Tag: tecnologia

  • IA muda estratégia e competitividade do agronegócio global

    IA muda estratégia e competitividade do agronegócio global

    A inteligência artificial no agronegócio ganha espaço nas decisões estratégicas das empresas e deixa de ser apenas uma ferramenta para ampliar a produtividade no campo. A tecnologia já influencia modelos de gestão, inovação e competitividade. Esse cenário estará no centro dos debates da Arena Impacto, marcada para 3 de setembro, em São Paulo.

    O evento reunirá especialistas brasileiros e internacionais das áreas de tecnologia, inovação e negócios. Entre os principais nomes estão o cientista, professor e empreendedor Silvio Meira e o pesquisador e autor de sete livros sobre tecnologia e negócios Ricardo Cavallini.

    Inicialmente, o mercado enxergava a inteligência artificial como uma solução voltada principalmente ao ganho de produtividade. Agora, entretanto, o debate avançou. Empresas de diferentes setores buscam transformar dados em tecnologias capazes de apoiar decisões e criar vantagens competitivas.

    No agronegócio, essa mudança ganha uma dimensão ainda maior. Dados gerados no campo, nas máquinas, nas operações e nos diferentes elos da cadeia podem ajudar empresas a tomar decisões mais precisas. Assim, a capacidade de transformar informação em ação passa a ocupar um papel estratégico.

    Da produtividade à competitividade

    Nos primeiros avanços da inteligência artificial no agro, uma das principais expectativas estava no aumento da produtividade. A tecnologia poderia automatizar processos, analisar informações e melhorar a eficiência das operações.

    Hoje, porém, a discussão envolve também gestão, inovação e competitividade. Por isso, empresas que conseguem utilizar dados de maneira estratégica buscam novas formas de disputar espaço em mercados cada vez mais tecnológicos.

    É nesse contexto que a Arena Impacto pretende ampliar a discussão sobre os efeitos da transformação digital. A Solinftec, agtech brasileira com atuação global em inteligência artificial para o agronegócio, promove o fórum e reúne diferentes perspectivas sobre as mudanças que já ocorrem no mundo dos negócios.

    “Como empresa de tecnologia, a Solinftec entende que seu papel não é apenas desenvolver soluções, mas também antecipar tendências, compartilhar conhecimento e ajudar clientes e parceiros a se prepararem para o futuro. Discutir esse tema agora é essencial porque o futuro já está sendo construído. Quem compreende esses movimentos com antecedência toma decisões melhores, identifica oportunidades e se adapta com mais rapidez”, afirma Dennis Arroio, vice-presidente global da Solinftec.

    Além disso, a programação começa com o keynote “Inteligência Artificial – O verdadeiro risco é ficar para trás”, apresentado por Ricardo Cavallini. O pesquisador vai abordar como a inteligência artificial redefine produtividade, gestão, inovação e competitividade.

    Cavallini também discutirá por que muitas organizações ainda subestimam os impactos da tecnologia. Dessa forma, o encontro pretende mostrar que a adoção da IA envolve não apenas ferramentas, mas também mudanças na maneira como as empresas trabalham e tomam decisões.

    Tecnologia ganha papel de infraestrutura

    Outro ponto importante da programação será a transformação do conceito de infraestrutura necessária para a inovação. O painel “A nova infraestrutura da inovação” reunirá Luis Caro, Head Cloud IA Innovation, da Amazon, e Marco Riguetti, Head da Oracle A-Team.

    Atualmente, a infraestrutura tecnológica vai além de estradas, armazéns e sistemas físicos. Nuvem, inteligência artificial, dados, conectividade e capacidade computacional também sustentam projetos que precisam alcançar escala.

    No agronegócio, essa estrutura conecta diferentes etapas das operações. Ao mesmo tempo, permite reunir e processar informações que podem apoiar decisões. Portanto, a tecnologia deixa de atuar apenas na execução de tarefas e passa a participar de estratégias de longo prazo.

    A programação também terá o Fireside Chat “Tecnologias exponenciais e geopolítica: os novos vetores de decisão no mundo”. O professor da Fundação Dom Cabral Paulo Vicente Alves discutirá como as tecnologias emergentes influenciam a economia global, a competitividade das empresas e as relações entre países.

    Na sequência, o painel “Quem vai liderar a nova era da inovação?” reunirá Paula Harraca, CEO da Ânima Educação; Daniela Cachich, CEO da Beyond e CO na Ambev; e Ricardo Bastos, diretor da GWM e presidente da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE).

    O debate vai abordar como empresas líderes transformam conhecimento em vantagem competitiva. Além disso, os participantes discutirão investimentos, competências e culturas organizacionais capazes de sustentar a inovação nos mercados da próxima década.

