Tag: tecnologia no campo

  • Nova plataforma pode mudar o uso de dados no agro

    Nova plataforma pode mudar o uso de dados no agro

    O agronegócio brasileiro começa a avançar em uma nova frente estratégica: a proteção e o uso inteligente de dados no campo.

    Brasil e Japão apresentaram uma plataforma voltada à integração de informações agrícolas. Ao mesmo tempo, os países propuseram a criação de um consórcio internacional para proteger esses dados, considerados cada vez mais valiosos para o setor.

    Dados viram ativo estratégico no agro

    Nos últimos anos, a digitalização do campo acelerou o volume de informações geradas nas propriedades rurais.

    Hoje, dados sobre clima, solo, produtividade e manejo orientam decisões importantes. Por isso, o controle dessas informações passa a ser visto como um ativo estratégico dentro do agronegócio.

    Além disso, o uso eficiente desses dados pode aumentar a produtividade e reduzir custos, o que reforça sua importância para o produtor.

    Plataforma busca integrar informações

    A nova plataforma surge com o objetivo de conectar diferentes bases de dados agrícolas.

    Com isso, produtores, pesquisadores e empresas conseguem acessar informações de forma mais organizada e padronizada. Ao mesmo tempo, a integração facilita o desenvolvimento de novas tecnologias e soluções no campo.

    Esse movimento segue uma tendência global de digitalização da agricultura, que já impacta cadeias produtivas em diferentes países.

    Proteção de dados entra no radar

    Além da integração, a segurança das informações se torna uma preocupação central.
    Por isso, a proposta inclui a criação de um consórcio internacional voltado à proteção de dados agrícolas. A ideia é estabelecer regras e padrões para garantir o uso seguro dessas informações.

    Esse ponto ganha relevância porque dados estratégicos podem influenciar mercados, preços e decisões de investimento.

    Parceria reforça inovação no campo

    A cooperação entre Brasil e Japão não é recente e já contribuiu para avanços importantes no agro. Agora, a parceria avança para a área digital, considerada uma das principais fronteiras do setor.

    De acordo com iniciativas anteriores, projetos conjuntos buscam aumentar produtividade, sustentabilidade e eficiência por meio da tecnologia .

    Agro cada vez mais tecnológico

    A digitalização tende a transformar ainda mais o campo nos próximos anos.

    Com o uso de plataformas, sensores e inteligência de dados, produtores passam a tomar decisões mais rápidas e precisas. Além disso, o acesso à informação amplia a capacidade de planejamento e reduz riscos.
    Dessa forma, o avanço tecnológico consolida o agro como um dos setores mais conectados à inovação.

  • Cana-de-açúcar: produtores buscam novas estratégias para cortar custos no campo

    Cana-de-açúcar: produtores buscam novas estratégias para cortar custos no campo

    Produtores de cana-de-açúcar têm intensificado o uso de tecnologia e novas estratégias de manejo para enfrentar o aumento dos custos e melhorar a eficiência no campo.

    Esse movimento ganha destaque no Cana Summit 2026, que acontece nos dias 15 e 16 de abril, em Ribeirão Preto, reunindo especialistas e lideranças do setor.

    Tecnologia entra no planejamento

    Nos últimos anos, produtores passaram a adotar práticas mais avançadas para garantir maior estabilidade na produção. Nesse contexto, a irrigação e os sistemas integrados vêm ganhando espaço no planejamento agrícola.

    Essas soluções aumentam a previsibilidade da safra e, ao mesmo tempo, contribuem para a conservação do solo e o uso mais eficiente da água. Além disso, tecnologias como monitoramento climático e agricultura de precisão permitem decisões mais rápidas e assertivas no campo.

    Segundo estudos da Embrapa, a incorporação dessas ferramentas já está diretamente ligada ao aumento de produtividade e à redução de perdas em diferentes regiões produtoras.

    Encontro em Ribeirão Preto vai discutir práticas que impulsionam eficiência e rentabilidade na canavicultura. (Imagem: Divulgação)

    Eficiência virou prioridade

    Com o aumento dos custos de produção, o setor passou a priorizar eficiência em todas as etapas.

    Diante desse cenário, produtores ajustam o manejo, investem em adubação mais precisa e revisam o planejamento agrícola. Além disso, buscam otimizar o uso de insumos, o que ajuda a reduzir desperdícios e melhorar o resultado final.

    Ao mesmo tempo, a pressão por rentabilidade faz com que cada decisão no campo tenha impacto direto no desempenho da safra. Por isso, a combinação entre tecnologia e boas práticas tende a definir os resultados nos próximos ciclos.

    Especialistas discutem caminhos

    Para avançar nessas estratégias, o evento reúne especialistas de instituições como Embrapa, Centro de Tecnologia Canavieira e Unesp.

    Durante o painel, os participantes apresentam experiências práticas e, além disso, discutem alternativas para aumentar a produtividade sem elevar custos. Dessa forma, o encontro busca aproximar conhecimento técnico da realidade do produtor.

    Setor busca novas soluções

    Atualmente, o setor sucroenergético passa por um momento de adaptação. Por isso, produtores procuram soluções que tragam ganho de eficiência sem pressionar ainda mais os custos.

    Nesse cenário, tecnologias ligadas à irrigação, ao plantio e ao manejo ganham protagonismo. Ao mesmo tempo, cresce o interesse por práticas mais sustentáveis, que também ajudam a manter a produtividade no longo prazo.

    O evento, realizado pela ORPLANA, marca ainda os 50 anos da entidade. Além disso, a escolha de Ribeirão Preto reforça o peso da região na produção de cana no país.

