Tag: tecnologia no campo

  • Hortitec reúne inovações para o futuro da horticultura

    Hortitec reúne inovações para o futuro da horticultura

    A Hortitec 2026 reunirá 520 empresas brasileiras e estrangeiras para apresentar soluções voltadas à horticultura, cultivo protegido e culturas intensivas. O evento ocorrerá entre os dias 17 e 19 de junho, em Holambra (SP).

    A organização espera receber cerca de 32 mil visitantes. Além disso, a feira projeta movimentar R$ 750 milhões em negócios durante e após o evento.

    As empresas levarão ao público tecnologias voltadas à automação, sustentabilidade, produtividade, rastreabilidade e saudabilidade. Essas áreas concentram os principais desafios enfrentados pelos produtores de hortifrúti no Brasil.

    De olho no consumidor

    O setor também acompanha mudanças no comportamento do consumidor. Atualmente, cresce a procura por alimentos saudáveis, nutritivos e práticos para o dia a dia. Por isso, produtos frescos, higienizados e prontos para consumo ampliam participação na cesta de compras dos brasileiros.

    Entre os destaques da feira, a Embrapa e a Isla Sementes apresentarão novas cultivares de Plantas Alimentícias Não Convencionais (Pancs). As variedades Bertalha BRS Tereverde e Caruru Verde BRS Ilekalu combinam valor nutricional, praticidade e apelo visual.

    Nova batata-doce

    A Embrapa Clima Temperado também lançará a batata-doce BRS BC179 Prenda. A cultivar possui alto teor de carotenoides e elevada produtividade.

    Flores

    Na floricultura, a tecnologia ganhará espaço com a Classificadora Inteligente de Flores. A solução utiliza visão artificial e inteligência artificial para classificar, cortar e embalar flores automaticamente. Segundo os expositores, a tecnologia aumenta a eficiência operacional e reduz impactos da escassez de mão de obra no campo.

    O setor também apresentará novas variedades ornamentais. A Bio Plugs exibirá uma Gérbera com flores duplas e gigantes, hastes resistentes e longo ciclo produtivo.

    Outro lançamento será o Girassol sem pólen. O híbrido oferece maior durabilidade, evita sujeira e reduz riscos de alergias respiratórias.

    Hortaliças processadas

    No segmento de hortaliças processadas, empresas apostam em variedades adaptadas ao mercado de produtos frescos e higienizados.

    A Enza Zaden lançará a alface Harumi. A variedade apresenta alta uniformidade e excelente rendimento para processamento.

    Já a Sakata apresentará a alface Bella Folha. A cultivar é a primeira alface crespa desenvolvida especificamente para o mercado de processamento.

    Fertilizantes e defensivos

    No setor de fertilizantes e defensivos, a biotecnologia reforçará a busca por sistemas produtivos mais sustentáveis.

    Entre as novidades, o RadiSanPro se destaca por estimular o desenvolvimento das raízes e fortalecer os mecanismos naturais de defesa das plantas.

    Com lançamentos voltados à eficiência e à sustentabilidade, a Hortitec 2026 reforça seu papel como uma das principais vitrines de inovação para a horticultura brasileira.

     

     

     

     

  • Controle de amônia pode gerar R$ 2 bilhões por ano à avicultura

    Controle de amônia pode gerar R$ 2 bilhões por ano à avicultura

    A adoção de tecnologias voltadas ao controle da amônia em aviários pode injetar cerca de R$ 2 bilhões anuais na economia da avicultura brasileira. A estimativa faz parte de um estudo desenvolvido pela Dux Grupo, que aponta a melhoria da ambiência nas granjas como fator decisivo para aumentar a produtividade, reduzir perdas sanitárias e ampliar a competitividade do Brasil nos mercados internacionais.

    Segundo o levantamento, a redução da concentração de gases tóxicos nos ambientes de criação impacta diretamente o desempenho das aves. As validações realizadas em campo indicaram ganho médio de 60 gramas de peso vivo por animal criado em condições controladas. Quando projetado para o volume nacional de abates, estimado em aproximadamente 7 bilhões de aves em 2026, o resultado representa centenas de milhões de quilos adicionais de carne produzidos ao longo do ano.

    O estudo destaca que esse incremento ocorre sem a necessidade de ampliar áreas de produção ou elevar proporcionalmente os custos com alimentação. O que favorece a rentabilidade dos produtores e a eficiência da cadeia produtiva.

    Impactos sanitários e comerciais

    Além dos ganhos em produtividade, o controle da amônia contribui para reduzir problemas sanitários que afetam a qualidade final dos produtos. Entre eles está a pododermatite, conhecida popularmente como calo nas patas, condição agravada pela umidade excessiva e pelas altas concentrações de amônia presentes na cama dos aviários.

    De acordo com a Dux Grupo, a neutralização dos gases pode diminuir a incidência dessas lesões entre 5% e 17,5%. O resultado tem reflexos diretos na comercialização internacional, especialmente em mercados asiáticos, como a China, que exigem elevados padrões de qualidade e integridade das patas para importação.

    Além disso, a redução das lesões diminui perdas por condenações e agrega valor aos produtos exportados. Dessa forma, a melhoria da ambiência passa a ser vista não apenas como uma questão de bem-estar animal. Mas também como estratégia econômica para o setor.

    Química verde como aliada da produção

    Os resultados observados no estudo estão relacionados ao uso de tecnologias baseadas nos princípios da química verde. Diferentemente de soluções que apenas reduzem o odor dos aviários, os processos analisados atuam na decomposição molecular da amônia, neutralizando sua toxicidade e reduzindo os impactos sobre animais, trabalhadores e meio ambiente.

