O governo de Rondônia anunciou nesta semana, em reunião com empresários expositores, o tema e a data oficial da 13ª Rondônia Rural Show Internacional. O evento, organizado pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), vai acontecer de 25 a 30 de maio de 2026. A feira, já consolidada no calendário estadual, terá como tema “Exportação e Desenvolvimento”.
A primeira reunião de alinhamento com expositores e montadores marcou o início da preparação da feira, reconhecida como uma das maiores de tecnologia e negócios agropecuários da Região Norte. O evento visa consolidar Rondônia como referência nacional e internacional em produção, inovação e ampliação de mercados.
O governador Marcos Rocha destacou que o tema evidencia a expansão econômica do estado. Ele ressaltou o papel da feira para fortalecer o setor produtivo: “Rondônia mantém equilíbrio entre produção, responsabilidade social e desenvolvimento. Em 2026, queremos mostrar ao Brasil e ao mundo nossa capacidade de exportar mais, gerar empregos e promover o crescimento estadual com eficiência.”
Com o foco em “Exportação e Desenvolvimento”, a edição de 2026 pretende atrair representantes internacionais, ampliar rodadas de negócios e abrir novas oportunidades para produtores rurais.
Fortalecimento de cadeias produtivas
O secretário de Estado da Agricultura, Luiz Paulo, afirmou que a feira terá como prioridade fortalecer todas as cadeias produtivas, valorizando qualidade e agregação de valor. “Preparamos um evento alinhado às demandas do mercado global, com espaços dedicados à inovação tecnológica, sustentabilidade e comercialização direta, estimulando o produtor a enxergar a exportação como caminho real para o crescimento.”
Em 2025, a Rondônia Rural Show gerou bilhões em negócios e recebeu milhares de visitantes, consolidando-se como um dos maiores eventos agropecuários da Amazônia. Para 2026, o governo projeta crescimento ainda maior. Com expositores internacionais, missões empresariais e novos parceiros, reforçando o protagonismo do estado no agronegócio nacional e global.
A Embrapa divulgou estudo que mapeia o crescimento acelerado da cafeicultura nas Matas de Rondônia e apresenta números que desafiam o modelo tradicional de expansão agrícola. A produtividade nos cafezais da região saltou de 7,8 para 50,2 sacas por hectare entre 2001 e 2023, enquanto a área cultivada encolheu de 245 mil para apenas 60,6 mil hectares no mesmo período.
Foto: Enrique Alves /Embrapa
O levantamento “Perfil socioeconômico e produtivo dos cafeicultores da região das Matas de Rondônia” abrangeu 15 municípios que respondem por 75% da produção estadual de café robusta. Esses municípios obtiveram, em 2021, o registro de Indicação Geográfica do tipo denominação de origem para o grão produzido na região.
Pequenos produtores lideram crescimento com alta rentabilidade
Mais de sete mil produtores cultivam café em propriedades com média de 28,6 hectares, onde os cafezais ocupam cerca de 3,4 hectares. A rentabilidade do negócio surpreende: cada saca de 60kg custa R$ 618 para produzir e os produtores vendem por aproximadamente R$ 1.300.
“Uma margem que tem ajudado a melhorar a vida de muitos produtores”, afirma Calixto Rosa Neto, analista da Embrapa Rondônia e autor do estudo. O impacto financeiro positivo reflete-se na redução da idade média dos cafeicultores, que caiu de 53 para 47 anos em 15 anos, demonstrando que jovens permanecem no campo.
A pesquisa utilizou questionários aplicados com apoio do Sebrae-RO, além de dados do IBGE, Conab e informações coletadas por satélite. O trabalho integra o projeto CarbCafé, coordenado pela Embrapa Territorial (SP).
Café representa 63% do PIB agrícola regional
O Valor Bruto da Produção (VBP) do café representa, em média, 63,6% do VBP agrícola total nos 15 municípios das Matas de Rondônia. Os números evidenciam a importância da cafeicultura no desenvolvimento socioeconômico local.
