Tag: tecnologia no campo

  • Autonomia agrícola deixa de ser promessa e vira realidade

    Autonomia agrícola deixa de ser promessa e vira realidade

    A Fendt apresentou, durante coletiva na Agrishow 2026, sua estratégia global baseada em inovação tecnológica, expansão de mercado e sustentabilidade, com destaque para soluções em autonomia, agricultura de precisão e fortalecimento da rede de concessionários. Executivos da companhia detalharam os planos para a América Latina, com meta de atingir 100% de cobertura até 2030 e ampliar a presença em segmentos de alta potência.

    Participaram da apresentação Andrew Sunderman, vice-presidente comercial PTx; Torsten Dehner, vice-presidente sênior e gerente geral global da Fendt e Valtra; Marcelo Traldi, vice-presidente Fendt e Valtra e gerente geral da AGCO América Latina; Rafael Antonio Costa, diretor comercial Fendt; e Fabio Dotto, diretor de marketing produto Fendt e Valtra.

    Segundo os porta-vozes, o cenário do agronegócio segue sustentado por fundamentos sólidos, mesmo diante de pressões de custo. A produção de grãos deve atingir 359 milhões de toneladas na safra 2026/27, enquanto culturas como soja, algodão e cana-de-açúcar mantêm níveis históricos de produtividade. Nesse contexto, a tecnologia aparece como principal aliada para ganho de eficiência e redução de custos.

    Estratégia combina crescimento e inovação

    A companhia estruturou sua atuação em três pilares: ofensiva em produtos e tecnologia, fortalecimento da rede de distribuição nas Américas e consolidação em mercados estratégicos. Atualmente, a cobertura de concessionárias na América Latina está em cerca de 80%, com previsão de atingir a totalidade até o fim da década.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    De acordo com Marcelo Traldi, o foco está em atender um produtor cada vez mais exigente. “O agricultor busca produtividade com sustentabilidade, e isso passa diretamente por inovação e conectividade no campo”, afirmou.

    Andrew Sunderman destacou o papel das soluções PTx, que já somam mais de 14 inovações apenas em 2025. As tecnologias abrangem todas as etapas do ciclo produtivo, do plantio à colheita, com foco em integração de sistemas e operação em frotas mistas.

    Outro ponto central é o avanço da agricultura de precisão, com soluções retrofit e conectividade que permitem modernizar máquinas já em operação. A estratégia inclui também expansão global, com presença reforçada na Europa, América do Norte e América Latina.

    Autonomia e sustentabilidade ganham protagonismo

    Entre os destaques apresentados está a tecnologia OutRun, que permite operação autônoma de máquinas agrícolas. A Fendt já opera no Brasil com a solução, considerada pelos executivos como realidade no campo, e não mais conceito. O sistema utiliza sensores, conectividade em nuvem e controle assistido para garantir segurança e eficiência operacional.

    Torsten Dehner ressaltou que a autonomia é um caminho sem volta no setor. “Estamos avançando para um novo patamar de mecanização, onde inteligência e automação trabalham juntas para maximizar resultados”, disse.

    No campo da sustentabilidade, a empresa apresentou iniciativas voltadas à redução de emissões e impacto ambiental. Entre elas, o trator elétrico e100 Vario e motores compatíveis com diesel renovável, capazes de reduzir em até 90% as emissões. Tecnologias como a transmissão Vario, que diminui o consumo de combustível em até 20%, e sistemas que reduzem a compactação do solo também foram destacados.

    A plantadeira Momentum, por sua vez, contribui para maior eficiência no uso de insumos, com redução de até 75% na sobreposição de fertilizantes.

    Portfólio reforça sistema completo de produção

    A Fendt também apresentou seu portfólio integrado, que cobre todas as etapas da produção agrícola. Entre os equipamentos, estão os tratores das linhas 700, 800 e 1000 Vario, além das colheitadeiras Ideal e o pulverizador Rogator. No plantio, a Momentum Gen 2 surge como solução de alta precisão, com melhorias estruturais e operacionais.

    Rafael Antonio Costa destacou que o objetivo é entregar um sistema completo ao produtor. “Não se trata apenas de máquinas, mas de uma solução integrada que conecta planejamento, execução e gestão”, afirmou.

    A empresa também reforçou o programa de relacionamento com clientes, oferecendo garantia de fábrica de até três anos para os lançamentos, além de suporte técnico especializado.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Expansão segue como prioridade

    A presença da Fendt na América do Sul tem avançado nos últimos anos, com crescimento expressivo no número de concessionárias desde 2019. A marca já opera no Brasil, Paraguai e Argentina, com planos de ampliar ainda mais a cobertura em regiões estratégicas.

    Fabio Dotto enfatizou que a experiência premium é um diferencial competitivo. “Estamos posicionados em um patamar elevado de tecnologia e serviço, focados nas principais culturas do agro brasileiro”, disse.

    A expectativa da companhia é continuar ampliando sua participação em mercados de alta potência e consolidar a marca como referência em tecnologia agrícola. A meta global prevê investimentos e crescimento contínuo até 2029, com foco em inovação e expansão sustentável.

  • Tecnologia e serviços sustentam eficiência no agro

    Tecnologia e serviços sustentam eficiência no agro

    O ambiente econômico mais desafiador para o agronegócio, marcado por juros elevados, custos de insumos pressionados e redução do crédito, pautou a participação da Case IH na Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP). Durante um bate-papo com jornalistas, executivos da companhia detalharam como a marca estrutura sua atuação para manter produtividade e rentabilidade no campo, apoiada no tripé gente, produto e serviço. Segundo dados citados, o mercado de máquinas agrícolas registra retração de 5%, conforme a Anfavea, enquanto a inadimplência cresce e exige maior cautela dos produtores.