    Serviço

    Cana Summit 2026
    15 e 16 de abril de 2026
    Taiwan Centro de Eventos
    Avenida Dr. Francisco Gugliano, 2.710 – Ribeirão Preto

     

  • Alta do diesel pressiona o campo e acelera busca por eficiência

    Alta do diesel pressiona o campo e acelera busca por eficiência

    A alta do diesel em 2026 agravou os custos de produção no campo e aumentou a pressão sobre o dia a dia do produtor rural. O movimento está ligado à instabilidade no mercado internacional de petróleo, provocada pela guerra no Oriente Médio. De acordo com dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o diesel convencional subiu pelo menos R$ 1 em 13 Estados desde 28 de fevereiro. A data marca o início da escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

    No Brasil, o preço médio do combustível chegou a R$ 7,35 entre 15 e 21 de março de 2026. Na semana anterior, o valor era de R$ 6,89. Ou seja, houve um avanço expressivo em poucos dias.

    A Bahia liderou a alta no período, seguida por Goiás e Tocantins. Por outro lado, em parte da região Norte, as oscilações foram menores. O Amapá, por exemplo, registrou reajuste mais contido.

    Mesmo com tentativas do governo federal de conter a disparada, o diesel segue em patamar elevado. Na prática, não há alívio para quem depende do combustível em todas as etapas da operação agrícola.

    Alta do diesel afeta toda a cadeia produtiva

    No campo, o impacto é direto. O custo mais alto atinge preparo de solo, plantio, pulverização, colheita e transporte.

    Diante disso, o produtor passou a rever estratégias. Planejamento, controle de gastos e escolha de máquinas mais eficientes entraram no centro das decisões. Em outras palavras, o avanço do diesel obriga o agro a produzir mais para manter margem e lucro.

    Eficiência das máquinas ganha protagonismo

    Entre as alternativas, a eficiência das máquinas agrícolas se tornou decisiva. Avaliações em operações reais mostram que equipamentos mais tecnológicos reduzem o consumo em mais de 10 litros por hora.

    Ao longo de uma safra, o impacto é significativo. Em ciclos que chegam a 2.000 horas, a economia pode ultrapassar 20 mil litros de diesel por máquina.

    “A modernização da frota passou a ser uma decisão técnica e econômica. A adoção de máquinas mais eficientes melhora a previsibilidade de custos e aumenta a produtividade”, afirma Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produtos da Massey Ferguson. Segundo ele, a eficiência energética já é um dos principais critérios na escolha de máquinas.

    Além disso, testes em campo mostram que transmissões continuamente variáveis (CVT), como a Dyna-VT, reduzem o consumo e os custos operacionais. Ao mesmo tempo, aumentam o rendimento e favorecem a sustentabilidade.

    “Nossos resultados estão ligados à capacidade dos motores de operar com alto torque em baixas rotações. Isso reduz o consumo sem perda de potência”, explica Zanetti. Outro ponto relevante é a durabilidade. A menor rotação diminui o desgaste dos componentes e reduz gastos com manutenção.

    No segmento de alta potência, o trator MF 8S.305, da Massey Ferguson, registrou consumo de 24,19 litros por hora. Um modelo concorrente, nas mesmas condições, chegou a 33,75 litros. A diferença representa redução de 28,33%.

    MF 8S.305 Xtra – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Já no preparo de solo, tratores da série MF 7700 tiveram consumo até 42,5% menor por hectare. Em operações mais pesadas, como subsolagem, a série MF 8700 S reduziu o tempo de execução em até 17 dias.

    Tecnologia melhora resultado e reduz desperdícios

    A inovação também chega às máquinas de menor porte. Na citricultura, por exemplo, o modelo MF 4700 mantém estabilidade da tomada de potência mesmo em terrenos irregulares. Com isso, há menor consumo e maior qualidade na operação. “Essa tecnologia melhora a pulverização, reduz custos e aumenta o controle de pragas”, destaca Zanetti.

    Outro avanço importante está na integração entre tratores e implementos. Sistemas com corte de seção e controle de linhas eliminam até 50% do desperdício de insumos. Além disso, a conectividade das máquinas aumenta a eficiência operacional. Em alguns casos, o ganho chega a 82% no plantio. “Isso permite concluir operações antes do prazo, com menos máquinas e menor consumo de diesel”, afirma o executivo.

    Trator a etanol entra no radar do setor

    Diante desse cenário, a Massey Ferguson também investe em novas soluções energéticas. O foco está na redução de custos e no menor impacto ambiental.

    Segundo Breno Cavalcanti, diretor de Marketing da empresa, a transição precisa considerar a realidade do produtor. “Enxergamos a transição energética de forma alinhada ao campo. O produtor precisa de soluções viáveis e eficientes”, afirma.

    A principal aposta é o etanol. A fabricante desenvolve tratores movidos por esse combustível, com previsão de chegada ao Brasil nos próximos anos.  O etanol, inclusive o de milho, ganha força no País. Ele combina viabilidade econômica, menor impacto ambiental e vantagem logística, especialmente no Cerrado.

    “Neste momento, a proposta não é substituir o diesel. A ideia é oferecer uma alternativa complementar, capaz de reduzir custos e emissões”, explica Cavalcanti.

    Ao mesmo tempo, a empresa segue investindo em eficiência energética. Já a eletrificação avança com cautela. Em máquinas de alta potência, ainda há desafios, como peso das baterias e tempo de recarga.

    Nesse contexto, o projeto do trator a etanol ganha relevância. Em um mercado instável e com combustível caro, a tendência é clara: mais tecnologia, mais eficiência e novas fontes de energia para sustentar o agro.

