Tag: São Paulo

  • Sol e chuva no Sudeste e ventos intensos no Sul 

    Sol e chuva no Sudeste e ventos intensos no Sul 

    O Sul do Brasil enfrenta chuva forte e ventos de até 100 km/h neste fim de semana, devido a uma baixa pressão entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. Ou seja, o fenômeno, previsto para esta sexta-feira (6), deve causar instabilidade em várias regiões do país, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    No Sul, acumulados superiores a 100 milímetros devem atingir o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o sul do Paraná. A intensidade das chuvas levou o Inmet a emitir um alerta laranja, classificando-as como perigosas. Nas demais áreas do Paraná, também deve chover, mas os volumes não ultrapassam 50 milímetros por dia.

    Os temporais devem persistir até segunda-feira (9), acompanhando a tendência de dezembro, que começou quente e chuvoso em boa parte do Brasil.

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    Sol e chuva: dezembro promete chuvas acima da média

    A previsão para o último mês do ano reforça dias marcados por calor e pancadas de chuva. O Inmet destaca a expectativa de precipitações acima da média no Norte, nordeste do Mato Grosso, São Paulo, sul de Minas Gerais e oeste do Piauí.

    Pelo menos quatro ou cinco frentes frias devem avançar sobre São Paulo e Rio de Janeiro ao longo de dezembro. Essas frentes podem formar dois corredores de umidade, intensificando as chuvas nessas áreas.

    Em resumo, o cenário reforça a necessidade de atenção ao clima instável, especialmente no Sul, onde os ventos e chuvas fortes exigem cuidados redobrados.

  • Agro paulista cresce 11,2% e lidera exportações nacionais

    Agro paulista cresce 11,2% e lidera exportações nacionais

    São Paulo mantém a liderança nas exportações do agronegócio brasileiro. O setor paulista registrou alta de 11,2% entre janeiro e outubro de 2024, alcançando US$ 25,77 bilhões. No mesmo período, as importações somaram US$ 4,74 bilhões, resultando em um superávit de US$ 21,03 bilhões. Ou seja, esse saldo reforça a importância do agronegócio para a economia estadual.

    O levantamento, conduzido por Carlos Nabil Ghobril, coordenador da Apta, e pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA), destaca que o setor agro respondeu por 43,6% das exportações paulistas no período. As importações do segmento representaram 7,4% do total estadual.

    Enquanto isso, os demais setores da economia estadual acumularam um déficit de US$ 26,13 bilhões, evidenciando o papel do agronegócio na redução do saldo negativo da balança comercial paulista.

    Principais produtos e crescimento

    Cinco grupos de produtos concentraram 79,8% das exportações agropecuárias paulistas:

    • Complexo sucroalcooleiro: 40,7% de participação (US$ 10,48 bilhões), com o açúcar representando 93% desse total.
    • Carnes: 11,2% de participação (US$ 2,89 bilhões), lideradas pela carne bovina (84,1%).
    • Produtos florestais: 10,3% de participação (US$ 2,66 bilhões), com destaque para celulose (55,2%).
    • Sucos: 9,1% de participação (US$ 2,34 bilhões), sendo 98,2% de suco de laranja.
    • Complexo soja: 8,5% de participação (US$ 2,18 bilhões), com 77,1% de soja em grão.

    Ao mesmo tempo, o café registrou alta de 41,4%, somando US$ 1,06 bilhão, com destaque para o café verde (71,7%). Outras altas incluem sucos (+30,6%), complexo sucroalcooleiro (+23,9%) e produtos florestais (+18,9%). Já o complexo soja sofreu queda de 35%, impactado por variações de preço e volume exportado.

    Importações e participação nacional

    Nas importações, os principais produtos foram salmão (US$ 383,63 milhões), papel (US$ 340,14 milhões) e trigo (US$ 271,41 milhões). Juntos, os dez itens mais importados somaram US$ 2,09 bilhões, ou 44,2% das importações agropecuárias paulistas.

    No cenário nacional, São Paulo respondeu por 18,4% das exportações do agronegócio brasileiro, superando Mato Grosso (16,9%) e Paraná (11,3%). O estado lidera as exportações de sucos (83,7%), complexo sucroalcooleiro (63,1%) e produtos alimentícios diversos (73,9%).

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    Balança comercial brasileira

    O agronegócio brasileiro acumulou superávit de US$ 123,78 bilhões até outubro de 2024, apesar de uma leve redução de 1,6% em comparação ao ano anterior. Em resumo, as exportações setoriais somaram US$ 140,02 bilhões, representando 49,3% das vendas externas do país.