Foto: Enrique Alves /Embrapa
“Um ponto positivo encontrado foi o tempo de espera para comercializar a safra. A grande maioria espera por melhores preços. Isso reflete uma certa maturidade econômica dos cafeicultores”, explica o pesquisador Enrique Alves, coautor do documento.
Mecanização e inovação transformam colheita
Os produtores já utilizam mais de 200 máquinas colhedoras nos cafezais. A demanda crescente fez surgir empresas de aluguel de colhedoras de café semi-mecanizadas, serviço inexistente na região há poucos anos.
“Esse é um dos sinais de que a cadeia produtiva está crescendo e se consolidando”, aponta Rosa Neto. Além da mecanização, os cafeicultores adotam fertirrigação, manejo específico de solos e plantas, adubação correta e podas nos períodos recomendados.
A revolução tecnológica começou há mais de dez anos com o plantio de cafeeiros clonais desenvolvidos especialmente para a região, híbridos de robusta e conilon conhecidos como Robustas Amazônicos.
Internet chega a 97,7% das propriedades rurais
O salto na conectividade impressiona: em 2017, o Censo Agropecuário do IBGE registrou apenas 9,2% de propriedades conectadas nos 15 municípios. Sete anos depois, 97,7% dos produtores entrevistados têm acesso à internet.
Foto: Enrique Alves /Embrapa
“A falta de conectividade afeta a administração da lavoura e é um dos motivos que provoca a evasão de jovens do campo. Por isso, esse alto índice de acesso à internet é uma excelente notícia”, revela Rosa Neto. Os produtores usam a tecnologia principalmente para comprar insumos, comunicação e comercialização da produção.
Falta de mão de obra temporária preocupa setor
A escassez de trabalhadores temporários representa um dos principais gargalos. Os cafezais demandam grande número de empregados durante os três meses de colheita, período em que cada vez menos pessoas aceitam trabalhar, independentemente da remuneração oferecida.
“A mecanização pode ajudar a resolver parte do problema, ela substitui até cerca de 50% da mão-de-obra, mas ainda haverá um efetivo considerável a ser suprido”, prevê Rosa Neto. Desde 2011, a cafeicultura regional perdeu aproximadamente 20 mil trabalhadores.
Setor precisa desenvolver colhedoras específicas para Robustas
Os Robustas Amazônicos necessitam de máquinas colhedoras próprias. Enquanto plantas arábicas possuem um único caule, os robustas têm vários caules, impedindo que as duas espécies compartilhem o mesmo equipamento de colheita.
Gestão financeira ainda é informal
Dos produtores entrevistados, 61% declararam não fazer registro financeiro algum. Apenas 6,6% usam planilha eletrônica para organizar as finanças e 35% anotam receitas e despesas em cadernos.
O custo médio de produção informado pelos produtores foi de R$ 17,8 mil por hectare. No entanto, a maioria não inclui nesse valor a mão-de-obra familiar, depreciação de equipamentos e custo da terra.
“É comum contratar empregados temporários com almoço incluso. No entanto, o custo dos alimentos e a hora da cozinheira não entram na conta”, exemplifica Rosa Neto.
Mudanças climáticas ampliam período de irrigação
As alterações climáticas já obrigam produtores a adaptar práticas agrícolas. Os períodos de seca aumentaram significativamente, estendendo a necessidade de irrigação de três para cinco meses.
Foto: Enrique Alves /Embrapa
“Isso significa aumento no custo de produção, especialmente em energia elétrica, e, o mais preocupante, necessidade de maior suprimento de água”, alerta Rosa Neto. O analista cita produtores do noroeste do Mato Grosso que não conseguiram irrigar porque os rios secaram.
Cafezais sequestram 2,3 vezes mais carbono do que emitem
Estudo publicado pela Embrapa em 2024 comprovou que os cafezais das Matas de Rondônia sequestram 2,3 vezes mais carbono do que emitem. A cafeicultura regional contribui significativamente para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.