    Participaram da apresentação Paulo Arabian, vice-presidente de Vendas da Case IH para a América Latina; Fernando Gaya, vice-presidente Comercial e de Operação de Peças; Nilson Righi, gerente de Marketing Tático; e Leandro Conde, diretor de Marketing de Varejo da empresa na região.

    De acordo com Paulo Arabian, vice-presidente de Vendas para a América Latina, o momento é desafiador, mas também exige evolução. “O agro vive de ciclos. O produtor precisa produzir mais para ganhar mais, e isso passa necessariamente por tecnologia e eficiência operacional”, afirmou. A companhia reforça sua posição como marca de alta performance, com foco em soluções que reduzam custos e ampliem produtividade.

    A conectividade aparece como um dos pilares dessa transformação. Sistemas de monitoramento de frota, centrais de controle — mais de 70 em operação — e ferramentas de agricultura de precisão já fazem parte do cotidiano no campo. Nesse contexto, pulverizadores ganham protagonismo, especialmente com a aplicação seletiva, que combina hardware embarcado e softwares capazes de gerar mapas detalhados, reduzindo o uso de defensivos e otimizando recursos.

    Portfólio renovado e avanço tecnológico

    Entre as novidades apresentadas, a Case IH destacou a renovação completa do portfólio entre 2025 e 2026, com mais de 20 lançamentos no estande. Na linha de colheitadeiras, os novos modelos incorporam automação avançada, com capacidade de realizar manobras, comunicação entre máquinas e monitoramento integral das operações. “Já é uma realidade disponível no mercado, com ganhos claros de eficiência”, explicou Nilson Righi, gerente de Marketing Tático.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Outro destaque está na Série 160 e nas plataformas de milho e grãos. As plataformas de milho chegam em três versões — do básico ao mais sofisticado — com opções como a linha Premium, que oferece ajuste hidráulico do despigador diretamente da cabine e chapa defletora lateral para redução de perdas. Já a versão Evolução atende operações de maior escala, com estrutura reforçada, acionamento híbrido e componentes em alumínio de alta resistência.

    Na área de grãos, os equipamentos são produzidos em Curitiba (PR), reforçando a estratégia de nacionalização. Segundo Fernando Gaya, vice-presidente Comercial e de Operação de Peças, o investimento superior a R$ 100 milhões visa ampliar disponibilidade de peças, assistência técnica e condições de financiamento. “O Brasil tem condições muito variadas de campo. Produzir localmente permite maior adaptação e suporte ao cliente”, disse.

    Conectividade, serviços e capacitação

    A digitalização do agro também impulsiona o ecossistema de pós-venda. A Case IH ampliou sua plataforma de e-commerce de peças, que já soma mais de 5 mil clientes, sendo 4 mil recorrentes. São mais de 16 mil itens comercializados, com um portfólio total de 160 mil disponíveis. Em 2026, as vendas online devem superar 7% do total, com crescimento contínuo. Um dos avanços é o sistema que identifica peças por imagem, a partir de uma foto tirada pelo celular.

    Leandro Conde, diretor de Marketing de Varejo, destacou que o valor está no uso dos dados. “Máquina conectada não gera valor sozinha. O valor vem da interpretação e da ação sobre esses dados, com suporte, consultoria e planejamento”, afirmou. A empresa oferece monitoramento remoto, planos de manutenção com previsibilidade de custos e consultoria de performance.

    A formação de mão de obra também é tratada como prioridade. A companhia mantém programas de capacitação com mais de 200 cursos gratuitos e registrou 15 mil certificados emitidos em 2025. Em 2026, uma nova parceria com o Senar-RS deve abrir mais de 7 mil vagas. A empresa também é a única montadora a oferecer curso de CAAR (Condutor de Aplicação de Agroquímicos Remota).

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Inovação no campo e sustentabilidade

    A chamada Fazenda Conectada, projeto iniciado em 2021, funciona como laboratório para validação de tecnologias. Entre os resultados, há aumento médio de 25% na área colhida e redução no uso de máquinas, com impacto direto no consumo de combustível e na eficiência operacional.

    A companhia também avança em soluções sustentáveis, como o desenvolvimento de motores a etanol, 100% nacionais. Uma colhedora equipada com esse conceito já operou na última safra com resultados considerados positivos e deve passar por novos testes. Tratores com a mesma tecnologia também estão em uso.

    Outro ponto de atenção é a integração de drones ao ecossistema agrícola. Com operação contínua, os equipamentos conseguem cobrir até 900 hectares, atingindo 98,9% de área tratada. A proposta é complementar a pulverização tradicional com mais agilidade e precisão.

    Ao final, a empresa reforça que, apesar do avanço da automação, o fator humano permanece central. A estratégia combina tecnologia, capacitação e suporte para garantir produtividade em um cenário que exige cada vez mais eficiência.