  • Inovações no campo e novas tecnologias são destaque em Campinas

    Inovações no campo e novas tecnologias são destaque em Campinas

    Na manhã desta segunda-feira (23), em Campinas (SP), inovações no agro e novas tecnologias foram apresentadas durante a Casa John Deere, evento considerado o maior momento de lançamentos da companhia no Brasil. Realizado ao lado do Centro de Distribuição de Peças para a América do Sul (SA-PDC), próximo ao Aeroporto de Viracopos, o encontro reuniu executivos, clientes e parceiros para mostrar mais de 20 novidades voltadas ao agronegócio e à construção, com foco em conectividade, eficiência operacional e sustentabilidade.

    Participaram da apresentação Alfredo Miguel Neto – Diretor de Assuntos Corporativos & Comunicações para a América Latina; Rodrigo Bonato – Vice-presidente de Vendas e Marketing para a América Latina; Cristiano Correia – Vice-presidente de Sistemas de Produção para a América Latina e Vice-presidente Global de Cana-de-Açúcar e Valério Wagner – Diretor de Marketing para a América Latina. Eles detalharam a estratégia da empresa para ampliar o uso de tecnologia no campo brasileiro.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    “A Casa John Deere é o espaço de todos que fazem a agricultura brasileira progredir. O Brasil evoluiu, nos últimos 50 anos, 580% na produção de grãos, com expansão de área de apenas 140%”, afirmou Alfredo Miguel Neto. Segundo ele, o avanço está diretamente ligado ao investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação. “O País é um laboratório a céu aberto de sustentabilidade para o mundo”, completou.

    Máquinas e tecnologia impulsionam inovações no agro

    Protótipo 8R movido a etanol – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Entre os principais lançamentos estão os tratores da série 8R, desenvolvidos para operações de alta escala, e a nova linha de pulverizadores 400R, que amplia a precisão e reduz desperdícios. Além disso, a empresa apresentou soluções digitais que conectam máquinas e dados em tempo real, fortalecendo o conceito de agricultura inteligente.

    No campo da sustentabilidade, o destaque ficou para o protótipo de trator 8R movido a etanol. A tecnologia propõe independência energética, redução de custos com combustível e menor emissão de CO₂ em comparação ao diesel. Ao mesmo tempo, mantém desempenho semelhante ao das máquinas tradicionais.

    A solução ainda cria um ciclo produtivo integrado. O etanol utilizado no equipamento estimula a própria cadeia produtiva do combustível, com aplicação tanto na cana-de-açúcar quanto em lavouras de grãos. Dessa forma, reforça o papel do Brasil na transição energética.

    Além disso, a companhia apresentou o JDLink Boost, sistema de conectividade via satélite. A ferramenta permite transmissão contínua de dados mesmo em regiões sem cobertura celular. Com isso, o produtor passa a monitorar operações em tempo real por meio do Operations Center, plataforma digital da marca.

    Destaques técnicos: eficiência da pulverização à colheita

    Na pulverização, a série 400R incorpora o sistema See & Spray, que identifica plantas daninhas e aplica defensivos apenas onde necessário. Dessa maneira, reduz o uso de insumos e aumenta a eficiência da operação. As máquinas também trazem melhorias estruturais, como maior capacidade de tanque, barras de até 40 metros e automação de condução.

    Pulverizador 440R – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Já na colheita, a série S4 reforça o conceito de tecnologia no campo. A colheitadeira oferece piloto automático, monitoramento em tempo real e integração com sistemas digitais. Além disso, apresenta ganhos em ergonomia e qualidade dos grãos, com redução de perdas durante a operação.

    Para pequenos produtores, o portfólio também ganhou reforço. O trator 3041E surge como alternativa acessível e versátil, com baixo custo operacional e facilidade de manobra. O modelo atende atividades diversas, como hortifrúti, pecuária e serviços gerais, ampliando o acesso às inovações no agro.

    Conectividade e dados ampliam a produtividade

    A conectividade foi um dos pilares do evento. Segundo a empresa, o uso de inteligência artificial e análise de dados permite maior previsibilidade das safras e redução de custos operacionais. Nesse sentido, a integração entre máquinas e plataformas digitais se torna essencial para a tomada de decisão no campo.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Além disso, soluções de agricultura de precisão foram apresentadas para modernizar equipamentos já em operação. Com menor investimento inicial, produtores podem adotar tecnologias como piloto automático e controle de insumos, aumentando a eficiência sem necessidade de troca de máquinas.

    Parceria financeira e acesso à tecnologia

    Outro destaque foi a atuação do Banco John Deere em parceria com o Bradesco. As instituições oferecem condições especiais de financiamento para aquisição de máquinas, peças e serviços.

    As linhas contemplam diferentes perfis de produtores, com opções em reais e dólar. Dessa forma, ampliam o acesso às tecnologias apresentadas durante o evento e facilitam a modernização das operações agrícolas.

    Experiência e relacionamento com o produtor

    Com mais de 40 mil metros quadrados, a Casa John Deere foi estruturada como uma experiência imersiva. O espaço reúne máquinas, soluções digitais, conteúdos técnicos e áreas de interação. A expectativa é receber mais de 7 mil participantes ao longo da programação.

    Telão permitirá experiência imersível – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Além disso, a Loja John Deere integra a jornada do visitante, com produtos, serviços e ações de pós-venda. O espaço reforça o relacionamento com o cliente e amplia a presença da marca no dia a dia do produtor.

    Ao final, a empresa destacou sua estratégia de longo prazo no Brasil. O foco está na ampliação das inovações no agro, com investimentos contínuos em tecnologia, conectividade e sustentabilidade. A proposta é consolidar o País como referência global em produtividade no campo.

