuperação da produtividade agrícola nos canaviais da região Centro-Sul. As lavouras registraram rendimento de 87,2 toneladas de cana por hectare colhido, aumento de 19% em relação à safra 2022/2023, de acordo com o levantamento do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).O Estado de São Paulo, responsável por 60% da moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul, apresentou crescimento de 23,0% (90,7 toneladas por hectare nesta safra versus 73,7 toneladas por hectare no ciclo anterior), com destaque para as regiões de Araçatuba, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, que registraram índice médio de 94,6 toneladas por hectare e aumentos de 31,5%, 20,2% e 24,8%, respectivamente. Nos demais estados produtores, o crescimento variou de 9,0% em Goiás a 20% no Mato Grosso do Sul. “Esse resultado observado no campo advém principalmente de um regime climático excepcional na primavera-verão de 2022 e início de 2023, aliado ao esforço constante da cadeia sucroenergética para a incorporação recursos tecnológicos que permitam maximizar os resultados na lavoura”, acrescentou Rodrigues.

    Qualidade da matéria-prima

    A qualidade da matéria-prima colhida na safra 2023/2024, mensurada em kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar processada, apresentou redução de 1,10% na comparação com o último ciclo agrícola, atingindo 139,22 kg de ATR por tonelada.”A redução na concentração de açúcares na planta foi menos drástica do que o esperado diante índice de precipitação pluviométrica acima da média e do alongamento do período de moagem registrados neste ano”, disse o executivo.

    Produção de açúcar e etanol bate recordes

    A produção final de açúcar atingiu o recorde histórico de 42,42 milhões de toneladas na safra 2023/2024, aumento de 25,7% sobre as 33,75 milhões de toneladas registradas no ciclo passado, e crescimento de 10,3% na comparação com o recorde anterior de produção, verificado na safra 2020/2021 (38,46 milhões de toneladas).

    Rodrigues salientou que apesar do avanço na produção de açúcar, apenas 48,83% da cana-de-açúcar foi direcionado à fabricação do adoçante, sendo a maior parte da cana moída utilizada na produção de etanol.Nesse contexto, a produção de etanol no ciclo 2023/2024 também registrou recorde histórico de produção no Centro-Sul, com destaque para o impressionante aumento de 1,83 bilhão de litros de biocombustível produzidos a partir do milho de segunda safra. No total, as unidades do Centro-Sul produziram 33,59 bilhões de litros do renovável, uma alta expressiva de 16,16% em relação ao volume da última safra (28,92 bilhões de litros) e crescimento de 1,01% na comparação com o recorde anterior de produção verificado no ciclo 2019/2020 (33,26 bilhões de litros).

  • Usinas de Cana-de-Açúcar Promovem Projetos para Preservação das Abelhas no Brasil

    Usinas de Cana-de-Açúcar Promovem Projetos para Preservação das Abelhas no Brasil

    No mês de maio, comemora-se o Dia Mundial da Abelha e o Dia Internacional da Biodiversidade, respectivamente. Ambas as datas foram estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) e alertam para a necessidade de preservação dos diversos ecossistemas ao redor do globo. No Brasil, as usinas de cana-de-açúcar mantêm projetos específicos voltados para a proteção desses insetos, de forma a garantir a convivência de apiários e meliponários com a produção agrícola. As abelhas são responsáveis pela polinização de mais de 90% das plantas nativas e 75% das lavouras, garantindo a conservação da biodiversidade e a segurança alimentar.

    Renata Camargo, gerente de Sustentabilidade da UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia), explica que os projetos desenvolvidos pelas usinas não só atendem às exigências da legislação vigente, com adoção de técnicas de manejo adequadas, como vão além dessas obrigações.”Os projetos incluem ações em diferentes frentes de atuação, desde medidas de segurança na aplicação aérea de defensivos agrícolas, até o cadastramento e monitoramento dos apiários e meliponários. Com uso de tecnologia, novos recursos de comunicação e ações de responsabilidade socioambiental, as usinas estão promovendo a coexistência harmoniosa e a preservação das abelhas”, pontua Renata.