    Silvio Meira encerra programação

    O cientista, professor e empreendedor Silvio Meira encerrará a programação. No Closing Keynote “Como construir e conduzir empresas capazes de prosperar em um cenário altamente tecnológico e de mudanças permanentes”, ele abordará os desafios de organizações que precisam atuar em um ambiente marcado pela inovação contínua.

    A palestra também discutirá como empresas orientadas por dados e tecnologia podem se preparar para mudanças permanentes. No agronegócio, esse movimento amplia o debate sobre o papel das agtechs e sobre a integração da tecnologia à gestão das operações.

    Assim, a Arena Impacto coloca a inteligência artificial no centro de uma discussão que ultrapassa o desenvolvimento de ferramentas. O debate envolve, ainda, competitividade, infraestrutura, inovação, gestão e decisões estratégicas que podem influenciar os negócios do agronegócio global.

    Serviço

    Arena Impacto
    Data: 3 de setembro
    Das 14 às 18h30
    Local: Arena Cubo Itaú – Alameda Vicente Pinzon, 54, São Paulo, capital
    Solicitação de inscrições: Arena Impacto

  • Período seco exige atenção redobrada contra queimadas no campo

    Período seco exige atenção redobrada contra queimadas no campo

    O período seco no Brasil, que costuma se estender até setembro e varia conforme a região, eleva significativamente o risco de queimadas no campo. Em Goiás, a situação exige atenção especial: o clima tropical do estado, marcado por uma estação seca bem definida, potencializa fatores como temperaturas altas, baixa umidade do ar, ventos fortes, vegetação ressecada e acúmulo de palhada e restos culturais. Uma combinação que favorece o início e a propagação do fogo.

    Diego Braga, consultor de Desenvolvimento de Mercado da Conceito Agrícola, reforça que o momento pede vigilância redobrada e adoção antecipada de medidas preventivas. Segundo ele, as queimadas comprometem a produção agrícola e também degradam o solo, reduzem a biodiversidade e prejudicam a qualidade do ar.

    Por isso, a prevenção representa a estratégia mais segura para proteger tanto a propriedade quanto o meio ambiente.

    Quais medidas o produtor deve adotar

    Braga elenca um conjunto de práticas que ajudam a reduzir o risco de incêndios na propriedade rural:

    • Manutenção de aceiros sempre limpos e bem definidos;
    • Proibição de queimadas controladas sem autorização e acompanhamento técnico;
    • Manejo adequado da palhada, com distribuição uniforme e sem acúmulo excessivo em pontos específicos;
    • Armazenamento correto de resíduos vegetais;
    • Monitoramento constante das condições climáticas, com suspensão de atividades de risco em dias críticos;
    • Rotação de culturas, sempre que possível, para favorecer a decomposição natural da palhada.
    • Tecnologia amplia a capacidade de prevenção

    Ferramentas tecnológicas também ganham espaço como aliadas na prevenção de queimadas. Sistemas de monitoramento via satélite, aplicativos de alerta de risco, drones e sensores de umidade do solo e do ar permitem que o produtor identifique áreas vulneráveis e tome decisões mais assertivas antes que o risco se concretize.

    Os números reforçam a urgência do tema: somente em 2024, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estimou prejuízos de R$ 14,7 bilhões causados por queimadas na agropecuária, com 2,8 milhões de hectares de propriedades rurais afetados.

    Portanto, para Braga, planejamento e tecnologia caminham juntos na redução dos riscos. “Com planejamento e tecnologia é possível reduzir significativamente o risco de queimadas e seus impactos”, reforça o consultor.

  • Tecnologia ajuda a proteger elefantes da caça furtiva

    Tecnologia ajuda a proteger elefantes da caça furtiva

    A redução e a fragmentação dos habitats naturais deixam os elefantes africanos cada vez mais vulneráveis. Atualmente, apenas 17% das áreas consideradas adequadas para a sobrevivência da espécie permanecem disponíveis para os animais. A esse cenário somam-se a caça furtiva e os impactos das mudanças climáticas. São fatores que ampliam os riscos para as populações remanescentes. E tornam urgente a adoção de estratégias que unam conservação, tecnologia e desenvolvimento social.

    Foto: Cláudio Augusto de Souza/Flickr

    O tema ganha destaque no Dia Mundial dos Elefantes, celebrado em 12 de agosto. A data chama atenção para os desafios enfrentados pela maior espécie terrestre do planeta. E reforça a importância de iniciativas voltadas à proteção da biodiversidade e à convivência sustentável entre pessoas e animais.

    Tecnologia rastreia rebanhos e antecipa riscos

    Na África do Sul, o projeto ERP (Elephants, Rhinos & People) aplica recursos tecnológicos para aumentar a segurança de elefantes que vivem em áreas de risco. A consultoria EPI-USE, especializada em soluções tecnológicas e integrante do Group Elephant, participa da iniciativa, que combina a preservação de elefantes e rinocerontes com o desenvolvimento socioeconômico de comunidades rurais situadas próximas às áreas de conservação.