  • Centro de formação rural deve capacitar 7 mil por ano no RS

    Centro de formação rural deve capacitar 7 mil por ano no RS

    A Case IH, marca da CNH Industrial, e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Rio Grande do Sul (Senar-RS) anunciaram uma parceria para ampliar o projeto Formação de Alta Performance. A iniciativa inclui a criação de um novo Centro de Formação Profissional Rural na cidade de Hulha Negra, com estrutura voltada à qualificação de operadores e técnicos do agronegócio. O anúncio foi formalizado durante a Expodireto Cotrijal 2026, realizada em Não-Me-Toque.

    O encontro que oficializou a cooperação reuniu o superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli; o diretor comercial da Case IH Brasil, Denny Perez; e o gerente de Treinamentos da Case IH para a América Latina, Gabriel Vieira. A parceria busca responder a uma demanda crescente do setor por profissionais qualificados para operar equipamentos agrícolas cada vez mais tecnológicos.

    Segundo Perez, a capacitação profissional tornou-se um desafio estratégico para o agronegócio. “Sabemos das dificuldades que nossos clientes têm para encontrar mão de obra comprometida. Por isso, buscamos ampliar cada vez mais nosso projeto de capacitação profissional. O Senar tem sido um parceiro importante nesse processo. Fortalecer o ensino de qualidade é essencial para garantir produtividade, segurança operacional e alta performance no cenário atual”, afirmou.

    Condorelli destacou que a iniciativa reforça o papel da formação técnica no campo. “Nesse sentido, uma parceria com a Case IH representa um avanço importante para preparar profissionais capazes de operar máquinas e tecnologias de última geração. Nosso objetivo é oferecer capacitação conectada às necessidades do produtor rural e às transformações que o agronegócio vem vivendo”, disse.

    Estrutura e formação técnica

    O novo centro de formação contará com uma área total de quase 36 hectares. Dentro desse espaço, a Case IH terá uma área exclusiva dedicada ao treinamento técnico. O local deverá reunir infraestrutura para aulas teóricas e práticas, incluindo áreas destinadas à operação e ao manejo de máquinas agrícolas.

    Além disso, a previsão é que o complexo comece a operar ainda no primeiro semestre deste ano. O modelo de capacitação prevê suporte completo aos alunos, com transporte, alimentação, hospedagem e organização pedagógica oferecidos pela instituição. A estimativa é atender cerca de 7 mil estudantes por ano.

    Entre os equipamentos disponíveis para treinamento estarão máquinas da nova geração da marca, como a colheitadeira Axial-Flow Série 160 Automation, o pulverizador Patriot Série 50, além de drones de aplicação e tratores das linhas Farmall tractor series, Puma tractor series e Magnum tractor series.

    Foto: Reprodução/ Divulgação CASE IH

    De acordo com Perez, a companhia pretende investir aproximadamente R$ 9 milhões nesta fase do projeto, incluindo máquinas, tecnologias e a disponibilização de equipes técnicas para formar instrutores na região. “A Case IH assume como missão preparar o mercado de trabalho para toda essa tecnologia que entrega ao produtor rural”, afirmou.

    Expansão do projeto de capacitação

    O programa Formação de Alta Performance faz parte da estratégia da empresa para ampliar a qualificação profissional no setor agrícola. A marca já realizava treinamentos voltados aos clientes por meio da rede de concessionárias, mas decidiu expandir o modelo para a sociedade em 2022.

    Naquele ano, a companhia firmou uma parceria com o Senai e o Senar no estado de Mato Grosso, dando início à nova fase do projeto. Dois anos depois, em 2024, a iniciativa chegou ao estado de São Paulo, onde a empresa mantém duas fábricas estratégicas localizadas em Sorocaba e Piracicaba. As unidades produzem, respectivamente, colheitadeiras de grãos e a linha completa de colhedoras de cana-de-açúcar da marca para o mercado global.

    Até o momento, mais de 5 mil pessoas já foram capacitadas. Com isso, a expectativa é ampliar a oferta de qualificação no Sul do País. A expectativa é que a nova unidade em Hulha Negra amplie a oferta de qualificação técnica no Sul do País e contribua para formar profissionais preparados para lidar com a crescente complexidade tecnológica do agronegócio.

  • Tecnologia de grandes máquinas chega ao pequeno produtor

    Tecnologia de grandes máquinas chega ao pequeno produtor

    A tecnologia que antes era restrita a máquinas de grande porte começa a ganhar espaço também nas propriedades menores. Durante a 26ª Expodireto Cotrijal, realizada em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, a Massey Ferguson apresentou três novas séries de tratores que ampliam o acesso a recursos de agricultura de precisão para produtores de diferentes perfis.

    Os lançamentos incluem modelos voltados desde pequenas propriedades até operações de maior escala. Entre os destaques estão sistemas de piloto automático, telemetria e monitoramento remoto embarcados diretamente de fábrica, tecnologias que até poucos anos atrás estavam disponíveis apenas em máquinas de alta potência.

    Segundo a empresa, a estratégia é tornar os recursos digitais cada vez mais presentes no dia a dia da agricultura brasileira, independentemente do tamanho da propriedade.

    “Estamos lançando três séries novas de tratores aqui na Expodireto. A proposta é atender desde o pequeno produtor até operações maiores, com máquinas versáteis e tecnologia embarcada”, explica Eder Pinheiro, coordenador de marketing de produto tratores da marca.

    Novas séries ampliam acesso à tecnologia

    Entre as novidades apresentadas está a série MF 3700, voltada principalmente a produtores de menor escala. Os modelos possuem 75 e 85 cavalos de potência e foram projetados para atividades variadas no campo.

    Segundo Pinheiro, a proposta é oferecer uma máquina versátil, capaz de atender diferentes etapas do ciclo produtivo.