    A tecnologia utiliza compostos biodegradáveis capazes de promover a neutralização química dos gases sem provocar saturação química nos galpões. Com isso, a produção se torna mais alinhada às exigências globais de sustentabilidade, governança ambiental e bem-estar animal.

    “Tecnologias como o Amonix, solução que lançaremos este ano no Brasil, são o resultado prático e direto desses estudos de viabilidade, projetadas para oferecer ao mercado uma ferramenta de alta performance que une rentabilidade e sustentabilidade”, afirma Spaziani.

    Segundo o executivo, o objetivo é transformar desafios ambientais e químicos em oportunidades de crescimento para o agronegócio brasileiro, com resultados mensuráveis para produtores e integradoras.

    A Dux Grupo atua no segmento de química verde e registrou crescimento de 241% entre 2020 e 2025. Atualmente, a empresa está presente em sete países da América Latina e em Portugal. Portanto, ampliando sua participação no agronegócio por meio de soluções voltadas à eficiência operacional, sustentabilidade e produtividade animal

  • AgroBrasília destaca inovação no campo e reforça valor da cafeicultura brasileira

    AgroBrasília destaca inovação no campo e reforça valor da cafeicultura brasileira

    A AgroBrasília 2026, realizada na região do PAD-DF, consolidou-se mais uma vez como uma das principais vitrines de tecnologia e inovação do agronegócio brasileiro. Ao longo do evento, a feira movimentou cerca de R$ 1,5 trilhão e apresentou novidades voltadas tanto à produção agrícola quanto à mobilidade no campo.

    Além das tradicionais máquinas agrícolas, fabricantes aproveitaram a feira para exibir novos modelos de veículos que podem atender diferentes demandas do setor produtivo. Entre os destaques esteve o Chevrolet Sonic equipado com motor turbo, além do caminhão elétrico E-Galaxus, que possui autonomia de 450 quilômetros.

    Embrapa Café leva debate sobre qualidade e inovação à feira

    Dentro da programação da AgroBrasília, a Embrapa Café participou das atividades realizadas na sexta-feira (22), promovendo duas palestras voltadas à qualidade do café, à inovação tecnológica e à valorização da origem dos grãos brasileiros.

    As apresentações ocorreram no estande da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e fizeram referência ao Dia Nacional do Café, celebrado em 24 de maio.

    O evento recebeu os resultados de um diagnóstico sobre a produção cafeeira no Distrito Federal, com foco na estrutura produtiva, qualidade dos grãos e potencial de diferenciação por origem.

    Durante a programação da manhã, a chefe de Inovação e Negócios da Embrapa Café, Renata Silva, apresentou a palestra “Cafés do Brasil: ciência, saberes, diversidade e inovação que transformam territórios”.

    Segundo a pesquisadora, o manejo adequado em todas as etapas da produção, desde a lavoura até o armazenamento, exerce influência direta sobre a qualidade final da bebida. Além disso, esse processo contribui para reduzir problemas relacionados à presença de fungos e toxinas.

    Renata destacou ainda que a diversidade de climas, solos, biomas e sistemas de produção representa um dos principais diferenciais competitivos da cafeicultura brasileira. Por isso, o setor tem investido cada vez mais em estratégias voltadas à agregação de valor.

    Entre essas iniciativas estão os investimentos em processos de pós-colheita, fermentações controladas e na valorização da origem dos cafés, fatores que ampliam o reconhecimento dos produtos brasileiros nos mercados nacional e internacional.

    Como exemplo dos ganhos proporcionados pela inovação, a especialista citou o caso de Rondônia, onde, segundo os dados apresentados, a produtividade média saltou de 7 sacas por hectare para aproximadamente 60 sacas por hectare ao longo de 20 anos.

    Assim, a AgroBrasília reforçou seu papel como espaço de difusão tecnológica e troca de conhecimento, conectando produtores, pesquisadores, empresas e especialistas em torno dos desafios e oportunidades do agronegócio brasileiro.

     

  • SC tem o 5º maior agronegócio do Brasil e lidera país em agroindustrialização

    SC tem o 5º maior agronegócio do Brasil e lidera país em agroindustrialização

    O agronegócio de Santa Catarina voltou a ganhar destaque nacional após a divulgação do Mapa do Agro Catarinense 2026, estudo lançado pela FACISC nesta quinta-feira (28), em Florianópolis. O levantamento revela que o estado ocupa atualmente a 5ª posição entre os maiores agronegócios do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

    Com uma produção estimada em R$ 144 bilhões, Santa Catarina já representa 6% de todo o agronegócio brasileiro. Além disso, o estado apresentou crescimento acima da média nacional nos últimos anos, reforçando sua relevância econômica no setor.

    Segundo os dados divulgados, o agronegócio responde por 35% da economia catarinense, movimenta aproximadamente 470 mil empresas, gera emprego para 1,6 milhão de pessoas e ainda contribui com cerca de R$ 12 bilhões em arrecadação estadual.

    O presidente da FACISC, Elson Otto, afirmou que o estudo comprova a força produtiva catarinense mesmo diante da concorrência com estados territorialmente maiores.

    Agroindústria fortalece modelo catarinense

    O levantamento aponta que um dos maiores diferenciais de Santa Catarina está justamente na forte presença da agroindústria. Diferentemente de estados como Mato Grosso e Goiás, onde a produção primária concentra a maior parte da atividade econômica, o modelo catarinense aposta na agregação de valor.