  • AvAg 2026 avança e marca 80 anos da aviação agrícola

    AvAg 2026 avança e marca 80 anos da aviação agrícola

    Faltando menos de quatro meses para sua realização, o Congresso da Aviação Agrícola do Brasil (AvAg) 2026 já registra alta procura por estandes e mantém inscrições abertas para participantes e pesquisadores. O evento será realizado entre os dias 18 e 20 de agosto, no Condomínio Aeronáutico Liberty, em Goianápolis (GO), a cerca de 30 quilômetros de Goiânia. A programação reúne profissionais, empresas e especialistas da aviação agrícola.

    As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela internet. Além disso, o Congresso AvAg 2026 recebe trabalhos para o Congresso Científico da Aviação Agrícola, que integra a programação desde 2019. Pesquisadores, estudantes e profissionais têm até 15 de junho para enviar resumos.  Confira o regulamento e formulário AQUI. A premiação prevê R$ 5 mil, R$ 3,5 mil e R$ 2 mil para os três melhores trabalhos, além de menção honrosa na categoria Destaque Inovação.

    Estrutura e participação

    A estrutura inclui cerca de 3,8 mil metros quadrados destinados à exposição de equipamentos, tecnologias e serviços. Também estão previstas mostra de aeronaves e áreas voltadas a atividades técnicas e científicas.

    Na edição anterior, realizada no Mato Grosso, o evento recebeu mais de 4 mil participantes. Para este ano, a expectativa é manter ou ampliar esse número. A procura antecipada por estandes indica alta demanda por espaços comerciais e institucionais.

    Empresas do setor têm buscado garantir presença com antecedência. O movimento envolve operadores, fornecedores, pesquisadores e representantes ligados à aviação agrícola. Além disso, o evento atrai participantes de diferentes regiões do Brasil e do exterior.

    Programação técnica e marco histórico

    A programação do Congresso AvAg 2026 inclui debates sobre temas do setor. Entre eles, estão agricultura de precisão, digitalização das operações e uso de aeronaves remotamente pilotadas.

    Neste ano, o evento coincide com um marco histórico. A realização ocorre na semana em que se completam 80 anos do primeiro voo aeroagrícola no Brasil, em 19 de agosto de 1947.

    A data marca o início de ações comemorativas que devem seguir até 2027. As iniciativas incluem atividades voltadas à trajetória da aviação agrícola e discussões sobre o futuro do setor.

  • Gigante de 19 toneladas estreia na Agrishow 2026

    Gigante de 19 toneladas estreia na Agrishow 2026

    Um trator de até 425 cavalos de potência, com cerca de 19 toneladas e capacidade de operar praticamente sozinho, será uma das principais novidades da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP). Pela primeira vez no Brasil, a Massey Ferguson apresenta o MF 9S. O modelo é voltado à agricultura de larga escala. Além disso, aposta em automação, conectividade e eficiência operacional para ampliar a produtividade no campo.

    O lançamento ocorre durante a feira, entre os dias 27 de abril e 1º de maio. Com isso, a fabricante entra em um novo segmento de alta potência no País. A proposta é clara. A empresa quer reduzir a dependência direta do operador. Ao mesmo tempo, busca transformar o trator em uma plataforma inteligente de trabalho. Essa evolução se baseia em dados e monitoramento remoto.

    Desenvolvido para operações de grande escala, o MF 9S incorpora sistemas avançados. Esses recursos permitem condução automatizada e execução de tarefas com mínima intervenção humana. Na prática, o equipamento realiza grande parte das operações sozinho. Assim, o operador passa a focar no acompanhamento dos parâmetros técnicos e estratégicos.

    “O MF 9S é o carro-chefe do novo segmento de alta potência dentro do nosso portfólio. Descomplicada, confiável e conectada, a série combina uma experiência de usuário aprimorada com tecnologia inovadora para oferecer um equipamento versátil e que atenda às necessidades dos agricultores”, afirma Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson.

    Automação e conectividade redefinem a operação no campo

    Entre os principais recursos está o piloto automático MF Guide. O sistema mantém o trator alinhado com precisão centimétrica. Além disso, o MF AutoTurn permite que a máquina faça curvas de forma autônoma ao final de cada linha. Já o AutoHeadland executa comandos automaticamente nas manobras de cabeceira. Dessa forma, há redução de falhas operacionais e aumento do rendimento.

    Foto: Divulgação MF

    Outro ponto central é a conectividade. Com o MF Connect, o produtor acompanha dados em tempo real. Ele pode verificar consumo de combustível, localização e desempenho do equipamento, mesmo à distância. Além disso, a plataforma FarmEngage amplia a gestão. O sistema reúne informações agronômicas e permite conexão com outras máquinas da propriedade, inclusive de diferentes marcas.

    O conjunto mecânico também reforça a eficiência. O MF 9S utiliza motor AGCO Power de seis cilindros. A transmissão Dyna-VT é continuamente variável. Assim, o trator entrega potência de forma constante. Não há necessidade de troca de marchas. Como resultado, o desempenho operacional melhora e o consumo de combustível diminui. O tanque de 660 litros amplia a autonomia em campo.

    No quesito conforto, o design Protec-U separa o motor da cabine por um vão de 18 centímetros. Essa solução reduz ruídos e vibrações. A cabine, com 3,4 m³, está entre as mais amplas da categoria. Além disso, conta com painel digital, terminal touchscreen e iluminação LED 360°. Dessa maneira, o trabalho noturno se torna mais eficiente e seguro.

    Conjunto com plantadeira amplia ganhos de produtividade

    O desempenho do MF 9S aumenta quando o trator opera em conjunto com a plantadeira Momentum. O equipamento está disponível nas versões de 30 e 40 linhas. A solução integrada foi desenvolvida para garantir maior uniformidade no plantio. Ao mesmo tempo, busca maximizar o aproveitamento das janelas operacionais.