    A SAP Cloud Platform monitora e rastreia os deslocamentos dos rebanhos. Esse acompanhamento permite antecipar a presença dos animais em determinadas regiões e apoiar ações preventivas de proteção. Informações mais precisas sobre os trajetos percorridos ajudam as equipes responsáveis a identificar situações de risco e a fortalecer as estratégias de enfrentamento à caça furtiva.

    Nesse contexto, a tecnologia ultrapassa a função de eficiência operacional. Dados e sistemas digitais funcionam como ferramentas de conservação, ampliando a capacidade de monitoramento em áreas extensas e apoiando decisões mais rápidas para a proteção da fauna.

    “A preservação da biodiversidade exige uma visão integrada. Proteger os elefantes e os rinocerontes significa também olhar para as comunidades que vivem próximas a esses animais e criar condições para que a conservação gere benefícios sociais duradouros. A tecnologia pode ser uma importante aliada nesse processo ao transformar dados em informações capazes de apoiar ações preventivas e ampliar a segurança das espécies”, afirma Roberto Medeiros, CEO da EPI-USE Brasil.

    Conservação ambiental caminha junto ao desenvolvimento social

    O projeto parte do princípio de que a proteção da vida selvagem está diretamente relacionada à melhoria das condições de vida das populações rurais. Por isso, as iniciativas apoiadas pelo grupo combinam conservação ambiental e desenvolvimento econômico, com o objetivo de reduzir vulnerabilidades sociais. Além de fortalecer alternativas sustentáveis para as comunidades que compartilham seus territórios com espécies ameaçadas.

    Foto: Roberto Alonzo del Cid/Flickr

    O modelo também amplia o debate sobre a atuação das empresas na agenda ESG. Em vez de restringir a responsabilidade socioambiental a ações pontuais, a iniciativa integra investimentos de longo prazo em conservação, inovação e impacto social. A EPI-USE destina 1% da receita global do grupo a projetos voltados à proteção de elefantes e rinocerontes em risco, com estratégia baseada na redução da pobreza em comunidades rurais próximas às áreas de ocorrência das espécies.

    “Os desafios ambientais atuais exigem colaboração e soluções que considerem as diferentes dimensões da sustentabilidade. Quando tecnologia, conservação e desenvolvimento social atuam de forma integrada, é possível construir resultados mais consistentes para as pessoas, para os ecossistemas e para as futuras gerações”, destaca Medeiros.

    ESG exige resultados concretos das empresas

    A relevância de iniciativas desse tipo cresce em um momento em que empresas enfrentam cobranças cada vez maiores por resultados concretos em suas estratégias ambientais e sociais. Além de reduzir impactos, a agenda ESG passa a incluir a capacidade de contribuir para a preservação de ecossistemas. Além de apoiar comunidades e desenvolver soluções que gerem benefícios permanentes.

    A experiência da África do Sul reforça que a inovação pode assumir papel relevante na proteção da biodiversidade. Ao transformar dados sobre os movimentos dos animais em informações para prevenção e monitoramento, a tecnologia cria novas possibilidades para enfrentar ameaças históricas, como a caça furtiva, e fortalece uma visão de conservação que considera tanto a sobrevivência das espécies quanto o futuro das pessoas que vivem ao seu redor.

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  • Embrapa apresenta tecnologias para aquicultura na Aquishow 2026

    Embrapa apresenta tecnologias para aquicultura na Aquishow 2026

    A Embrapa levará tecnologias, capacitações e inovações para a Aquishow 2026, entre 9 e 11 de junho, em Uberlândia (MG). A instituição também disputará prêmios de inovação e reconhecimento no setor aquícola.

    Os visitantes poderão conhecer soluções desenvolvidas pelo projeto BRS Aqua. A iniciativa reúne 22 centros de10 pesquisa e dezenas de parceiros públicos e privados.

    Tecnologias fortalecem a produção de pescado

    A Embrapa destacará o TambaPLUS 1.0. A tecnologia utiliza marcadores genéticos para identificar parentesco, realizar testes de paternidade e reconhecer reprodutores.

    A instituição também apresentará um sistema de criação de tambaqui em tanques-rede de pequena escala. A tecnologia reúne práticas de manejo para melhorar indicadores produtivos e econômicos.

    Além disso, o aplicativo Aquicultura Certa utilizará inteligência artificial para apoiar a gestão de pisciculturas. A ferramenta monitora a produção e orienta ajustes no manejo de tilápias e tambaquis.

    Outro destaque será o Ater+ Digital: Peixes. A plataforma oferece informações técnicas por meio de vídeos, imagens, textos e infográficos.