    “É um trator pensado no pequeno produtor que precisa de uma máquina mais versátil, um trator ‘faz tudo’, que ele vai utilizar desde o preparo de solo até o plantio e outras operações da propriedade”, afirma.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Os modelos podem contar com transmissões de 15 por 15 ou 30 por 15 marchas, oferecendo maior flexibilidade de uso conforme a necessidade da propriedade.

    Outro destaque da marca na feira é a nova série MF 5M, considerada um lançamento nacional apresentado pela primeira vez durante a Expodireto.

    Os tratores dessa linha possuem potências entre 105 e 145 cavalos e chegam ao mercado para substituir duas séries já consolidadas da fabricante: MF 5700 e MF 6700.

    De acordo com o coordenador da empresa, a nova geração mantém características que já eram bem avaliadas pelos produtores.

    “Mantivemos pontos que o agricultor já aprovava, como a transmissão 12×12 com reversão eletro-hidráulica. Uma novidade importante é o motor de quatro cilindros em um trator de 105 cavalos, que era uma demanda recorrente dos produtores”, destaca.

    Outro diferencial da série é a vazão hidráulica de até 100 litros por minuto, que permite operar diversos tipos de implementos agrícolas com maior eficiência.

    Além disso, os modelos já podem sair de fábrica equipados com piloto automático hidráulico, tecnologia que contribui para maior precisão nas operações agrícolas.

    Segundo a fabricante, o sistema ajuda a reduzir sobreposições de linhas de trabalho e melhora o rendimento operacional, além de favorecer a economia de combustível no dia a dia da propriedade.

    Série MF 6M mira operações mais exigentes

    A terceira linha apresentada na feira é a MF 6M, voltada a operações que demandam maior potência e robustez.

    Os modelos trabalham na faixa de 160 a 190 cavalos de potência e contam com motores de quatro cilindros e transmissão automática.

    De acordo com Pinheiro, o sistema permite maior eficiência durante o trabalho no campo.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    “A transmissão automática trabalha com três marchas e pode operar em rotação fixa. O trator identifica a melhor marcha para aquela condição de trabalho, o que também contribui para a economia de combustível”, explica.

    Com isso, a série atende propriedades que exigem maior capacidade operacional, como grandes áreas de cultivo ou atividades agrícolas intensivas.

    Tecnologia como tendência no campo

    O conjunto de lançamentos reforça uma tendência cada vez mais evidente no agronegócio: a ampliação do acesso às tecnologias de agricultura de precisão.

    Ao incorporar sistemas digitais e recursos de conectividade em máquinas de diferentes categorias, fabricantes buscam atender produtores de variados perfis, desde pequenas propriedades familiares até grandes operações agrícolas.

    Na avaliação da empresa, essa evolução tecnológica tende a impactar diretamente a produtividade e a eficiência das lavouras.

    A expectativa do setor é que, nos próximos anos, ferramentas como piloto automático, monitoramento remoto e análise de dados passem a fazer parte da rotina de um número cada vez maior de produtores brasileiros.

  • Sem o agro, balança comercial do Brasil não se sustenta

    Sem o agro, balança comercial do Brasil não se sustenta

    Fundada em 15 de dezembro de 1970 por 42 agricultores em Cascavel, no Oeste do Paraná, a  Cooperativa Agroindustrial de Cascavel (Coopavel) nasceu com o objetivo de concentrar a produção de grãos da região. Ao longo de mais de cinco décadas, a cooperativa cresceu, expandiu sua atuação e hoje figura entre as 20 maiores empresas do agronegócio brasileiro, segundo a Revista Exame. Atualmente, conta com 33 filiais distribuídas em 23 municípios do Oeste e Sudoeste paranaense.

    Esse crescimento também se reflete na Show Rural Coopavel. Durante a 38ª edição do evento, realizada de 9 a 13 de fevereiro de 2026, a feira voltou a bater recordes históricos de público. Somente na quarta-feira (11), 115.088 pessoas passaram pelo parque tecnológico, o maior número já registrado em um único dia. Até a quinta-feira (12), o evento somou 368.824 visitantes, superando antes do encerramento a meta inicial de 360 mil pessoas.

    Tecnologia é a chave para o produtor avançar

    Durante entrevista coletiva, o diretor-presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, reforçou que o produtor rural precisa, cada vez mais, de tecnologia para continuar avançando. Segundo ele, o Sul do Brasil não dispõe de novas fronteiras agrícolas. “Não temos para onde crescer em área. Portanto, o crescimento precisa vir da produtividade, no mesmo espaço”, afirmou.

    Nesse contexto, a Show Rural cumpre um papel estratégico. De acordo com Grolli, mais de 700 empresas demonstraram interesse em participar da edição de 2026. No entanto, o espaço físico exigiu escolhas. “As empresas que já participam têm preferência, mas também abrimos espaço para novas, desde que tragam algo que ainda não temos. Fizemos uma sinergia entre esses dois interesses”, explicou.

    A expectativa inicial era receber entre 360 mil e 400 mil visitantes ao longo dos cinco dias. No entanto, com o ritmo registrado, a feira deve ultrapassar 420 mil pessoas, superando os 407 mil visitantes de 2025.

    Negócios, investimentos e abertura para famílias

    Além do público, os negócios também avançaram. Segundo o presidente, a feira já atingiu cerca de metade do volume esperado, estimado entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões em negócios. Outro destaque foi a abertura no domingo, pensada para atrair famílias. Nesse dia, cerca de 40 mil pessoas visitaram o parque.