    Ensaios de campo indicam ganhos de até 3% na produtividade da soja. No milho safrinha, o avanço pode chegar a 2,3%. Segundo a fabricante, esse desempenho pode representar retorno de até R$ 465 por hectare. Esse resultado ocorre devido à melhor uniformidade na emergência das plantas.

    Foto: Divulgação MF

    A plantadeira utiliza tecnologias como Smart Frame e Weight Transfer. Esses sistemas distribuem automaticamente o peso ao longo da estrutura. Dessa forma, as linhas mantêm melhor contato com o solo. Além disso, os sistemas VSet e VDrive garantem precisão na distribuição de sementes. O controle de fertilizantes ocorre por meio do vApply. Esse recurso evita sobreposições e reduz desperdícios.

    Com monitoramento em tempo real por meio do display 20/20, o operador acompanha toda a operação com maior precisão. Assim, ele identifica falhas rapidamente e ajusta os parâmetros conforme necessário.

    A combinação entre potência, automação e inteligência operacional posiciona o MF 9S como uma solução voltada ao produtor que busca escala, eficiência e maior controle sobre os resultados no campo.

  • Faesp/Senar aposta em inovação e capacitação na Agrishow

    Faesp/Senar aposta em inovação e capacitação na Agrishow

    O Sistema Faesp/Senar participa da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto, com um estande institucional de 300 metros quadrados voltado ao acolhimento de produtores rurais e à articulação do setor. A estrutura funciona como ponto estratégico para encontros, troca de experiências e difusão de conhecimento, com o objetivo de fortalecer o agronegócio paulista por meio da inovação e da capacitação.

    No local, produtores, lideranças e especialistas se reúnem para discutir demandas do campo. Além disso, o espaço estimula parcerias e amplia o acesso a informações técnicas. Dessa forma, o Sistema reforça sua atuação no desenvolvimento produtivo e gerencial no campo.

    Durante a feira, o Senar/SP mobiliza mais de 180 caravanas em parceria com sindicatos rurais e o Sebrae. Ao todo, cerca de 8 mil pequenos e médios produtores participam da iniciativa. Esses visitantes têm acesso direto a tecnologias, soluções e oportunidades do setor. Assim, o conhecimento apresentado na feira chega a diferentes regiões do estado.

    Outro ponto relevante é a presença de 600 alunos de 40 turmas do programa Jovem Empreendedor do Agro (JEA). Os estudantes participam das atividades acompanhados pelos sindicatos. Com isso, o programa fortalece a formação de novas lideranças e incentiva o empreendedorismo rural.

    Além das atividades técnicas, o estande recebe apresentações culturais diárias. Duplas de violeiros formadas pelo Senar-SP se apresentam ao longo do evento. A iniciativa valoriza a cultura do campo e evidencia talentos desenvolvidos nos cursos da instituição.

    Centros de excelência impulsionam inovação no campo

    A Agrishow também serve como vitrine para os Centros de Excelência da Faesp. Essas estruturas atuam na formação técnica, na inovação e na pesquisa aplicada. Entre os destaques está o Centro de Excelência em Cana-de-Açúcar e Bioenergia, em Ribeirão Preto.

    A unidade deve iniciar as atividades no segundo semestre. O espaço terá foco educacional e tecnológico. Serão oferecidos cursos do e-Tec em Agricultura e Agronegócio. Além disso, está previsto um curso técnico de especialização em cana-de-açúcar. O conteúdo aborda desde a escolha da área até a colheita. O foco está no aumento da produtividade e na redução de custos.

    Ao mesmo tempo, o projeto inclui debates sobre bioenergia e combustíveis alternativos. Entre os temas estão biodiesel e combustível sustentável de aviação (SAF). Esse debate ocorre em meio à pressão internacional sobre custos de produção, especialmente fertilizantes, defensivos e diesel.

    Foto: Faesp/ Divulgação

    O Sistema também apresenta a rede de centros distribuídos pelo estado. As unidades atuam em áreas estratégicas. Entre elas estão Internet das Coisas, Big Data, bioinsumos e turismo rural, em São Roque. Há ainda agricultura familiar, em Mirante do Paranapanema, e culturas como cacau, banana e pupunha, em Miracatu. Outras frentes incluem agroindústria e irrigação, em Avaré, além de genética da bovinocultura de leite e de corte, em São José do Rio Preto e Barretos. Na capital, o foco está na agricultura urbana.

    Mulheres ampliam protagonismo no agro

    A Comissão Semeadoras do Agro participa de toda a programação com um espaço exclusivo no estande. O local promove acolhimento, networking e troca de experiências. Dessa maneira, o grupo fortalece a presença feminina no setor.

    A presidente Juliana Farah acompanha as atividades ao longo da feira. Na Arena Agrishow Para Elas, o espaço “Semear é Cuidar” oferece serviços de saúde e bem-estar. Entre eles estão testes de glicemia, aferição de pressão arterial e bioimpedância.

    Além disso, oito expositoras participam em sistema de revezamento. A ação amplia a visibilidade do empreendedorismo feminino rural. Outro destaque é o Encontro Mulheres do Agro em Ação, marcado para 29 de abril. A expectativa é reunir cerca de 650 participantes.

    O evento ocorre em Ribeirão Preto e reúne diferentes iniciativas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio.