    Cursos ampliam capacitação no setor

    A Embrapa lançará a terceira etapa do Aquacompete. A trilha reúne três cursos de ensino a distância voltados à competitividade da aquicultura.

    O novo módulo abordará inteligência comercial aplicada ao setor. Os participantes aprenderão sobre tendências de consumo, concorrência, nichos de mercado e comércio internacional.

    A programação também incluirá o curso sobre compostos nitrogenados no cultivo de camarão marinho. O treinamento abordará sistemas produtivos e manejo para reduzir perdas e riscos sanitários.

    Indústria recebe soluções com maior valor agregado

    A Embrapa apresentará produtos derivados de tilápia com fibra de abacaxi. Entre eles estão patê e salsicha com baixo teor de sódio.

    Outra inovação será a embalagem bioativa para pescado. O material reduz a oxidação e limita o crescimento microbiano durante a refrigeração. A tecnologia poderá ser utilizada no armazenamento de tilápia e camarão.

    Ferramenta avalia qualidade nutricional das rações

    A instituição também exibirá o sistema NIR para análise bromatológica de rações para peixes. A ferramenta utiliza modelos matemáticos e espectroscopia no infravermelho próximo. O objetivo é avaliar a qualidade nutricional das rações para tilápia.

    A análise identifica proteínas, carboidratos, gorduras, minerais e vitaminas. Além disso, detecta possíveis contaminantes e toxinas.

    Projetos apoiam políticas públicas para aquicultura

    A Embrapa apresentará o Centro de Inteligência e Mercado em Aquicultura (CIAqui). O projeto apoia a tomada de decisões estratégicas no setor.

    A instituição também divulgará a Rede de Extensão e Inovação Aquícola (REAQUA). A iniciativa fortalece a transferência de tecnologia para produtores.

    Outro tema será o Drawback Exportações de Tilápia. O mecanismo reduz a carga tributária sobre insumos destinados à produção exportadora.

    Pesquisadores participam de debates e premiações

    A programação técnica contará com a participação da pesquisadora Flavia Tavares. Ela integrará uma mesa-redonda sobre regulação, licenciamento e segurança jurídica na produção de pescados. O debate reunirá especialistas dos ministérios da Pesca e Aquicultura e de Minas e Energia.

    A Embrapa também figura entre os finalistas do Prêmio Inovação Aquícola nas categorias academia e sustentabilidade. Além disso, o pesquisador Manoel Xavier Pedroza Filho concorre ao prêmio Personalidades Brasileiras da Aquicultura 2026.

  • Conheça as estratégias do produtor contra o El Niño em 2026

    Conheça as estratégias do produtor contra o El Niño em 2026

    O setor produtivo brasileiro já monitora com atenção as projeções para o próximo ciclo. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) indica uma probabilidade de 80% de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre deste ano. Com intensidade prevista de moderada a forte, o fenômeno deve elevar a temperatura dos oceanos em cerca de 1,5 °C, o que impacta diretamente o desenvolvimento da safra 2026/27.

    O aquecimento da superfície do Oceano Pacífico na região Niño 3.4 define a força do fenômeno. Embora a confirmação exata da intensidade deva ocorrer entre agosto e setembro, especialistas recomendam atenção imediata.

    Gilberto Coelho, engenheiro agrícola, professor e diretor de Meio Ambiente da UFLA. Foto: Divulgação

    Atualmente, o campo conta com aliados poderosos para antecipar esses cenários. O uso de Inteligência Artificial (IA), redes neurais e modelos físico-matemáticos elevou a precisão das previsões meteorológicas. Segundo o engenheiro agrícola Gilberto Coelho, a evolução das imagens de satélite e a expansão das estações meteorológicas garantem resultados muito mais assertivos do que no passado, permitindo um planejamento estratégico robusto.

    O desafio da irregularidade climática

    O El Niño desenha um mapa de contrastes para o Brasil: chuvas acima da média na região Sul e estiagens severas no Centro-Norte e Nordeste. Já o Sudeste e o Centro-Oeste devem enfrentar maior instabilidade e ondas de calor intensas.

    Felipe Schwerz, professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA). Foto: Divulgação

    A principal preocupação dos especialistas não é apenas o volume total de chuva, mas a sua distribuição. Felipe Schwerz, professor da UFLA, alerta que a precipitação pode se concentrar em poucos períodos, gerando lacunas hídricas em fases sensíveis das culturas. Essa falta de água, somada ao calor excessivo, prejudica processos vitais das plantas, como a fotossíntese, o crescimento e o florescimento.

    Estratégias para proteger a produtividade

    Diante de um cenário de custos elevados e margens pressionadas, a gestão profissional da propriedade torna-se indispensável. Para mitigar os riscos, os produtores devem focar em:

    • Monitoramento constante de dados agrometeorológicos.
    • Escolha criteriosa de insumos e cultivares tolerantes ao déficit hídrico.