Entre 2020 e 2023, sete dos 15 municípios da região das Matas de Rondônia alcançaram desmatamento zero. Na região inteira, a pesquisa encontrou traços de retirada de áreas florestais em menos de 1% da área total ocupada pela cafeicultura.
Mais da metade dos territórios dos 15 municípios somados mantém cobertura florestal, totalizando 2,2 milhões de hectares com vegetação nativa. As terras indígenas preservam 56% dessa floresta, ou 1,2 milhão de hectares.
“Esse café está se consolidando como produto de alta qualidade, que promove o desenvolvimento social em pequenas propriedades e comunidades tradicionais e que ainda ajuda a manter a floresta Amazônica”, declara Enrique Alves.
O pesquisador destaca que o café, apesar de estar entre as três principais culturas agronômicas do estado, ocupa apenas 0,8% da área das Matas de Rondônia, região que responde por 75% da produção estadual.
O governo de Rondônia entregou cerca de 200 equipamentos agrícolas ao setor produtivo de 49 municípios do estado. A ação foi realizada no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná. E visa apoiar a agricultura familiar, aumentar a produtividade no campo e fortalecer a cadeia produtiva local.
A frota entregue inclui plantadeiras, distribuidores de calcário, roçadeiras, vagões, caminhões-pipa, caminhões basculantes e retroescavadeiras. Essas máquinas facilitam desde o preparo do solo até a colheita, garantindo eficiência em diversas etapas da produção agrícola.
O governador Marcos Rocha destacou que cada equipamento representa mais renda e empregos para Rondônia. “Com esta entrega, o governo fortalece o produtor rural e o agronegócio do estado,” afirmou.
Rondônia se destaca como referência nacional na agricultura, e a chegada desse maquinário permitirá maior capacidade produtiva e o uso de tecnologias avançadas, ampliando a competitividade da agropecuária local.
O secretário estadual de Agricultura, Luiz Paulo, ressaltou que o investimento atende a mais de 40 municípios e reforça o compromisso do governo com a modernização do campo. “Queremos que cada produtor tenha as ferramentas para aumentar sua eficiência e contribuir para o crescimento do estado,” afirmou.
Em São Miguel do Guaporé, o secretário municipal de Agricultura, Vonei de Ros, comemorou a chegada de oito equipamentos ao município. “Oferecemos esses maquinários sem custo ao pequeno produtor, beneficiando culturas como café e pecuária,” destacou.
Leudy Barros, secretária de Agricultura de Candeias do Jamari, salientou que os equipamentos chegam em momento oportuno para corrigir o solo e apoiar o pequeno produtor.
A entrega dos maquinários marca um avanço significativo no apoio à agricultura familiar em Rondônia, com investimentos que promovem desenvolvimento e prosperidade em diversas regiões do estado.
Municípios beneficiados
Alto Alegre dos Parecis, Alto Paraíso, Alvorada do Oeste, Ariquemes, Buritis, Cabixi, Cacoal, Cacaulândia, Campo Novo de Rondônia, Candeias do Jamari. Castanheiras, Cerejeiras, Chupinguaia, Colorado do Oeste, Corumbiara, Costa Marques, Cujubim, Espigão do Oeste, Governador Jorge Teixeira, Guajará-Mirim, Itapuã do Oeste, Jaru, Ji-Paraná, Machadinho do Oeste. Ministro Andreazza, Mirante da Serra, Monte Negro, Nova Brasilândia do Oeste, Nova Mamoré, Nova União. Novo Horizonte do Oeste, Parecis, Pimenta Bueno, Pimenteiras do Oeste, Porto Velho, Presidente Médici. Primavera de Rondônia, Rolim de Moura, Santa Luzia do Oeste, São Felipe do Oeste, São Francisco do Guaporé, São Miguel do Guaporé, Seringueiras, Teixeirópolis, Theobroma, Urupá, Vale do Anari, Vale do Paraíso, Vilhena.