    Ao falar do cenário nacional, o presidente da Coopavel destacou que o Brasil planta entre 84 e 85 milhões de hectares, em um território de 853 milhões. “Temos áreas disponíveis, tecnologia e inovação para crescer”, afirmou. A produção de grãos para a safra 2025/26 está estimada em 353 milhões de toneladas.

    Agro sustenta a economia brasileira

    Grolli também ressaltou o peso do agronegócio na economia. Em 2025, o setor respondeu por mais de US$ 170 bilhões em exportações, enquanto as importações ficaram em torno de US$ 22 bilhões. “É o agro que está segurando a balança comercial brasileira”, destacou.

    Diretor-presidente da Coopavel, Dilvo Grolli – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Atualmente, o agronegócio representa entre 25% e 30% da economia nacional, com forte impacto na geração de empregos e na distribuição de renda. Para ele, o país precisa avançar na agregação de valor. “Precisamos produzir grão, mas também transformar esse grão em carne, proteína e alimentos”, pontuou.

    Juros, logística e expectativas para o Plano Safra

    Entre as principais preocupações do setor, Dilvo Grolli citou os juros elevados, os custos logísticos, a carga tributária e o cenário geopolítico internacional. Ainda assim, ele vê perspectiva de melhora. Com a taxa Selic em 15% ao ano, há expectativa de queda para cerca de 12% até dezembro de 2026.

    Esse movimento deve impactar o próximo Plano Safra 2026/27. Segundo Grolli, a tendência é de redução de 1 a 2 pontos percentuais nos juros. “O produtor precisa pesquisar, cotar, negociar e se enquadrar da melhor forma para reduzir o custo financeiro”, orientou.

    Crescimento da Coopavel e visão de futuro

    A Coopavel encerrou 2025 com crescimento de 19%. Para 2026, a meta é manter avanço entre 15% e 20%. Esse desempenho está ligado ao lançamento de novos produtos, abertura de filiais e investimentos que somaram R$ 477 milhões no último ano. Para este ano, o planejamento prevê cerca de R$ 400 milhões.

    Segundo Grolli, investir exige equilíbrio. “O investimento sobe, depois precisa de um período de maturação. Se não respeitar esse tempo, pode gerar problemas de caixa”, alertou.

    Ao comparar o desempenho do agro com o restante da economia, o dirigente foi direto. Enquanto o PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025 e as projeções gerais variam entre 1,8% e 2%, o agronegócio avançou cerca de 6%. “O agro está no melhor caminho. Não podemos ficar parados esperando que algo caia do céu”, concluiu.

  • Corteva leva soluções completas ao produtor na Show Rural

    Corteva leva soluções completas ao produtor na Show Rural

    A Corteva Agriscience levou à 38ª edição da Show Rural Coopavel, realizada de 9 a 13 de fevereiro, em Cascavel (PR), um conjunto de soluções pensadas para facilitar a rotina do produtor rural e melhorar os resultados da lavoura. Durante o evento, a empresa apresentou tecnologias em sementes, defensivos químicos e biológicos, além de ferramentas voltadas às Boas Práticas Agrícolas e ao manejo de pastagens.

    O Paraná, segundo maior produtor de grãos do País, deve registrar crescimento superior a 1% na produção da safra 2025/26, segundo a Conab. Diante desse cenário, a presença da Corteva na feira reforçou a importância de investir em tecnologia para manter produtividade e rentabilidade no campo.

    Com um estande de cerca de 5 mil metros quadrados, sendo 1 mil de área construída e 4 mil de campo demonstrativo, a empresa mostrou, na prática, como suas soluções atuam desde o planejamento do plantio até a colheita. A proposta foi aproximar a tecnologia da realidade diária do agricultor.

    Segundo Felipe Daltro, diretor de Marketing e Efetividade Comercial da Corteva para Brasil e Paraguai, o foco da companhia é apoiar a tomada de decisão no campo. “O produtor precisa de soluções que funcionem na prática. Por isso, trabalhamos com tecnologias integradas, que entregam resultado e segurança”, afirmou.

    Conhecimento técnico aliado à tecnologia

    Além dos produtos, a Corteva apostou fortemente em capacitação. Ao longo da feira, dois espaços receberam palestras sobre manejo de pragas, doenças, plantas daninhas, tratamento de sementes e uso de biológicos. Dessa forma, o produtor teve acesso a informação técnica aplicada à realidade da lavoura.

    Também houve experiências imersivas, como cinema e realidade virtual, que mostraram a jornada do agricultor desde antes do plantio. Assim, os visitantes puderam entender como cada decisão impacta o desempenho da cultura ao longo do ciclo.

    De acordo com Carlos Landerdal, diretor de Marketing para Proteção de Cultivos e Biológicos da Corteva Brasil e Paraguai, informação e produto caminham juntos. “Quando o produtor entende o modo de ação das tecnologias, ele consegue extrair mais produtividade e reduzir riscos”, explicou.

    Sementes, biológicos e proteção no centro da estratégia

    No segmento de sementes, a Brevant Sementes apresentou seu portfólio completo de milho, com híbridos adaptados às condições do Paraná. Já a Pioneer, que completa 100 anos no mundo e mais de 50 no Brasil, levou materiais voltados ao alto teto produtivo e à estabilidade, especialmente para a safrinha.

    Enquanto isso, a Cordius destacou suas cultivares de soja com as tecnologias Enlist E3 e Conkesta E3. Essas soluções ajudam no controle de plantas daninhas resistentes e no manejo de lagartas, desafios cada vez mais comuns nas lavouras do Estado.

    Executivos da Corteva durante apresentação na 38ª Show Rural Coopavel

    O Sistema Enlist, por exemplo, foi apresentado como aliado no controle do picão-preto, invasora que já apresenta resistência ao glifosato e pode causar perdas severas. Dessa maneira, o manejo correto contribui diretamente para a rentabilidade da soja.