    Os principais grupos exportados foram complexo soja (US$ 50,33 bilhões), carnes (US$ 21,49 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 16,60 bilhões), produtos florestais (US$ 14,31 bilhões) e café (US$ 9,75 bilhões). Portanto, juntos, esses produtos concentraram 80,3% das exportações do agronegócio brasileiro.

    Destaques incluem aumentos nas vendas de café (+51,0%) e complexo sucroalcooleiro (+26,6%). Por outro lado, o complexo soja registrou queda de 16,8%, refletindo oscilações no mercado internacional.

     

  • SP lança programa para incentivar produção de Café Canephora

    SP lança programa para incentivar produção de Café Canephora

    Nesta quinta-feira (31), o Governo do Estado de São Paulo lança um programa que busca fortalecer o setor cafeeiro e impulsionar a economia rural. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em parceria com a iniciativa privada, lança o Programa Estadual de Incentivo ao Cultivo de Coffea Canephora, uma ação que visa aumentar a competitividade da produção cafeeira no estado.

    Canephora

    Com foco nas regiões Centro-Oeste, Oeste e Noroeste de São Paulo, o programa busca incentivar produtores a cultivar o grão Canephora. Em resumo, ele é mais resistente a altas temperaturas e com demanda crescente no mercado nacional e internacional. Ou seja, nova iniciativa pode fomentar o desenvolvimento agrícola sustentável e a geração de empregos e renda no campo.

    Aposta da expansão do cultivo do café no estado

    Tradicionalmente, São Paulo destacou-se como produtor de café arábica no Brasil, mas agora aposta na produção de Canephora para aumentar sua participação no setor cafeeiro. O programa é resultado de uma colaboração entre a Secretaria de Agricultura e a Câmara Setorial do Café, além de apoio técnico de instituições como a APTA, CATI e ITESP.

    “O envolvimento do setor público com a iniciativa privada é uma prioridade para o governo paulista. Nossa expectativa é de uma cafeicultura mais resiliente, sustentável e adaptada às mudanças climáticas”, afirmou o secretário de Agricultura Guilherme Piai.

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    Objetivos e ações do programa

    O Programa Estadual de Incentivo ao Cultivo de Coffea Canephora inclui várias diretrizes para estimular a produção sustentável do grão no estado. Entre as metas, destacam-se a validação e difusão de tecnologias específicas para o cultivo do Canephora em condições edafoclimáticas da região Oeste paulista. Outro foco é a produção de mudas de alta qualidade genética e fitossanitária para garantir a sustentabilidade dos cultivos.

    Além disso, a Secretaria pretende implementar áreas piloto e vitrines tecnológicas, além de capacitar técnicos e produtores por meio de palestras, treinamentos e dias de campo.

    Café Canephora

    O café Canephora, que inclui as variedades conilon e robusta, representa cerca de 40% da produção mundial de café, com o Vietnã liderando a exportação global. No Brasil, a produção de Canephora está em expansão, especialmente nos estados do Espírito Santo, Bahia e Rondônia, que atualmente representam 30% do mercado interno de café. Com o novo programa, São Paulo almeja tornar-se uma referência também na produção desse tipo de grão.

    A demanda mundial pelo Canephora, especialmente no mercado de café solúvel e blends, está em crescimento. Com maior produtividade e preço competitivo em relação ao arábica, a produção de Canephora se torna uma alternativa viável para os produtores paulistas, segundo dados da Conab.

    Lançamento do programa

    O lançamento oficial do Programa Estadual de Incentivo ao Cultivo de Coffea Canephora acontecerá no Instituto Biológico, na Vila Mariana, em São Paulo, às 14h. A programação inclui atividades como plantio de mudas, palestras sobre as diretrizes do programa e apresentações de especialistas do setor.

    O evento reunirá produtores, técnicos e representantes do setor privado para discutir desafios e oportunidades na produção do café Canephora em São Paulo. Ou seja, o objetivo é fortalecer a integração e o desenvolvimento de uma cafeicultura sustentável e competitiva.

  • Venda de etanol atinge terceiro maior volume da safra

    Venda de etanol atinge terceiro maior volume da safra

    O mercado spot de etanol em São Paulo registrou o terceiro maior volume de vendas da safra 2024/25 na última semana, segundo levantamento do Cepea. Distribuidoras de diferentes portes aumentaram a demanda, impulsionando as negociações no estado.

    Otimismo no setor

    Vendedores estão otimistas em relação ao desempenho nos próximos meses. Pesquisadores do Cepea indicam que a proximidade do fim das atividades agrícolas e industriais contribuiu para o aumento nas vendas. Além disso, a pressão de tancagem diminuiu, enquanto a diferença de preços entre combustíveis nas bombas continua a favorecer os valores praticados nas usinas da região Centro-Sul.