Durante o NeoSummit COP30, realizado em São Paulo nesta quarta-feira (10), Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS, apresentou resultados expressivos do programa Escritórios Verdes, que apoia 900 pequenos pecuaristas em Rondônia e no oeste de Mato Grosso, aumentando a produtividade das propriedades em até 30%. A iniciativa combina tecnologia e gestão para promover sustentabilidade e eficiência no setor agropecuário.
O programa atua com três pilares principais: regularização ambiental, assistência técnica e gestão das propriedades. Até o momento, mais de 19 mil fazendas foram regularizadas ambientalmente, com a recuperação de 8 mil hectares de mata nativa.
A assistência técnica potencializou a produção e elevou a renda dos produtores em até 1,5 salário mínimo. Já a gestão eficiente foi implementada em 500 propriedades, sendo que 30% delas já operam com baixo impacto de carbono.
Para Tomazoni, a sustentabilidade no agronegócio brasileiro depende do aumento da eficiência produtiva sem encarecer os alimentos, sendo este o principal desafio da transição ecológica. “A solução não é um produto mais caro na prateleira, é um produtor mais eficiente no campo”, afirmou.
Integração Lavoura-Pecuária-Floresta
A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), técnica adotada no programa, aproxima o Brasil ao cenário global como referência em produção sustentável. O modelo permite até três safras anuais em uma mesma área, combinando culturas agrícolas, criação de gado e reflorestamento, evitando a abertura de novas fronteiras agrícolas. Segundo a Embrapa, sistemas integrados já ocupam mais de 17 milhões de hectares no país, área maior do que a soma da Áustria, Dinamarca e Suíça.
Foto: Divulgação JBS
Tomazoni reforçou a importância de mudar a percepção negativa sobre o agronegócio brasileiro: “Deixamos, ao longo do tempo, que se construísse uma narrativa de que o agro não é sustentável. A COP30 é a nossa chance de mostrar para o mundo o que estamos fazendo aqui”.
A pecuária, segundo o executivo, pode ser parte da solução para a crise climática se adotada em modelos regenerativos. Ele defende a revisão da contabilidade do carbono do setor, valorizando a capacidade de captura de CO₂ pelas pastagens manejadas corretamente, que podem mitigar as emissões de metano dos animais. Estimativas da FAO indicam que solos agrícolas tropicais podem capturar até 23% das emissões globais de gases de efeito estufa.
Pesquisa
Pesquisa do Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da FGV (OCBio/FGV) mostrou que 31% das fazendas do programa Fazenda Nota 10 removem mais carbono do que emitem, corroborando a tese de que o aumento da eficiência produtiva gera impactos ambientais positivos.
Além da experiência direta com os produtores, Tomazoni atua como líder do Grupo de Trabalho de Sistemas Alimentares da Sustainable Business COP (SBCOP). Que coordena a contribuição do setor privado na agenda climática. Ele destacou a importância de transformar metas climáticas em ações práticas que gerem investimentos e acelerem a adoção de boas práticas no agronegócio. “Cabe ao setor privado dar materialidade ao que os governos pactuam. O caminho é produzir cada vez mais com menos recursos”, concluiu.
Uma velha carretinha guardada na garagem simboliza a transformação da vida do casal Silvani Alves Ferreira, 52 anos, e Maurício Gomes da Conceição, 51 anos. O equipamento que antes levava sacas de café até a feira local hoje representa o início de uma jornada que mudou drasticamente com o apoio do governo de Rondônia.
Os agricultores compraram uma segunda propriedade, dois veículos e construíram a casa dos sonhos. Hoje sustentam a faculdade de medicina da filha com a renda do café. “Tudo pago com o café”, garante Silvani.
A realidade atual contrasta com o passado difícil. Maurício vendeu a moto para comprar a primeira propriedade e trabalhava em pedreiras para complementar a renda. Silvani cuidava sozinha da lavoura enquanto ele buscava trabalho fora. A produção chegava à feira em uma carretinha puxada por moto.