    Na área de biológicos, a Corteva reforçou sua liderança com soluções como o Utrisha N, que auxilia no fornecimento de nitrogênio às plantas. A empresa utilizou realidade aumentada para explicar o funcionamento do produto, facilitando o entendimento do produtor.

    Por fim, a Linha Pastagem mostrou tecnologias voltadas à recuperação de áreas degradadas, com destaque para os herbicidas Navius e Juvix. Segundo Anelcindo Souza Jr., líder comercial da Área Sul do Brasil e Paraguai, pastagens bem manejadas resultam em mais produtividade no rebanho e melhor retorno ao pecuarista. No encerramento, a Corteva apresentou o Programa Lidera, que amplia o poder de compra do produtor por meio de pontos e benefícios.

  • Cargill troca estimativa por precisão no manejo da ração

    Cargill troca estimativa por precisão no manejo da ração

    A Cargill Nutrição e Saúde Animal apresentou ao mercado brasileiro o Cargill FeedView powered by BinSentry, solução digital voltada à gestão inteligente da ração em sistemas de produção de aves e suínos. O lançamento foi detalhado em entrevista coletiva com Celso Mello, diretor-geral da Cargill Nutrição Animal Latam, e Ana Paula Maia, gerente de Soluções Digitais da companhia. Na ocasião, os executivos reforçaram a estratégia da empresa de apoiar o produtor rural com tecnologia, dados e acompanhamento técnico.

    A ferramenta integra hardware, software em nuvem e consultoria especializada. Com isso, permite que produtores e indústrias acompanhem, em tempo real, o estoque e o consumo de ração, do planejamento da fábrica até o cocho. O objetivo é claro: reduzir perdas, evitar falhas de abastecimento e apoiar decisões mais precisas em um dos principais custos da produção animal, que pode representar até 70% do custo total.

    Gestão da ração baseada em dados

    Desenvolvido em parceria com a BinSentry, o sistema utiliza sensores de imagem 3D de alta precisão, instalados diretamente nos silos de ração. Esses sensores se conectam a uma plataforma inteligente em nuvem, que oferece visibilidade instantânea dos níveis de ração, previsões de consumo, alertas de desabastecimento e relatórios personalizados.

    Além disso, a tecnologia reduz a dependência de medições manuais e elimina decisões baseadas apenas em estimativas. Essa prática ainda é comum em muitas granjas, onde o produtor recorre a métodos empíricos, como bater no silo para identificar o nível de ração. Dessa forma, o FeedView permite trabalhar com informações confiáveis, atualizadas e acessíveis, fortalecendo o planejamento da produção e da logística.

    Segundo Celso Mello, o FeedView representa um avanço relevante na gestão da cadeia de ração. “Estamos falando de uma solução que conecta fábrica, logística e granja, colocando o dado no centro das decisões e ajudando o produtor a ganhar eficiência de forma consistente”, destacou durante a coletiva.

    Ana e Celso durante apresentação do novo sistema de monitoramento – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Tecnologia de precisão no silo

    Na prática, o sistema possibilita controlar o estoque de ração com até 98% de precisão. Esse desempenho é alcançado graças a sensores com carregamento solar, câmera 3D autolimpante e mais de nove mil pontos de leitura por silo. A comunicação ocorre via LTE-M ou wi-fi, o que garante estabilidade e atualização contínua das informações.

    Além disso, a plataforma permite criar alertas automáticos para falta ou excesso de ração e gerar relatórios por granja, lote ou unidade produtiva. Esses dados apoiam o planejamento de entregas, reduzem pedidos emergenciais e contribuem para uma operação mais organizada e previsível.

    Resultados comprovados no campo

    Em operações já monitoradas pela tecnologia, os resultados são expressivos. Os dados apontam redução de até 75% nos eventos de falta de ração. Também indicam queda de até 80% em sobras e retornos, diminuição de 95% nos pedidos de urgência e redução de 15% nas entregas. Esses números geram impacto direto nos custos logísticos e na eficiência industrial.

    Além do ganho operacional, o FeedView ajuda a evitar misturas de fases, sobras e falhas de abastecimento. Com isso, favorece o uso mais eficiente dos nutrientes, melhora a conversão alimentar e amplia a segurança na oferta de aditivos e medicamentos nos momentos corretos da produção.

    Abordagem consultiva e suporte ao produtor

    Mais do que uma plataforma tecnológica, o Cargill FeedView conta com um modelo consultivo estruturado. A solução é sustentada por especialistas em nutrição, produção animal, fábrica de ração e logística. O acompanhamento começa na prova de valor e segue até a implementação em escala, sempre com foco na captura efetiva de resultados.

    A metodologia inclui diagnóstico, definição de indicadores, implantação gradual, treinamento das equipes e apoio à gestão da mudança. Dessa forma, envolve todos os elos da operação, do nutricionista ao produtor, passando por logística, planejamento e TI.

    Para Ana Paula Maia, líder de soluções digitais da Cargill Nutrição e Saúde Animal, a proposta é transformar a rotina no campo. “O Cargill FeedView inaugura uma nova jornada na gestão da cadeia de ração, em que as decisões deixam de ser baseadas em suposições e passam a ser orientadas por dados. Isso se traduz em menos desperdício, mais eficiência e bem-estar animal, com retorno claro sobre o investimento”, afirmou.