    Entre 7 e 11 de outubro, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado atingiu R$ 2,5159 por litro, sem ICMS e PIS/Cofins, uma alta de 2,31% em comparação com a semana anterior. O preço do etanol anidro também subiu, com aumento de 0,54%, fechando em R$ 2,7572 por litro, valor líquido de impostos.

    Lei do Combustível do Futuro

    Os produtores estão otimistas também com a Lei do Combustível do Futuro fortalece o uso de biocombustíveis no Brasil. Em resumo, a nova legislação incentiva o diesel verde, biometano e combustíveis sustentáveis para a aviação. Além disso, amplia a mistura de etanol à gasolina e biodiesel ao diesel.

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    Lei cria novos programas

    O novo marco regulatório cria programas como o Programa Nacional do Diesel Verde (PNDV) e o Programa Nacional do Bioquerosene de Aviação (ProBioQAV). Esses incentivos visam estimular o desenvolvimento de biocombustíveis e ampliar a produção de etanol e biodiesel.

    Além disso, a nova lei incentiva o uso de biometano e combustível sustentável de aviação (SAF). Ou seja, a expectativa é que o biometano, produzido a partir de resíduos agrícolas, substitua o gás natural em várias indústrias. O SAF, por sua vez, poderá ser fabricado a partir de etanol e óleos vegetais, contribuindo para a redução de emissões de carbono na aviação.

  • Preços do etanol e trigo caem com oferta elevada

    Preços do etanol e trigo caem com oferta elevada

    Os preços do etanol no mercado spot de São Paulo recuaram novamente na última semana. Pesquisadores do Cepea apontam que os compradores seguiram pressionando por valores menores, conseguindo sucesso em diversas negociações. Além dessa pressão, algumas usinas paulistas tiveram que escoar volumes estocados.

    Preços do etanol

    Entre 30 de setembro e 4 de outubro, o indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado caiu para R$ 2,4590/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), representando uma queda de 0,65% em relação à semana anterior.

    O indicador do etanol anidro registrou recuo de 1,22%, fechando a R$ 2,7425/litro, também líquido de impostos. Enquanto isso, a moagem da safra 2024/25 segue para a reta final na região Centro-Sul.

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    Preços do trigo

    Os preços do trigo no Rio Grande do Sul registraram queda significativa no início de outubro. Segundo o Cepea, além do avanço da colheita, a baixa demanda está pressionando os valores, já que muitos moinhos estão com estoques suficientes e afastados das compras no mercado spot. Ou seja, os vendedores, por sua vez, têm ajustado os preços apenas em negociações pontuais.

    O abastecimento de moinhos no estado tem sido garantido, em grande parte, por importações, principalmente da Argentina e do Uruguai. Em setembro, 48,82 mil toneladas de trigo foram importadas pelo Rio Grande do Sul, conforme dados da Secex.

    No total, o Brasil importou 592,13 mil toneladas do cereal no mesmo mês, o maior volume registrado para setembro desde 2016. Ou seja, de janeiro a setembro de 2024, as importações de trigo já somam 5,148 milhões de toneladas, superando em 23% o total importado em 2023.

     

  • Exportações por outros estados pelo Porto de Paranaguá crescem 70%

    Exportações por outros estados pelo Porto de Paranaguá crescem 70%

    O volume de exportações por outros estados via Porto de Paranaguá subiu 70% entre 2019 e 2024. Nesse período, o total transportado passou de 6,6 milhões para 11,3 milhões de toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC e o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).

    Porto de Paranaguá

    Reconhecido pela agilidade nas operações, o Porto de Paranaguá tornou-se um importante canal para o escoamento de cargas de diversos estados. Além disso, o crescimento reflete a eficiência logística e a integração do porto com outros modais, como as redes viária e ferroviária paranaenses.

    Além do aumento no volume, houve um salto significativo nos valores movimentados. Em 2019, as exportações de outros estados somaram US$ 3,2 bilhões. Em resumo, em 2024, o montante alcançou US$ 7,9 bilhões, um crescimento de 143%. Além disso, o número de estados que utilizam o porto também aumentou, de 20 para 26.

    O diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, destacou os investimentos feitos no porto nos últimos anos. “O Porto de Paranaguá facilita tanto as exportações paranaenses quanto as de outros estados”, afirmou. Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná, ressaltou que os números demonstram a confiança do setor produtivo na infraestrutura paranaense.