  • Com queda de 30%, Tecnoshow Comigo expõe cautela no agro

    Com queda de 30%, Tecnoshow Comigo expõe cautela no agro

    A Tecnoshow Comigo 2026 fechou com queda de cerca de 30% no volume de negócios, refletindo o momento de maior cautela vivido pelo agronegócio brasileiro. Realizada em Rio Verde (GO), a feira reuniu aproximadamente 120 mil visitantes e evidenciou como juros elevados, dificuldade de acesso ao crédito e aumento nos custos de produção impactam diretamente as decisões no campo.

    O resultado ocorre em um contexto de pressão sobre as margens do produtor. A alta nos preços dos fertilizantes, somada ao encarecimento do petróleo, influenciado por conflitos no Oriente Médio, e à queda nas cotações de commodities exige mais planejamento e seletividade nos investimentos.

    Nesse cenário, produtores adotaram postura mais conservadora, principalmente na compra de máquinas e equipamentos. Por outro lado, mantiveram investimentos em insumos essenciais para garantir a continuidade da produção, o que explica a retração menor nesse segmento.

    “O agro passa por um momento difícil, com uma paridade de troca bem diferente de anos anteriores. Por isso, os expositores vieram com essa consciência, empenhados em oferecer as melhores condições possíveis dentro do que o mercado permite”, afirmou o coordenador-geral da feira, Claudio Teoro.

    A leitura predominante entre organizadores e participantes aponta para um ajuste conjuntural, e não uma crise estrutural. Nesse ambiente, eficiência e gestão ganham protagonismo, com foco em controle de custos e decisões mais estratégicas dentro da propriedade.

    Tecnologia ganha espaço no campo

    Mesmo com ritmo mais moderado nos negócios, o interesse por inovação permaneceu elevado. O evento consolidou seu papel como plataforma de difusão tecnológica, ao oferecer mais de 200 horas de conteúdo técnico e atrair público superior a 8,4 mil pessoas para palestras.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    A inteligência artificial ganhou espaço na gestão rural. Produtores já utilizam ferramentas de análise de dados para identificar gargalos operacionais e melhorar o desempenho financeiro.

    “A IA funciona como um consultor 24 horas que ajuda a identificar onde o produtor está perdendo dinheiro”, destacou o CEO da Bit Electronics, Igor Serafim. Segundo ele, organizar os dados da fazenda representa o primeiro passo para elevar a produtividade e o controle financeiro.

    A organização distribuiu 23 mil mudas de árvores nativas e coletou 46 toneladas de resíduos recicláveis. Além disso, iniciativas interativas estimularam a conexão entre visitantes e fortaleceram a integração no setor.

    Impacto econômico da Tecnoshow Comigo 2026

    Mesmo em um cenário mais restritivo, a feira manteve impacto relevante na economia local. A movimentação em Rio Verde alcançou cerca de R$ 90 milhões, com ocupação máxima da rede hoteleira e aumento na arrecadação municipal durante o período do evento.

    A estrutura também refletiu sua dimensão, ao reunir cerca de 710 expositores em uma área de 65 hectares, além de intensa movimentação logística ao longo dos cinco dias.

    Painéis indicaram crescimento da participação feminina no agronegócio, hoje próxima de 30% da força de trabalho, reforçando a presença cada vez maior das mulheres na atividade e na gestão das propriedades.

    Mesmo com a retração nos negócios, o produtor segue ativo, ainda que mais cauteloso. A feira reforça seu papel como ambiente de suporte, ao concentrar informação, tecnologia e oportunidades que ajudam na tomada de decisão ao longo da safra.

    A organização já confirmou a próxima edição, que ocorrerá entre os dias 5 e 9 de abril de 2027, novamente em Rio Verde (GO).

  • Aviões de R$ 100 milhões impressionam em feira do agronegócio

    Aviões de R$ 100 milhões impressionam em feira do agronegócio

    Um vídeo que mostra o pátio do Aeroporto Municipal General Leite de Castro, em Rio Verde, região sudoeste de Goiás, com cerca de 20 aviões impressionou pela quantidade de aeronaves e variedade de modelos. A alta na movimentação acontece durante a Tecnoshow, feira de tecnologia e agronegócio.

    “Cada avião mais bonito do que o outro, vou mostrar para vocês o pátio cheio. Que coisa linda ver a nossa cidade cheia de aviões para a Tecnoshow Comigo 2026”, disse Leonardo Lacraia, vereador da cidade.

    Entre os modelos que aparecem no pátio estão um Piper Aircraft 2010, que pode custar cerca de R$ 10 milhões, um Pilatus PC-12 NGX 2023, que chega até R$ 45 milhões.

    A cena, registrada durante um evento do setor, não apenas impressiona pelo espetáculo visual, mas também revela um movimento estratégico dentro do agro brasileiro: o avanço consistente da aviação agrícola.

    Evento ganha destaque e amplia visibilidade do agro

    No vídeo, diversas aeronaves aparecem voando em formação, criando um cenário incomum até mesmo para quem já frequenta grandes eventos do setor.

    Além disso, o público presente reagiu com entusiasmo, o que ajudou a impulsionar a repercussão nas redes sociais. Segundo relatos, o momento se tornou um dos mais comentados do evento, reforçando o papel das feiras como vitrines de tecnologia, inovação e networking no agronegócio.

    https://www.instagram.com/reel/DW6mYOCDXYS/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    Nesse sentido, a ação também cumpre uma função estratégica. Ao atrair atenção digital, o evento amplia seu alcance para além do público presencial, fortalecendo marcas, empresas e toda a cadeia produtiva envolvida.