    Atualmente, cerca de 40% do agronegócio catarinense está diretamente ligado à indústria, o maior índice entre os principais estados produtores do país.

    O diretor de Agronegócio e Ferrovias da FACISC, Lenoir Broch, ressaltou que essa característica tornou o estado mais competitivo e resiliente.

    “Santa Catarina construiu um modelo baseado em agregação de valor. O estado não apenas produz, mas industrializa, exporta, desenvolve tecnologia e gera empregos em toda a cadeia produtiva. Isso torna o agro catarinense mais diversificado e resiliente”, afirmou.

    Além disso, o estudo mostra que Santa Catarina possui a 6ª maior quantidade de trabalhadores do agronegócio brasileiro, com 1,6 milhão de pessoas ocupadas no setor. Nos últimos dez anos, o número de empregos no agro cresceu 19%, o terceiro maior avanço nacional.

    Quando o índice é proporcionalmente comparado à população, o estado lidera o ranking brasileiro, com 195 trabalhadores do agronegócio para cada mil habitantes.

    Estado lidera produção em diversos segmentos

    O Mapa do Agro Catarinense também revela que Santa Catarina ocupa posição de liderança em pelo menos 12 segmentos produtivos. O estado responde atualmente por:

    • 50% da produção brasileira de maçã;
    • 23% da produção nacional de carne suína;
    • 86% da produção de ostras, vieiras e mexilhões;
    • 44% das conservas de peixe;
    • 64% do alvejamento e tingimento de fios e tecidos.

    Além disso, Santa Catarina ampliou investimentos em áreas consideradas menos tradicionais no agronegócio nacional. O estado se destaca em setores como maracujá, pêssego, ovos de codorna, alevinos, máquinas para alimentos, papel, confecção e indústria têxtil.

    Segundo o estudo, esses segmentos apresentam maior risco produtivo, porém oferecem elevado valor agregado e fortalecem a diversificação econômica catarinense.

    Exportações batem recorde histórico

    No cenário internacional, Santa Catarina alcançou resultados históricos. O estado aparece como o 8º maior exportador do agronegócio brasileiro e figura entre os cinco maiores exportadores quando considerada apenas a agroindústria.

    Em 2025, o agronegócio catarinense registrou um recorde de US$ 8,4 bilhões em exportações. O desempenho ocorreu mesmo diante do chamado tarifaço imposto pelos Estados Unidos e dos embargos chineses sobre proteínas animais.

    Ainda assim, o estado ampliou vendas para mercados da América do Sul e do Oriente Médio. Além disso, recuperou níveis importantes de exportação para continentes como Europa, África e Oceania.

    Santa Catarina também ocupa a segunda posição nacional em importações do setor, com cerca de US$ 7,3 bilhões em compras internacionais. O estado concentra grande parte da entrada de fertilizantes e insumos industriais utilizados não apenas localmente, mas também em outras regiões do país.

    A economista da FACISC, Mariana Guedes, destacou que a diversidade produtiva catarinense fortalece a competitividade internacional.

    “O diferencial de Santa Catarina está na diversidade produtiva e na capacidade de industrialização. Todas as regiões do estado se destacam na produção nacional em vários setores, o que amplia a competitividade internacional e faz o estado se beneficiar de diferentes ciclos econômicos, com a capacidade de atender vários mercados ao mesmo tempo, com altas exigências sanitárias e qualidade ímpar”, explicou.

    Tecnologia impulsiona competitividade no campo

    O estudo também apontou o avanço tecnológico do agronegócio catarinense. Atualmente, Santa Catarina possui 85 startups agtechs e ocupa a 7ª posição nacional nesse segmento.

    Quando o foco recai sobre empresas que desenvolvem softwares voltados ao agro, o estado sobe para a 4ª colocação nacional, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco.

    Segundo o levantamento, o ecossistema catarinense se destaca por criar soluções tecnológicas voltadas a problemas reais do produtor rural, com potencial de expansão em larga escala.

    As startups estão distribuídas em diferentes regiões do estado, com destaque para Florianópolis, Chapecó, Concórdia, Lages e Joinville.

    Estudo alerta para desafios do setor

    Apesar dos resultados positivos, o Mapa do Agro Catarinense também chama atenção para alguns desafios enfrentados pelo setor. Eventos climáticos extremos, gargalos logísticos e altos custos de produção fizeram Santa Catarina perder posições nacionais em culturas como cebola, alho, tomate, milho, uva e pêssego.

    O estudo destaca ainda a necessidade de ampliar políticas de prevenção climática e facilitar o acesso a insumos biotecnológicos, produzidos com matérias-primas menos dependentes dos grãos tradicionais e menos vulneráveis às oscilações do mercado internacional.

    Mesmo diante desses obstáculos, Santa Catarina registrou recordes de produção, emprego e comércio exterior entre 2024 e 2025, reforçando a capacidade de adaptação do setor.

  • Tecnologia no campo impulsiona salto milionário na pecuária leiteira brasileira

    Tecnologia no campo impulsiona salto milionário na pecuária leiteira brasileira

    A Cowmed, empresa brasileira especializada em monitoramento animal e tecnologia para pecuária leiteira, projeta um crescimento de 65% no faturamento em 2026. O avanço deve ocorrer devido ao aumento da procura por soluções de inteligência artificial e ferramentas de gestão voltadas ao agronegócio.