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    Estados

    Entre os estados que mais utilizaram o porto, Mato Grosso do Sul lidera, com 5,1 milhões de toneladas exportadas em 2024, um crescimento de 105% em relação a 2019. São Paulo aparece em segundo, com 2,5 milhões de toneladas, alta de 175%.

    Os principais produtos exportados pelos outros estados foram grãos (4,4 milhões de toneladas), açúcares (2,6 milhões), alimentos para animais (1,7 milhão) e carnes (791 mil toneladas).

    Portanto, com esses resultados, o Porto de Paranaguá se consolida como um dos principais hubs logísticos do Brasil, ampliando sua competitividade mesmo em um cenário de crescente concorrência entre os portos brasileiros.

     

  • Governo Federal anuncia apoio a produtores atingidos por incêndios em São Paulo

    Governo Federal anuncia apoio a produtores atingidos por incêndios em São Paulo

    O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, anunciou nesta segunda-feira (23) em São Paulo um pacote de apoio aos produtores rurais afetados pelos recentes incêndios. A iniciativa será viabilizada por meio do Programa de Financiamento de Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro). O programa destina recursos para a recuperação de áreas degradadas.

    Durante reunião com representantes de instituições financeiras, como Banco do Brasil, Caixa, BNDES, BNB, Basa, Sicredi, Sicoob e Bradesco, Fávaro informou que o presidente Lula autorizou o uso de verbas do RenovAgro para socorro emergencial aos produtores. Alguns bancos, como o Banco do Brasil, já disponibilizam essa linha de crédito, enquanto outras instituições deverão oferecê-la a partir de outubro.

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    Um exemplo prático foi o produtor Manoel Benedito Rosa Filho, da região de Cáceres (MT). Ele assinou contrato para acessar essa linha de crédito durante o encontro. Sua propriedade foi gravemente afetada pelos incêndios, com 40% da área queimada.

    O ministro destacou que o crédito do RenovAgro oferece condições vantajosas, com taxas de juros menores e prazos amplos para pagamento. Além disso, algumas instituições financeiras, que inicialmente planejavam liberar parte dos recursos no próximo ano, decidiram antecipar essa liberação para este ano, dada a urgência da situação.

    A reunião também contou com a presença de Guilherme Campos, secretário de Política Agrícola, Wilson Vaz, secretário adjunto, e Fabio Paarmann, superintendente interino do Mapa em São Paulo.

    Incêndios em canaviais causam prejuízo de R$ 1.2 bilhão

    Os prejuízos causados pelas queimadas em canaviais no Estado de São Paulo podem superar R$ 1.2 bilhão. A Orplana (Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil) atualizou a estimativa de perdas nesta sexta-feira (13).

    Entre 23 de agosto e 10 de setembro, a organização identificou mais de 3 mil focos de incêndio. O balanço revelou que as chamas destruíram mais de 181 mil hectares de cana-de-açúcar e áreas de rebrota no estado de São Paulo.

    “A base de dados utilizada pela Orplana é a de um conjunto de satélites que fazem a verificação das áreas, inclusive com monitoramento de queimadas. Então, pela espectrofotometria é possível ver a diferença das áreas onde tinha cana e onde não tem e também o que aconteceu com a cana, se queimou, se mudou a coloração ou se manteve sem alteração, além da verificação a campo”, explica o CEO da organização, José Guilherme Nogueira.

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    Além disso, Nogueira afirma que o produtor ainda está juntando os cacos para entender os próximos passos. “O custo de implantação na renovação de canavial é por volta de R$ 13,5 mil por hectare. E mesmo naquela rebrota que ainda continuar viável, que não precisar do replantio, pode ser que precise de manejo e nutrientes, em que os custos também impactarão. Isso porque, o colchão de palha que havia ali auxiliava contra plantas daninhas, na retenção de água e na matéria orgânica do solo”, explica. “Além disso, as rebrotas de cana de 3 e 4 meses viraram pó, causando um acúmulo de cinzas, que também precisará de manejo na área”, reforça.

    Sem previsão dos impactos

    Os impactos das queimadas em canaviais para a próxima safra são imprevistos. “A taxa de plantio, a área a ser disponibilizada para colheita no próximo ano e o cenário de clima seco, podem sim impactar a safra futura, mas ainda é muito cedo para qualquer previsão, pois vamos depender de como virão as chuvas e climas para os próximos meses”, conclui Nogueira.