    Aviação agrícola cresce e ganha protagonismo

    O espetáculo aéreo não ocorre por acaso. Nos últimos anos, a aviação agrícola ganhou espaço relevante no Brasil, impulsionada pela necessidade de maior eficiência nas lavouras.

    Atualmente, o país possui uma das maiores frotas de aviação agrícola do mundo. Segundo dados do setor, são mais de 2.500 aeronaves em operação, utilizadas principalmente na aplicação de defensivos, fertilizantes e sementes.

    Além disso, produtores buscam cada vez mais soluções que reduzam perdas e aumentem produtividade. Nesse cenário, a pulverização aérea se destaca por permitir cobertura rápida e uniforme, especialmente em grandes áreas.

    Impacto direto na produtividade e nos custos

    A presença da aviação agrícola nas feiras não tem apenas caráter promocional. Ela reflete uma mudança prática na gestão das propriedades rurais. Com o uso de aeronaves, o produtor consegue realizar aplicações em janelas curtas de tempo. Assim, ele evita perdas causadas por pragas ou condições climáticas adversas.

    Além disso, a tecnologia reduz o amassamento da lavoura, problema comum em aplicações terrestres. Dessa forma, a produtividade tende a aumentar, o que impacta diretamente a rentabilidade.

    Feiras agro como motor de negócios e inovação

    O episódio reforça um ponto central para o agronegócio brasileiro. As feiras deixaram de ser apenas espaços de exposição e passaram a atuar como verdadeiros hubs de negócios.

    Nesses eventos, empresas apresentam tecnologias, fecham contratos e fortalecem relações comerciais. Além disso, produtores têm acesso direto a soluções que podem transformar sua produção.

    Consequentemente, a repercussão de ações como a demonstração aérea contribui para valorizar todo o setor. Isso porque evidencia o nível tecnológico e a capacidade de inovação do agro nacional.

  • Eficiência vira prioridade em meio à alta dos custos no agro

    Eficiência vira prioridade em meio à alta dos custos no agro

    A 23ª edição da Tecnoshow Comigo (Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano), realizada em Rio Verde (GO), começou sob o desafio de superar os resultados do ano anterior em um cenário econômico mais restritivo. Durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (8), o diretor de insumos da Comigo e coordenador geral do evento, Cláudio Teoro, e o presidente executivo da cooperativa, Dourivan Cruvinel, destacaram que a feira mantém o compromisso com inovação, conforto e geração de conhecimento, mesmo diante das dificuldades enfrentadas pelo setor.

    Segundo os dirigentes, a evolução da Tecnoshow ao longo dos anos superou as expectativas iniciais. “Nunca passava pela cabeça que a feira tomaria essa proporção”, afirmaram. Além disso, reforçaram que a organização busca aprimorar cada edição, com foco em estrutura, segurança, alimentação e higiene, mantendo o padrão de excelência que marca o evento.

    Cenário econômico impõe cautela

    Apesar do otimismo com a realização da feira, o momento exige prudência. O setor agropecuário, assim como a indústria, enfrenta desafios relacionados ao endividamento dos produtores, à queda nos preços da soja e às altas taxas de juros.

    Presidente executivo da cooperativa, Dourivan Cruvinel e o diretor de insumos da Comigo e coordenador geral do evento, Cláudio Teoro durante coletiva de imprensa – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Nesse contexto, a expectativa é de redução no volume de negócios em relação a anos anteriores. Ainda assim, os produtores seguem presentes e demonstram interesse, principalmente na aquisição de insumos, considerados essenciais para a produção.

    “Estamos em um ano de comprar somente o necessário”, destacaram. Por outro lado, empresas expositoras têm buscado oferecer condições comerciais mais atrativas, na tentativa de estimular as negociações.

    O aumento recente no preço de fertilizantes, especialmente os fosfatados, também pressiona os custos de produção. Ainda assim, a feira mantém seu papel não apenas comercial, mas também técnico, ao apresentar inovações, tecnologias e promover a troca de conhecimento por meio de palestras e espaços como o pavilhão de startups.

    Cooperativismo e investimento sustentam crescimento

    A Comigo segue ampliando sua atuação no estado de Goiás, com investimentos contínuos em infraestrutura. Atualmente, a cooperativa já responde por cerca de 20% da soja produzida no estado e se consolidou como a maior armazenadora de grãos da região.

    Entre os projetos em andamento estão a abertura de novas lojas, ampliação da capacidade de armazenagem e a implantação de uma esmagadora de grãos, que deve dobrar o faturamento da cooperativa. Para os próximos anos, a meta inclui a construção de novas unidades e armazéns.

    Além disso, a cooperativa conta com cerca de 13 mil cooperados e atua fortemente na geração e difusão de conhecimento. Em parceria com universidades e pesquisadores, desenvolve estudos que posteriormente são levados ao campo, contribuindo para ganhos de produtividade.

    “Essa é uma vitrine tecnológica. O conhecimento gerado aqui chega ao produtor e se transforma em resultado”, destacaram.

    Tecnologia e gestão ganham protagonismo

    Diante de um cenário de margens mais apertadas, a busca por eficiência se torna essencial. Os dirigentes reforçaram que produtividade e gestão caminham juntas e que, em muitos casos, melhorias no manejo não implicam aumento de custos, podendo, inclusive, gerar economia.