    A expectativa da companhia é encerrar o próximo ano com receita próxima de R$ 30 milhões, valor superior aos cerca de R$ 18 milhões registrados anteriormente.

    Segundo a Cowmed, o crescimento acompanha a modernização das fazendas leiteiras e o avanço da tecnologia no campo. Além disso, a empresa acredita que ainda existe uma ampla margem para expansão no setor.

    Atualmente, cerca de 90% da expansão esperada deve vir do mercado brasileiro. Enquanto isso, os outros 10% devem ser impulsionados pelas operações internacionais já iniciadas em países como Paraguai, México e Uruguai.

    Tecnologia ganha espaço nas fazendas

    O setor leiteiro tem incorporado cada vez mais ferramentas de automação, análise de dados e monitoramento em tempo real. Antes restritas às grandes propriedades, essas soluções agora chegam também aos pequenos e médios produtores.

    Além disso, cooperativas e indústrias passaram a exigir mais controle de qualidade, rastreabilidade e eficiência produtiva. Por isso, o uso de tecnologia deixou de ser apenas diferencial e passou a ocupar um papel estratégico dentro das fazendas.

    A principal solução da Cowmed é uma coleira inteligente equipada com sensores. O dispositivo acompanha o comportamento das vacas em tempo real e envia as informações para um sistema baseado em inteligência artificial.

    Vacas leiteiras monitoradas com a coleira IA — (Foto: Divulgação/Cowmed)

    Segundo Thiago Martins, CEO da empresa, a tecnologia monitora alimentação, ruminação, repouso, atividade física, ofegância e sinais de estresse térmico.

    Além disso, o sistema identifica comportamentos ligados ao cio, um dos principais indicadores reprodutivos dos animais. Dessa forma, o produtor consegue melhorar a eficiência do rebanho e reduzir perdas operacionais.

    Após a coleta, os dados seguem para a nuvem e passam pelo processamento da plataforma de inteligência artificial chamada Vic, desenvolvida pela própria companhia.

    “A plataforma interpreta os dados e emite recomendações operacionais aos produtores, incluindo alertas de saúde, identificação de doenças, gestão de reprodução e otimização de manejo nutricional”, afirmou Martins.

    Atualmente, a Cowmed monitora cerca de 100 mil animais. No entanto, a meta da empresa é alcançar 1 milhão de vacas monitoradas nos próximos cinco anos.

    Modelo por assinatura impulsiona adesão

    Outro fator que favorece o crescimento da tecnologia no campo é o modelo de contratação mais acessível. Em vez de exigir altos investimentos iniciais, a Cowmed oferece o serviço por assinatura mensal.

    Hoje, o custo varia entre R$ 22 e R$ 23 por animal monitorado. Segundo a empresa, esse valor representa entre 1% e 1,5% da receita mensal do produtor.

    Por outro lado, os ganhos podem chegar a até 4% de aumento no faturamento ao longo do tempo. A melhora ocorre devido ao avanço da produtividade, à redução da mortalidade e ao aumento da eficiência reprodutiva.

    A IA interpreta individualmente o comportamento de cada vaca e envia notificações pelo celular sempre que identifica variações bruscas — (Foto: Divulgação/Cowmed)

    Além disso, o monitoramento contínuo ajuda os produtores a anteciparem problemas de saúde nos animais. Assim, o manejo se torna mais eficiente e as perdas diminuem.

    Expansão internacional mira o Paraguai

    A Cowmed também acelera seus planos fora do Brasil. A empresa pretende instalar 5 mil coleiras inteligentes em rebanhos leiteiros do Paraguai até o fim de 2026.

    A iniciativa faz parte de uma parceria com a Rural Makro, uma das maiores distribuidoras de insumos agrícolas do país.

    Segundo dados da Associação Rural do Paraguai (ARP), o mercado paraguaio possui mais de 12 milhões de cabeças de gado. Dessa maneira, a companhia enxerga grande potencial para expandir suas soluções de inteligência artificial aplicadas ao agronegócio.

    A avaliação da empresa é que o Paraguai ainda apresenta baixa adoção de ferramentas de monitoramento contínuo no campo. Por isso, a expectativa é ampliar rapidamente a presença da tecnologia entre os produtores locais.

    Além disso, a companhia acredita que as soluções podem ajudar fazendeiros a anteciparem diagnósticos, reduzirem perdas e otimizarem ciclos reprodutivos.

    “O desafio não é só levar tecnologia, mas garantir que ela se pague no campo. Em mercados como o paraguaio, a adoção vem quando o produtor enxerga retorno claro, e isso exige consistência de dados e usabilidade”, destacou Martins.

  • Genética adaptada ao campo acelera produtividade no MS

    Genética adaptada ao campo acelera produtividade no MS

    O Mato Grosso do Sul consolidou nos últimos anos uma posição estratégica no agronegócio brasileiro. Um dos maiores produtores de milho safrinha do País, com mais de 3 milhões de hectares cultivados, o Estado também ampliou sua relevância na soja ao combinar expansão de área com ganhos sucessivos de produtividade. Nesse cenário, empresas do setor intensificam investimentos em pesquisa regionalizada e tecnologias adaptadas às condições locais.

    Durante a Showtec Maracaju, realizada entre os dias 19 e 21 de maio, a Corteva Agriscience apresentou novos híbridos, ferramentas de manejo e soluções desenvolvidas especificamente para o ambiente produtivo sul-mato-grossense. O foco da companhia esteve na adaptação genética e na proximidade com o agricultor.