  • Preços do etanol seguem em queda em São Paulo

    Preços do etanol seguem em queda em São Paulo

    Os preços do etanol em São Paulo continuam caindo. Entre 9 e 13 de setembro, o Indicador CEPEA/ESALQ para o etanol hidratado registrou R$ 2,4061 por litro, uma queda de 4,07% em comparação com a semana anterior. Já o etanol anidro fechou a R$ 2,8551 por litro, representando uma redução de 2,75% no mesmo período.

    Preços do etanol em queda

    Pesquisadores do Cepea apontam que algumas usinas paulistas precisaram escoar o etanol estocado, em razão do excesso de produção nos tanques. Portanto, essas unidades flexibilizaram os preços para facilitar as negociações. Por outro lado, distribuidores que adquiriram maiores volumes negociaram valores mais baixos que os originalmente oferecidos.

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    Em resumo, a pressão sobre os estoques e a maior negociação por parte dos compradores influenciaram diretamente o enfraquecimento dos preços no estado.

    Valores seguem tendência de queda

    Em agosto, período de pico da safra de cana-de-açúcar na região Centro-Sul, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado registrou uma média de R$ 2,5827/litro, queda de 0,78% em relação a julho. Para o etanol anidro, na modalidade spot, a média de agosto foi de R$ 2,9526/litro, uma redução de 1,2% no mesmo período.

  • Queimadas em canaviais causam prejuízo de R$ 1.2 bilhão

    Queimadas em canaviais causam prejuízo de R$ 1.2 bilhão

    Os prejuízos causados pelas queimadas em canaviais no Estado de São Paulo podem superar R$ 1.2 bilhão. A Orplana (Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil) atualizou a estimativa de perdas nesta sexta-feira (13).

    Entre 23 de agosto e 10 de setembro, a organização identificou mais de 3 mil focos de incêndio. O balanço revelou que as chamas destruíram mais de 181 mil hectares de cana-de-açúcar e áreas de rebrota no estado de São Paulo.

    “A base de dados utilizada pela Orplana é a de um conjunto de satélites que fazem a verificação das áreas, inclusive com monitoramento de queimadas. Então, pela espectrofotometria é possível ver a diferença das áreas onde tinha cana e onde não tem e também o que aconteceu com a cana, se queimou, se mudou a coloração ou se manteve sem alteração, além da verificação a campo”, explica o CEO da organização, José Guilherme Nogueira.

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    José Guilherme Nogueira, CEO da ORPLANA

    Além disso, Nogueira afirma que o produtor ainda está juntando os cacos para entender os próximos passos. “O custo de implantação na renovação de canavial é por volta de R$ 13,5 mil por hectare. E mesmo naquela rebrota que ainda continuar viável, que não precisar do replantio, pode ser que precise de manejo e nutrientes, em que os custos também impactarão. Isso porque, o colchão de palha que havia ali auxiliava contra plantas daninhas, na retenção de água e na matéria orgânica do solo”, explica. “Além disso, as rebrotas de cana de 3 e 4 meses viraram pó, causando um acúmulo de cinzas, que também precisará de manejo na área”, reforça.

    Sem previsão dos impactos

    Os impactos das queimadas em canaviais para a próxima safra são imprevistos. “A taxa de plantio, a área a ser disponibilizada para colheita no próximo ano e o cenário de clima seco, podem sim impactar a safra futura, mas ainda é muito cedo para qualquer previsão, pois vamos depender de como virão as chuvas e climas para os próximos meses”, conclui Nogueira.

    A Orplana conta, atualmente, com 35 associações de fornecedores de cana e representa mais de 12 mil produtores de cana-de-açúcar.

  • Preços do açúcar sobem com seca e incêndios em SP

    Preços do açúcar sobem com seca e incêndios em SP

    Os preços do açúcar cristal branco seguem em alta no mercado paulista. A estiagem prolongada, o forte calor e os incêndios em canaviais no final de agosto impulsionam as cotações. De acordo com o Cepea, o Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa 130 a 180, atingiu R$ 137,06 por saca de 50 kg na última sexta-feira (6), valor registrado há dois meses.

    Açúcar cristal

    A demanda pelo açúcar cristal também aumentou na última semana, com compradores buscando garantir estoques. Segundo os pesquisadores, isso reflete o receio de novas altas no curto prazo, e não necessariamente um aquecimento do mercado. Entre os dias 2 e 6 de setembro, a média do Indicador foi de R$ 136,47, alta de 4,02% em relação à semana anterior.

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    Em resumo, a Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), estima que os incêndios atingiram cerca de 80 mil hectares de cana-de-açúcar.

    Liderança mundial

    O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar e líder nas exportações do setor sucroalcooleiro. Em resumo, este ano, as exportações de açúcar bruto ultrapassaram US$ 8,69 bilhões, marcando um recorde histórico.