    Contratação de seguro agrícola

    Além da gestão, a biotecnologia oferece soluções diretas contra o estresse térmico. Renato Menezes, da Agroallianz, destaca que tecnologias como Osmobetan e Amino 75 ajudam a manter o equilíbrio metabólico das plantas mesmo sob condições extremas. Essas ferramentas preservam processos como o pegamento de flores e o desenvolvimento de grãos, garantindo maior estabilidade para o produtor em safras marcadas pela instabilidade climática.

    Imagem gerada por IA

    Com as mudanças no clima, o sucesso da agricultura brasileira depende, cada vez mais, da capacidade do produtor em aliar tecnologia e planejamento preventivo.

  • Drones e inteligência artificial ajudam a definir o momento ideal de abate do gado

    Drones e inteligência artificial ajudam a definir o momento ideal de abate do gado

    Pesquisadores brasileiros desenvolveram um sistema que usa drones e inteligência artificial para monitorar o crescimento de bovinos em confinamento e indicar o momento mais eficiente para venda ou abate. A tecnologia pode reduzir custos, melhorar o bem-estar animal e aumentar a rentabilidade da pecuária.

    O estudo, publicado na revista científica Computers and Electronics in Agriculture, integra o projeto Semear Digital, sediado na Embrapa Agricultura Digital, em Campinas (SP). A iniciativa faz parte dos Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs) da Fapesp.

    Segundo os pesquisadores, métodos tradicionais de pesagem exigem manejo frequente e causam estresse nos animais, o que prejudica o ganho de peso. Além disso, o uso de balanças pode gerar custos com manutenção e falhas operacionais.

    “Queríamos reduzir o estresse e, ao mesmo tempo, identificar o momento exato em que o animal atinge o melhor desempenho produtivo”, explica Everton Tetila, pesquisador do projeto e professor da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

    Monitoramento com drones e IA

    A equipe testou o sistema em um confinamento no Mato Grosso do Sul, onde acompanhou um lote de bovinos por 112 dias. Durante o período, drones sobrevoaram a área regularmente, a cerca de 15 metros de altura, para capturar imagens dos animais.

    Com base nessas imagens, modelos de inteligência artificial identificaram os bovinos, segmentaram automaticamente seus corpos e extraíram medidas como comprimento e largura. Esses dados permitiram acompanhar o crescimento dos animais ao longo do ciclo produtivo.

    “Modelamos a relação entre medidas corporais e ganho de peso, considerando variações ao longo do tempo”, afirma Tetila.

    Ponto de inflexão define melhor momento

    Os pesquisadores identificaram um padrão claro de crescimento: após uma fase inicial de adaptação, os animais entram em um período de ganho acelerado de peso, seguido por desaceleração.

    O chamado “ponto de inflexão” marca o momento em que o ganho de peso atinge o pico e começa a cair. Esse ponto indica o período mais vantajoso para o abate ou venda.

    “Após esse estágio, o animal passa a converter alimento em peso de forma menos eficiente, o que eleva os custos de produção”, destaca o pesquisador.

    Segundo o estudo, identificar esse momento com precisão pode gerar ganhos expressivos, especialmente em grandes rebanhos. Em sistemas intensivos, a diferença de um único dia pode impactar diretamente os custos com alimentação e a eficiência produtiva.

    Novas aplicações na pecuária de precisão

    A tecnologia também abre caminho para outras aplicações no campo. A mesma base de dados já permite desenvolver modelos capazes de analisar o comportamento dos animais e detectar anomalias, como estresse ou interações inadequadas no confinamento.

    Os pesquisadores agora trabalham na adaptação do sistema para outras raças, como Angus e Brahman, além de avançar na validação em escala comercial.

    A expectativa é que a solução fortaleça a chamada pecuária de precisão, ao permitir decisões mais assertivas e redução de custos. “Com o momento ideal de abate bem definido, o produtor melhora sua eficiência e pode até contribuir para reduzir o preço final da carne”, afirma Tetila.

    Apesar dos avanços, a tecnologia ainda não chegou ao mercado. A equipe já desenvolveu um protótipo funcional e busca parceiros para viabilizar a comercialização.

  • Tecnologia identifica origem do café e combate fraudes

    Tecnologia identifica origem do café e combate fraudes

    Pesquisas da Embrapa Rondônia indicam que a espectroscopia NIR identifica a origem do café e detecta adulterações rapidamente. A tecnologia usa luz infravermelha próxima para analisar a composição química dos grãos de café. O método já atua em outras cadeias agroindustriais e passa por validação no setor cafeeiro brasileiro. Segundo a Embrapa, a técnica fortalece indicações geográficas e certificações de qualidade do café nacional.