    Segundo Anilcindo Souza Jr., diretor comercial da empresa, o avanço tecnológico observado nas lavouras do Estado acompanha o interesse crescente do produtor rural por ferramentas capazes de elevar produtividade e rentabilidade.

    Tecnologia impulsiona novas estratégias no campo

    “As feiras são oportunidades de estarmos próximos do agricultor e trazer para eles essas novidades. Aqui na Showtec temos todos os nossos agrônomos e representantes comerciais em contato direto com o produtor, mostrando tudo o que temos em milho, soja, biotecnologias e proteção de cultivos”, afirmou.

    O executivo destacou que Mato Grosso do Sul reúne características que exigem materiais específicos para solo e clima da região. De acordo com ele, a presença de uma estação de pesquisa da companhia no Estado fortalece esse processo de desenvolvimento.

     

    Estande da Corteva na Showtec 2026 – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    “Somos a única empresa que tem efetivamente uma estação de pesquisa no Mato Grosso do Sul. Isso contribui para trazer produtos cada vez mais adaptados para essa região”, ressaltou.

    Entre os destaques apresentados na feira está o lançamento do híbrido P35200, da marca Pioneer, desenvolvido para as condições de cultivo do Centro-Oeste. Conforme Souza Jr., o material foi criado para ampliar o potencial produtivo do agricultor local, com adaptação às características climáticas da região.

    Outro lançamento enfatizado pela companhia foi o B2602, da Brevant, voltado ao milho safrinha. O híbrido chega ao mercado com foco em segurança produtiva e maior teto de rendimento, além de tolerância às principais doenças favorecidas pelo clima sul-mato-grossense.

    Pesquisa começa antes do plantio

    O desenvolvimento de novos híbridos envolve um longo processo técnico. Segundo Anilcindo Souza Jr., a criação de um material adaptado ao campo pode levar entre cinco e sete anos, desde os primeiros cruzamentos genéticos até o lançamento comercial.

    O diretor comercial explicou que os agricultores participam das etapas de validação desde os primeiros anos de testes em propriedades parceiras. Nessas áreas, os materiais são avaliados em condições reais de cultivo até chegarem ao mercado.

    “A partir do terceiro ano iniciamos os testes nas fazendas parceiras, onde o agricultor começa a ter contato com esses produtos. Eles participam efetivamente desde o desenvolvimento até o lançamento”, explicou.

    Além do P35200, a Pioneer também levou para a Showtec o híbrido P30053, igualmente desenvolvido dentro da rede de pesquisa regional da companhia. Os materiais passaram por avaliações em propriedades rurais do Estado antes de serem disponibilizados comercialmente.

    A Brevant também apresentou híbridos voltados ao sistema produtivo sul-mato-grossense, incluindo materiais destinados tanto à safrinha quanto ao milho verão. A estratégia da empresa está baseada na regionalização das soluções, considerando desafios específicos de cada ambiente produtivo.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Tecnologias avançam no campo

    Além das sementes, a Corteva apresentou soluções em biológicos, tratamento de sementes, defensivos químicos e manejo integrado. A empresa também destacou o crescimento da demanda dos produtores por inovação, fenômeno observado no aumento do número de feiras e eventos do agro no País.

    Para Souza Jr., a busca do agricultor por novas ferramentas está diretamente ligada à necessidade de manter competitividade e estabilidade produtiva diante dos desafios climáticos e fitossanitários.

    Na área de proteção de cultivos, a companhia apresentou novas tecnologias para controle de doenças, plantas daninhas, insetos e nematoides. O portfólio inclui soluções para soja, milho e sorgo, culturas que sustentam boa parte da produção agrícola sul-mato-grossense.

    Outro destaque da participação da empresa na feira foi a ampliação do programa Incrementa MS, iniciativa realizada em parceria com entidades do setor e o Governo do Estado. O projeto busca elevar os índices de produtividade agrícola por meio de práticas agronômicas adaptadas à realidade regional.

    Inicialmente voltado ao milho, o programa passou a incluir também a soja dentro do sistema produtivo estadual. Segundo a companhia, os primeiros resultados já apontam ganhos relacionados ao manejo técnico alinhado às condições climáticas locais.

    Com protagonismo crescente na produção nacional de grãos, Mato Grosso do Sul segue ampliando investimentos em tecnologia, pesquisa e inovação. A presença de empresas focadas em desenvolvimento regional reforça o papel estratégico do Estado na produção agrícola brasileira.

  • Embrapa e parceiros promovem Agro Summit Amazônia

    Embrapa e parceiros promovem Agro Summit Amazônia

    A 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional 2026 contará com uma novidade voltada à ciência e inovação no agronegócio amazônico. Pela primeira vez, a Embrapa Rondônia e instituições parceiras promovem o Agro Summit Amazônia: Inovação e Novas Fronteiras para Agropecuária Amazônica.

    O evento acontecerá entre os dias 25 e 30 de maio, no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná (RO). A proposta é aproximar produtores, pesquisadores e empresários das principais tecnologias desenvolvidas para a realidade produtiva da Amazônia.

    A programação contará com dois ambientes principais: o Espaço Inovação e a Vitrine de Tecnologias. Ambos terão atividades presenciais e transmissões online.

    Espaços terão palestras, workshops e demonstrações

    O Espaço Inovação funcionará no Pavilhão Empresarial Internacional do Governo de Rondônia. O local receberá palestras, painéis técnicos, mesas-redondas e maratonas de inovação, além da participação de startups do agro, conhecidas como Agtechs.