    Histórico e expansão no Brasil

    A tecnologia que sustenta o FeedView já está presente em cerca de 80 empresas na América do Norte, com mais de 50 mil sensores ativos. Ao longo do tempo, acumulou um histórico consistente de ganhos operacionais. No Brasil, a Cargill Nutrição e Saúde Animal pretende expandir gradualmente a oferta da solução para diferentes segmentos da cadeia de proteína animal.

  • Drones transformam rotinas e ampliam a rentabilidade no campo

    Drones transformam rotinas e ampliam a rentabilidade no campo

    O avanço dos drones agrícolas tem remodelado práticas no campo e ampliado a produtividade das lavouras brasileiras. Desde a regulamentação em 2021, o número de aeronaves agrícolas em operação saltou de cerca de 3 mil para 35 mil, segundo estimativa da Associação Brasileira de Empresas de Drones (ABDrone) e da Schroder Consultoria Agro. O ritmo de crescimento indica uma profissionalização contínua, impulsionada pela busca por eficiência, redução de custos e maior precisão nas operações.

    Com o objetivo de orientar produtores e operadores sobre como garantir o melhor desempenho das aeronaves, o Portal Agro em Campo, conversou com Matias Lazarotto, fundador da AgroAcademy — uma das maiores escolas de pilotos agrícolas do Brasil.

    Lazarotto reuniu sete recomendações essenciais para quem está começando ou deseja qualificar a operação. As respostas destacam a importância de técnica, planejamento e adaptação às novas funcionalidades dos drones.

    7 pilares para uma operação agrícola de sucesso com drones

    Qual é o primeiro passo para melhorar a eficiência dos drones na lavoura?

    É fundamental conhecer profundamente o equipamento e suas configurações. Não basta comprar um drone e começar a pulverizar. É como usar um celular moderno: é preciso explorar funções, personalizar, ajustar e adaptar para cada cenário. Os acessórios fazem muita diferença, como kits de bicos que permitem variar o tamanho da gota ou agitadores de cauda que facilitam a mistura dos produtos.

    Como adaptar a operação ao tipo de cultura e ao terreno?

    Cada cultura exige um tipo específico de aplicação, com janelas e características próprias. Uma lavoura de soja é totalmente diferente de uma lavoura de café, por exemplo. Terrenos acidentados também exigem planos de voo distintos, e softwares de mapeamento ajudam muito. O ideal é entender profundamente a cultura e ajustar o drone à realidade do local.

    Qual é o peso das condições climáticas no desempenho da operação?

    O clima é decisivo. Ventos fortes, chuva e altas temperaturas podem prejudicar a pulverização e até danificar a aeronave. Ainda há quem trabalhe “no olho”, mas isso traz risco. Hoje existem softwares capazes de monitorar o clima em tempo real e emitir alertas. Em dias quentes demais, quando a pulverização perde eficiência, o drone pode ser usado para outras funções, como aplicação de fertilizantes.

    Por que o planejamento operacional deve anteceder cada aplicação?

    Planejar melhora a velocidade, a segurança e a rentabilidade. O operador precisa definir o melhor ponto de posicionamento para reduzir deslocamentos do drone. Também é essencial preparar uma estrutura eficiente de pouso, recarga e reabastecimento. Quanto mais organizado for esse processo — quase como um pit stop de Fórmula 1 — maior será o rendimento por hectare.

    Como a manutenção interfere no desempenho do equipamento?

    Manutenção e higienização adequadas são indispensáveis. O drone precisa de cuidado no manejo, no transporte e, principalmente, na limpeza. Por lidar com químicos, o tanque e os acessórios exigem uma tríplice lavagem para evitar resíduos. O mesmo vale para bateria e bicos. Muitos operadores não fazem isso corretamente, e isso reduz a vida útil do equipamento.

    Quais regras precisam ser seguidas para operar dentro da legislação?

    Drones não são brinquedos. Eles exigem responsabilidade, atenção e cumprimento das normas. Operador e aeronave precisam ser registrados na Anac e no Ministério da Agricultura. Também é obrigatório fazer o Curso de Aplicação Aeroagrícola Remota (CAAR) em instituição homologada.

    Além disso, cada voo exige autorização e relatórios de operação. A segurança vem sempre em primeiro lugar.

    Por que investir em especialização e atualização constante?

    A tecnologia evolui rápido e exige operadores preparados. Depois do CAAR, há caminhos de especialização, como cursos de mapeamento de terrenos, que permitem aplicações mais precisas e localizadas.

    O mercado está aquecido, a mão de obra ainda é escassa e quem se especializa aumenta muito as chances de empregabilidade.

    Reprodução/ Divulgação

    Carreira em alta e formação profissional aquecida

    A demanda por pilotos cresce em ritmo acelerado. Com milhares de drones registrados no país e expansão da pulverização aérea remota, produtores relatam dificuldade para encontrar profissionais qualificados — especialmente em regiões como o Mato Grosso.

    O salário médio atual gira entre R$ 5 mil e R$ 6 mil, com possibilidade de comissões por hectare aplicado.

    A formação profissional acompanha esse crescimento. Cursos como o CAAR + Piloto de Drone reúnem certificações exigidas pela legislação e ampliam as perspectivas de atuação.

    São módulos teóricos e práticos, com acesso permanente ao material didático e possibilidade de certificação em até 24 horas após a prova. Mais de 4 mil pilotos já foram formados nos últimos anos.

    Além do CAAR, existem formações complementares, como o curso de Operador Enterprise, voltado ao uso de drones menores para acompanhamento de culturas, e o curso de manutenção de drones, lançado recentemente.

    A oferta de novos cursos específicos por cultura também está em desenvolvimento para atender a um público cada vez mais especializado.

    A expansão segue acelerada: novos polos estão sendo implementados em diferentes regiões para facilitar o acesso de operadores e produtores rurais que buscam qualificação.