    Como funciona a espectroscopia NIR no café

    A NIR mede a interação da luz com compostos químicos presentes no grão. Esse processo gera um espectro químico, que funciona como uma impressão digital do café. Com algoritmos treinados, o sistema identifica a origem geográfica e possíveis adulterações em segundos. A análise não destrói a amostra e dispensa reagentes químicos. “Essa tecnologia identifica o terroir do café até o nível da área produtiva”, explica Enrique Alves, da Embrapa Rondônia.

    Pesquisa científica valida identificação de terroirs

    Foto: divulgação – Embrapa/Antonio Scarpinetti

    A pesquisa integrou o doutorado de Michel Baqueta na Unicamp, em parceria com a Embrapa Rondônia.
    O estudo durou cinco anos e combinou espectroscopia NIR com análise quimiométrica. Os pesquisadores criaram padrões espectrais capazes de diferenciar origens e detectar adulterações. Os resultados distinguem cafés robustas amazônicos de conilons do Espírito Santo e da Bahia. A técnica também diferencia variedades indígenas de outras do café canéfora cultivadas em solos distintos.

    Aplicação da tecnologia em outras cadeias agroindustriais

    Além do café, a NIR pode ser aplicada em cadeias como cacau, soja, leite, frutas e vinhos. Essa aplicação amplia a rastreabilidade e o controle de qualidade dos produtos agroalimentares. Nos testes, a tecnologia identificou adulterações com milho, soja, casca, borra e sementes de açaí. Baqueta classifica o uso de sementes de açaí como uma fraude emergente no mercado.

    Valorização de cafés indígenas e certificações de origem

    Foto: divulgação – Embrapa/Michel Rocha Baqueta

    Estudos paralelos no Espírito Santo reforçaram a consistência dos resultados obtidos em Rondônia.
    A pesquisa envolveu universidades brasileiras e centros científicos da Itália e da França. A validação científica facilita o reconhecimento dos cafés indígenas amazônicos no mercado. A confirmação de origem agrega valor econômico e cultural aos produtores tradicionais. Isso amplia o acesso a mercados de cafés especiais e valoriza a biodiversidade regional.

    Tecnologia combate fraudes no mercado de café

    Segundo Alves, a técnica reconhece padrões químicos únicos de cada café. Esses padrões permitem identificar misturas de grãos e materiais estranhos em lotes comerciais. A alta nos preços do café intensificou tentativas de fraude no mercado brasileiro. “Quando há contaminantes, a curva espectral muda e confirma a adulteração”, afirma Alves. A NIR também identifica misturas de cafés de diferentes regiões produtoras.

    Análises rápidas e fiscalização mais eficiente

    A análise pode ocorrer diretamente no local de fiscalização. Isso agiliza o controle de qualidade e fortalece a rastreabilidade do café brasileiro. “Métodos convencionais exigem preparo e reagentes, enquanto a NIR gera resultados em segundos”, destaca Baqueta.

    Avanços para melhoramento genético e rastreabilidade

    A Embrapa pretende aplicar a técnica ao banco de germoplasma com mil acessos de café. O objetivo é associar perfis químicos a características como cafeína e minerais. Essa aplicação pode acelerar o melhoramento genético e valorizar cafés de origem.

    Redução de custos e uso em campo

    A NIR reduz significativamente o tempo de análise em comparação aos métodos tradicionais. Avaliações laboratoriais convencionais podem levar horas ou dias para gerar resultados. Já a leitura por NIR ocorre quase instantaneamente. A técnica não utiliza reagentes e reduz custos operacionais e resíduos. Equipamentos portáteis permitem o uso da tecnologia diretamente no campo.

    Tecnologia acessível para cooperativas e certificadoras

    Isso torna o método atrativo para cooperativas, certificadoras e órgãos de fiscalização. A tecnologia permite verificar autenticidade e pureza de forma padronizada. Atualmente, a NIR analisa grãos crus, torrados ou moídos.
    O método pode reduzir custos de análise em até 95%. Os equipamentos existem em versões de bancada e portáteis.

    Integração digital e certificação oficial

    Baqueta afirma que a tecnologia busca democratizar a autenticação e a rastreabilidade. Segundo ele, o método exige treinamento simples e infraestrutura mínima. Fabricantes já oferecem suporte técnico e capacitação para os usuários. Há avanço na integração da NIR com dispositivos móveis e aplicativos em nuvem. Esses sistemas permitem análises em tempo real e acesso digital aos resultados.

    Perspectivas para o café brasileiro

    Embora comum em cadeias como leite e soja, a NIR ainda é novidade no café brasileiro. A expectativa é integrar a tecnologia a sistemas digitais de rastreabilidade. Com validação oficial, os resultados podem apoiar certificações de origem e qualidade. Baqueta afirma que a técnica pode ganhar reconhecimento legal em auditorias e selos.