    Já a Vitrine de Tecnologias, instalada no estande da Embrapa, exibirá soluções práticas para o campo. O público poderá acompanhar demonstrações de cultivares adaptadas à região amazônica, tecnologias para pecuária de corte e leite, além de variedades de grãos mais resistentes às mudanças climáticas.

    Também estão previstas degustações de produtos regionais, como café, cacau, mandioca e mel.

    Entre os destaques da programação estão debates sobre pecuária sustentável, técnicas modernas para produção de café e cacau, além do uso da espectrometria na identificação de fraudes e definição de “terroirs” do café.

    Piscicultura e sustentabilidade ganham destaque

    A piscicultura amazônica também terá espaço especial durante o evento. Especialistas discutirão o mercado de peixes nativos da Amazônia e os desafios da produção sustentável.

    Além disso, o público acompanhará o lançamento do projeto “Amazônia Mais Robusta”, a apresentação dos resultados do projeto “CarbCafé” e a estreia do minidocumentário “Robustas Amazônicos: Café, Orgulho e Identidade”.

    A chefe-geral da Embrapa Rondônia, Lucia Wadt, destacou a importância do evento para o fortalecimento do agro na região Norte.

    “Teremos uma programação especial para mostrar como a ciência modifica a realidade da agropecuária Amazônica, familiar e empresarial”, afirmou. “Todas as atrações serão gratuitas e abertas ao público.”

    Café amazônico apresenta resultados promissores

    Outro ponto forte da programação será a apresentação dos avanços da Rede Estadual de Avaliação de Clones de Café em Rondônia, conhecida como Rede Café.

    O projeto reúne 64 clones de Robustas Amazônicos selecionados com participação direta dos produtores rurais. A pesquisa avalia produtividade, resistência climática, qualidade da bebida e tolerância a pragas.

    Segundo o pesquisador Alexsandro Lara Teixeira, os resultados já surpreendem.

    “Na primeira colheita, em 2024, 20% dos clones alcançaram produtividades superiores a 85 sacas por hectare”, explicou. “As análises da colheita de 2025 têm valores superiores a 200 sacas por hectare.”

    Cafeicultura amazônica ganha destaque com clones de Robustas Amazônicos que apresentam alta produtividade e resistência climática — (Foto: Reprodução/Embrapa)

    Evento também terá publicações e oficinas gratuitas

    Os visitantes poderão acessar gratuitamente livros, aplicativos e materiais técnicos produzidos pela Embrapa. Entre os destaques está a publicação “Sistemas Integrados e bem-estar animal no contexto das mudanças climáticas”.

    A pesquisadora Ana Karina Dias Salman explicou que o material apresenta soluções sustentáveis para reduzir impactos ambientais no agro amazônico.

    As oficinas terão vagas limitadas e as inscrições poderão ser feitas diretamente nos espaços da Embrapa e da Sedec. Além disso, as atividades serão transmitidas ao vivo pelos canais oficiais da Embrapa no YouTube.

  • Colheita de pimenta ganha mecanização inédita no Brasil

    Colheita de pimenta ganha mecanização inédita no Brasil

    A MIAC, empresa da Indústrias Colombo, lançou a BP Master, implemento agrícola que mecaniza a colheita da pimenta-do-reino. A novidade chega ao mercado em meio à expansão da cultura no Brasil, impulsionada pela valorização internacional e pela busca por maior eficiência produtiva. Além disso, o equipamento foi desenvolvido ao longo de três anos, com base em testes em campo e na demanda direta dos produtores.

    Atualmente, o Brasil ocupa a segunda posição global na produção de pimenta-do-reino, com cerca de 125 mil toneladas anuais, segundo o IBGE. Nos últimos anos, o valor da produção superou R$ 3,6 bilhões. Esse crescimento ocorreu principalmente devido à valorização do produto no mercado externo. Como resultado, a cultura ganhou relevância estratégica dentro das propriedades rurais.

    A produção se concentra, sobretudo, no Espírito Santo e no Pará, que juntos respondem por mais de 90% da safra nacional. Além desses estados, a Bahia também apresenta áreas relevantes. Grande parte do volume segue para exportação, principalmente para mercados da Ásia e da Europa. Dessa forma, a pimenta-do-reino se consolida como alternativa de diversificação, especialmente em regiões cafeeiras.

    “Com mais de 50 anos de atuação, a MIAC desenvolve tecnologias voltadas às culturas que exigem atenção às particularidades de cultivo e colheita. Por isso, estruturamos a BP Master a partir da realidade do produtor, com o objetivo de tornar a colheita mais eficiente e produtiva, preservando a qualidade dos grãos”, afirma Joel Backes, diretor Comercial da MIAC – Indústrias Colombo.

    Escassez de mão de obra acelera mecanização

    Apesar da relevância econômica, muitos produtores ainda realizam a colheita de forma manual. Nesse cenário, a atividade exige grande volume de trabalhadores. Ao mesmo tempo, a escassez de mão de obra no campo eleva os custos operacionais e dificulta a expansão da cultura.

    Equipamento para a colheita da pimenta-do-reino é inédito no mundo – Foto: Divulgação

    Diante desse desafio, a MIAC desenvolveu a BP Master com foco na mecanização do processo. Durante o desenvolvimento, a empresa realizou testes operacionais e promoveu ajustes técnicos diretamente com produtores. Assim, o equipamento passou a atender diferentes realidades produtivas com maior precisão.