Silvani explica como o suporte técnico transformou a vida da família. “A Emater nunca nos abandonou. Temos lavoura com mudas clonais do programa Plante Mais, com 3,5 mil pés de café. Ganhamos um biodigestor e o governo compra nossa produção através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).”
A Emater visita a propriedade mensalmente para orientar a produção. Maurício complementa que a assistência técnica trouxe orientações para melhorar produção e renda. “Nossas conquistas resultam da parceria com a Emater”, diz.
Setor em expansão
Mais de 17 mil famílias trabalham com cafeicultura em Rondônia. Os cafés rondonienses ganharam reconhecimento como “robustas amazônicos”. As variedades apresentam características doces, frutadas, com toques de chocolate e caramelo. Os grãos também oferecem notas florais, resultando em café suave e marcante.
O setor representa uma das principais atividades econômicas do estado. As políticas públicas garantem sustentabilidade, qualidade e lucratividade para os produtores rurais.
O governador Marcos Rocha destaca os resultados da cafeicultura rondoniense. “Os cafeicultores estão mais felizes e com melhor qualidade de vida. Rondônia é o 5º maior produtor de café do Brasil e o 2º maior na produção de robusta”, afirma.
O estado conquistou Indicação Geográfica para o café robusta e bateu recordes de exportação. Os números saltaram de US$ 66,8 mil em 2019 para US$ 130,9 milhões em 2024.
O governo de Rondônia deu um importante passo no fortalecimento da cafeicultura estadual. Foram entregues máquinas e implementos agrícolas no valor de R$ 13,5 milhões para 21 prefeituras e 19 associações rurais. A cerimônia ocorreu na sede regional da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) em Ji-Paraná.
Os novos equipamentos incluem:
20 plantadeiras de café
42 secadores de café
4 rolos compactadores
5 caminhões carga seca
3 pás carregadeiras
Os recursos vieram de emendas parlamentares federais e vão beneficiar pequenos e médios produtores em todo o estado.
Impacto na qualidade do café
Regiane Oliveira, da Associação de Produtores de Nova Brasilândia d’Oeste, comemorou a chegada dos novos secadores: “Já tínhamos um equipamento como esse e fez toda diferença na qualidade dos grãos. Agora vamos poder atender mais produtores e melhorar ainda mais nosso café”.
Foto: Jéssica Ocampo/Secom RO
O governador Marcos Rocha destacou a importância do investimento: “Estamos levando tecnologia e dignidade para quem produz nosso alimento. Esses equipamentos vão modernizar a agricultura familiar e melhorar a vida no campo”.
Entre os municípios beneficiados estão:
Ariquemes
Vilhena
Porto Velho
Rolim de Moura
São Felipe d’Oeste
Política de estado para o agro
O secretário de Agricultura, Luiz Paulo, reforçou que a ação faz parte de um programa contínuo: “Nossa meta é aumentar a produtividade e a renda dos agricultores, com equipamentos de qualidade e assistência técnica”.
O estado é o 5° maior produtor de café do Brasil, e a atividade envolve mais de 20 mil famílias
Em apoio à agricultura indígena foram entregues um trator agrícola, uma grade aradora e uma carreta à comunidade Aruá, localizada na Terra Indígena Rio Branco, em Alta Floresta d’Oeste. A iniciativa foi coordenada pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) de Rondônia. E busca impulsionar a produção sustentável e gerar mais renda para as famílias indígenas da região.
Segundo o governo estadual, a entrega dos equipamentos tem como objetivo modernizar o trabalho no campo. Além de reduzir o esforço físico e otimizar o tempo dos produtores. Com a mecanização, a comunidade Aruá poderá ampliar a área de cultivo, especialmente na produção de café, açaí e mel – culturas que já se destacam pela excelência e sustentabilidade.
O governador Marcos Rocha destacou a importância do desenvolvimento sustentável e do respeito à diversidade cultural. “Estamos investindo em todos os setores produtivos, promovendo autonomia e dignidade às comunidades indígenas de Rondônia”, afirmou. O secretário de Agricultura, Luiz Paulo, reforçou que a ação faz parte de um compromisso maior de inclusão produtiva e fortalecimento das cadeias agrícolas no estado.