    Uso coletivo amplia viabilidade do investimento

    A adoção da NIR pode revolucionar o controle de qualidade do café nacional. O método permite monitorar lotes da origem até a exportação. Isso previne fraudes e fortalece a confiança do mercado.

    A tecnologia também facilita fiscalizações mais ágeis e transparentes. Apesar do custo inicial, o uso coletivo torna o investimento viável. As próximas etapas incluem ampliar o banco de dados espectral nacional. Os pesquisadores também planejam criar uma plataforma digital de autenticação. A meta é consolidar a NIR como referência brasileira em rastreabilidade do café.

     

  • IA e satélites detectam danos de geada em lavouras de milho

    IA e satélites detectam danos de geada em lavouras de milho

    Agricultores e autoridades do setor agrícola ganharam uma nova aliada no combate aos prejuízos causados por geadas: uma tecnologia que une inteligência artificial a imagens de satélite para monitorar danos em lavouras com alta precisão e em tempo real.

    A ferramenta, desenvolvida por pesquisadores da Unesp em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Universidade de Michigan, detecta automaticamente os impactos de geadas em culturas de milho e estima com exatidão a área cultivada.

    O método combina dados de sensoriamento remoto com modelos matemáticos avançados. Em testes realizados na região Oeste do Paraná durante a safra 2020/2021, a tecnologia identificou que geadas prejudicaram 69,6% da área total plantada com milho. Quando comparados aos registros de seguradoras agrícolas, os resultados alcançaram 75% de concordância.

    “A nossa meta é ser capazes de mapear culturas e identificar problemas ainda durante o período da safra”, explica Michel Eustáquio Dantas Chaves, professor da Unesp no curso de Engenharia de Biossistemas e primeiro autor do estudo publicado na revista Remote Sensing Applications: Society and Environment.

    Ferramenta pode reduzir incertezas e orientar mercado

    O sistema oferece agilidade para que o poder público corrija estimativas de safra antes da colheita. A ferramenta também auxilia empresas de seguro rural e orienta produtores na tomada de decisões após eventos climáticos adversos.

    “Se pudermos reduzir as incertezas em 1%, já será uma contribuição útil para a sociedade. Afinal, a agricultura desempenha um papel muito importante, tanto para a balança comercial quanto para o comércio interno”, comenta Chaves.

    Safrinha representa 62% da produção de milho

    As geadas representam ameaça especialmente grave para a segunda safra agrícola, conhecida como “safrinha”, cujo período de cultivo avança sobre os meses mais frios do ano. Dados do projeto MapBiomas mostram que a área plantada fora de época triplicou desde 2000. Em 2024, o milho respondeu por 62,2% do volume da safrinha.

    O Paraná figura como segundo maior produtor nacional de milho de segunda safra. Os pesquisadores escolheram a mesorregião Oeste Paranaense para testar o método porque a região enfrenta geadas com frequência.

    A ferramenta utiliza imagens captadas pelo satélite europeu Sentinel-2 combinadas ao algoritmo de aprendizado de máquina Random Forest. As imagens possuem resolução entre 10 e 20 metros por pixel, ideais para propriedades menores.

    “O Sentinel-2 tem uma repetitividade de 5 dias. Mesmo que ocorram impactos causados por geada, seca ou queimada, constatamos esses efeitos dentro de um período curto o suficiente para permitir que o produtor e o poder público tomem decisões baseadas em dados”, afirma o pesquisador.

    O sistema analisa a reflexão espectral das imagens e verifica parâmetros como espécies plantadas, estágio de desenvolvimento das culturas, umidade do solo e capacidade de fotossíntese das plantas.

    Método inédito comprova origem dos danos

    O estudo representa o primeiro trabalho científico a mapear impactos de geadas em milho usando sensoriamento remoto. Os pesquisadores analisaram imagens obtidas entre 1º de fevereiro e 31 de julho de 2021.

    Uma inovação importante foi a combinação de três índices de vegetação diferentes, o que aumentou a precisão na identificação dos danos. “Essa combinação de índices assegura que o dano que identificamos foi causado por uma adversidade térmica, e não por uma praga ou um manejo inadequado da lavoura”, esclarece Chaves.

    Geadas de 2021 causaram perdas severas

    Na safra 2020/2021, dois episódios de geadas atingiram o Oeste do Paraná em maio e junho. O novo método estimou que a área total de milho de segunda safra plantada na região alcançou 740.007 hectares — valor apenas 1,7% superior aos dados oficiais, demonstrando a alta precisão da ferramenta.