    Ao mesmo tempo, fatores de mercado continuam determinando os preços, seguindo a lógica de oferta e demanda. A atual crise de liquidez global, segundo eles, pode impactar o setor no curto prazo, mas a tendência de aumento na demanda por alimentos permanece.

    “Não vemos redução na produção de grãos ou carne. O que ocorre é um aumento de produção em áreas menores, com mais tecnologia”, afirmaram.

    Estande da Comigo na Tecnoshow 2026 – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    A segunda safra também foi tema da coletiva. O atraso no plantio da soja comprometeu a janela ideal do milho, mas as chuvas recentes melhoraram as perspectivas. “A agricultura é uma empresa a céu aberto. Houve atraso, mas choveu, e isso pode garantir uma boa safra”, avaliaram.

    Sustentabilidade e diversificação ganham espaço

    A Comigo também investe em sustentabilidade energética desde a década de 1980, com o plantio de eucalipto para abastecimento de biomassa. A iniciativa garante autonomia e reforça o compromisso ambiental da cooperativa.

    Além disso, a diversificação de renda tem ganhado espaço entre os produtores, impulsionada pela chegada de novas indústrias na região, como usinas e plantas de processamento. Para os dirigentes, essa estratégia fortalece o produtor frente às oscilações do mercado.

    “O produtor não precisa mudar de cultura, mas pode diversificar sua renda”, destacaram.

    Público e negócios

    Nos primeiros dias de evento, a Tecnoshow registrou público expressivo, com cerca de 16 mil visitantes no primeiro dia e quase 24 mil no segundo. No entanto, a organização optou por não divulgar projeções de volume de negócios neste ano, adotando uma postura mais conservadora diante do cenário atual.

    Ainda assim, o volume de operações no segmento de insumos da cooperativa já se aproxima do registrado em 2025, o que demonstra a confiança dos produtores na instituição, que acumula mais de 50 anos de atuação.

  • Percevejo, mancha-alvo e mato: o trio que ameaça a rentabilidade

    Percevejo, mancha-alvo e mato: o trio que ameaça a rentabilidade

    A agricultura brasileira entrou em um novo patamar de exigência técnica, no qual produzir mais não é mais suficiente: é preciso produzir melhor. Essa foi a principal mensagem apresentada por Valdumiro Garcia, gerente de Marketing Regional da IHARA, durante a 23ª Tecnoshow Comigo, realizada em Rio Verde (GO). Nesse contexto, a pressão por produtividade aumenta, e o sucesso no campo passa a depender de inovação, manejo assertivo e escolha correta de tecnologias.

    Segundo ele, a IHARA atua como uma ponte entre a tecnologia japonesa e o agricultor brasileiro, trazendo moléculas inovadoras adaptadas à realidade tropical. “A agricultura é capricho. Não basta plantar, é preciso entender o ambiente, o momento da planta e o problema a ser enfrentado”, afirmou.

    A necessidade de inovação, explicou, está diretamente ligada às características do sistema produtivo brasileiro. Com possibilidade de segunda safra e condições climáticas favoráveis, o mesmo ambiente que beneficia as culturas também favorece pragas e doenças. “Tudo que é bom para a planta também é bom para os fatores que limitam a produtividade”, ressaltou. Por isso, investir em tecnologia deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade.

    Hoje, o Brasil possui cerca de 50 milhões de hectares de soja. No entanto, a área tratada com defensivos ultrapassa 1,4 bilhão de hectares ao longo dos anos, considerando múltiplas aplicações. Esse dado evidencia um movimento claro: o agricultor trata cada vez mais sua lavoura para proteger o potencial produtivo.

    Produtividade exige estratégia e precisão

    No Cerrado, a média de produtividade gira em torno de 55 sacas por hectare — ponto de equilíbrio para muitos produtores. A margem de lucro, porém, só aparece acima disso. Para alcançar ganhos mais expressivos, é necessário atingir patamares entre 70 e 75 sacas por hectare.

    Esse salto produtivo, segundo Valdumiro, depende de uma combinação de fatores: melhoramento genético, acesso a crédito e, principalmente, manejo eficiente. “É impossível imaginar a prosperidade da agricultura brasileira sem investimento em tecnologia”, afirmou.

    Valdumiro Garcia, gerente de Marketing Regional da IHARA, durante a 23ª Tecnoshow Comigo – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    O avanço das doenças e pragas também exige um olhar mais detalhado. Se no passado o foco estava em problemas visíveis, como a ferrugem asiática, hoje o cenário é mais complexo. A mancha-alvo, por exemplo, vem ganhando protagonismo e já apresenta maior tolerância a fungicidas tradicionais.

    Diante desse cenário, a IHARA apresentou o fungicida SEIV, desenvolvido especificamente para o controle dessa doença. De acordo com dados da empresa, a tecnologia pode alcançar até 95% de eficácia, contribuindo diretamente para a manutenção da produtividade.

    Outro ponto destacado foi a importância da especificidade no manejo. Enquanto o produtor costuma escolher fungicidas considerando o tipo de doença e o estágio da planta, o mesmo cuidado nem sempre ocorre no controle de pragas.

    Pressão de pragas e plantas daninhas aumenta

    Entre os principais desafios atuais estão os percevejos, especialmente o barriga-verde, que vem se adaptando à soja e causando danos mais severos que o percevejo-marrom. Além disso, a presença de mosca-branca em anos chuvosos rompe antigos padrões e exige novas estratégias de controle.