Incentivo à produção sustentável
A entrega dos equipamentos também incentiva práticas agrícolas sustentáveis, alinhadas com as diretrizes do Plano Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável. O cacique Edmar Aruá agradeceu o apoio e ressaltou que os novos recursos vão impulsionar a produção de café, segmento no qual a comunidade já conquistou prêmios no Concafé, principal concurso estadual do setor.
Além do café, a expectativa é que a mecanização facilite a diversificação de culturas e aumente a renda das famílias indígenas. O governo de Rondônia tem investido em assistência técnica, capacitação e infraestrutura para garantir que as comunidades tradicionais tenham acesso a tecnologias modernas. E além disso, possam ampliar sua participação no desenvolvimento econômico do estado.
De acordo com dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rondônia possui cerca de 14 mil indígenas, distribuídos em 53 terras indígenas. O fortalecimento da agricultura nessas áreas é considerado estratégico para garantir segurança alimentar, geração de renda e valorização das tradições culturais.
Rondônia registrou um feito inédito no setor de exportações em 2025. Nos primeiros cinco meses do ano, o estado já movimentou mais de US$ 670 milhões em exportações, ultrapassando o total de US$ 608,4 milhões alcançado durante todo o ano de 2024. O crescimento expressivo tem como principal motor a piscicultura, com destaque para o tambaqui, peixe que conquistou espaço no mercado internacional.
O sucesso nas exportações resulta de ações estratégicas do governo estadual, que investiu no fortalecimento da cadeia produtiva e na abertura de novos mercados. Em 2023, Rondônia marcou presença na Expoalimentaria, uma das maiores feiras de alimentos da América Latina, realizada no Peru. O evento abriu portas para negociações e ampliou a visibilidade do pescado rondoniense, especialmente do tambaqui, reconhecido pela qualidade e sustentabilidade.
Foto: Frank Nery/Secom Rondônia
Segundo o governador Marcos Rocha, a presença internacional reforçou a imagem positiva do pescado local: “Mostramos ao mundo a qualidade do nosso pescado e estamos colhendo os frutos. O crescimento das exportações comprova que Rondônia está no rumo certo, com mais oportunidades para nossos produtores e mais renda para o estado”, afirmou.
Estrutura produtiva robusta garante liderança
Rondônia conta atualmente com 6.948 piscicultores cadastrados, distribuídos em 19 mil propriedades e 18 mil hectares de área de cultivo. A produção já supera 56.900 toneladas, com destaque para os municípios de Ariquemes, Primavera de Rondônia e Cacaulândia, que se consolidam como polos produtores.
Durante a missão internacional, empresários rondonienses firmaram contato direto com compradores de diversos países. A Expoalimentaria reuniu mais de 300 expositores de 17 nações, promovendo rodadas de negócios e conexões estratégicas. O tambaqui de Rondônia se destacou pela qualidade e pelo compromisso com a sustentabilidade.
O secretário de Estado da Agricultura, Luiz Paulo, atribui o avanço das exportações a um conjunto de políticas públicas integradas. “Esse avanço é fruto de planejamento, apoio técnico e valorização do produtor. Rondônia está mostrando que é possível produzir com excelência e conquistar espaço no mercado internacional”, ressaltou.
Com resultados expressivos e uma cadeia produtiva fortalecida, a piscicultura de Rondônia se consolida como um dos pilares da economia estadual. O setor confirma o protagonismo do estado tanto no cenário nacional quanto internacional, abrindo novas oportunidades para produtores e impulsionando a geração de renda.
A Gohobby, maior distribuidora de drones agrícolas da América Latina, anunciou um investimento estratégico de R$ 20 milhões na Região Norte do Brasil. O aporte será destinado à construção de um centro de distribuição, escritório e centro de treinamento em Porto Velho (RO), consolidando a presença da empresa nos estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. O objetivo é fortalecer o suporte técnico, comercial e logístico para revendas e produtores rurais, além de expandir a rede de parceiros locais.