    “O lançamento amplia nossa atuação em culturas com alto potencial de crescimento. Além disso, responde à demanda por tecnologias que aumentem a eficiência e garantam qualidade ao produto colhido”, complementa Backes.

    Tecnologia embarcada otimiza operação

    A BP Master opera acoplada ao trator e utiliza a tomada de potência (TdP) para acionamento. Para funcionar, o operador utiliza duas válvulas de controle remoto, responsáveis pelo acionamento do motor e dos cilindros hidráulicos.

    Segundo Hugo Matsuo, diretor de Inovação da Indústrias Colombo, o equipamento reúne soluções técnicas voltadas ao desempenho no campo. “O sistema inclui alimentação contínua por rolo e lona, além de mecanismo de trilha com rotor. Também conta com peneira de limpeza e elevador de canecas plásticas, o que garante separação eficiente e preservação dos frutos”, explica.

    Além disso, o implemento atende tanto pequenas áreas quanto operações de maior escala. Dessa maneira, o produtor reduz custos e otimiza o trabalho no campo. Ao mesmo tempo, a estrutura robusta facilita a operação e contribui para maior durabilidade do equipamento.

    Outro ponto relevante envolve a manutenção. O modelo apresenta componentes de fácil acesso, o que agiliza reparos e limpeza. Além disso, o sistema inclui um pulmão de ensaque, que organiza o fluxo de descarga durante a operação.

    Com cerca de 3,2 metros de altura, 3,8 metros de comprimento e 3,5 metros de largura, a BP Master já está disponível para comercialização no Brasil e no exterior. Assim, a expectativa é de que a tecnologia fortaleça a competitividade da pimenta-do-reino brasileira, ao mesmo tempo em que eleva os padrões de eficiência e qualidade no campo.

  • Eficiência redefine o lucro no agro brasileiro

    Eficiência redefine o lucro no agro brasileiro

    O agronegócio brasileiro atravessa, em 2026, uma mudança estrutural no modelo de crescimento. Embora a projeção aponte uma safra recorde de 354,4 milhões de toneladas, produzir mais deixou de ser garantia de maior rentabilidade. Isso ocorre porque o aumento dos custos de insumos, os juros elevados e a maior complexidade operacional comprimem as margens. Assim, uma nova lógica se impõe ao setor: a busca por eficiência.

    Nesse contexto, tecnologia e gestão baseada em dados passam a ocupar papel central na estratégia de produtores e agroindústrias. Além disso, a necessidade de controle mais rigoroso altera a forma como decisões são tomadas no campo.

    Para entender essa virada e seus impactos práticos, o Agro em Campo conversou com Fabiano Ferreira, CEO do Grupo Komvos. Segundo ele, o momento exige uma mudança de mentalidade para sustentar resultados.

    Mudança de lógica no campo

    O que mudou no agronegócio brasileiro nos últimos anos?

    De acordo com Ferreira, a principal mudança é conceitual. Durante muito tempo, o crescimento esteve diretamente ligado ao aumento da produção. No entanto, esse modelo deixou de se sustentar. Hoje, o produtor pode colher mais e, ainda assim, ganhar menos. Portanto, o foco saiu da expansão e passou para a preservação de margem.

    Por que produzir mais já não garante lucro?

    Os custos cresceram em ritmo acelerado. Insumos, crédito e operação ficaram mais caros. Além disso, o ambiente se tornou mais complexo, com maior exigência de controle e eficiência. Como resultado, o impacto positivo do aumento de produção sobre o resultado final diminuiu.

    Qual é o novo foco estratégico do setor?

    A eficiência operacional passou a ser prioridade. Isso significa controlar custos, reduzir perdas e melhorar a qualidade das decisões. Ou seja, não basta produzir bem; é preciso operar com precisão. Caso contrário, a competitividade tende a cair.

    Como a tecnologia entra nesse cenário?

    A tecnologia deixa de ser suporte e assume papel protagonista. Sistemas integrados de gestão conectam campo, financeiro, logística e pessoas. Dessa forma, o produtor ganha visão ampla do negócio e consegue agir com mais rapidez.

    Fabiano Ferreira, CEO do Grupo Komvos – Foto: Arquivo Pessoal/ Divulgação

    A gestão baseada em dados já é realidade no campo?

    Ela avança rapidamente. Empresas mais estruturadas já operam com dados em tempo real. Por outro lado, quem ainda depende apenas de percepção ou experiência isolada começa a perder espaço.

    Decisão antecipada e previsibilidade

    Quais são as principais inovações tecnológicas?

    Ferramentas de inteligência artificial e simulação de cenários ganham destaque. Com elas, é possível antecipar decisões antes mesmo da execução. Por exemplo, o produtor pode avaliar riscos climáticos, operacionais e financeiros antes do plantio.

    Isso muda o nível de risco da atividade?

    Sim, e de forma significativa. Quando cenários são antecipados, as incertezas diminuem. Consequentemente, a eficiência aumenta e a margem fica mais protegida.

    O mercado também está mais exigente?

    Sem dúvida. Rastreabilidade, conformidade e sustentabilidade deixaram de ser diferenciais. Agora, são exigências. Nesse sentido, cresce a necessidade de controle sobre toda a operação.

    Qual é o impacto para o produtor?

    Ele precisa profissionalizar a gestão. Hoje, decisões sem base em dados representam risco direto à rentabilidade. Em outras palavras, quem não mede, perde margem.

    E para as agroindústrias?