    A análise revelou que 3,5% da área foi afetada no primeiro episódio de geada, em maio, enquanto 66,1% sofreram impacto durante a segunda ocorrência, mais intensa, em junho. Cerca de 30,4% da área plantada não foram afetadas: em 13,8% a colheita já havia ocorrido, e os demais 16,7% escaparam das geadas.

    Atualmente, o cálculo de danos causados por geadas exige visitas a campo para levantamentos amostrais. Esse método demanda mais tempo, investimentos elevados e abre espaço para subjetividades nas observações.

    Chaves ressalta que a presença em campo continuará fundamental para treinar os algoritmos e validar as informações obtidas por satélite. No entanto, a nova tecnologia reduz significativamente o tempo e os custos envolvidos no monitoramento.

    Expansão para outras culturas

    Coordenador do Laboratório de Geoprocessamento e Inteligência Artificial da Unesp em Tupã e colaborador do Laboratório de Sensoriamento Remoto Agrícola do INPE, Chaves afirma que a metodologia pode se expandir para outras culturas afetadas por geadas, como trigo, centeio e aveia cultivados no inverno.

    Outra frente de atuação prevê a integração de modelos meteorológicos aos dados sobre uso da terra. “A incorporação dessa tecnologia vai orientar o futuro do sensoriamento remoto voltado à agricultura e à prevenção de desastres causados por eventos meteorológicos”, conclui o pesquisador.

  • Brasil é 3º em produtividade mundial de amendoim

    Brasil é 3º em produtividade mundial de amendoim

    O Brasil alcançou o 3º lugar mundial em produtividade de amendoim e atingiu média de 3,8 toneladas por hectare. A informação consta no livro Mapeamento e Quantificação da Cadeia do Amendoim Brasileiro, lançado pela ABEX-BR em Ribeirão Preto.

    Crescimento expressivo

    O levantamento mostra que a cadeia do amendoim movimentou R$ 18,6 bilhões e ampliou a produção em 300% na última década. A expansão ocorreu porque os produtores adotaram tecnologia de precisão e elevaram a eficiência no campo.

    Inovação no campo

    Cristiano Fantin, presidente da ABEX-BR, afirma que o uso de inovação consolidou o avanço. Ele destaca que 64% dos produtores utilizam agricultura de precisão, o que melhora o uso do solo e aumenta a rentabilidade. O estudo aponta que o amendoim fortalece a rotação de culturas porque fixa nitrogênio no solo. Essa capacidade reduz custos com fertilizantes e melhora as condições para os cultivos seguintes.

    A publicação também detalha o modelo de “desperdício zero” da cadeia. O rigor na qualidade e na rastreabilidade colocou o Brasil como 2º maior exportador mundial de óleo de amendoim e 4º em amendoim em grão. O setor reaproveita subprodutos como farelo e torta na nutrição animal. A casca, que representa até 25% do peso colhido, vira pellet para biomassa e geração de energia.

    Expansão de área plantada

    A ABEX-BR identificou ainda uma expansão de mais de 200% da área plantada em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. A entidade avalia que a cultura se consolida como segunda safra rentável nas novas fronteiras agrícolas.

    Fantin afirma que o avanço amplia a segurança produtiva. Ele reforça que os dados do mapeamento ajudam a planejar infraestrutura e financiamento para essa nova geografia agrícola.

    O livro foi financiado pelo Núcleo de Promoção e Pesquisa da ABEX-BR e já está disponível para consulta no site da entidade.

  • Brasil amplia presença na Agritechnica 2025 na Alemanha

    Brasil amplia presença na Agritechnica 2025 na Alemanha

    A Agritechnica 2025 reforçou sua liderança global e atraiu 476 mil visitantes de 171 países em Hannover, na Alemanha. A feira concentrou, durante sete dias, as principais inovações da indústria mundial de máquinas agrícolas.

    O Brasil ampliou sua participação e levou nove empresas com estandes individuais. Além disso, dois pavilhões nacionais reuniram companhias brasileiras: o do Sindipeças e o da ABIMAQ. Os dois espaços contaram com apoio da Apex-Brasil e reuniram cerca de 22 expositores.

    Segundo Brena Baumle, diretora da Bäumle Organização de Feiras, o país aumentou em 20% a área ocupada e o número de empresas em relação à edição de 2023. Ela afirma que o avanço reforça o interesse brasileiro no mercado global de tecnologia agrícola.

    A feira adotou o tema “Touch Smart Efficiency” e destacou tendências em automação, digitalização, inteligência artificial e robótica no campo. Os organizadores reuniram 2.849 expositores de 52 países e apresentaram soluções tecnológicas distribuídas por diversos pavilhões.

    O modelo de visitação “7 Days – 7 Topics” orientou os profissionais e facilitou o acesso aos conteúdos mais relevantes. Além disso, o Digital Farm Center promoveu mais de 300 eventos técnicos e ampliou o intercâmbio entre especialistas internacionais.