    Protocolo Agroambiental Etanol Mais Verde

    Nos últimos anos, a UNICA desenvolveu ações junto às usinas associadas para incentivar a boa convivência não só com apicultores e meliponicultores, mas com produtores de alimentos orgânicos e de outras culturas no entorno das usinas. A instituição também participou diretamente da construção do regulamento das Diretivas Técnicas do Protocolo Agroambiental Etanol Mais Verde, elaborado em 2017, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo.”O documento estabeleceu uma série de diretivas voltadas à garantia da sustentabilidade na cadeia produtiva da cana-de-açúcar, incluindo eliminação da queima como método agrícola pré-colheita e boas práticas no uso de agrotóxicos nas áreas de canaviais do estado. As usinas se adaptaram rapidamente às exigências deste protocolo e ainda foram além. Até hoje estamos colhendo os frutos. Há projetos muito importantes sendo desenvolvidos e aprimorados, que são cases de sustentabilidade, preservação da biodiversidade e convivência pacífica entre usinas e pequenos produtores do mel e derivados”, destaca a gerente de Sustentabilidade da UNICA.

    Mapeamento via satélite e GPS

    A COFCO International, empresa de agronegócio, lançou o Projeto Polinizar para conciliar a produção de cana-de-açúcar com a preservação das abelhas. O projeto utiliza tecnologia de ponta para identificar e georreferenciar apiários próximos aos canaviais, garantindo a proteção das colmeias durante a aplicação de defensivos agrícolas.

    O Projeto Polinizar realiza um mapeamento via satélite dos apiários que fazem divisa com as lavouras de cana da COFCO International. Os dados coletados são transmitidos ao GPS das aeronaves responsáveis pela pulverização, que contam com uma bomba de alta precisão equipada com um sistema de travamento automático ao identificar a aproximação das colmeias. Dessa forma, não há aplicação de inseticidas em áreas classificadas como de “restrição”.

    O projeto está dividido em quatro frentes principais: identificação de apicultores para o georreferenciamento dos apiários; capacitação de apicultores; mapeamento das colmeias para manejo das lavouras e apiários; e treinamentos para empresas de aviação agrícola sobre protocolos de segurança, aplicabilidade de defensivos e desenvolvimento de novas tecnologias.

    Desde a implementação do projeto, não houve mais registros de mortandade de abelhas relacionadas às aplicações da COFCO International nas regiões próximas às suas usinas de açúcar e etanol, localizadas no noroeste do estado de São Paulo. O projeto ganhou reconhecimento internacional e foi apresentado como case da UNICA na 14ª Conferência das Partes da Convenção Sobre Diversidade Biológica (COP-14), promovida pela ONU, no Egito, em 2018.

    Meio Bilhão de Abelhas Salvas

    A São Martinho, uma das maiores empresas do setor sucroenergético do país, estima que seu Projeto Abelhas tenha garantido a proteção de aproximadamente meio bilhão de abelhas desde 2019. A iniciativa, desenvolvida em conjunto com apicultores locais, monitora as áreas vizinhas às lavouras de cana-de-açúcar nas quatro unidades da companhia.”O Projeto Abelhas é uma ação contínua para a preservação de polinizadores no entorno das nossas unidades”, explica André Tebaldi, Assessor de Meio Ambiente da São Martinho.
    “O total controle e manejo das aplicações, associados à comunicação constante com os apicultores, foram fundamentais para garantir a efetividade do projeto.”

    A chave para o sucesso do projeto foi o investimento em novas tecnologias de comunicação. A companhia identificou os apicultores das áreas vizinhas e realizou um trabalho para auxiliar na melhor distribuição espacial dos apiários, usando georreferenciamento. Além disso, a usina utiliza um aplicativo para emitir alertas sobre as pulverizações, informando os apicultores com pelo menos 48 horas de antecedência. Desde 2019, a intensificação da gestão e comunicação junto aos apicultores conferiu uma melhora significativa nos indicadores, não sendo identificada qualquer tipo de mortandade de abelhas desde então”, destaca Tebaldi.

    Benefícios Socioambientais

    O Projeto Abelhas traz benefícios não apenas para a preservação das abelhas, mas também para a comunidade local. A São Martinho também desenvolve o Programa Ciclo do Mel, em parceria com a Associação de Apicultores de Botucatu, que fortalece a atividade econômica dos apicultores e beneficia crianças e jovens atendidos por um projeto social.”Como a espécie é muito sensível, a convivência saudável demonstra que a aplicação de defensivos agrícolas é realizada dentro da legislação, garantindo a proteção das abelhas e, consequentemente, que os níveis de polinização sejam suficientes para a permanência da biodiversidade do ecossistema”, explica Moacir Fernandes Filho, diretor da São Manoel. Além disso, o programa incentiva a apicultura regional, oferecendo apoio jurídico e acesso a crédito. Em contrapartida, a Associação de Apicultores doa anualmente o valor correspondente a 1kg de mel por colmeia instalada para uma instituição social que atende crianças e adolescentes em vulnerabilidade.