    O desafio está na integração da cadeia. Desde a produção até a entrega, tudo precisa estar conectado. Assim, a previsibilidade se torna um ativo estratégico.

    Competitividade e futuro do setor

    Os números do agro ainda são positivos?

    Sim. Em 2025, o setor movimentou US$ 169,2 bilhões em exportações. Esse resultado reforça a relevância econômica. No entanto, faturamento alto não significa, necessariamente, rentabilidade elevada.

    Onde está a nova vantagem competitiva?

    Na capacidade de operar melhor. Integrar dados, antecipar cenários e decidir com velocidade e precisão são fatores determinantes. Portanto, eficiência se torna o principal diferencial competitivo.

    Eficiência virou regra?

    Mais do que isso. Virou condição de sobrevivência. Não se trata mais de tendência, mas do mínimo necessário para permanecer no mercado.

    Qual é o papel das empresas de tecnologia?

    Garantir controle e previsibilidade. Não basta oferecer sistemas. É fundamental permitir decisões mais qualificadas em tempo real.

    Eventos do setor ajudam?

    Sim. Feiras e encontros ampliam o acesso à inovação. Além disso, aceleram a adoção de novas práticas, pois permitem visualizar aplicações concretas no dia a dia. Assim, a transformação em curso reposiciona o agronegócio brasileiro diante de um ambiente mais desafiador

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  • Agro ganha nova faixa de potência com motor produzido no Brasil

    Agro ganha nova faixa de potência com motor produzido no Brasil

    A Cummins anunciou a nacionalização do motor QSF 2.8 e sua entrada estratégica no segmento de tratores durante a 31ª Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). A iniciativa visa ampliar a atuação da multinacional em equipamentos compactos, integrando motorização, sistemas de emissões e geração de energia em uma abordagem única para o setor. O movimento sinaliza um reforço na competitividade da engenharia brasileira e prepara a empresa para futuros requisitos regulatórios no país.

    Durante a coletiva de imprensa no evento, Mauricio Biadola, Daniel Malaman e Cora Reis apresentaram os detalhes da operação. Segundo os executivos, a estratégia combina o aumento da capacidade produtiva em solo nacional com uma evolução tecnológica voltada para a eficiência operacional e a redução do impacto ambiental. Além disso, a estreia em novos nichos de mercado demonstra o amadurecimento das soluções voltadas ao chamado “novo agro”.

    Potência nacionalizada e foco industrial

    A fabricação do modelo QSF 2.8 na planta de Guarulhos (SP) marca o ingresso da Cummins em uma faixa de potência inédita para a manufatura local. Este motor, que entrega entre 49 e 74 hp com torque de até 300 Nm, atende projetos de pequeno porte que demandam alta densidade energética. Consequentemente, a empresa fortalece a integração com fabricantes locais e reduz a dependência de componentes importados.

    Conforme explicou Mauricio Biadola, diretor de Vendas Off-Highway: “Nosso objetivo é viabilizar a evolução da mecanização no campo com soluções que entreguem resultado no presente e estejam preparadas para o futuro. A produção nacional amplia a integração com fabricantes e fortalece a competitividade no setor agrícola”.

    Mauricio Biadola, diretor de Vendas Off-Highway da Cummins Brasil – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Além do ganho industrial, o motor já chega ao mercado adaptado para diferentes níveis de emissões. Essa flexibilidade permite que fabricantes utilizem o mesmo bloco em diversas configurações, simplificando a logística e a manutenção dos equipamentos no campo.

    Engenharia brasileira e inovação em tratores

    Outro anúncio relevante foi a entrada oficial da Cummins no segmento de tratores através de um projeto estrutural. A equipe de engenharia brasileira desenvolveu uma aplicação baseada na plataforma de 4,5 litros com cárter estrutural integrado. Nesse modelo, o motor deixa de ser apenas o propulsor e passa a integrar a própria sustentação do veículo agrícola.

    Essa mudança arquitetônica permite otimizar o design das máquinas e melhorar o desempenho estrutural geral. Para garantir a robustez necessária ao trabalho pesado, a companhia utilizou simulações avançadas e validações técnicas rigorosas. Dessa forma, as máquinas estão prontas para enfrentar as condições severas de operação comuns no agronegócio nacional.

    Estratégia para emissões e infraestrutura de energia

    No campo da sustentabilidade, a Cummins detalhou sua rota tecnológica para sistemas de pós-tratamento. Daniel Malaman, gerente geral da Cummins Emission Solutions, ressaltou que a previsibilidade nas regras do setor é fundamental para a indústria. Segundo ele: “Um avanço regulatório conduzido com base técnica e previsibilidade contribui para reduzir distorções no mercado e fortalecer a competitividade da indústria nacional”.

    Paralelamente, a divisão de Power Generation atualizou sua linha de grupos geradores. Agora, os equipamentos contam com motores eletrônicos de maior eficiência e são compatíveis com misturas de biodiesel. Cora Reis, gerente de vendas da área, defende que parâmetros técnicos claros auxiliam quem produz: “Parâmetros técnicos bem definidos ampliam a previsibilidade para quem investe no campo e incentivam a adoção de tecnologias mais eficientes”.

    Por fim, a Cummins reforçou sua estratégia de pós-venda utilizando análise de dados em tempo real. O sistema identifica as regiões com maior concentração de máquinas para otimizar o estoque de peças e o treinamento de técnicos. A empresa também investe na economia circular por meio de sua linha de remanufaturados, que promove o reaproveitamento de materiais e reduz o consumo de energia no ciclo industrial