O novo centro de operações contará com equipe técnica e comercial própria, oficina de manutenção e estrutura dedicada à capacitação de operadores e revendedores. Inicialmente, a iniciativa vai gerar cinco empregos diretos, com expectativa de dobrar o quadro até 2027. A Gohobby já possui mais de 30 revendas ativas nos quatro estados. E prevê que a Região Norte represente cerca de 50% de sua operação agrícola nos próximos anos.
Com mais de 2 milhões de km² de extensão e mais de 2 milhões de hectares cultivados, a Região Norte se destaca pela diversidade de culturas como soja, arroz, milho, café e frutas, além de 15 milhões de hectares de pastagens. A demanda crescente por tecnologia que aumente a produtividade e reduza custos operacionais torna o mercado regional um dos mais promissores para drones agrícolas no Brasil.
Drones agrícolas: inovação e sustentabilidade no campo
Os drones agrícolas da Gohobby, como os modelos DJI Agras T25 e T50, oferecem capacidades de pulverização de 20 a 40 litros e dispersão de sólidos de 25 a 50 kg, com preços que variam de R$ 120 mil a R$ 200 mil, dependendo da configuração. Essas tecnologias proporcionam monitoramento de precisão, redução de custos, menor consumo de insumos e impacto ambiental reduzido, tornando-se essenciais para o agronegócio moderno.
Segundo Adriano Buzaid, CEO da Gohobby, o investimento reforça o compromisso da empresa com a modernização e sustentabilidade do agronegócio brasileiro. “Nosso foco é promover a modernização do setor com tecnologia de ponta, presença local e capacitação. Esse investimento é 100% Gohobby e reafirma nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável e tecnológico do campo brasileiro”, afirma Buzaid.
Rondônia acaba de alcançar um marco histórico: as exportações de café registraram um salto impressionante, passando de US$ 66,8 mil em 2019 para US$ 130,9 milhões em 2024. O crescimento consolida o estado como o maior produtor de café da Região Norte e o 5º maior do Brasil. São mais de 48 mil hectares cultivados e uma produção que supera 2,8 milhões de sacas de café robusta.
Nos últimos anos, Rondônia investiu em políticas agrícolas estratégicas, como o programa Plante Mais (distribuição de mudas) e o Concurso de Qualidade e Produtividade do Café (Concafé). Essas iniciativas, lideradas pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) e pela Emater-RO, foram essenciais para modernizar a produção e elevar a qualidade dos grãos.
Além disso, a alta no consumo mundial de café e a redução da oferta em outras regiões produtoras – devido a crises hídricas – impulsionaram os preços. Em agosto de 2024, a saca de café atingiu patamares históricos, permitindo que Rondônia competisse em igualdade com os grandes exportadores nacionais.
Café robusta de Rondônia conquista mercados
A qualidade do café robusta rondoniense ganhou destaque internacional após a 1ª Feira Robustas Amazônicos, que apresentou os grãos como produtos especiais, sustentáveis e de alta qualidade. Atualmente, o estado exporta para Vietnã, Alemanha, Bélgica, Itália, Estados Unidos e Índia, entre outros mercados exigentes.
O secretário de Agricultura, Luiz Paulo, destacou: “Esse salto é fruto de um trabalho consistente, que vai desde o suporte técnico ao produtor até o fortalecimento da imagem do nosso café lá fora.”
Governo celebra resultados e projeta futuro sustentável
O governador Marcos Rocha reforçou o papel das políticas públicas nessa transformação: “Com uma política agrícola consistente, fomento à produção e incentivo à modernização, alcançamos essa competitividade. Hoje, Rondônia colhe os frutos de um trabalho visionário.”
Com mais de 17 mil famílias envolvidas na cafeicultura, o setor se consolida como uma das principais forças da economia rural do estado. Apoio técnico, inovação e promoção internacional foram fundamentais para esse sucesso.