    Para esse cenário, o inseticida ZEUS surge como uma solução de amplo espectro, com atuação eficiente tanto em percevejos quanto em mosca-branca, além de efeito residual prolongado.

    No manejo de plantas daninhas, o alerta é para a crescente resistência. Espécies como capim-pé-de-galinha, caruru e capim-amargoso apresentam menor sensibilidade aos herbicidas convencionais, exigindo novas abordagens.

    Uma das estratégias defendidas é o uso de herbicidas pré-emergentes, como o Yamato, que atuam antes mesmo da germinação das plantas invasoras. Ainda assim, há espaço para crescimento: cerca de metade das lavouras brasileiras de soja não utiliza esse tipo de manejo.

    “A planta daninha precisa ser combatida antes de aparecer. O produtor precisa surpreender o problema, não reagir a ele”, explicou.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Cooperativismo e futuro da agricultura

    A relevância da Tecnoshow Comigo também aparece como ponto de conexão entre tecnologia e produtor. A cooperativa atua em cerca de 22% da área de soja e milho de Goiás, reforçando o papel do cooperativismo na difusão de conhecimento e inovação.

    Ao mesmo tempo, a IHARA mantém um pipeline robusto, com 22 novos ativos em desenvolvimento e potencial para até 240 produtos. Entre os lançamentos previstos está o Fusão Fix, que promete mais praticidade e eficiência no manejo da soja.

    A mensagem final reforça a mudança de mentalidade no campo. Se antes produzir 70 sacas era referência, hoje já se fala em 100 sacas por hectare. Assim, o novo cenário exige mais conhecimento, planejamento e precisão.

    “Cada vez mais, o agricultor precisa conhecer o alvo e escolher a solução adequada. Esse é o caminho para garantir produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo”, concluiu Valdumiro.

  • Tecnoshow Comigo abre edição com foco em inovação no agro

    Tecnoshow Comigo abre edição com foco em inovação no agro

    A Tecnoshow Comigo 2026 começou na manhã desta segunda-feira (6), em Rio Verde (GO), reunindo lideranças políticas, produtores rurais, pesquisadores, autoridades municipais e estaduais, além de embaixadores de diversos países. Considerada uma das principais feiras do agronegócio brasileiro, a programação segue até sexta-feira (10), no Centro Tecnológico Comigo (CTC). O evento destaca o Sudoeste Goiano como referência nacional em produtividade e qualificação no campo.

    Organizada pela Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), a feira amplia nesta edição o alcance internacional. A presença de representantes estrangeiros reforça o interesse global pelo agronegócio brasileiro. Além disso, evidencia a força tecnológica e produtiva da região.

    Abertura reúne autoridades e marca transferência simbólica da capital

    A programação começou com uma coletiva de imprensa. Em seguida, ocorreram a revista da guarda e o hasteamento das bandeiras no estande do Governo de Goiás.

    Participaram da abertura o presidente do Conselho de Administração da Comigo, Antonio Chavaglia, o governador Daniel Vilela (MDB) e o prefeito de Rio Verde, Wellington Carrijo (MDB).

    Antonio Chavaglia, presidente do Conselho de Administração da Comigo – Foto: Pedro H. Lopes

    Durante a solenidade, autoridades assinaram o termo simbólico que transfere a capital do estado para o município até o encerramento da feira. A medida reforça a importância econômica e política do evento para Goiás.

    Chavaglia destacou o papel da Tecnoshow na difusão de tecnologia, mesmo diante de um cenário econômico desafiador. “Embora estejamos em um momento de recessão, a feira tem de continuar trazendo revoluções tecnológicas nas áreas de agricultura e pecuária. Nossa feira é tradicional e com o público sempre presente”, afirmou.

    Além disso, ele alertou para a pressão sobre o setor. “Estamos em uma situação delicada no Brasil. Há uma guerra que impacta os custos do petróleo e dos insumos, o que torna cada vez mais difícil manter margem”, disse.

    Segundo ele, esse cenário afeta diretamente o produtor rural. “O custo será repassado para o produtor, o que, às vezes, acaba fechando em vermelho”, completou.

    Apoio ao setor e cenário internacional

    O governador Daniel Vilela reforçou a importância do agronegócio para a economia. “Esse setor carrega a economia do nosso estado e do Brasil”, afirmou.

    Governador Daniel Vilela – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Em seguida, destacou o desempenho do Sudoeste Goiano. “A região representa a mais alta produtividade e qualificação profissional do produtor rural”, declarou.

    Além do impacto econômico, a presença de embaixadores fortalece a visibilidade internacional da Tecnoshow Comigo. Dessa forma, o evento se consolida como vitrine de inovação, tecnologia e negócios no campo.

    Vilela também anunciou medidas para reduzir custos logísticos. “O estado de Goiás vai subsidiar em R$ 1,20 o diesel, garantindo apoio ao produtor e à cadeia logística”, disse.

    Por fim, ele destacou o papel da feira na busca por soluções. “Que possamos encontrar aqui oportunidades e respostas para os desafios enfrentados pelo setor”, afirmou.

    Ao longo da semana, a Tecnoshow Comigo deve movimentar bilhões em negócios. Além disso, o evento apresenta novas tecnologias e fortalece conexões entre produtores, empresas e investidores. A expectativa é ampliar ainda mais sua relevância no cenário nacional e internacional.